terça-feira - 04/11/2025 - 09:28h
INSS

Apoio de Abraão Lincoln a candidatos em 2024 entra na mira da CPMI

Abraão na posse do prefeito e da vice-prefeita Meyrelle Souza de Porto do Mangue (Foto: rede social do depoente)

Abraão na posse do prefeito e da vice-prefeita Meyrelle Souza de Porto do Mangue (Foto: rede social do depoente)

Na oitiva de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nessa segunda-feira (03), em Brasília, ele cometeu deslizes que o levaram a ser preso (veja AQUI). Apesar de depor apenas como testemunha, mentiu perante os sabatinadores e pode também trazer problemas para alguns políticos do RN.

Pré-candidato a deputado federal, Abraão Lincoln percorreu o RN no ano passado com apoio a vários candidatos a prefeito e a vereador. Na CPMI, ele embaraçou-se e negou – por exemplo – que sequer tivesse andado em Porto do Mangue, na campanha do prefeito eleito Francisco Antônio Faustino (Republicanos), o “Dino.” Foi flagrado mentindo.

– Ele (Abraão) gastou uma fortuna na campanha municipal comprando apoio para a próxima eleição – apontou o deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), no interrogatório dessa segunda-feira (veja Vídeo AQUI), na CPMI do INSS. Diante da pressão do deputado, o interrogado deu uma resposta que o condena: “Vou ficar em silêncio.”

Abraão Lincoln participou de eventos de campanha em Porto do Mangue e “chegou junto” em vários outros municípios potiguares, como esses: Mossoró, Montanhas, Macau, Ceará-mirim, Maxaranguape, Baia Formosa, Cruzeta, Tangará, Jucurutu, Nova Cruz, Tibau do Sul, Alexandria, João Dias, Guamaré, João Câmara, Assú, Pedro Velho, Arez, Caiçara do Norte, São Rafael, Canguaretama, Vila Flor, Ipanguaçu, Areia Branca, Martins, Paraú, Macaíba, Várzea, Bom Jesus, São Bento do Norte, Parnamirim, Ielmo Marinho e Parazinho. Não faltam registros nas redes sociais, que a partir de agora passam a ser deletados por quem não quer se ver enroscado com ele.

No dia 28 de agosto deste ano, o BCS antecipou que Abraão Lincoln causaria problemas a muitos políticos, quando houvesse aprofundamento de investigação (veja AQUI).

Na CPMI, ele aparece como um dos principais investigados. A confederação que preside recebeu R$ 221 milhões em descontos associativos, cerca de R$ 10 milhões mensais. A CBPA passou de 4 cadastros em maio de 2023 para 757 mil em 2025, além de tentativas de incluir 40 mil pessoas já falecidas como filiadas.

A CPMI identificou que 99,5% dos filiados não reconheceram os descontos.

Passado que condena

Em 17 de outubro de 2015, Abraão Lincoln foi preso no Rio Grande do Sul por envolvimento em outro escândalo (veja AQUI). Ganhou liberdade em janeiro de 2016. A Operação Enredados – tocada pela Polícia Federal – identificou esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Teria causado prejuízo de cerca de R$ 1,4 bilhão à União.

Ano passado, ele virou réu em primeiro grau, em ação penal eleitoral decorrente desse mesmo caso.

Votos

Na política, Abraão obteve 63.371 votos (4,01%) em 2014 na tentativa de ser deputado federal. Ficou na primeira suplência da Coligação União pela Mudança, inscrito no PRB. Em 2018, caiu para a quarta suplência da Coligação Superação e Trabalho, com 42.431 votos (2,64%), também pelo PRB.

Nota do BCS – Evitamos expor fotos ou vídeos desse ou daquele nome apoiado por Linlcoln, por razão bem clara: o fato de ter recebido apoio dele não significa que o candidato direta ou indiretamente soubesse de supostos desvios do INSS, ou mesmo houvesse ciência de que ele poderia estar participando desse esquema bilionário. A foto no alto da postagem deriva do fato jornalístico, com citação do prefeito Dino de Porto no Mangue na própria CPMI do INSS. Não significa, também, que tenha recebido qualquer benefício ilegal.

Abraão Lincoln é levado preso após depoimento (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Abraão Lincoln é levado preso após depoimento (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

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terça-feira - 04/11/2025 - 07:48h
Falso testemunho

Pré-candidato a federal no RN é preso pela CPMI do INSS em Brasília

Lincoln não é principiante em escândalos com o dinheiro público (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

Lincoln não é principiante em escândalos com o dinheiro público (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) e pré-candidato a deputado federal no RN, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, teve a prisão decretada pelo presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na madrugada desta terça-feira (4/11), sob a acusação de falso testemunho. O pedido foi feito pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União -AL), e acatado pelo presidente da comissão.

“Determino a prisão em flagrante do senhor Abraão Lincoln Ferreira da Cruz pelo crime impróprio de falso testemunho que trata o inciso dois do artigo quarto da lei 1.579/52”, afirmou Viana ao encerrar a sessão iniciada ainda na segunda-feira (3/11).

A CBPA passou de 4 cadastros em maio de 2023 para 757 mil em 2025, além de tentativas de incluir 40 mil pessoas já falecidas como filiadas. Segundo Gaspar, a confederação recebeu R$ 221 milhões em descontos associativos, cerca de R$ 10 milhões mensais. Lincoln disse que enviará documentos à CPMI.

Convocado como testemunha, Lincoln compareceu com habeas corpus preventivo concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão garantiu o direito ao silêncio e à não autoincriminação.

Conforme o deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA), o sindicalista mentiu ao dizer que não conhecia o tesoureiro da CBPA, Gabriel Negreiros, pois este último é padrinho de um neto do depoente. O parlamentar apresentou uma foto do batizado da criança e também afirmou que Abraão Lincoln depositou R$ 5 milhões em uma conta de Negreiros.

“Ele (Abraão Lincoln) chama de relação institucional depositar R$ 5 milhões na conta do Gabriel Negreiros, que nada mais é do que padrinho do Neto dele. Ele ser padrinho do seu neto, é relação institucional?”, questionou Duarte Jr.

Após ser pressionado pelo deputado, Abraão Lincoln disse que se confundiu ao responder o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), a respeito da relação com Negreiros.

Nota do BCS – Lincoln é um velho conhecido do “Lado B” da política do RN e não é a primeira vez que aparece patinhando em ambiente pantanoso. Depois a gente conta fatos e bastidores.

Com informações da Agência Senado, Metrópoles, UOL, G1 e BCS

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quinta-feira - 28/08/2025 - 07:30h
CPMI do INSS

Investigado pode causar problemas para apoiadores no RN

Lincoln tem problemas sérios que não são de agora (Foto: autoria não identificada)

Lincoln tem problemas sérios que não são de agora (Foto: autoria não identificada)

A quebra de sigilos bancário e fiscal de Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), pode lhe trazer muitos problemas e desdobramentos complicados para outras pessoas. Os pedidos foram formalizados na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional.

Ex-candidato a deputado federal e novamente pré-candidato no RN para 2026, Abraão Lincoln tem dado agrados regulares a muitos apoiadores à sua marcha política à Câmara dos Deputados, inclusive em Mossoró. No município, conta com pelo menos quatro políticos que tiveram mandato até dezembro do ano passado, nas fileiras da oposição local.

O investigado é visto como um nome de peso na engrenagem de desvio bilionário da autarquia federal, que atingiu milhões de segurados. ‘Sua’ CBPA teria desviado mais de R$ 221 milhões, em tentáculos fincados por todo o país.

Antecedentes

Em 17 de outubro de 2015, Abraão Lincoln foi preso no Rio Grande do Sul por envolvimento em outro escândalo (veja AQUI). A Operação Enredados – tocada pela Polícia Federal – identificou esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial. Teria causado prejuízo de cerca de R$ 1,4 bilhão à União.

Votos

Na política, Abraão obteve 63.371 votos (4,01%) em 2014 na tentativa de ser deputado federal. Ficou na primeira suplência da Coligação União pela Mudança, inscrito no PRB. Em 2018, caiu para a quarta suplência da Coligação Superação e Trabalho, com 42.431 votos (2,64%), também pelo PRB.

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