segunda-feira - 14/05/2018 - 13:00h

A culpa do atraso e do caos não é do Santo Antônio

Por Carlos Santos

Segundo as ciências sociais, o Formador de Opinião (FO) é o indivíduo que tem a capacidade de influenciar o pensamento e o modo de agir de outras pessoas individual e coletivamente, nos mais diversos campos da atividade humana, como na política, na convivência social, no esporte etc.

Sob essa ótica cientificista, outra vez despertou minha atenção – sem me estarrecer, fenômeno perene na sociedade mossoroense em relação à visão que o ‘FO’ tem sobre a elite política caseira e ainda o seu conceito sobre cidadania. Esses formadores de opinião contribuem à comunidade em que vivem ou apenas zelam por seus interesses mais diretos?

Abandono do Santa Delmira, com lamaçal e pavimentação semidestruída, causa indignação; corrupção, não (Foto: Blog CS)

Nos últimos dias, o Blog Carlos Santos apurou e postou uma série de matérias relativas à gestão municipal. Focalizamos seu esforço para camuflar assuntos do interesse público, como contratos viciados e prejudiciais ao erário e aos munícipes, no tocante à limpeza urbana e outros serviços. Leia, por exemplo, essa postagem: Rosalba acerta mais alguns milhões em contratos suspeitos.

Apesar da delicadeza dos fatos narrados (com amparo em documentos oficiais) e os muitos milhões envolvidos, as postagens quase não foram comentadas e replicadas em redes sociais. Pelo visto, há medo e cumplicidade justificando esse teórico “alheamento”.

Rosalba e Francisco: "lixo de luxo" (Foto: arquivo)

Paralelamente, foto-legenda com lamaçal e pavimentação semidestruída no conjunto Santa Delmira, acabou sendo multiplicada em mais de 150 compartilhamentos e dezenas de comentários. Milhares de pessoas se revoltaram diante desse material no Face e Instagram do Blog.

Contudo parece que não conseguem associar que a abundância de dinheiro varrido no “lixo de luxo” tem relação direta com esse caos, que também dilacera a saúde, educação, segurança etc.

Essa mesma corrente humana que se cala diante da corrupção “Made in Mossoró“, que lhe afeta direta ou indiretamente, vocifera contra Michel Temer (MDB), condena Lula (PT) e demoniza Dilma Rousseff (PT) ou Aécio Neves, como se eles fossem causadores de todos os nossos males.

Uma lenda urbana e números eleitorais garantem que o bairro Santo Antônio (área de maior densidade populacional/eleitoral local) e o restante da periferia são os culpados pela legitimação desse modelo de dominação.

A assertiva é parcialmente correta, mas esconde uma profunda leviandade: de verdade, é a elite formadora de opinião de Mossoró que patrocina e compartilha desse modelo atrasado de administração e do fazer política. Por omissão, compadrio ou vantagem particular/familiar, concorre à perpetuação de privilégios para uns poucos, com o suor da patuleia.

A massa-gente do bairro São Antônio/periferia é vítima numerosa desse conchavo. É inocente-útil de engrenagem que a mantém refém da pobreza e incapaz de entender, que apenas uma parte microscópica de bem-estar é o que lhe cabe nesse latifúndio.

PRIMEIRA PÁGINA

Agripino leva Carlos Eduardo às bases – Nos últimos dois finais de semana, o senador José Agripino (DEM) intensificou articulações e acompanhamento pessoal ao pré-candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT), nas regões Seridó e Vale do Açu. Abre caminho para Carlos em setores e entre referências políticas que ele não tinha contato e presença. Sábado, por exemplo, conversas foram em Assu.

Senador José Agripino abriu diálogo de Carlos com lideranças no sábado passado de olho nas eleições (Foto: cedida)

Geraldo Melo quer ser candidato ao Senado – Apesar da cúpula do PSDB apresentar o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PSDB) como pré-candidato ao governo, até cobrando seu nome em planilhas de pesquisas oficiais ao governo, ele não esconde de ninguém: seu projeto é voltar ao Senado. O partido dos tucanos trabalha essa estratégia de pressão, para abrir caminho para viabilizá-lo como nome a senador no chapão de Carlos Eduardo Alves (PDT), em lugar de José Agripino (DEM) ou até mesmo de Garibaldi Alves Filho (MDB).

Vice de Fátima deverá ser de Mossoró – O recuo do empresário Wilson Fernandes (veja AQUI) da hipotética candidatura a vice na chapa ao governo da Senadora Fátima Bezerra (PT), não alijou a presença de Mossoró na companhia da congressista no pleito 2018. O segundo maior colégio eleitoral do estado tende a preencher espaço ao lado dela, sem indicação de forças tradicionais da política mossoroense. O assunto avança no próprio partido e pode capitalizar ainda mais sua postulação. Depois traremos mais detalhes de bastidores.

Francisco José Júnior ignora política e opta pela Medicina – Em endereços próprios na Internet, o ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior expõe foto de um jaleco, com seu nome e logomarca da “Uninter”, instituição estrangeira em que passou a estudar Medicina ao lado da mulher Amélia Ciarlini. Como o Blog Carlos Santos já divulgara em primeira mão no dia 25 de fevereiro deste ano (veja AQUI), é seu novo foco agora e não mais a política. A instituição fica localizada em Ciudad del Leste (conheça AQUI), no Paraguai, fronteira com o Brasil, limite com Foz de Iguaçu-PR, onde o casal e parte dos filhos passaram a residir. Outro filho também estuda Medicina, mas no Brasil.

'Doutor' Francisco: jaleco pronto

Dispensa de licitação vira regra em vez de exceção – Impressiona a quantidade de processos com “dispensa de licitação” entre o final do ano passado e os primeiros meses deste ano na Prefeitura Municipal de Mossoró. Vários são relativos à contratação de mão-de-obra terceirizada. A justificativa de “emergência” para evitar licitação é prova de má-fé ou incompetência. Nas duas hipóteses, um só resultado: prejuízo para o erário e munícipes. Mossoró é uma terra sem lei.

Memorial Itinerante Wilma de Faria – O “Memorial Itinerante Wilma de Faria” será apresentado entre essa terça-feira (15) e quinta-feira (17) em Assu. Será na Casa de Cultura Popular Sobrado da Baronesa, na Praça São João, entre 8 e 18h. Mas a abertura na terça-feira será às 18h. Acervo com fotos e objetos pessoais documentam a trajetória política da ex-governadora falecida ano passado.

EM PAUTA

OAB – A Ordem dos Advogados Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, convida advogados em início de carreira a participarem do XII Curso de Iniciação à Advocacia de 16 a 18 de maio de 2018, na sede da OAB Mossoró, com o apoio da Caixa de Assistência ao Advogado da OAB RN(CAARN) e a Escola Aberta de Direito (EADir). Inscrições na própria OAB.

Aracati – O Governo do Ceará segue programa de fortalecimento de uma rede de aeródromos no estado e prepara o Aeroporto Dragão do Mar (Aracati) para receber aviões acima de 100 lugares. O foco é a Rota das Falésias e Polo Costa Branca-Mossoró no Rio Grande do Norte.

Thiago e Maria Jácome: sucesso (Foto: cedida)

Destaque – Cearense de nascimento, mas estudando e atuando em Mossoró desde 2009, o arquiteto Thiago Lucas Diniz, ficou entre os finalistas do Prêmio Tok & Stok de Design Universitário 2017. Esta é segunda vez que ele fica entre os selecionados para a final da premiação que alavanca a formação dos designs brasileiros. Thiago é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Potiguar e concluiu o curso recentemente, no final de 2017. Na edição de 2016, ele também ficou entre os finalistas do prêmio. A professora Maria Jácome, orientadora de Thiago.

Câncer – Discutir e atualizar os profissionais e estudantes da área de saúde na oncologia. Esse é o objetivo da V Jornada de Oncologia do Seridó e III Simpósio de Oncologia Oral, que acontecem no dia 18 de maio, no auditório do CERES-UFRN, em Caicó. A jornada será aberta às 8 horas pelo superintendente da Liga Contra o Câncer, Roberto Sales.

Arquitetura e Design – O 3º Fórum de Arquitetura e Design (FAED) de Mossoró está definido para o dia 24 deste mês, às 13h, no Requinte Buffet e contará com as palestras das arquitetas Carol Bezerra (Natal) e Carol Cantelli (Dourados/MS). As arquitetas e urbanistas Sarah Gurgel, Talita Costa e Wanderlânia Lima organizam o evento que terá outras atividades.

Cinema – Será entre os dias 26 e 27 deste mês de maio, a Virada Cinematográfica no Cinépolis Natal Shopping, com exibição dos filmes “A Bela da Tarde”, “Mulholland Drive: Cidade dos Sonhos” e “A Primeira Noite de um Homem”. As sessões acontecerão entre às 23h50 do sábado até às 6h30 do domingo, com dois intervalos de 15 minutos entre elas.

SÓ PRA CONTRARIAR

Aos poucos a quantidade de pré-candidatos “Fakes” (falsos) ao governo vai se dissipando e se revelando…

GERAIS… GERAIS… GERAIS

Adriano Coutinho operacionaliza entrega em domicílio de sua “Feijoada no Pote” sempre aos sábados e domingos, em Mossoró. Produto de boa qualidade e preços. Tele-entrega nesses números: (84) 98880-4865/98822-2881. Instagram: @feijoadanopote_.

No sábado (12), no interior de São Paulo-SP, uma mãe-policial reagiu à investida de um assaltante à porta de escola e matou o marginal. A cena mostra sua habilidade e frieza com a arma, sendo o elemento surpresa.  O governo paulista premiou a cabo Kátia da Silva Sastre pela coragem (veja AQUI).

Obrigado à leitura do Nosso BlogCarlos Escóssia (Mossoró), José Antônio Antunes (Pau dos Ferros) e Carlos Lima (Natal).

Veja a Coluna do Herzog da segunda-feira (07/05) passado, clicando AQUI.

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sexta-feira - 14/10/2016 - 07:20h
Ex-aliados

Robinson põe fim de vez à aliança com prefeito de Mossoró

Governador Robinson Faria (PSD) deixou claro o rompimento político com prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Entrevista foi dada à FM 98 do Natal, nessa quinta-feira (13).

Franacisco José e Robinson: vácuo na relação e situação vexatória para ambos (Foto: Web)

Francisco José e Robinson: antes era assim (Foto: Web)

– Encerra-se um ciclo com o político e prefeito de Mossoró Francisco José Júnior – afirmou o governador.

Estava escrito.

O governador passará a promover modificações na estrutura do seu partido e do Governo do Estado em Mossoró, a partir dessa nova realidade.

Vídeo

Como “Francisco” não orientou seus aliados a pedirem demissão de cargos do Estado, indicados por ele, passará por esse constrangimento adiante.

O estopim para o rompimento foi um vídeo levado ao ar pela primeira-dama mossoroense Amélia Ciarlini (veja AQUI), tratando Robinson como ingrato e avisando que não o tinha mais como líder político.

A réplica coube à primeira-dama do Estado, Juliane Faria (veja AQUI).

Só recentemente o governador se pronunciou, dando sua posição e revelando desapontamento com o prefeito (veja AQUI).

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quarta-feira - 12/10/2016 - 19:48h
Política

Robinson trabalha para reorganizar grupo em Mossoró

Robinson: recomeçar (Foto: arquivo)

O governador Robinson Faria (PSD) começou a ligar diretamente para aliados, em Mossoró.

Trabalha para reorganizar seu partido e grupo na cidade.

Na próxima terça-feira (18), ele já começará a se reunir com essas pessoas estratégicas de seu grupo.

É a primeira iniciativa do governador pós-eleições, em que sequer apareceu em Mossoró à campanha municipal.

Em entrevista domingo à imprensa da capital, chegou a explicar o porquê. Veja AQUI.

Dessa reengenharia, o nome do seu até então grande aliado, prefeito Francisco José Júnior  (PSD), está praticamente descartado.

A primeira-dama do município, Amélia Ciarlini, foi o pivô dessa ruptura (veja AQUI).

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domingo - 09/10/2016 - 16:12h
Revelação

Robinson afirma que apoiou nome de Rosalba em Mossoró

Governador diz que faltou "humildade" a "Francisco" e seu interesse era aliança com ex-governadora

A decisão do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, de ser candidato à reeleição este ano não tinha e não teve o endosso do governador Robinson Faria (PSD), seu líder político. A preferência de Robinson foi a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), vencedora do pleito no domingo (2) passado.

Ele chegou até mesmo a estimular o voto nela, em contatos com eleitores e liderados em Mossoró, contrariando o projeto pessoal de Francisco, que em sua ótica não teve humildade, pois “as pesquisas mostravam que ele não tinha nenhuma chance de reeleição.”

Robinson fez essas confissões e revelou outros detalhes de bastidores relativos à sucessão municipal 2016, no programa “Diógenes Dantas Entrevista” (veja boxe acima, a partir dos 20 minutos de gravação), exibido hoje pela TV Tropical, afiliada da Rede Record de Televisão.

Robinson afirmou que após se reunir em Natal com o prefeito no período da pré-campanha (sem precisar o tempo), “ele tomou uma posição em Mossoró sem me consultar. Sem consultar o governador. Apoiou o candidato Tião da Prest (Tião Couto-PSDB), levou o PSD, sem consultar o governador. Então eu não tenho motivo de ir a Mossoró” (sic).

O governador deixou claro que se desembarcasse na cidade não seria para defender a candidatura do prefeito do seu partido, mas para “apoiar o nome de Rosalba. Rosalba era o nome que eu desejaria que o PSD apoiasse em Mossoró”.

Conversas com Carlos Augusto

Informou que chegou a conversar com várias vezes com o líder do rosalbismo (Carlos Augusto Rosado), marido de Rosalba, e adiantar para “alguns amigos meus: você vote em Rosalba.”

Sobre as relações político-administrativas, com eleitos em outubro deste ano, deixou patente que não adotará seletividade com base em afinidades partidárias ou não. “Eu sou o governador de todos os partidos, tenho que governar com as cidades”.

Disse que já telefonou para Carlos Eduardo Alves (PDT), vislumbrando uma parceria administrativa necessária e importante para a capital entre Prefeitura e Estado.

As relações com o prefeito mossoroense que está nos últimos meses de gestão, é que parecem esgarçadas. “Eu disse a ele, aqui, que o nome dele não tinha nenhuma viabilidade para reeleição”, destacou o governador, relembrando reunião no primeiro semestre do ano, com Francisco.

– Falei que ele pensasse, tivesse humildade, que as pesquisas mostravam que ele não tinha nenhuma chance de reeleição. E depois ele desapareceu, lançou-se candidato, sem conversar comigo (…), botou o bloco nas ruas – disse a Diógenes Dantas.

Rosalba cumprimenta o sucessor Robinson pela vitória, no dia 31 de outubro de 2014, ao lado do marido Carlos (Foto: arquivo)

Amélia Ciarlini

O que Robinson Faria parece não ter digerido mais ainda nesse enredo da sucessão mossoroense, conforme expôs na entrevista, foi a forma como o prefeito e sua mulher Amélia Ciarlini tentaram satanizá-lo, num episódio burlesco (veja AQUI e AQUI):

– Ele foi para as redes sociais com a primeira-dama, querer questionar o governador, querer cobrar uma conta que não era minha. Além de renunciar a candidatura, teve aquela questão de sua esposa, da rede social que eu nem respondi, nem ia responder – isolou.

Quem terminou se envolvendo na polêmica à ocasião foi a primeira-dama do Estado, Juliane Faria (veja AQUI), que tratou Amélia como farsante, precipitando dias depois a desistência da candidatura do próprio Francisco José Júnior  (veja AQUI).

Robinson e Rosalba foram eleitos governador e vice em 2010, após ele romper com o grupo da então governadora Wilma de Faria (PSB), insatisfeito com inclinação dela a apoio à sua própria sucessão, ao vice-governador Iberê Ferreira (PSB).

Com menos de um ano de mandato, ele rompeu com Rosalba e começou a pavimentar caminho à sua sucessão em 2014. Foi eleito e Rosalba sequer conseguiu se viabilizar à reeleição, devido estrondosa reprovação popular.

Rosalba e Robinson estão ‘juntos’

Nesse espaço de tempo, os dois não chegaram a alimentar um fosso político entre si. Muito pelo contrário. Em 2014, Rosalba orientou seu eleitorado a votar em Robinson em Mossoró, na disputa ao Governo do Estado entre ele e Henrique Alves (PMDB), seu ex-aliado.

Meses antes, fizera o mesmo na eleição suplementar à Prefeitura de Mossoró: insuflou seus eleitores a descarregarem votos em Francisco José Júnior, para frustrar possibilidade de vitória da adversária (hoje aliada) e então deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Ainda em 2014, a transição de governo foi pacífica e alimentada por interesses de parte a parte. Robinson não criou dificuldades para que Rosalba aprovasse matéria para uso do Fundo Previdenciário do Estado (FUNFIR), para completar folha de pessoal. Ela sabia que precisaria pegar quadro menos dramático em relação aos servidores.

Robinson também deu sinal verde para que Rosalba nomeasse a sua secretária de Infra-estrutura, engenheira Kátia Pinto, como diretora Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte (ARSEP), em dezembro de 2014. O cargo tem mandato de quatro anos, dentro justamente da administração do seu sucessor.

Vale ser anotado, que além de Kátia Pinto, a professora Isaura Amélia (cunhada da ex-governadora) é titular da Fundação José Augusto (FJA), órgão da cultura do Estado.

Um vice para Rosalba

O PP, partido controlado no RN pelo ex-deputado federal Betinho Rosado, cunhado de Rosalba, é da base aliada do governador.

Na campanha municipal, o marketing de Rosalba poupou a gestão de Robinson e procurou exaltar a passagem dela pela prefeitura em três mandatos, num contraponto com a administração de Francisco José Júnior.

Em Natal, o Blog ouviu ainda no final do primeiro semestre deste ano, em várias oportunidades, que o Governo alimentava hipótese de indicar um vice de Rosalba, mas sem influência direta ou indireta do prefeito Francisco José.

Sua entrevista de hoje confirma o que era notícia corrente entre auxiliares próximios de Robinson, que ele não acreditava em candidatura à reeleição do prefeito. Não estimulava essa aventura e teve que engolir o delírio do aliado, que realmente não teve humildade.

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quinta-feira - 06/10/2016 - 16:07h
Mossoró

Após derrota, Jório Nogueira trabalha para ter espaço de prefeito

Com resultado eleitoral bastante adverso (veja AQUI), o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), tratou de se apressar em pensar o futuro político que se avizinha – sem mandato. Nessa quarta-feira (5) desembarcou em Natal.

Jório não conseguiu ser recebido na Governadoria pelo presidente estadual do seu partido, governador Robinson Faria (PSD). A conversa entre ambos foi vapt-vupt durante evento do qual o governante participava, na inauguração na “Sala do Empreendedor” no shopping Via Direta do Natal.

Foto-divulgação de Jório foi em reunião vapt-vupt com governador e procura atingir resto de força de "Francisco"

A assessoria de Jório tratou de rapidamente divulgar e superdimensionar o encontro através de redes sociais, com uso de foto.

Durante a campanha municipal, quando houve burlesco episódio do chororô da primeira-dama Amélia Ciarlini (veja AQUI), rebatido pela primeira-dama do Estado Juliana Faria (veja AQUI), Jório teve reunião em Natal com o governador. O encontro era para ser secreto, mas foi noticiado por este Blog (veja AQUI).

Jório X Francisco

A tropa de choque do presidente da Câmara tentou desqualificar a postagem. Mas a reta final de campanha, o resultado das urnas e o pós-eleições atestam que não mentimos nem exageramos. Fomos até comedidos nos detalhes, evitando conotação panfletária.

Em parte considerável, o núcleo central da campanha do presidente da Câmara credita sua derrota a manobras do prefeito “Francisco”, que teria fomentado candidaturas concorrentes em seus redutos. Faz mais do que sentido e depois o Blog dará mais detalhes.

Jório trabalha há tempos para em presidir o PSD em Mossoró e desbancar o prefeito Francisco José Júnior (PSD) da presidência. As relações entre prefeito e o vereador esgarçaram-se depois das eleições, sendo impossível de ser mantida a aparência de antes, baseada em sincera hipocrisia.

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domingo - 02/10/2016 - 13:30h
Mossoró

Veja matérias especiais que mostram campanha 2016

Ao longo das últimas semanas, o Blog Carlos Santos postou algumas matérias especiais para ajudarem o webleitor a compreender melhor a atmosfera política, formar bolha crítica e produzir o bom debate.

Veja abaixo, links de algumas dessas matérias:

– Reta final testa nervos da campanha de Mossoró AQUI;

– Conheça resultados e história de quase 50 anos de eleições AQUI;

– Série Campanha Municipal com perfil e potencial dos candidatos AQUI;

– Escassez de pesquisas hoje contrasta com ‘avalanche’ de 2012 AQUI;

– Francisco anuncia retirada de candidatura à reeleição AQUI;

– Gravações mostram fanfarrice e distorção dos fatos AQUI;

– Mulher de prefeito chora, critica dura ingratidão e anuncia o rompimento com o governador Robinson Faria AQUI;

– Feriadão poderá causar debandada expressiva de eleitores AQUI:

– Chega a 31 o total de partidos que participarão de campanha em Mossoró AQUI;

– Disputa à Câmara Municipal tem recorde de candidatos AQUI.

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terça-feira - 20/09/2016 - 08:28h
Mossoró

Desistência de Francisco alimenta reaproximação de Robinson

A desistência do prefeito Francisco José Júnior (PSD) não foi uma decisão tomada de repente. Ela vinha sendo ruminada há bastante tempo. Parte de sua família, como seu irmão Miguel Silveira, defendia esse desfecho (veja AQUI).

Mas a hipótese era também rechaçada com vigor no mesmo círculo familiar, principalmente pela primeira-dama cibernética Amélia Ciarlini. Ela, paradoxalmente, apressou a rápida desnutrição da candidatura do marido com suas aparições no Facebook (veja AQUI e desdobramentos AQUI).

Francisco e Robinson: calma, agora (Foto: Web)

Entretanto é preciso que sejamos fiéis à realidade: a primeira-dama não destruiu a campanha do marido. Apressou o desfecho. O projeto de reeleição era natimorto.

Fosso

Uma voz que parecia ignorar o prefeito e se mantivera distante até agora, da campanha, foi a última a quem ele ouviu indiretamente: governador Robinson Faria (PSD).

O fosso entre ambos – desde que Amélia descabelou-se e chorou caudalosamente na Net – foi estreitado com essa decisão, mas se mantém.

O prefeito Francisco José Júnior conversou com um interlocutor de confiança do governador, para fazer a ponte. Robinson não teve encontro direto e pessoal com o “aliado”, que fique claro.

Na crise política desencadeada por Amélia, com endosso desconfortável do próprio Francisco, o governador em momento algum se pronunciou diretamente e bateu de frente com ele. Escalou outros agentes para ser escudado. Preservou-se.

Habilidade política

Hábil homem de bastidores, racional, Robinson Faria sabia que a candidatura de “Silveira” iria destroçar o próprio PSD, seu partido. Arrancaria completamente seu grupo do ambiente político do segundo maior colégio eleitoral do estado.

A saída de cena do prefeito e principal aliado em Mossoró e, região, é um estrago menor – como o Blog dissera há poucos dias (veja AQUI). Francisco José Júnior estava fadado a ter menos de 10 mil votos como candidato à reeleição.

Se tivesse ouvido bem antes o governador, Francisco José Júnior (que até de nome mudou na campanha, passando a ser chamado apenas por “Francisco”), não teria entrado nessa aventura tresloucada. Marchava para um resultado eleitoral vexatório, capaz de comprometer seu futuro político.

A retomada do diálogo com Robinson deve realimentar a esperança de ele ter futuro político, sob o mesmo apadrinhamento. A ponte está feita. Mas tudo que poderá ocorrer adiante estará bem abaixo dos delírios do passado recente.

Sua campanha e candidatura em si eram fracassos anunciados por este Blog desde o ano passado (veja AQUI). Entretanto ele custou a descobrir, haja vista que já planejara ser eleito senador em 2018 e em seguida, substituir Robinson no Governo do Estado (veja AQUI).

Depois trarei mais detalhes de bastidores.

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sábado - 17/09/2016 - 19:48h
Campanha eleitoral 2016

Gravações mostram fanfarrice e estimulam distorção dos fatos

Como outra vez primeira-dama local aparece para protagonizar novo episódio lamentável da política

Webleitores perguntam: o que o Blog acha das gravações que vazaram na imprensa e redes sociais, desde ontem (veja AQUI), com novo protagonismo da primeira-dama de Mossoró, bacharela em direito Amélia Ciarlini?

Tudo indica que o material divulgado – e captado furtivamente – contém sua voz e de outras pessoas conhecidas do staff da campanha do seu marido, prefeito e candidato à reeleição Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”.

Rosalba, um nome que segue favorito; Tião cresce na campanha e 'Francisco' cai velozmente (Foto: montagem)

Isso me parece inquestionável. Com corte ou não, é nítido que as pessoas identificadas, pelas vozes, participavam dessa polêmica reunião de campanha. A própria Coligação Liderados Pelo Povo (veja AQUI) admite, não obstante questionar suposta edição (cortes) nas gravações:

– “(…) Em primeiro lugar, é preciso chamar a atenção para o fato do áudio divulgado estar editado, o que por si só já remete para uma forte suspeita de desvirtuamento das falas, que se tratam apenas de comentários gerais sobre temas eleitorais. Em reuniões deste tipo, é absolutamente comum abordar hipóteses e cenários – disse nota da coligação.

Pouco crédito

Em relação ao conteúdo, o Ministério Público Eleitoral (MPE) certamente vai agir de ofício (por iniciativa própria, sem precisar ser provocado), para identificar se as palavras de Amélia são verídicas ou se tratam de pura fanfarrice, quando fala de entendimento entre seu grupo e do adversário Tião Couto (PSDB) da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.

Cravo a primeira hipótese, sem titubear. Amélia tem antecedentes próximos, que lhe dão pouco ou nenhum crédito ao que fala ou supostamente encena (veja AQUI). Qualquer dúvida, é só perguntar à primeira-dama do Estado, Juliane Faria (veja AQUI). Ela matou a charada.

Existe uma obviedade que não precisa de acordo, acordão, entendimento, acerto explícito ou afinação subliminar na corrida eleitoral deste ano em Mossoró: o concorrente a ser derrotado é Rosalba Ciarlini (PP), da Coligação Força do Povo. Não é Francisco, que nunca esteve realmente em condições mínimas de vitória, ou mesmo Tião, que claramente cresceu dentro da própria campanha.

Rosalba é favorita antes mesmo de começar a campanha. Continua favorita, segue favorita e, dificilmente, pelo cenário de hoje – será derrotada.

Impossível? Não. Difícil, só!

Raciocínio lógico

A tese de conchavo entre as campanhas do prefeito e de Tião não se sustenta nos fatos visíveis da própria campanha e no que temos de informações de bastidores. Porém é claro que é espalhada como real, factível e incontestável pela campanha e militância de Rosalba.

Afinal de contas, a quem interessaria essa versão? Como as gravações caíram nas mãos da imprensa de Natal e, de lá, foram pulverizadas? Não interessaria ao próprio Francisco e muito menos a Tião Couto, claro. Então…

Para poder sonhar em vencer as eleições e atropelar de forma fantástica Rosalba, Tião necessariamente não precisa de Francisco. Com o esvaziamento continuado, veloz e insanável da candidatura do prefeito (veja AQUI), parcela considerável de seus potenciais eleitores migra para o candidato da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.

Isso é um raciocínio lógico.

Uma hipotética desistência de Francisco, apenas sedimentaria e amplificaria esse deslocamento em massa. A manutenção da candidatura dele causa grande prejuízo à sua própria imagem, quanto a futuros projetos, além de funcionar como uma centrífuga em relação aos seus candidatos a vereador.

Isso também é um raciocínio lógico. Não há nada de genial nessa análise, como na assertiva anterior que exprimimos.

Subterrâneos sujos

Quem conhece o mínimo da história das campanhas e da política de Mossoró, sabe que em seus subterrâneos sempre passaram personagens e situações dignas da crônica policial e, não, da política. Alguns teimam em patinhar na lama, por vocação e sua própria natureza de vermículo humano.

Lembra-se do Caso do Capitão 40 nas eleições de 2008? Conheça um pouco desse submundo clicando AQUI.

Lembra-se do Caso Blog do Paulo Doido? Conheça ou lembre um pouco do caso clicando AQUI.

Lembra-se do caso de uma gravação na campanha de 2012, em que uma personagem fala de suposto serviço sujo a ser feito contra a candidatura da então candidata a prefeito Larissa Rosado (PSB)?

– “(…) Porque o serviço que eles estão fazendo eu não tenho coragem de fazer. Ave Maria! Se você não tem coragem de fazer, É DE MATAR PRA LÁ”! – atesta a gravação. Veja clicando AQUI.

A política de Mossoró casa com o que prega um slogan relativo ao ‘Mossoró Cidade Junina’: “É muito mais do que você imagina!” Acredite, se quiser.

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sexta-feira - 16/09/2016 - 19:39h
'Vazamento de gravação'

Tião nega acerto com ‘Francisco’ e afirma que vencerá eleição

A Coligação União Por Uma Mossoró Melhor, do candidato a prefeito Tião Couto (PSDB), emite nota em contraponto à reportagem do Portal Noar, que revel áudio atribuindo a ele e ao candidato governista Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, acordo eleitoral escuso na atual campanha de Mossoró.

Veja a nota abaixo:

Em face de áudio publicado nas redes sociais hoje, em que supostamente a primeira-dama do município, Amélia Ciarlini, insinua haver acordo político entre os candidatos Tião Couto e Francisco José Júnior, entendemos tratar-se de versão, sem a menor consistência.

A campanha de Tião, desde o seu princípio, a partir do projeto Mossoró Melhor, é claramente de oposição, criticando com veemência a má administração pública e a conduta atrasada da classe política local, o que tem lhe rendido ataques gratuitos, inclusive no âmbito pessoal, ante a iminente derrota eleitoral dos que vivem à sombra do poder.

Inclusive, no próprio áudio, ouve-se reclamação de críticas feitas pelo programa eleitoral de Tião à gestão de Francisco José Júnior, o que motivou diversos pedidos de direito de resposta. Acordo na campanha há: com o povo.

Aproveitamos o ensejo para pedir o voto a todos àqueles que acreditam numa verdadeira mudança na gestão pública e na política com moral e ética.

Acelera Mossoró. Tião – Prefeito 45

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sexta-feira - 16/09/2016 - 18:32h
"Silveira" e Tião

Portal mostra gravação sobre suposta armação eleitoreira

Por Dinarte Assunção (Portal Noar)

Uma reunião entre a primeira-dama de Mossoró, Amélia Ciarlini, e correligionários de seu núcleo duro expôs as tratativas às quais recorreu a campanha para reeleição do prefeito Silveira Júnior (PSD).

Na conversa, gravada por um dos participantes, Amélia cita que existe um pacto político com a campanha adversária de Tião da Prest (PSDB) – Tião Couto, para que nem Silveira nem ele ataquem um ao outro.

Amélia e o marido, que em recente vídeo cobrou posicionamento do governador sobre apoio à sua campanha. (Foto: Facebook)

Para deixar claro os termos do acordo, ela ainda explica que Tião está agindo nas bases eleitorais diretamente com dinheiro.

O diálogo ocorreu dias após Amélia ir ao Facebook cobrar do governador Robinson Faria (PSD) apoio à campanha do marido. Segundo apurou a reportagem, o encontro que acabou gravado e vazado foi feito na residência do prefeito Silveira Júnior.

Além de Amélia, foram identificados na conversa Frederick Escóssia, um dos homens de confiança do prefeito e o jornalista Neto Queiroz, cuja agência de publicidade presta serviço à Prefeitura de Mossoró e à Câmara Municipal.

Todos os quatro foram procurados pela reportagem. Apenas Neto Queiroz concedeu entrevista e negou o teor da conversa, que foi a seguinte:

FREDERICK ESCÓSSIA […] Eu acho que é uma deixa.

AMÉLIA CIARLINI: Peraí, deixa eu dizer aqui uma coisa. Eu num vou bater em Tião também.

FREDERICK: Não é…

AMÉLIA: Nós vamos falar de Tião também. Porque a gente não falou de Tião e já tem quatro dias que ele tá na frente da UBS [unidade básica de saúde].

NETO QUEIROZ: Na frente da UBS?

MULHER NÃO IDENTIFICADA: No programa eleitoral dele

AMÉLIA CIARLINI: Eu não tenho pra que mentir e não minto pá [sic] ninguém, e é por isso fiz aquele vídeo. Existe um pacto entre Tião e Silveira, certo? Tanto jurídico como político. Esse pacto é… você… Quem tiver melhor, certo, faz a junção. Para não morrer e os Rosado não voltar [sic]. Não existe uma nem certa nisso. Tudo pode mudar.

NETO QUEIROZ: […] Nenhuma agressão entra. Nem nós batemos em Tião nem Tião bate na gente. Nem juridicamente a gente aciona eles em nada nem eles acionam a gente em nada. E nem a gente agride de lá e nem ele agride de cá. O nosso objetivo comum é Rosalba.

Em outro trecho da conversa, Amélia deixa ainda mais claro os termos do acordo:

AMÉLIA: Tião não está jogando com os vereadores. Tá jogando com as bases, indo direto pro dinheiro. Então, ou seja, a gente cresce no nosso discurso e ele cresce em cima de Rosalba. Ok?

Outro lado

Amélia Ciarlini, Frederick Escóssia e Tião da Prest foram procurados pela reportagem do portalnoar.com para comentar o assunto. Nem um dos três atendeu ou retornou às ligações.

A reportagem deixou mensagem em suas caixas postais.

Neto Queiroz negou o encontro. “Não, não tenho nenhum conhecimento sobre isso. É a primeira vez que ouço falar sobre isso. Você poderia ouvir Frederico. Mas não, não tenho conhecimento desse encontro. Precisaria ouvir para ter algum tipo de lembrança”.

Informado que a reportagem então poderia disponibilizar o áudio para que ele ouvisse, Neto aceitou, informando que, em seguida, retornaria.

Ele alegou posteriormente que o acordo mencionado não se sustenta. “Prova mais cabal disso são as ações ajuizadas um contra o outro, ou seja, fatos que demonstram que isso não existe”.

Neto Queiroz ainda criticou o áudio. Segundo afirmou, a peça é premeditadamente editada e “que se trata de peça de marketing de quem está querendo vender para opinião pública esse suposto fato, visando obter dividendos eleitorais.  Por fim, importante salientar que gravações de conversas em ambientes fechados, sem o conhecimento do gravado, constitui prova ilícita. Portanto a informação se baseia em gravação editada e colhida de forma ilícita”.

Veja gravações e reportagem original e na íntegra AQUI.

Nota do Blog Carlos Santos – Estou sentindo um forte odor, que tem sido comum às campanhas municipais de Mossoró nos últimos anos.

O marketing de esgoto continua prosperando por Mossoró e alguns personagens teimam em participar dele, de forma direta ou indireta.

Como é triste e nauseante.

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quinta-feira - 08/09/2016 - 16:34h
Crise

Jório apela para que seus aliados “não maltratem Francisco”

Através de uma gravação em áudio, distribuída por redes sociais hoje à tarde, o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), fez um apelo aos seus colaboradores mais diretos e eleitores: “Deixem de postar coisas contra o nosso candidato a prefeito”.

O vereador foi taxativo no recado e recomendação a quem o segue, chegando a repetir basicamente as mesmas palavras: “As pessoas que me respeita, que querem a nossa vitória, eu vou pedir mais uma vez que não maltrate o nosso candidato a prefeito… Francisco, certo?” (sic).

Francisco e Jório: união que é objeto de apelo (Foto: arquivo)

E emendou: “Estão levando para o outro lado (…). Peço empenho aos meus verdadeiros amigos, que têm ligação direta comigo, que possam respeitar e ajudar Francisco, Francisco José Júnior”.

Jório destacou em quase oito minutos de gravação, que defende e trabalha a reeleição do prefeito “Francisco”, o Francisco José Júnior (PSD). Mas admitiu que muitos eleitores preferem outras opções, o que ele “respeita”, até porque é algo que acontece em relação a outros candidatos.

Em sua ótica, “é natural” foto sua ao lado de Rosalba Ciarlini (PP), da Coligação Força do Povo, “mas não pode partir do nosso grupo, de pessoas que são ligadas a mim diretamente”.

A preocupação nuclear do vereador em sua fala, nitidamente foi a de não sofrer efeitos colaterais do conflito e racha político entre o governador Robinson Faria (PSD) – com quem ele esteve reunido terça-feira (6), Veja AQUI – e o prefeito.

“Eu tenho um candidato só”, disse. “Sou Francisco José Júnior”.

Criticou vários candidatos a vereador do grupo governista, sem citar nomes, que estariam “tentando se aproximar de Amélia (primeira-dama) e do nosso prefeito, falando mal de mim.” Segundo ele, são uns “boca de chafurdo” (sic).

“Vítima de uma briga”

O presidente da Câmara Municipal se definiu como “vítima de uma briga, de uma divergência” no conflito que envolveu Amélia e a primeira-dama do Estado Juliane Faria (veja AQUI e veja AQUI). Para ele, está ocorrendo uma interpretação errônea quanto à sua posição política e até pessoal no episódio.

“Respeito todas duas, acho que cada uma tentou defender seu marido, mas eu não tenho nada a ver com isso”, eximiu-se.

Afirmou também que não tenta ocupar qualquer outro papel no grupo ou ampliar espaços. “Eu não tenho interesse de indicar cargos, até porque eu não sou ambicioso”, assegurou.

Chegou a citar o nome de Kléber Azevedo, um ex-assessor seu na Câmara Municipal que estaria fazendo críticas ao prefeito, para moderar as palavras. Atualmente, Kléber ele é lotado na pasta da Secretaria do Trabalho e Ação Social (SETHAS), dirigida por Juliane Faria.

“Essas atitudes que ele tem tomado não parte de mim, não partem do nosso grupo (…). Se alguém lá em Natal está mandando ele fazer isso, que as pessoas de Natal se responsabilizem por isso”, apelou.

Terminou suas palavras repetindo apelas e defesa de Francsico, além de conclamar todos para “terminar essa campanha em paz, com a vitória se Deus quiser de Francisco”.

Veja íntegra da entrevista clicando AQUI.

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quinta-feira - 08/09/2016 - 11:24h
Política

Bastidores tensos explicam ruptura de ‘Francisco’ e Robinson

Entenda o porquê do rompimento entre aliados que veio à tona com bate-boca entre primeiras-damas

Passado o estresse inicial com choros, bate-bocas virtuais, vídeos e mais vídeos, silêncio ensurdecedor e certos chiliques típicos de uma novela mexicana, já é possível se fazer uma avaliação menos extremada do episódio que envolveu as primeiras-damas Amélia Ciarlini (Mossoró) e Juliane Faria (Estado). O caso é essencialmente político, embora se fale tanto em amizade.

A raiz dessa crise não está na disputa eleitoral em si. Remonta a um tempo e a certos acontecimentos que fogem à observação da maioria da população.

O incidente desencadeado por Amélia Ciarlini (Veja AQUI), mulher do prefeito “Francisco”, o Francisco José Júnior (PSD), foi o estopim à ruptura de uma relação política que só fez se desgastar  nos últimos meses. Gestão pública e aspirações eleitorais estão misturadas nesse enredo.

Robinson, com o prefeito, fez sua primeira visita à cidade dia 6 de janeiro de 2015, mas alargou distância (Foto: Ivanízio Ramos)

Ao apoiar (Veja AQUI) sua mulher, o prefeito concorreu mais ainda para o desenlace político e pessoal. O governador adotou a equidistância pessoal, sem se preocupar em oficial e pessoalmente promover qualquer réplica ou versão. Escalou outras pessoas.

Há vários meses que na Governadoria a postulação à reeleição de Francisco José Júnior (PSD) não motivava Robinson. Com pesquisas e mais pesquisas à mão e observando os rumos da gestão municipal, a avaliação fria sobre 2016 em Mossoró apontava a candidatura do prefeito como natimorta. “Caso  perdido”, diga-se, ouviu o Blog há cerca de quatro meses, de um auxiliar direto do governador.

Apoio

A questão é que o próprio Francisco José Júnior nunca ouviu diretamente de Robinson uma palavra nesse sentido. Em sua última passagem por Mossoró este ano, o governadora até deu entrevistas assegurando que não teria outro candidato a prefeito no município.

Em entrevista à imprensa de Natal (programa “Repórter 98”, dia 26 de julho deste ano), Robinson foi claro: “Tenho uma história política de gestos e coerência. Aqueles que estiveram comigo tenham certeza que receberão meu apoio. Em Mossoró estamos com Francisco José Júnior.” E ficou por isso mesmo até aqui. No verbo.

SOBRARAM sinais de que Robinson não o apoiaria num projeto sem qualquer perspectiva de dar certo. Na própria convenção municipal que consagrou o prefeito como candidato à reeleição, dia 4 de agosto, o governador não apareceu. Representou-o o filho e deputado federal Fábio Faria  (PSD).

Antes disso, na maior festa popular da cidade que o prefeito investiu todas suas fichas para granjear algum apoio popular, o “Mossoró Cidade Junina”, o governador não deu as caras. Nem enviou representante ao longo de quase 30 dias do evento.

O simples contato telefônico do prefeito com secretários e outros representantes do alto escalão do governo, também passou a gradualmente ficar difícil. Amélia, em seu desabafo, tido por Juliane Faria como pura “encenação” (veja AQUI), relatou isso. O governador não estaria atendendo suas ligações.

De lado a lado existem queixas e mais sinalizadores do fim dessa relação política entre o prefeito e o governador.

Rosalbismo no Governo

Entre interlocutores próximos, o governador aponta que Francisco priorizou uma agenda política expansionista e personalista, em desfavor da priorização de pauta administrativa, levando a Prefeitura ao caos. Com erário em frangalhos, o Estado não poderia lhe oferecer maior socorro.

O isolamento do prefeito foi ficando evidente demais. No dia 24 de maio último, o Diário Oficial do Estado (DOE) publicou exoneração (Veja AQUI) de Rina Márcia (sogra do prefeito) da 12ª Diretoria Regional de Educação (DIRED), com sede em Mossoró. Sua saída deveria ocorrer bem antes, segundo era discutido há dias no Governo.

Rina Márcia, a sogra: para fora, para dentro (Foto: arquivo)

Francisco José Júnior esperneou e forçou Governo a renomeá-la no dia seguinte (Veja AQUI). Foi justificado ao prefeito, que ocorrera “um engano”. Não é verdade. Houve decisão deliberada de tirá-la desse órgão, só que o prefeito preferiu acreditar na versão, em vez de romper com o governismo, que esperava essa decisão para fazer descarrego do problema e ter outros olhos sobre a própria sucessão municipal de Mossoró.

Uma aposta na candidatura da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), até apontando seu vice, foi murmurada nos intramuros da Governadoria. Entretanto esse raciocínio não avançou, apesar do Governo do Estado ter reforçado ‘afinação’ com o rosalbismo, ao nomear a professora Isaura Amélia (cunhada de Rosalba) para a Fundação José Augusto (FJA) no dia 5 do mesmo mês de maio.

Cobranças

O vácuo na relação ocorre, sobretudo porque o prefeito fez cobranças indiretas e até mesmo públicas de apoio administrativo, sem eco na Governadoria.

Em peça de propaganda sobre segurança pública que foi divulgada pela Prefeitura, o texto chegava a assinalar crítica subliminar ao Governo do Estado, atestando investimento da municipalidade, mesmo “sem apoio”.

Na Câmara Municipal, sua bancada regularmente cobrava compromissos do governador com Mossoró e com a Prefeitura. Saúde e Segurança são as maiores carências, sem qualquer respaldo do Governo.

O prefeito tem razão na cobrança. A Prefeitura de Mossoró investiu e investe pesadas somas na Saúde e Segurança, sem contrapartida do Governo do Estado. Não por acaso, são os pontos de maior crítica da população aos serviços públicos.

Ele assume o desgaste institucional, que se reflete na sua imagem político-eleitoral como candidato à reeleição.

Dívida de gratidão

Na tentativa de escudar o próprio Governo do Estado e governador, Francisco José Júnior absorveu a maior parte da reprovação popular. Prova disso, é que nas pesquisas publicadas este ano, a repulsa popular a ele foi maior do que a Robinson.

Henrique x Robinson: vitória acachapante (Foto: montagem)

Esse sacrifício, entretanto, continuou e continua sem atenuante. Na prática, o parceiro administrativo não existe e o político também não.

Bem diferente do que aconteceu nas eleições de 2014 ao Governo do Estado, quando o então prefeito recém-eleito em disputa suplementar, assumiu para si as rédeas da campanha em Mossoró, contribuindo para vitória acachapante de Robinson sobre Henrique Alves (PMDB). Ele empalmou 52.886 (57,82%) dos votos válidos, contra 29.494 (32,25%) de Henrique. Maioria de 23.392 votos.

O próprio governador eleito chegou a afirmar, em repetidas ocasiões, que não teria vencido sem apoio decisivo de “Silveira” (o prefeito) e de Mossoró, contraindo uma dívida de gratidão. Sem resgatar o débito com o aliado e com a cidade, Robinson aproveitou esse caso para começar a esquadrinhar novo plano político pós-eleições municipais.

Robinson e Jório

A reunião que teve com o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD), na última terça-feira (6), publicada em primeira mão por este Blog (Veja AQUI), revela essa costura. O encontro sequer foi divulgado pelas assessorias dos dois políticos. Nem desmentido.

Contudo o novo desenho político que o governismo estadual rabisca, começou bem antes. O fosso que foi-se alargando entre o governador e o prefeito é inversamente proporcional às costuras para uma nova acomodação política.

Depois das eleições de 2 de outubro, até o pleito estadual de 2018, serão dois anos para costuras políticas e reordenamento de forças, além de política de alianças sob outro cenário em Mossoró, onde ele tem pousado pouco. Só uma vez este ano, no dia 10 de março (veja AQUI), enfrentando vaias. Em 2015, um pouco mais (Veja AQUI o porquê).

Importante que fique claro: o vencedor (a) nas eleições daqui a 24 dias (2 de outubro) não será, necessariamente, adversário (a) de Robinson.

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quinta-feira - 08/09/2016 - 07:37h
Mossoró

Primeira-dama promete que não vai mais chorar

Desde segunda-feira (5) à noite, em reunião com a militância de seu grupo político, que a primeira-dama mossoroense Amélia Ciarlini tem repetido:

– Eu não vou mais chorar!

Combinado!

Nota do Blog – Seu choro ao vivo (Veja AQUI) causou sérios estragos à candidatura à reeleição do marido, “Francisco”, o Francisco José Júnior (PSD) – Veja AQUI.

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quarta-feira - 07/09/2016 - 17:05h
Mossoró

Robinson ouve Jório Nogueira e isola ‘Francisco’ de vez

O governador Robinson Faria (PSD) conversou demoradamente com o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Jório Nogueira (PSD).

A reunião – longa, repetimos – foi nessa última terça-feira (6), em Natal. Jório foi convocado com urgência pelo Governador.

Fizeram balanço dos últimos acontecimentos políticos em Mossoró, que teve a primeira-dama do município Amélia Ciarlini em evidência (veja AQUI e AQUI).

Candidato à reeleição, Jório deve ocupar espaço generoso no grupo de Robinson na cidade e região, pós-eleição de 2 de outubro.

Já o prefeito “Francisco”, Francisco José Júnior (PSD), com dezenas de cargos que indicou para o Estado, tende a conviver com perdas insanáveis.

Rompimento está sacramentado para Robinson (e sua mulher Juliane Faria – Veja AQUI – deixou isso muito claro).

Depois passo mais bastidores.

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terça-feira - 06/09/2016 - 09:04h
"Francisco" e Robinson Faria

Rompimento político está claro ou precisa desenhar?

Se a primeira-dama mossoroense Amélia Ciarlini e seu esposo “Francisco” (Francisco José Júnior-PSD) ainda não entenderam o que está ocorrendo, depois do pronunciamento da primeira-dama potiguar Juliane Faria – também pelas redes sociais (veja AQUI) – vou desenhar:

– O governador Robinson Faria (PSD) não os têm mais como aliados.

Há muito tempo ele não os enxerga como tal.

Deu vários sinalizadores e vocês não captaram a mensagem, até chegarem a essa ruptura burlesca com choros e enredo de dramalhão mexicano.

Ponto final e cada um pro seu lado.

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segunda-feira - 05/09/2016 - 11:43h
Mulher de Robinson Faria:

Vídeos de Amélia e Silveira são ‘encenação’, diz Juliane Faria

Ela escuda o marido e cobra que prefeito e a sua mulher não transfiram desgaste e responsabilidades

Nem assessoria de imprensa nem assessoria política. A resposta do governador Robinson Faria (PSD) às críticas e ataques que recebeu da primeira-dama de Mossoró e ‘correligionária’ Amélia Ciarlini, vêm de sua mulher Juliane Faria. E são dilacerantes.

Em bate-papo nas redes sociais com internautas, o contraponto de Juliane foi contundente, mas sem o choro caudaloso que Amélia desaguou no sábado passado (veja AQUI). Foi pro contra-ataque com firmeza, sem tergiversar.

Juliane reagiu de forma contundente e alargou fosso (Foto: redes sociais)

O povo não é bobo e sabe fazer leituras e tão pouco de gosta de encenação (sic) – disparou Juliane, bacharela em direito e atualmente na titularidade da Secretaria de Trabalho e Ação Social (SETHAS) do Governo do Estado do RN.

A primeira-dama potiguar admitiu que a presença de seu marido na campanha municipal de Mossoró não seria relevante e determinante de resultado pró ou contra “Silveira” (como trata o prefeito “Francisco”, ou Francisco José Júnior-PSD):

– Quanto a apoiar ‘Silveira’ não influenciaria na decisão do povo.

Resposta de Juliane é devastadora (Foto: reprodução)

Ela emendou a frase, afirmando que o prefeito “precisa é provar para a população que fez um bom trabalho”, em vez de “ficar procurando alguém para culpar”. Em sua ótica, o marido de Amélia – que tenta a reeleição pelo partido do governador, procura apenas justificar “a não aprovação do povo”.

Bate-boca incomum e bizarro

Juliane afirmou incisivamente que “Silveira teve, sim, o apoio de Robinson”. Até prometeu listar essas iniciativas.

Ainda lembrou que Francisco José Júnior (ou Francisco, Silveira) “teve a prerrogativa de indicar os técnicos para os cargos de Governo em Mossoró”. Para ela, “se esses indicados não estão atendendo às expectativas”, o próprio Governo deve “repensar mesmo e mudar para à melhoria dos serviços”.

O bate-boca público em que se transformou a relação política entre os casais Francisco-Amélia/Robinson-Juliane em plena campanha municipal deste ano, é algo incomum e bizarro.

Os dois protagonistas políticos cedem lugar às suas respectivas mulheres, que se engalfinham numa arenga sem similar na política local e do Rio Grande do Norte.

As redes sociais são a arena escolhida para se digladiarem.

Juliane, como anteparo do marido, é firme e cortante como um bisturi. Amélia age como uma centrífuga, esfacelando tudo em sua volta. Chega ao ponto de mutilar o próprio “esposo” (como o trata pomposamente nos vídeos), ao confundi-lo com “Silveira”, “Francisco” ou “Francisco José Júnior”, revelando que a crise de gestão é também de marketing e até de identidade.

“O governador não pode ser responsabilizado se não estão aprovando a gestão de Silveira”, assinalou Juliane noutra postagem, em diálogo com uma internauta. No mesmo texto, ainda deixou claro que “na Sethas o critério é republicano”, rechaçando suposta tentativa de Amélia Ciarlini de obter controle do Programa do Leite em Mossoró.

Fosso

Nem a tentativa “meia-boca” em formato família recatada e do lar, que Francisco e Amélia tentaram passar ontem também em vídeo na Internet (veja AQUI), parece reaquecer a relação política e pessoal com Robinson e Juliane.

Noutra postagem, Juliane reitera sua posição administrativa e opinião política (Foto: reprodução)

É provável que tenha aumentado ainda mais e de forma irreversível, o fosso entre eles.

Do ponto de vista político-eleitoral, sua campanha está em contagem regressiva para um desastre anunciado há meses e meses por este Blog, que não emitiu qualquer manifestação de vontade, mas apenas fez análises e imprimiu opiniões em cima de fatos e observações.

Amélia “fechou o caixão” da candidatura já depauperada do marido, como já afirmamos (veja AQUI).

A gestão e a campanha de Francisco (Silveira ou Francisco José Júnior) desabaram bem antes desse episódio e de 2016.

Ele, Amélia e companhia entraram em modo “contagem regressiva” para limparem as gavetas. Não há muito mais a ser feito, quando seu próprio líder político o entrega à própria sorte e escala Juliane para dizer o que pensa do ‘aliado’, sua mulher e seu governo.

Começaram as exéquias.

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segunda-feira - 05/09/2016 - 03:04h
Mossoró

Prefeito apoia Amélia e lamenta abandono de Robinson Faria

"Francisco" deixa o governador com decisão de romper ou não, mas o critica bastante decepcionado

No final da tarde desse domingo (4), o prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) voltou a usar o dispositivo Face Live, da rede social Facebook, para se comunicar com internautas. Pronunciou-se sobre desabafo de sua mulher no dia anterior na mesma página, em que ela chorou de forma diluviana e atacou o governador Robinson Faria (PSD) – veja AQUI.

Com “Francisco”, nome político adotado pelo prefeito à sua campanha de reeleição este ano, o impacto das palavras e das cenas protagonizadas por Amélia foi suavizado, mas o conteúdo crítico não necessariamente rebatido. Ficou sem endosso, por exemplo, a afirmação dela de que estaria rompida com o governador, mas a ideia de “ingratidão” foi mantida de modo subliminar.

O prefeito transferiu ao governador o poder de continuar ou não aliado dele, Amélia e seu grupo político.

O vídeo ao vivo teve mais de 25 minutos de duração. Nele, Francisco tem a companhia da própria mulher, sentada também diante das câmeras, mas dessa vez sem choro.

– Esperávamos que a falta de apoio da governadora (Rosalba Ciarlini, do PP, hoje candidata a prefeito) na Saúde fosse superada elegendo Robinson – comentou o prefeito, ratificando o que a Amélia disse do seu jeito – em prantos, no sábado (3).

Aposta em Robinson

O prefeito fez especial abordagem exatamente sobre esse tema, mostrando que a Prefeitura de Mossoró não tem podido contar com o Governo atual, como não tivera no anterior (com Rosalba Ciarlini), no exercício de políticas públicas de Saúde.

– Nós fizemos uma aposta no governador Robinson Faria – destacou. “Esperávamos (…), acreditávamos que esse apoio fosse à altura do apoio que Mossoró deu a ele – disse.

Amélia, sem choro, tem apoio do marido que espera posição de Robinson (Foto: reprodução)

Agradeceu o companheirismo de sua mulher (“eu a apoio”) e afirmou respeitar suas palavras. Porém deixou claro que o “rompimento” proclamado por ela não era uma posição sua. Caberá ao próprio governador a decisão de continuar ou não politicamente ao seu lado.

– Eu prefeito acreditar que ele jamais deixaria de atender uma ligação da minha esposa – falou Francisco, numa referência à queixa que Amélia fizera no vídeo do sábado, de que Robinson teria se esquivado de atender ligação sua.

“Falta de parceria”

– Independente dessa questão política, há uma amizade, há o respeito, tem uma história – acrescentou Francisco José Júnior em relação ao governador Robinson Faria.

“Já sobrevivemos ao esquecimento uma vez e se depender de mim, se for abandonado mais uma vez, eu quero dizer que irei sobreviver”, antecipou.

“A gente se completa em nossas ações”, suplementou Amélia no mesmo vídeo, ancorada pela presença do filho de poucos meses (Gabriel). “Eu estou falando pelas famílias de Mossoró”, insistiu, voltando a culpar o Governo por “falta de parceria” – sem ser contestada pelo marido.

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sábado - 03/09/2016 - 20:38h
"Ele mesmo"

O maior adversário de “Francisco” um ano e 4 meses depois

No dia 7 de maio de 2015, ano passado (2015), uma quinta-feira, atendi convite da produção do programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM). Falaríamos sobre política, evidentemente.

O editor deste Blog, Marcello e Carol há quase um ano e quatro meses: "Ele mesmo" (Foto: reprodução)

Os jornalistas Carol Ribeiro e Marcello Benévolo, seus âncoras, pautaram temas relacionados à política de Mossoró, estado e nacional para papearmos.

E assim transcorreu o programa.

Uma pergunta de Carol relacionada ao futuro, no tocante à então distante campanha sucessória municipal de Mossoró em 2016, foi-me particularmente interessante.

Hoje, em setembro de 2016, os fatos dizem por que.

– Carlos Santos, qual o maior adversário do prefeito Francisco José Júnior (PSD) a prefeito em 2016?

Fui lacônico:

– “Ele mesmo” (veja AQUI postagem da época, sob o título “Inimigo eu“).

Na próxima quarta-feira (7 de Setembro de 2016), essa declaração ao Cenário Político estará completando exatamente um ano e quatro meses. Vale lembrar, que estamos a menos de um mês das eleições municipais.

Eu não errei. Os fatos que se formam estão plasmando aquela assertiva.

Noutra entrevista no mesmo programa no dia 4 de setembro de 2015, admito que falhei num prognóstico que eu tinha também muita segurança.

Um erro de avaliação

Afirmei categoricamente não acreditar que ele, o prefeito, tivesse coragem de ser candidato à reeleição. Não via condições mínimas para isso.

Errei. Foi um erro de avaliação.

Mas o maior erro o próprio “Francisco” cometeu. Maior do que o meu.

Teimou em ser candidato quando nada, absolutamente nada indicava que devesse apostar na empreitada.

Eu errei porque preconizei o óbvio, sem atentar para um detalhe: a vaidade doentia e o deslumbramento poderiam embaciar sua capacidade de autocrítica.

Um ano depois, Francisco marcha para uma derrota acachapante e humilhante. Será o inverso do nirvana vivenciado por ele no dia 4 de maio de 2014, quando foi eleito à Prefeitura em disputa suplementar (veja AQUI), mas não parou para analisar o que a vitória representava.

O desabafo de sua mulher hoje (veja AQUI), utilizando-se do velho “complexo de transferência de culpa”, é a antecipação do ocaso. Expôs o que não é possível disfarçar com propaganda e movimentação artificial de rua.

Fechou o caixão!

Começaram as exéquias.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
  • Repet
segunda-feira - 09/11/2015 - 11:32h
Mossoró

Prefeito empossa novos auxiliares à tarde de hoje

O prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), empossa os novos titulares de seu Governo à tarde de hoje. Será às 15h.

O evento ocorrerá no Salão de Grandes Atos, no Palácio da Resistência.

Entre os empossados, o geólogo e ex-candidato a prefeito pelo PCdoB em pleito suplementar do ano passado, Gutemberg Dias – no Planejamento.

Sirleyde Dias de Almeida, que atendia pela Secretaria de Administração, foi exonerada. Assume a pasta Marcos Antônio Fernandes, que respondia pela Secretaria Executiva de Gestão, agora incorporada à Administração.

A primeira-dama Amélia Ciarlini dá lugar à funcionária de carreira Irenice Ferreira da Silva, na pasta do Desenvolvimento Social.

A jornalista Mirella Ciarlini, irmã da primeira-dama, cede cadeira para o também jornalista José de Paiva Rebouças, o “Jota Paiva”, que já integrava sua equipe.

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sábado - 07/11/2015 - 18:40h
Cortar a própria carne

Prefeito exonera parentes de olho no voto e não no cofre

A expressão popular “cortar na própria carne“, que significa a grosso modo a ideia de assumir sacrifícios muito pessoais, é o que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) tenta associar à sua imagem, com recentes medidas (veja AQUI) anunciadas dia passado. Se vai colar, logo saberemos.

Amélia foi empossada pelo marido dia 7 de julho de 2014 (Foto: PMM)

Ao exonerar a esposa (Amélia Ciarlini) e a cunhada (Mirella Ciarlini) do primeiro escalão da Prefeitura de Mossoró, “Silveira” não deverá obter maior efeito administrativo-financeiro. Nem é esse o propósito das duas exclusões.

A estratégia faz parte do marketing político-eleitoral com vistas às eleições do próximo ano, quando o prefeito tende a ser candidato à reeleição.

O prefeito está errado? Não. A decisão fica incorporada ao seu “book” para mostrar como candidato e ainda servirá à própria gestão, para tomar medidas mais rigorosas, com o argumento de que “cortou na própria carne”.

“Quem manda”

Passa a vender o discurso instantâneo de que é capaz de grandes renúncias, digamos.

Amélia era titular da pasta do Desenvolvimento Social. Para muitos, a voz mais influente do Governo, mesmo agora fora dele. “É quem manda”, trombeteiam os mais radicais.

Mirella estava na Secretaria da Comunicação, com uma equipe que em parte era remanescente da era Rosalba Ciarlini, além de “células” deixadas pela ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB). Tinha dificuldades de interlocução com boa parte da imprensa.

As irmãs não ficam ao relento nem fora da engrenagem do poder. Amélia, grávida do segundo filho do prefeito, conciliará a missão materna com o permanente papel de “conselheira” capaz de influir em decisões diversas.

Agência

Quanto à Amélia, ela passa a trabalhar a campanha do cunhado à Prefeitura, dentro de uma agência que serve à própria Municipalidade. Perda de visibilidade, mas com outra missão.

No mês passado, a expectativa era de que o prefeito já anunciasse mudanças na Comunicação. Não conseguiu convencer a esposa de que deveria “mexer” em Mirella. E a ideia de removê-la da pasta do Desenvolvimento Social sequer fora cogitado.

Agora, componentes político-eleitorais e administrativos levaram a família Silveira-Ciarlini a repensar tudo.

Há muita coisa em jogo.

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Categoria(s): Política
  • Repet
sexta-feira - 06/11/2015 - 19:28h
Mossoró

Prefeito anuncia mais medidas para reduzir gastos

Mudanças provocam exonerações até da mulher e cunhada do governante, que eram secretárias

Ufa! Finalmente o prefeito Francisco José Júnior (PSD) anunciou medidas concretas para tentar cumprir o que anunciou mês passado, que é a contenção de despesas, na intenção de reduzir em cerca de R$ 4,5 milhões/mês o custo da máquina pública. Hoje, essas medidas foram divulgadas.

Em destaque, por exemplo, a exoneração da esposa do prefeito e de sua cunhada, respectivamente Amélia e Mirella Ciarlini, titulares das pastas do Desenvolvimento Social e Comunicação.

No Desenvolvimento Social, além de Amélia Ciarlini foi exonerada a adjunta Suzaneide Ferreira da Silva. Assume a pasta, a funcionária de carreira Irenice Ferreira da Silva. A secretaria ficará sem adjunto.

Extinção

Mirella Ciarlini dá lugar ao jornalista José de Paiva Rebouças, que atuava como Gerente Executivo de Comunicação. A secretaria de Planejamento, que estava vaga desde a saída de Josivan Barbosa, será comandada pelo geógrafo Gutemberg Dias, nome indicado pelo PCdoB em nova aliança partidária.

A extinção das pastas da Transparência e Ouvidoria marca parte dessa mudança também. De acordo com a nova organização, a Ouvidoria passa a funcionar dentro da Secretaria do Gabinete Civil.

A Secretaria de Transparência foi incorporada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e a Secretaria Executiva de Gestão, que tinha status de secretaria, está sob o comando da Secretaria de Administração.

Primeiro escalão

Gutemberg: cara nova (Foto: arquivo)

Ainda foi publicada a exoneração de Sirleyde Dias de Almeida, que atendia pela Secretaria de Administração. Assume a pasta Marcos Antônio Fernandes, que respondia pela Secretaria Executiva de Gestão, agora incorporada à Administração. Também deixa a equipe, Sebastião Almeida de Medeiros, que atendia como ouvidor do município.

A soma das modificações com as exonerações, alterações e modificações terminam com a margem anunciada mês passado de 10% de redução. De acordo com o Jornal Oficial do Município (JOM), foram 88 exonerações de cargos comissionados e 16 novas nomeações, totalizando 72 exonerações. A gestão dispõe de 186 funções gratificadas, porém utilizava apenas 113. Com as mudanças, ocorreram 20 exonerações e nove nomeações, totalizando 10% de redução. As mudanças no organograma completa o percentual desejado.

Reação

As mudanças atingem todos os escalões, representando diminuição de 10% nas equipes e funções gratificadas, conforme o planejamento. Essa é a informação passada pela Prefeitura.

O prefeito afirma que o critério para demissões passou também para questão de assiduidade de pessoal ao trabalho e outras questões funcionais. Se houver uma reação positiva do erário em 60 dias, ele admite que poderá recontratar os exonerados dos cargos comissionados.

Com as novas alterações, foram reduzidos 72 cargos comissionados e 10% das funções gratificadas em todas as pastas. Por lei, a gestão tem o direito de indicar 735 cargos em comissão. No início da gestão, o prefeito havia reduzido para 723 e agora utiliza 651 trabalhadores nestas vagas.

Veja AQUI o Plano de Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
domingo - 18/10/2015 - 14:16h
Poder dentro do poder

Ajustes para redução de despesas ficam só na superficialidade

Nas entranhas da Prefeitura de Mossoró, muitos áulicos do poder desconfiam do resultado prático do denominado Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica (veja AQUI), lançado semana passada pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Há desapontamento entre alguns auxiliares, que defendiam maior rigor técnico, para alcance de metas que visam sobretudo a garantia da folha de pessoal em dia e do funcionamento dos serviços básicos.

A Prefeitura anunciou que estaria com um déficit mensal de R$ 8.543.727,06 neste ano, com intenção de economizar cerca de R$ 4,5 milhões/mês com as medias. Só aí, os números claramente não batem. A  continuar assim, o déficit ficará em torno de R$ 4 milhões/mês.

Mas o desapontamento que se comenta à boca sussurrada, é porque o prefeito não teve pulso para anunciar decisões mais rígidas, como redução e fusão de secretarias, extinção de cargos comissionados etc.

Quem manda

Dentro da própria casa do prefeito, a voz que terminou valendo foi da primeira-dama e secretária da Ação Social, que não aceitou mezerem em sua pasta. Também vetou que a Secretaria da Comunicação voltasse a ser uma “Assessoria”. Por lá está sua irmã, a jornalista Mirella Ciarlini, como titular.

Setores da mídia local ligados ao Governo, chegaram até a antecipar essa mudança.

Mas ao final, o Plano Municipal de Enfrentamento à Crise Econômica soou pífio. O prefeito não teve coragem de mexer naquilo que realmente implicaria em grande economia.

Seu temor está em casa e na relação com aliados políticos, que não aceitam perdas de privilégios com carros e imóveis alugados, além de dezenas de empregos indiretos e em cargos comissionados.

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