quinta-feira - 20/07/2023 - 04:34h
Lula

O melhor aliado que foi possível arranjar

Arthur Lira é presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Hugo Barreto/Metrópoles/Arquivo)

Arthur Lira é presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Hugo Barreto/Metrópoles/Arquivo)

Um presidente que tem como principal aliado um ex-adversário, com certeza está em perigo.

É o caso de Lula da Silva (PT) e seu fiel escudeiro, aqui tome como ironia, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados.

Há menos de um ano, Lira era bolsonarista de carteirinha. Um antipetista declarado.

Mas, olhando por outro ângulo, admitamos: ele não mudou.

Continua governista.

Seja Jair Bolsonaro (PL) ou Lula.

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terça-feira - 06/06/2023 - 09:26h
Orçamento Secreto

Lula tenta aparar arestas com Arthur Lira para conseguir governar

Do Canal Meio e outras fontes

Arthur Lira e Lula dialogam sabendo que tem que ser toma lá, dá cá (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

Arthur Lira e Lula dialogam sabendo que tem que ser toma lá, dá cá (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

Depois da crise da semana passada, Lula (PT) iniciou a semana tomando café da manhã com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Os dois alinharam que as próximas medidas provisórias terão de ser discutidas previamente com os chefes do Legislativo, conta Roseann Kennedy.

Lula assumiu o papel de ouvinte e deixou claro que quer “estreitar” a relação com Lira, para quem o presidente precisa arrumar logo a base aliada porque “o combustível está acabando”.

Em entrevista à CNN Brasil, o deputado afirmou que a conversa foi institucional e negou ter discutido a liberação de emendas e cargos. Também disse que Lula se movimentou após a crise e que isso é bom. (Estadão e CNN Brasil)

Interlocutor

A conversa ajudou a aparar arestas, mas não foi o suficiente. De acordo com relatos de interlocutores de Lira à coluna Painel, o presidente da Câmara disse a Lula que o governo precisa se organizar internamente antes de conversar com o Congresso. A crise na articulação política só vai ser resolvida quando houver um interlocutor único do governo e com poder para resolver problemas. (Folha)

Orçamento secreto

As emendas do antigo Orçamento secreto estão na origem da crise. E a reunião de ontem, segundo a coluna de Malu Gaspar, foi marcada por novas cobranças pelo controle de R$ 9,8 bilhões que estão nas mãos dos ministérios. (Globo)

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sexta-feira - 05/05/2023 - 11:22h
Toma lá...

Lula termina semana com derrotas e abre cofre para bancada

Do Canal Meio e outras fontes

Arthur Lira e Lula dialogam sabendo que tem que ser toma lá, dá cá (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

Arthur Lira e Lula dialogam sabendo que tem que ser toma lá, dá cá (Foto: Sérgio Lima/Poder 360)

A primeira derrota de fato do governo no Congresso Nacional mostra que há muitos infiéis e que a tentativa de montar uma coalizão com base na distribuição de ministérios entre os partidos não está funcionando. O que definiu a derrota do governo por 295 a 136 votos não foi o tema — mudanças no Marco do Saneamento —, mas a insatisfação dos partidos de centro e de direita com a liberação de cargos e emendas ao Orçamento.

O não cumprimento ou a lentidão na execução das promessas feitas até agora é motivo de queixas dos parlamentares. Ontem, Lula cobrou publicamente o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha: “Espero que ele tenha a capacidade de organizar, de articular, que ele teve no conselho, dentro do Congresso Nacional. Aí vai facilitar muito a vida”. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende a montagem da base por meio da distribuição e liberação ágil de emendas parlamentares. (Folha)

Leia também: Lula e Fátima são reféns.

Com as cobranças de Lira e as dificuldades para angariar apoio na Câmara, o governo autorizou ontem a liberação de R$ 3 bilhões do Orçamento na área de Saúde. O montante será enviado a estados e municípios, mas o destino do dinheiro será definido em negociação com as bancadas estaduais no Congresso. Segundo o Ministério da Saúde, a liberação já estava prevista na PEC da Transição.

Esse valor é parte dos R$ 9,8 bilhões que o Executivo herdou com o fim do orçamento secreto. (g1)

Senado

No Senado, a oposição está se articulando para votar o projeto que derruba as alterações no Marco do Saneamento. Líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN), conversou ontem sobre o tema com o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ele pediu “celeridade” para que a matéria seja votada em plenário nas próximas três semanas. (Estadão)

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quinta-feira - 04/05/2023 - 10:40h
Política real

Os reféns em Brasília e no RN

Chegada ao poder de Lula e, novo mandato de Fátima, tem faturas apresentadas cotidianamente (Foto: Ricardo Stuckert)

Chegada ao poder de Lula e, novo mandato de Fátima, têm faturas apresentadas cotidianamente (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Lula (PT) é refém das vontades e interesses de Arthur Lira (PP-AL) e de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), dirigentes da Câmara Federal e Senado da República.

Sem eles, não conseguirá bulhufas.

Relação idêntica à vivida pela governadora Fátima Bezerra (PT) no RN, no tocante ao presidente da Assembleia Legislativa do RN, o todo-poderoso Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Chegada ao poder de Lula e, novo mandato de Fátima, geraram faturas que são apresentadas cotidianamente. A governabilidade tem seu preço.

Ignorar esse quadro é miopia seletiva ou desconhecimento pleno da política em pindorama.

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terça-feira - 14/02/2023 - 21:36h
Brasília

Fátima cobra ao Governo Lula compensação às perdas do ICMS

Costura política e pressão passam pelo Congresso Nacional ao lado de outros governantes

Integrante de uma comissão do Fórum Nacional de Governadores, formada por chefes de executivos de cinco estados e do Distrito Federal, a governadora Fátima Bezerra (PT) participou nesta terça-feira (14), em Brasília, de reuniões com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL). Na pauta, busca de medidas destinadas à recomposição fiscal dos Estados que foram prejudicados com redução que as Leis Complementares 192/2022 e 194/2022 provocaram no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis, energia, telecomunicações e transportes públicos.

Arthur Lira recebeu Fátima e outros governantes na Câmara dos Deputados (Foto: Daniel Cabral)

Arthur Lira recebeu Fátima e outros governantes na Câmara dos Deputados (Foto: Daniel Cabral)

A decisão remonta ao Governo Jair Bolsonaro (PL), tomada no semestre passado.

A redução no ICMS provoca no Rio Grande do Norte perdas mensais em torno de R$ 80 milhões, garante a governadora. No período entre agosto a dezembro do ano passado, essas perdas do RN foram de R$ 340 milhões, em valores nominais, mas em torno de R$ 450 milhões em valores atualizados.

Ao final da reunião, Fátima Bezerra disse que “se faz necessário que possamos resolver a situação que os estados vivem hoje com a perda de receitas que foi brutal com a decisão do governo anterior. Precisamos de medidas que possam mitigar os impactos que os estados vêm tendo”.

O presidente Lula, aliado da governadora, já tinha tratado do tema ano passado, em campanha. Fátima leva a cobrança ao Planalto, ao lado dos demais governantes.

Governadores

Além de Fátima, participaram das reuniões o governador Rafael Fonteles (PT-PI), a governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP); Wilson Lima (União Brasil-AM), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e o e o vice-governador do Tocantins, Laurez Moreira (PDT).

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sábado - 04/02/2023 - 09:36h
Cenário Político

Força de Rogério Marinho, entraves para Lula e o poder no RN

O quadro político nacional com eleições das mesas diretoras do Senado e da Câmara dos Deputados, reflexos na política do RN, o peso do senador Rogério Marinho (PL) pós-disputa pela presidência senatorial, o poder do deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB) e outras questões.

Eis parte da pauta de nosso bate-papo com os jornalista Carol Ribeiro e Vonúvio Praxedes no Cenário Político.

O programa da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, foi ao ar nessa quarta-feira (1º), às 19h25, também com participação dos webleitores, internautas e telespectadores.

Acompanhe nas caixas de vídeo abaixo.

Primeiro bloco

Segundo bloco

Terceiro bloco

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quinta-feira - 02/02/2023 - 08:38h
Câmara dos Deputados

Centrão-raiz tem vitória que só aumenta seu poder

Sem nenhuma surpresa ou susto a eleição da mesa diretora da Câmara dos Deputados, nessa quarta-feira (1º), em Brasília. Arthur Lira (PP-AL) está reeleito com a maior votação da história da Casa.

Lira é do Centrão-Raiz na Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados)

Lira é do Centrão-Raiz na Câmara dos Deputados (Foto: Câmara dos Deputados)

Ele teve 464 votos, contra 21 de Chico Alencar (PSOL-RJ) e 19 de Marcel Van Hattem (Novo-RS).

Os 464 votos de Lira superam com sobras o recorde anterior na eleição para o comando da Câmara: Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), presidente em 1991 e 1992, e João Paulo (PT-SP), 2003 e 2004, tinham até então as vitórias mais folgadas, tendo ambos obtido o apoio de 434 parlamentares.

Lira não é petista, portanto não reza na cartilha do presidente Lula da Silva (PT). Porém, está longe de ser oposiconista radical. Sua vitória tem no DNA dezenas de partidos, incluindo o PT, e tendências antagônicas entre si.

É um Centrão-raiz. Poderosíssimo, ainda mais com essa vitória em tão larga margem. Poder só aumenta e torna governismo ainda mais dependente na Casa.

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segunda-feira - 09/01/2023 - 23:20h
Brasília

Lula se reúne com governadores e marcha até sede do STF

Após reunião realizada no início da noite desta segunda-feira (9) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os governadores dos estados brasileiros e outras autoridades foram a pé com ele à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Viram parte da destruição do prédio, provocada por bolsonaristas em fúria, em ato antidemocrático (veja AQUI), no domingo (8).

Lula fez convite e foi seguido até o STF (Foto: Reprodução da Web)

Lula fez convite e foi seguido até o STF (Foto: Reprodução da Web)

“Eu convido vocês agora para irem a pé até a Suprema Corte para fazer uma visita em solidariedade à nossa presidente Rosa Weber e aos nossos ministros da Suprema Corte”, disse Lula aos governadores.

Durante o encontro, Rosa Weber agradeceu a iniciativa dos governadores, de terem proposto a reunião. Ela destacou a “unidade nacional de um Brasil que todos nós queremos, no sentido de defesa da nossa democracia e do Estado Democrático de Direito”.

Ela citou as invasões ocorridas no domingo (8) ao prédio do Supremo, que, segundo ela, ficou “praticamente destruído”.

O pedido de reunião foi feito pelo Fórum dos Governadores imediatamente após o decreto de intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, no início da noite deste domingo (8). A medida foi adotada para conter os atos de vandalismo praticados por manifestantes que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

No encontro, Lula disse a governadores que o intuito do encontro era “prestar solidariedade ao país e à democracia”. O presidente fez diversas críticas à Polícia Militar do Distrito Federal e a generais das Forças Armadas que foram omissos e coniventes com os vândalos bolsonaristas que depredaram prédios públicos.

Também participaram da reunião e da caminhada até a sede do STF, na Praça dos Três Poderes, as seguintes autoridades:

  • o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin
  • a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber
  • os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso
  • o presidente do Senado em exercício, Veneziano Vital do Rêgo
  • o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira
  • o procurador-geral da República, Augusto Aras
  • o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT)
  • o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT)
  • o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB)
  • o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (Rede)
  • e o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Edvaldo Nogueira (PDT), prefeito de Aracaju
  • procurador-geral da República, Augusto Aras, e alguns ministros do governo.

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quarta-feira - 07/12/2022 - 11:30h
Congresso

Eleições presidenciais em casas parlamentares estão decididas

Na bolsa de apostas, os atuais presidentes da Câmara Federal e Senado, respectivamente Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), estão com novos mandatos presidenciais assegurados.

Acomodação de interesses do chamado “Centrão” e o novo governo que vai começar, com Lula (PT), não colocam em risco as pretensões de ambos.

Quem quiser que vá espernear.

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quinta-feira - 01/12/2022 - 17:50h
Presidência

Disputa se forma no Senado entre Rogério Marinho e Rodrigo Pacheco

Do Poder 360

O senador eleito pelo PL do Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, deve lançar sua candidatura à presidente do Senado na 4ª feira (7.dez.2022). Ex-ministro do Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro (PL), o futuro congressista terá apoio de todos os aliados do atual chefe do Executivo. O adversário de Marinho –e, por ora, o único– será o atual presidente da Casa Alta, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Rogério tende a crescer e ser competitivo (Foto: Isac Nóbrega) e Rodrigo terá apoio de Lula (Sérgio Lima/Poder 360)

Rogério tende a crescer e ser competitivo (Foto: Isac Nóbrega) e Rodrigo terá apoio de Lula (Sérgio Lima/Poder 360)

O mineiro está ajustado com o PT e apoiadores do futuro governo. Tem como principal cabo eleitoral o ex-presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que planeja retornar ao cargo em 2025.

O Poder 360 apurou que na virada de 2022 para 2023 haverá cerca de 30 votos a favor de cada um dos candidatos. O Senado tem 81 senadores. É preciso ter, pelo menos, 41 apoios para ser eleito.

O PL terá a maior bancada do Senado a partir de 1º de fevereiro de 2023, quando começa a nova Legislatura. Terá 14 de 81 cadeiras. O número, no entanto, ainda pode crescer, com a entrada de Chico Rodrigues (União Brasil-RR) na legenda de Valdemar Costa Neto.

Lula deve se empenhar

O lançamento da candidatura de Rogério Marinho deve ter inicialmente o apoio de 25 senadores (a soma das bancadas de PL, PP, Republicanos e PSC). Até o final de 2022, esse grupo espera ampliar os apoios para 30, o que parece exequível.

Caberá a Lula, no Palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro, suprir os meios para Pacheco e Davi Alcolumbre obterem votos e assim assegurar a reeleição do atual presidente.  Não será uma tarefa trivial para o lulismo, mas tampouco impossível. Quem está no cargo sempre tem vantagem.

Lula terá de jogar todas as energias para garantir a Pacheco mais 2 anos na chefia do Senado. Será trágico para o novo presidente ter Arthur Lira (PL-AL) e Rogério Marinho no comando das duas Casas do Congresso. Tudo considerado, o cenário está mais encrencado do que parecia para Lula no Congresso, mesmo se levando em conta que Lira não tende a ter comportamento belicoso em relação ao presidente eleito.

O jogo está só começando e o presidente eleito terá de se dedicar com afinco para manter sua vantagem estratégica no Senado

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quarta-feira - 08/09/2021 - 18:28h
Crise sem fim

País conflagrado vive o dia seguinte ao 7 de Setembro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), com discurso forte em São Paulo nesse 7 de setembro (veja AQUIAQUI), insuflou seus apoiadores ao ataque. Ele mesmo, passou a apostar mais ainda no confronto com oposicionistas e em especial o Supremo Tribunal Federal (STF).

Bolsonaro tratou Moraes por "Canalha" e desafiou STF a prendê-lo (Foto: reprodução)

Bolsonaro tratou Moraes por “Canalha” e desafiou STF a prendê-lo (Foto: reprodução)

“Qualquer decisão do senhor Alexandre de Moraes, este presidente não mais cumprirá. A paciência do nosso povo já se esgotou. Ele tem tempo ainda de pedir o seu boné e ir cuidar da sua vida. Ele, para nós, não existe mais! Liberdade para os presos políticos! Fim da censura! Fim da perseguição àqueles conservadores, àqueles que pensam no Brasil,” tratando o ministro do STF por “canalha”, para alegria de milhares de pessoas. E deixou claro: “Nunca serei preso”.

O dia seguinte, essa quarta-feira (8), tem suas consequências e desdobramentos que só aprofundam a crise política, institucional e econômica do país. Veja abaixo um resumo, por enquanto, dessa conflagração:

Tentativa de invasão

Manifestantes pró-Bolsonaro tentaram invadir o prédio do Ministério da Saúde na manhã desta quarta-feira (8/9). O grupo estava acampado na Esplanada dos Ministérios desde a segunda-feira (6/9), para os atos do Dia da Independência (7/9). Ontem, dia 7, forças de segurança do Distrito Federal contabilizaram cerca de sete tentativas de invasão do STF (veja AQUI).

O incidente no Ministério da Saúde começou quando um homem criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os manifestantes cercaram o indivíduo e atacaram equipes de televisão que estavam no local. Ele foi socorrido e levado para o interior do ministério. Os manifestantes foram à porta e tentaram forçar entrada (veja AQUI).

Rodovias bloqueadas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou ao menos 67 bloqueios em rodovias federais de oito estados organizados por caminhoneiros autônomos. A informação foi confirmada pelo Ministério da Infraestrutura ao UOL. Os bloqueios começaram ontem, durante as manifestações do 7 de Setembro convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e seguiram ao longo desta quarta-feira (8).

Até as 17h30 foram registrados atos em rodovias da Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Sul e a presença na Esplanada dos Ministérios. Há também relatos de manifestação no Rio de Janeiro (veja AQUI).

Bolsa e dólar

O dólar comercial disparou 2,89% nesta quarta-feira (8) e fechou a sessão cotado a R$ 5,326 na venda, um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fazer ameaças golpistas durante atos realizados no 7 de setembro em Brasília e São Paulo. É o maior valor do dólar em mais de duas semanas, desde 23 de agosto (R$ 5,382), e a maior alta percentual diária em mais de um ano, desde 24 de junho de 2020 (3,32%).

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), despencou 3,78%, após duas altas seguidas, terminando o dia aos 113.412,84 pontos. É a maior perda percentual diária desde 8 de março (-3,98%) e o menor patamar alcançado desde 24 de março (112.064,19 pontos) – veja AQUI.

STF se pronuncia

Em recado ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o presidente do STF, Luiz Fux, afirmou hoje que ameaças à autoridade da Corte e o desprezo por decisões judiciais configuram crime de responsabilidade. Fux discursou na abertura da sessão após os denominados atos antidemocráticos de 7 de setembro (veja AQUI).

Fux fez pronunciamento hoje (Foto: UOL)

Fux fez pronunciamento hoje (Foto: UOL)

“O Supremo Tribunal Federal também não tolerará ameaças à autoridade de suas decisões. Se o desprezo às decisões judiciais ocorre por iniciativa do Chefe de qualquer dos Poderes, essa atitude, além de representar atentado à democracia, configura crime de responsabilidade, a ser analisado pelo Congresso Nacional,” disse.

Lira prega paz

Aliado do presidente Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse hoje considerar que não há “mais espaço para radicalismos e excessos” no país, em referência aos atritos institucionais provocados por falas e atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – veja AQUI.

Em recado ao chefe do poder Executivo, o deputado subiu o tom e declarou que “a Constituição jamais será rasgada” e que é hora de dar “um basta nas escaladas” conflituosas. Por outro lado, também enviou um sinal de apaziguamento e se disse aberto a conversas a fim de tentar acalmar os ânimos.

Vice descarta impeachment

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) minimizou hoje o risco de um impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), dizendo que “não há clima” nas ruas e que o governo tem base no Congresso para barrar processos contra o mandatário.

“Eu não vejo que haja clima para o impeachment do presidente, tanto na população como um todo como dentro do próprio Congresso. Acho que nosso governo tem hoje uma maioria confortável, de mais de 200 deputados, lá dentro. Não é a maioria para aprovar grandes projetos, mas é uma maioria capaz de impedir que algum processo prospere contra a pessoa do presidente da República”, afirmou o vice antes do embarque para mais uma viagem a Amazônia (veja AQUI).

Nota do Blog – O presidente Bolsonaro consegue o feito de seguir como o principal opositor do próprio governo. Agudiza uma crise que desaba sobre o país e asfixia mais ainda a gestão que conduz. Fala para uma multidão de seguidores e os mantêm juntos de si, sem alargar esse capital. Sustenta-se no poder apostando no confronto, num país conflagrado, sem encontrar tempo para realmente governar.

Quem bloqueia rodovias e tenta invadir ministério e STF não é gente do Movimento dos Sem-terra (MST), bom que se diga.  São fanáticos que lhe obedecem cegamente e contribuem para piorar a situação.

Os outros poderes estão na defensiva e acabam como ‘sócios’ desse caos. O próprio STF nem de longe representa uma corte superior, confiável e republicana, onde o espírito das leis impere.

No Congresso, uma boa parcela dos parlamentares vai tirar proveito desse quadro conturbado, de olho nas urnas de 2022. O Brasil não é prioridade. Ainda não chegamos no ápice da crise. Vai piorar muito. Aguarde.

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quinta-feira - 12/08/2021 - 09:30h
Passo atrás

Coligação é aprovada e deverá voltar já para eleições 2022

Do Canal Meio e Canal BCS (Blog Carlos Santos)

Era início da noite de ontem, e os deputados estavam já pensando em ir para casa quando veio a bomba. Após uma reunião de líderes da maioria na Câmara, o presidente Arthur Lira (PP-AL) pautou para dali em seguida a votação da reforma eleitoral, tendo como carro chefe o chamado ‘distritão’ e como não tão discreta coadjuvante a volta das coligações nas eleições legislativas.

Eram propostas em essência conflitantes. A primeira fortalece as chances de políticos muito conhecidos e celebridades e enfraquece partidos; a segunda concentra mais ainda o poder dos grandes partidos e dá sobrevida aos pequenos, que devem servir também como “esteira” à eleição parlamentar de legendas maiores.

Pauta foi votada "de surpresa", já à noite, tendo amplo apoio até mesmo de PT e PSDB (Foto: Cleia Viana)

Pauta foi votada “de surpresa”, já à noite, tendo amplo apoio até mesmo de PT e PSDB (Foto: Cleia Viana)

O rolo compressor do Centrão foi acionado e o distritão era só boi de piranha. Foi rejeitado por 423 votos 35, enquanto as coligações proporcionais, incluídas repentinamente há poucos dias no texto, voltaram com apoio de 333 deputados e rejeição de 149.

Eleições 2022

Por ser uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a matéria terá que passar por nova votação, marcada para hoje, antes de seguir para o Senado. E só valerá para as eleições do ano que vem se for sancionada antes do início de outubro. (Folha)

Nas redes sociais, alguns parlamentares comemoraram a derrubada do distritão e classificaram como retrocesso a permissão para que partidos se coliguem em eleições legislativas. (UOL)

As coligações proporcionais foram banidas em 2017, mas a medida só foi aplicada no ano passado. Sem elas, partidos tinham que contar apenas com os próprios votos para ocupar cadeiras no Legislativo, sem se aproveitar dos votos de outras legendas coligadas.

A medida reduziu a pulverização partidária nas câmaras de vereadores, e seu retorno é visto como um retrocesso. Entenda as mudanças. (Globo)

Veja como votaram os deputados tanto sobre o distritão quanto sobre as coligações. (G1)

Em tempo: os dois partidos que lideraram a Nova República, PSDB e PT, votaram em peso pelo retorno das coligações.

Leia também: Reforma, de novo, tenta evitar perda de poder e frear novidades.

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segunda-feira - 01/02/2021 - 23:46h
Congresso Nacional

Maioria de bancada do RN fica com candidatos de Bolsonaro

Duas casas elegeram presidentes dia passado (Foto: arquivo)

Duas casas elegeram presidentes dia passado (Foto: arquivo)

Os deputados federais do RN votaram da seguinte forma, na disputa à Presidência da Câmara dos Deputados, nessa segunda-feira (1º de fevereiro):

Arthur Lira (PP-AL) – General Girão (PSL), Beto Rosado (PP), Carla Dickson (PROS), João Maia (PL) e Benes Leocádio (Republicanos);

Baleia Rossi (MDB-SP)  Walter Alves (MDB) e Rafael Motta (PSB);

Luíza Erundina (Psol-SP) – Natália Bonavides (PT).

Senado

Ao Senado, a posição dos senadores potiguares não ficou muito clara pelo o que eles postaram em suas redes sociais nessa noite.

Apenas o senador Styvenson Valentim (Podemos) disse claramente em quem votou à presidência do Senado, em postagens em sua redes sociais. Jean-Paul Prates (PT) já havia falado anteriormente em quem votaria, seguindo partido. Zenaide Maia (Pros) esgueira-se quanto a seu voto:

Rodrigo Pacheco (DEM-MG) – Jean-Paul Prates (PT) e provavelmente Zenaide Maia (Pros);

Simone Tebet (MDB-MS) – Styvenson Valentim (Podemos), claramente.

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segunda-feira - 01/02/2021 - 11:42h
Congresso Nacional

Noite de eleição decisiva para política brasileira

Será às 19h horas dessa segunda-feira (1º) – veja AQUI – que o Congresso Nacional vai eleger seus novos dirigentes, ou seja, Câmara dos Deputados e Senado da República.

Baleia Rossi é o candidato de Rodrigo e Arthur o nome de Bolsonaro na disputa (Foto: O Globo)

Baleia Rossi é o candidato de Rodrigo e Arthur o nome de Bolsonaro na disputa (Foto: O Globo)

Na Câmara, há uma disputa mais delicada entre forças governistas e de oposição ao Governo Jair Bolsonaro (sem partido. Pelo menos oito nomes concorrem à presidência.

Baleia Rossi (DEM-SP) é o candidato do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM).

Seu principal adversário é Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente e que no fim de semana recebeu forte apoio para virar o jogo que parecia desfavorável.

Está entre eles a presidência e muitos interesses em jogo, num duelo que dirá muito sobre o futuro da Casa e da própria administração Jair Bolsonaro.

O Governo Federal liberou R$ 3 bilhões em “recursos extra orçamentários” para parlamentares indecisos a fim de garantir seus votos nos candidatos apoiados pelo Planalto. São recursos para suas bases, sobretudo para infraestrutura, recursos saídos do Ministério do Desenvolvimento Regional, do ministro potiguar Rogério Marinho (sem partido). Pelo menos 250 deputados e 35 senadores foram atendidos.

Um dos reflexos desse ‘agrado’, é que o Democratas (partido de Rodrigo Maia) resolveu liberar sua bancada para votar à vontade. A princípio, inclinava-se a Baleia Rossi.

Regimento

Com 513 deputados, a Câmara só terá um candidato eleito em primeiro turno, se esse nome conquistar a maioria absoluta (metade mais um) dos votos. Mas, é preciso o mínimo de 257 parlamentares votantes. É o que diz seu Regimento Interno.

Ocorrerá segundo turno entre os mais votados, se ninguém alcançar esse resultado mínimo. E, no segundo turno, o vencedor é aquele com maioria simples dos votos, mas também com no mínimo 257 votantes em plenário.

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sexta-feira - 15/01/2021 - 23:50h
Presidência

Maioria da Câmara Federal do RN demonstra apoio a Arthur Lira

Arthur (centro) tem maioria de bancada local (Foto: divulgação)

Arthur (centro) tem maioria de bancada local (Foto: divulgação)

Se presença significar voto, certo, o deputado federal Artur Lira (PP-AL), pode ter saído muito satisfeito da visita rápida que fez a Natal nessa quinta-feira (15). Ele deu entrevista coletiva num restaurante da capital, ao lado de cinco deputados federais (votantes) do Rio Grande do Norte.

Lira disputará a presidência da Câmara dos Deputados, com apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Acompanharam-no na agenda, os deputados Beto Rosado (PP-RN), João Maia (PL-RN), Carla Dickson (PROS-RN), General Girão (PSL-RN) e Benes Leocádio (Republicanos-RN).

O prefeito natalense Álvaro Dias (PSDB) também prestigiou presença do deputado no Rio Grande do Norte. O deputado federal licenciado e ministro das Comunicações, o potiguar Fábio Faria (PSD), compôs grupo de convidados para almoço com Arthur Lira.

Antes de levantar voo, Arthur Lira visitou a governadora Fátima Bezerra (PT). Teve a companhia dos deputados Benes Leocádio, Carla Dickson, Beto Rosado e João Maia.

Os deputados federais Walter Alves (MDB), Rafael Motta (PSB) e Natália Bonavides (PT), que completam a bancada federal do RN, não seguem a postulação de Lira. O nome do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP) é a preferência.

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