quinta-feira - 11/05/2017 - 23:07h
Fernando Freire

Ex-governador do RN é citado em delação de marqueteiros

A Justiça Federal em cinco Estados, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) são os destinos dos pedidos de providência encaminhados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) à Corte com base nas delações dos marqueteiros João Santana e Monica Moura e de André Santana, funcionário do casal.

Freire: mais problema (Foto: reprodução)

Sem contar os estrangeiros, dezesseis políticos brasileiros são citados em 21 petições – a 22ª ainda não teve o conteúdo divulgado.

Só o Paraná receberá metade das petições, 11, a serem analisadas na primeira instância, pela Procuradoria da República no Estado e pelo juiz Federal Sérgio Moro. As seções da Justiça Federal nos Estados de Rio Grande do Norte, Sergipe, Mato Grosso do Sul e São Paulo receberão um caso cada uma.

Fernando Freire

No Rio Grande do Norte aparece o ex-governador Fernando Freire, ave rara na política do RN, que está preso devido o chamado “Máfia dos gafanhotos”. Recentemente ele teve nova condenação (veja AQUI).

O ex-governador foi citado como  um dos beneficiados com trabalho do casal João Santana-Mônica Moura, marqueteiros que teriam feito sua campanha ao governo estadual em 2002 e recebido pagamento de “caixa 2”.

Fernando Freire à época era governador. Vice de Garibaldi Filho (PMDB), que se desincompatibilizou do cargo de governador para ser candidato ao Senado, Freire foi à disputa e terminou derrotado por Wilma de Faria (à época no PSB).

Veja AQUI detalhes sobre a delação de João Santana e Mônica Moura.

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domingo - 16/04/2017 - 07:12h
O outro lado

Procurador nega envolvimento com propinas da Odebrecht

Carlos Santa Rosa D’Albuquerque Castim, Procurador-Geral do Município De Natal, emitiu nota à imprensa, dando posicionamento pessoal sobre o envolvimento de seu nome (veja AQUI) em delação premiada na Operação Lava Jato. Ele nega qualquer envolvimento em intermediação de propina com a Construtora Norberto Odebrecht. Leia abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Na manhã deste sábado (15) fui totalmente pego de surpresa pela notícia de que meu nome havia sido citado em um depoimento de um ex-diretor da construtora Norberto Odebrecht, envolvendo suposto pagamento de colaboração financeira para campanha ao Governo Wilma de Faria.

Sobre tal fato, é preciso, em respeito à verdade, aos meus colegas de profissão e de secretariado, bem como à população natalense a quem sirvo, prestar os seguintes esclarecimentos:

1          –           Ouvindo cuidadosamente o depoimento do Senhor Arial Parente, ex-diretor da Construtora Norberto Odebrecht, destaca-se que: EM MOMENTO ALGUM DE SEU DEPOIMENTO, o depoente diz ter intermediado ou tratado COMIGO, a respeito de qualquer pagamento ao Governo Wilma de Faria;

2          –           A ÚNICA VEZ em que meu nome é mencionado, se refere a um contexto de pessoas que TALVEZ, tivessem sido INFORMADAS sobre as senhas para liberação do suposto pagamento autorizado pela empresa. Adiante, o mesmo depoente afirma não saber quem recebeu o valor;

3          –           Para melhor esclarecimento e para que nenhuma dúvida paire a respeito do que foi falado pelo depoente envolvendo o meu nome, é importante reproduzir fielmente, abaixo, a parte que se refere ao meu nome. Assim, diz o depoente:

“ As senhas e as datas de pagamento eram informadas, POSSIVELMENTE à Carlos Faria ou TALVEZ à Carlos Castim, então secretário adjunto, ou TALVEZ a outras pessoas que não me recordo.”;

04       –           Ainda com relação à data em que esse suposto pagamento ou comunicação sobre a liberação das senhas e respectivo pagamento teria ocorrido, o ex-diretor afirma literalmente o seguinte:

“           Isso foi 2008. Tem 8 (OITO) anos. Nessa época eu estava com várias obras tocando simultaneamente, com muitos problemas; falta de dinheiro, obras paralisadas e… Então o Pacífico (diretor da Odebrecht) autorizou esse pagamento com a finalidade de não faltar recursos para obra…”;

05       –           DOIS PONTOS desse depoimento merecem ser destacados: O primeiro é a palavra TALVEZ (ADVÉRBIO DE DÚVIDA) empregada pelo ex-diretor ao se referir à minha pessoa, assim como quando se dirige “… TALVEZ a várias outras pessoas que não me recordo”. O segundo ponto é que em 2008, eu já não era mais Secretário Adjunto da Casa Civil do Governo do Estado, função que desempenhei até janeiro de 2007;

06       –           Acredito, com toda a tranquilidade de minha consciência, que a citação ao meu nome no depoimento do ex-diretor da Odebrecht, se deve, única e exclusivamente, ao fato de ter, no período de 2003 até janeiro de 2007, ocupado o cargo de Secretário Adjunto do Gabinete Civil, sendo responsável pelo acompanhamento dos problemas administrativos internos do GAC e demais Secretarias e órgãos da Administração Direta e Indireta do Governo do Estado. Assim sendo, afirmo que JAMAIS tratei de qualquer assunto de natureza política e/ou empresarial, porquanto não era da minha alçada.

Natal, em 15 de abril de 2017.

Carlos Santa Rosa D’Albuquerque Castim – Procurador-Geral do Município De Natal.

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sexta-feira - 14/04/2017 - 22:46h
Odebrecht

Veja detalhes sobre delação contra Rosalba, Fábio e Robinson

A citação do governador Robinson Faria (PSD), seu filho e deputado federal Fábio Faria (PSD) e a ex-governadora e atual prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP), em depoimentos de delatores da “Operação Lava Jato”, não tem segredo de justiça. O próprio relator dessa demanda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, abriu toda a documentação processual ao conhecimento público.

Robinson, Rosalba e Fábio teriam recebido injeção financeira à campanha de 2010 (Fotomontagem: Blog do Joabson Silva)

Com acesso a esse material, o Blog Carlos Santos colhe depoimento do delator José Lopes Barradas, da empreiteira Odebrecht. Através do portal G1 obtivemos o vídeo da sua sabatina ao Ministério Público Federal, além de documento textualizado relativo às suas declarações, que relatam essa situação.

Veja no boxe abaixo o que Barradas falou sobre Fábio Faria e Rosalba:

Em julho de 2010, fui apresentado por FERNANDO CUNHA REIS, ao empresário carioca FABIANO FARIA, que tinha interesses comuns com a Odebrecht Ambiental em outros negócios.

FERNANDO me disse para avaliar com ele a possibilidade de projetos em saneamento no Rio Grande do Norte. Em seguida, FABIANO me convidou para um jantar no Rio de Janeiro. Nesse jantar conheci o Deputado Federal FÁBIO FARIA que me disse querer tratar de apoio à campanha ao governo do estado em 2010, onde seu pai, ROBINSON FARIA era candidato a vice-governador.

Regressei a FERNANDO CUNHA REIS para lhe reportar a conversa e ele me autorizou a ir até Natal para conhecer a candidata e entender as suas reais intenções no saneamento. Ele também me disse para limitar qualquer eventual ajuda ao valor de R$ 450 mil.

A candidata ROSALBA, médica sanitarista, me disse ser entusiasmada com o tema saneamento e que esse seria um ponto focal no seu governo.

Já previamente decidido e autorizado por FERNANDO CUNHA REIS, voltei a conversar com o Deputado Federal FÁBIO FARIA, indicando a ele o valor que a empresa havia designado a ser viabilizado através de caixa 2.

Por orientação do Deputado, o valor total a ser entregue foi dividido da seguinte forma: R$ 350 mil para a candidata ROSALBA, o qual foi registrado sob o codinome de “dama” e R$ 100 mil para a sua campanha de deputado federal de 2010 sob o codinome de “garanhão”.

FERNANDO CUNHA REIS autorizou verbalmente EDUARDO BARBOSA, o qual me repassou os dados para pagamento (senha, data e local), tendo os pagamentos sido feitos em endereço em São Paulo. A candidata ROSALBA CIARLINI foi eleita, porém nenhum projeto foi desenvolvido (sequer uma PMI foi apresentada).

P.S – A reunião de Barradas no RN ocorreu, conforme relatado no depoimento, na casa de Robinson Faria, com a presença ainda do marido da então candidata, Carlos Augusto Rosado.

Veja AQUI, a íntegra do conteúdo do pedido de abertura de inquérito;

Veja AQUI, o vídeo na íntegra do depoimento de Barradas, em 56 minutos;

Veja AQUI, postagem que resumiu relatos de cinco delatores da empreiteira Odebrecht que incriminam Robinson, Rosalba e Fábio Faria.

Veja AQUI pronunciamento da Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mossoró, em que repele conteúdo da delação contra Rosalba;

Veja AQUI a manifestação de Robinson Faria sobre citação do seu nome.

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terça-feira - 04/04/2017 - 10:26h
Nota

João Maia vê fraqueza de delator que o acusa de corrupto

O ex-deputado federal João Maia (PR) resolveu se manifestar sobre reportagem que o aponta como suposto beneficiário de propinas, em delação premiada do seu sobrinho e ex-dirigente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Rio Grande do Norte, engenheiro Gledson Golbery de Araújo Maia.

Na postagem (veja AQUI), foi assinalado que ele não se pronunciaria. Mas ele retrocedeu em face da grande repercussão da matéria e emitiu nota sobre o assunto.

Leia abaixo:

A imprensa divulgou nesta terça-feira (04) notícia sobre delação premiada do Sr. Gledson Golbery de Araújo Maia, ex-chefe do serviço de engenharia do DNIT no Rio Grande do Norte, na qual eu sou acusado de ter sido favorecido por irregularidades cometidas naquele órgão.

O processo tramita em segredo de Justiça, e por isso ainda não tive acesso aos autos e ao conteúdo da delação, providência essa que os meus advogados já requereram e que aguarda deferimento para que eu, conhecendo de que sou acusado, possa me defender.

Confio plenamente no Poder Judiciário, e tenho a mais firme convicção de que as investigações irão distinguir a mentira da verdade, e ao final demonstrar que são acusações infundadas de quem busca culpados para as suas próprias fraquezas.

João da Silva Maia

Ex-deputado federal e Presidente Estadual do PR

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terça-feira - 04/04/2017 - 07:30h
João Maia

Ex-deputado é delatado por receber propina de empreiteiras

Do portal G1RN

O ex-deputado federal João Maia (PR) teria cobrado propina de empreiteiras contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Rio Grande do Norte, segundo a delação premiada do ex-chefe de Serviço de Engenharia do órgão, Gledson Golbery de Araújo Maia. A propina era cobrada em contratos de obras, manutenção e sinalização na malha viária federal no estado.

Maia preferiu não se pronunciar (Foto: Canindé Soares)

O “custo político”, como ele se referia à cobrança, era de 4% do valor total de cada obra, livres de impostos. Pelo menos nove empresas ou consórcios teriam dado propina ao político.

Em 2010, Gledson foi preso pela Polícia Federal na Operação Via Ápia, que investigou fraudes no Dnit potiguar. De acordo com Gledson Maia, o dinheiro arrecadado com o “custo político” foi usado na campanha eleitoral de 2010, quando João Maia acabou reeleito deputado federal, sendo o segundo mais votado no Estado.

G1 procurou o economista e ex-deputado João Maia que disse que não iria se manifestar. “Não posso me manifestar por não ter recebido nada oficial”, disse.

Saiba mais detalhes AQUI.

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sexta-feira - 31/03/2017 - 13:46h
Delações premiadas

Vamos falar, gente!

Tem pelo menos duas delações que torço que venham a ocorrer. Tenho fé apostolar nisso.

O ex-governador carioca Sérgio Cabral Filho (PMDB) e o ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) precisam falar.

O primeiro já topou abrir o bocão (veja AQUI).

O segundo, após ter sua primeira condenação pelas mãos do juiz Sérgio Moro, pode resolver fazer o mesmo.

Vamos falar, gente!

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segunda-feira - 27/03/2017 - 17:04h
Operação Candeeiro,

Senador e dois deputados federais são citados em delação

Do G1RN

Um senador da República e dois deputados federais do Rio Grande do Norte foram citados em delações premiadas celebradas entre o Ministério Público Federal, o Ministério Público potiguar, o ex-diretor administrativo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) e uma professora universitária.

Gutson prestou depoimento (Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte)

As citações são relativas ao esquema de desvios dentro do Idema que resultou na deflagração da Operação Candeeiro, em setembro de 2015. As delações, que ainda estão sob sigilo, foram homologadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux em 3 de março passado. O G1 teve acesso ao documento.

Com a homologação por parte do Supremo Tribunal Federal, as delações passam a servir como base para novos pedidos de inquérito e investigações das Operações Dama de Espadas e Candeeiro. A partir de agora, os autos dos processos resultantes das duas ações seguem para o STF.

Fraudes

Em novembro passado, o advogado e ex-diretor administrativo do Idema Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra assinou termo de colaboração premiada se comprometendo a delatar outras pessoas envolvidas em fraudes ocorridas no próprio Idema e na Assembleia Legislativa, inclusive “políticos que tenham praticado ilícitos”.

Luiz Fux lembra, no documento, que a Operação Candeeiro investigou “esquema de corrupção desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no âmbito do Idema”.

O texto da homologação não traz os políticos citados por Gutson Reinaldo e Vilma Rejane nas delações, mas o ministro esclarece que “em face da menção dos colaboradores ao envolvimento de parlamentares federais, especificamente dois deputados federais e um senador, nos fatos delituosos, configura-se a competência do Supremo Tribunal Federal para a homologação dos acordos”.

O ministro ressalta que os termos de acordo de colaboração premiada homologados foram conduzidos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e que as delações se baseiam na Lei 12.850/2013, que define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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quinta-feira - 02/03/2017 - 07:02h
Delação

Odebrecht confirma Caixa 2 à Dilma e Temer na disputa 2014

O empresário Marcelo Odebrecht confirmou, em depoimento ao TSE nesta quarta-feira (1º), a doação de R$ 150 milhões à chapa Dilma-Temer na eleição de 2014 como caixa dois. Parte desse valor foi contrapartida pela aprovação da medida provisória do Refis, que beneficiou o grupo.

O ex-presidente da Odebrecht não precisou, porém, quanto do total repassado à campanha era propina.

Veja os principais pontos do depoimento:

– Empresário diz ter pago R$ 150 milhões em caixa 2 à chapa Dilma-Temer em 2014
– Parte do valor foi pago no exterior ao marqueteiro do PT, João Santana, com conhecimento de Dilma
– R$ 50 milhões foram contrapartida por uma medida provisória de 2009 que beneficiou o grupo
– Empresário confirma que se reuniu com Temer para tratar de doações ao PMDB em 2014, mas nega ter tratado de valores com o então vice-presidente.

A audiência de Marcelo Odebrecht ocorreu na tarde de quarta-feira (1º) na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba-PR, e terminou por volta das 18h30.

O conteúdo do depoimento será mantido sob sigilo.

O empresário, que está preso na carceram da PF em Curitiba, foi ouvido como testemunha nas ações que tramitam no tribunal pedindo a cassação da chapa Dilma-Michel Temer.

Saiba mais AQUI.

Nota do Blog – Num país sério, as quadrilhas do PT e do PMDB já teriam sido desfeitas legalmente. Os dois partidos mais bandidos do sistema partidário brasileiro deveriam ser proscritos.

São bem mais perigosos do que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e do que o Comando Vermelho (CV).

As pessoas de bem dessas duas siglas deveriam agir em defesa da Lava-Jato, à plena elucidação dos crimes e à punição não apenas de adversários, mas de correligionários também, que não passam de bandidos.

Quem verdadeiramente quer esse país melhor, combatendo corrupção, não pode atacar um para defender o outro e vice-versa. Mas infelizmente, boa parte dos que “lutam” contra esse câncer, na verdade é conivente com seus bandidos de estimação.

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quarta-feira - 21/12/2016 - 07:24h
Operação Candeeiro

Gutson promete abrir a boca sobre corrupção de políticos do RN

Do portal G1

O advogado e ex-diretor administrativo do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra assinou termo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF/RN) e com o Ministério Público Estadual do RN (MPRN) se comprometendo a delatar outras pessoas envolvidas em fraudes ocorridas no próprio Idema e na Assembleia Legislativa, inclusive “políticos que tenham praticado ilícitos”.

No acordo, Gutson se compromete a devolver R$ 350 mil e quatro imóveis que, segundo ele, foram adquiridos com dinheiro proveniente de desvios e que ainda não tinham sido identificados pelo MP na investigação que culminou na deflagração da Operação Candeeiro, em 2 de setembro do ano passado.

Gutson Reinaldo já ganhou prisão domiciliar e promete informações explosivas (Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte)

Esses imóveis, juntos, são avaliados em cerca de R$ 2 milhões. Em troca da delação, o ex-diretor do Idema deve ter a pena dele reduzida pela metade, além de passar a cumprir prisão domiciliar, o que já está sendo feito (veja AQUI).

No acordo, o ex-diretor administrativo do Idema se compromete a identificar – “sem malícia ou reservas mentais”, conforme trecho do documento, os “autores, coautores e partícipes das diversas organizações criminosas” que tenham envolvimento com desvios de dinheiro público.

Provas materiais

Gutson decidiu revelar a “estrutura hierárquica e a divisão de tarefas” nos esquemas. Para isso, forneceu documentos e outras provas materiais.

O acordo foi firmado porque, segundo o documento, a delação “atende ao interesse público na medida em que confere efetividade à persecução criminal de outros suspeitos e amplia e aprofunda investigações de crimes contra contra a Administração Pública”.

Gutson garante fornecer documentos e informar senhas, logins, contas e outros dados, caso necessário à investigação.

As operações Dama de Espadas e Candeeiro foram deflagradas pelo MP no ano passado. Segundo os promotores de Justiça, a primeira apurou desvios de R$ 5,5 milhões da Assembleia Legislativa potiguar. Em relação à Candeeiro, um relatório elaborado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e divulgado em outubro passado aponta que foram desviados R$ 34.943.970,95 do Idema entre os anos de 2011 e 2015.

Ainda não se sabe quem Gutson Reinaldo citou, mas a expectativa é que a delação faça a intersecção entre as duas operações. A Dama de Espadas prendeu a mãe de Gutson, a ex-procuradora-geral da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo, em 20 de agosto do ano passado – 14 dias antes da prisão do filho.

De acordo com os promotores, os dois esquemas fraudulentos, separadamente, eram operados por mãe e filho.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – “Ritinha” e seu filho são duas caixas-pretas do submundo do RN. A delação dele é quase o “fim do mundo”. Se ela fizer o mesmo, aí a “casa cai” de vez.

É o que se comenta de forma corriqueira em Natal, aqui e ali, nos intramuros do poder e fora dele.

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domingo - 11/12/2016 - 11:00h
Nunca se sabe...

Um “Boca-de-caçapa” na lista da Odebrecht

Se você estivesse na delação da Odebrecht, por qual apelido gostaria de ser tratado, caro webleitor?

Eis o meu: “Boca-de-caçapa”.

Sugira o seu.

Nunca se sabe, ‘?’…

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sábado - 10/12/2016 - 21:40h
Odebrecht

‘Remédio’ para gripe e sinusite

Se “gripado” (codinome do senador José Agripino-DEM no esquema de propinas da Odebrecht – veja AQUI) ficou bom com R$ 1 milhão, imagino que eu que tenho Sinusite Crônica há décadas, mereço mais.

Bora!

Tragam o remédio!

Atchim!

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sábado - 10/12/2016 - 11:20h
Dama de Espadas

Brasília pode cair, mas Natal e RN se seguram no silêncio

Nos intramuros do poder, em Natal, ninguém tem dúvida: o equivalente a Marcelo Odebrecht em Brasília, na Operação Lava Jato, é Rita das Mercês Reinaldo na capital potiguar.

Ele assinou delação premiada e teria bocejado: “Vou derrubar Brasília!”

“Ritinha” (flagrada na Operação Dama de Espadas – Veja AQUI) faz voto de silêncio a pedidos.

Natal continua em pé.

A princípio!

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 09/12/2016 - 23:46h
IstoÉ Exclusivo

Delação envolve Temer, Agripino, Renan e vários ex-ministros

Ex-diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho cita vários nomes, mostra documentos e detalha propina

A revista IstoÉ teve acesso na noite desta sexta-feira 9 à integra das 82 páginas de um relato minucioso sobre a corrupção na política nacional. Trata-se do bombástico depoimento do ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Em sua delação, Melo faz graves acusações contra integrantes da cúpula do PMDB, ministros do primeiro escalão do governo federal e envolve até o presidente Michel Temer.

Ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho: explosivo (Foto: Web)

Entre os nomes citados está o do senador José Agripino (DEM), identificado por codinomes como “Pino” e “Gripado”. Teria recebido R$ 1 milhão para repasse ao DEM, na campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República em 2014.

O depoimento de Cláudio implica ainda o andar de cima do Congresso Nacional: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e se dedica a discorrer sobre o relacionamento da empreiteira com integrantes também do PSDB e outras legendas.

Nomes e codinomes

Consta ainda da documentação a lista  dos que receberam propina da empreiteira e seus respectivos codinomes. Segundo o relato, os pagamentos eram feitos por meio de doações legais e caixa dois para que os parlamentares defendessem os interesses da empresa no Congresso Nacional.

Cláudio Melo Filho lista uma série de medidas provisórias e projetos no Congresso que obtiveram alterações favoráveis à Odebrecht graças ao bom relacionamento e, claro, à contrapartida financeira aos deputados federais e senadores.

Temer e Agripino: propinodutos (Fotomontagem)

IstoÉ publica com exclusividade também os documentos da delação.

Veja AQUI documento na íntegra sobre depoimento de Cláudio Melo Filho, envolvendo o presidente Michel Temer, ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, ex-ministro Geddel Vieira, Renan Calheiros (Presidente do Senado), Rodrigo Maia (Presidente da Câmara Federal), Eduardo Cunha (ex-presidente da Câmara Federal), senador José Agripino, Jacques Wagner  (ex-ministro de Dilma Rousseff), senador e ex-ministro Romero Jucá etc.

Ele também detalha como é o sistema de poder e corrupção no PMDB, que se divide em núcleos na Câmara Federal e Senado da República, com prepostos dos principais líderes atuando nas arrecadações das propinas.

Também não faltam os apelidos (codinomes) para os políticos, forma de identificação deles nas planilhas da corrupção.

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sexta-feira - 28/10/2016 - 08:02h
Delação da Odebrecht

José Serra recebeu R$ 23 milhões via Caixa Dois em 2010

Do Folha de S.Paulo

A Odebrecht apontou à Lava Jato dois nomes ligados ao PSDB como sendo os operadores de R$ 23 milhões repassados pela empreiteira via caixa dois à campanha presidencial de José Serra, na eleição de 2010.

José Serra é ministro das Relações Exteriores (Foto: Alan Marques/Folhapress)

A empresa afirmou ainda que parte do dinheiro foi transferida por meio de uma conta na Suíça.

O acerto do recurso no exterior, segundo a Odebrecht, foi feito com o ex-deputado Ronaldo Cezar Coelho (ex-PSDB e hoje no PSD), que participou da coordenação da campanha de Serra.

Resposta

Procurado para se manifestar sobre as informações dadas pela Odebrecht à Lava Jato, o ministro de Relações Exteriores, José Serra, disse, por meio de sua assessoria, que “não vai se pronunciar sobre supostos vazamentos de supostas delações relativas a doações feitas ao partido em suas campanhas”.

“E reitera que não cometeu irregularidades”.

Em agosto, José Serra disse que a campanha de 2010 foi conduzida de acordo com a legislação eleitoral, que as finanças eram de responsabilidade do seu partido, o PSDB, e que ninguém foi autorizado a falar em seu nome.

O empresário Ronaldo Cezar Coelho declarou que não comentará o assunto até ter acesso ao conteúdo dos relatos.

Ele confirmou que participou da coordenação política da campanha de José Serra à Presidência, em 2010, mas nega ter feito arrecadação para o tucano.

O ex-deputado Márcio Fortes não retornou ligações da reportagem.

A Odebrecht afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não irá se manifestar sobre a reportagem.

Veja mais informações AQUI.

Nota do Blog – A cada dia vai se confirmando o que este Blog repete há anos: testemunhamos uma guerra entre quadrilhas, com raríssimas exceções, na política brasileira.

Instituições de direito civil, boa parte dos grandes partidos brasileiros não passa de organização criminosa.

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quinta-feira - 20/10/2016 - 10:24h
Fala, homem!

Eduardo Cunha precisa entregar quadrilha do PMDB

O presidiário e ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) precisa entregar em sua delação premiada a banda podre do PMDB.

Essa é uma organização criminosa do mesmo nível da súcia do PT.

Fala, Cunhão!

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sábado - 18/06/2016 - 07:31h
Ouvido ao chão...

Reflexos da Odebrecht na política do RN

A delação de Marcelo Odebrecht – entregando o Caixa 2 completo da gigante Odebrecht – trará reflexos diretos à política potiguar.

Mossoró fique de sobreaviso, também.

É muito mais do que você imagina.

Marcelo está preso no presídio da Papuda, em Brasília, desde junho do ano passado.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Comanche, Cherokke, Najavo ou Cheyenne.

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quinta-feira - 16/06/2016 - 16:58h
Denúncias

Citado em delação, Henrique Alves resolve sair de Governo

Do portal G1

Após ser citado no acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado como beneficiário de propina, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), pediu demissão do cargo na tarde desta quinta-feira (16), informou a assessoria do Palácio do Planalto.

Em depoimento à Procuradoria Geral da República (PGR), o ex-presidente da Transpetro afirmou que repassou a Henrique Alves R$ 1,55 milhão em propina entre 2008 e 2014.

Henrique Alves pediu demissão do comando do Ministério do Turismo (Foto Marcelo Camargo - Agência Brasil - Arquivo)

Em pouco mais de um mês de governo Michel Temer, esta é a terceira demissão de ministros em razão de envolvimento no esquema de corrupção que agia na Petrobras investigado pela Lava Jato. Antes de Alves, havia sido demitidos os ministros Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência).

Galvão Engenharia

De acordo com Sérgio Machado, a propina foi paga ao ministro do Turismo da seguinte forma: R$ 500 mil em 2014; R$ 250 mil, em 2012 e R$ 300 mil em 2008.

Os valores foram repassados, segundo ele, pela Queiroz Galvão. Outros R$ 500 mil foram pagos em 2010 a Alves, pela Galvão Engenharia, de acordo com a delação.

Os recursos eram entregues por meio de doações oficiais, mas eram provenientes, conforme o delator, de propina dos contratos da subsidiária da Petrobras. Sérgio Machado detalhou que Henrique Alves costumava procurá-lo com frequência em busca de recursos para campanha. Procurada nesta quarta-feira (15), a Galvão Engenharia diz que não vai se pronunciar sobre as suspeitas.

Reunião

Segundo o G1 apurou, Temer se reuniu na noite desta quarta-feira (15) com o ministro do Turismo, dia em que foi tornado público o conteúdo da delação de Machado.

Na tarde desta quinta, relataram assessores palacianos, Henrique Alves telefonou para o presidente em exercício para comunicar sua decisão de deixar o comando do Ministério do Turismo.

Na conversa, contaram interlocutores de Temer, o ministro informou que enviaria ao longo do dia uma carta oficializando seu pedido de demissão. Até a última atualização desta reportagem, o documento ainda não havia sido entregue ao Planalto.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 03/06/2016 - 09:10h
Nestor Cerveró

Delação mostra envolvimento de Dilma e FHC com Petrobras

Do Congresso em Foco

O ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró envolveu a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em sua delação premiada. Em depoimento aos investigadores da Operação Lava Jato, Cerveró rebateu a versão da petista e afirmou que Dilma sabia de todos os detalhes da negociação da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que causou prejuízo bilionário à Petrobras.

Dilma saberia de negociações (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

Disse, ainda, acreditar que a presidente tinha conhecimento de que o esquema de corrupção na companhia abastecia políticos do PT.

Cerveró também contou ter presenciado irregularidade na estatal na gestão de Fernando Henrique: a contratação de uma empresa ligada a Paulo Henrique Cardoso, filho do tucano, por “orientação do então presidente da Petrobras Philipe Reichstul, por volta de 2000”.

Dilma e Pasadena

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribuna Federal, retirou o sigilo dos depoimentos do ex-diretor. Com o acordo, Cerveró vai deixar a prisão nos próximos dias e devolver mais de R$ 18 milhões obtidos como propina.

Segundo ele, Dilma tinha todas as informações sobre a refinaria de Pasadena e acompanhava de perto os assuntos referentes à Petrobras e que conhecia com detalhes todos os negócios da empresa. Cerveró ressaltou, no entanto, que nunca ouviu falar que a petista tenha pedido propina.

“Que o declarante supõe que Dilma Rousseff sabia que políticos do Partido dos Trabalhadores recebiam propina oriunda da Petrobras; que, no entanto, o declarante nunca tratou diretamente com Dilma Rousseff sobre o repasse de propina, seja para ela, seja para políticos, seja para o Partido dos Trabalhadores. Que o declarante não tem conhecimento de que Dilma Rousseff tenha solicitado, na Petrobras, recursos para ela, para políticos ou para o Partido dos Trabalhadores”, diz a delação.

Veja matéria completa clicando AQUI.

Nota do Blog – Essas quadrilhas que se digladiam em Brasília são de altíssima periculosidade.

Acredito piamento em Cerveró. De mãos postas e olhos rútilos.

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terça-feira - 31/05/2016 - 23:44h
Aguardemos

Ecos do Detrito Federal

Falei com jornalista amigo que há anos circula por labirintos do poder, em Brasília.

Diz que estrago de delação premiada que vem por aí assusta meio mundo no Detrito Federal, digo, Distrito Federal.

Eco deve chegar a RN.

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terça-feira - 31/05/2016 - 14:00h
Agora vai

Abra o bocão, Marcelo Odebrecht

Da Folha de São Paulo

Marcelo Odebrecht, preso desde junho de 2015 e já condenado há mais de 19 anos de prisão, teria assinado na quarta-feira passada acordos de delação e de leniência para colaborar com as investigações da Operação Lava Jato.

Integrantes do Ministério Público pretendem, com a formalização, convocar até mesmo Emílio Odebrecht, ex-presidente da empresa e pai de Marcelo para dar informações.

A empreiteira teria se comprometido oficialmente a dar acesso aos números de caixa dois da empresa para detalhar o financiamento de todas as campanhas eleitorais majoritárias de anos recentes com as quais colaborou.

Nota do Blog – Agora, tem que cercar Brasília e passar o cadeado.

Como em Sodoma e Gomorra, vai ser difícil encontrar uns dez puros.

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sábado - 28/05/2016 - 12:30h
Ah, tá!

Lula articulava corrupção na Petrobras, diz delator Pedro Corrêa

Do G1

Pedro Corrêa, político condenado no Mensalão e também preso pela Lava Jato, fez uma Delação Premiada, na qual cita como corruptos vários deputados, senadores, ministros, ex-ministros e, pelo menos, um governador.  Corrêa afirma também que o ex-presidente Lula articulava o esquema de corrupção na Petrobras.

Pedro Corrêa tem narrativa constante de delação premiada (Foto: O Globo)

Ele cumpre pena em regime semiaberto pela condenação no Mensalão do PT quando foi novamente preso em abril do ano passado por envolvimento na Operação Lava Jato. A reincidência de Corrêa em esquemas de corrupção e a prisão levaram o ex-deputado federal pelo Partido Progressista a assinar com o Ministério Público Federal um acordo de Delação Premiada.

Os detalhes estão na edição deste fim de semana da Revista Veja.

De acordo com a revista, Pedro Corrêa deu detalhes da primeira vez que embolsou propina por contratos no extinto INAMPS, ainda na década de 70. E admitiu, segundo a Veja, ter recebido dinheiro desviado de quase 20 órgãos do governo.

Na delação, Pedro Corrêa deixa claro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabia do esquema de desvio de dinheiro dentro da Petrobras, De acordo com a Veja, o ex-deputado disse que Lula gerenciou pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobras – da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos.

Propina

E descreve situações em que Lula tratou com caciques do PP sobre a distribuição de propina em contratos na diretoria de abastecimento da Petrobras, comandada porPaulo Roberto Costa, que Lula de chamava de Paulinho.

Correa contou que parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da “invasão”. De acordo com Pedro Corrêa, Lula passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande ” e tinha que “atender os outros aliados” pois o orçamento era muito grande. A diretoria era capaz de atender todo mundo. Segundo a revista, os caciques do PP se conformaram quando Lula garantiu que a maior parte das comissões seria do partido.

Com a ordem de Lula para que os partidos se entendessem, Pedro Corrêa diz ter se reunido com membros graúdos do PMDB para tratar da partilha. Um dos primeiros a ser procurados “para buscar o melhor entendimento na arrecadação”, foi o senador Renan Calheiros acompanhado do deputado Anibal Gomes do Ceará. E fez o mesmo com o deputado Eduardo Cunha e com o senador Romero Juca, todos eles do PMDB.

De acordo com a revista, acertados os termos com os membros do PMDB, os negócios a partir de 2006 começaram a fluir. De acordo com a revista, o delator exemplifica a simbiose em uma reunião que contou com a participação dos diretores Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, dos senadores Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e Henrique Eduardo Alves, atual ministro do Turismo e do lobista Jorge Luz.

Segundo a revista, no encontro, os caciques do PMDB apresentaram uma fatura salgada para apoiar a permanência de Costa e Cerveró na Petrobras: 18 milhões de dólares em propina que deveria ser paga a tempo de financiar a campanha do ano – receberam 6 milhões de dólares.

De acordo com a revista, Pedro Corrêa disse que atual ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, ficava com parte de tudo o que era arrecadado pelo esquema do PMDB. Eduardo Cunha recebeu parte dos 6 milhões de dólares e o ex-ministro e atualmente senador Edison Lobão tinha participação nos contratos com as grandes empreiteiras.

E o atual secretário de governo, Geddel Vieira Lima, foi o responsável pela indicação do senador cassado Delcidio do Amaral, que era do PT, para uma diretoria da Petrobras no governo Fernando Henrique.

Delcidio, segundo o delator, cobrava propina junto às empresas que tinham negócios na diretoria e depois repassava uma parte para o PMDB e outra parte para o PP.

Conforme publicado pela Veja, Corrêa também acrescentou que o laboratório SEM pagava propina para os ex-ministros José Dirceu e Alexandre Padilha. E que vantagens também eram cobradas das empresas que se habilitavam a participar do programa Minha Casa Minha Vida, uma das marcas do governo Dilma. O senador Aécio Neves, presidente do PSDB, também teria negociado pagamentos para seu partido numa obra de Furnas.

A delação de Pedro Corrêa aguarda a homologação do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Além desses citados, na colaboração de Pedro Corrêa, que a Veja publicou, aparecem os nomes de outros políticos – deputados, senadores, ministros, ex-ministros e pelo menos um governador.

Henrique se defende

Em seu Twitter, Henrique Alves rechaçou acusações: “Sobre a delação de Pedro Corrêa publicada na Veja, reforço que a citação é absurda, mentirosa, irresponsável e cretina.”

Acrescentou ainda: “Nunca tratei desses assuntos com esse delator ou com quem quer que seja, em qualquer tempo ou lugar.”

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terça-feira - 24/05/2016 - 23:46h
Papuda neles

Delação pode atingir de Renan a Sarney

Do Blog O Antagonista

O Valor informa que Teori Zavascki homologou há pouco a delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro.

Significa que as gravações de Machado passam a ter valor jurídico.

Além de Romero Jucá, Machado gravou Renan Calheiros, seu padrinho político, e José Sarney.

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