quinta-feira - 11/09/2025 - 23:48h
Celebração

Sessão solene na ALRN marca os 20 anos da Ufersa

Diversas pessoas foram homenageadas na sessão solene (Foto: João Gilberto)

Diversas pessoas foram homenageadas na sessão solene (Foto: João Gilberto)

A tarde desta quinta-feira (11), na Assembleia Legislativa do RN, foi de celebração pelos 20 anos da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). Proposta pelo deputado Neilton Diógenes (PP), a sessão solene contou com a presença de autoridades do Governo do Estado, da Prefeitura de Natal e da OAB/RN, além do reitor da Ufersa, Rodrigo Nogueira, do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra e do deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB).

Após as apresentações dos membros da mesa, o propositor da homenagem iniciou seu discurso externando sua admiração pela universidade.

“É com enorme alegria e profundo respeito que me dirijo a esta Casa, hoje, para celebrar os 20 anos da Universidade Federal Rural do Semiárido. Duas décadas se passaram desde a publicação da lei que transformou um sonho em realidade e deu vida a uma das mais importantes instituições de ensino superior do Nordeste”, destacou.

Segundo o parlamentar, nesses 20 anos, a Ufersa não apenas abriu portas para milhares de jovens, mas também ajudou a mudar a história do semiárido potiguar.

“A universidade se expandiu, ultrapassou os limites de Mossoró, e chegou a Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros, interiorizando o ensino, multiplicando oportunidades e garantindo que a educação de qualidade estivesse mais perto da nossa gente”, acrescentou.

Falando sobre os desafios enfrentados pela instituição ao longo de sua história, o deputado elencou cortes orçamentários, crises administrativas e ameaças “que colocaram em risco conquistas históricas”.

“Mas a Ufersa nunca recuou do seu propósito, graças – inclusive – às pessoas que estão sendo homenageadas hoje”, frisou.

Finalizando seu discurso, Neilton Diógenes afirmou que a celebração não é apenas de uma data, “mas de uma trajetória que honra o Rio Grande do Norte e o Brasil”.

“A Ufersa é – e continuará sendo – um patrimônio do povo potiguar. E eu reafirmo aqui o meu compromisso de defender, valorizar e fortalecer esta instituição que tanto contribui para o desenvolvimento da nossa terra. Que venham os próximos 20, 40, 100 anos, com ainda mais ciência, oportunidades e histórias de superação e conquistas. Parabéns, Ufersa! Parabéns a todos que fizeram e fazem parte desta caminhada. Obrigado!”, concluiu.

Reitor mostra avanços

Em seguida, o atual reitor da universidade – e representante dos homenageados – Rodrigo Nogueira de Codes, começou sua fala contanto um pouco da origem da Universidade Federal Rural do Semiárido.

“A antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) foi criada em 1967 e, no ano seguinte, já formou sua primeira turma, a de Agronomia. Em 1994, o curso de Medicina Veterinária foi criado (segundo da instituição), sendo ainda o único curso público de Veterinária do Estado. Em julho de 2005, a Esam se transformou em Ufersa, crescendo e se capilarizando pelo interior potiguar. Agora em 2025, portanto, celebramos os 20 anos de transformação em universidade federal. Além dos quatro campus (Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros), a Ufersa está presente em várias cidades-polo de educação a distância, com seus cursos de licenciatura EAD”, detalhou.

Segundo o reitor, a Ufersa vem se saindo vitoriosa na sua missão de produzir e difundir conhecimentos na educação superior pelo Semiárido, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e preparando profissionais para atender à sociedade.

“Nos 20 anos de Ufersa, nós já temos 17 mil pessoas formadas em cursos de graduação; em pós- graduação stricto sensu, já foram diplomadas 3.100 pessoas (2.600 em mestrado e 520 em doutorado); e nas especializações tivemos 3.300 formados. Então, é um montante impressionante. São mais de 23 mil egressos, e isso reflete a qualidade da nossa formação, que contribui com a transformação da nossa região do semiárido”, afirmou.

De acordo com Rodrigo Nogueira, a universidade possui 47 cursos de graduação, em diversas áreas de conhecimento: ciências agrárias, biológicas, exatas e naturais, humanas, sociais aplicadas, engenharias, linguística, letras e artes. E, muito em breve, estaremos abrindo o curso de psicologia tão esperado pela nossa sociedade acadêmica”, revelou, acrescentando que a comunidade da Ufersa conta atualmente com quase 12 mil alunos de graduação e aproximadamente 1 mil estudantes de pós-graduação, além de mais de 700 docentes.

O reitor falou também sobre os avanços da universidade em termos de inovação, inclusão e internacionalização.

“Atualmente nós possuímos 22 convênios de cooperação. E, dos 47 cursos, três possuem uma acreditação internacional pelo Mercosul”, disse.

Rodrigo Nogueira destacou ainda que o maior patrimônio da Ufersa são as pessoas comprometidas com a universidade e a sociedade. “A nossa instituição possui hoje aproximadamente 1.300 servidores, entre professores e técnicos. No último ano, demos posse a 60. E em breve anunciaremos um novo concurso para ambos os cargos”, garantiu.

Finalizando sua fala, o reitor ressaltou que seu grande sonho é construir o hospital universitário da Ufersa, em Mossoró.

“E para isso eu conto com o apoio de todos vocês. Sabemos que a nossa universidade tem um importante papel com o desenvolvimento, a justiça social, a inclusão e a pluralidade da região. E os expressivos números apresentados são resultado de muita dedicação e compromisso de pessoas que acreditam na educação como instrumento de transformação de vidas. Como diz o lema da Ufersa, ‘a ciência floresce através da terra seca’. Vida longa à nossa Ufersa! Muito obrigado a todos”, concluiu o reitor.

Ao final da solenidade, o deputado Neilton Diógenes enalteceu novamente a importância da universidade para o Rio Grande do Norte.

Homenageados:

Allyson Leandro Bezerra Silva

Daniel Freitas Freire Martins

Felipe de Azevedo Silva Ribeiro

José de Arimatea de Matos

Marcilene Vieira da Nóbrega

Marcos Antônio Bezerra de Medeiros

Roberto Vieira Pordeus

Rodrigo Nogueira de Codes

Shirlene Kelly Santos Carmo

Thiago Henrique Gomes Duarte Marques

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Categoria(s): Política
domingo - 31/10/2021 - 13:22h

A revolução da fruticultura irrigada e o papel científico de uma instituição

Por Josivan Barbosa

Faltam menos de 30 dias para a realização da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2021. Uma questão que vamos precisar explicar para os nossos visitantes é como a região polarizada por Mossoró conseguiu se tornar competitiva no negócio de frutas tropicais ao ponto de conquistar mercados exigentes como o dos EUA e da União Europeia.

O sucesso da nossa agricultura irrigada passa por muitas mãos, mas não podemos esquecer do pioneirismo de empresas como a MAISA, Frunorte, Agro Now, Fazenda São João e o grupo dos japoneses que saiu de São Paulo para Petrolina e depois veio para a região de Baraúna.

Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)

Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)

Muitas pessoas perguntam quais as razões do sucesso da agricultura irrigada nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN) e outras circunvizinhas. No início dos anos 80, havia apenas uma agroindústria de sucesso na fruticultura, a MAISA (Mossoró Agroindustrial SA) que cultivava caju.

Na microrregião do Vale do Rio Açu (RN), as experiências com a fruticultura estavam apenas se iniciando, pois a região apresentava sérias limitações com água, o que melhorou a partir da inauguração da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no ano de 1982. Nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN), não havia experiências de êxito ligadas à atividade de produção de frutas irrigadas.

O papel da ESAM

Sem querer atribuir o sucesso unicamente aos esforços da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje, Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), é preciso reconhecer que, obrigatoriamente, esta instituição teve importância ímpar no processo.

Em 1979, a direção da antiga Esam conseguiu aprovar, juntamente com mais cinco universidades do Nordeste, que tinham competência instalada na área de Ciências Agrárias (UFC, UFPI, UFRPE e UFPB), um importante projeto de desenvolvimento tecnológico dentro do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Nordeste (PDCT). A instituição foi contemplada com recursos da ordem de 45 milhões de dólares por um período de cerca de seis anos.

Os recursos eram provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Governo Brasileiro, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na proporção de 1:1. Foi o maior projeto da história dessa instituição de ensino superior. Os principais benefícios para o desenvolvimento da nossa instituição foram esses:

  • Contratação de 110 profissionais de nível médio e superior (laboratoristas, engenheiros agrônomos, trabalhadores de campo, motoristas, técnicos de informática e técnicos agrícolas)
  • Construção dos Laboratórios de Água, Solos e Hidráulica
  • Construção da Biblioteca Central Orlando Teixeira
  • Aquisição de inúmeros equipamentos científicos de apoio à pesquisa
  • Ampliação do Laboratório de Sementes
  • Ampliação dos Laboratórios de Alimentos
  • Instalação de módulos demonstrativos de irrigação nos municípios de Touros, João Câmara, Mossoró, Baraúna, Gov. Dix-Sept Rosado, Pau dos Ferros, São Miguel, Zé da Penha e Rafael Fernandes. Os módulos eram instalados em áreas particulares, após rígido trabalho de seleção dos beneficiados feito pelos pesquisadores.

Experimentos da Esam

A instituição instalou experimentos de pesquisa em várias microrregiões do Estado. Cada módulo demonstrativo era composto de uma área irrigada (2 a 4 hectares de fruteiras – banana, mamão, goiaba, graviola e maracujá), apicultura, sequeiro (capim buffel) e caprinos (10 matrizes e um reprodutor).  Após três anos de instalação dos módulos, eram feitas avaliações. A área de sequeiro mostrou-se ineficiente. A única área de sequeiro que revelou bom rendimento para o produtor foi o plantio de abacaxi no município de Touros (RN).

O abacaxi foi testado na área do Sr. José Joventino.  Aquele produtor cultivou o abacaxi com sucesso por vários anos. Em Touros já havia uma experiência de sucesso de um produtor oriundo do município de Sapé (PB). Na época, a região plantava apenas 180 hectares de abacaxi. Após os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos técnicos da antiga Esam houve um considerável aumento da área cultivada com abacaxi, atingindo o pico de cerca de três mil hectares no início da década de 2000, incluindo os municípios de Ielmo Marinho, Pureza e Touros.

Nas áreas de sequeiro com capim buffel e algaroba não houve registro de nenhum caso de sucesso. A apicultura foi regular e o destaque ficou por conta das áreas irrigadas, nas quais o produtor conseguia excelentes rendimentos. Um bom exemplo de sucesso foi o plantio de bananeira em consórcio com tomate. Uma das culturas que, também, mostrou excelente rendimento foi o mamão formosa. A cultura que se mostrou mais rentável para o produtor foi a banana, seguida de goiaba, graviola, mamão e maracujá. O sistema de irrigação utilizado era o xique-xique (mangueira de polietileno com furos e vazão de 45 – 50 L/h).

Pesquisas de sucesso

O sucesso obtido nos experimentos da Esam com a cultura do mamão, é, em parte, responsável pelo incremento no cultivo desta fruteira nos últimos anos nos Estados do RN e Ceará.  O cultivo do mamão formosa ampliou-se das microrregiões de Mossoró (RN) e, mais especificamente, no município de Baraúna e no Baixo Jaguaribe (CE), incluindo os municípios de Quixeré e Limoeiro do Norte, para as microrregiões do Vale do Açu, Upanema, Apodi, Felipe Guerra, entre outras.

Um dos maiores produtores dessa fruta em Baraúna (RN), era o engenheiro agrônomo Wilson Galdino de Andrade, agrônomo egresso da antiga Esam e, não por coincidência, o técnico executor das pesquisas nos módulos instalados no projeto piloto em 1979.

Na região Agreste (RN), no município de Ceará Mirim, no início dos anos 2000 se instalaram três conceituadas empresas produtoras de mamão papaia (Caliman, Gaia e Batia) cuja produção era predominantemente exportada pelo Porto de Natal para a Europa e Estados Unidos. A agroindústria Caliman chegou a se instalar, também, na região de Baraúna, com infraestrutura para exportar mamão formosa para a Europa.

O mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE possui qualidade diferenciada (formato do fruto, cor e teor de açúcar).

Banana

No caso da banana, as áreas produtoras do Vale do Açu e Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte) possuíam antes de 2012 uma área instalada acima de cinco mil hectares. Na primeira predominava o cultivo de bananeira para o mercado externo (Mercosul e Europa) e na segunda o cultivo era direcionado para o  mercado interno. Antes de 2012, somente uma agroindústria (Frutacor) instalada em Quixeré produzia individualmente, 1.200 hectares e mais 600 hectares, terceirizados, de pequenos produtores agregados.

Atualmente, o cultivo de banana para exportação foi reduzido tanto no Vale do Açu quanto na Chapada do Apodi.

No Vale do Açu, os problemas de cheias e ventos provocaram a redução das áreas e na Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte) a redução deu-se em função da limitação de água do canal de irrigação do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi (DIJA). Os problemas hídricos comprometeram a qualidade da banana para o mercado externo e foram responsáveis pelo deslocamento das empresas para áreas.

Outras fruteiras

As outras fruteiras (goiaba e maracujá), como demonstrado nas pesquisas feitas pela Esam começam a ganhar importância na região. A goiaba é uma fruteira muito cultivada em Petrolina (PE), mas os pomares instalados naquela região têm sido dizimados por nematoides.

O maracujazeiro amarelo foi plantado em grande escala, no final da década de 80 pela Maisa, mas devido a alta incidência de pragas, principalmente fusariose, a empresa foi obrigada a erradicar a cultura. No Rio Grande do Norte a cultura do maracujá está em expansão. Há vários cultivos novos instalados nos últimos anos nas microrregiões de Baraúna, Assu e Upanema.

A graviola ainda é pouco cultivada e há poucos plantios nessas microrregiões. O cultivo é direcionado para a produção de polpa para atender ao mercado regional.

Evolução da Agricultura Irrigada

  • Anos 1960 / 70 / 80: Incentivos do Estado para o estabelecimento de grandes empresas produtoras (projeto modernizador), através de crédito subsidiado, investimentos em infraestrutura e projetos de irrigação.
  • Anos 1960 / 70 / 80: Surgimento e desenvolvimento de grandes produtores em Mossoró e no Vale do Açu, com fortes incentivos do Estado através de créditos altamente subsidiados;
  • Anos 1980: início da produção de melão na região, que consegue ótima adaptação, rapidamente disseminando-se entre os grandes produtores;
  • Anos 1980: Chegada à região da tecnologia de fertirrigação por gotejamento, proveniente de Israel, que rapidamente difunde-se entre os produtores locais;
  • Anos 1990: Intensificação do processo de modernização e da integração do Polo ao mercado internacional.
  • Anos 1990: Aumento do número de produtores de médio porte atuando no Polo, utilizando-se da subcontratação para exportação, por intermédio das grandes empresas.
  • Anos 1990: novas exigências de qualidade e padrões produtivos no mercado internacional, através da exigência de certificações para exportação.
  • 2002 / 03: Encerramento das atividades da MAISA, Fazenda São João e FRUNORTE.
  • 2002 / 03: NOLEM passa a ocupar a liderança na produção de melão no Polo.
  • Década de 2000: Através da absorção de conhecimentos oriundo da rede formada pelos diversos agentes que atuavam na atividade nessa região, produtores de médio porte expandem capacidade de exportação direta, reduzindo dependência de subcontratação de grandes empresas.
  • Década de 2000: Expansão dos negócios da Agrícola Famosa.
  • Década de 2000: Atuação conjunta de alguns grupos de produtores de médio porte no intuito de viabilizar a exportação direta.
  • 2008 / 09: Encerramento das atividades da NOLEM e da Del Monte e reposicionamento da Agrícola Famosa como empresa líder na produção e exportação de melão do Polo.
  • Década de 2010: Agrícola Famosa assume a liderança no Polo. Demais exportadores são considerados, em sua grande maioria, de médio porte.
  • 2013: Retorno das exportações de melão e melancia para os Estados Unidos
  • 2020: Liberação comercial para exportação de melão para a China.

Ramal do Salgado

Há poucos dias, o Governo Federal lançou a obra do Ramal Salgado no nosso vizinho Ceará e que será uma ramificação do canal Apodi-Mossoró, última etapa do Projeto de Integração do São Francisco (PISF). O Ramal do Salgado encurtará em cerca de 150 quilômetros a viagem das águas do São Francisco até o açude Castanhão.

O Ramal do Apodi/Salgado é o trecho final do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e terá 115,3 quilômetros de extensão. A água será transportada por gravidade a partir do Reservatório Caiçara, na Paraíba, até o Reservatório Angicos, já no Rio Grande do Norte. A vazão será de 40 m³ por segundo até o quilômetro 26, de onde deriva o Ramal do Salgado, que levará as águas para o estado do Ceará. Após essa derivação, a vazão será de 20 m³ por segundo.

Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)

Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)

O Salgado é um rio de nascente no Cariri Leste (município do Crato) com vários afluentes na nascente. Do Sul do Ceará o rio segue até o município de Aurora onde é beneficiado com uma barragem e em seguida passa por Icó (beneficiado com uma ponte) e, entre Icó e Orós o rio Salgado entra no Rio Jaguaribe. A partir daí as águas do Rio Salgado passam pelo município de Jaguaribe e seguem para o Castanhão.

A construção do Ramal do Salgado encurta em cerca de 150 km a chegada de água no Rio Jaguaribe em relação ao eixo Norte do projeto original e, assim, reduz também as perdas por infiltração que ocorrem ao longo dessa extensão.

O projeto do Ramal do Salgado

O Trecho III é o Ramal do Salgado que será outra alternativa de entrega de água para o Ceará pelo rio Salgado. Ele é derivado do Trecho IV, o Ramal do Apodi, que é o Trecho que beneficiará a bacia hidrográfica do Apodi/Mossoró onde se situa o seu município. O Ramal do Apodi desenvolve-se próximo à divisa dos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, partindo do reservatório Caiçara, componente do Trecho II do Eixo Norte, localizado no município de São José de Piranhas na Paraíba, e seguindo em direção ao Estado do Rio Grande do Norte.

As obras deste trecho têm uma extensão aproximada de 115,3 km até o ponto de entrega no Açude Público Angicos (em José da Penha-RN), já na bacia do rio Apodi, no Rio Grande do Norte. Sua função se concentra no atendimento da bacia do Rio Apodi, nas suas regiões do Alto, Médio e Baixo Apodi (microrregiões: Serra de São Miguel, Pau dos Ferros, Umarizal, Médio Oeste, Chapada do Apodi e Mossoró), além das demandas difusas distribuídas ao longo do traçado entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

O Trecho em questão teve alterações de projeto em relação ao Projeto Básico com mudança da vazão máxima de 20,0 m3/s em toda a sua extensão, para, no trecho inicial, até o km 30,2, transportar no máximo 40,0 m3/s. Desta forma, todas as obras concebidas no Projeto Básico para este trecho inicial do Trecho IV (26,6 km de comprimento) até a tomada de início do canal do Trecho III foram reprojetadas passando a comportar a vazão de 40,0m³/s. Neste ponto, são derivados 20 m3/s para o Trecho III (Ramal do Salgado) e o Ramal do Apodi segue com as dimensões originalmente projetadas para a condução da vazão máxima de 20 m3/s até o final de sua extensão, em seu deságue no Reservatório Angicos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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domingo - 24/10/2021 - 10:24h

Expofruit e sua história desde os primórdios em 1993

Dinarte lembra primórdios da Expofruit (Foto: redes sociais)

Dinarte lembra primórdios da Expofruit (Foto: redes sociais)

Por Josivan Barbosa

Na coluna anterior (veja AQUI), nós escrevemos sobre a realização da primeira Feira de Frutas no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE realizada em Mossoró que foi denominada de Fenafruti, denominada posteriormente como Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT). A esse respeito Dinarte Júnior (diretor das Escolas Fisk), então secretário de Turismo do prefeito Dix-Huit Rosado (1993-1996) na época da realização da Fenafruti (1993), nos pediu para fazer uma correção: partiu da sua secretaria a ideia de fazer a primeira feira de frutas da região. De acordo com o ex-secretário, a sua pasta estabeleceu uma programação contendo 10 ações para o desenvolvimento turístico da região, sendo uma delas a realização da Feira de Frutas.

Dinarte Júnior nos afirmou que esteve várias vezes em reunião com o então presidente da Associação dos Produtores de Frutas do Nordeste (PROFRUTAS), André Gadelha (então diretor da Maisa), para discutir a realização da Fenafruti e pedir apoio do setor produtivo. Ele lembrou que a Fenafruti contou com a participação de 22 estandes, sendo quatro médios produtores, as grandes empresas que representavam o sucesso da agricultura irrigada da região,  Maisa, São João, Frunorte e Agronow (Davi Americano), Banco do Nordeste e Banco do Brasil e o Porto de Natal.

A feira contou ainda com a participação da Petrobras e da Embrapa. Havia também uma representante do setor de transporte marítimo que era a Hamburg Sud. A feira teve também a presença de concessionárias de veículos e quatro empresas de máquinas e equipamentos e várias de material de irrigação.

Na parte cultural a feira contou com um circo organizado por Lázaro Paiva, importante parceiro da feira, além de bares e restaurantes que foram montados na área. Além disso, o evento teve a parte técnico-científica com três dias de workshop sobre a agricultura irrigada.

Conforme Dinarte Júnior, naquela ocasião já havia uma tendência de que a feira se realizasse nas dependências do Hotel Thermas de Mossoró, mas a então Secretaria de Turismo defendeu que a feira fosse realizada na Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

Carros-pipa

A continuidade do programa de Carros-pipa, tão fundamental para o Semiárido, está ameaçada.

O programa de Carros-pipa que atende mais de 2 milhões de pessoas no semiárido só tem recursos disponíveis para o funcionamento até os primeiros dias do mês que vem. Há, também, dificuldades para o financiamento do programa no ano que vem.

O Ministério do Desenvolvimento Regional tem em mãos o desafio de alocar recursos extra orçamento para a continuidade do programa.

Brisanet

A exemplo do Café Santa Clara, a Brisanet é mais uma empresa da Serra de Pereiro/São Miguel que ganha o país.

Após movimentar R$ 1,4 bilhão em oferta de estreia na bolsa de valores este ano, a provedora de internet via fibra ótica Brisanet se prepara para disputar o lote regional de 3,5 Ghz no leilão de 5G no próximo mês. O lote embute um dos ossos do setor, que é o compromisso de levar internet para 1.423 municípios com menos de 30 mil habitantes no Nordeste.

Roberto Nogueira, presidente da Brisanet, avança rumo ao G5 (Foto: Brisanet)

Roberto Nogueira, presidente da Brisanet, avança rumo ao G5 (Foto: Brisanet)

Ainda assim, Roberto Nogueira, presidente da Brisanet, acredita que deve haver mais de um interessado.

O desafio de levar fibra para áreas remotas do Nordeste não é tão grande para a Brisanet quanto para outras empresas do ramo. Nos últimos 11 anos, a empresa tem levado conexão a municípios pequenos da região, com expressivo crescimento a partir de 2015.

Em 1998, na cidade de Pereiro (CE), Nogueira, um pequeno empreendedor com 26 anos, implementou a primeira internet a rádio de baixo custo do país na cidade. Cerca de 23 anos depois, em junho deste ano, a Brisanet fez IPO na bolsa.

Nos últimos anos a operação da Brisanet cresceu a ponto de desafiar a grandes empresas de telecomunicação na região. A companhia encerrou setembro com 790.731 clientes espalhados por sete Estados da região Nordeste – Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Piauí e Sergipe – com seu cabeamento em fibra passando em frente a mais de 3,7 milhões de domicílios, em 110 cidades. Durante o mês foram adicionadas 129 mil portas, que correspondem a 213 mil domicílios.

RN e o aumento de receitas

Em 25 unidades da Federação foi registrada alta na arrecadação nos primeiros oito meses deste ano em relação a igual período de 2020.

A maior alta na arrecadação foi registrada no Rio de Janeiro, onde o avanço foi de 45%. Na sequência, aparecem Alagoas, com 36% de aumento, e Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Bahia, todos com alta de 22% nas receitas.

RN inadimplente

A União desembolsou R$ 649,6 milhões para honrar dívidas não pagas por cinco Estados em setembro, de acordo com o Relatório de Garantias Honradas pela União, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional.

No mês, foram bancados R$ 475,5 milhões relativos a inadimplências do Estado do Rio de Janeiro, R$ 77,7 milhões de Goiás, R$ 75,2 milhões de Minas Gerais, R$ 16,2 milhões de Amapá e R$ 4,9 milhões do Rio Grande do Norte.

Atualmente, estão temporariamente impedidos de contratar novos empréstimos com garantia federal por atrasos no pagamento de suas obrigações ou devido a honras de garantias realizadas pela União os Estados do Amapá, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. Também estão na lista os municípios de Belford Roxo e Novo Hamburgo (RS).

RN acima de 49%

Quatro unidades da federação encerraram o segundo quadrimestre do ano gastando acima do limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) com funcionários do Executivo.

A LRF diz que Estados podem gastar até 49% de sua Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de pessoal do Executivo. Esse limite foi ultrapassado por Acre (49,85%), Amazonas (50,06%), Minas Gerais (49,72%) e Rio Grande do Norte (53,5%)

Mossoró e os recursos para a educação

A Secretaria Municipal de Educação precisa se pronunciar sobre os recursos que foram usados no ano em curso para a educação. A necessidade dá-se em função de que em nível nacional as prefeituras estão gastando pouco com educação.

Mais de 800 municípios devem terminar o ano sem conseguir cumprir a destinação mínima constitucional de 25% das receitas para a educação em 2021.

Num total de 2.912 prefeituras que já registraram os dados de gastos do quarto bimestre no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), 2.370 – ou 81,4% – ficaram abaixo dos 25% considerando o período de janeiro a agosto deste ano. Em igual período do ano passado, no mesmo universo de municípios, eram 925 nessa condição.

A manifestação da Prefeitura Municipal de Mossoró nesse sentido mostra transparência com o uso dos recursos públicos, cuja necessidade é mais urgente nesses tempos de pandemia.

Jean Paul Prates

Prates: recursos hídricos (Foto: Marcos Oliveira)

Prates: recursos hídricos (Foto: Marcos Oliveira)

O Senador Jean-Paul Prates (PT) está empenhado na retomada do projeto da adutora Santa Cruz do Apodi. Se conseguir destravar os recursos para reiniciar as obras dessa adutora, o senador passa a ser ímpar nos últimos anos como liderança política na região.

O projeto da adutora de Santa Cruz fará com que o município de Mossoró passe a ter três alternativas de água, o que garante segurança hídrica para o desenvolvimento imobiliário dos programas habitacionais do Governo Federal e de outros investimentos privados, cujo setor está bem aquecido nesses tempos de pandemia.

É preciso lembrar que num colapso da barragem Armando Ribeiro, a Adutora de Santa Cruz e o lençol freático arenito-Açu passariam a ser as duas fontes disponíveis de água para Mossoró.

Outro aspecto importante desse projeto é que um dos grandes problemas enfrentados pelos investidores imobiliários em Mossoró é a falta de segurança hídrica apontada pela CAERN.

Além dos aspectos acima, não podemos pensar em Distritos Industriais (ampliação dos atuais ou criação de novos) sem segurança hídrica. Nenhuma empresa se instala onde não tem água.

Sugerimos que a assessoria do senador Jean Paul Prates faça um levantamento de quanto já se investiu na adutora de Santa Cruz. Acreditamos que mais de 80% dos recursos inicialmente previstos já foram enterrados no trecho de Mossoró a Apodi.

RN e os recursos para a educação

A Secretaria Estadual de Educação é outro componente público que deve revelar dados sobre o percentual de recursos destinados à pasta nesses tempos de pandemia.  Isso se faz necessário, pois, de uma maneira geral os estados gastaram menos com educação apesar dos desafios para se implementar o ensino à distância em um primeiro momento, e, depois, pela necessidade de se preparar as redes de escolas para a volta com segurança do ensino presencial, e da necessidade de se superar a evasão escolar e a desigualdade.

Em função do aumento da arrecadação a expectativa é que o RN siga investindo, de olho nas eleições de 2022. Haverá pressão por outros gastos, além do reajuste de salários. Mas a Educação é uma área que precisa ter prioridade.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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domingo - 17/10/2021 - 06:40h

Perda e saudade

Por Odemirton Filho 

Quando espio o passado percebo quantas pessoas queridas já perdi no correr da vida. No último dia cinco, infelizmente, perdi o meu tio Francisco das Chagas da Silva Espínola, professor aposentado da antiga ESAM. Um homem do bem, como se diz daquelas pessoas corretas.

Professor Espínola: uma subtração afetiva (Foto: cedida)

Professor Espínola: uma subtração afetiva (Foto: cedida)

Tio Espínola fez parte de toda minha vida. Quando eu ia à sua casa para brincar com os meus primos, a hora do almoço era um tormento. Tio Espínola somente deixava eu me levantar quando comesse tudo que estava no prato. Para mim, à época magrinho, era um sacrifício. Ele era barriga cheia, como se diz. Gostava de tomar uma “lapada” de cana antes de almoçar. Como homem “das antigas”, usava uma “capanga” para guardar seu dinheiro e documentos.

Lembro-me da construção de sua casa, ali no bairro Costa e Silva. Uma casa grande. A festa de aniversário de quinze anos de minha irmã foi lá. Aos domingos, ele gostava de preparar um churrasco para receber seus filhos e netos. Era um pai e avô dedicado. No ano passado, quando a pandemia estava no seu pior momento, ele ficou, juntamente com tia Adna, na casa de Tibau. Tio Espínola curtiu, sem saber, o restante da sua vida.

Tenho imensa saudade das “churrascadas” no alpendre de Tibau. Uma ruma de gente, bebendo e cantando, o mar como tira-gosto. Muitas das vezes eu tive que sair para comprar mais cerveja, tamanha era a sede dos convivas. Tio Espínola sempre fazia parte desses encontros.

Anos depois, já adulto, eu ingressei na Loja Maçônica 24 de Junho. Tio Espínola estava lá, pronto para me iniciar nos “mistérios” da Maçonaria. Ele nunca quis ser o Venerável-Mestre, embora tivesse experiência e respeito dos irmãos para assumir o primeiro malhete da Loja.

Lamento não ter conversado mais com ele, tomando o seu uísque Black & White. Eu teria aprendido muito sobre a vida. Vez ou outra, nos encontrávamos num supermercado próximo das nossas casas e trocávamos um dedo de prosa. Ele e sua inseparável “capanga”.

Certamente, o leitor, assim como eu, deve ter as suas perdas e saudades.

Vem-me à lembrança o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Sim, tenho saudades, nem nos deixaste sequer o direito de indagar, porque o fizeste, porque te foste”. 

Tio Espínola deixará saudade. Das grandes.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Crônica
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sábado - 16/05/2020 - 16:04h
Perda

Morre em Mossoró dona Áurea Anselmo Silva, “Tia Aru”

Dona Áurea: Covid-19 (Foto cedida)

Ontem (sexta-feira, 15) por volta das 22h35, a cidade de Mossoró perdeu uma mulher do bem, uma pessoa religiosa, um ser iluminado, uma mulher magnifica.

Faleceu aos 95 anos de idade, dona Áurea Anselmo Silva, “Tia Aru”, vítima da Covid-19.

Ela nasceu no dia 05 de dezembro de 1924, na cidade de Lajes-RN.

Filha de Joaquim Anselmo da Silva e Isabel Teixeira da Silva. muito cedo adotou Mossoró como sua terra natal, onde aqui prestou muito serviços no antigo Hospital Duarte Filho, na Casa de Saúde Santa Luzia (CSSL) e na antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM).

Vão daqui aqui nossos sentimentos aos familiares e amigos. Vá com Deus, amiga e até um dia!

* Fonte: Relembrando Mossoró.

Nota do Blog Carlos Santos – Que Dona Áurea, matriarca de família numerosa e bastante conhecida em Mossoró e região, descanse em paz!

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Categoria(s): Gerais
quinta-feira - 12/09/2019 - 08:28h
Presença

Ufersa entra na lista das melhores universidades do mundo

Ufersa: lista importante (Foto: reprodução)

Do UOL e Blog Carlos Santos

O Brasil aumentou o número de universidades que entraram na lista do Times Higher Education, um dos principais rankings universitários do mundo. Liderada pela britânica Universidade de Oxford, a lista deste ano tem 46 universidades brasileiras, contra 35 no ano passado. A primeira do país é a Universidade de São Paulo (USP).

O salto fez o Brasil passar de nono para o sétimo país com maior número de universidades na lista, deixando para trás nações como Chile, Itália e Espanha. Todas as 11 novas instituições brasileiras foram classificadas na faixa de mais de 1.001 —a classificação é feita em grupos a partir da posição 200.

Entre as listadas aparece a Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), de Mossoró.

Saiba quais são as universidades brasileiras que passaram a integrar o ranking:

Universidade de Caxias do Sul (RS), Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal do Espírito Santo, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Universidade Federal de Ouro Preto (MG), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (RN), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Universidade de Fortaleza, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Universidade do Estado de Santa Catarina, Universidade Estadual de Santa Cruz (BA). Veja mais detalhes clicando AQUI.

História da Ufersa

A história da então Ufersa começa com a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), criada pela prefeitura de Mossoró, através do decreto 03/67 de 18 de abril de 1967 e inaugurada a 22 de dezembro do mesmo ano. Teve, na sua fase de implantação, como entidade mantenedora, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário (INDA). Foi incorporada à Rede Federal de Ensino Superior, como autarquia em regime especial em 1969, dois anos após sua criação, através do decreto-lei número 1036, de 21 de outubro de 1969. A Esam possuía quatro cursos de graduação (agronomia, medicina veterinária, zootecnia e engenharia agrícola).

Passou a ser Universidade pela a lei nº 11.155, de 29 de julho de 2005 publicada no Diário Oficial da União no dia 1 de agosto de 2005, na seção 1, nº 146 (veja resumo histórico AQUI).

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Categoria(s): Educação
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sábado - 27/07/2019 - 09:00h
Dia 2

Universidade terá sessão solene por seus 52 anos

Ufersa terá homenagem em seu auditório (Foto: arquivo)

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte homenageará no próximo dia 02 de agosto os 52 anos da criação da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

A sessão solene acontecerá às 9h no Auditório Amâncio Ramalho, na Ufersa-Mossoró.

A homenagem é uma proposição do Deputado Estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) – servidor público concursado da instituição há 7 anos.

Na sessão solene serão homenageados o Reitor José de Arimatea de Matos; Professor Dr. Rodrigo Nogueira de Codes; Professor Francisco Praxedes de Aquino; Professora Dra. Ludimilla Carvalho; Professor Dr. Rodrigo Silva da Costa; Professor Dr. José Torres Filho; Professora Dra. Edna Lúcia da Rocha Linhares; Professor Dr. Francisco Edcarlos Alves Leite; Professora Dra. Janaina Cortez de Oliveira; o Servidor terceirizado Antônio Wilson de Oliveira; o Servidor aposentado Otone Viana; os Técnicos Emerson Fábio da Silva Araújo, Lúcia Maria de Sousa, Francisco Alex Zuza, Rosane Fernandes de Sousa Gurgel e Fellipe Rodrigues da Silva e a estudante Pâmela Janicleia de Araújo Fernandes.

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Categoria(s): Educação / Política
quinta-feira - 07/02/2019 - 20:54h
Nesta quinta-feira

Falece em Natal o ex-diretor da Esam Pedro Fernandes Pereira

Fernandes: inteligência prodigiosa (Foto: Coopermam)

Faleceu à noite desta quinta-feira (7) em Natal, na Casa de Saúde São Lucas, o professor, empresário e ex-diretor da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM, hoje Ufersa) Pedro Fernandes Pereira, 76.

Ele enfrentava um câncer há cerca de quatro anos.

Originário do Ceará, Pedro Fernandes foi ainda vereador em Mossoró (1989-1992) e secretário de Estado da Agricultura na gestão Garibaldi Alves Filho (MDB). Tentou chegar à Assembleia Legislativa, mas não obteve êxito.

Nos últimos anos vinha se destacando na carcinicultura, com produção de camarão no município de Georgino Avelino. Era uma das lideranças da Cooperativa dos Produtores de Camarão Marinho do Estado do RN (COOPERMAM).

Era casado com dona Elaine e pai de três filhos (Pedro Júnior, Silvana e Ceres) e avô de dois netos.

O local do velório e detalhes quanto ao sepultamento ainda não foram divulgados por sua família. Assim que obtivermos essas informações atualizaremos nesta mesma postagem.

Nota do Blog – Conheci de perto Pedro Fernandes, chegando a assessorá-lo numa campanha à Assembleia Legislativa. Foi uma inteligência prodigiosa e de destaque em suas áreas de atuação. Que descanse em paz.

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Categoria(s): Política
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