quinta-feira - 22/11/2012 - 22:52h
Eureca!

Presidente do STF admite que Justiça é para poucos

Ao tomar posse hoje como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o ministro Joaquim Barbosa definiu o que é a Justiça no Brasil.

Nenhuma surpresa. O que chamou a atenção foi ele, no mais alto cargo do Judiciário brasileiro, outra vez ter a coragem de ser sincero.

“Preciso ter a honestidade intelectual de dizer que há um grande deficit de Justiça entre nós. Nem todos os brasileiros são tratados com igual consideração quando buscam o serviço público de Justiça”, disse Barbosa.

“O que se vê, aqui e acolá, não sempre é claro, mas às vezes sim, é o tratamento privilegiado, preferência desprovida de qualquer fundamentação racional,” acrescentou.

Barbosa defendeu um Judiciário “sem firulas e sem floreios”.

“O que buscamos é judiciário célere, efetivo e justo. De nada vale o sofisticado sistema de informação, se a Justiça falha”, afirmou.

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domingo - 22/07/2012 - 11:54h
A lei dentro da lei

A sugestiva rebelião de juízes

Do jornal O Globo

O fato de magistrados se rebelarem contra uma lei e decidirem contrariar determinação do órgão de controle da Justiça lembra atitudes de corporações sindicais.

Tão ou mais grave que o fato em si é a motivação dele: os rebelados se opõem à aplicação nos tribunais da Lei de Acesso à Informação, passo importante no processo de democratização do país.

São contra a transparência no destino dado ao dinheiro do contribuinte — pelo menos nas Cortes —, um requisito de qualquer sociedade moderna.

Em reunião realizada na quarta-feira pelo Colégio Permanente de Tribunais de Justiça, os 24 presidentes dos TJs se colocaram contrários à resolução do Conselho Nacional de Justiça — cujo presidente é o mesmo do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto — que estabeleceu ontem o dia do esgotamento do prazo para a divulgação da lista nominal de juízes e servidores do Judiciário, com respectivos salários e adicionais. Como determina a lei.

Mas, felizmente, não há uma posição monolítica do Judiciário. O Supremo, no final de junho, divulgou seus dados — não poderia ser de outra forma, por ser a Corte a última linha de defesa do estado de direito. Ontem, como determinado pelo CNJ, foi a vez do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As resistências ocorrem nos tribunais regionais, por sinal, como em outras ocasiões, quando o CNJ atuou na linha da moralização. Por exemplo, contra o nepotismo. Também partiu dos TJs o movimento, derrotado no STF, para manietar a corregedoria do conselho. Agora, como das vezes anteriores, alinha-se aos tribunais a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

A argumentação contrária à divulgação dos rendimentos de juízes e servidores se baseia na Constituição. Seja na garantia à privacidade ou em interpretações de que a própria Carta não determinaria uma transparência tão grande quanto a fixada pela Lei de Acesso.

Em carta aberta divulgada ontem, o presidente do TJ do Rio de Janeiro, desembargador Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, pede, inclusive, que o plenário do STF decida sobre a divergência.

Pode ser que este seja o destino final da polêmica. Mas é necessário entender o pano de fundo dela. Na verdade, o Judiciário passa por um choque cultural desde a aprovação, em dezembro de 2004, do projeto de emenda constitucional n 45, base do atual processo de reforma do Poder.

A PEC instituiu, entre outras novidades, o CNJ. E a partir dele os tribunais regionais e todas as Cortes deixarem de ser “torres de marfim” isoladas, possessões sem qualquer supervisão. A Lei de Acesso, posta em execução, como tem de ser, pelo STF e CNJ, é mais um abalo nas fundações destas “torres”.

Não é por coincidência que corporações sindicais de servidores públicos em geral têm a mesma reação de juízes.

O funcionalismo público como um todo nunca teve qualquer visão ampla de prestadores de serviços. Também formaram castas, as quais não consideram estar obrigadas a prestar contas sequer a quem lhes paga o salário, a sociedade.

Tanto que várias categorias se encontram em greve, mesmo em atividades essenciais. A rebelião de juízes é parte de um todo.

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quarta-feira - 06/06/2012 - 08:05h
Emmanoel Pereira

CNJ evita investigação contra ministro norte-rio-grandense

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu na 148ª sessão ordinária, realizada nesta terça-feira (5/6), arquivar pedido feito pelo Ministério Público Federal para investigar suposta infração cometida pelo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Emmanoel Pereira (originário do Rio Grande do Norte).

A maioria dos conselheiros negou abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra Pereira, proposto pela relatora da Petição Avulsa (00057587220092000000), ministra Eliana Calmon, por entender que não há indícios suficientes que comprovem a participação do ministro na manutenção de funcionário em seu gabinete, supostamente requisitado de forma irregular.

O pedido de apuração foi feito pela Procuradoria da República no Rio Grande do Norte e gira em torno da suposta manutenção de servidor fantasma em seu gabinete, requisitado em 2004 da Câmara Municipal de Macaíba (RN), aparentemente de forma irregular.

Por oito votos a seis, prevaleceu o voto divergência, aberto pelo ministro Carlos Alberto, pelo arquivamento da petição. Para o conselheiro, não há provas suficientes de que o servidor não comparecia ao trabalho no TST, tampouco de infração disciplinar cometida por parte do ministro.

Segundo ele, ainda que seja comprovada fraude na requisição do funcionário, essa responsabilidade não pode ser imputada a Pereira. Acompanharam a divergência aberta pelo ministro Carlos Alberto, os conselheiros Tourinho Neto, Neves Amorim, Ney Freitas, Vasi Werner, Sílvio Rocha, Lúcio Munhoz e Bruno Dantas.

A ministra Eliana Calmon, relatora da petição, defendeu a abertura do PAD, diante da necessidade de apurar o grau de responsabilidade do ministro na possibilidade de manutenção de servidor fantasma em seu gabinete. Segundo ela, havia fortes indícios de que o servidor teria sido requisitado de forma irregular e que recebeu proventos do TST, sem comparecer ao Tribunal. “Diante dessas informações, me parece que há indícios suficientes de um fato que, em tese, caracteriza infração administrativa e desvio de conduta”, concordou o presidente do CNJ, ministro Ayres Britto, que acompanhou o voto da corregedora nacional.

Com informações do CNJ.

Veja AQUI matéria que mostra bate-boca sobre o caso, no plenário do CNJ.

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sexta-feira - 25/05/2012 - 15:01h
CNJ

Cinco desembargadores são investigados por “infrações”

Do Diário de Natal

Desde o dia 26 de abril que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apura infração disciplinar contra cinco pessoas denunciadas pelo Ministério Público do RN à Procuradoria Geral da República (PGR).

Sete dias antes, o procurador geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, foi a Brasília apresentar para a PGR documentos e depoimentos que apontavam o suposto envolvimento de desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte em ilícitos investigados nas Operações Judas – que trata de desvio de verbas do setor de precatórios do TJ – e Sinal Fechado – sobre um esquema de fraudes no processo de implantação da inspeção veicular no RN, via Detran.

O processo, que tem como relatora a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Corregedora Nacional de Justiça Eliana Calmon, está marcado como “sigiloso” em letras vermelhas. E por esta condição, os nomes das partes não são revelados.

Mas, segundo informações e pela consequente análise das iniciais apresentadas no processo, seriam cinco desembargadores representados pelo MP: Francisco Saraiva Dantas Sobrinho (F. S. D. S.), Expedito Ferreira de Souza (E. F. S.), Rafael Godeiro Sobrinho (R. G. S.), Osvaldo Soares da Cruz (O. S. C.) e um quinto nominado no processo pelas iniciais J.R.

As informações sobre o processo de apuração de infração disciplinar ainda são preliminares, por conta do caráter sigiloso imposto pelo STJ. Não se sabe porque todos os desembargadores estão juntos no mesmo processo, já que um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto nesta semana contra Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro.

O CNJ e o MP-RN não confirmaram a identificação do “quinto elemento” investigado pelo órgão fiscalizador do judiciário brasileiro. No entanto, como a última movimentação, datada da manhã de terça-feira passada, aponta que o processo está “concluso para decisão/despacho”, ele deverá ir a plenário na próxima sessão do CNJ, marcada para 5 de junho.

É possível que os nomes de todos os investigados sejam revelados durante a sessão de julgamento.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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segunda-feira - 07/05/2012 - 12:32h
Amanhã

CNJ deve pedir afastamento de desembargadores

Do microblog da jornalista Anelly Medeiros

Afastamento de desembargadores

Amanha a ministra Eliana Calmon (corregedora do Conselho Nacional de Justiça-CNJ) deverá pedir o afastamento administrativo dos desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro no CNJ.

Nota do Blog – Os dois desembargadores, acusados de corrupção ativa no Caso dos Precatórios do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) há tempos estão afastados, na prática, do plenário dessa corte.

Valeram-se de atestado de saúde e férias para o distanciamento do TJRN, mas não conseguiram sair do olho do tufão.

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segunda-feira - 16/04/2012 - 23:25h
Caso dos Precatórios

Corregedora do CNJ quer afastamento de desembargadores

Os desembargadores acusados de envolvimento na quadrilha dos precatórios, no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, não devem se esparrar muito na corte daqui por diante. A ministra corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pensa que o melhor é eles fora desse poder.

Eliana Calmon confirmou hoje ao Estado de São Paulo que pedirá o afastamento dos desembargadores. Eles são acusados de terem empalmado, ao lado de outros quadrilheiros, mais de R$ 13 milhões. Por enquanto. O levantamento do rombo continua.

Durante lançamento da Semana de Conciliação de Precatórios no Rio Grande do Norte, evento ocorrido nesta segunda-feira (16), Eliana Calmon disse que o afastamento dos dois desembargadores será proposto por ela ao CNJ e deverá ser votado na sessão do dia 8 de maio. “Penso que o afastamento dos dois será interessante até para que eles possam apresentarem as suas defesas com a tranquilidade necessária”, disse a ministra, confirmando a abertura de Processo Administrativo Disciplinar para investigar os dois desembargadores.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já abriu um inquérito contra os dois desembargadores potiguares. O próprio TJRN tem uma sindicância em andamento para apurar o desvio e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já fez um relatório prévio da rapinagem, constatando envolvimento direto e insofismável dos dois desembargadores.

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quinta-feira - 01/03/2012 - 09:11h
Decisão

STF autoriza investigação sobre patrimônio de juízes

Do portal G1

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, autorizou nesta quarta-feira (29) o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a retomar parte da investigação sobre a evolução patrimonial de magistrados e servidores do Poder Judiciário.

A apuração sobre o patrimônio de juízes e servidores de 22 tribunais foi suspensa em dezembro em decisão liminar (provisória) do ministro Ricardo Lewandowski ao julgar ação impetrada por entidades representativas de magistrados.

Nesta quarta, Fux autorizou que a investigação seja feita com base em declarações de imposto de renda entregues aos tribunais e em folhas de pagamento, mas sem o uso das informações que constam de um levantamento feito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda.

O uso do levantamento do Coaf, que apontou movimentações financeiras “atípicas” no valor de R$ 855,7 milhões, foi contestado pelas associações de magistrados, que acusaram o CNJ de quebrar o sigilo de servidores e juízes.

Ao julgar ação movida pelas entidades de juízes, o ministro Ricardo Lewandowski, em decisão liminar (provisória) suspendeu as investigações.

Agora, após a decisão de Fux, o plenário do Supremo terá de analisar e decidir se houve ou não irregularidade.

Fux liberou a retomada do trabalho após pedido da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

Em ofício enviado ao ministro, ela argumentou que o trabalho do CNJ estaria estagnado e que essa verificação patrimonial é feita em inspeções rotineiras, desde o início da atuação do CNJ, em 2005.

A preocupação da corregedoria do CNJ é que a eventual demora em avaliar o conteúdo do relatório paralisasse por muito tempo as investigações do órgão.

Nesta segunda-feira (27), ministro Fux intimou diversas entidades que representam a categoria para se pronunciar no processo e acolheu pedido das associações de magistrados para que o Banco Central e o Coaf também sejam ouvidos. A intenção é esclarecer se houve o envio de dados sigilosos.

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quarta-feira - 29/02/2012 - 09:00h
Higienização

CNJ deve punir juízes ‘vagabundos’, diz corregedora

Por Felipe Recondo (O Estado de São Paulo)

A corregedora-nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou nesta terça-feira, 28, que é preciso expor as mazelas do Judiciário e punir juízes “vagabundos” para proteger os magistrados honestos que, ela ressaltou, são a maioria.

“Faço isso em prol da magistratura séria e decente e que não pode ser confundida com meia dúzia de vagabundos que estão infiltrados na magistratura”, disse em sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para discutir a proposta de emenda constitucional que amplia e reforça os poderes correcionais do CNJ.

No ano passado, declarações da ministra de que a magistratura brasileira enfrentava “gravíssimos problemas de infiltração de bandidos, escondidos atrás da toga” gerou crise entre o Judiciário e o CNJ. Na ocasião, Eliana Calmon defendia o poder de o órgão investigar magistrados supeitos de cometer irregularidades.

Nessa terça, a ministra afirmou ser necessário retomar a investigação que começou a ser feita no ano passado nos tribunais de Justiça para coibir pagamentos elevados e suspeitos a desembargadores e servidores. A investigação iniciada pelo CNJ no tribunal de Justiça de São Paulo e que seria estendida a outros 21 tribunais foi interrompida por uma liminar concedida no último dia do ano judiciário pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.

O processo hoje está sob relatoria do ministro Luiz Fux e não há prazo para que seja julgado.

Nota do Blog – A linha de raciocínio da corregedora é extremamente coerente. Concordo em gênero, número e grau.

Os bons não têm o que temer. E eles, me parece, são a grande maioria.

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terça-feira - 07/02/2012 - 18:18h
Decisão

CNJ vai modernizar setor de precatórios do TJRN

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) atendeu pedido do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) e enviará comissão técnica para tratar sobre o caso dos precatórios, informou o CNJ através de sua assessoria de imprensa.

A equipe, ao contrário do que se noticiou, não deverá se ater às investigações que apuram irregularidades no na divisão de precatórios, mas acelerar o processo de modernização do setor.

Conforme a assessoria de imprensa, não há data para que essa comissão técnica desembarque em Natal. De acordo com o juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, Ricardo Chimenti, uma equipe do CNJ chega à capital nesta quarta-feira (8) para a programação da Rede de Cooperação Judiciária.

O projeto é uma integração entre os tribunais. Nele, um juiz é escolhido para acelerar os trâmites de processos que precisam trocar de esfera judiciária.

A Divisão do Setor de Precatórios do TJRN deverá voltar a funcionar normalmente a partir de quinta-feira (9). Ele esteve fechado desde que as fraudes apuradas por comissão especial foram detectadas.

Do portal Nominuto.com

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sexta-feira - 03/02/2012 - 17:16h
STF

Nada a temer, portanto

O controle social do Judiciário, Executivo e Legislativo faz bem ao povo.

Portanto, faz bem ao que tratamos por Estado Democrático de Direito.

Quem tem o que esconder é que deve temer os olhos atentos da sociedade, através das organizações criadas à vigilância quanto ao papel de cada poder e demais órgãos estatais etc.

– “Até as pedras sabem que as corregedorias dos tribunais não funcionam quando se cuida de investigar os próprios pares”, disse o ministro Gilmar Mendes, ontem, como integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), votando a favor da plena autonomia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) à fiscalização da vida interna do Judiciário.

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sexta-feira - 03/02/2012 - 00:32h
Brasil às claras

Supremo garante plena atuação do CNJ no Judiciário

Por Josias de Souza (Folha Online)

Em julgamento apertado, o Supremo Tribunal Federal (STF) optou por ficar do lado claro do mundo. Decidiu-se que o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pode investigar juízes suspeitos de desvio de função e corrupção.

Esse entendimento luminoso passou por um triz. As sombras perderam por seis votos contra cinco. Com isso, o CNJ pode tomar a iniciativa de levantar as togas escondidas sob o corporativismo.

“Até as pedras sabem que as corregedorias dos tribunais não funcionam quando se cuida de investigar os próprios pares”, disse a certa altura da sessão o ministro Gilmar Mendes.

Noutra decisão alvissareira, o Supremo manteve em pé trecho de resolução do CNJ que determina: as sessões de julgamento de juízes serão públicas. Sim, sim. Sessões abertas.

A ministra Cármen Lucia recordou: o Brasil vive sob democracia. Foram-se os tempos das “catacumbas”. O colega Ayres Britto recordou frase atribuída a um juiz americano.

Chama-se Louis Brandeis (1856-1941). Disse o seguinte: “A luz do sol é o melhor dos desinfetantes.” Referia-se à necessidade de transparência no sistema financeiro. Mas vale para qualquer seara.

Ao postar-se do lado claro, ainda que em votação espremida, o STF golpeou aquela ideia de que o Brasil está condenado ao pitoresco e à inviabilidade perpétua.

Ficou entendido que, quando o Supremo deixa, podemos ser a nação de mulatos inzoneiros de que fala a canção de Ari Barroso sem virar uma zona. Que venha o Carnaval.

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segunda-feira - 30/01/2012 - 21:12h
OAB na luta

Movimento apoia prerrogativas do CNJ

“Se o STF mantiver a liminar contra o CNJ, o Judiciário cairá em descrédito total com a população, que já o considera arrogante, antidemocrático e sem transparência.”

Frase do Presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, sobre o ato público que entidade fará amanhã, com apoio da CNBB e de artistas, defendendo a prerrogativa de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigar a conduta de magistrados.

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segunda-feira - 30/01/2012 - 09:18h
RN

CNJ começa a apurar desvio de precatórios em Tribunal

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) recebe ainda hoje uma comitiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Vai participar da apuração de suposto desvio de milhões de reais em precatórios, nas entranhas desse poder.

A presidente do TJRN, Judith Nunes, apressou-se no desvendamento do caso internamente e chegou a pedir colaboração do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Teve reunião com representantes desse colegiado à semana passada, pedindo celeridade.

Essa investigação soma-se ao estridente fato do CNJ ter emitido relatório, em que o TJRN figura como objeto de outra apuração: o sumiço de bens doados para melhoria na celeridade dos trabalhos da corte (veja postagens abaixo ou clique AQUI e AQUI.

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segunda-feira - 30/01/2012 - 09:00h
Reação ao CNJ

Tribunal de Justiça/RN tenta localizar bens ‘sumidos’

Da Folha de São Paulo

O Tribunal de Justiça do Rio Grande de Norte (TJRN) abriu auditoria para localizar os bens sumidos, doados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – Veja postagem mais abaixo.

“O fato de os bens não terem sido encontrados não significa que eles sumiram, mas que podem estar em manutenção ou transferidos para outros departamentos, sem que isso tenha sido informado”, disse fonte oficial do TJRN.

Segundo dados do CNJ, pelo menos 610 equipamentos desapareceram sem explicação. São notebooks, estabilizadores, computadores, além de impressoras. Eles teriam um valor nominal, cumulativo, da ordem de R$ 901 mil.

 

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segunda-feira - 30/01/2012 - 08:39h
Mais problema

Tribunal de Justiça/RN é investigado por sumiço de bens

Leandro Colon e Felipe Seligman (Folha de São Paulo)

Uma investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram.

Relatório inédito do órgão, a que a Folha teve acesso, revela que as cortes regionais não sabem explicar onde foram parar 5.426 equipamentos, entre computadores, notebooks, impressoras e estabilizadores, entregues pelo CNJ para aumentar a eficiência do Judiciário.

RN aparece como o 2º colocado em 'sumiço' de equipamentos, conforme dados do CNJ

A auditoria mostra ainda que os tribunais mantêm parados R$ 2,3 milhões em bens repassados. Esse material foi considerado “ocioso” pelo conselho na apuração, encerrada no dia 18 de novembro.

O CNJ passa por uma crise interna, envolvendo, entre outras coisas, a fiscalização nos Estados, principalmente os pagamentos a magistrados. A conclusão da auditoria revela que o descontrole no uso do dinheiro pelos tribunais pode ir além da folha de pagamento.

Diante da situação, o CNJ decidiu suspender o repasse de bens a quatro Estados: Paraíba, Tocantins, Rio Grande do Norte e Goiás.

Os três primeiros estão com um índice acima de 10% de bens “não localizados”, limite estabelecido para interromper o repasse. Já o tribunal goiano, segundo a auditoria, descumpriu regras na entrega de seus dados.

Além desses quatro, a investigação atingiu outros 12 Estados que, numa análise preliminar, também apresentaram irregularidades.

A investigação do conselho abrangeu um universo de R$ 65 milhões em bens doados entre 2010 e 2011.

A prática do CNJ de doar material aos tribunais foi regulamentada em 2009.

O tribunal do Rio Grande de Norte abriu auditoria para localizar os bens. “O fato de os bens não terem sido encontrados não significa que eles sumiram, mas que podem estar em manutenção ou transferidos para outros departamentos, sem que isso tenha sido informado”, disse.

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sábado - 28/01/2012 - 15:04h
CNJ

Precatórios perturbam a vida do Tribunal de Justiça

A apuração de desvio de milhões de reais de precatórios, no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), não deve ficar restrita à sua Corregedoria e ao Tribunal de Contas do Estado (CE).

É provável que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) entre na questão.

A presidente do TJRN – Judith Nunes – apressou-se na apuração do caso, convocando a intervenção do TCE, de modo a tornar a investigação a mais translúcida possível.

A questão promete causar considerável erosão, mesmo assim, na imagem do TJRN.

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quinta-feira - 22/12/2011 - 09:39h
E agora?

CNJ sofre pressão para não investigar multidão do Judiciário

Folha de São Paulo

Uma varredura determinada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na movimentação financeira de todos os servidores e magistrados do Judiciário – com exceção dos tribunais superiores – está na origem da guerra deflagrada no mundo jurídico.

Determinado em julho de 2010, o levantamento atingiu 216.800 pessoas – entre servidores, juízes e parentes- e apontou que 3.438 deles tiveram movimentações consideradas suspeitas.

A corregedoria contesta esses números. Além disso, serviu de base para que, no início deste mês, a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, determinasse uma devassa em 22 tribunais. O objetivo era apurar um eventual enriquecimento de seus integrantes.

A varredura provocou reação indignada da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), que acusa o conselho de quebrar ilegalmente o sigilo bancário e fiscal dos integrantes do Judiciário.

A entidade pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que anulasse as inspeções e teve o pedido aceito pelo ministro Ricardo Lewandowski, que na última segunda-feira concedeu liminar suspendendo a investigação recém-iniciada pelo conselho.

Como a Folha revelou ontem, a decisão beneficiou o próprio Lewandowski, porque também suspendeu uma investigação sobre pagamentos feitos a vários juízes por conta de uma antiga dívida trabalhista.Por sua vez, o CNJ alega que tem o dever de investigar os servidores do Judiciário, incluindo as suspeitas de enriquecimento ilícito.

Nota do Blog – Essa mordaça colocou todos numa vala comum. O que é péssimo para os bons, os decentes, os capazes, os honestos. Injusto, pois.

E a sociedade, estupefata, se apega a quem?

Quem tem fé, recorre a Deus.

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quarta-feira - 14/12/2011 - 22:20h
Câmara Federal

Emannoel Pereira é indicado para compor o CNJ

O plenário da Câmara Federal aprovou, por 360 votos a 11 e 11 abstenções, o nome do advogado Emmanoel Campelo de Souza Pereira para a vaga que cabe à Câmara Federal indicar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A indicação será enviada ao Senado. O deputado Fábio Faria comemorou a decisão do Plenário, ao lado de toda a bancada do Rio Grande do Norte, e ressaltou a qualificação do potiguar para o cargo.

“Emmanoel advoga em tribunais superiores, foi assessor parlamentar aqui na Câmara por três anos, é qualificado e honrará o nosso Estado como conselheiro desta importante instituição jurídica brasileira”, disse Fábio Faria.

O advogado possui mestrado pela Universidade Católica de Brasília em Direito Internacional e Econômico e é professor de pós graduação em universidades da capital federal.

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segunda-feira - 29/08/2011 - 23:52h
Até eles

Juízes sofrem ameaça

Do Radar Online (Veja), por Lauro Jardim

O CNJ contabilizou 134 juízes ameaçados de morte em todo o país, no seu último levantamento, a partir de dados enviados pelos tribunais.

Mas a Corregedoria do conselho já sabe que o número aumentará ainda mais.: magistrados estão mandando por e-mail relatos de novas ameaças para o conselho.

Um pente fino já iniciado indicará o número certo.

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