segunda-feira - 09/12/2024 - 20:02h
Moge

Mossoró Oil & Gas 2024 gera R$ 43 milhões em negócios

Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)

Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)

A nona edição do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE), encerrada no último dia 28, no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, superou as expectativas. Alcançou números recordes de participantes e de geração de negócios.

Com um total de 9.941 visitantes, a feira movimentou em torno de R$ 43 milhões em negócios.

Segundo a Redepetro RN, entidade realizadora do Mossoró OIl & Gas Energy, o montante é resultado de negócios diretos e indiretos realizados durante o evento, entre 26 e 28 de novembro. Nesse contexto estão inclusos serviços de montagem da feira e de estandes, fardamentos, hotelaria, restaurantes, negociações diretas entre expositores, assim como no Petrosuplly Meeting, as conhecidas rodadas de negócios.

Somente nessas rodadas, as estimativas de negócios giram em torno de R$ 34 milhões. Nos três dias de evento, foram realizados 240 encontros, que reuniram em mesas de negociações empresas fornecedoras de bens e serviços e 11 grandes operadoras do setor (Brava Energia, Halliburton, SLB, Mandacaru Energia, Origem, Perbras, Petroreconcavo, Tecnogera, Pecom, Subsea Drilling e Alvopetro). A iniciativa é realizada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apoiador do evento, e faz parte das estratégias do Polo Sebrae Onshore.

De acordo com o presidente da Redepetro RN, José Nilo dos Santos, o desempenho reforça a condição do Moge como maior evento de petróleo e gás onshore da América Latina e o consolida como vetor de oportunidades do segmento.

José Nilo acrescenta que, além dos impactos econômicos, os resultados exitosos do evento têm papel decisivo no fortalecimento de todo o onshore, especialmente de Mossoró e do Rio Grande do Norte.

“Todos os números obtidos nos deixam muito felizes e convictos da importância da Mossoró Oil & Gas Energy para o fortalecimento do onshore nacional. Realizar o evento é um grande desafio, mas vimos na edição deste mais um grande êxito, coroado pelo número de participantes e de negócios, que impactam a economia, estimulam a atração de novos investimentos e reforçam o papel importante de Mossoró e do RN para o setor”, avalia José Nilo.

O incremento nos números soma-se ao crescimento estrutural do evento que, na edição deste ano, ampliou para três o número de pavilhões (eram dois no ano anterior), onde foram instaladas as três arenas temáticas (Petróleo e Gás, Inovação e ESG) e área de exposição. Também aumentou o número de estandes, que saltou de 130 em 2023 para 208 em 2024.

Internacionalização

Além de toda a representatividade e protagonismo no Brasil, o Mossoró Oil & Gas Energy se consolida também, em âmbito internacional, diante da crescente participação de empresas e representantes estrangeiros no evento.

Somente na edição deste ano, a feira reuniu participantes de países como Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Equador, Honduras, México, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Emirados Árabes, Reino Unido e Venezuela. Oito estandes foram destinados a empresas internacionais, que enxergaram no Moge oportunidades de negócios e ampliação de mercado.

No que se refere a Brasil, o evento alcança praticamente todos os estados da federação, com participação de empresas e/ou empresários de 19 dos 26 estados brasileiros.

Parceria

Ainda conforme o presidente da Redepetro RN, os números positivos do Mosoró Oil & Gas são reflexos diretos da soma de esforços em torno do trabalho em prol do fortalecimento do onshore. Ele lembrou a importância de parceiros, a exemplo do Sebrae RN, Ufersa, patrocinadores e expositores, para o crescimento do evento.

“Um evento grandioso como o Mossoró Oil & Gas Energy se faz com a força de grandes parceiros, que ao lado da Redepetro defendem o fortalecimento do onshore e que, desde o início, acreditaram no protagonismo de Mossoró e do RN no setor”, pontua.

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Categoria(s): Economia
domingo - 24/04/2022 - 11:26h

Estado de Coisas Inconstitucional

Por Odemirton Filho 

A norma jurídica ao ingressar no ordenamento presume-se constitucional. Tem-se que todo o processo legislativo foi devidamente observado, a teor do que dispõe o Art. 59 e seguintes da Constituição Federal (CF). coisas_inconstitucionais_blog

Assim, há uma fase introdutória da apresentação do projeto de lei, em regra, função do Legislativo. Depois, temos uma fase de deliberação parlamentar, na qual se discute e aprova-se ou não. Temos, ainda, a fase da deliberação executiva, onde o Chefe do Executivo sanciona ou veta o projeto. Ao final, existe a fase complementar, com a promulgação e a publicação da lei.

Atualmente, a norma constitucional não é somente vista como um documento essencialmente político. Entende-se que a norma constitucional contém mandamentos, comandos que devem ser observados. Fala-se, destarte, em efetividade da norma. A efetividade representa a aproximação entre o dever-ser da norma e o ser da realidade social. O direito hodierno contempla a força normativa da Constituição.

Pois bem. Mas o que vem a ser o Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) que trata o presente artigo?

O Estado de Coisas Inconstitucional surgiu na Corte Constitucional colombiana, em 1997, que decidiu sobre a questão dos direitos previdenciários dos professores daquele país. A Corte da Colômbia declarou o ECI em razão da omissão de alguns municípios não filiarem seus docentes ao Fundo Nacional de Prestações do Magistério, embora estivessem descontando dos salários dos professores, não filiados, recursos para financiar o Fundo.

No Brasil, o ECI foi discutido no Supremo Tribunal Federal (STF), em 2015, na Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF nº 347/DF, tendo como Relator o Min. Marco Aurélio, na qual se discutia o sistema penitenciário brasileiro.

Eis abaixo parte da Ementa do referido julgado:

CUSTODIADO – INTEGRIDADE FÍSICA E MORAL – SISTEMA PENITENCIÁRIO – ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL – ADEQUAÇÃO. Cabível é a arguição de descumprimento de preceito fundamental considerada a situação degradante das penitenciárias no Brasil. SISTEMA PENITENCIÁRIO NACIONAL – SUPERLOTAÇÃO CARCERÁRIA – CONDIÇÕES DESUMANAS DE CUSTÓDIA – VIOLAÇÃO MASSIVA DE DIREITOS FUNDAMENTAIS – FALHAS ESTRUTURAIS. ESTADO DE COISAS CONSTITUCIONAL. CONFIGURAÇÃO.

São requisitos para se configurar o Estado de Coisas Inconstitucional: A constatação de violação massiva, generalizada e sistemática de direitos fundamentais, afetando um número amplo de pessoas e a falta de coordenação entre medidas legislativas, administrativas, orçamentárias, gerando a violação sistemática dos direitos, a perpetuação e agravamento da situação;

Nesse caso, a superação dessas violações de direitos exige a expedição de ordens dirigidas a vários órgãos, sendo necessárias mudanças estruturais, novas políticas públicas ou o ajuste das existentes e, claro, a destinação de recursos.

No Brasil são vários os casos que necessitam da pronta intervenção do Estado-Juiz para a efetivação dos direitos fundamentais, previstos na Carta Maior. Não é de hoje que direitos básicos do cidadão são solapados, em clara ofensa às regras e princípios constitucionais. Não se restringe, tão-somente, a superlotação carcerária, perpassa-se por todos os quadrantes da vida do cidadão, como a saúde, a educação, a segurança pública, o meio ambiente.

Um outro caso na jurisprudência do STF foi o debate em torno da técnica decisória do Estado de Coisas Inconstitucional no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 5529/DF, proposta pela Procuradoria-Geral da República para questionar a validade constitucional do parágrafo único do art. 40 da Lei de Propriedade Industrial.

“No campo da saúde, há defeitos estruturais sérios. Nada obstante o apelo democrático do tema, faltam vontade política e liberação massiva de recursos financeiros a fim de superar a crise. A saúde pública sofre com déficits de eficiência, impugnados judicialmente por meio de um sem-número de ações individuais, correndo iminente risco de colapso em razão da ignorância política ou do desprezo social. A intervenção judicial no sentido da proclamação do estado de coisas inconstitucional é buscada ante a incapacidade demonstrada pelas instituições legislativas e administrativas”, asseverou o ministro aposentado Marco Aurélio, recentemente.

Entretanto, não se pode esquecer que há limitação orçamentária para a efetivação dos direitos previstos na Lei Maior. Alguns criticam o constituinte originário, quando da elaboração da CF, pois contemplaram muitos direitos, mas não apontaram de onde viriam os recursos.

De todo modo, constatando-se ofensa generalizada aos direitos fundamentais do cidadão, o Supremo Tribunal Federal tem declarado o Estado de Coisas Inconstitucional, mesmo diante de críticas por parte de alguns juristas, por se estar diante de uma nova forma de ativismo judicial.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Artigo
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segunda-feira - 31/05/2021 - 12:38h
Futebol e vírus

País da Covid-19, o Brasil vai sediar Copa América

Bola e máscara contra vírusO Brasil é o novo país-sede da Copa América (veja AQUI). Após reunião emergencial nesta segunda-feira (31), a Conmebol decidiu por transferir para cá a realização do torneio, que seria inicialmente na Colômbia e na Argentina.

Pesou a favor do Brasil a expertise da organização da última Copa América, em 2019 (vencida pela Seleção). Além disso, outro argumento utilizado foi o fato de o país ter mais estádios em boas condições para os jogos das equipes nacionais sul-americanas.

Houve uma consulta nesta segunda-feira ao governo federal, que deu sinal verde para o torneio. A entidade agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro e à CBF por “abrir as portas desse país” para o “evento esportivo mais seguro do mundo”.

Nota do Blog – Pelo o que vi nas últimos semanas com bares abarrotados de gente e ruas com manifestantes, não existe mais Covid-19 no Brasil.

Vamos assistir jogos na Arena das Dunas, lotar estádios.

Salve-se quem puder.

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quarta-feira - 20/11/2019 - 13:58h
Política

Por birra, José Dias julga que Fátima faz só “turismo”

Em seu pronunciamento, durante a sessão ordinária nessa terça-feira (19) na Assembleia Legislativa, o deputado José Dias (PSDB) disse não concordar com a viagem da governadora Fátima Bezerra (PT) para França e outros países europeus, além da China, a fim de negociar parcerias.

“Eu não acredito que essa viagem trará benefícios econômicos para o nosso Estado”, desacreditou. Para o deputado, “é um turismo às custas do povo pobre, das pessoas que precisam do básico da saúde pública, do povo que está morrendo por falta de assistência da saúde do Rio Grande do Norte”.

José Dias teve postura diametralmente oposta em relação às viagens de Robinson Faria(Foto: AL)

A posição do parlamentar ignora, por exemplo, passado recente do governo que ele chegou a apoiar, mesmo com relações pessoais abaladas com o governador Robinson Faria (PSD). Aplaudiu iniciativa do governo (2015-2018) de abrir contatos com setores estatais e do empresariado chinês, em fevereiro de 2017.

Bem antes, logo no início do segundo ano da gestão Robinson Faria, fevereiro de 2016, já avalizara viagem do governante à Colômbia. Robinson justificou que conheceria a política de segurança pública do país, exemplo para o mundo (veja AQUI). Para o RN, o efeito foi zero.

Resultados

Quanto à jornada chinesa, os reflexos da abertura de diálogo de Robinson – viagem de oito dias – podem ser sentidos hoje. Ele, ao lado de comitiva empresarial e auxiliares, passou por Hong Kong; depois, Shanghai, Whangzhou e Suhzou.

Investimentos em energias limpas (veja AQUI e AQUI) e exportação do setor de fruticultura estão se materializando. Outros negócios com somas milionárias e bilionárias podem se confirmar adiante pelas mãos de Fátima Bezerra.

Recentemente, o governador paulista João Dória (PSDB) desembarcou no Japão com igual finalidade. Buscou se apresentar e apresentar seu estado ao capital nipônico, à atração de investimentos.

Quanto à governadora Fátima, o diferencial mais nítido em relação ao antecessor e a Dória, é que ela faz parte de um colegiado de governadores nordestinos. Não age individualmente. Tem prós e contras nessa composição.

Eles formataram o que se denominou de Consórcio Nordeste (veja AQUI), com um objetivo administrativo-econômico claro e outro político – subliminar – não confessado: fazer frente ao Governo Jair Bolsonaro (sem partido). Os governadores repetem como entes federados estaduais, o que é comum acontecer entre municípios: parcerias intermunicipais segmentadas na saúde, transporte ou outra área.

Oportunidades, competência e fragilidades

Infraestrutura de transporte, energias limpas, minério, turismo, fruticultura e indústria cloroquímica são possibilidades que se abrem para o RN. A competência do atual governo para aproveitar o que está sendo feito, é outra questão.

Se o RN não estiver preparado, mesmo que surjam algumas oportunidades elas fatalmente vão migrar para outros estados vizinhos, caso do Ceará. Meios públicos e privados avançaram sobremodo no território cearense, da capital ao interior. Politicamente, também, com maior flexibilidade e canal de diálogo do seu governador, Camilo Santana (PT), com o Palácio do Planalto.

O deputado José Dias não censura e julga antecipadamente a viagem por desconhecimento de causa. Ele é, sem dúvidas, um dos parlamentares mais preparados da Casa. Sua postura parece mais birra. A birra que lhe faltou na administração Robinson em situações parecidas. Compreensível.

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 25/01/2017 - 13:50h
Exterior

Cadeia de Petróleo e Gás verá oportunidades de negócios

Petróleo e gás: negócios (Foto: arquivo)

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) do Rio Grande do Norte, escritório regional de Mossoró, realizará amanhã (quinta-feira, 26) Reunião do Projeto da Cadeia de Petróleo e Gás do RN. Ocorrerá às 14h30 em sua sede.

A iniciativa objetiva apresentar estudo de oportunidades para empresas de Petróleo e Gás da região.

Países como México, Argentina, Colômbia, Equador e Bolívia estão no foco desse trabalho.

Também haverá apresentação do Encontro Internacional de Negócios do Nordeste, que revelará outras chances de negócios no segmento.

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Categoria(s): Economia
segunda-feira - 16/01/2017 - 20:18h
Que pena

Experiência da Colômbia parece não ter ajudado Governo do RN

Tenho a impressão que a viagem do governador Robinson Faria (PSD) a Bogotá (Colômbia), em fevereiro de 2016, para prospectar conhecimento à Segurança Pública, vai precisar de uma atualização didática urgente.

Se aprendeu alguma coisa, perdeu as aulas sobre controle de motins prisionais.

Faltou àquelas sobre segurança pública urbana.

Nem falemos sobre políticas públicas sociais em áreas conflagradas, como forma de enfraquecimento da influência do crime organizado.

Pobre RN Sem Sorte!

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Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
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segunda-feira - 05/12/2016 - 09:58h
Brasília

Depois do transe, eles que se cuidem

Depois do transe coletivo com tragédia da Colômbia, esta semana promete para Rodrigo Serelepe Maia e Renan Canalheiro.

E Temer que se cuide.

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terça-feira - 29/11/2016 - 16:50h
Acidente aéreo

Policia Federal auxiliará Colômbia em identificação de corpos

A Polícia Federal manifestou-se em relação ao acidente aéreo que vitimou quase 80 pessoas na Colômbia, tendo como principais ocupantes da aeronave sinistrada, equipe de atletas da Chapecoense (SC), comissão técnica e dirigentes do clube, além de jornalistas – veja AQUI.

– Informamos que enviaremos uma equipe de especialistas para apoiar as autoridades colombianas na identificação dos passageiros vítimas do acidente do avião que transportava a equipe do Chapecoense – disse agora à tarde a autarquia.

– O grupo é formado por papiloscopistas federais e possui larga experiência na identificação de vítimas – acrescentou.

E mais: “A equipe da Adidância (representação de um órgão público em outro país) da Polícia Federal em Bogotá também está em deslocamento ao local do acidente.”

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Categoria(s): Esporte / Gerais / Segurança Pública/Polícia
  • Repet
terça-feira - 29/11/2016 - 13:52h
#ForçaChape

Por quê?

Um constatação óbvia: Há horas não posto nada nesta página!

Uma confissão: senti a dor coletiva de uma notícia que me alcançou ainda à madrugada de hoje (veja AQUI ou em postagem mais abaixo), com acidente aéreo envolvendo time de futebol da distante Chapecó (Santa Catarina).

No avião que transportava a Chapecoense para jogo decisivo na Colômbia, também tínhamos vários jornalistas, dirigentes do clube etc.

Nenhum deles eu conhecia, que se diga.

Com certeza, não lembro de ter interpelado qualquer um ao longo de minha vida. Nunca acenei com um convencional “bom dia”, “boa tarde” ou “boa noite”.

Meio grogue, retorno à lide, para fazer o que me toma de paixão, meu ofício; cumprir a obrigação diária que não me causa fadiga: escrever, escrever, escrever.

Os mortos, quase 80, têm meu sentimento de comoção espontânea, de oração tímida com o pouco que aprendi a balbuciar desde criança em súplica a Deus.

Com certeza não é muito nem deve ter maior valia para seus familiares e amigos.

Mas cá, dessa lonjura, é o que confesso sentir e ter a ofertar.

Mas o que mexe comigo mesmo não é a impactante dor coletiva, mas aquela tragédia particular que envolve filhos, esposas, irmãos, pais, mães, aqueles bebês que ainda vão nascer.

Muitos perguntam: por quê?

Juro que não sei explicar. Nem vou me fechar, absorto, à reflexão.

Eu não sei o porquê da tragédia coletiva, mas sei que um monte de novas histórias começam a se desenhar a partir de agora. O ponto de partida é o que ficou para trás, na distante Colômbia.

Novo gênesis. Sem porquês!

#ForçaChape

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Categoria(s): Crônica / Esporte
segunda-feira - 04/07/2016 - 09:33h
Discurso e realidade

E tudo pode ficar ainda pior na Segurança Pública

Em campanha, o então candidato Robinson Faria (PSD) em 2014, prometeu: “Serei o governador da Segurança.”

Os números da violência à época assustavam. Era, certamente, o que mais inquietava o norte-rio-grandense na gestão Rosalba Ciarlini (DEM).

Posso ser leviano, se afirmar que Robinson tinha certeza de não poder cumprir a promessa. Mas não vou lançar essa assertiva. Prefiro acreditar, firmemente, que foi arroubo de campanha. Ele não me parece alguém de má-fé.

Robinson na posse em primeiro de janeiro de 2015 (Foto: de Gabriela Freire/g1)

Ao mesmo tempo, interpreto que o então candidato não tinha noção alguma da dimensão do problema, além de lhe faltar experiência como Executivo.

Robinson desembarcou no Governo do RN com a imagem fixa num modelo de segurança adotado pelo Ceará. Seria o “Ronda Quarteirão” de lá, transformado em “Ronda Cidadã”. No discurso de posse em 1º de janeiro de 2015, reiterou essa ideia.

É um fracasso na capital e não deve se expandir pelo interior do Rio Grande do Norte, que está entregue à própria sorte. Seu Governo é campeão em número de homicídios e de fugas de presídios.

O Ceará também deixou há muito de servir como parâmetro de êxito em Segurança Pública, com números alarmantes de homicídio e crimes não letais, desmanche do sistema prisional e vitória continuada do crime sobre a lei.

Colômbia

Angustiado, sitiado por fracassos na política de enfrentamento à violência, Robinson pousou na Colômbia e de lá retornou com nova propaganda ufanista: o modelo colombiano seria a solução para debelar o poder do crime organizado e desorganizado no RN.

Outra furada. Nem se fala mais no assunto.

Na Colômbia, o que deu certo é resultado principalmente de investimento bilionário dos EUA, para dotar o Estado colombiano de meios para enfrentar narcotraficantes e guerrilheiros que adotaram a coca como principal base de financiamento de sua atuação nas selvas. Existe uma combinação de investimento social com inteligência e repressão.

No nosso estado, continuamos reféns da bandidagem e ofendidos por uma propaganda institucional que é ainda mais criminosa: quer nos convencer de que tudo está bem.

O Governo Robinson importa secretários de outros estados, ajusta discursos e não consegue minimizar a dor do povo potiguar.

A violência é uma metástase no território brasileiro e não é diferente em solo norte-riograndense.

E tudo pode ficar ainda pior.

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domingo - 06/03/2016 - 20:22h

Transplante de realidades

Por François Silvestre

É possível ou há registro do sucesso do transplante de realidades objetivas distintas entre países ou regiões?

No caso do organismo humano, mesmo sendo diferentes as pessoas, há uma chance do transplante pela compatibilidade orgânica. Essa compatibilidade, que vai além da simples afinidade do tipo sanguíneo, permite sucesso ao transplante de órgãos entre pessoas completamente diferentes; na sua fisionomia humana ou social.

A pergunta é: Há compatibilidade “orgânica” no sentido amplo entre países ou regiões que permitam o transplante de soluções para realidades completamente diferentes?

Diferentes nas condições objetivas e mais diferentes ainda no conjunto de ações que permitam esse transplante. Diferenças que vão da cultura, vontade política e recursos financeiros.

Mesmo que haja vontade política, e não duvido, resta saber das afinidades culturais e dos recursos disponíveis.

Refiro-me à iniciativa do Governador Robinson Faria que tenta buscar na Colômbia orientações exitosas na área de segurança pública. Uma coisa é certa: nessa questão de segurança estamos na fronteira do caos.

Basta a constatação dessa realidade para justificar toda e qualquer tentativa. O problema é a possibilidade real desse intento.

A Colômbia vem de uma experiência única na vida institucional latino-americana. Um país dividido em dois Estados, distintos e inimigos, no mesmo território. Um Estado legal, fraco e institucionalmente formal. Outro Estado forte, porém ilegal, sem aparato institucional. De tal forma que até a comunidade internacional aceitava essa aberração com relativa comodidade.

O Estado ilegal tomava conta das regiões mais ricas, produtoras da cocaína e gerentes da criminalidade. Numa promiscuidade sem fronteiras entre a política e a delinquência comum.

E o principal mercado consumidor eram os Estados Unidos. Interessado, portanto, numa solução para o fim da aberração colombiana.

Foi aí que nasceu a saída. Sem mistério. Só grana e muita grana. Ninguém sabe, lá nem cá, quanto a América do Norte investiu ou investe no combate à produção e comercialização de drogas na Colômbia. Dinheiro que gente besta não conta.

Realidades diferentes e recursos mais ainda. Que recursos temos para o transplante?

Robinson Faria é inteligente, corajoso, de boa-fé, arrojado e ansioso. A ansiedade é gestante da criação. Prefiro os ansiosos aos cerebrais metódicos. Os ansiosos criam, inventam, tentam. Os metódicos se aproveitam, remodelam a criação da ansiedade.

Deveria ser proibido tratar a ansiedade. É como arrancar o último pedaço que ficou do umbigo da infância. Lobotomia do umbigo. Ansiedade é temperamento e não doença.

Volto à pergunta: Será possível transplantar soluções da Colômbia para o Rio Grande do Norte? Tomara que dê certo.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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Categoria(s): Artigo
terça-feira - 23/02/2016 - 11:48h
Amanhã

Vice-governador assumirá Governo por sete dias

O vice-governador, Fábio Dantas (PCdoB), vai assumir o Governo do Rio Grande do Norte a partir desta quarta-feira (24).

A transmissão do cargo acontecerá devido à viagem do governador Robinson Faria à Bogotá, capital da Colômbia. Fábio Dantas será Governador em exercício até a próxima terça-feira (1º).

Esta será a segunda vez que o Vice-Governador ocupará a gestão estadual.

A primeira interinidade foi em junho de 2015, quando Robinson viajou para a Argentina.

Com informações da Assecom do Estado do RN.

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Categoria(s): Administração Pública
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sábado - 28/06/2014 - 19:28h
Copa do Mundo

Um Brasil que não merece minhas lágrimas ou ufanismo

Ganhamos nos pênaltis. Vale. Toda pressão sobre o Brasil foi destilada nos pênaltis, em que tudo pesava contra. Mas precisará jogar mais.

Empatamos em 1 x 1 com o Chile no tempo normal e o placar foi mantido na prorrogação. Nos pênaltis, levamos a melhor.

Problema do Brasil não é com arbitragem, como muitos estavam vociferando durante o jogo. É com futebol.

Um time diferente se Neymar jogar. Sem jogar, um time comum.

A Colômbia, que passou no tempo normal do Uruguai, com 2 x 0 (dois gols de James Rodriguez), é outro time comum, com bons jogadores, nada “assustador”. Já teve craques de maior envergadura.

Time aplicado e esforçado. Bom. Será nosso próximo adversário.

O meia-atacante James Rodrigues, que é craque, ao lado de Cuadrado, é diferencial da Colômbia. Lembra o estilo do meia-atacante Everton Ribeiro, do Cruzeiro. O restante é aplicado e esforçado, repito.

O Brasil e os brasileiros vão descobrindo que sua seleção é normal, limitada, extremamente dependente dos lampejos de craque de Neymar (que deveria se espelhar em Messi, por exemplo, driblando com objetividade e não para dar espetáculo).

Tem uns dois ou três jogadores diferenciados na Canarinho. O restante, normal.

Para ser campeão, algo nitidamente difícil, pelo menos deverá ter as chuteiras no chão e não jogar de sapato alto. Não tem futebol para esnobismo.

Se pegar Alemanha, Argentina ou Holanda pela frente terá que jogar futebol de verdade.

Até aqui, o Brasil é sofrível e até medíocre. Ruim.

Continuo com a torcida, mas sem qualquer ilusão ou ufanismo.

Não merece minhas lágrimas ou sobressaltos cardíacos.

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Categoria(s): Esporte / Opinião da Coluna do Herzog
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