sexta-feira - 19/09/2014 - 08:50h
Eleições 2014

Convulsão política em Mossoró em plena campanha

Por Dinarte Assunção

A corrida pela sucessão estadual nunca esteve tão ligada ao segundo maior município do Rio Grande do Norte. Mossoró e as cidades de sua órbita deverão influenciar de maneira decisiva os resultados de 5 de outubro. Não por acaso, as campanhas dedicaram atenção especial ao colégio eleitoral do município, e o sucesso da empreitada está diretamente associado à menor quantidade de erros.

O quadro é tão confuso que coloca sob xeque até as pesquisas especialmente encomendadas para a cidade. Em Mossoró, as lideranças atendem à lógica do “tudo junto e misturado”, mas sem se misturar de verdade. “Mossoró é uma ciência”, resumiu uma fonte consultada pela reportagem.

Rosalba e Cláudia: uma sumiu; a outra apareceu fora da prefeitura (Foto: Raul Pereira)

Os quase 165 mil eleitores vinham habituados a participar das campanhas marcadas pela polarização, o que não acontece neste ano. Rivais históricos, os grupos da deputada Sandra Rosado (PSB) e Fafá Rosado (PMDB), por exemplo, estão no mesmo palanque da campanha de governador de Henrique Eduardo Alves (PMDB).

A elas se soma Cláudia Regina (DEM), a prefeita cassada que ainda tem uma militância fiel. As três mais se atritam do que se misturam, deixando quem as corteja à conclusão de que quem tem três palanques não tem nenhum.

Como não dá para colocar algodão para evitar atrito entre esses cristais, o cisma traz a público as contradições dos bastidores, e recorrentemente se tem notícia da ameça de ruptura de um ou outro grupo. A mais recente foi nesta semana, quando Cláudia Regina se irritou por ver seu processo no Tribunal Superior Eleitora (TSE), através do qual tenta voltar à prefeitura da cidade, continuar parado.

As dificuldades não são só políticas. Nos intramuros, os candidatos sentem os efeitos da falta de recursos. É que pela primeira vez após sucessivas eleições, o braço econômico das campanhas foi amputado. Com R$ 212 milhões indisponíveis, o empresário Edvaldo Fagundes sumiu das listas de doações eleitorais.

A esse quadro de convulsão se soma o fenômeno conhecido por Francisco Silveira Júnior (PSD). O prefeito da cidade tentou ganhar espaço e projetar-se além de sua passagem pela Câmara Municipal. Apresentou à cidade a candidatura do pai, Francisco Silveira, para a Assembleia Legislativa. Tendo esbarrado na legislação eleitoral, o plano fracassou, e Júnior manifestou apoio a um forasteiro – Galeno – a quem teria oferecido a promessa de oito mil votos.

Mas bairrista como é, o eleitor de Mossoró deverá rejeitar esse projeto. “Pessoas da cozinha do prefeito já me disseram que não votam em Galeno de jeito nenhum”, revelou à reportagem uma das fontes consultadas. Em Mossoró, até a disputa proporcional é tratada como majoritária.

Rosalba

As idiossincrasias mossoroenses não param por aí. A maior eleitora da cidade está fora da disputa pela primeira vez. Alijada de seu projeto de reeleição, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) assumiu de público neutralidade, mas não deixou a militância à deriva, orientada a se recordar que o mal que mais dói é o mais recente.

Por essa lógica, os anos de pregação do vice-governador Robinson Faria (PSD) contra Rosalba foram preteridos em favor de um movimento contra Wilma de Faria (PSB) e Henrique Eduardo Alves.

É fertilizando o terreno com essas sensações que o grupo da governadora se permitiu se reaproximar de Robinson. O mais recente gesto do tipo foi a desfiliação de Carlos Augusto Rosado, esposo da governadora, do DEM, presidido pelo senador José Agripino, a quem é atribuída a manobra que impediu Rosalba de disputar a reeleição.

Antes de tomarem qualquer decisão política, o casal que governa o Estado costuma lançar o deputado Betinho Rosado (PP) como balão de ensaio. Assim, ele foi enviado à convenção de Robinson Faria, em junho, junto com a irmã, Isaura Rosado, uma das financistas da família.

Agora, os planos passam por abrigar todo o grupo no PP, partido da base aliada da presidente Dilma Rousseff, em quem Rosalba deverá votar. A chefe do Executivo estadual pode até estar de fora da disputa, mas nunca deixou de considerar seu futuro político, que são dois: disputar a Prefeitura de Mossoró em 2016 ou consolidar a reaproximação com Dilma, através de Ideli Salvatti, e participar de um eventual segundo governo da petista. Há ainda uma terceira opção: os dois planos juntos. Afina, é preciso tem em mente que se fala de Mossoró, onde tudo é possível.

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sexta-feira - 19/09/2014 - 07:47h
Batalha jurídica

Prefeito de Mossoró aciona jornalista judicialmente

Do Portal no Ar

O prefeito de Mossoró, Francisco Silveira Jr. (PSD), decidiu processar o jornalista Dinarte Assunção, do Portal No Ar, de acordo com intimação judicial que o jornalista recebeu nesta quinta-feira (18).

Prefeito terá audiência (Foto: reprodução)

O documento, de nº 0115821-08.2014.8.20.0106, não cita, entretanto, um fato específico pelo qual o prefeito decidiu mover a representação criminal contra o jornalista. A carta de intimação, expedida, em 9 de setembro, pela juíza Welma Maria Ferreira, convoca ainda as partes para audiência conciliatória a ser realizada na próxima segunda-feira (22), em Mossoró.

Também para a mesma data está prevista audiência de conciliação com Glebson Dantas, contra quem Silveira também abriu representação criminal. Dantas tem se notabilizado em seu perfil no Twitter por criticar a gestão do prefeito nas redes sociais.

No Portal No Ar, o jornalista Dinarte Assunção é um dos colaboradores do blog Tiro ao Alvo, no qual já escreveu críticas ao prefeito Silveira Jr. Na mais recente delas, o jornalista publicou que a gestão mossoroense estava timbrando caixões funerários com o brasão da administração, e relacionou o assunto ao enredo de “O Bem Amado”, onde Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira, de tudo tentou para conseguir obter visibilidade inaugurando o cemitério da cidade.

O Portal No Ar entende que a ação do prefeito Silveira Júnior é de cerceamento da liberdade de imprensa. O veículo lamenta o episódio e reforça seu compromisso com o jornalismo e opinião fundamentada em fatos.

 

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terça-feira - 19/08/2014 - 23:46h
Versão

Prefeitura dá explicação sobre caixão funerário

Srs. Dinarte Assunção e Carlos Santos.

A Prefeitura de Mossoró esclarece que a informação postada em seus blogs com o título “Quando Silveira Júnior encontra Odorico Paraguaçu” (veja AQUI), não condiz com a verdade. Inicialmente, gostaríamos de chamar atenção para a marca sobre o “ataúde”, mostrado em uma fotografia nestas publicações. Observando atentamente, pode-se ver que não se trata do “timbre da gestão” como foi dito, mas de uma marcação da funerária que fornece caixões para Mossoró e outros municípios. Em momento algum foi “ordenada” qualquer ação neste sentido.

A marcação é feita com material removível que pode ser retirada com um pano úmido, como constatou uma agente do Plantão Social da Prefeitura que esteve na funerária verificando o caso. Ela também observou que o caixão fotografado se tratava de uma exceção, vez que a funerária, equivocadamente, esqueceu-se de remover o carimbo.

Cabe-nos ainda informar que a utilização do termo “timbre da gestão” foi precipitada, uma vez que a gestão do prefeito Francisco José Júnior implantou a lei da impessoalidade, acabando com a utilização dos símbolos de promoção pessoal. No dia 2 de janeiro deste ano, foi assinado o Decreto de nº 4.272, que altera a redação do Art. 7° da Lei Orgânica do Município e determina a utilização do brasão Municipal como marca de gestão e “Prefeitura de Mossoró” como slogan.

Como pode ser visto na imagem publicada e republicada pelos blogs, a marcação no caixão não traz a marca de gestão, mas tão somente o nome da Prefeitura. Portanto, acreditando na boa vontade de ambos os jornalistas, solicitamos gentilmente a correção da notícia anteriormente publicada.

Também nos colocamos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas existentes sobre a administração Francisco José Júnior, compreendendo que jornalismo de informação se faz ouvindo todos os lados. Seguem aqui os telefones da Secretaria de Comunicação Social: (84) 3315-4935 e 3315-4926.

Sem mais, agradecemos a compreensão e colaboração.

Secretaria Municipal de Comunicação Social

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terça-feira - 19/08/2014 - 21:12h
Coisas de Mossoró...

Quando Silveira Júnior encontra Odorico Paraguaçu

Dinarte Assunção (Portal Noar)

Fábrica de enredos memoráveis, Mossoró nos brinda com mais uma história dantesca.

Amanhecemos com a revelação de que a administração municipal ordenou o timbre da gestão nos ataúdes distribuídos a quem por eles não pode pagar.

Um caixão em si já vem coberto de dores. Timbrado pela administração se cobre de uma perplexidade que indigna e questiona: qual a necessidade de, até na morte, lembrar ao mais carente a relação de dependência que tem com o mandatário do momento encastelado no Palácio da Resistência?

Ataúde com logomarca da prefeitura leva o morto às profundezas (Foto: reprodução)

Os feitos de Silveira Júnior me remeteram a Odorico Paraguaçu, o cômico prefeito de O Bem-Amado que transformou em obsessão seu desejo em inaugurar o cemitério de Sucupira.

Silveira e Odorico estão separados da realidade e ficção por uma fina camada de ironia.

Em morte, Odorico realizou seu desejo. Seu esquife desceu à terra e inaugurou o cemitério.

Em vida, Silveira vê o símbolo de sua gestão se confundir com caixões que encerram a própria morte.

É intrigantemente curioso.

Sobretudo quando a morte política se avizinha sobre a gestão do homem que prometeu fazer tudo diferente e repete, evocando Gabriel Garcia Marquez, os erros das extirpes que condenaram Mossoró à eterna solidão.

Nota do Blog – Como eu lamento, como profundamente lamento, meu caro Dinarte.

Lamento que tudo e muito mais do que isso venha acontecendo.

Hoje, a Câmara Municipal chegou a debater essa situação bizarra e nem a base do governo conseguiu defendê-lo. Foi contra também.

Pobre Mossoró!

Faltou apenas o personagem “Tristão de Ataúde” em cena, figura criada pelo genial Chico Anysio, ou “Bento Carneiro, o  vampiro brasileiro”.

Cruel, muito cruel!

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terça-feira - 17/06/2014 - 11:13h
Fim de Governo...

Carlos Augusto Rosado está magoado

Ruminando mágoa contra José Agripino, marido da governadora deixa em alerta todos a seu redor

Por Dinarte Assunção (Portal Noar)

Ao lado da mulher, Carlos Augusto ajuda a comandar o Estado. (Foto: Assessoria de Comunicação do Estado)

Quando a governadora Rosalba Ciarlini adentrou a sede do diretório estadual do DEM, naquela segunda-feira, 2, para ser levada ao cadafalso e ser enforcada pelo próprio partido, uma tensão vibrou no ambiente. Assessores fizeram saber que ela havia chegado para confrontar o grupo de José Agripino. Houve uma inquietação. Jornalistas corriam de um lado para outro com gravadores à mão. Todos estavam em polvorosa, exceto uma figura, que não demonstrava nenhuma inquietação, embora padecesse internamente em seus dilemas íntimos.

Carlos Augusto de Souza Rosado se fez à luz da inteligência e à sombra da imprevisão. Enquanto todos externavam à flor da pele as emoções que resultaram na cassação branca de sua esposa, ele se mantinha impassível por uma questão de estratégia. Movimentava-se discretamente; fugia das objetivas das câmeras e desviava o caminho dos repórteres. Quando, enfim, a manobra de José Agripino restou vitoriosa, o golpe atingiu Rosalba de um jeito que a fez chorar. Carlos olhou para suas lágrimas, sem nada dizer, sem nada fazer. Atravessou o saguão de entrada ao lado da esposa e saiu tão inabalável quanto entrou.

O episódio gestou em Carlos Augusto uma mágoa, o que no marido da governadora Rosalba Ciarlini significa a iminência de um cataclisma político, porque é capaz de jogar as certezas pelo avesso e afligir com uma pergunta todos a seu redor: o que, afinal, será capaz de fazer o primeiro-ministro do Governo do Estado?

“Ele poderá fazer tudo, ou nada. Poderá se jogar no fundo de uma rede e se entregar, ou assumir o comando da nau e ir para a proa”, anota uma das várias fontes que falaram com a reportagem sob a garantia do anonimato. Carlos Augusto tem disso: desperta respeito e temor. “E ninguém quer se indispor com ele”, completa o interlocutor.

A gênese da mágoa vem das cassações de sua esposa. Quando viu que o Tribunal Regional Eleitoral impôs a Rosalba dois afastamentos, o primeiro-ministro se inquietou. “Como é possível? Aqui se pode fazer tudo”, disse à época. Desde então, ele não tem sido o mesmo.

As inquietações do filho de Dix-sept Rosado se agravaram desde aquela segunda-feira, 2, quando ele viu o amigo de meio século conduzir uma manobra de cassação branca contra a sua esposa, no diretório estadual do DEM. A repercussão do que o senador José Agripino fez a Rosalba Ciarlini ainda não acabou. Se Carlos Augusto, mentor político da esposa, não conseguir reverter a derrota na convenção do DEM, que ocorre neste domingo, a sombra da imprevisão ofuscará a todos.

“Pode apostar que ele tem já em mente o plano A e o B e o C. Se o primeiro não der certo, ele com certeza já sabe como agir”, explica  Carlos Rosado, hoje sócio da Harabello Turismo, mas que conviveu na intimidade com Carlos Augusto pelos três mandatos do secretário-chefe do Gabinete Civil na Assembleia Legislativa, na década de 1980.

Centralizador

Todas as fontes consultadas pela reportagem foram inquiridas inicialmente com uma pergunta: qual palavra define Carlos Augusto Rosado? A maioria não titubeou: “Ele é centralizador”.

O estilo do ex-deputado estadual despertou no território das suposições afirmações categóricas sobre quem, de fato, detém o poder. Mentor político da esposa, Carlos Augusto Rosado é apontado com o chefe do poder para o qual a mulher foi escolhida. Assim, foi chamado de prefeito de Mossoró, Senador da República e, agora, governador do Estado.

“Ele nunca fala assim: eu sou o governador, mas a postura é essa. Ele não diz assim ‘quem manda aqui sou eu’, mas a postura é de quem manda”, comenta à reportagem um interlocutor.

No exercício do poder, o marido da governadora Rosalba Ciarlini tem hábitos britânicos. Chega ao gabinete às 9h30 e atende ate as 19h. Nesse intervalo de quase 10 horas, não come nada. Recebe o secretariado e políticos – desde que para tratar de assuntos institucionais. A recepção de empresários ele delega à esposa.

Para um louvaminheiro da intimidade do casal, os comentários a respeito desse assunto são maldosos e infundados. “Ele é brilhante na política. E ela não é nenhuma amadora. Por que ele não pode colaborar com as gestões dela? Por que chamá-lo de governador? Acho que é inveja”.

De que exatamente teriam inveja os detratores do casal? A resposta precisou ser colhida com cautela pela reportagem. Mesmo sob o anonimato, o assunto foi espinhoso para algumas fontes. “Esse incômodo em falar sobre isso não reflete um certo fundo de verdade?”, indagou o repórter. “Não, é raiva mesmo”, repondeu uma figura enquanto sorvia um café com leite em um restaurante de Petrópolis.

Das mulheres que se projetaram na política do Rio Grande do Norte, a governadora Rosalba Ciarlini é a única que tem tão abertamente uma relação de cooperação com seu esposo. Quando o repórter insistiu sobre por que os detratores do casal teriam uma inveja dessa relação, uma fonte explicou:

“Ora mais, eles têm um casamento de anos. São cúmplices e felizes. Que outra mulher da política potiguar pode dizer o mesmo? Você não acha que há dor de cotovelo de quem fica espalhando essa boataria?”. “Não sei sobre dor de cotovelo, mas há uma outra mulher com situação semelhante à de Rosalba: a deputada Sandra Rosado”, devolveu o repórter. “Poupe-me. Essa comparação não tem sentido”, devolveu o interlocutor dispensando a xícara com metade do café com leite.

Atualmente, governadora Rosalba Ciarlini não se incomoda com o assunto, mas ele a chateou. No início de seu mandato, quando a Arena das Dunas não passava de um sonho, vários repórteres esperavam em um sábado ensolarado a chefe do Executivo estadual no canteiro de obras do estádio. Tão logo chegou, um afoito jornalista perguntou: “Governadora, quem manda eu seu governo é a senhora ou seu marido?”. Rosalba girou nos calcanhares e voltou ao carro, deixando os repórteres enfurecidos.

“Não vejo nada demais nessa relação dos dois. Eu poderia resumi-la da seguinte forma: ela lida dos assuntos administrativos e ele cuida mais da parte política. Ele sempre foi muito bom nisso. Qual o problema em colaborar?”, indagou outro componente da intimidade do casal.

Nos primeiros 10 meses da gestão Rosalba Ciarlini, Carlos Augusto protagonizou a primeira crise do governo, quando o grupo do vice-governador Robinson Faria rompeu com a gestão. No esteio da convulsão, a crise se amplificou quando o então secretário do Gabinete Civil, Paulo de Tarso Fernandes, declarou à jornalista Thaisa Galvão – após algumas doses de uísque – que Carlos era o governador de fato e que, até ali, o Rio Grande do Norte era gerido através de decisões de alpendres, se referindo ao local de onde Carlos Augusto comandava a máquina. A repercussão foi a pior possível.

Os jornais estamparam a crise política em suas manchetes por dias seguidos. Quando a crise caiu no esquecimento, um fato novo remexeu o tema. Criado com o propósito de deslanchar o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, o conselho político gestado em 2012 reunia praticamente todos os caciques da cena política local.

Garibaldi Filho, Henrique Eduardo Alves, José Agripino Maia, João Maia, Ricardo Motta, Rosalba Cialini e Carlos Augusto Rosado integravam o grupo ao qual ficou facultada a tarefa de criar meios para o progresso do Estado. Restou tudo fracassado porque a premissa básica, o diálogo, não foi executada, e uma nova crise política ganhou as páginas dos jornais.

Como “governador”, Carlos conversa com Henrique e Agripino em Brasília (Foto: Assessoria de Comunicação do Estado)

Mais uma vez, o prejuízo foi debitado na conta de Carlos Augusto. Ele saiu da história como culpado por blindar o governo contra os colaboradores. A situação chegou a ponto tal que, quando todos os líderes se reuniram em Brasília para salvar o natimorto conselho, o deputado Henrique Eduardo Alves não poupou nas palavras. Dirigindo-se à Rosalba, na presença de Carlos Augusto, ele cobrou: “A governadora é você. É você quem tem que tomar as decisões”.

Foi no fracasso do conselho político onde tudo começou. Sem interlocução e com a crescente desaprovação do governo, os membros do grupo passaram a enviar recados pela imprensa narrando a dificuldade de interlocução com o Gabinete Civil. A crise se escancarou quando José Agripino deu entrevista a este portalnoar.com afirmando que tinha feito de tudo para ajudar o governo. O uso do verbo no passado deixou claro que as relações estavam azedadas. Em silêncio, o primeiro-ministro passou a ruminar cada vez mais sua mágoa.

Ascensão

Carlos Augusto de Souza Rosado nasceu em 31 de outubro de 1944, sob o signo de Escorpião. É filho de Adalgisa Rosado, falecida em fevereiro do ano passado, e Jerônimo Dix-sept Rosado, do qual se despediu aos sete anos, quando, em 1951, morreu em um acidente aéreo no litoral de Sergipe. Para diversas pessoas consultadas pela reportagem, esse episódio é o que pode ter desenvolvido em Carlos o perfil depressivo que ele tem.

Aos 69 anos, é casado com a pediatra Rosalba Ciarlini, com quem teve quatro filhos. Entrou para a vida pública em 1981, quando presidiu a Assembleia Legislativa. Depois dessa temporada, ainda teve mais três mandatos, demonstrando ao Rio Grande do Norte sua vocação para o riscado da articulação política.

“Ele se põe como o mais inteligente articulador político que existe no Rio Grande do Norte. É um arrogante”, sentenciou uma fonte que tem Rosado no sobrenome. “É mesmo inteligente, mas a arrogância eu desconheço”, rebateu o amigo Carlos Rosado.

Os registros do jornal Tribuna do Norte ilustram esse perfil do ex-deputado. Então presidente da Assembleia Legislativa no início da década de 1980, Carlos teve dificuldades para compor sua equipe em razão dos baixos salários da iniciativa pública. “Mas ele era tão bom em articular, que logo conseguiu montar sua equipe”, relembra Carlos Rosado, sagrado chefe de gabinete do Legislativo.

Com efeito,  em 6 de junho de 1981, a Tribuna do Norte trazia em seu caderno de política a matéria com a seguinte chamada:  “Carlos Augusto nomeia auxiliares”. Em duas colunas de poucas linhas, 20 nomes se espalhavam entre referências de formações e ocupações na vida pública. Daquele tempo, ainda há nomes que permanecem na Assembleia Legislativa, como  Rita das Mercedes Reinaldo, procuradora da Casa.

Paradoxalmente, tanto talento para a política tem um contraponto: Carlos é introspectivo, não só não gosta como teme falar em público. Para essa reportagem, ele foi o primeiro a ser consultado, e disse o seguinte: “Você sabe, Dinarte, que pode contar comigo para o que precisar, mas eu não dou entrevistas”.

Há exceções, em bem verdade. Em outubro de 2011, ele se viu obrigado a romper com esse hábito. No auge da crise no governo gerado pelo afastamento de Robinson Faria, ele falou ao jornalista Carlos Skarlack, com quem já trabalhou.

“Rosalba foi a mulher que eu escolhi há quase 50 anos para ser a minha companheira, a mãe de meus filhos”, declarou o ex-deputado, para rechaçar as críticas de que ele era o governador de fato. Foi além e argumentou que sua postura foi, e sempre será, de agir dentro dos parâmetros éticos e morais, que cabem a quem, como ele, é o marido de uma política que exerce o principal cargo público do Estado.

Meses antes, ele já tinha inesperadamente dado uma declaração ao site Congresso Foco. Desembarcando em Brasília ao lado da esposa, nos primeiros meses de Governo, ele se saiu com essa: “Somos uma oligarquia desde 1890. Todos os nossos mandatos foram conquistados com o voto”.

Entronados no poder desde 1948, os Rosado viveram por anos sob a égide da união familiar, no melhor estilo do patriarcado. Mas um hiato dividiu a família. Dois grupos disputam o poder: a ala liderada hoje pela governadora Rosalba e seu marido, o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, e pelo irmão dele, o deputado Betinho Rosado; e o grupo encabeçado pela deputada Sandra Rosado e seu marido, o ex-deputado Laíre Rosado. Ele é primo de Sandra e de Carlos Augusto e Betinho. Pelo lado materno, Sandra é também prima de Rosalba.

Uma rivalidade que começou a se ensaiar nas eleições de 1982, ganhou força no pleito de 1986 e se escancarou de vez na disputa de 1988, quando, pela primeira vez, os Rosado se enfrentaram diretamente nas urnas. Naquele ano, a então pedetista Rosalba venceu o confronto com Laíre Rosado e conquistou o primeiro de seus três mandatos como prefeita de Mossoró.

Desde então, o grupo da atual governadora só perdeu uma das seis últimas eleições municipais para a outra facção da família. Foi em 1992, quando Dix-huit Rosado, que tinha a sobrinha Sandra como vice, se elegeu pela terceira vez. Com a morte do tio ainda no cargo, coube à vice-prefeita concluir os últimos dias de seu mandato.

Os primeiros sinais de desavença política na família ocorreram em 1982, quando o então deputado estadual Carlos Augusto Rosado contrariou as orientações do tio Vingt Rosado e declarou voto no primo e hoje senador José Agripino Maia ao Governo do Estado. Pai de Sandra, o ex-deputado Vingt Rosado apoiou o grande adversário dos Maia, o ex-governador Aluizio Alves (PMDB). Agripino saiu vitorioso das urnas.

O troco viria quatro anos mais tarde, quando o confronto ficou mais explícito. O grupo de Carlos Augusto apoiou João Faustino e perdeu a eleição para o candidato de Vingt Rosado, o governador Geraldo Melo. Desde então, os galhos da árvore genealógica iniciada pelo patriarca Jerônimo Rosado nunca mais penderam para um lado só.

Por essa época também surgiu a história de que Carlos Augusto Rosado bate na esposa. O assunto é delicado entre todas as fontes que conversaram com a reportagem. Nenhuma, entretanto, confirmou o que é considerado mero boato. Até mesmo que falou com reportagem para criticar o ex-deputado, desmentiu esse fato.

“Muito pelo contrário, ele é atencioso demais com ela. Se preocupa com a esposa e faz demonstrações de afeto. Isso é mentira”, comentou um interlocutor.

Sucessão

O hiato dentro da família Rosado marcou o início do mais ambicioso projeto de Carlos Augusto. Meticuloso, paciente e introspectivo ele se afastou da vida eletiva e se posicionou à sombra da esposa.

Carismática, Rosalba assumiu ao lado do esposo o comando do grupo político em uma empreitada que durou décadas e resultou na realização do sonho de Carlos Augusto: levar a mulher ao Governo do Estado para finalizar o trabalho que o pai não pode concluir.

Essa trama foi desnudada em uma análise do jornalista Carlos Santos, que escreveu:

Ex-deputado por quatro mandatos, Carlos sempre alimentou o sonho de ser deputado federal, nunca concretizado. Mas foi através de Rosalba, pediatra e mãe de seus quatro filhos, que projetou um sonho atávico que viu começar e ser amputado duramente ainda na infância.

Ele tinha pouco menos de 7 anos (nasceu em 31 de outubro de 1944), quando em 12 de julho de 1951, o seu pai Jerônimo Dix-sept Rosado Maia (nascido em 25 de março de 1911), governador do Estado, eleito em 3 de outubro de 1950, morreu em acidente aéreo. O sinistro aconteceu em Sergipe.

Rosalba é a completude. Mas não é Rosado. Rosado é ele, Carlos. Seu tio, ex-prefeito Dix-huit Rosado, por duas vezes durante o regime militar chegou a ser cotado para governar o Rio Grande do Norte, como governador nomeado. “Forças ocultas” comandadas pelo primo, Tarcísio de Vasconcelos Maia, o alijaram do processo.

Carlos virou governador, como se atendesse a um desígnio divino, pela ascensão da mulher. Um projeto calculado e cartesianamente montado por ele, com ousadia e raro talento político, durante cerca de duas décadas.

No poder, entretanto, parece que ele viu-se afetado por um transtorno dissociativo de personalidade. Deixou de ser o marido-líder e ideólogo da carreira de Rosalba, para praticamente se investir do cargo de governador. É como se pegasse de volta o que o destino sinistramente tirara do pai, no início dos anos 50. Agora ele é o Dix-sept Rosado, governador.

Nas três administrações que Rosalba figurou como prefeita, Mossoró aprendeu a tratar com jocosidade ou respeito em tom de reverência, o papel que Carlos cumpria com denodo: administrar a prefeitura da política à gestão pública.

O escárnio dos primos oposicionistas até lhe imputou a pecha de um conselheiro novelesco, o “Ravengar”, extraído da dramaturgia global: “Que rei sou eu?”. Astuto, ele não o vomitou. Adotou-o para se tornar um personagem real e quase lendário em Mossoró.

No Governo do Estado, essa personificação carregada de sagacidade deu lugar a outro ser: o próprio Carlos. Ou um Dix-sept Rosado reencarnado. A dupla personalidade expurgou da vida do ex-deputado o irreal Ravengar, pois ele não o tinha mais como necessário, por trás das cortinas.

A personalidade do Ravengar ardiloso, frio e recatado, para não eclipsar a própria imagem construída para a mulher, não existe mais. Ele foi assim no passado e não parecia incomodado como homem e político, mesmo quando pesquisas que encomendava assinalavam que sua exposição, ao lado da “Rosa”, tirava votos dela.

O Carlos Augusto, governador, passa a sofrer as consequências danosas dessa personificação do governo, num momento em que a gestão estadual vive profundo desgaste. Por isso, que nos últimos dias a ordem é pulverizar a imagem de Rosalba em poses como gestora. São centenas de fotos dela no gabinete de trabalho, comandando reuniões, liderando.

Incerteza

Em uma manhã ensolarada no Plano Palumbo, o repórter conversava com a fonte mais desconfiada com quem se deparou para compor este perfil. A figura fez questão de lembrar 37 vezes que toda a conversa era em off. À certa altura, disse impaciente: “O que todos nós queremos saber é o que ele vai fazer depois de domingo, porque a convenção do partido muito provavelmente vai terminar de enterrar a esposa. E ele é capaz de fazer tudo”.

Um dos planos mais astuciosos foi divulgado pela central da boataria. Segundo a tese, se Rosalba não for candidata e prosperar na Assembleia Legislativa o impeachment contra ela, o casal seria capaz de renunciar ao Governo, elevando Robinson à condição de governador e embaralhando toda a eleição deste ano.

A imprevisão ganha contornos mais dramáticos ainda quando se considera que Carlos está chateado com José Agripino, que foi insistentemente procurado pela reportagem para comentar a matéria, mas não respondeu a nenhum dos telefonemas.

Para reverter a cassação branca imposta na reunião do diretório estadual, Rosalba precisa da maioria dos delegados. Assessores próximos acreditam que ela reverta a situação com uma fé tão cega que se pode evocar a interferência de Santa Luzia para justificar essa crença. “Ele é muito esperto. Acho que tem a maioria dos delegados na mão”, arriscou um assessor.

Só resta a espera para saber o que fará o homem conhecido por executar o que planeja. Para ilustrar bem esse pensamento, há uma frase do próprio Carlos Augusto, pronunciada nos intramuros no início do governo da esposa. Na ocasião, ele disse: “Minha mulher poderá fazer um governo medíocre, mas será honesto”, disse ele.

A saber: Rosalba é a governadora mais reprovada do Brasil. Mas não há nada que a desabone. Carlos cumpre o que diz.

Nota do Blog Carlos Santos – Veja na reportagem especial sob o título Carlos Augusto se livra de “Ravengar” para ser governador – clicando AQUI – texto completo de material aproveitado pelo jornalista Dinarte Assunção nesta matéria especial para o Portal Noar.

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Categoria(s): Reportagem Especial
sexta-feira - 20/12/2013 - 17:44h
Estado rico é assim...

Você pagará R$ 21 mi de auxilio-paletó a juíz e promotor

Por Dinarte Assunção (Portal Noar)

O Tribunal de Justiça e o Ministério Público do Estado se preparam para pagar a seus membros auxílio-alimentação retroativo ao período compreendido entre 2006 e 2010. O direito foi adquirido em 2011 através de resolução do CNJ incidente sobre o Judiciário – o que causou equiparação no Ministério Público. Apesar de fazer tanto tempo, nem TJRN nem MPRN souberam informar, quando questionados pela reportagem, os valores a serem pagos.

As condições do pagamento ainda são um mistério. Procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis informou à reportagem que vai pagar o valor devido aos membros do MP porque o Tribunal de Justiça “pagou aos juízes integralmente na segunda-feira passada(09/12)”, o que o Judiciário nega. Curiosamente, na Secretaria de Planejamento do Estado, a reportagem apurou que há contracheques emitidos para membros da magistratura, em dezembro, acima de R$ 50 mil, referentes ao pagamento do retroativo.

Portal da Transparência

O Portal da Transparência do Judiciário conta uma história diferente da informação dada pelo Judiciário. Em 9 de dezembro, foram empenhados, anota o documento 2013NE00289, o valor exato de quanto o contribuinte do Rio Grande do Norte vai pagar de auxílio-alimentação retroativo à magistratura: R$ 10.942.248,88. O empenho implica, entretanto, que o valor não foi pago, mas cria a previsão orçamentária para tanto.

No portal do MP, as informações também contradizem o procurador-geral de Justiça, que informou à reportagem que os valores não estavam fechados, mas em fase de tabulação. Os promotores vão embolsar R$ 10.208.000,00. A expectativa é que quando ambas as instituições atualizem as listas de dezembro, sejam disponibilizados os valores discriminados por promotor e juiz, o que deverá acontecer em janeiro.

Um dos questionamentos mais incisivos que se faz ao pagamento de auxílio-alimentação retroativo é a finalidade da verba. Nos moldes atuais, os recursos são vistos como complementação salarial, já que não vão atender ao fim da alimentação. Por ser verba de custeio, os valores não serão computados como despesa de pessoal.

Veja matéria completa AQUI.

 

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segunda-feira - 09/12/2013 - 20:50h
Fim da linha

Agripino descarta candidatura de Rosalba à reeleição

Por Dinarte Assunção (Portal No Ar)

Líder do Democratas, o senador José Agripino, que já vinha comunicando a interlocutores próximos a inviabilidade da governadora Rosalba Ciarlini tentar a reeleição, externou de público esse posicionamento.

A Ilimar Franco, colunista político do jornal O Globo, Agripino Maia declarou que o projeto do DEM nas eleições de 2014 é o Estado da Bahia. Mais: o líder do Democratas tratou o assunto a partir da viabilidade eleitoral: “O projeto mais importante e viável de poder do DEM é a Bahia”. O candidato será o ex-governador Paulo Souto.

Na sexta-feira (6), a reportagem do portalnoar.com revelou em primeira mão que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deverá, nesta terça-feira (10), sentenciar a inelegibilidade da governadora Rosalba Ciarlini, pelo uso inadequado do avião do Estado em período eleitoral.

A reveleção, a propósito, serviu para a governadora se movimentar. Conforme apurou a reportagem, ela já ordenou que fosse levantado o número exato de viagens realizadas no período eleitoral do ano passado. A intenção da chefe do Executivo é mostrar que o uso da aeronave foi, antes de tudo, para fins administrativos.

Legenda

Com o julgamento de amanhã sendo desfavorável a Rosalba, Agripino não precisará mais negar legenda à única governadora que seu partido tem hoje. Ele ventilou essa possibilidade para viabilizar uma aliança com o PMDB e assim facilitar a reeleição do deputado federal Felipe Maia, seu filho.

Com a impossibilidade de Rosalba se candidatar à reeleição, se confirmada amanhã sua inelegibilidade, Agripino estará, de algum modo, atendendo à convocação feita por Garibaldi, que, também ao portalnoar.com, disse que a aliança com o DEM só seria possível se o líder do DEM rompesse com a governadora.

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sábado - 18/05/2013 - 11:49h
Eleições 2012-Mossoró

Guerra eleitoral expõe caixa preta da publicidade

Do Blog de Dinarte Assunção

A guerra eleitoral travada no território Jurídico pelo direito ao assento do Palácio da Resistência, ganhou um capítulo que vai fazer fervilhar o País de Mossoró.

O delicado assunto dos números da comunicação institucional foi parar na mesa do juiz eleitoral Verlano Medeiros, relator da ação que pede a cassação da prefeita Cláudia Regina (DEM).

Veja aqui a peça na íntegra

A oposição questiona conflitos entre a agenda da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) no período eleitoral de 2012 e como isso se traduziu em notícias nos veículos apontados como governistas.

Nomes aos bois

A peça de 17 páginas submetida à apreciação de Verlano cita e mostra os investimentos aplicados no Jornal de Fato, Rádio Difusora e TCM, todos acusados na peça de fazerem “pirotecnia documental para malbaralhar as provas do abuso”.

De acordo com o texto, a Rádio Difusora recebeu do Governo do Estado em 2011 R$ 7.986,80, valor que foi quadriplicado em 2012, quando R$ 26.160,80 foram transferidos do Centro Administrativo para a conta da rádio.

Da Prefeitura de Mossoró, o texto diz que em 2011, os valores alcançaram R$ 318.213,50. No primeiro semestre de 2012, os números atingiram R$ 150 mil, ao que os advogados da oposição observam: “A mesma Rádio Difusora […] deixou de apresentar nos autos os valores que recebeu no segundo semestre do ano de 2012.

Sobre a TCM, o texto aponta que os valores aplicados foram “excessivos”. Em 2011, a TV Cabo Mossoró recebeu do Governo do Estado R$ 21 mil, multiplicados ao ponto de alcançarem R$ 101.850,40 em 2012.

No tocante à Prefeitura de Mossoró, o texto assinala que a TCM recebeu no primeiro semestre de 2012 valor inferior a todo o ano de 2011, não tendo também prestado informações sobre quanto abocanhou de julho a dezembro do ano passado.

Os advogados pedem ainda no texto que o Jornal de Fato informe quanto recebeu em 2011 e 2012.

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sexta-feira - 10/05/2013 - 13:44h
Processo

Trem da Alegria da Assembleia Legislativa vai para STJ

Blog do Dinarte Assunção

O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJRN), desembargador Saraiva Sobrinho, admitiu recurso especial do Ministério Público em um dos mais de 20 processos que tentam descarrilar o Trem da Alegria da Assembleia Legislativa.

Na argumentação apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Manoel Onofre Neto, o artigo 1.219 do Código Civil, que trata sobre os efeitos da posse, foi transgredido.

Outro recurso, o extraordinário, contudo, foi negado. O instrumento serviria para atestar inscontitucionalidade na manobra que permitiu a efetivação de servidores sem concurso público.

Com a admissão do recurso especial, o caso vai para o STJ, onde já há dois processos sobre o assunto.

As efetivações ocorreram entre o início dos anos 1990 e 2004, período no qual 193 lépidos e pimpões servidores entraram na AL pela janela. Um dos processos chegou ao STF e aguarda decisão da ministra Carmen Lúcia.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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