segunda-feira - 28/10/2024 - 07:48h
RN

União Brasil é o grande vencedor das eleições 2024

Allyson e Paulinho têm vitórias que elevam força política do UB no RN (Fotomontagem do BCS)

Allyson e Paulinho têm vitórias que elevam força política do UB no RN (Fotomontagem do BCS)

O União Brasil é o grande vencedor das eleições 2024 no Rio Grande do Norte. Comandado pelo ex-senador José Agripino, a legenda somou 28 prefeituras. Entre elas, os dois maiores colégios eleitorais do RN – Natal e Mossoró, com a eleição de Paulinho Freire e reeleição de Allyson Bezerra.

Em termos cumulativos, os 28 prefeitos do União Brasil obtiveram 435.171 votos.

O MDB elegeu 45 prefeitos, mas a soma de votos deles é bem inferior ao UB, com com cumulativo de 207.307 eleitores.

Ao todo, 12 partidos elegeram prefeitos nas eleições 2024, cobrindo os 167 municípios do RN.

Partidos, votos e prefeituras

União Brasil – 435.171 (28 prefeituras)

MDB – 207.307 (45 prefeituras)

PSD – 179.830 (21 prefeituras)

PP – 102.074 (20 prefeituras)

PSDB – 102.073 (15 prefeituras)

PL – 84.246 (18 prefeituras)

Solidariedade – 47.882 (01 prefeitura)

Republicano – 33.048 (04 prefeituras)

PT – 27.904 (07 prefeituras)

Podemos – 17.821 (06 prefeituras)

PDT – 10.711 (01 prefeitura)

PSB – 3.529 (01 prefeitura)

Veja AQUI o resultado eleitoral de 167 municípios no primeiro turno e Natal no segundo turno AQUI.

População que cada partido comandará

União Brasil – 37,01%

MDB – 14,2%

PSD – 13,94%

Solidariedade – 7,65%

PSDB – 7,05%

PP – 6,76%

PL – 6,52%

Republicanos – 2,69%

PT – 2,16%

Podemos – 1,12%

PDT – 0,83%

PSB – O,25%

Série Eleições 

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domingo - 22/09/2024 - 04:30h
"Farinha do mesmo saco"

“Bolsopetismo” de Mossoró é mistura estranha, mas com objetivo claro

Por William Robson

Arte ilustrativa da Origensbio

Arte ilustrativa da Origensbio

É possível pensar o bolsonarismo e o petismo juntos? Não falando exatamente da coligação que ocorre em 85 cidades brasileiras, onde o PT e o PL são aliados. Trata-se de cooperação de dois campos políticos antagônicos, quando a água e o óleo se misturam na pior das hipóteses. Em Mossoró, bolsonaristas e petistas andam de mãos dadas em situações políticas extremamente complexas.

Na cidade, a aliança é denominada de “bolsopetismo” e se manifesta de várias formas. A primeira delas deu-se quando o PT abriu mão de sua candidatura (mesmo com o suporte dos governos federal e estadual) para apoiar um candidato que foi da linha de frente da campanha do arquirrival. O presidente da Câmara, Lawrence Amorim (PSDB), pediu votos para Bolsonaro em 2022, não se identifica com o PT e até afirmou à época:

“Fui prefeito durante seis anos do governo do PT e sei que os municípios tinham muita dificuldade”, relatou em vídeo nas redes sociais, apagado após o acordo. “Os prefeitos estavam de pires na mão em Brasília. Hoje [com Bolsonaro], a realidade é outra, nenhum município tem salários em atraso, porque existe hoje mais Brasil e menos Brasília”.

Quando a governadora Fátima Bezerra (PT) e a deputada estadual Isolda Dantas (PT) apertaram a mão de Lawrence, em junho, selando o enlace, o vídeo desapareceu de suas redes. Outros, no mesmo diapasão, também.

O “bolsopetismo” celebrado irritou parte do petismo mais puro, a exemplo da secretária de Juventude do PT Mossoró, Ana Flávia, demonstrando total contrariedade (veja AQUI). Foi voto vencido. Até mesmo a vereadora Marleide Cunha (PT), feroz lutadora antibolsonarista, encarregou-se de dar um tapa no visual de Lawrence, suavizando suas convicções, a ponto de tentar dobrá-lo delas:

“Essa mentira será desconstruída, porque Lawrence é do time de Lula”, referiu-se em comício, há poucos dias, sem fazer qualquer alusão às recentes posturas do agora aliado.

Bolsonarismo e petismo se unem por conveniência e por fins que fazem ambos se tornarem palatáveis entre si. A rigor, o ex-presidente Bolsonaro tem seu candidato em Mossoró. É o empresário e ex-vereador Genivan Vale (PL). Lula, por sua vez, emerge no horário eleitoral pedindo votos para Lawrence. Parecem candidaturas adversas até perceber-se a patente união.

É o caso das vices de ambos os candidatos, que cumpriram agendas juntas e até recorreram ao “collab”, ferramenta do Instagram que permite a mesma publicação em contas diferentes. A bolsonarista-raiz Nayara Gadelha (PL), vice de Genivan, e a vereadora Carmem Júlia (MDB), vice de Lawrence, são “oponentes” que fazem campanhas unidas (veja AQUI). Ou seja, falam a mesma língua e expõem o projeto bolsopetista em que há apenas um inimigo.

Neste núcleo complexo, o inimigo é o prefeito Allyson Bezerra (UB). A expressão “inimigo” pode ser pesada, porém foi aplicada pelo agrupamento para classificar o gestor atual.

Por outro lado, o campo progressista, do qual o PT mossoroense abriu mão, segue ocupado pelo candidato Victor Hugo (UP). Ele foi o maior destaque do debate da TCM, a ponto de relacionar os candidatos bolsopetistas aos acordos mais distintos: com grupos antagônicos, oligarquias e até mesmo de integrar a gestão que agora criticam por quase sua totalidade.

“Todos aqui são farinha do mesmo saco e se passam por oposição”, afirmou ele.

Leia tambémAliança “Bolsopetista” é desmanchada por esquerda de Victor Hugo

Leia tambémCampanhas de Lawrence e Genivan fazem agenda juntas

Victor lembrou que Genivan é apoiado pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini Rosado (PP), e que Lawrence “faz parte de uma família que manda no Alto Oeste há quase 60 anos (…) e querem (sic) também mandar aqui”. Assim, não poderiam propor algo novo.

Por fim, a aliança bolsopetista agora ameniza as falas bolsonaristas de Genivan — antes considerado radical, negacionista e antivacina. E, na mesma trincheira, Lawrence virou a “esperança” lulista. Deu para entender?

Leia também: Qual o peso de Lula e Bolsonaro nas eleições de Mossoró?

William Robson é jornalista e professor. Doutor em Jornalismo (UFSC) e mestre em Estudos da Mídia (UFRN)

*Texto originalmente publicado no jornal/portal Agora RN de Natal.

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sábado - 31/08/2024 - 07:30h
Eleições 2024

Quarta pesquisa eleitoral de Mossoró será divulgada quarta-feira

Arte ilustrativa captada da página trendings

Arte ilustrativa captada da página trendings

A quarta pesquisa eleitoral dentro da campanha municipal mossoroense, deste ano, está registrada. O Instituto DataVero de Natal formalizou esse trabalho na Justiça Eleitoral, sob o número RN-06857/2024, nessa quinta-feira (29).

A divulgação acontecerá no jornal e portal natalense Diário do RN, na próxima quarta-feira (4).

Segundo o questionário da pesquisa, entrevistados se manifestam sobre disputa à Prefeitura de Mossoró, avaliação administrativa dos governos municipal, estadual e federal, além de nomes à Câmara Municipal

Veja AQUI, AQUI e AQUI resultados das primeiras três pesquisas a prefeito.

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sexta-feira - 19/07/2024 - 16:46h
Mossoró

Empresa retira registro de pesquisa e formaliza outro

Arte ilustrativa

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O Instituto Consult de Natal registrou nova pesquisa eleitoral sobre Mossoró. A formalização na Justiça Eleitoral ocorreu nessa quinta-feira (18), sob o número 03995/2024.

Os questionários estão sendo aplicados nesta sexta-feira (19) e sábado (20).

O resultado será divulgado pela 93 FM Resistência de Mossoró na próxima quarta-feira (24).

O Consult, com mais de 30 anos no mercado, já tinha registrado uma pesquisa na terça-feira (16). A 93 FM faria veiculação na segunda-feira (22). Porém, acabou recuando.

A rádio justificou a alteração: representante da pré-candidata a prefeita pelo PTB, Maria da Conceição Cesário de Souza – “Irmã Ceição”, teria cobrado colocação do nome dela como uma das opções ao cargo de prefeito, o que não existiria na planilha.

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sexta-feira - 19/07/2024 - 15:52h
Chapa majoritária

De flertes, namoros, papos, desistências e procura

Arte ilustrativa

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O Partido Liberal (PL) de Mossoró já sondou o Progressistas (PP) da ex-prefeita Rosalba Ciarlini, mas o papo morreu. Ih, faz tempo!

Antes, investiu no presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Lawrence Amorim (PSDB), que acabou se tornando adversário. Na verdade, ele foi mais além: virou pré-candidato a prefeito em nome do PT.

Com o Republicanos do vereador Zé Peixeiro, também pré-candidato à municipalidade, não rolou nem vai rolar nada.

Está de flerte com o Avante do ex-candidato a vice-prefeito Jorge do Rosário, à espera de ser correspondido. Bem-me-quer, mal-me-quer…

E, cá para nós e o povo da rua: cascavilha também seu acervo próprio de nomes para ter um vice caseiro, se todas as investidas falharem.

Até aqui, nada.

A procura continua.

O pré-candidato a prefeito da legenda, ex-vereador Genivan Vale, vira-se sozinho enquanto seu vice não vem.

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quarta-feira - 17/07/2024 - 10:32h
Disputa municipal

Sabino Neto tem 55,3% e Giliard Oliveira soma 28,5%

Pesquisa Blog Gustavo Negreiros - AgoraSei - Apodi, Estimulada para prefeito em Apodi - 17-07-2024Pesquisa Blog Gustavo Negreiros/Instituto AgoraSei no município de Apodi mostra que na corrida eleitoral a prefeito, na Estimulada, quem está à frente é Sabino Neto (MDB), com 55,3%. Os números estão postados nesta quarta-feira (17).

Em segundo vem Giliard Oliveira (PSD) 28,5%, nenhum/branco/nulo 8,8% e sem opinião/não respondeu 7,4%.

Maioria de  Sabino Neto é de 26,8 pontos percentuais.

Sabino Neto é o pré-candidato governista, apoiado pelo prefeito Alan Silveira (MDB).

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 11 de julho e ouviu 400 eleitores em Apodi RN, de 16 anos de idade e acima, nas zonas urbana e rural do município. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 4.8 pontos percentuais, para mais ou para menos sobre os resultados totais da amostra. Está registrada no TSE com a identificação RN-04986/2024.

Rejeição

Na pergunta sobre Rejeição, quem está bem à frente é Giliard Oliveira com 49,8%.

Sabino aparece com 30,5%, sem rejeição/votaria em todos 21%, sem opinião/não respondeu 4,8%.

Na questão da rejeição o Instituto Agorasei utiliza a metodologia de múltiplas escolhas. Ou seja, os entrevistados podem citar mais de um nome. Daí que a soma dos percentuais ultrapassa os 100%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 11 de julho e ouviu 400 eleitores em Apodi RN, de 16 anos de idade e acima, nas zonas urbana e rural do município. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 4.8 pontos percentuais, para mais ou para menos sobre os resultados totais da amostra. Está registrada no TSE com a identificação RN-04986/2024.

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domingo - 07/07/2024 - 09:28h

Campanha mais disputada ainda vive 56 anos depois

Por Cassiano Arruda Câmara

Campanha do "Touro" nas ruas de Mossoró em 1968 (Foto: Arquivo Relembrando Mossoró)

Campanha do “Touro” nas ruas de Mossoró em 1968 (Foto: Arquivo Relembrando Mossoró)

Depois de 56 anos, acho, que todos os fatos importantes daquela eleição já foram registrados, analisados, discutidos.

O que não diminui a importância do episódio político para hoje e para o futuro.

O assunto fluiu porque – na minha opinião – foi a maior expressão eleitoral que o RN viveu nos últimos 200 anos.

Não tenho notícia de eleição mais disputada e com tanta participação. – Em todos os sentidos.

Começando pelas lideranças politicas do município, num confronto de vida e morte: Rosados X Aluízio Alves.

Os Rosados liderados pelo senador Dix-huit, então Presidente do INDA (criador da ESAM), Escola Superior de Agricultura de Mossoró, hoje Universidade Federal Rural do Semi Árido. E candidato ao Governo do Estado em 1970

Aluízio se preparando para volta ao Governo do Estado em 1970.

A participação dos candidatos começava pelo apelidos: Vingt-un (21 no Jogo do bicho chamado de “Touro”), e Antônio Rodrigues, ex-prefeito de Mossoró, o “Capim”, personagem de um popularismo personagem de um programa de rádio do Ceará, com um personagem do Ferroviárío,  o Ferrim, que virou Capim– “é o Capim, meu filho”.

Foram as maiores disputas da história. Até a apuração.

Vitoria do Capim: 98 votos.

Eleições de 1968 (Fonte:  Vingt-un Rosado, Coleção Mossoroense):

– Antônio Rodrigues (Aena 2/verde) – 11.132 votos;
– Vingt-un Rosado (Arena 1/vermelho) – 11.034 votos;
– Maioria – 98 votos a favor de Antônio Rodrigues.

Eleito, Antônio Rodrigues fez um Governo, discreto. Formado em Direito, concluiu o curso de Medicina e tornou-se Médico. Ainda disputou eleição a estadual, mas sem êxito. Preferiu atuar em trabalho voluntário.

Vingt-un Rosado, assumiu a condição de intelectual da família Rosado, professor, escritor, palestrante e não disputou mais nenhum cargo público, à exceção da vereança em 1973, e sempre atuando ao lado dos irmãos Dix-huit e Vingt.

Para os cientistas políticos das nossas universidades, o que não falta é pauta. Começando por 56 anos depois não ter sobrado ninguém (ou sucessor) com o discurso daquela campanha inesquecível.

Antônio Rodrigues foi o nome de Aluízio à disputa memorável (Foto: Arquivo do Relembrando Mossoró)

Antônio Rodrigues foi o nome de Aluízio à disputa memorável (Foto: Arquivo do Relembrando Mossoró)

E pela primeira vez, em muitos anos, em Mossoró, se está iniciando uma campanha eleitoral sem nenhum Rosado candidato, nem nenhum sucessor de Aluízio.

Série Eleições Municipais 2024

Leia tambémConvidados especiais vão nos ajudar a entender as eleições 2024

Leia tambémUma eleição fria, por enquanto – Por Sávio Hackradt

Leia tambémA influência das ideologias e a busca pelo voto – Por Vonúvio Praxedes

Leia tambémO desafio dos adversários de Allyson Bezerra – Por William Robson

Leia tambémO que sobrou para a oposição quase quatro anos depois – Por Carol Ribeiro

Leia tambémSem Rosados divididos e sem Rosados unidos, apenas sem Rosados – Por Christianne Alves

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Cassiano Arruda Câmara é professor, jornalista e editor da coluna Roda Viva (Tribuna do Norte)

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domingo - 30/06/2024 - 13:32h

O que sobrou para a oposição quase quatro anos depois

Por Carol Ribeiro

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Em novembro de 2020, pós eleição de Allyson Bezerra à Prefeitura de Mossoró, o Blog Carol Ribeiro trazia uma interpretação das motivações da vitória do “menino pobrezinho” (veja AQUI).

O deputado de Mossoró sem muita expressão na Assembleia Legislativa conseguiu, em 45 dias de campanha eleitoral, catapultar sua imagem para o alto e se eleger na segunda maior cidade do RN com 47,52% dos votos sobre Rosalba Ciarlini (42,96%), derrotando também a ex-prefeita Claudia Regina (2,94%) e a colega de legislativo, a deputada estadual Isolda Dantas (5,86%), representante do esquerdismo.

O então “Menino pobrezinho” conseguiu se colocar como o candidato mais hábil a captar os eleitores num momento em que o mossoroense mostrava sinais de cansaço com o modelo de gestão do tradicional grupo político rosalbista, atestado na baixa popularidade da prefeita em seu quarto mandato. Allyson Bezerra, há quatro anos, não somente venceu a eleição. Ele foi o resultado da vitória do antirrosalbismo daquela quadra histórica como força política em Mossoró.

Naquele momento, a publicação analisava os desafios que Allyson teria, dali em diante, para mostrar serviço, e evitar que o eleitor num movimento pendular pudesse voltar a sentir saudade de Rosalba Ciarlini.

Começando a gestão tendo em caixa boa parte dos 147 milhões de reais que Rosalba acreditava poder usar, para seu quinto mandato, vindo dolo o jovem de 28 anos, sem fatura de campanha para pagar, se cercou de equipe técnica que o ajudou a multiplicar a popularidade alcançada na eleição.

Ao longo de quase quatro anos, fez novos aliados políticos, novos projetos e novo empréstimo. Transformou as falhas que existem nos serviços urbanos, na saúde mossoroense e na educação, em quase invisíveis, perto das obras e da propaganda que expõe nas redes sociais.

O mérito, a maior parte, fica para sua equipe de marketing, desde a alcunha do Menino pobrezinho – aproveitada das insinuações irônicas da própria Rosalba dirigida a ele ainda no começo da campanha 2020 – até se tornar ‘case’ de sucesso citado Brasil afora, como na Compol Brasil 24, um dos maiores eventos de marketing e comunicação política do país.

O prefeito deixou o rosalbismo com a vista turva, quase inerte durante os quatro anos de gestão do “Menino”. A luta, agora, é da oposição, hoje quase inexistente, para tentar reduzir os cerca de 80% de aprovação e a distância entre a Allyson e o segundo colocado em 6 de outubro, para dificultar voos mais altos do menino do Sítio Chafariz – talvez rumo a 2026.

Carol Ribeiro (Foto: Blog Carol Ribeiro)

Carol Ribeiro (Foto: Blog Carol Ribeiro)

Série Eleições Municipais 2024

Leia tambémConvidados especiais vão nos ajudar a entender as eleições 2024

Leia tambémUma eleição fria, por enquanto – Por Sávio Hackradt

Leia tambémA influência das ideologias e a busca pelo voto – Por Vonúvio Praxedes

Leia tambémO desafio dos adversários de Allyson Bezerra – Por William Robson

Ao vencer a eleição de 2020, Allyson ficou com a faca e o queijo na mão. Em quatro anos, cortou o queijo e deixou as migalhas para a oposição.

Carol Ribeiro é jornalista, editora do Blog da Carol Ribeiro e repórter política do Diário do RN

*No próximo domingo (7), mais dois convidados especiais vão escrever para a série “Eleições Municipais 2024” do Blog Carlos Santos. Aguarde.

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  • Repet
domingo - 30/06/2024 - 09:30h

O desafio dos adversários de Allyson Bezerra

Por William Robson

Allyson Bezerra assediado por dezenas de participantes do Boca da Noite 2024 Foto: BCS 29/06/2024)

Allyson Bezerra assediado por dezenas de participantes do Boca da Noite 2024 (Foto: BCS 29/06/2024)

Terminado o Mossoró Cidade Junina (MCJ) e o balé de drones do Alok, as atenções se voltam para a campanha e para as eleições municipais. Alguns movimentos foram dados neste primeiro semestre, sobretudo, da oposição, no intuito de se organizar, algo que tem se mostrado desafiador. Os nomes que surgiram até agora não emplacam nas pesquisas recentes. Isso não quer dizer que o cenário está cristalizado. Será uma eleição fácil para o atual prefeito, Allyson Bezerra? A composição da oposição pode ajudar a entender.

Na última sondagem, publicada em maio pelo jornal natalense Agora RN, realizada pelo Instituto Exatus, Allyson alcançou 73% das intenções de voto. Todos os demais candidatos somados (sete ao todo) tiveram 19,38%. O detalhe deste levantamento é que o nome do presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim, também foi submetido ao escrutínio. Apareceu com 1,63% das intenções de voto. Porém, é provável que, nas próximas pesquisas, ele surja em situação um pouco mais favorável.

Um pouco melhor, porém nada surpreendente diante das alianças firmadas por ele. Lawrence apareceu no Pingo da Mei Dia, no começo deste mês, de mãos sobrepostas com a governadora Fátima Bezerra e a deputada estadual Isolda Dantas. O que a imagem demonstrava, no olhar semiótico, foi confirmada em seguida. Isolda deixou sua condição de pré-candidata para apoiar o candidato tucano, movimento aprovado pelo seu partido, embora com forte resistência interna.

O passado “bolsonarista” de Lawrence, ao apoiar abertamente a reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro, e críticas contundentes ao PT, gerou cisma entre integrantes da legenda.

Rapidamente Lawrence se movimentou para apagar o passado nas redes sociais. A vereadora Marleide Cunha, que referendou o acordo, foi para o rádio passar um sabão. “Já pensou se eu tiver que rotular 45 mil pessoas que votaram em Bolsonaro e não puder dialogar com elas? Lawrence fez campanha, votou em Bolsonaro, mas ele não tem o perfil”, suavizou, em entrevista ao jornalista Saulo Vale na Rádio Rural, no último dia 21. Ela ainda reforçou seu argumento em defesa desta união. O objetivo é enfrentar a “ameaça à democracia”, ou seja, o prefeito de Mossoró pode, segundo ela, ser protagonista de ruptura institucional no país.

Marleide teve coragem de submeter-se ao constrangimento. Isolda ainda não. A retirada de sua candidatura foi motivada por agravante que recairá sobre as costas de Lawrence: sua alta taxa de rejeição. Ela é a mais rejeitada entre todos os candidatos, segundo a última pesquisa da Exatus. Por esta razão, anunciou apoio a Lawrence no estilo envergonhado.

Isolda dividiu o PT e Lawrence seus eleitores, sobremaneira, os mais conservadores. Isso não deve implicar em erosão de votos baseados na última sondagem da Exatus. O apoio da governadora e até da diminuta parcela da esquerda há de dar um respiro ao presidente da Câmara. Não se sabe se o suficiente para uma polarização. O que se vê nos bastidores é que a governadora começou a fechar alguns acordos diante da nova aliança, como a substituição na supervisão regional do Detran, agora sob o comando de Lawrence e seu grupo, liderado pelo tio e deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (PSDB).

O fator Lula pode influenciar? O presidente foi o campeão de votos em Mossoró, mas se isso fosse considerado, a candidata seria Isolda, não Lawrence. Embora no melhor momento para o PT local, sob anteparo dos governos estadual e federal, a deputada não incorporou a aura do líder maior. Amarga dobrar-se a quem pediu voto para o seu arquirrival visceral.

Mesmo assim, está demonstrada até aqui esta oposição como a mais proeminente. Coalizão inusitada a qual suas lideranças buscam se ajustar, sobretudo, o campo da esquerda ao impor nova narrativa aderente à direita.

Por outro lado, será que a ex-prefeita Rosalba Ciarlini tenderá a se integrar a este acordo, como cogitada, tornando o quadro ainda mais exótico? Isso porque o rosalbismo, em flerte com o PL de Genivan Vale, parece ter retrocedido. Genivan, por sua vez, apresenta sinais vitais ao contratar o marqueteiro João Maria Medeiros para a sua campanha. Correndo por fora, Zé Peixeiro (Republicanos) ainda segura sua pré-candidatura (ainda).

William edita página com seu nome (Foto: Reprodução)

William Robson (Foto: Reprodução)

Série Eleições Municipais 2024

Leia tambémConvidados especiais vão nos ajudar a entender as eleições 2024

Leia tambémUma eleição fria, por enquanto – Por Sávio Hackradt

Leia tambémA influência das ideologias e a busca pelo voto – Por Vonúvio Praxedes

Os elementos colocados até aqui se configuram nas estimativas das pesquisas recentemente apresentadas.

Há favoritismo do prefeito, sim, como apontam as sondagens.

Há inconsistência dos adversários e das alianças.

E há muitas incertezas também.

William Robson é professor, jornalista e editor do Blog William Robson

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terça-feira - 25/06/2024 - 14:30h
Oeste do RN

Ex-prefeito tem dianteira em pesquisa à sucessão municipal

Pesquisa Blog Gustavo Negreiros-Agora Sei - Prefeitura de Patu - Estimulada Ednardo Moura - 25-06-2024Pesquisa divulgada nesta terça-feira (25) pelo Blog Gustavo Negreiros, com números do Instituto AgoraSei, aponta dianteira do ex-prefeito Ednardo Moura (MDB) na corrida sucessória em Patu, região Oeste do RN.

Na questão Estimulada, Doutor Ednardo tem 52% dos eleitores ouvidos, enquanto Valdemar Bruno Lima Dantas (PP), o “Bruno de Carrapicho”, seu provável adversário nas urnas, é citado por 31,5%.

As pessoas ouvidas que afirmam votar branco ou nulo somam 8%. Já aquelas sem opinião ou que não responderam correspondem a 8,5% do total de entrevistados.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de junho e ouviu 400 eleitores em Patu RN, de 16 anos de idade e acima, nas zonas urbana e rural do município. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 4.8 pontos percentuais, para mais ou para menos sobre os resultados totais da amostra. Está registrada no TSE com a identificação RN-00894/2024.

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domingo - 23/06/2024 - 11:24h

A influência das ideologias e a busca pelo voto

Arte do IA

Arte do IA

Por Vonúvio Praxedes

As eleições municipais funcionam diferente das gerais. É muito mais fácil você encontrar nas ruas um candidato a vereador do que um que disputa vaga ao Senado Federal, Governo Estadual ou Presidência. As demandas urbanas que interferem diretamente em nosso cotidiano, são aquelas onde normalmente as soluções partem dos gestores que conhecemos, onde moram e sabemos a rotina política.

É mais comum ver um prefeito passando na rua pedindo voto tendo contato direto com os eleitores. Esta obviedade mostra que nos municípios votamos em pessoas conhecidas e pouco em partidos. As cores definem os grupos, mas os nomes nos ligam e conquistam. Falar em ideologia quando tratamos em escolha de vereador(a) e prefeito(a) é algo distante no aspecto convencimento. Talvez fosse mais fácil o eleitor se sentir repelido que atraído em meio às falas normalmente destacadas no debate Nacional. Essa é uma compreensão de massa, mas é claro que existem aqueles críticos fundamentalistas que enxergam primeiro o lado ideológico.

Neste momento é interessante deixar as teorias ideológicas daqueles que nas cadeiras acadêmicas se debruçam sobre Antoine Destutt de Tracy ou Karl Marx para a lógica diária de quem vive política municipal, aquela raiz. Isso porque a ideologia não é fácil de ser compreendida no aspecto teórico nem mesmo por quem estuda este assunto.

Imagine, portanto, como alguém que sequer tem estudos elementares conseguiria apropriar-se deste pensamento crítico para embasar a definição de voto ou cobranças de políticas públicas. Aos de classes mais abastadas, onde talvez isso pudesse ser mais bem consumido e compreendido, existe um enviesamento do pensar.

Certamente, a conduta mais ideológica em termos da famigerada “pauta de costumes” pode causar tanta controvérsia, quanta desinformação, justamente pela falta de preparo dos que dela se apropriam. E veja que os vieses forjados não são limitados a um lado da balança, mas de ambos os espectros dominantes, esquerda e direita.

Existe um esforço por parte do bolsonarismo para reivindicar a propriedade dos assuntos mais “conservadores” em detrimento daquilo que é apontado como pautas lulistas dos valores encabeçados e defendidos pela esquerda. Comum entre os dois lados é a busca pelo populismo que abraça grandes multidões trazendo um efeito de manada, onde tópicos se confrontam e mantêm a separação das defesas, não permitindo a coexistência, mas tão somente protagonismo único.

Certo x errado; Bem x mal; Deus x diabo. Cada lado querendo estar do lado da sua verdade absoluta.

Estrategicamente, nenhum candidato a vereador ou prefeito vai chegar numa visita de campanha na casa quem não conhece, para esbravejar a defesa nacional de Bolsonaro ou Lula. Primeiro pede voto para si, deve falar das necessidades locais e soluções viáveis, além das tradicionais promessas.

Vonúvio Praxedes Foto: Arquivo)

Vonúvio Praxedes (Foto: Arquivo)

Se, e somente se, achar que pode entrar neste quesito, podendo emitir alguma posição, e com isso fazer necessariamente parte do convencimento usará o argumento ideológico do embate nacional.

“Você vota em mim e mais adiante a gente fala sobre Lula e Bolsonaro”. Escutaremos assim nos pedidos de votos este ano. Basicamente, o eleitor nos municípios votam em nomes conhecidos e por serviços prestados.

Claro que os eleitos em 2024 darão sustentação à votação de 2026, mas este é assunto para um outro momento.

Vonúvio Praxedes é jornalista com atuação no Grupo TCM (rádio 95 FM e TCM Canal 10) e editor do Diário Político

Série Eleições Municipais 2024

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terça-feira - 04/06/2024 - 14:30h
Eleições 2024

Mossoró tem 184.815 pessoas aptas a votar este ano

Município tem colégio eleitoral abaixo de 200 mil votantes ainda (Foto: PMM/Arquivo)

Município tem colégio eleitoral abaixo de 200 mil votantes ainda (Foto: PMM/Arquivo)

Do Blog Regy Carte

Mossoró tem 184.815 pessoas aptas a votar na eleição de 6 de outubro deste ano, conforme dados apurados hoje (4) na Justiça Eleitoral. O processamento do eleitorado para 2024 está em fase final. Terminará até o fim deste mês.

“Mas as mudanças são mínimas a partir do fechamento de maio”, informa o chefe do cartório da 34ª Zona Eleitoral, Márcio Oliveira. Ele se refere ao fim do prazo para cadastro eleitoral este ano, em 9 de maio.

Dessa forma, com 184.815 eleitores e eleitoras, Mossoró registra praticamente o mesmo aumento verificado de 2016 para 2020: 8.600 novos eleitores.

Também é possível, com essa informação, vislumbrar com mais precisão, em matéria de números, o cenário da sucessão mossoroense.

Pela média das últimas duas eleições municipais (2016 e 2020), Mossoró deve ter este ano 154 mil comparecimentos às urnas (83%) e 145 mil votos válidos (78%).

Proporcional

O quociente eleitoral à Câmara, assim, deve ficar entre 6.900 e 7.000 votos. Esse é o mínimo para um partido conquistar, de forma direta, uma cadeira na Casa.

Para concorrer a uma vaga no sistema de sobras (80% dos votos válidos), cada legenda precisa somar aproximadamente 5.500 votos.

E, para se habilitar na disputa a essas sobras (20%), o (a) candidato (a) a vereador (a) precisa obter algo em torno de 1.380 votos, no mínimo.

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quarta-feira - 22/05/2024 - 10:40h
Sucessão

Uma campanha sem Rosado em Mossoró

Foto ilustrativa

Foto ilustrativa

A campanha municipal de Mossoró de 2024 está se desenhando com várias características incomuns à história das contendas municipais, em décadas, pelo desenho visto até agora. Uma delas, é a enorme possibilidade de não ter sequer um integrante da oligarquia Rosado em cabeça de chapa, a vice ou alguém escolhido por sua iniciativa para representá-la.

A banda Rosado capitaneada pela ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) jogou a toalha. Nem a vereador (veja AQUI) terá candidato. O sistema político liderado pelo ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PP), também não. Sua mulher, a ex-prefeita (quatro vezes), ex-senadora e ex-governadora Rosalba Ciarlini Rosado (PP) não encontrou condições mínimas para tentar levantar voo. Deve ‘terceirizar’ o apoio.

O modelo oligárquico ortodoxo que produziu uma mentalidade de “eugenia política”, ou seja, de pureza e crença de superioridade com base apenas no sobrenome Rosado, está em xeque há vários anos. O grande baque foi em 2020. No momento, a família e suas vertentes políticos não possuem sequer um mandato eletivo. É improvável que o tempo rebobine a partir deste ano, para se repetir como no passado de glória. Passou.

Desde 1948, os Rosados pontificavam na política de Mossoró, a partir da eleição de Dix-sept Rosado a prefeito e seu irmão Vingt Rosado a vereador. Direta ou indiretamente, venceram quase todos os pleitos municipais até 2016 – ou seja, 68 anos de poder.

Três derrotas

Do fim dos anos 40, para cá, apenas três derrotas na conta em 20 eleições municipais: 1968 quando Vingt-un Rosado foi superado por Antônio Rodrigues de Carvalho; 2014, em pleito suplementar, vencido com facilidade pelo prefeito interino Francisco José Júnior (PSD), deixando Larissa Rosado (PSB) bem atrás (veja AQUI); e 2020, quando o deputado estadual Allyson Bezerra (SDD, hoje no UB) desbancou Rosalba do sonhado quinto mandato (veja AQUI).

Na eleição suplementar de 2014, pela primeira vez em 26 anos, o “rosalbismo”, derivação do rosadismo, não participou de uma eleição municipal com candidatura a prefeito com nome e sobrenome ou engendrando uma chapa. A história deve se repetir neste 2024.

Quanto ao rosadismo, ou “sandrismo”, a desnutrição tem um marco também em 2014, mas numa sequência acelerada. De lá até aqui, ladeira abaixo. Em 2016, saiu do papel de principal referência de oposição e topou se unir a Carlos Augusto e Rosalba (veja AQUI). Virou força-auxiliar de quem combateu durante décadas, e apenas elegeu Sandra Rosado como vereadora. Atrás de si, ela e seu grupo viram outros nomes assumindo o campo oposicionista no teatro de guerra.

Em 2020, o rosadismo-sandrismo almejava ser vice de Rosalba, como sonhou em 2016. Contentou-se em ter a ex-deputada estadual Larissa Rosado eleita como vereadora, depois cassada.

Nada mesmo sinaliza que 2024 possa ser o ano da renascença. De tudo falta um pouco: meios, votos e, principalmente, coragem. Tudo passa.

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terça-feira - 07/05/2024 - 22:50h
Eleições municipais

Grupo de Sandra e Larissa ainda não definiu apoios

Paciência, calma, tempo, dia a dia , cotidiano - foto ilustrativaReunidas com correligionários e antigos seguidores, as ex-deputadas Sandra Rosado (PSB) e Larissa Rosado (PSB) pediram um tempo.

Depois comunicarão quem vão apoiar às eleições municipais deste ano em Mossoró.

Todos fiquem em compasso de espera.

Ninguém do rosadismo será candidato a cargo eletivo em 2024.

Isso está definido.

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  • Repet
quinta-feira - 23/11/2023 - 19:30h
Eleições 2024

Deputado estadual apresenta pré-candidatura a prefeito

Eduardo já foi prefeito de Maxaranguape (Foto: João Gilberto)

Eduardo já foi prefeito de Maxaranguape (Foto: João Gilberto)

O deputado estadual Luiz Eduardo (SDD) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, durante sessão ordinária desta quinta-feira (23) para anunciar o lançamento da sua pré-candidatura à prefeitura de Natal nas próximas eleições municipais. De acordo com o parlamentar, sua principal bandeira será colocar Natal em novo patamar de desenvolvimento.

“Temos um projeto que vai modernizar Natal. Elevar a cidade para um patamar no setor turístico, na mobilidade urbana, na segurança, promovendo novas oportunidades. Não precisamos voltar para o que não deu certo. Precisamos pensar grande essa cidade. Com uma administração moderna. Uma cidade boa para o natalense”, informou.

Luiz Eduardo falou sobre a sua experiência com a administração pública, quando foi prefeito do município de Maxaranguape e na iniciativa privada. “Natal tem uma boa opção de centro-direita com projeto de trabalharmos pautas importantes e com o objetivo de construir uma cidade boa para todo mundo”, destacou.

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sexta-feira - 10/11/2023 - 16:30h
Abstenções

Uma multidão que pode decidir em 2024

Foto ilustrativa

Foto ilustrativa

Nas eleições municipais passadas, 2020, o total de abstenções chegou a 30.181 (17,15%) eleitores, enquanto que em 2016 atingiu 22.683 (13,59%) votantes.

Foram 7.498 eleitores a mais que preferiram não votar, numa comparação com a disputa municipal anterior.

Qual será o destino dessa multidão em 2024? Por que tanta gente decidiu tomar distância das urnas?

Estudar em profundidade esse fenômeno pode dizer muito o que fazer para cativá-los no pleito municipal do próximo ano.

Veja abaixo quadro eleitoral majoritário final de 2020 e 2016, as últimas duas eleições em Mossoró:

Eleições 2020

– Allyson Bezerra (Solidariedade) – 65.297 (47,52%)
– Rosalba Ciarlini (PP) – 59.034 (42,96%)
– Isolda Dantas (PT) – 8.051 (5,86%)
– Cláudia Regina (DEM) – 4.046 (2,94%)
– Professor Ronaldo Garcia (Psol) – 611 (0,44%)
– Irmã Ceição (PTB) – 378 (0,28%)
– Brancos – 2.282 (1,57%)
– Nulos – 6.052 (4,15%)
– Válidos – 137.417 (94,28%)
– Eleitores Aptos – 175.932
– Abstenção – 30.181 (17,15%)
Maioria Pró-Allyson Bezerra de 6.263 (4,56%).

Eleições de 2016

– Rosalba Ciarlini (PP) – 67.476 (51,12%)
– Tião Couto (PSDB) – 51.990 (39,39%)
– Gutemberg Dias (PCdoB) – 11.152 (8,45%)
– Josué Moreira (PSDC) –  1.370 (1,04%)
– Francisco José Júnior (PSD) – 602 (Votos inválidos)
– Branco – 2.974 (2,06%)
– Nulo – 9.416 (6,54%)
– Válidos – 131.988 (91,40%)
– Eleitores Aptos – 167.120
– Abstenção – 22.683 (13,59%)
Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 15.486 (11,73%).

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quinta-feira - 09/11/2023 - 11:30h
Sem adversários

Ex-prefeito pode emplacar o 7º mandato em prefeitura

Abelardo tem o neto como atual vice-prefeito (Foto: Web)

Abelardo tem o neto como atual vice-prefeito (Foto: Web)

A oposição que se vire, faça alguma coisa. Tente, invente, se reinvente. Apareça. Porém, tudo indica que a campanha municipal do próximo ano em Alto do Rodrigues não terá surpresa.

O governismo desse município do Vale do Açu apresentará o ex-prefeito Abelardo Rodrigues Filho (União Brasil), 75, à luta pelo sétimo mandato como governante local.

Isso mesmo. O sétimo.

Seu pupilo e atual prefeito, Nixon Baracho (PSDB), não quer arriscar uma revolta para se confrontar com o líder Abelardo Filho, o “Papai.” Não lançará ninguém mais próximo à corrida eleitoral.

Ex-vereador, Baracho tem consciência que foi eleito no pleito suplementar em dezembro de 2019 (veja AQUI) e, reeleito em 2020, no rastro do prestígio do ex-prefeito.

Sua sobrinha Nayra Baracho é quem vai representá-lo na chapa. Assim, como Abelardo Neto (UB), seu vice, representou o avô nas eleições municipais de 2020..

O caminho costurado de lado a lado, para manter governismo unido e com uma candidatura forte, é a comunhão de interesses e esforços. E assim será. A menos que ocorra um grande imprevisto.

Porém, quem conhece Nixon e Abelardo não tem dúvidas: está amarrado.

Então, tá!

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segunda-feira - 06/11/2023 - 21:30h
Nùmeros

Cada lado da polarização esconde números de sua pesquisa

pesquisa, sondagem, cargos,Os dois lados que polarizam a política de Areia Branca – sem espaço para terceira força alguma – estão com pesquisas em mãos.

Ninguém trabalha sem elas, sem essa bússola, apesar da importância do casa a casa, do olho no olho.

E num ponto estão empatados: nenhum dos concorrentes deixa transpirar números, informações mais claras ou mesmo mínimas sobre o que suas pesquisas “falam” agora.

De um lado, o ex-deputado estadual e ex-prefeito Souza Neto (ainda no PSB) é o nome declarado à prefeitura pela oposição.

No governismo, se não ocorrer qualquer imprevisto, será o médico e atual vice-prefeito Bruno Filho (MDB).

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quinta-feira - 02/11/2023 - 06:22h
Campanha municipal

Sem saída, rosadismo e rosalbismo sonham com a sombra do PT

Ilustração mptendas

Ilustração mptendas

Depois que ‘se uniram’ em 2016 (veja AQUI), após 28 anos de confrontos eleitorais municipais, os grupos Rosado e Rosalbista estão fadados à mesma sombra em 2024. Isso, apesar de não se afinarem mais desde o fim das eleições locais passadas – 2020, quando se distanciaram um do outro.

O palanque do PT terá tenda curta, mas ainda assim o bastante para acomodá-los como apoiadores do nome à Prefeitura de Mossoró pela legenda da governadora Fátima Bezerra. Ou o PT não terá candidato a prefeito?

Terá.

Sem um único mandato eletivo na atualidade, ou meios à disputa majoritária, esses sistemas políticos – vindo de uma mesma raiz familiar – não têm saída.

É pegar ou se largar por aí em alguma aventura.

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segunda-feira - 26/06/2023 - 04:38h
2024

O PT com juízo tem um rumo na sucessão municipal

cabeça, doutrinamento, cérebro, diálogo, informaçãoUma ala do PT de Baraúna delira, acreditando que tem musculatura para uma candidatura própria à prefeitura em 2024.

Outra, majoritária e, com juízo, pensa diferente.

O apoio à prefeita Divanize Oliveira (PSD), nome à reeleição, é mais sensato.

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  • Repet
terça-feira - 20/06/2023 - 23:42h
2024

Marleide Cunha tem missão especial para a sindicalista Eliete Vieira

Allyson recebeu Eliete , Marleide e outros diretores na sexta-feira, mais uma vez, no Palácio da Resistência (Foto: PMM)

Allyson é o atual prefeito e provável candidato à reeleição; Eliete é o nome de Marleide à vereança (Foto: arquivo)

Nos intramuros da Câmara Municipal de Mossoró nesta quarta-feira (20) de sessão tensa antes, durante e depois de realizada, foi possível ouvir eco de plano ousado para a campanha de 2024. A vereadora Marleide Cunha (PT) quer mesmo alçar voo maior. Se deixarem, vai.

A projeção que ganhou na oposição nas últimas semanas é para fazê-la pensar em concorrer mesmo à Prefeitura de Mossoró, confrontando-se com o prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade) – veja AQUI.

E nada é por acaso. Tudo feito “com régua e compasso”, como costumava ilustrar o jornalista Canindé Queiroz (in memoriam) em seu jornal Gazeta do Oeste, coluna “Penso, logo…”

Apesar de ser diretora em suposto papel secundário no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), ela praticamente afastou a presidente de direito da entidade, Eliete Vieira, das discussões sobre o PL 17/2023, que botou oposição contra governo. Procurou evitar ciumeira de outros vereadores oposicionistas.

Por quê? Simples. Se abrir caminho no minado terreno de tendências que se entrechocam, no PT local, como candidata à municipalidade, Marleide quer Eliete em seu lugar. Eliete vereadora.

Já a presidente, a princípio, não se entusiasma. Faz confissões aqui e ali a outros interlocutores, apontando para um fim na luta sindical após término do atual mandato. Quer ensarilhar armas. Descansar.

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sábado - 17/06/2023 - 16:48h
Campanha 2024

PT junta representantes de municípios do Polo Oeste

Reunião ocorreu em Mossoró neste sábado (Foto: Assessoria)

Reunião ocorreu em Mossoró neste sábado (Foto: Assessoria)

O Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte (PT) promoveu uma reunião estratégica com representantes de Mossoró e nove municípios da região, incluindo Serra do Mel, Baraúna, Upanema, Tibau, Grossos, Areia Branca, Governador Dix-Sept Rosado, Pendências e Porto do Mangue.

O encontro realizado neste sábado (17) em Mossoró e teve como objetivo fortalecer a organização partidária e abordar questões cruciais para o futuro do partido no estado.

A organização do Polo Oeste do PT, a relação com os partidos da federação e as estratégias para a eleição de 2024 também foram discutidas. Os participantes enfatizaram a importância de fortalecer diálogo com as demais legendas para construir uma estratégia política sólida e alcançar sucesso nas próximas eleições.

Na ocasião foi debatida ainda a participação do partido no processo do Plano Plurianual (PPA) estadual que acontecerá dia 28 em Mossoró.

A deputada estadual Isolda Dantas, presidente da sigla em Mossoró, destacou a batalha pela prioridade da duplicação da BR 304.

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