quinta-feira - 13/04/2023 - 10:46h
Abandono

Tarcísio Maia é o resultado da negligência de governo, não do acaso

O fato de Fátima Bezerra (PT) está em missão oficial na China, não significa que o Governo do RN esteja acéfalo. Há um governador em exercício, Walter Alves (MDB). Há executivos em pastas diversas trabalhando.

Ministro e Robinson (ao centro), se cumprimentam sob o 'testemunho' do tomógrafo (Foto: Ivanízio Ramos)

Ministro Ricardo Barros (Saúde) e Robinson (ao centro), se cumprimentam sob o ‘testemunho’ do tomógrafo (Foto: Ivanízio Ramos/Arquivo)

O blecaute no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) à noite passada (veja AQUI, AQUI e AQUI) é falha da gestão. Mas, Fátima aqui, faria que diferença?

Claro que existe negligência e a culpa não é da diretora do HRTM, Francisca Nilza Batista. Isso que precisa ser criticado e questionado com civilidade e respeito à governadora, mas com vigor suprapartidário e fora do Fla x Flu ideológico tosco que assistimos. Estado abandonou interior

Tarcísio Maia está sem tomógrafo há mais de um mês (veja AQUI), hospital serve pão com ovo para janta de servidores (veja AQUI), já ocorreram dois blecautes essa semana e os atrasos a médicos cooperados e empresas são multimilionários – há vários meses. Desde 2020 o senador Styveson Valentim (Podemos) garantiu R$ 12 milhões para o HRTM e não se comprou uma seringa com o dinheiro.

Últimos grandes investimentos no Tarcísio Maia ocorreram com construção de enfermaria por maçonaria e sociedade civil em 2016 e instalação do tomógrafo em janeiro de 2017 (veja AQUI), pela gestão Robinson Faria (PSD, hoje no PL).

Com Fátima Bezerra na primeira gestão, pelo menos duas UTI’s ainda foram montadas.

Portanto, fica fácil perceber que saúde pública em Mossoró não é prioridade, mesmo o HRTM atendendo uma vasta área de mais de 50 municípios.

Tudo que ocorre agora é normal. E pode piorar muito.

Maçonaria e sociedade civil entregaram enfermaria equipada em 2016 (Foto: Arquivo)

Maçonaria e sociedade civil entregaram enfermaria equipada em 2016 (Foto: Arquivo)

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Categoria(s): Política / Saúde
segunda-feira - 23/05/2022 - 20:38h
Atrasos salariais

Governo Fátima põe fim à ‘herança maldita’ deixada por Robinson

Nessa terça-feira (24), servidores recebem restante de quatro folhas que ex-governador deixou

O Governo do Estado do RN liberou nesta segunda-feira (23), a quarta e última folha de pessoal em atraso, deixada pelo Governo Robinson Faria em dezembro de 2018. A Secretaria de Estado do Planejamento e Finanças (SEPLAN) destinou transferência de R$ 109,68 milhões ao Banco do Brasil.

Fátima e Aldemir falam de momento histórico para a gestão pública do RN (Foto: Assecom/RN)

Fátima e Aldemir falam de momento histórico para a gestão pública do RN (Foto: Assecom/RN)

O pagamento dos últimos 8 mil servidores que recebem acima de R$ 6 mil estava previsto para o dia 31 próximo. Contudo, o governo estadual faz a antecipação para essa terça-feira (24).

Ao todo, quase R$ 1 bilhão ficou de débito da administração antecessora.

A governadora Fátima Bezerra (PT) fez o anúncio há poucas horas. Assim, dá um fim à ‘herança maldita’ herdada do governador que a antecedeu: Robinson Faria.

“A gente economizou cada centavo que entrou. O estado teve saldo negativo de 2015 até 2018. Gastava, todo ano, mais do que arrecadava e, a partir do governo da professora Fátima Bezerra, a gente passou a gerar superávits orçamentários”, detalhou o titular da Seplan, Aldemir Freire.

Até dezembro de 2022, o Governo Fátima Bezerra terá pago 56 folhas de forma contínua, em quatro anos (48 meses). São 48 folhas mensais, quatro 13º e os quatro meses em atraso. O feito não tem precedentes na administração pública do RN.

Atrasos e rombo previdenciário

O Governo Robinson Faria (PSDB, hoje no PL) atrasou salários de forma contínua durante 36 dos 48 meses da gestão, deixando ainda quatro folhas em aberto para a sucessora Fátima Bezerra se virar – num volume de quase R$ 1 bilhão de reais. O único período em que conseguiu manter salário em dia foi entre janeiro e dezembro de 2015, primeira ano da sua administração, justamente enquanto pode sacar recursos do Fundo Previdenciário.

Essa reserva, garantia de pagamento a aposentados e pensionistas do RN, começou a ser implodida com a ex-governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), de quem Robinson era vice e foi apoiado ao governo em 2014. Ele articulou unificação dos Fundos Previdenciário e Financeiro (Lei Complementar nº 526) – veja AQUI na Assembleia Legislativa, o que ensejou as retiradas vultosas.

Daí nasceu a “botija” do Fundo Financeiro do Rio Grande do Norte (FUNFIR), em que Rosalba e Robinson meteram a mão sem pena nem dó, gerindo a própria incompetência com o dinheiro alheio.

Ela executou quatro saques para coberturas de folhas de pessoal numa sequência de poucos dias, que totalizaram R$ 234,157, 572,32. À época, o Fundo Previdenciário que assegurava pagamento de aposentados e pensionistas tinha um aporte de cerca de R$ 973.091,050,64 só em aplicações de longo prazo no mercado financeiro.

Ao todo, Rosalba e Robinson dilapidaram cerca de 1,2 bilhão de reais que assegurariam tranquilidade a aposentados e pensionistas.

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sábado - 08/02/2020 - 18:22h
Reforma da Previdência

Servidores racham entidades e buscam negociação direta

Última greve do professorado terminou em março de 2017 (Foto: arquivo)

Servidores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) encaminharam um pedido ao Gabinete Civil do Governo do Estado do RN: o adiamento do envio da proposta ao Poder Legislativo, previsto para a próxima terça-feira (11/02).

O grupo encaminhou documento ao Gabinete Civil com a assinatura de 40 servidores, entre docentes e técnicos-administrativos. A ideia é ganhar mais tempo para construção de uma proposta de ajustes no modelo apresentado pela equipe econômica do Governo. Assim, acabam rompendo decisões internas de associações classistas da instituição.

Servidores de outras categorias também têm encaminhado propostas ao governo.

Confira a íntegra do documento encaminhado:

Ao Sr. Raimundo Alves – Chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado do Rio Grande do Norte

Cientes da importância do debate e do impacto que a reforma da previdência estadual terá na vida do servidores públicos do Rio Grande do Norte, nós, servidores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) que subscrevemos este documento, solicitamos ao Gabinete Civil a ampliação do prazo de recebimento de sugestões e propostas que contribuam com a construção de um modelo de reforma previdenciária mais justa, antes do envio do projeto à Assembleia Legislativa.O pedido se justifica pela necessidade de mais tempo para que uma equipe de servidores da universidade elabore uma proposta fundamentada sobre a necessidade de mudanças em alguns pontos contidos na atual proposta de reforma apresentada pela equipe econômica do Governo do Estado.

Nota do Blog – A iniciativa é compreensível. O grupo entende que seus sindicatos tomaram posição recalcitrante contra uma reforma que não terá recuo do governo e que será aprovada, com menor ou maior prejuízo aos servidores.

Querem reduzir esses ônus negociando, política adotada por outros sindicatos que estão conversando com o governo, ao contrário de pelo menos 11 que passaram a se recusar ao diálogo.

Na maior greve da Uern, que durou 147 dias (2015), deixou exemplo amargo: quem negociou diretamente com a gestão Robinson Faria (PSD) – os técnicos administrativos – conseguiu pelo menos o benefício da lei do auxílio transporte (4 de dezembro de 2015 – veja AQUI). O professorado fincou pé e não levou absolutamente nada.

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terça-feira - 04/02/2020 - 03:20h
Mensagem anual

‘Realizações’ de Fátima são ignoradas em dia de medo e fuga

Como era fácil de se antecipar, a governadora Fátima Bezerra (PT) perdeu uma excelente oportunidade de retratar eventuais realizações do seu governo, no primeiro ano, ao evitar fazer a leitura da mensagem anual da gestão na Assembleia Legislativa, dia passado.

Uma das cópias da mensagem fica sob mesa no plenário, mas conteúdo é praticamente ignorado (Foto: João Gilberto)

O medo de se confrontar com o sindicalismo que protesta contra a reforma previdenciária de sua administração, acabou prevalecendo sobre o bom senso. O que apareceu em relevo foi mesmo sua fuga da realidade.

A sessão da AL foi esvaziada pelos próprios parlamentares. Apenas dez dos 24 deputados estiveram presentes. A sessão foi rapidamente encerrada.

Secretários entregam mensagem

O texto que seria lido pela governadora foi distribuído à imprensa por sua assessoria, despertando pouco interesse e tendo escassa reprodução parcial ou total de conteúdo.

O documento oficial foi entregue à presidência da Casa pelos secretários do Gabinete Civil e Projetos Especial, respectivamente Raimundo Alves Júnior e ex-deputado estadual Fernando Mineiro (PT).

Leia também: Fátima evita Assembleia Legislativa temendo companheiros;

Leia também: O exemplo de Wilma de Faria que Fátima Bezerra podia seguir.

Lá fora, poucos manifestantes deram o tom do embate com discursos e palavras de ordem contra a reforma e cobrando respeito à governadora.

Nem nos piores momentos de suas respectivas gestões, os ex-governadores Robinson Faria (PSD) e Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) se apequenaram tanto.

Próximo ano tem mais.

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quarta-feira - 20/11/2019 - 13:58h
Política

Por birra, José Dias julga que Fátima faz só “turismo”

Em seu pronunciamento, durante a sessão ordinária nessa terça-feira (19) na Assembleia Legislativa, o deputado José Dias (PSDB) disse não concordar com a viagem da governadora Fátima Bezerra (PT) para França e outros países europeus, além da China, a fim de negociar parcerias.

“Eu não acredito que essa viagem trará benefícios econômicos para o nosso Estado”, desacreditou. Para o deputado, “é um turismo às custas do povo pobre, das pessoas que precisam do básico da saúde pública, do povo que está morrendo por falta de assistência da saúde do Rio Grande do Norte”.

José Dias teve postura diametralmente oposta em relação às viagens de Robinson Faria(Foto: AL)

A posição do parlamentar ignora, por exemplo, passado recente do governo que ele chegou a apoiar, mesmo com relações pessoais abaladas com o governador Robinson Faria (PSD). Aplaudiu iniciativa do governo (2015-2018) de abrir contatos com setores estatais e do empresariado chinês, em fevereiro de 2017.

Bem antes, logo no início do segundo ano da gestão Robinson Faria, fevereiro de 2016, já avalizara viagem do governante à Colômbia. Robinson justificou que conheceria a política de segurança pública do país, exemplo para o mundo (veja AQUI). Para o RN, o efeito foi zero.

Resultados

Quanto à jornada chinesa, os reflexos da abertura de diálogo de Robinson – viagem de oito dias – podem ser sentidos hoje. Ele, ao lado de comitiva empresarial e auxiliares, passou por Hong Kong; depois, Shanghai, Whangzhou e Suhzou.

Investimentos em energias limpas (veja AQUI e AQUI) e exportação do setor de fruticultura estão se materializando. Outros negócios com somas milionárias e bilionárias podem se confirmar adiante pelas mãos de Fátima Bezerra.

Recentemente, o governador paulista João Dória (PSDB) desembarcou no Japão com igual finalidade. Buscou se apresentar e apresentar seu estado ao capital nipônico, à atração de investimentos.

Quanto à governadora Fátima, o diferencial mais nítido em relação ao antecessor e a Dória, é que ela faz parte de um colegiado de governadores nordestinos. Não age individualmente. Tem prós e contras nessa composição.

Eles formataram o que se denominou de Consórcio Nordeste (veja AQUI), com um objetivo administrativo-econômico claro e outro político – subliminar – não confessado: fazer frente ao Governo Jair Bolsonaro (sem partido). Os governadores repetem como entes federados estaduais, o que é comum acontecer entre municípios: parcerias intermunicipais segmentadas na saúde, transporte ou outra área.

Oportunidades, competência e fragilidades

Infraestrutura de transporte, energias limpas, minério, turismo, fruticultura e indústria cloroquímica são possibilidades que se abrem para o RN. A competência do atual governo para aproveitar o que está sendo feito, é outra questão.

Se o RN não estiver preparado, mesmo que surjam algumas oportunidades elas fatalmente vão migrar para outros estados vizinhos, caso do Ceará. Meios públicos e privados avançaram sobremodo no território cearense, da capital ao interior. Politicamente, também, com maior flexibilidade e canal de diálogo do seu governador, Camilo Santana (PT), com o Palácio do Planalto.

O deputado José Dias não censura e julga antecipadamente a viagem por desconhecimento de causa. Ele é, sem dúvidas, um dos parlamentares mais preparados da Casa. Sua postura parece mais birra. A birra que lhe faltou na administração Robinson em situações parecidas. Compreensível.

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quinta-feira - 11/07/2019 - 02:10h
Sobras orçamentárias

Comissão rejeita devolução de dinheiro ao Executivo

O texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 do Estado do RN teve aprovação nessa quarta-feira (10) na Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa.

Um ponto particularmente delicado, proposto pelo Governo Fátima Bezerra (PT), acabou rejeitado pelo colegiado. Foram dois artigos que ensejavam a devolução de sobras orçamentária para o Executivo.

Comissão repetiu decisão na legislatura passada e no ano passado, mas plenário votará matéria (Foto: João Gilberto)

Somente o deputado Francisco do PT votou a favor de que os outros poderes dessem retorno às sobras.

No tocante à restituição das sobras por parte de autarquias estaduais ao Executivo (casos de Ipern, Detran, Idiarn, Idema, Detran etc.), Ubaldo Fernandes (sem partido) endossou a proposta ao lado do mesmo Francisco do PT.

Os deputados Galeno Torquato (PSD), Tomba Farias (PSDB), Cristiane Dantas (Solidariedade) e Nelter Queiroz (MDB) seguiram voto do relator José Dias (PSDB), contrário à proposta governista

A matéria ainda será votada em plenário.

Robinson foi derrotado em plenário

Na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2019, no dia 17 de julho do ano passado, a proposta de volta das sobras da Assembleia e Tribunal de Justiça do RN (TJRN) ao Executivo, também não prosperou.

Em plenário aconteceu votação acirrada, mas o voto “de minerva” do presidente Ezequiel Ferreira (PSDB) acabou derrubando a matéria apresentada pelo governador Robinson Faria. Placar foi de 12 x 11 (veja detalhes AQUI).

O então deputado estadual Fernando Mineiro (PT) chegou a mostrar, que em 2016 as sobras (ou o superávit orçamentário) da Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Procuradoria Geral de Justiça (Ministério Público do RN-MPRN) e Defensoria Pública somaram R$ 407,6 milhões.

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