domingo - 06/10/2024 - 16:46h
Mossoró

MP e PRF cercam foragido suspeito de trabalho para compra de votos

Peças de campanha, dinheiro, rádio e cartão corporativo estavam em carro de deputado estadual
Operação ocorreu no bairro Belo Horizonte neste domingo (Foto: MPRN)

Operação ocorreu no bairro Belo Horizonte neste domingo (Foto: MPRN)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF/RN) identificaram um homem foragido da Justiça durante uma abordagem a um veículo particular suspeito de compra de voto. A abordagem aconteceu no bairro Belo Horizonte, em Mossoró.

O MPRN recebeu informações do 33º cartório eleitoral relatando uma aglomeração suspeita de pessoas. As informações indicavam que no local estaria acontecendo compra e venda de votos. A verificação dos fatos foi feita pela promotoria eleitoral, com apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPRN (GAECO).

Ao chegar ao local, foi realizada a abordagem de um veículo. No interior do automóvel foram encontrados mais de dois mil reais, em espécie, um cartão corporativo da Câmara Municipal de Mossoró, um rádio transmissor e material de campanha. O documento do automóvel indicava ainda que ele pertencia a um deputado estadual.

Após a abordagem, as duas pessoas ocupantes do veículo foram conduzidas à Polícia Federal. Na ocasião, foi constatado que uma das pessoas havia apresentado um número de CPF falso. Realizada a sua identificação criminal, constatou-se a existência de 3 mandados de prisão em aberto, em desfavor do suspeito.

O material apreendido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal em Mossoró e o foragido será entregue à disposição da Justiça.

Acompanhe o novo Instagram do Blog Carlos Santos clicando @blogcarlossantos1

Acompanhe o Blog Carlos Santos no Threads clicando @blogcarlossantos1

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Segurança Pública/Polícia
segunda-feira - 21/11/2022 - 10:20h
Plugado

Ex-prefeito acompanha passos de vice-prefeita ‘adversária’

apos-numero-de-curtidas-instagram-agora-remove-a-secao-seguindo-do-aplicativoO ex-prefeito Ivan Júnior (PL) começou a seguir no Instagram a vice-prefeita assuense e ‘adversária’ Fabielle Bezerra (PL).

Vale lembrar que em 2020, Ivan Júnior enfrentou a chapa George Soares (PL)-Fabielle Bezerra à disputa municipal no Assu, perdendo por apenas 5 votos.

O mandato de Gustavo, reeleito à ocasião, está sub judice em face de decisão judicial em primeiro grau (veja AQUI), do dia 9 de setembro passado, decisão da juíza Suzana Paula Dantas Corrêa, da 29ª Zona Eleitoral.

Proferiu a sentença com base no julgamento de cinco Ações de Investigação Eleitoral Judicial (AIJE’s) e apensamento de três ações cautelares do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Em parecer do procurador regional Eleitoral, Rodrigo Telles de Souza, manifestado em setembro (veja AQUI) último, ele opinou pela rejeição dos recursos e a execução imediata da decisão de cassação da chapa, além de realização de novas eleições.

Segundo o procurador, o pleito foi “indiscutivelmente maculado pela notória e maciça compra de votos realizada em seu favor e com o seu consentimento”.

Tem bastidores mais interessantes. Depois focalizaremos.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
quinta-feira - 06/10/2022 - 10:55h
Pós-primeiro turno

Fátima Bezerra começa a fazer acomodações em governo

Samanda é pessoa de plena confiança de Fátima, com quem trabalha há vários mandatos (Foto: redes sociais)

Samanda é pessoa de plena confiança de Fátima, com quem trabalha há vários mandatos (Foto: redes sociais)

A governadora reeleita Fátima Bezerra (PT) começa a fazer acomodações pós-primeiro turno eleitoral, no seu governo. As mudanças e ajustes vão continuar, mas de olho ainda no segundo turno presidencial e sua segunda gestão.

Uma das primeiras providências da governadora foi nomear a mossoroense Samanda Alves (PT) como chefe de gabinete na secretaria de Educação, Cultura, Lazer e Esporte (SEEC) do RN. Há muito tempo, Samanda compõe equipes de trabalho e assessoramento de Fátima, inclusive no governo estadual.

Foi secretária-adjunta do Gabinete Civil e subsecretária do Trabalho, Emprego e Renda, coordenando o SINE/RN,  além de mandatos da governadora na Câmara Federal e Senado.

Samanda concorreu à Câmara dos Deputados este ano, mas ficou na primeira suplência com 31.240 votos. Além de não se eleger, ainda ganhou notoriedade negativa, haja vista que teve seu nome envolvido em caso de suposta compra de votos (veja AQUI).

Acompanhe o Canal BCS ( Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 22/02/2022 - 17:44h
Eleições 2020

Tribunal cassa prefeito e vice-prefeito por compra de votos

Vice-prefeito André de Canindé e prefeito Guilherme Affonso tinha sido cassados em primeiro grau ano passado (Foto: redes sociais)

Vice-prefeito André e prefeito Guilherme Affonso tinham sido cassados em primeiro grau em 2021 (Foto: redes sociais)

Nesta terça-feira (22), a Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN), à unanimidade de votos, e em consonância com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, desproveu o recurso e determinou o afastamento imediato de Guilherme Affonso Melo Amâncio da Silva (PSD) e de André Michel Paulo de Andrade (PSD), o “André de Canindé”, dos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito do município de Lagoa de Pedras/RN, respectivamente; assim como a realização de novas eleições naquele município.

O desembargador Claudio Santos, relator do processo, entendeu que a sentença proferida pelo juízo da 44ª Zona Eleitoral não merece qualquer reparo, pois foi fundamentada em sólido acervo probatório que converge quanto à ilicitude perpetrada, no caso em questão a compra de votos.

“No caso, os investigados, ora recorrentes, foram condenados ao pagamento de multa no valor de 15.000,00 UFIR, além da cassação dos seus diplomas de Prefeito e Vice-Prefeito do Município de Lagoa de Pedras/RN”, destacou o relator.

“Tais condenações não merecem qualquer reparo. (…) Ante o exposto, voto pelo desprovimento do recurso, mantendo-se a sentença recorrida em todos os seus termos. Por conseguinte, determino o afastamento imediato de Guilherme Affonso Melo Amancio da Silva e de André Michel Paulo de Andrade dos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito do município de Lagoa de Pedras/RN, respectivamente; assim como a realização de novas eleições naquele município”, acrescentou Cláudio Santos em seu voto.

A cassação em primeiro grau ocorreu em outubro do ano passado, por decisão da juíza Ana Paula Barbosa dos Santos Araújo Nunes.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 13/11/2020 - 12:10h
Poder

Políticos compram votos com drogas, afirma delegado

Luis Fernando diz que a troca de votos por droga é pública e notória (Foto: Fim da Linha)

O delegado regional da Polícia Civil do RN, Luis Fernando Sávio de Eliezer Pinto, disse textualmente ao programa Cidade Aflita da Rádio Difusora de Mossoró, que a campanha municipal mossoroense está em boa parte movida à droga. A troca de voto por crack e maconha é uma realidade.

Chapas casadas vereador-majoritária ou nomes, individualmente, estariam movimentando somas financeiras expressivas, tendo ‘boqueiros’ como cabos eleitorais à negociação final com os viciados-eleitores.

Um ‘boqueiro’ (dono da boca de fumo), pelo que se fala no submundo da política e do narcotráfico, recebe entre R$ 2 e R$ 5 mil para o trabalho de recrutamento dos eleitores.

“Fato notório”

– Isso é um fato notório. Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar e Ministério Público têm ciência disso e estamos com um trabalho para coibir – comentou o delegado.

Ele também antecipou, que há acompanhamento de muitos empresários e agiotas, envolvidos em outras modalidades de compra de votos. “É fato também público e notório. Sabemos que muitos estão com dinheiro guardado para repasse aos políticos”, disse.

– Temos denúncias, já temos denúncias – garantiu. “É incrível, mas é a realidade de Mossoró”, lamentou.

A entrevista foi concedida ao repórter Pádua Júnior.

Nota do Blog – Essa semana postamos um alerta sobre esse assunto em outras plataformas nossas (veja AQUI). Houve quem fizesse piada.

* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube ( AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2020 / Política
domingo - 08/11/2020 - 11:24h

Reta final da campanha e compra de votos

Por Odemirton Filho

Não é novidade que as campanhas eleitorais no Brasil sempre foram marcadas pelo abuso de poder econômico, pelo abuso de poder político e, principalmente, pela compra de votos.

É certo que com o passar do tempo a legislação eleitoral foi sendo aperfeiçoada e a fiscalização mais rigorosa.

Contudo, infelizmente, essa prática ainda faz parte do cotidiano eleitoral. Na reta final da campanha a compra de votos acontece. Com força. Há um batalhão de pessoas que visita as casas dos eleitores numa verdadeira romaria.Doa-se tudo ao eleitor: telhas; tijolos; próteses dentárias; remédios; o pagamento da conta de água e luz; carteira de habilitação e cadeiras de rodas são alguns exemplos. E o eleitor não se faz de rogado. Pede até enxoval para casar.

Para alguns eleitores é a oportunidade de conseguir alguma coisa, pois, passada a eleição, o político “some”, conforme gostam de dizer. E é mentira?

Porém, que fique claro: pratica o crime eleitoral tanto quem compra, como quem vende o voto.

Hoje, como tudo é filmado e gravado pelos aparelhos de celular, os cuidados estão sendo redobrados, mas dificilmente impedirá a compra de votos. E nesta última semana de campanha eleitoral o “bicho” vai pegar.

É claro que existem candidatos que fazem sua campanha jogando limpo, não se pode deixar de reconhecer.

Entretanto, aqui ou acolá, consegue-se “fisgar” um candidato mais afoito e “graúdo”. Após um demorado processo judicial, alguns têm o mandato cassado em razão do abuso de poder e da compra de votos.

Pois é. Nessa reta final da campanha, a onça-pintada, o peixe-garoupa e o lobo-guará andarão de mãos dadas, pra lá e pra cá, à caça de votos.

É uma triste realidade.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Eleições 2020 / Política
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 07/11/2020 - 22:38h
Tenham cuidado!

Eu compro, eu pago!

Comprar voto pagando água e energia elétrica com aplicativo bancário, de conta pessoal, é muita coragem.

Ou a certeza da impunidade, né?

Bem que prometeram digitalizar ‘serviços municipais’.

Tenham cuidado.

Estou avisando.

* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube ( AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2020 / Política
quinta-feira - 05/11/2020 - 06:22h
Crime

Rádio Difusora lança a “Patrulha do Voto Limpo”

Tendo como mote a célebre campanha do Ministério Público Eleitoral “Voto não tem preço, voto tem consequência”, a Rádio Difusora de Mossoró vai colocar no ar spots com orientação para que o cidadão-eleitor não venda o seu voto. É a campanha “Patrulha do Voto Limpo”.

O texto, que também será lido pelos comunicadores da emissora ao longo da programação, diz o seguinte:

A prática da compra de votos é algo corriqueiro em reta final de campanha em Mossoró (Foto ilustrativa)

– “Está no Código eleitoral: dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber para si ou para outra pessoa, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para OBTER ou DAR o voto, é crime. Quem vende ou compra o voto pode ficar presa por até quatro anos e pagar multa. Voto não tem preço, tem consequência. Vote consciente.”

O diretor de Jornalismo e Programação, Emerson Linhares, explica que na reta final da campanha é muito comum a compra de votos em Mossoró. Não se trata de situação ocasional, mas regra.

Mau exemplo

O caso mais vivo sobre corrupção eleitoral é em relação à campanha municipal de 2012, quando a candidata eleita e empossada, Cláudia Regina (DEM), agora outra vez concorrendo à municipalidade, foi cassada 13 vezes por irregularidades dessa ordem.

“Encontramos os exemplos em todo o Brasil e no aspecto local queremos dar uma contribuição para que essa prática seja combatida pelos próprios eleitores, porque se eles vendem o voto perdem a voz da cobrança e da razão”, afirma Linhares.

Fones para denúncia

Polícia Federal – (84) 3323.8300

Ministério Público Eleitoral – (84) 3315.3350

Difusora – (84) 3316.3181

Ele orienta ao cidadão-eleitor que denuncie qualquer tipo de irregularidade ao Ministério Público Eleitoral. “O eleitor alvo da compra de voto tem uma arma não: seu telefone. Hoje é muito comum a pessoa ter um smartphone que fotografa e faz filmagens. Deve denunciar o crime”, sugere.

“Ligue para a Difusora também para a gente colocar no ar, alertar as autoridades”, recomenda.

* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube ( AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2020 / Política
  • Repet
quarta-feira - 04/11/2020 - 06:22h
Anote

Aviso às belas, recatadas e do lar

Daqui a pouco assistiremos a flagrantes envolvendo senhoras belas, recatadas e do lar, com sacolas cheias de dinheiro, transitando por esgotos, vielas e mocambos, na tentativa de comprar voto.

Mas, podem se deparar com alguém filmando o crime.

Depois não diga que não avisei!

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Anote, por favor!

* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube ( AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2020 / Política
quarta-feira - 18/09/2019 - 20:22h
Mais um

Prefeito e vice são cassados por juíza por compra de votos

Do OP9

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou a cassação do prefeito e da vice-prefeita da cidade de Guamaré, a 176 quilômetros de Natal. A decisão, proferida pela juíza eleitoral Andrea Cabral Antas Câmara reconheceu que Francisco Adriano Holanda Diógenes e Iracema Maria Morais da Silveira (ambos do MDB) compraram votos na época das eleições.

Iracema e Adriano: eleitos em pleito suplementar e agora cassados, mas mantidos no cargo (Foto: arquivo)

A sentença, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), deve ser publicada no Diário da Justiça Eleitoral na quinta-feira (19). Apesar da cassação o prefeito e a vice não serão afastados do cargo até o julgamento de eventuais recursos. A Justiça também determinou o pagamento de uma multa de R$ 10 mil cobrada de Francisco por conta da gravidade das condutas apuradas.

Francisco e Iracema foram eleitos em um pleito suplementar do município no dia 9 de dezembro de 2018. Os gestores anteriores, prefeito Hélio Willamy e a vice, professora Iracema Maria, também foram cassados e perderam os mandatos, o que obrigou a realização de uma nova eleição na cidade.

Nota à Imprensa

A chapa formada por Adriano e Iracema foi eleita com 6.176 votos, o correspondente a 52,43% dos votos válidos. O outro candidato, Mozaniel de Melo Rodrigues (Solidariedade), alcançou 47.57% dos votos válidos. O município de Guamaré tem 13.726 eleitores.

A defesa do prefeito divulgou nota à imprensa informando que a decisão de primeiro grau ainda vai passar pelo crivo do Tribunal Regional Eleitoral. “O TRE certamente reformará a decisão, que não foi proferida com acerto esperado e que se amparou em prova apodrecida, montada na escuridão da verdade, gravação montada e editada por inimigos políticos e que sequer era de conhecimento do prefeito eleito pela maioria”, diz o texto.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
  • Repet
domingo - 26/08/2018 - 06:22h

Corrupção eleitoral

Por Odemirton Filho

Não é novidade que algumas campanhas eleitorais se caracterizaram pela corrupção. A compra de voto, como é conhecida, é comum no processo de escolhas de alguns de nossos representantes.

Os candidatos e os eleitores se acostumaram a participar de pleitos eleitorais de forma nada republicana.

Em razão disso, o Código Eleitoral tipificou a corrupção eleitoral nos seguintes termos:

“Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.

Como se extrai do texto normativo a compra de voto é qualquer meio que usa o candidato para cooptar voto, seja dando, oferecendo ou prometendo dinheiro, presentes ou qualquer vantagem ao eleitor.

Dessa forma, a doação de dinheiro, material de construção, cestas básicas, carteira de habilitação, óculos, próteses dentárias, entre outros, configuram-se como compra de voto.

Ressalte-se que o eleitor também comete corrupção eleitoral quando solicita ou recebe qualquer dessas vantagens.

Por conseguinte, tanto é corrupto o candidato que compra o voto, como o eleitor que o vende.

Essa conduta do candidato pode ser considerada como um ilícito-penal-eleitoral, como nos termos do art. 299 acima mencionado, e como um ilícito-civil-eleitoral, que vem a ser a captação ilícita de sufrágio, de acordo com o art. 41-A, previsto na Lei n. 9.504/97, abaixo transcrito:

“Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinqüenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto no art. 22 da Lei Complementar no 64, de 18 de maio de 1990”.

“§ 1o Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a evidência do dolo, consistente no especial fim de agir”.

Consoante Gomes (2014), “a captação ilícita de sufrágio denota a ocorrência de ato ilícito eleitoral. Impõe-se, pois, a responsabilização dos agentes e beneficiários do evento. Estará configurada sempre que a eleitor for oferecido, prometido ou entregue bem ou vantagem com o fim de obter-lhe o voto. Também ocorrerá na hipótese de coação, isto é, prática de “atos de violência ou grave ameaça a pessoa, com o fim de obter-lhe o voto” (art. 41-A, § 2o). Assim, a causa da conduta inquinada deve estar diretamente relacionada ao voto”.

Segundo o citado artigo o período que pode ocorrer a captação ilícita de sufrágio é a partir do registro de candidatura até o dia da eleição.

Além disso, não se exige o pedido expresso para se configurar a compra de voto, mas tão somente que fique evidenciado na conduta do candidato o dolo, isto é, a vontade de assim agir.

Acrescente-se, por oportuno, que não há necessidade da participação direta do candidato para se configurar a captação ilícita de sufrágio. Se houver um liame entre o candidato e a terceira pessoa que compra o voto do eleitor, com anuência daquele, é possível que o candidato seja sancionado.

Veja-se o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

“[…] 5. A desnecessidade de comprovação da ação direta do candidato para a caracterização da hipótese prevista no art. 41-A da Lei no 9.504/97 não significa dizer que a sua participação mediata não tenha que ser provada. Por se tratar de situação em que a ação ou anuência se dá pela via reflexa, é essencial que a prova demonstre claramente a participação indireta, ou ao menos, a anuência do candidato em relação aos fatos apurados. 6. A afinidade política ou a simples condição de correligionária não podem acarretar automaticamente a corresponsabilidade do candidato pela prática da captação ilícita de sufrágio, sob pena de se transmudar a responsabilidade subjetiva em objetiva. Recursos especiais providos para reformar o acórdão regional” (TSE – REspe no 603-69/ MS – DJe 15-8-2014).

Não se pode duvidar que a prática nefasta da compra de voto macula o pleito eleitoral e, sobretudo, a democracia, vez que a livre vontade do eleitor é viciada.

O eleitor é parte integrante desse escambo que se tornaram as eleições brasileiras, não podendo se eximir de culpa.

Fala-se muito que o sistema político é viciado, mas o eleitor também contribui para a forma de fazer política neste país.

Estamos em plena campanha eleitoral e, infelizmente, a compra e a venda do voto deverão acontecer.

Cabe-nos, desse modo, enquanto artífices de nossa incipiente democracia, não compactuar com essa prática.

Por fim, a consequência pela prática da corrupção eleitoral (compra de voto), sendo a representação por captação ilícita de sufrágio (art. 41-A) julgada procedente, o candidato terá o seu registro de candidatura ou diploma cassados e o pagamento de multa de mil a cinquenta mil Ufir.

No âmbito penal, havendo a condenação do candidato e do eleitor por compra e venda do voto (art. 299), a pena é de reclusão de até quatro anos e o pagamento de 5 a 15 dias-multa.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
sábado - 21/10/2017 - 20:14h
Eleições 2018

Sandra Rosado afirma que se prepara para disputa federal

Sandra deu entrevista hoje (Foto: Rede News 360)

Em entrevista ao programa “RN 360” deste sábado (21), na Rádio Rural AM 990khz de Mossoró, a vereadora mossoroense Sandra Rosado (PSB) admitiu que se articula para tentar voltar à Câmara Federal nas eleições do próximo ano.

Recém chegada ao rosalbismo, depois de anos rivalidade, Sandra lembrou que Mossoró já teve dois deputados federais e até cinco estaduais simultaneamente.

Compra de votos

Em sua ótica, esse projeto não cria nenhum atrito tampouco lhe distancia do grupo governista, o qual tem defendido com veemência na Câmara Municipal.

“Não tem espaço para aqueles que pensam em vir aqui comprar voto”, alertou.

O programa é apresentado pelos jornalistas Gilberto de Sousa e Erinaldo Silva.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 02/10/2016 - 01:12h
Eleições 2016

O que o cidadão deve saber e não se enrolar com a Justiça

Por José Herval Sampaio Júnior

Desde 2000 venho atuando como Juiz Eleitoral nas últimas eleições, mas nestas assumi um papel diferente e que nos dignifica muito, pois penso que o cidadão é o ator mais importante de nossa sociedade e como tal tem um destaque, não só na hora de escolher seus representantes, dentre seus pares, mas principalmente de cumprir as suas demais obrigações.

Ah temos que lembrar que quem nós vamos escolher é um cidadão como nós. Às vezes nos esquecemos disso e não damos importância a nós mesmos, por isso que eu tenho orgulho de me despir da qualidade de Juiz, que me orgulho muito, para verdadeiramente me postar como um cidadão indignado com a corrupção.

E é justamente com essa corrupção que temos, mais uma vez de nos preocuparmos, pois os corruptos desse país têm muitas artimanhas e tudo começa justamente em suas eleições, que são totalmente corrompidas, deixando-os sem qualquer tipo de compromisso com o cidadão.

Entretanto, o pior de tudo isso é ver que o cidadão participa diretamente dessa corrupção ao vender o seu voto e achar que isso é normal, porque os políticos teriam obrigação de lhe darem as coisas individualmente para poderem receber os seus votos.

Ora cidadão, o político ao fazer isso comete um crime e você também, recebendo inclusive a mesma punição, senão vejamos o que diz a lei sobre a situação:

Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita:

Pena – reclusão até quatro anos e pagamento de cinco a quinze dias-multa. //www.tse.jus.br/imprensa/noticias-tse/2013/Agosto/compra-de-votos-e-crime-eleitoral-e-causa-cassacao-e-inelegibilidade

Não podemos confundir a previsão do Código Eleitoral acima com a da lei das Eleições para o candidato:

Art. 41-A. Ressalvado o disposto no art. 26 e seus incisos, constitui captação de sufrágio, vedada por esta Lei, o candidato doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive, sob pena de multa de mil a cinquenta mil Ufir, e cassação do registro ou do diploma, observado o procedimento previsto noart. 22 da Lei Complementar no64, de 18 de maio de 1990.

A prescrição supra é a questão meramente eleitoral, já a que falamos primeiro é criminal e essa o cidadão ao receber qualquer tipo de vantagem pode se complicar com a Justiça, como muito bem chamou a atenção o colega Patrício Lobo em seu facebook e que aqui reproduzimos por entender mais do que pertinente, pois comparou a compra de drogas ao tráfico de drogas pela troca mútua que infelizmente acontece:

“O ato ilícito de compra de voto se assemelha em alguns pontos ao tráfico de drogas.
Primeiro: só se vende porque se tem quem compre.
Segundo: o eleitor tem que deixar de ser tratado como vítima e coitadinho, pois ja é bem esclarecido, com uma diferença, porque o usuário pode ser tratado e curar-se.
Terceiro: solicitar ou receber vantagem também é um ato criminoso.
Quarto: a maior pena para o ‘viciado’-eleitoral, além de um bom processo-crime, é uma futura gestão pública sem interesse público prioritário”

Sei da profundidade dessa relação em nossa atuação como Juiz, pois os políticos que se elegem dessa forma não tem qualquer zelo com os princípios da administração pública e a moralidade e honestidade passam longe de suas atuações e você cidadão tem tudo a ver com isso e sinceramente tem que começar a também ser responsabilizado para ver se as coisas melhoram.

E por mais que existam hoje políticos que já não aguentam mais o eleitor “pidão”, na realidade criminoso, foram eles que mal acostumaram o eleitor nesse círculo vicioso e pernicioso a toda sociedade, logo agora não podem querer se passar como anjinhos e achar que tudo é culpa do eleitor. Não há diferença, a culpa é de ambos e devem ser punidos em todas as esferas de responsabilidades.

Enquanto continuarmos com eleições corruptas teremos cada vez mais corruptos entre nós, justamente porque corrupta é a sociedade.

Não me canso de perguntar, até quando vamos aguentar essa marmota, que é crime, e a gente acha a coisa mais natural do mundo?

Talvez, comece a melhorar quando alguns eleitores forem para a cadeia por venderem os seus votos e rasgarem a cidadania.

Meus amigos e amigas que sabem de nossa luta pessoa contra tudo isso, peço encarecidamente que não votem por interesse pessoal algum, não aceitem qualquer tipo de vantagem, não se deixem enganar por políticos que não tem qualquer compromisso com o povo e que estão enrolados com a Justiça.

Votem com muito amor e esperança que as coisas realmente possam mudar, pois o verdadeiro voto deve ser naqueles que nos trazem perspectivas de dias melhores, pois ninguém aguenta mais sofrer, em especial a classe mais pobre, com falta de tudo em termos de serviço público, que na prática se constitui como falta de dignidade.

Termino esse pequeno texto com uma fala de um advogado eleitoralista e cidadão também preocupado como eu com a corrupção, Marcos Araújo, com uma pequena edição, porque o mesmo expressou a sua posição pessoal, que evidentemente não cabe nesse texto, contudo representa a esperança de que saíamos, enfim, desse buraco em que nos metemos se votarmos pensando dessa maneira:

Não VENDO meu VOTO!
Eu TROCO…
Em uma cidade limpa,
Bonita, arborizada
Sem buraco em calçamento
De preferência asfaltada
Eu quero é dirigir
Pilotar a minha moto
Por isso aviso logo
Não vendo meu VOTO eu TROCO.
Troco pelas ruas claras
Todas bem iluminadas
Que os meninos possam brincar
Toda hora nas calçadas
Que tenha segurança
Pro medo não ser meu foco
Por isso quero avisar
Não vendo meu VOTO eu TROCO
Troco numa cidade
Que ofereça educação
Que o ensino seja dado
Pra formar um cidadão
Que o aluno tenha valor
No lugar dele me coloco
Aí vou logo dizendo
Não vendo meu VOTO eu TROCO
Troco por um lugar
Aonde o homem do campo tenha valor
Que ele possa trabalhar, estudar e escolher
Que tenha semente, água e terra
Pra o pequeno agricultor
Só quero essas coisinhas
Nada demais pelo meu voto
Pode afirmar por aí
Que eu não vendo meu VOTO eu TROCO…
Vou TROCAR O MEU VOTO, com esperança, sem sedição.

Não há mais o que falar, agora é agir com consciência de nossas obrigações de cidadãos!

José Herval Sampaio Júnior é escritor forense, professor, juiz de Direito e palestrante

Veja texto originalmente AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo / Eleições 2016
domingo - 02/10/2016 - 00:40h
Vá por mim

Compra de votos e aposta são ‘negócios’ de risco

Operação de guerra foi montada para frear tentativa de compra de votos em Mossoró.

Superestrutura rodante, homens, inteligência etc. estão em ação.

Cuidado!

Não aconselho ninguém a fazer aposta sobre campanha de Mossoró, em cima de maioria estelar.

Não “engula corda”.

Mande seu chefe apostar o dele.

Vá por mim.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2016 / Política
  • Repet
terça-feira - 06/09/2016 - 07:30h
Porto do Mangue

MP Eleitoral obtém condenação de prefeito por comprar voto

O Ministério Público Eleitoral, através do procurador Regional Eleitora Kleber Martins, obteve do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) a condenação por unanimidade do prefeito do Município de Porto do Mangue, Francisco Gomes Batista, conhecido como “Titico”, por corrupção eleitoral (Artigo 299 do Código Eleitoral).

Titico: eleição comprada (Foto: reprodução)

O então candidato comprou o voto de uma eleitora em troca do conserto do carro dela, nas eleições de 2008.

Em suas alegações finais, o procurador Regional Eleitoral destacou que Francisco Gomes fez a oferta do conserto junto de Jean de Almeida Maia, filho de uma candidata a vereadora. Jean, proprietário de uma oficina, daria a mão de obra do serviço e “Titico” pagaria as peças do veículo de Lucicleide Ferreira da Silva. O fato ocorreu 15 dias antes da votação.

Lucicleide e Jean, que chegaram a ser denunciados, foram beneficiados com a suspensão condicional de seus processos ao auxiliarem nas investigações.

Eleição e conserto

Ela confessou que o próprio Jean levou seu veículo, uma picape Corsa, para a oficina e que, já depois de ter sido eleito prefeito, os mecânicos entregaram a “Titico” a lista de peças necessárias. Na ocasião, ele teria dito que “difícil tinha sido ganhar as eleições, mas agora que havia ganho, iria pagar o conserto”.

Para o TRE, “os depoimentos das testemunhas, prestados tanto em Juízo quanto na fase inquisitorial, se harmonizam com as declarações prestadas pela eleitora cooptada, todos no sentido de que o então candidato a Prefeito de Porto do Mangue/RN, nas eleições de 2008, prometeu a prestação de conserto do veículo de eleitora em troca do voto da mesma”.

Francisco Gomes Batista foi condenado a um ano e três meses de reclusão, convertido em duas penas restritivas de direitos: uma de pagamento mensal de um salário mínimo e outra de prestação de uma hora por dia de serviços à comunidade, pelo mesmo tempo estipulado para a pena privativa de liberdade.

A ação tramita na Justiça Eleitoral sob o número 128-05.2013.6.20.0000 e da sentença ainda cabem recursos.

Com informações do MPF/RN.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quarta-feira - 27/07/2016 - 04:16h
Opinião

Caixa sem número

Por François Silvestre

Essa história de limitação de gastos na campanha eleitoral é uma balela que não engana ninguém.

Mudaram os candidatos? Não. São os mesmos.

E eles viraram honestos? Mudaram os eleitores? Não. São os mesmos.

E eles viraram conscientes? Mudaram os fiscais, do fórum e das contas? Não. São os mesmos.

E eles viraram eficientes? Papo furado pra gente besta acreditar.

Vai ser tudo do mesmo jeito.

Com Caixa numerado ou sem número. Caixa zero, dois ou vinte e dois. Já tem gente comprando e gente se vendendo.

Começa com candidatos retirando candidaturas pra “fazer” alianças. Alianças, é?

O resto será como sempre foi.

Mercado de secos e molhados, mesmo com seca de água.

Nota do Blog – Tudo como dantes ou coisa pior.

Acompanhe nosso Twitter AQUI. Notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
domingo - 15/02/2015 - 06:47h

Triste realidade da politicagem brasileira – I

Por José Herval Sampaio Júnior

É mais do que pertinente, no atual momento que vivemos politicamente falando, em que se procura estabelecer uma nova cultura democrática em nosso País, que se trate a fundo a realidade do processo eleitoral brasileiro. Isso, a partir das peculiaridades ocorrentes em praticamente todas as regiões do país, mudando muito pouco de uma para outra, logo esta realidade, mesmo que com a cautela de não se generalizar, infelizmente é a regra geral do que se vê da prática política, ou melhor, como cunhamos da politicagem brasileira.

A primeira realidade, infelizmente indiscutível, se verifica na compra de mandatos. Alguém duvida?

Ou seja, por mais que a Justiça Eleitoral, o Ministério Público e os adversários de quem tenha usado esse expediente não consigam, dentro de cada ação pertinente, provar o que muitas vezes se alega nesse sentido – ressaltando que a Justiça Eleitoral quando do processo jurisdicional deve aguardar em um primeiro momento a iniciativa das partes quanto às provas – é mais do que patente a ocorrência, de um modo geral, desse instrumento nefasto e que precisa acabar ou, pelo menos, se tornar uma exceção, já que hodiernamente, com muita tristeza, afirmamos, por experiência pessoal e profissional, que o uso do dinheiro nas campanhas políticas é o que conduz a um sucesso eleitoral.

A primeira realidade, infelizmente indiscutível, se verifica na compra de mandatos

Uma triste realidade, na qual os eleitos, em sua grande maioria, sequer ficam comprometidos com seus eleitores, já que os tendo comprado, qual o seu comprometimento?

Por mais que os juízes não possam, processualmente falando, presumir essa triste realidade, não se pode, por outro lado, desconsiderá-la, e tanto é verdade, que um dos maiores desafios reside nos processos de prestação de contas, a qual deve ser levado em consideração a realidade do dia a dia de campanha com relação aos gastos reais, evidentemente sem presumir a compra de votos, todavia, sem deixar de considerar o efetivo custo de uma campanha para Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual, Prefeito e Vereador.

Sinceramente, alguém acredita que os valores declarados pelos candidatos de um modo geral correspondem ao que efetivamente foram gastos?

Dentro dessa abominável situação, sabemos também que os políticos em geral ainda são mal acostumados com a tentativa de se utilizar de todo tipo de expediente que possa ser suficiente para alcançar o almejado voto e isso é o maior desafio da Justiça Eleitoral no sentido amplo do termo nos próximos anos, ou seja, temos que combater a todo custo essas práticas nefastas e muitas vezes criminosas que roubam no sentido do termo o maior valor que o cidadão possui, que é o direito de escolher livremente seus representantes. A reforma do sistema atual já seria um avanço, mas não podemos esperar pela boa vontade de nossos políticos, por isso porque não enviarmos um projeto nosso?

Ah, se as pessoas, todas, soubessem o quanto é importante o valor de seu voto consciente e que tais condutas acabam atingindo a toda a sociedade – que no decorrer do mandato de alguém que se utilizou de qualquer espécie de abuso de poder é quem realmente sofre os efeitos dessa escolha viciada – talvez essas pessoas não aceitassem as propostas espúrias que a classe política oferta. Muitas vezes a própria população é quem procura se corromper e isso também deve ser combatido, fazendo com que essas pessoas também respondam por esse crime, já que receber qualquer vantagem econômica também é crime.

Portanto, a classe política tem culpa, mas hodiernamente a população também tem a sua parcela de culpa, o que cria para a Justiça Eleitoral mais uma missão, qual seja efetivamente punir aquelas pessoas que se deixam ser corrompidas por qualquer forma existente. Esse último obstáculo é ainda mais difícil, pois hoje o povo infelizmente só pensa em eleições com o objetivo de se dar bem economicamente falando e isso fica muito bem evidenciado até mesmo na classe média e mais elevada, já que nas mais pobres até se entende a necessidade.

Será que alguém vai conseguir convencer uma família pobre que esteja passando fome de não receber cestas básicas em época de eleições?

A Justiça Eleitoral não pode olvidar dessa realidade que impera durante todo o processo eleitoral e que, com todo respeito que se deve nutrir aos eleitos dos últimos pleitos ocorrentes em todo o país, poucos foram realmente vitoriosos, a partir de uma escolha livre desses expedientes ilícitos e tal fato deve ser considerado em todas as ações que são levadas ao crivo do Judiciário e quem quiser ignorar essa realidade que o faça, assumindo no futuro a responsabilidade de seu ato presente. Porém entendemos que a efetiva mudança de cultura na política brasileira passa necessariamente por uma postura mais dura e real quanto à essas práticas de abuso de poder e é isso que deve ser feito de modo inaugural pelos Juízes Eleitorais que se encontram mais próximos dessa realidade aqui noticiada, sem qualquer preocupação com o julgamento das outras instâncias da Justiça Eleitoral.

José Herval Sampaio Júnior é Mestre em Direito Constitucional, Juiz de Direito e Juiz Eleitoral no Estado do Rio Grande do Norte e escritor renomado nacionalmente, com obras publicadas em diversas áreas do direito, inclusive direito eleitoral

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
terça-feira - 15/07/2014 - 10:07h
Fartura

Uma “botija” cheia em plena campanha eleitoral

Tem candidato a deputado estadual, em Mossoró, com bisaco cheio.

Achou botija?

Tem apoio sendo “cantado” a R$ 1 milhão.

“Proposta irrecusável”, diz.

Vereador oscila entre R$ 100 e R$ 150 mil.

Isso pode, Arnaldo?

* Acompanhe bastidores políticos com muitas “novidades” em nosso TWITTER, clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet
domingo - 10/02/2013 - 20:28h
Aguardemos

Denúncia de compra de voto em Mossoró

Do Twitter de Carlos Escóssia

Quem levanta o “mote” é o blogueiro Carlos Escóssia:

– Nos próximos 60 dias poderemos ter vereador perdendo o mandato em Mossoró, por compra de votos – tudo registrado no cartório da vida.

Nota do Blog – Aguardo mais informações, meu querido Carlos Escóssia.

Mossoró pode ferver com mais novidades na política.

Aguardemos.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter: www.twitter.com/bcarlossantos

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sábado - 06/10/2012 - 09:04h
Mossoró

Dinheiro na mão é vendaval… às vésperas das eleições

Ouvido ao chão como bons índios Sioux, Apache, Comanche, Cherokee e Navajo.

A movimentação intensa de saques pulverizados em várias contas e em valores diversos, através de caixas eletrônicos e “boca de caixa”, em Mossoró, não é por acaso.

O corre-corre chegou até mesmo a esvaziar muitos caixas de auto-atendimento nos últimos dias. Os saques de volumes mais expressivos foram evitados. A ordem foi estratificar em várias contas.

E não  venha me justificar que esse frenesi é devido apenas o período de pagamento de folhas públicas (estado, município, autarquias etc.).

Qualquer relação com tentativa de compra de votos, não é mera concidência.

Decifra-me ou te devoro.

Compartilhe:
Categoria(s): Eleições 2012
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 12/04/2009 - 11:00h

Só Rindo (Folclore Político)

Compra de votos

Juiz de Direito em período eleitoral em Alexandria, Assis Amorim recebe seguidas denúncias verbais à sua mesa, que revelam o radicalismo da disputa.

– O povo dos Veras está comprando votos a dez reais – proclamam os denunciante diante do juiz.

A ladainha não para.

Já enfezado com o conhecido lengalenga da política paroquial, que conhecia bem, ele toma uma decisão salomônica, que põe fim àquele enredo.

– Já que seus adversários estão comprando voto a dez, compre a 20 – recomendou, trincando os dentes.

E assim acabou a celeuma.

Compartilhe:
Categoria(s): Folclore Político
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.