quarta-feira - 16/03/2016 - 11:02h
Sujos e mal lavados

Eu acredito em Delcídio do Amaral

Ex-integrante do PSDB e ex-líder do PT no Senado, Delcídio do Amaral é a pessoa mais indicada para falar a verdade sobre os dois partidos,Governo e oposição, submundo do poder.

Acredito piamente na delação premiada de Delcidio do Amaral e acho que PT e PSDB estão certos quando falam mal um do outro, através de seus líderes, militantes e jagunços cibernéticos.

Eu acredito em Delcídio do Amaral.

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terça-feira - 15/03/2016 - 20:20h
Tudo sujo

Delação mistura Dilma, Lula, Aécio e Temer em teia criminosa

Senador Delcídio tem seu depoimento aceito pelo Supremo e mostra a dimensão da sujeira na República

Do Congresso em Foco

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta terça-feira (15), o acordo de delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (PT-MS) sobre o esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Operação Lava Jato.

Delcídio do Amaral mistura governistas e oposicionistas na lama (Foto Wilson Dias)

Em seu depoimento preliminar, segundo a revista IstoÉ, o senador citou a presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer, o ex-presidente Lula, as principais lideranças do PMDB no Senado e o senador Aécio Neves(PSDB-MG), entre outros.

Leia a íntegra da delação de Delcídio do Amaral

Com a homologação, os investigadores vão apurar a veracidade das declarações de Delcídio. Ele foi solto no último dia 19, após passar quase três meses preso, acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato, como oferecer mesada de R$ 50 mil por mês e uma rota de fuga ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que não fizesse delação premiada. Após a publicação da reportagem, a assessoria do petista divulgou nota dúbia em que não confirmava nem desmentia a existência do acordo de colaboração com a Justiça.

Como o entendimento do Ministério Público e do STF é de que a presidente da República não pode responder, ou mesmo ser investigada, por crimes anteriores ao mandato em exercício, a acusação não deve ter efeitos judiciais para Dilma. Mas pode trazer prejuízos à presidente no campo moral, território em que suas virtudes costumam ser frequentemente ressaltadas.

Belo Monte

Segundo a IstoÉ, as declarações de Delcídio compõem cerca de 400 páginas de depoimento. Dilma, Lula e o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo são alguns dos principais alvos do petista. O senador, de acordo com a revista, declarou que dinheiro desviado das obras da usina de Belo Monte foi usado para abastecer a campanha eleitoral da presidente em 2010 e 2014.

A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra é acusada de arquitetar “um sofisticado esquema de corrupção nas obras da usina de Belo Monte”, com o objetivo de desviar dinheiro para financiar campanhas eleitorais do PT e do PMDB em 2010 e 2014 – ao menos R$ 45 milhões foram desviados, segundo a acusação. “A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014”, delatou Delcídio, referindo-se à coligação liderada por Dilma nas duas eleições.

STJ

Conforme Delcídio, é “indiscutível e inegável a movimentação sistemática” do atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo e de Dilma “no sentido de promover a soltura dos réus presos na operação”. O senador diz que uma das manobras foi a indicação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), com a tarefa de conceder habeas corpus para libertar dirigentes das empreiteiras Odebrecht e da Andrade Gutierrez que se encontravam presos na PF. De acordo com o relato da revista, Dilma pediu ao líder do governo que “conversasse com o desembargador Marcelo Navarro, a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo”.

Delcídio afirma ainda, de acordo com a IstoÉ, que se encontrou com Navarro no próprio Palácio do Planalto para acertar os detalhes da nomeação do ministro e que este encontro pode ser atestado pelas câmeras de segurança do Planalto. Na reunião, afirmou o senador, Navarro “ratificou seu compromisso, alegando inclusive que o Dr. Falcão [presidente do STJ, Francisco Falcão] já o havia alertado sobre o assunto”. Quando assumiu a cadeira no STJ, Navarro, como relator do processo, votou pela soltura dos executivos, mas a decisão foi barrada pelos demais ministros do STJ.

Pasadena

Ele declarou ainda que Dilma sabia das irregularidades da refinaria de Pasadena, desmentindo a versão em contrário da presidente da República. “Dilma tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da refinaria”. “A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, reforçou o senador. A compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), foi firmada pela Petrobras em 2006, quando Dilma era presidente do Conselho de Administração da estatal. Há uma suspeita de superfaturamento no contrato no valor de US$ 792 milhões.

Lula como vidraça

Um dos pontos mais fortes das declarações de Delcídio envolve o ex-presidente Lula. Segundo o senador, foi por orientação de Lula que ele marcou a conversa com o ator Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que acabou culminando na prisão do ex-líder do governo.

Também acusou o ex-presidente de ter mandado pagar pelo silêncio de Cerveró e de outras testemunhas. Somente a família de Cerveró recebeu R$ 250 mil. Delcídio foi preso acusado de tentar atrapalhar as investigações da Lava Jato. Entre as ofertas feitas, uma mesada de R$ 50 mil à família do ex-diretor e um plano de fuga.

De acordo com a revista, Delcídio afirmou que Lula lhe pediu “expressamente” para ajudar o pecuarista José Carlos Bumlai, citado nas delações de Fernando Baiano e do próprio Cerveró. O senador disse que Bumlai tinha “total intimidade” e exercia o papel de “consigliere” da família Lula, expressão italiana usada em referência aos conselheiros dos chefes da máfia italiana.

O ex-presidente, completou o senador, sabia do esquema de corrupção da Petrobras e agiu pessoalmente para barrar as investigações. A assessoria de Delcídio nega que ele tenha feito delação premiada e promete lançar uma nota de repúdio à publicação da revista.

Peemedebistas e tucano

Delcídio citou pelo menos cinco senadores em sua delação premiada, segundo os jornais O GloboFolha de S.Paulo. Entre eles estão alguns parlamentares que já são investigados em inquéritos da Lava Jato no Supremo, como Renan, Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

De acordo com os dois jornais, Aécio Neves, principal nome da oposição, e candidato derrotado nas eleições de 2014 para presidência da República, também foi citado por Delcídio. O presidente do PSDB já havia aparecido também nos depoimentos do doleiro Alberto Yousseff e do transportador de valores Carlos Alexandre Rocha, o Ceará. Na ocasião, porém, ambos processos contra o tucano foram arquivados. Todos os parlamentares citados por Delcídio negam envolvimento com as denúncias.

O ex-líder do governo também apontou, de acordo com IstoÉMichel Temer como “o grande patrocinador” da indicação de Jorge Zelada para a diretoria da área internacional da Petrobras. Zelada é apontado como o elo do PMDB no esquema investigado pela Lava Jato. O ex-diretor está cumprindo pena de 12 anos de prisão e a possibilidade dele se tornar réu preocupa o correligionários de Temer.

Veja mais detalhes AQUI.

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quarta-feira - 09/03/2016 - 18:24h
Delação premiada

Delcídio teria citado Aécio Neves, Agripino e Renan Calheiros

Da Folha de São Paulo

A delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), além de agravar a crise política e reacender na oposição a pressão pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, traz citações a vários políticos, incluindo colegas do Senado.

Folha apurou com pessoas próximas à investigação que Delcídio fez referências a integrantes das cúpulas de PMDB, PSDB e PT. A reportagem não teve acesso ao contexto do suposto envolvimento desses políticos.

Entre os nomes citados pelo senador estão parlamentares que já são investigados em inquéritos da Lava Jato no STF (Supremo tribunal Federal), como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Edison Lobão (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

Delcídio também fez referências ao senador Aécio Neves (MG). O presidente do PSDB já foi citado pelo doleiro Alberto Yousseff e pelo transportador de valores Carlos Alexandre Rocha, o Ceará, mas ambos os procedimentos com menções ao tucano foram arquivados.

A simples menção feita pelo senador petista não indica que os citados cometeram crimes ou que serão investigados.

Agora, os investigadores da Lava Jato vão analisar se os fatos atribuídos aos senadores têm indícios mínimos para justificar o pedido de abertura de inquérito.

Segundo a Folha apurou, a citação a Renan, por exemplo, teria sido lateral. O presidente do Senado é alvo de seis inquéritos que apuram sua suposta ligação com os desvios da Petrobras.

A delação de Delcídio ainda está na Procuradoria-Geral da República aguardando um ajuste solicitado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato.

Na semana passada, a revista “IstoÉ” revelou trechos da colaboração do petista nos quais ele implica Dilma e o ex-presidente Lula, que negam ilegalidades.

O jornalista Ricardo Noblat, destacou em seu twitter que Delcídio também teria citado o senador potiguar, José Agripino.

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sexta-feira - 19/02/2016 - 16:49h
Operação Candeeiro

Delação aponta para desvio milionário antecipado por Blog

Formalizando delação premiada na investigação/processo denominado de “Operação Candeeiro”, o ex-diretor financeiro do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Clebson José Bezerril, pode botar mais “lenha” nesse caso.

A estimativa inicial de que haveria desvio de cerca de R$ 19,3 milhões no esquema comandado por Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, então diretor administrativo do Idema, está subdimensionada. O Blog Carlos Santos antecipou essa informação ainda ano passado, em primeira mão (veja links: “Desvio no Idema pode ser bem maior do que o divulgado” clicando AQUI, postada no dia 28 de setembro do ano passado; “MP levanta maior caso de corrupção no RN” clicando AQUI, postada no dia 26 de novembro de 2015).

Números podem passar dos R$ 30 milhões e envolver mais diversas empresas que não apareceram nas investigações do Ministério Público do RN (MPRN). O próprio Bezerril admitiu isso ao MP.

Começou hoje pela manhã (veja AQUI) e ainda não terminou, audiência no ”plenarinho” do Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, sob a presidência do juiz da 6ª Vara Criminal de Natal, Guilherme Newton do Monte Pinto, em que são ouvidas pessoas denunciadas na Operação Candeeiro.

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domingo - 01/03/2015 - 08:34h
Agripino ontem...

Delação premiada no… dos outros é refresco

Por Túlio Lemos (O Jornal de Hoje)

Frase do senador José Agripino, em seu twitter, sobre delação premiada em outro contexto:

“Delação premiada é o grande diferencial desta 7ª fase da Operação Lava Jato. O Congresso deve acompanhar de perto os rumos da investigação”.

Fica fácil ser a favor da delação quando o acusado é seu adversário; difícil é ser a favor em qualquer situação.

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quinta-feira - 26/02/2015 - 09:32h
Opinião

A dona do cabaré

Do Blog do François Silvestre

Se a prova testemunhal foi chamada por juristas antigos de “a prostituta das provas”, a delação premiada é a dona do cabaré.

O sujeito é suspeito de corrupção, não merece o crédito de ninguém. Muito menos do MP. De suspeito, vira acusado. De acusado, vira indiciado. De indiciado, vira réu. Até aí, é um mentiroso culpado de tudo, enquanto negar a culpa e não acusar ninguém.

De repente, o caráter muda.

Resolve assumir a culpa e culpar terceiros. Aí adquire crédito. De mentiroso, vira patriota. E tudo que antes era mentira, agora vira estuário da verdade.

O delator premiado é a cara do Brasil institucional. Da desonestidade institucionalizada. Da mentira edificada. Do arrependimento conveniente.

Onde a incompetência inquisitorial oferece à sociedade um porrete melado de bosta nas duas pontas.

Se o esclarecimento de crimes e descoberta de criminosos só se dá pela delação, pra que então gastar dinheiro público com todo esse aparato investigativo? É melhor fazer caixa para comprar delatores.

No Direito Processual, assim como na Arte, a forma da feitura supera o conteúdo do feito!

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segunda-feira - 23/02/2015 - 16:38h
Corrupção para sempre!

A delação premiada, conforme cada ótica míope

Há tempos que o instituto da “delação premiada” é desqualificada por militância cibernética que exorciza a “Operação Lava Jato”, pântano onde onde o Governo Dilma Rousseff (PT) está patinhando.

Será que no caso da “Operação Sinal Fechado”, em que aparece o senador José Agripino (DEM), a opinião é a mesma?

Risível!

O debate sobre corrupção no Brasil não vai a lugar nenhum, porque forças litigantes se digladiam com atolhos.

Há miopia previamente definida.

Os sofismas são trabalhados como verdades absolutas.

Cada um com a sua, claro.

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sábado - 06/09/2014 - 11:05h
Propinobras

A delação premiada e o linchamento moral antecipado

Detalhe sobre “delação premiada”: não basta apontar nomes; é preciso oferecer provas.

O depoimento do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa (veja AQUI), é extremamente importante.

Mas ele é base de investigação, um meio. Não é o fim.

Trancafiado, Paulo Roberto tem consciência de que recai sobre ele pesada carga de problemas e negocia para remissão de parte dos pecados.

Delatar, ou seja, alcaguetar, parece algo feio e costuma ser um “delito” punido com severidade no submundo.

Para a sociedade-contribuinte, nesse caso, é um instrumento capaz de clarear um universo muito obscuro – o porão da maior transnacional brasileira.

A Petrobras funciona como se fosse um Estado dentro do Estado ou descolada do Estado. Tudo é gigantesco nela. A corrupção, também.

A delação premiada é um benefício legal concedida a um criminoso que aceite colaborar na investigação ou entregar seus companheiros.

Mas só abrir o bico não basta. Precisa se formar um cabedal de provas endossando o que é denunciado. A Justiça, em muitas situações, tem rechaçado pedidos dessa natureza e desconsiderado “certezas” denunciativas.

Caberá ao Ministério Público Federal (MPE) a condução do caso, oferecendo denúncia. Muitos dos denunciados terão foro privilegiado, ou seja, serão julgados no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao final, talvez tenhamos alguns culpados, certamente inocentes.

Hoje, o juízo de valor de boa parte da sociedade é que todos são culpados. Existe uma sentença prolatada em cada cabeça.

Difícil sustentar certas reputações, até porque mais do que justiça, muitos querem mesmo o linchamento moral, para rápido resultado “político-eleitoral”.

Enfim, todo cuidado é pouco no tratamento da notícia. O que não é fácil, reconheçamos.

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quarta-feira - 21/03/2012 - 11:19h
Salve-se quem puder

Envolvida em escândalo de precatórios do TJ vai ‘abrir o jogo’

O Ministério Público firmou ontem (20), um Termo de Colaboração Premiada com a principal envolvida nas fraudes cometidas na Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Carla Ubarana.

Com o acordo, formalizado em audiência autorizada pela Justiça, a prisão preventiva de Carla Ubarana e George Leal foi convertida em prisão domiciliar.

Os dois acusados foram ouvidos ontem pelos promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público devidamente acompanhados de advogados indicados pelos próprios réus.

A Ação Penal nº 0105143-26.2012.820.0001 tramita na 7ª Vara Criminal da Comarca de Natal.

No dia 31 de janeiro deste ano o Ministério Público e a Polícia Civil cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em Natal, Baia Formosa e Recife.

A ação foi batizada como “Operação Judas” e resultou na prisão de seis pessoas supostamente envolvidas nas fraudes que aconteceram na Divisão de Precatórios do TJRN.

A Operação contou com o apoio dos promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado  e dos policiais da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária.

Com informações do MPRN)

Nota do Blog – O que a gente ouve extraoficialmente, se realmente for verdade, levará meio-mundo de gente bacana ao cadafalso. Aguardemos, pois.

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