domingo - 30/08/2015 - 17:22h

Salvar os robôs!?

Por José Romeu Ferraz Neto e Eduardo Ribeiro Capobianco

O governo jogou uma boia salva-vidas para a indústria automobilística. São duas linhas de financiamento da Caixa e do Banco do Brasil, totalizando R$ 8 bilhões à disposição. Trata-se de financiamento ao capital de giro e à produção.

A crise fez as montadoras perderem cerca de 10 mil trabalhadores em 2015. O setor não demite mais por ser bastante automatizado. Robô não se põe na rua, se desliga. As montadoras, subsidiárias de matrizes estrangeiras, possuem grande capacidade de obter financiamento no mercado internacional de crédito, mas recebem há décadas incentivos governamentais.

Já a construção civil, constituída majoritariamentepor construtoras nacionais, em sua imensa maioria de pequeno e médio porte, foi forçada a demitir 326 mil até julho de 2015. Até o fim deste ano serão perto de 500 mil desempregados, em sua maioria composta de trabalhadores nas faixas de renda que mais necessitam de amparo social.

Por que priorizar a indústria automobilística? Se o financiamento não é para aquisição, quem irá adquirir os carros que lotam os pátios? Certamente não será o 1,8 milhão de desempregados das seis principais regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE em julho.

De nada adianta privilegiar a indústria automobilística se o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) suspende as obras de construção de estradas e municípios suspendem obras de mobilidade, essenciais para permitir a circulação dos carros.

A cadeia produtiva da construção foi deixada no acostamento. Tirá-la da letargia trará a recuperação do nível de emprego em todo o país, o que aumentaria até a venda de automóveis. Elevará substancialmente a arrecadação e ajudará a recompor a infraestrutura, hoje precária.

Permitirá também a realização do primeiro e mais importante sonho do brasileiro, a casa própria. Em época de escassez, todos os poucos recursos disponíveis precisam ser alocados em atividades que reduzam o sofrimento a que a população está submetida.

Mas, inacreditavelmente, em vez de receber estímulos, a construção está sendo cada vez mais punida. A exemplo de outros setores da indústria, sua contribuição previdenciária terá aumento de 125% a partir de dezembro deste ano.

Com esse aumento, o governo terá um alívio no deficit da Previdência, mas precisará pagar mais pelas obras contratadas, devido ao necessário reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos. Pior será para os governos municipais e estaduais que precisarão pagar mais por suas obras sem receber mais recursos, pois a contribuição previdenciária só vai para o governo federal.

Outro risco está no anteprojeto de unificação do PIS e da Cofins para a criação da Contribuição para a Seguridade Social. Da forma como está a proposta, a construção civil sofrerá um aumento de cerca de 100% em relação às alíquotas recolhidas atualmente.

A essas punições, presentes e futuras, soma-se o hábito recente do governo de atrasar pagamentos por obras do programa Minha Casa, Minha Vida e do PAC.

Mais importante do que estabelecer linhas de crédito é eliminar a cultura do calote público e de descumprimento de contratos, que corroem as relações público-privadas. Sim, a construção também necessita de reforço financeiro de caixa e crédito para a produção.

Mas precisa, sobretudo, de regras claras e confiáveis. O respeito a contratos e datas de vencimento e a remoção das ameaças em curso dariam grande contribuição para a preservação do emprego no setor.

Conduzir os destinos do país exige, dentre outras coisas, definir prioridades. Quando o emprego entra em queda, a construção civil sempre deve ser prioridade.

José Romeu Ferraz Neto é presidente do SindusCon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo e vice-presidente da CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Eduardo Ribeiro Capobianco é vice-presidente da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e representante do SindusCon-SP nessa entidade.

* Texto originário da Folha de São Paulo.

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quinta-feira - 17/10/2013 - 09:27h
Vá entender!

Negócios imobiliários são travados por burocracia

Responsável por mais de 76% dos financiamentos imobiliários em Mossoró, a Caixa Econômica Federal (CEF) tem conseguido agilizar processos dessa natureza. Desburocratiza e dá celeridade.

A CEF consome entre dois e três dias para formalizar veredicto a uma solicitação. É a média.

Mas construtores e compradores estão “entalados” na máquina burocrática e morosidade da Prefeitura de Mossoró.

Prometeram-me algo para 30 dias – comenta um contribuinte, em depoimento ao Blog. “É um absurdo”, vocifera.

Alguns processos chegam a levar várias semanas para liberação de “alvarás” e “habite-se”.

O gargalo causa enorme prejuízo, em cadeia. De quem constrói à própria municipalidade, que precisa arrecadar e age como um lerdo paquiderme.

Para quem está com arrecadação própria em queda livre, como a Prefeitura de Mossoró, a fórmula deve ser alguma equação genial que até agora o mercado não entendeu.

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  • Repet
sábado - 16/02/2013 - 09:54h
Mossoró

Setor imobiliário vive momento de “sinal amarelo”

Demissões em massa, freio em novos empreendimentos e alta inadimplência.

Eis um quadro atual do setor imobiliário/construção civil de Mossoró. Sinal mais do que amarelo.

Hora de se mergulhar em ampla discussão e estudo técnico, para se alterar o quadro.

Será que estamos diante apenas de fatores exógenos influindo no mercado?

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sexta-feira - 27/07/2012 - 06:13h
Estudo

Construção civil tem retração muito preocupante

A Sondagem da Indústria da Construção potiguar, elaborada pela Federação das Indústrias do RN (FIERN) em parceria com a CNI/CBIC, mostrou que, na opinião da maioria dos empresários, a atividade do setor se manteve retraída em junho, mas com menor intensidade em relação ao mês anterior. Tal tendência persiste desde maio de 2011.

Os três principais aspectos avaliados, a saber, evolução do nível de atividade, atividade efetiva em relação ao usual para e número de empregados também denotam reação, porém sem suficiente intensidade para ultrapassar a barreira dos 50 pontos, o que sinaliza que a atividade ainda está em queda. Na mesma tendência, o nível médio de utilização da capacidade de operação (UCO) atingiu 68%, acima dos 60% registrados no levantamento anterior, mas ainda abaixo dos 72% verificados em janeiro.

Na avaliação do segundo trimestre, mesmo com uma leve melhoria, as condições financeiras das empresas permanecem desfavoráveis em relação ao trimestre anterior, o acesso ao crédito continua difícil e as margens de lucro insatisfatórias. A carga tributária continua sendo considerada como o principal problema, seguida de falta de mão de obra qualificada, mas outras dificuldades ganharam relevância e coincidiram em terceiro lugar: taxas de juros elevadas, falta de capital de giro e alto custo da mão de obra.

Mesmo com o persistente cenário de dificuldades, os empresários demonstraram aumento do otimismo com relação às expectativas para os próximos seis meses. O lançamento recente, pelo Governo Federal, do programa Pro Investe, que vai disponibilizar R$ 630 milhões para os estados investirem em infraestrutura, via BNDES, deve ter influenciado no aumento do otimismo.

Comparando-se os indicadores avaliados pela Sondagem Indústria da Construção potiguar com os resultados nacionais divulgados dia 26/07 pela CNI, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a exceção de que o segundo grupo de empresários estava menos otimista com relação às expectativas para os próximos seis meses.

Com informações da Fiern.

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Categoria(s): Economia
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 11/07/2012 - 22:45h

Aeroporto “encolhe” para dar fôlego à construção civil

O Aeroporto Dix-sept Rosado de Mossoró teve a sua pista encurtada em 575 metros.

De 2000 metros a pista passa a ter 1.425 metros.

Desta feita não é possível aterrissagem de aviões de grande porte tipo os da BRA, que num passado recente passaram um certo tempo operando em trecho que incluía Mossoró.

Os pousos e decolagens vão ficar apenas para aviões de pequeno e talvez alguns de médio porte.

Enquanto isso, no dia 28 deste mês será inaugurado o aeroporto de Aracati-CE para operar com aeronaves de grande porte. Vai ser denominado de Aeroporto Dragão do Mar.

Nota do Blog – Essa providência de redução do leito da pista permite que seja feito um redimensionamento quanto ao “cone” do aeroporto, uma área de segurança para pousos e decolagens.

A medida reivindicada pelo setor da indústria da construção civil permite que haja retomada de uma série de empreendimentos na área antes vetada pelas autoridades de segurança aeronáutica.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais
segunda-feira - 19/03/2012 - 14:14h
Opinião de construtor

Construção civil deve abrir discussão sobre crise

Caro Carlos,

A Indústria da Construção Civil tem demostrado nos últimos dez anos o que ela, como cadeia produtora de bens duradouros, é capaz de realizar.

Mudamos a cara e a paisagem de Mossoró e digo sem medo de errar: Mudamos pra melhor. Isso sem falar nos postos de trabalho, diretos e indiretos, no pagamento de impostos e no consumo de produtos e serviços.

No último ano e até agora enfrentamos um lengalenga sobre tirar ou não o aeroporto, que tem inviabilizado as novas concessões de alvarás de construção.

O Sinduscom (Sindicato da Indústria da Construção Civil), como entidade da classe Empresarial precisa tomar a dianteira e buscar meios de provocar a discussão em alto nível e bom tom. Não deve tratar essa questão só como uma coisa técnica ou política.

Deve ampliar o debate e fornecer a opinião pública o quanto é importante manter o nível de crescimento desta cidade. Parar agora, depois de tantas lutas, é voltar no tempo e experimentar novamente os tempos de vacas magras dos anos 80 e 90.

Tenho certeza que ningúem quer isso. Ou será que isso interessa a alguém???

Paulo Roberto – Empresário da Construção Civil e webleitor.

Nota do Blog – Paulo Roberto entra no debate, a partir  de postagem do Blog, veiculada no sábado (17), sobre esse tema.

Veja AQUI.

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  • Repet
quinta-feira - 19/01/2012 - 09:51h
Impasse

Construção civil pode sofrer colapso em Mossoró

Mossoró pode sofrer um colapso naquela que tem sido a força-motriz do seu crescimento econômico: a construção civil.

Desempregos, recuo na arrecadação de impostos e taxas, além de encolhimento em vendas de produtos e serviços que fazem parte dessa cadeia econômica poderão pipocar adiante.

O “xis” da questão está no freio a construção de edifícios no espaço denominado de “cone da aeronáutica” do Aeroporto Governador Dix-sept Rosado, além de exigências mais rígidas à parte ambiental, de segurança etc.

Tudo bem. Segurança nunca é demais.

Entretanto, o impasse relativo ao aeroporto revela a incapacidade continuada de nossas autoridades públicas, afeitas a remendo e propaganda fantasiosa.

Há poucos meses, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) fechou o aeroporto, porque sua administração – Governo do Estado – não atendeu a relatório que apontava falhas em 44 ítens relativos sobretudo à segurança.

Apenas devido intervenção política, é que o aeródromo foi reaberto, se transformando em propaganda enganosa do Governo do Estado. A informação vendida foi a de que o Governo Estadual tinha obtido um “feito”, mas “esquecendo” de assinalar que o fechamento derivava de sua incompetência.

Nota do Blog – Urge a construção do aeroporto em outra área. O raio de fluxo de aeronaves em pousos e decolagens impede a construção de dezenas de edifícios num espaço urbano em que vários projetos estão em andamento, outros parados e alguns tantos não saem da gaveta.

Informalmente, segundo ouviu o Blog, empreendimentos que envolvem mais de 240 milhões de reais estão comprometidos, em face dessa situação.

Nossa elite de “administradores” públicos só enxerga o pueril, não tem visão macro e desconhece a importância de um equipamento estratégico como aeroporto, que só lhe serve para pouso de seus aviõezinhos ou de aeronaves públicas.

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Categoria(s): Administração Pública / Economia
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