quarta-feira - 04/02/2009 - 14:14h

Setor imobiliário começa a sofrer abalo

A divulgação comercial e as noticias cavilosas em forma de merchandising (propaganda subliminar) na imprensa, não conseguem esconder a realidade: o setor imobiliário de Mossoró está abalado.

O boom da verticalização, aliado ao surgimento de condomínios horizontais e loteamentos diferenciados, parece ter passado. Alguns lançamentos recentes estão boiando. Outros hipotéticos projetos vão para a gaveta.

É impossível se identificar, sem um estudo científico, quais as razões para o problema. Existem suposições.

Podem estar surgindo os primeiros reflexos da crise econômico-financeira mundial, além do próprio esgotamento do mercado, quanto ao alvo relacionado às classes mais abastadas. 

O cenário precisa ser avaliado profissionalmente, pois a construção civil é uma das mais importantes indústrias do país, em face do seu poder socializante da pecúnia, na pirâmide social.

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Categoria(s): Blog

Comentários

  1. Rubean Nunes diz:

    Um verdadeiro clima de cimitério, mal estar e munto chororÔ para alguns admitidos, para àqueles que perderam suas patentes, e tambem para àqueles que estão uzufruindo de fato, principalmente em uma certa gerÊncia quando tudo já foi flores.

  2. Ana KAtarina Gurgel diz:

    …Também não sou especialista deste ramo, mas acho que poderiamos colocar entre as hipóteses:
    – Apartamentos minúsculos e valores maiúsculos, exorbitantes
    – Acabamentos precários
    – Falta de garagem para os carros (qual familia que pode comprar um apartamento, não tem condições de ter dois carros?)
    – Política de qualidade e compromisso para com o consumidor quase zero, sempre tem alguém que está muito insatisfeiro com a compra feita.
    – Por isso a compra na planta está virando uma faca de dois gumes
    – O preço do metro quadrado não condiz com a realidade do Mossoroense.
    – O consumidor espera o momento para ter as condições favoráveis, condizente com seu desejo, para efetivar a compra. Portanto construtores, está chegando a hora de rever o seu produto e oferecer o que precisamos – qualidade, comodidade, segurança e preço justo.

  3. Ana KAtarina Gurgel diz:

    … Mas também acho que a crise que passamos tem sua parcela de responsabilidade nesse setor, afinal quem investe em algo quando o cenário se mostra nebuloso??? È sempre melhor deixar a tempestade passar, afinal cautela e canja de galinha não faz mal a ninguém.

  4. Paulo Roberto diz:

    Meu Caro Carlos,

    É verdade que, assustados com as centenas de notícias sobre crise finaceira e quebradeira assusta a todos nós Construtores.Mas também é verdade que o deficit habitacional em nosso País, e Mossoró não é diferente, é enorme daí a necessidade de se construir cada dia mais e mais.A crise passa, mas os imóveis ficam. Os que investem neles sabiamente ficam com os dividendos. Portanto, tirando as notícias alarmistas sobre crise e quabradeira, seguimos trabalhando firme acreditando nessa terra de oportunidades e sonhando com o dia que veremos a nossa Mossoró, bem urbanizada, sem favelas, saneada, limpa , com transito seguro e organizado e sobretudo com muitos edificios de qualidade a embelezar as suas ruas.
    Forte abraço.
    Paulo Roberto

  5. Mário diz:

    O problema, Carlos, é que as imobiliárias não são feitas, em sua maioria, para pessoas de baixa renda. E falta enxergar, eu acho, que Mossoró não é feita somente de marajás. Há pobres aqui e alhures. Com 450 por mês o sujeito nem pensa em entrar nesses condomínios, imagine em adquirir algum terreno. A solução seria amenizar nas prestações, facilitar.

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