sexta-feira - 29/12/2023 - 19:12h
Aplausos

Pesquisador da Ufersa alcança nível mais alto do CNPq

Professor Moacir Franco de Oliveira: excelência no que faz (Foto: Ufersa)

Professor Moacir Franco de Oliveira: excelência no que faz (Foto: Ufersa)

O professor Moacir Franco de Oliveira, do Departamento de Ciências Animais da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), foi incluído na lista dos principais pesquisadores do país. O reconhecimento veio no dia 23 de dezembro, com a publicação da relação de bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Na lista, Moacir Franco de Oliveira aparece como pesquisador 1A, o nível mais alto do CNPq.

Para o pesquisador, o reconhecimento é resultado de um trabalho feito com “seriedade, solidez e, ainda na premissa de que pesquisa se faz com o trabalho de muitas mãos”. De acordo com ele, é esse foco na coletividade que explica o reconhecimento conquistado em poucos anos.

“Não faz muito tempo que tivemos nossa primeira orientação em nível de mestrado e menos tempo ainda a primeira orientação em nível de doutorado, que ocorreram respectivamente em 2011 e 2017″, afirma o professor Moacir.

Nota do BCS – Tipo da notícia que a gente adora passar. Não gera engajamento, cliques, mas nos faz bem demais.

Aplauso, professor.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Educação / Gerais
sábado - 30/07/2022 - 12:08h
Inteligência artificial

Juiz federal e professor da UFRN têm estudo sobre decisões judiciais

As estatísticas e informações da Justiça Federal da 5ª Região (integrada pelos Estados de  Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe) foram aplicadas para o primeiro estudo do Brasil que compara o desempenho humano e de máquinas. O trabalho é assinado pelo professor Elias Jacob de Menezes Neto e pelo Juiz Federal Marco Bruno Miranda Clementino. Ambos integram a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).Inteligência artificial, cibernética, robô, biônico

O trabalho analisa ainda o grau de previsibilidade de decisões judiciais.

A pesquisa foi publicada na nova edição da revista PLOS One, sob o título “Using deep learning to predict outcomes of legal appeals better than human experts: A study with data from Brazilian federal courts” (Usando deep learning para prever resultados de recursos judiciais melhor do que especialistas humanos.

O trabalho utilizou mais de 3 milhões de processos e 750 mil recursos julgados pelos Juizados Especiais Federais do Tribunal Regional Federal da 5a Região, que engloba os estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Após “ensinar” a inteligência artificial a “ler” textos em português, os pesquisadores inseriram as particularidades dos textos jurídicos utilizando 3.1 milhões de sentenças em processos judiciais julgados entre 2006 e 2020.

Depois, ensinaram a IA a prever o comportamento decisório utilizando cerca de 750 mil processos julgados no passado. O sistema, que foi registrado pela UFRN junto ao INPI, pode ser utilizado tanto pela advocacia (pública e privada) quanto pelo Poder Judiciário, especialmente na etapa de triagem dos processos para encaminhamento da decisão. “Com isso, esperamos contribuir para uma Justiça mais rápida e que trate com maior uniformidade casos que são semelhantes”, diz o juiz federal.

Com o objetivo de fomentar mais pesquisas nessa área ainda pouco explorada, foi disponibilizado, com os resultados da pesquisa, o conjunto de dados públicos contendo as milhares de decisões judiciais utilizadas no treinamento. A pesquisa aplicou os recursos computacionais do supercomputador do Núcleo de Processamento de Alto Desempenho (NPAD), localizado no Instituto Metrópole Digital, recebeu financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e contou com o apoio de diversos magistrados e servidores da Justiça Federal do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará e Alagoas.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 31/10/2021 - 13:22h

A revolução da fruticultura irrigada e o papel científico de uma instituição

Por Josivan Barbosa

Faltam menos de 30 dias para a realização da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2021. Uma questão que vamos precisar explicar para os nossos visitantes é como a região polarizada por Mossoró conseguiu se tornar competitiva no negócio de frutas tropicais ao ponto de conquistar mercados exigentes como o dos EUA e da União Europeia.

O sucesso da nossa agricultura irrigada passa por muitas mãos, mas não podemos esquecer do pioneirismo de empresas como a MAISA, Frunorte, Agro Now, Fazenda São João e o grupo dos japoneses que saiu de São Paulo para Petrolina e depois veio para a região de Baraúna.

Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)

Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)

Muitas pessoas perguntam quais as razões do sucesso da agricultura irrigada nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN) e outras circunvizinhas. No início dos anos 80, havia apenas uma agroindústria de sucesso na fruticultura, a MAISA (Mossoró Agroindustrial SA) que cultivava caju.

Na microrregião do Vale do Rio Açu (RN), as experiências com a fruticultura estavam apenas se iniciando, pois a região apresentava sérias limitações com água, o que melhorou a partir da inauguração da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no ano de 1982. Nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN), não havia experiências de êxito ligadas à atividade de produção de frutas irrigadas.

O papel da ESAM

Sem querer atribuir o sucesso unicamente aos esforços da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje, Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), é preciso reconhecer que, obrigatoriamente, esta instituição teve importância ímpar no processo.

Em 1979, a direção da antiga Esam conseguiu aprovar, juntamente com mais cinco universidades do Nordeste, que tinham competência instalada na área de Ciências Agrárias (UFC, UFPI, UFRPE e UFPB), um importante projeto de desenvolvimento tecnológico dentro do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Nordeste (PDCT). A instituição foi contemplada com recursos da ordem de 45 milhões de dólares por um período de cerca de seis anos.

Os recursos eram provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Governo Brasileiro, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na proporção de 1:1. Foi o maior projeto da história dessa instituição de ensino superior. Os principais benefícios para o desenvolvimento da nossa instituição foram esses:

  • Contratação de 110 profissionais de nível médio e superior (laboratoristas, engenheiros agrônomos, trabalhadores de campo, motoristas, técnicos de informática e técnicos agrícolas)
  • Construção dos Laboratórios de Água, Solos e Hidráulica
  • Construção da Biblioteca Central Orlando Teixeira
  • Aquisição de inúmeros equipamentos científicos de apoio à pesquisa
  • Ampliação do Laboratório de Sementes
  • Ampliação dos Laboratórios de Alimentos
  • Instalação de módulos demonstrativos de irrigação nos municípios de Touros, João Câmara, Mossoró, Baraúna, Gov. Dix-Sept Rosado, Pau dos Ferros, São Miguel, Zé da Penha e Rafael Fernandes. Os módulos eram instalados em áreas particulares, após rígido trabalho de seleção dos beneficiados feito pelos pesquisadores.

Experimentos da Esam

A instituição instalou experimentos de pesquisa em várias microrregiões do Estado. Cada módulo demonstrativo era composto de uma área irrigada (2 a 4 hectares de fruteiras – banana, mamão, goiaba, graviola e maracujá), apicultura, sequeiro (capim buffel) e caprinos (10 matrizes e um reprodutor).  Após três anos de instalação dos módulos, eram feitas avaliações. A área de sequeiro mostrou-se ineficiente. A única área de sequeiro que revelou bom rendimento para o produtor foi o plantio de abacaxi no município de Touros (RN).

O abacaxi foi testado na área do Sr. José Joventino.  Aquele produtor cultivou o abacaxi com sucesso por vários anos. Em Touros já havia uma experiência de sucesso de um produtor oriundo do município de Sapé (PB). Na época, a região plantava apenas 180 hectares de abacaxi. Após os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos técnicos da antiga Esam houve um considerável aumento da área cultivada com abacaxi, atingindo o pico de cerca de três mil hectares no início da década de 2000, incluindo os municípios de Ielmo Marinho, Pureza e Touros.

Nas áreas de sequeiro com capim buffel e algaroba não houve registro de nenhum caso de sucesso. A apicultura foi regular e o destaque ficou por conta das áreas irrigadas, nas quais o produtor conseguia excelentes rendimentos. Um bom exemplo de sucesso foi o plantio de bananeira em consórcio com tomate. Uma das culturas que, também, mostrou excelente rendimento foi o mamão formosa. A cultura que se mostrou mais rentável para o produtor foi a banana, seguida de goiaba, graviola, mamão e maracujá. O sistema de irrigação utilizado era o xique-xique (mangueira de polietileno com furos e vazão de 45 – 50 L/h).

Pesquisas de sucesso

O sucesso obtido nos experimentos da Esam com a cultura do mamão, é, em parte, responsável pelo incremento no cultivo desta fruteira nos últimos anos nos Estados do RN e Ceará.  O cultivo do mamão formosa ampliou-se das microrregiões de Mossoró (RN) e, mais especificamente, no município de Baraúna e no Baixo Jaguaribe (CE), incluindo os municípios de Quixeré e Limoeiro do Norte, para as microrregiões do Vale do Açu, Upanema, Apodi, Felipe Guerra, entre outras.

Um dos maiores produtores dessa fruta em Baraúna (RN), era o engenheiro agrônomo Wilson Galdino de Andrade, agrônomo egresso da antiga Esam e, não por coincidência, o técnico executor das pesquisas nos módulos instalados no projeto piloto em 1979.

Na região Agreste (RN), no município de Ceará Mirim, no início dos anos 2000 se instalaram três conceituadas empresas produtoras de mamão papaia (Caliman, Gaia e Batia) cuja produção era predominantemente exportada pelo Porto de Natal para a Europa e Estados Unidos. A agroindústria Caliman chegou a se instalar, também, na região de Baraúna, com infraestrutura para exportar mamão formosa para a Europa.

O mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE possui qualidade diferenciada (formato do fruto, cor e teor de açúcar).

Banana

No caso da banana, as áreas produtoras do Vale do Açu e Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte) possuíam antes de 2012 uma área instalada acima de cinco mil hectares. Na primeira predominava o cultivo de bananeira para o mercado externo (Mercosul e Europa) e na segunda o cultivo era direcionado para o  mercado interno. Antes de 2012, somente uma agroindústria (Frutacor) instalada em Quixeré produzia individualmente, 1.200 hectares e mais 600 hectares, terceirizados, de pequenos produtores agregados.

Atualmente, o cultivo de banana para exportação foi reduzido tanto no Vale do Açu quanto na Chapada do Apodi.

No Vale do Açu, os problemas de cheias e ventos provocaram a redução das áreas e na Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte) a redução deu-se em função da limitação de água do canal de irrigação do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi (DIJA). Os problemas hídricos comprometeram a qualidade da banana para o mercado externo e foram responsáveis pelo deslocamento das empresas para áreas.

Outras fruteiras

As outras fruteiras (goiaba e maracujá), como demonstrado nas pesquisas feitas pela Esam começam a ganhar importância na região. A goiaba é uma fruteira muito cultivada em Petrolina (PE), mas os pomares instalados naquela região têm sido dizimados por nematoides.

O maracujazeiro amarelo foi plantado em grande escala, no final da década de 80 pela Maisa, mas devido a alta incidência de pragas, principalmente fusariose, a empresa foi obrigada a erradicar a cultura. No Rio Grande do Norte a cultura do maracujá está em expansão. Há vários cultivos novos instalados nos últimos anos nas microrregiões de Baraúna, Assu e Upanema.

A graviola ainda é pouco cultivada e há poucos plantios nessas microrregiões. O cultivo é direcionado para a produção de polpa para atender ao mercado regional.

Evolução da Agricultura Irrigada

  • Anos 1960 / 70 / 80: Incentivos do Estado para o estabelecimento de grandes empresas produtoras (projeto modernizador), através de crédito subsidiado, investimentos em infraestrutura e projetos de irrigação.
  • Anos 1960 / 70 / 80: Surgimento e desenvolvimento de grandes produtores em Mossoró e no Vale do Açu, com fortes incentivos do Estado através de créditos altamente subsidiados;
  • Anos 1980: início da produção de melão na região, que consegue ótima adaptação, rapidamente disseminando-se entre os grandes produtores;
  • Anos 1980: Chegada à região da tecnologia de fertirrigação por gotejamento, proveniente de Israel, que rapidamente difunde-se entre os produtores locais;
  • Anos 1990: Intensificação do processo de modernização e da integração do Polo ao mercado internacional.
  • Anos 1990: Aumento do número de produtores de médio porte atuando no Polo, utilizando-se da subcontratação para exportação, por intermédio das grandes empresas.
  • Anos 1990: novas exigências de qualidade e padrões produtivos no mercado internacional, através da exigência de certificações para exportação.
  • 2002 / 03: Encerramento das atividades da MAISA, Fazenda São João e FRUNORTE.
  • 2002 / 03: NOLEM passa a ocupar a liderança na produção de melão no Polo.
  • Década de 2000: Através da absorção de conhecimentos oriundo da rede formada pelos diversos agentes que atuavam na atividade nessa região, produtores de médio porte expandem capacidade de exportação direta, reduzindo dependência de subcontratação de grandes empresas.
  • Década de 2000: Expansão dos negócios da Agrícola Famosa.
  • Década de 2000: Atuação conjunta de alguns grupos de produtores de médio porte no intuito de viabilizar a exportação direta.
  • 2008 / 09: Encerramento das atividades da NOLEM e da Del Monte e reposicionamento da Agrícola Famosa como empresa líder na produção e exportação de melão do Polo.
  • Década de 2010: Agrícola Famosa assume a liderança no Polo. Demais exportadores são considerados, em sua grande maioria, de médio porte.
  • 2013: Retorno das exportações de melão e melancia para os Estados Unidos
  • 2020: Liberação comercial para exportação de melão para a China.

Ramal do Salgado

Há poucos dias, o Governo Federal lançou a obra do Ramal Salgado no nosso vizinho Ceará e que será uma ramificação do canal Apodi-Mossoró, última etapa do Projeto de Integração do São Francisco (PISF). O Ramal do Salgado encurtará em cerca de 150 quilômetros a viagem das águas do São Francisco até o açude Castanhão.

O Ramal do Apodi/Salgado é o trecho final do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e terá 115,3 quilômetros de extensão. A água será transportada por gravidade a partir do Reservatório Caiçara, na Paraíba, até o Reservatório Angicos, já no Rio Grande do Norte. A vazão será de 40 m³ por segundo até o quilômetro 26, de onde deriva o Ramal do Salgado, que levará as águas para o estado do Ceará. Após essa derivação, a vazão será de 20 m³ por segundo.

Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)

Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)

O Salgado é um rio de nascente no Cariri Leste (município do Crato) com vários afluentes na nascente. Do Sul do Ceará o rio segue até o município de Aurora onde é beneficiado com uma barragem e em seguida passa por Icó (beneficiado com uma ponte) e, entre Icó e Orós o rio Salgado entra no Rio Jaguaribe. A partir daí as águas do Rio Salgado passam pelo município de Jaguaribe e seguem para o Castanhão.

A construção do Ramal do Salgado encurta em cerca de 150 km a chegada de água no Rio Jaguaribe em relação ao eixo Norte do projeto original e, assim, reduz também as perdas por infiltração que ocorrem ao longo dessa extensão.

O projeto do Ramal do Salgado

O Trecho III é o Ramal do Salgado que será outra alternativa de entrega de água para o Ceará pelo rio Salgado. Ele é derivado do Trecho IV, o Ramal do Apodi, que é o Trecho que beneficiará a bacia hidrográfica do Apodi/Mossoró onde se situa o seu município. O Ramal do Apodi desenvolve-se próximo à divisa dos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, partindo do reservatório Caiçara, componente do Trecho II do Eixo Norte, localizado no município de São José de Piranhas na Paraíba, e seguindo em direção ao Estado do Rio Grande do Norte.

As obras deste trecho têm uma extensão aproximada de 115,3 km até o ponto de entrega no Açude Público Angicos (em José da Penha-RN), já na bacia do rio Apodi, no Rio Grande do Norte. Sua função se concentra no atendimento da bacia do Rio Apodi, nas suas regiões do Alto, Médio e Baixo Apodi (microrregiões: Serra de São Miguel, Pau dos Ferros, Umarizal, Médio Oeste, Chapada do Apodi e Mossoró), além das demandas difusas distribuídas ao longo do traçado entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

O Trecho em questão teve alterações de projeto em relação ao Projeto Básico com mudança da vazão máxima de 20,0 m3/s em toda a sua extensão, para, no trecho inicial, até o km 30,2, transportar no máximo 40,0 m3/s. Desta forma, todas as obras concebidas no Projeto Básico para este trecho inicial do Trecho IV (26,6 km de comprimento) até a tomada de início do canal do Trecho III foram reprojetadas passando a comportar a vazão de 40,0m³/s. Neste ponto, são derivados 20 m3/s para o Trecho III (Ramal do Salgado) e o Ramal do Apodi segue com as dimensões originalmente projetadas para a condução da vazão máxima de 20 m3/s até o final de sua extensão, em seu deságue no Reservatório Angicos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 22/04/2021 - 11:38h
Covid-19

Estudante cria máscara biodegradável e ganha prêmio nacional

Lara concorreu com centenas de estudantes (Reprodução do BCS)

Lara concorreu com centenas de estudantes (Reprodução do BCS)

Por Cristiano Rojas (O Blog de Antônio Martins)

Lara Bianca Vieira Dias tem apenas 13 anos e ainda brinca de boneca, como outra criança qualquer. Porém, apesar da pouca idade, ela se destaca entre os jovens de sua faixa etária, disputando prêmios científicos em nível nacional, feito gente grande.

Aplicada, é um talento nato. Natural de Antônio Martins, no Alto Oeste, a estudante cursa o 7º Ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal José Inácio de Carvalho.

Com a orientação da mãe, Ivana Vieira, também professora, a estudante desenvolveu um projeto para a feira de ciências da escola que vem arrebatando prêmios por onde tem passado.

A estudante criou uma máscara facial, para a região da boca, contra o vírus da Covid-19, totalmente ecológica, produzida a partir de materiais biológicos, e de origem vegetal.

“Meu objetivo era achar uma maneira que pudesse diminuir os impactos causados pelas máscaras que estão sendo utilizadas na pandemia de Covid-19”, explicou Lara Bianca.

A estudante contou que, quando decidiu desenvolver o artefato, sua intenção era criar algo acessível, tanto do ponto de vista de produção quanto financeiro. E assim foi.

Em meio a pesquisas e testes, a jovem cientista constatou ser possível utilizar a fibra do coqueiro e a resina do cajueiro para a confecção da máscara, com a vantagem de poder ser descartada após o uso, sem causar dano ao meio ambiente, visto que a produção é visivelmente sustentável e de custo zero.

Depois do sucesso no município, Lara Bianca foi 1° Lugar na feira da 14° DIREC, em Umarizal, e na Feira de Ciências do Semiárido, promovido pela Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

Premiação

Com o projeto, a estudante foi classificada para participar da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE) 2021, que ocorreu em março, realizado anualmente pela Universidade de São Paulo – USP, voltado à jovens cientistas, sendo ainda considerada a maior feira do segmento no país. O resultado saiu no último dia 27 de março.

Máscara despertou atenção (Reprodução BCS)

Máscara despertou atenção (Reprodução BCS)

Concorrendo com cerca de 1.250 projetos inscritos, e mais de 4 mil estudantes, Lara Bianca ganhou como prêmio destaque na Área de Ciências Biológicas, uma credencial pra uma Feira Internacional na Colômbia prevista para junho e uma Bolsa de Pesquisa (Cientista Júnior) oferecida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ), além de medalha e certificado.

O projeto dela foi tão bem avaliado que um dos membros da bancada examinadora teceu elogiosos comentários. Animada com a premiação, a estudante espera que  sua invenção sirva de inspiração para baratear o acesso às máscaras.

Enquanto isso não ocorre, Lara Bianca pretende seguir adiante com seus estudos, participando de outras feiras de ciências, e dividindo o tempo com as brincadeiras de criança.

Veja matéria completa – com vídeos – clicando AQUI.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI e Youtube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 19/08/2019 - 18:30h
Brasil

IFRN é campeão de Olimpíada Nacional de História

O Instituto Federal do RN (IFRN) foi o grande vencedor da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), cuja final aconteceu neste fim de semana (17 e 18 de agosto), na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). A Instituição conquistou 19 medalhas, sendo 4 ouros, 6 pratas e 9 bronzes, de um total de 20 premiações angariadas pelo Rio Grande do Norte, que também foi o estado com mais premiações no certame.

Equipe do IFRN posa em evento (Foto: divulgação)

Ao todo, o evento distribuiu 75 medalhas, sendo 15 de ouro, 25 de prata e 35 e bronze.  Além delas, foram concedidas ainda medalhas de honra ao mérito. A região Nordeste também teve um papel de destaque, com 58 medalhas, o que corresponde a 77% do total. A final contou com a participação de 314 equipes, reunindo 1,2 mil convocados de todos os estados brasileiros.

Premiação

A cerimônia de premiação contou com a participação de estudantes, professores, historiadores de relevância nacional e autoridades, como representantes da Associação Nacional de História (ANPUH), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História (PROFHISTÓRIA) e a presença do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel.

Realizada pelo Departamento de História da Unicamp, a Olimpíada Nacional em História do Brasil é composta por seis fases de provas realizadas de forma online, com duração de uma semana cada. Tem apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Programa de Pós-Graduação em História da Unicamp. Foram 73 mil inscritos desde a fase inicial, este ano.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Educação
domingo - 01/04/2018 - 07:14h

Testemunho de uma história muito especial

Por José Bezerra Neto

Meu nome é José Bezerra Neto, conhecido como “Barbosa”, ou “Zezinho Barbosa”. Tenho muito orgulho em estudar na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

Entrei no processo de  seleção  por cotas  e  hoje sou discente do Curso de  Administração de Empresa. Sou um aluno proativo, procuro resolver os desafios durante meu processo de aprendizado na universidade. Sei que não é fácil, para uma pessoa com necessidades especiais,  estudar.

Venho mostrar aos alunos com Deficiências e com Necessidades Educacionais Especiais que todos temos condição de superar nossas limitações.  Hoje sou convidado a proferir palestras, rodas de conversas e entrevistas.

Sou convidado para assistir defesa de monografia e defesa de dissertação nos Programas de Pós-Graduação e fui, recentemente, convidado para publicar um livro sobre minha história, mas optei por organizar o livro com minha orientadora a Professora-doutora Ana Lúcia Oliveira Aguiar e buscar a publicação nas Edições Uern. Não é tarefa fácil.

Levanto-me às 05 horas para me preparar para os estudos e hoje estou colhendo os frutos que estou plantando e quando terminar o curso desejo fazer mestrado e doutorado.

Em conjunto com a professora Ana Lucia Oliveira Aguiar, Pós-Doutora em Educação, que é a minha orientadora do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) participo de cursos, minicursos, oficinas levando minha experiência e contribuindo para a visibilidade das discussões sobre o direito das pessoas com deficiência, educação, diversidade e inclusão.

Sei que é muito difícil para uma pessoa conseguir estudar em uma universidade que não tenha uma Política de Inclusão e uma Diretoria de Políticas e Ações Inclusiva, como é o caso da Uern que tem o Departamento de Apoio à Inclusão (DAIN). Temos uma equipe multiprofissional, composta de Pedagoga, Psicóloga Educacional, Psicóloga Clínica, Assistente Social, Ledores para nos acompanhar e orientar os professores nas necessidades de adequações avaliativas, curriculares, metodológicas e de tempo.

Hoje,  curso o 6º Período de Administração de Empresa. Sou bolsista do Programa Institucional de Iniciação Científica (PIBIC) da UERN e fui bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Alguns dos Projetos de Pesquisa de Iniciação Científica (PIBIC) que desenvolvi e desenvolvo com a Professora Ana Lúcia Aguiar, minha orientadora: Histórias Silenciadas: discentes com deficiência mútuas rompem barreiras do silêncio e contam histórias de inclusão.

Outro projeto intitulado Acessibilidade de Efetivação de Diretos de pessoas com deficiências mútuas: experiências exitosas no processo de adequação da avaliação dos conteúdos. Atualmente realizo a pesquisa Pibic como o título Indagando a universidade, sob a perspectiva dos discentes com deficiência, o acesso e o acompanhamento de estudantes com deficiências no Ensino Superior. Outra pesquisa Pibic muito importante foi “Iniciação científica como prática de reflexão crítica no ensino superior: construções e superações”.

Com a mesma importância tenho artigos publicados em Anais de Eventos como os seguintes: Acessibilidade e efetivação de direito das pessoas com deficiência intelectual: experiências exitosas no processo de adequação da avaliação dos conteúdos, publicado no III Seminário Potiguar: Educação, Diversidade, Acessibilidade e Direitos Humanos.

O artigo Histórias silenciadas: discentes com deficiências mútuas rompem barreiras do silêncio e contam histórias de inclusão, publicado no  IX Encontro Internacional ‘Presencia de Paulo Freire’, em Cuba.

Escrever um artigo, participar de eventos, ser bolsista de Iniciação Científica me fez amadurecer e poucos alunos tem essa oportunidade de um professor aceitar a sua pesquisa. Vou continuar me dedicando, com compromisso, aos meus estudos, pois é através da minha formação acadêmica que entrarei no mercado de trabalho com qualidade. Quero mostrar a minha capacidade e minha determinação deixando à sociedade que a pessoa com deficiência tem condição de superar barreira que surgiram.

Quando as oportunidades aparecem pela minha frente eu pego logo. As oportunidades na vida são poucas.  Não deixo passar.

Encerro a minha fala, como aluno com Necessidades Educacionais Especiais, que tem, dia a dia, buscado seus direitos e cumprindo seus deveres que com determinação, foco, planejamento e disciplina superamos os obstáculos que aparecem em nosso caminho.

Portanto esses anos todos de estudo na Uern trazem para minha vida conhecimentos, melhorias para a vida profissional e um futuro promissor.

Agradeço a minha orientadora professora-doutora Ana Lúcia Aguiar pelo incentivo diário e por acreditar no meu potencial estando comigo desde que eu fui aprovado no vestibular e ingressei na Uern. Também agradeço aos meus amigos Martiniano, Victoria Bica, Jailson, José Medeiros, Leandro, Amanda Lima e Pedro, os quais me incentivam diariamente no grupo em que frequentamos diariamente.

Por fim, agradeço ao professor José Raposo Coelho que, através dos seus ensinamentos, possibilitou o meu ingresso na Universidade, bem com ao ex-reitor Milton Marques de Medeiros (in memorian) que me incentivou e me colocou no caminho rumo à aprovação, me fornecendo a oportunidade de estudos em cursinhos preparatórios.

José Bezerra Neto (Zezinho Barbosa) – Discente da Uern

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.