A divulgação comercial e as noticias cavilosas em forma de merchandising (propaganda subliminar) na imprensa, não conseguem esconder a realidade: o setor imobiliário de Mossoró está abalado.
O boom da verticalização, aliado ao surgimento de condomínios horizontais e loteamentos diferenciados, parece ter passado. Alguns lançamentos recentes estão boiando. Outros hipotéticos projetos vão para a gaveta.
É impossível se identificar, sem um estudo científico, quais as razões para o problema. Existem suposições.
Podem estar surgindo os primeiros reflexos da crise econômico-financeira mundial, além do próprio esgotamento do mercado, quanto ao alvo relacionado às classes mais abastadas.
O cenário precisa ser avaliado profissionalmente, pois a construção civil é uma das mais importantes indústrias do país, em face do seu poder socializante da pecúnia, na pirâmide social.























Um verdadeiro clima de cimitério, mal estar e munto chororÔ para alguns admitidos, para àqueles que perderam suas patentes, e tambem para àqueles que estão uzufruindo de fato, principalmente em uma certa gerÊncia quando tudo já foi flores.
…Também não sou especialista deste ramo, mas acho que poderiamos colocar entre as hipóteses:
– Apartamentos minúsculos e valores maiúsculos, exorbitantes
– Acabamentos precários
– Falta de garagem para os carros (qual familia que pode comprar um apartamento, não tem condições de ter dois carros?)
– Política de qualidade e compromisso para com o consumidor quase zero, sempre tem alguém que está muito insatisfeiro com a compra feita.
– Por isso a compra na planta está virando uma faca de dois gumes
– O preço do metro quadrado não condiz com a realidade do Mossoroense.
– O consumidor espera o momento para ter as condições favoráveis, condizente com seu desejo, para efetivar a compra. Portanto construtores, está chegando a hora de rever o seu produto e oferecer o que precisamos – qualidade, comodidade, segurança e preço justo.
… Mas também acho que a crise que passamos tem sua parcela de responsabilidade nesse setor, afinal quem investe em algo quando o cenário se mostra nebuloso??? È sempre melhor deixar a tempestade passar, afinal cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém.
Meu Caro Carlos,
É verdade que, assustados com as centenas de notícias sobre crise finaceira e quebradeira assusta a todos nós Construtores.Mas também é verdade que o deficit habitacional em nosso País, e Mossoró não é diferente, é enorme daí a necessidade de se construir cada dia mais e mais.A crise passa, mas os imóveis ficam. Os que investem neles sabiamente ficam com os dividendos. Portanto, tirando as notícias alarmistas sobre crise e quabradeira, seguimos trabalhando firme acreditando nessa terra de oportunidades e sonhando com o dia que veremos a nossa Mossoró, bem urbanizada, sem favelas, saneada, limpa , com transito seguro e organizado e sobretudo com muitos edificios de qualidade a embelezar as suas ruas.
Forte abraço.
Paulo Roberto
O problema, Carlos, é que as imobiliárias não são feitas, em sua maioria, para pessoas de baixa renda. E falta enxergar, eu acho, que Mossoró não é feita somente de marajás. Há pobres aqui e alhures. Com 450 por mês o sujeito nem pensa em entrar nesses condomínios, imagine em adquirir algum terreno. A solução seria amenizar nas prestações, facilitar.