segunda-feira - 27/04/2020 - 21:46h
Decisão

Justiça veta terceirização suspeita para Hospital de Campanha

Do G1RN e Blog Carlos Santos

A Justiça do Trabalho proibiu a Prefeitura de Natal de contratar médicos através de empresa terceirizada para o Hospital de Campanha, que está sendo construído para atender pacientes da Covid-19.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (27) pela 6ª Vara do Trabalho da capital e o descumprimento implica em multa diária de R$ 5 mil.

O G1 tentou contato com a prefeitura, mas não conseguiu.

Hospital de Campanha de Natal vai funcionar na Via Costeira — (Foto: Sara Cardoso/Inter TV Cabugi)

Foi o Sindicato dos Médicos do Estado entrou com uma ação civil pública solicitando liminar na Justiça para impedir o município de terceirizar ou “quarterizar” mão de obra médica.

Enredo sinuoso

O enredo desse Hospital de Campanha do prefeito Álvaro Dias (PSDB), que surgiu aos olhos de muita gente e de parcela majoritária da mídia da capital, como uma panaceia e iniciativa diferenciada, aos poucos vai se transformando em algo repleto de sinuosidade.

O jornalista Dinarte Assunção denunciou que existiriam favorecimentos em contratações terceirizadas (veja AQUI). O prefeito entrou em erupção, sentindo-se vítima de difamação, satanizando Assunção.

Mas acabou recuando e determinação a anulação do processo licitatório (veja AQUI).

Ficou sem saída. A empresa T&N Serviços em Saúde, contratada emergencialmente pela Secretaria Municipal de Saúde por R$ 19,3 milhões para ações de combate à pandemia da Covid-19, tem em seus quadros uma sócia que é esposa de sócio do prefeito de Natal, Álvaro Dias. Além de sócio, o homem é cunhado do prefeito.

Família, família

O Blog do Dina de Dinarte Assunção revelou que a T&N estava em nome de Illanna Kellen Pereira da Silva, Ilana Kelly Matias de Oliveira e Paulyana Silva Gomes de Melo.

Paulyana é esposa de Vinícius Graco Diógenes Ramos de Oliveira Freitas, que é irmão da primeira-dama de Natal, Amanda Grace Diógenes Freitas Costa Dias. Além disso, Vinícius é sócio do prefeito Álvaro Dias na empresa Diógenes Oliveira Agro Industrial, sediada em Caicó e descrita como empreendimento que produz alimento para animais (veja AQUI).

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Categoria(s): Política
quarta-feira - 21/11/2012 - 15:54h
Deslize

Juíza se complica com decisão do STJ

A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu provimento, por unanimidade, a recurso especial, permitindo que a ação de improbidade administrativa promovida pelo Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) contra a juíza de direito Amanda Grace Diógenes Freitas Costa Dias possa ter continuidade.

A ação, ajuizada em 2007 por meio dos procuradores da República que compõem o Núcleo de Combate à Corrupção do MPF/RN, tem ainda como réus o marido da magistrada, o então deputado estadual Álvaro Costa Dias, e o ex-prefeito do município de Jardim do Seridó, Patrício Joaquim de Medeiros Júnior.

O processo teve seu trâmite suspenso em 2008, quando a Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região decidiu que “não se admite o manejo de ação de improbidade administrativa contra magistrado em face de ato judicial”. Com a decisão do STJ no Recurso Especial nº 1249531, a ação de improbidade poderá ter continuidade.

De acordo com a investigação do MPF, a juíza Amanda Grace praticou atos que violam gravemente os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade que deveria manter perante a Justiça Eleitoral.

Isso porque exerceu as funções de juíza eleitoral da 23ª Zona Eleitoral, em Jardim do Seridó, por um ano e sete meses (de setembro de 2002 a abril de 2004) sem praticar nenhum ato processual em dois processos penais eleitorais.

Além disso, apesar de em abril de 2004 ter deixado a Zona Eleitoral de Jardim do Seridó, a juíza teria permanecido com a posse dos processos até 5 de dezembro de 2005. Eles só foram devolvidos, via Correios, depois que servidora chefe do cartório eleitoral daquele município, por ordem da nova juíza eleitoral, solicitou a devolução.

Os dois processos penais eleitorais ocultados apuravam a possível prática de crimes eleitorais por Patrício Joaquim de Medeiros Júnior, que possui laços de parentescos e vínculos políticos com o esposo da magistrada, Álvaro Dias. Além disso, quando candidato ao cargo de deputado estadual em 2002, este recebeu o expresso apoio do então prefeito de Jardim do Seridó, Patrício Júnior. Os dois pertenciam ao mesmo partido, o PDT.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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