Dinheiro alheio é muito bom.
A União investiu cerca de R$ 40 milhões no Aeroporto Augusto Severo (Parnamirim), para depois fechá-lo, mesmo sendo bem-avaliado.
Com tanto desperdício, não é para estranhar termos um país mergulhado em tamanha crise.
Jornalismo com Opinião
Dinheiro alheio é muito bom.
A União investiu cerca de R$ 40 milhões no Aeroporto Augusto Severo (Parnamirim), para depois fechá-lo, mesmo sendo bem-avaliado.
Com tanto desperdício, não é para estranhar termos um país mergulhado em tamanha crise.
O programa Mais RN vai propor um novo destino para a estrutura do Aeroporto Augusto Severo, desativado no fim de maio. Os técnicos da consultoria Macroplan, responsáveis pelo projeto, vão elaborar um estudo sobre o terminal à pedido do Sebrae e da Fiern.
A ideia dos empresários é manter a devolução da pista à Aeronáutica, mas encontrar um destino diferente para o edifício que durante as últimas décadas funcionou como aeroporto. Entre as possibilidades discutidas, está transformar o local em uma nova rodoviária, uma Ceasa, um centro de convenções e até mesmo um shopping com direito a museu de aviação.
O Mais RN é um dos projetos criados por Rogério Marinho, pré-candidato a deputado federal, durante sua passagem pela Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico. O então titular da pasta articulou a união da Federação das Indústrias do RN (FIERN), do Sebrae e do Governo, além de atuar de forma decisiva para conquistar os recursos junto a iniciativa privada que possibilitaram o financiamento da consultoria.
Segundo Rogério, “esse diagnóstico vai identificar o potencial econômico e traçar um plano de desenvolvimento para os próximos 20 anos, o que será um marco histórico para a economia do nosso Estado”. O projeto será lançado oficialmente no dia 18 de julho.
Do Portal G1
O Governo do Rio Grande do Norte está sem hangar para abrigar as três aeronaves que possui – dois aviões e o helicóptero Potiguar I.
O hangar dessas aeronaves ficava no aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, por força de um contrato firmado entre o governo e a Infraero. Desde o sábado (31), o Augusto Severo deixou de receber voos civis e passou a ser base militar.
Os voos civis agora são operados no Aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.
O helicóptero Potiguar I é o único do estado que faz serviço de patrulhamento de ruas e socorrimento de feridos. No sábado, segundo uma fonte do G1 na Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), o helicóptero decolou do Augusto Severo e, após uma patrulha, não teve autorização de pouso no hangar.
Desde esse dia, a aeronave pousa e decola do campo de futebol do quartel do Comando Geral da Polícia Militar, em Natal.
Os dois aviões do governo continuam pousados no Augusto Severo. Segundo a fonte, se essas aeronaves decolarem, também não poderão pousar nesse aeroporto.
Em nota enviada ao G1, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirma que as três aeronaves não têm permissão de pouso no Augusto Severo. “O contrato de concessão de uso do aeroporto Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, dá à concessionária o direito de explorar, com exclusividade, os voos da aviação civil em Natal.
Contrato
Portanto, a partir da ativação do novo aeroporto, todas as operações aéreas dessa natureza, que eram feitas no aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, foram transferidas, por força contratual, permanecendo a Base Aérea de Natal apenas com as operações militares”.
O impasse se dá porque o governo tinha um contrato com a Infraero, que administrava o Augusto Severo. Com o início das operações do Aluízio Alves, esse contrato perdeu validade. A Infraero não administra mais nenhum aeroporto no Rio Grande do Norte.
Por meio da assessoria de comunicação, o Governo do Estado informou que tem contrato com a Infraero até 2018. Sobre o helicóptero Potiguar I, o governo disse que a aeronave “está no quartel do Comando Geral da PM para facilitar deslocamento entre Natal e cidades adjacentes”.
O consórcio Inframérica, que administra o aeroporto Aluízio Alves, antecipou ao G1 que já foi procurado pelo governo do estado para estudar a possibilidade de instalar o hangar no novo aeroporto do RN. Ainda não há previsão de quando isso pode ocorrer.
O Aeroporto Internacional Augusto Severo teve o pior desempenho de todos os aeroportos das capitais do Nordeste com relação ao crescimento da quantidade total de passageiros no primeiro semestre de 2013 em relação ao primeiro semestre de 2011. É o que aponta a estatística divulgada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Neste período, a quantidade de passageiros diminuiu 7,8%, enquanto a média das demais capitais do Nordeste cresceu +2,2%. O número de passageiros domésticos diminuiu 7,7% e de internacionais 10,5%. Ou seja, o Aeroporto potiguar sofreu redução nos dois segmentos.
Em números, esse percentual representa uma redução de 103.405 passageiros no primeiro semestre de 2013 em relação ao primeiro semestre de 2011 sendo 97.504 domésticos e 5.811 internacionais.
Dos aeroportos das capitais do Nordeste, apenas Natal (-7,8%), Salvador (-2,3%) e Teresina (-0,2%) tiveram perdas de passageiros no primeiro semestre de 2013 em relação ao primeiro semestre de 2011.
Outro dado preocupante é que os principais destinos turísticos que concorrem com Natal – à exceção de Salvador – apresentaram crescimento do número de passageiros no primeiro semestre de 2013 em relação ao primeiro semestre de 2011: Maceió (+22,5%), João Pessoa (+9,7%), Fortaleza (+3,1%) e Recife (+2,7%).
Além disso, a quantidade de passageiros de janeiro a junho de 2013 no Augusto Severo foi menor que o mesmo período do ano anterior por dois anos consecutivos demonstrando uma clara tendência de queda e indicando uma crise estrutural no turismo. Em 2011, o volume de passageiros foi de 1.320.588. Ano passado caiu para 1.291.430 e, em 2013, caiu novamente atingindo 1.217.183.
Ainda dentro do levantamento feito pela Infraero, é possível constatar que Aeroporto Augusto Severo apresentou queda no volume total de passageiros em todos os meses do primeiro semestre de 2013 em relação a 2012 e também em relação a 2011. O que mostra uma queda mês a mês durante dois anos consecutivos numa clara tendência de perda de passageiros.
Do Blog Fator RRH
O empresário Flávio Rocha disse recentemente que no RN criou-se um ambiente hostil contra o empresariado. É porque ele não sabia ainda o que está acontecendo neste momento com os exportadores do Estado que usam o Aeroporto Augusto Severo para enviar sua produção.
O setor do Ministério da Agricultura que libera a guia das exportações deixou de emitir pelo simples fato que não tem mais acesso à internet.
E sabem a causa?
A Infraero cortou a internet do Ministério da Agricultura no Aeroporto.
Nada pode ser exportado sem a guia eletrônica.
Os empresários estão desesperados, profundamente irritados com a situação e com os prejuízos, já que deixam de cumprir os compromissos com os clientes.
“E realmente muito difícil produzir no RN”, protestou um exportador.
A empresa Cima Engenharia e Empreedimentos quer dar um passo atrás nos trabalhos de reforma do Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim. Valor do projeto R$ 16 milhões.
Segundo transpira dos intramuros desse sistema aeroportuário, a Cima alega que estariam existindo falhas no projeto original, comprometendo seu trabalho e atendimento às exigências do processo licitatório.
Esse contrato é relacionado diretamente com a Infraero.
No dia 5 de setembro haverá audiência entre Infraero e Cima em Recife-PE, para tentar superar o impasse.


