segunda-feira - 26/08/2024 - 21:46h
Economia

Porto de Natal é referência para exportação de frutas

Governadora falou sobre parceria e investimentos (Foto: Codern)

Governadora falou sobre parceria e investimentos (Foto: Codern)

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), ao lado das empresas Agrícola Famosa (produtora), da Cool Carriers (armador), do Governo do Estado e de trabalhadores portuários, apresentou à imprensa na manhã desta segunda-feira (26), a nova safra de frutas que será exportada pelo Porto de Natal. Será um navio por semana, abastecido por 200 carretas, 4.500 pallets, 50 contêineres e 6.000 toneladas de frutas.

Essa operação vai até fevereiro de 2025, com a estimativa de superar a safra anterior em 36%.

Resultado de uma Parceria Público Privada (PPP) firmada com a Companhia Docas do RN (CODERN), a empresa Agrícola Famosa investiu R$ 500 mil na construção de um cross docking (equipamento destinado à ovação de contêineres), que será para uso público do Porto de Natal. Outros R$ 30 milhões foram investidos pelas Agrícola Famosa em carretas refrigeradas para as demandas de transportes rodoviários. Também foram investidos pela empresa outros R$ 10 milhões em empilhadeiras e transpaleteiras elétricas.

O diretor-presidente da Codern, Nino Ubarana, ao lado dos diretores, Paulo Henrique e Márcio Machado, ressaltou os investimentos feitos em parceria do público com o privado.

A governadora Fátima Bezerra (PT) enfatizou os investimentos que estão sendo feitos pelo Governo Federal no Porto de Natal. “O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, me reafirmou na última sexta-feira por telefone os investimentos que serão feitos pelo Governo Federal para a gente fazer o Porto de Natal maior, pujante e cada vez melhor. Serão R$ 60 milhões em dragagem, R$ 10 milhões para a substituição das defensas do cais e outros R$ 8,5 milhões para a reforma de armazéns e galpões”, disse a chefe do executivo estadual.

Representando a Agrícola Famosa, Ítalo Helbert destacou as facilidades de fazer a exportação pelo Porto de Natal. “Ele conta com um ambiente favorável para a exportação de frutas, com a expertise dos trabalhadores, as águas tranquilas do Rio Potengi e a proximidade com a Europa”, disse.

Também acompanharam o evento, o secretário de Agricultura do RN, Guilherme Saldanha; a deputada estadual Divaneide Basílio (PT); o diretor da Cool Carries, Ricardo Barckhahn e trabalhadores portuários.

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domingo - 24/07/2022 - 06:44h

Os 20 anos de reciclagem de embalagens vazias

Por Josivan Barbosa

Há pelo menos 20 anos o descarte de embalagens de defensivos agrícolas deixou de ser um problema para agricultores e para as fabricantes destes produtos, um grupo formado predominantemente por multinacionais. Com a pressão que vinha das matrizes para dar solução a embalagens contaminadas por produtos químicos, as subsidiárias brasileiras criaram o  Instituto de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).Reciclagem valor econõmico

Batizado de Campo Limpo, o sistema envolve hoje 140 indústrias associadas, 4,5 mil revendedores e cooperativas e 1,8 milhão de propriedades agrícolas espalhadas por todo o país. São 320 postos fixos de recebimento de embalagens e outras quatro mil unidades itinerantes.

Quando o agricultor compra o defensivo, a nota fiscal do produto indica qual é o posto mais próximo para que ele devolva a embalagem vazia. Mas não sem antes fazer, ele mesmo, a limpeza inicial para descontaminação.

A situação atual é bem diferente e existe até especificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABN), a NBR 13.968, para a correta descontaminação das embalagens, antes que sejam devolvidas.

Todos os pontos onde os agricultores devem entregar as embalagens seguem normas técnicas específicas – as centrais não podem ter menos de 160 metros quadrados e os postos não podem ser menores que 80 metros quadrados, e passam por processo de licenciamento ambiental antes de começarem a funcionar.

O instituto conta hoje com 4.113 caminhões, de 33 transportadoras contratadas. Só em 2021 foram 14.526 caminhões para cima e para baixo com as embalagens inteiras ou plásticos prontos para a reciclagem.

A reciclagem é ampla. Não é só embalagem para defensivos agrícolas que o sistema produz. Da reciclagem do plástico saem também mais de 30 produtos – que vão de tubos para esgoto, caixas para baterias de automóveis, dormentes para ferrovias entre outros.

Agrícola Famosa

Mais um acontecimento na engenharia financeira da Agrícola Famosa. Após ter uma parte adquirida por fundo financeiro internacional e criar uma subsidiária na Europa para atuar como importadora de frutos e hortaliças, agora a Citri&Co anunciou que adquiriu a filial da Agrícola Famosa na Espanha.

Após a integração, a Famosa Partners Spain, como era denominada a subsidiária da Agrícola Famosa na Espanha, desaparece.

A integração da filial da Agrícola Famosa foi feita pela Global Melon subsidiária da Citri&Co.Agrícola Famosa - Objetivos de desenvolvimento sustentável -

Produção sustentável

A cada dia aumenta a necessidade dos produtores de melão e melancia do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE trabalharem em sintonia com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e mostrar para o resto do mundo que a produção dessas frutas nessa região é feita de forma responsável com critérios ambientais, sociais, econômicos e éticos.

Não basta só produzir com essa preocupação e responsabilidade, precisa divulgar para a Europa, Estados Unidos e Ásia.

Exportação de frutas no primeiro semestre

As exportações brasileiras de frutas alcançaram 460,2 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano, volume 11% menor que o do mesmo intervalo de 2021. A receita com os embarques também caiu 11%, para US$ 397,5 milhões.

O volume dos embarques de manga, fruta que o Brasil mais exportou em 2021, recuou 17%, para 66,4 mil toneladas, no primeiro semestre, e a receita caiu 25%, para US$ 61 milhões.

O melão teve desempenho positivo das exportações – volume e receita cresceram 9% e 7%, respectivamente, para 94,1 mil toneladas e US$ 56,1 milhões. O Brasil ampliou suas vendas à União Europeia porque problemas climáticos reduziram a oferta da América Central, que costuma ser forte nesse período.

Os embarques de melancia cresceram cerca de 20%, para 36,2 mil toneladas, e a receita aumentou 32%, chegando a US$ 18,3 milhões.

Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi

Finalmente o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) quebra o silêncio diante da paralisação por sete anos do Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi que está com 25% das obras executadas, mas que muita coisa do que foi feito precisa ser refeita.

O MDR mudou totalmente a concepção de gestão do projeto original e abriu um processo de concessão através de uma chamada pública.

Na reta final de governo, as concessões de polos de agricultura irrigada para o setor privado tornaram-se a nova vedete do Ministério de Desenvolvimento Regional. O primeiro leilão de um perímetro público de irrigação no país, o do Baixio do Irecê (BA), ocorreu no mês passado e garantiu investimentos de R$ 1,1 bilhão nos próximos 35 anos.

Mais cinco projetos – Tabuleiros São Bernardo (MA), Baixio Acaraú (CE), Tabuleiros Litorâneos (PI), Platôs de Guadalupe (PI) e Chapada do Apodi (RN) – acabaram de ter chamada pública para a elaboração de estudos de viabilidade por meio de procedimentos de manifestação de interesse (PMIs). Eles só devem ser concedidos, porém, em 2023.

Os cuidados que precisamos ter com o nosso Tahiti

A suspensão das exportações do limão Tahiti produzido pelo país com destino à Europa pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), há cerca de duas semanas, representa um alerta para os produtores do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que estão plantando esse citrus.

A doença causa desfolha das plantas, queda prematura dos frutos e desvalorização da produção (Foto: reprodução)

A doença causa desfolha das plantas, queda prematura dos frutos e desvalorização da produção (Foto: reprodução)

A decisão foi tomada pelo pelo ministério, após a detecção de uma bactéria no limão que causa o cancro cítrico. A identificação foi feita pela agência de controle fitossanitário da União Europeia em 42 cargas. O problema ocorre desde o fim de 2021 e é o maior descontrole já observado.

No caso da União Europeia, a ameaça de suspensão de compra dos limões com cancro cítrico se dá porque a Europa ainda é um continente livre da doença, o que intensifica as fiscalizações para impedir a entrada do patógeno.

O cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xanthomonas citri subsp. Citri que teve origem na Ásia, mas já ocorre de forma endêmica em todos os países produtores de citrus. No Brasil, foi identificado pela primeira vez em 1957 nos estados de São Paulo e Paraná.

De acordo como o Ministério da Agricultura, em 2021, o volume exportado foi de 139.904 toneladas, equivalente a 121 milhões de dólares. Já de janeiro a junho deste ano, 84,9 mil toneladas foram vendidas ao mercado europeu, 72,513 milhões de dólares.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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domingo - 31/10/2021 - 13:22h

A revolução da fruticultura irrigada e o papel científico de uma instituição

Por Josivan Barbosa

Faltam menos de 30 dias para a realização da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2021. Uma questão que vamos precisar explicar para os nossos visitantes é como a região polarizada por Mossoró conseguiu se tornar competitiva no negócio de frutas tropicais ao ponto de conquistar mercados exigentes como o dos EUA e da União Europeia.

O sucesso da nossa agricultura irrigada passa por muitas mãos, mas não podemos esquecer do pioneirismo de empresas como a MAISA, Frunorte, Agro Now, Fazenda São João e o grupo dos japoneses que saiu de São Paulo para Petrolina e depois veio para a região de Baraúna.

Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)

Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)

Muitas pessoas perguntam quais as razões do sucesso da agricultura irrigada nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN) e outras circunvizinhas. No início dos anos 80, havia apenas uma agroindústria de sucesso na fruticultura, a MAISA (Mossoró Agroindustrial SA) que cultivava caju.

Na microrregião do Vale do Rio Açu (RN), as experiências com a fruticultura estavam apenas se iniciando, pois a região apresentava sérias limitações com água, o que melhorou a partir da inauguração da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no ano de 1982. Nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN), não havia experiências de êxito ligadas à atividade de produção de frutas irrigadas.

O papel da ESAM

Sem querer atribuir o sucesso unicamente aos esforços da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje, Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), é preciso reconhecer que, obrigatoriamente, esta instituição teve importância ímpar no processo.

Em 1979, a direção da antiga Esam conseguiu aprovar, juntamente com mais cinco universidades do Nordeste, que tinham competência instalada na área de Ciências Agrárias (UFC, UFPI, UFRPE e UFPB), um importante projeto de desenvolvimento tecnológico dentro do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Nordeste (PDCT). A instituição foi contemplada com recursos da ordem de 45 milhões de dólares por um período de cerca de seis anos.

Os recursos eram provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Governo Brasileiro, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na proporção de 1:1. Foi o maior projeto da história dessa instituição de ensino superior. Os principais benefícios para o desenvolvimento da nossa instituição foram esses:

  • Contratação de 110 profissionais de nível médio e superior (laboratoristas, engenheiros agrônomos, trabalhadores de campo, motoristas, técnicos de informática e técnicos agrícolas)
  • Construção dos Laboratórios de Água, Solos e Hidráulica
  • Construção da Biblioteca Central Orlando Teixeira
  • Aquisição de inúmeros equipamentos científicos de apoio à pesquisa
  • Ampliação do Laboratório de Sementes
  • Ampliação dos Laboratórios de Alimentos
  • Instalação de módulos demonstrativos de irrigação nos municípios de Touros, João Câmara, Mossoró, Baraúna, Gov. Dix-Sept Rosado, Pau dos Ferros, São Miguel, Zé da Penha e Rafael Fernandes. Os módulos eram instalados em áreas particulares, após rígido trabalho de seleção dos beneficiados feito pelos pesquisadores.

Experimentos da Esam

A instituição instalou experimentos de pesquisa em várias microrregiões do Estado. Cada módulo demonstrativo era composto de uma área irrigada (2 a 4 hectares de fruteiras – banana, mamão, goiaba, graviola e maracujá), apicultura, sequeiro (capim buffel) e caprinos (10 matrizes e um reprodutor).  Após três anos de instalação dos módulos, eram feitas avaliações. A área de sequeiro mostrou-se ineficiente. A única área de sequeiro que revelou bom rendimento para o produtor foi o plantio de abacaxi no município de Touros (RN).

O abacaxi foi testado na área do Sr. José Joventino.  Aquele produtor cultivou o abacaxi com sucesso por vários anos. Em Touros já havia uma experiência de sucesso de um produtor oriundo do município de Sapé (PB). Na época, a região plantava apenas 180 hectares de abacaxi. Após os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos técnicos da antiga Esam houve um considerável aumento da área cultivada com abacaxi, atingindo o pico de cerca de três mil hectares no início da década de 2000, incluindo os municípios de Ielmo Marinho, Pureza e Touros.

Nas áreas de sequeiro com capim buffel e algaroba não houve registro de nenhum caso de sucesso. A apicultura foi regular e o destaque ficou por conta das áreas irrigadas, nas quais o produtor conseguia excelentes rendimentos. Um bom exemplo de sucesso foi o plantio de bananeira em consórcio com tomate. Uma das culturas que, também, mostrou excelente rendimento foi o mamão formosa. A cultura que se mostrou mais rentável para o produtor foi a banana, seguida de goiaba, graviola, mamão e maracujá. O sistema de irrigação utilizado era o xique-xique (mangueira de polietileno com furos e vazão de 45 – 50 L/h).

Pesquisas de sucesso

O sucesso obtido nos experimentos da Esam com a cultura do mamão, é, em parte, responsável pelo incremento no cultivo desta fruteira nos últimos anos nos Estados do RN e Ceará.  O cultivo do mamão formosa ampliou-se das microrregiões de Mossoró (RN) e, mais especificamente, no município de Baraúna e no Baixo Jaguaribe (CE), incluindo os municípios de Quixeré e Limoeiro do Norte, para as microrregiões do Vale do Açu, Upanema, Apodi, Felipe Guerra, entre outras.

Um dos maiores produtores dessa fruta em Baraúna (RN), era o engenheiro agrônomo Wilson Galdino de Andrade, agrônomo egresso da antiga Esam e, não por coincidência, o técnico executor das pesquisas nos módulos instalados no projeto piloto em 1979.

Na região Agreste (RN), no município de Ceará Mirim, no início dos anos 2000 se instalaram três conceituadas empresas produtoras de mamão papaia (Caliman, Gaia e Batia) cuja produção era predominantemente exportada pelo Porto de Natal para a Europa e Estados Unidos. A agroindústria Caliman chegou a se instalar, também, na região de Baraúna, com infraestrutura para exportar mamão formosa para a Europa.

O mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE possui qualidade diferenciada (formato do fruto, cor e teor de açúcar).

Banana

No caso da banana, as áreas produtoras do Vale do Açu e Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte) possuíam antes de 2012 uma área instalada acima de cinco mil hectares. Na primeira predominava o cultivo de bananeira para o mercado externo (Mercosul e Europa) e na segunda o cultivo era direcionado para o  mercado interno. Antes de 2012, somente uma agroindústria (Frutacor) instalada em Quixeré produzia individualmente, 1.200 hectares e mais 600 hectares, terceirizados, de pequenos produtores agregados.

Atualmente, o cultivo de banana para exportação foi reduzido tanto no Vale do Açu quanto na Chapada do Apodi.

No Vale do Açu, os problemas de cheias e ventos provocaram a redução das áreas e na Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte) a redução deu-se em função da limitação de água do canal de irrigação do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi (DIJA). Os problemas hídricos comprometeram a qualidade da banana para o mercado externo e foram responsáveis pelo deslocamento das empresas para áreas.

Outras fruteiras

As outras fruteiras (goiaba e maracujá), como demonstrado nas pesquisas feitas pela Esam começam a ganhar importância na região. A goiaba é uma fruteira muito cultivada em Petrolina (PE), mas os pomares instalados naquela região têm sido dizimados por nematoides.

O maracujazeiro amarelo foi plantado em grande escala, no final da década de 80 pela Maisa, mas devido a alta incidência de pragas, principalmente fusariose, a empresa foi obrigada a erradicar a cultura. No Rio Grande do Norte a cultura do maracujá está em expansão. Há vários cultivos novos instalados nos últimos anos nas microrregiões de Baraúna, Assu e Upanema.

A graviola ainda é pouco cultivada e há poucos plantios nessas microrregiões. O cultivo é direcionado para a produção de polpa para atender ao mercado regional.

Evolução da Agricultura Irrigada

  • Anos 1960 / 70 / 80: Incentivos do Estado para o estabelecimento de grandes empresas produtoras (projeto modernizador), através de crédito subsidiado, investimentos em infraestrutura e projetos de irrigação.
  • Anos 1960 / 70 / 80: Surgimento e desenvolvimento de grandes produtores em Mossoró e no Vale do Açu, com fortes incentivos do Estado através de créditos altamente subsidiados;
  • Anos 1980: início da produção de melão na região, que consegue ótima adaptação, rapidamente disseminando-se entre os grandes produtores;
  • Anos 1980: Chegada à região da tecnologia de fertirrigação por gotejamento, proveniente de Israel, que rapidamente difunde-se entre os produtores locais;
  • Anos 1990: Intensificação do processo de modernização e da integração do Polo ao mercado internacional.
  • Anos 1990: Aumento do número de produtores de médio porte atuando no Polo, utilizando-se da subcontratação para exportação, por intermédio das grandes empresas.
  • Anos 1990: novas exigências de qualidade e padrões produtivos no mercado internacional, através da exigência de certificações para exportação.
  • 2002 / 03: Encerramento das atividades da MAISA, Fazenda São João e FRUNORTE.
  • 2002 / 03: NOLEM passa a ocupar a liderança na produção de melão no Polo.
  • Década de 2000: Através da absorção de conhecimentos oriundo da rede formada pelos diversos agentes que atuavam na atividade nessa região, produtores de médio porte expandem capacidade de exportação direta, reduzindo dependência de subcontratação de grandes empresas.
  • Década de 2000: Expansão dos negócios da Agrícola Famosa.
  • Década de 2000: Atuação conjunta de alguns grupos de produtores de médio porte no intuito de viabilizar a exportação direta.
  • 2008 / 09: Encerramento das atividades da NOLEM e da Del Monte e reposicionamento da Agrícola Famosa como empresa líder na produção e exportação de melão do Polo.
  • Década de 2010: Agrícola Famosa assume a liderança no Polo. Demais exportadores são considerados, em sua grande maioria, de médio porte.
  • 2013: Retorno das exportações de melão e melancia para os Estados Unidos
  • 2020: Liberação comercial para exportação de melão para a China.

Ramal do Salgado

Há poucos dias, o Governo Federal lançou a obra do Ramal Salgado no nosso vizinho Ceará e que será uma ramificação do canal Apodi-Mossoró, última etapa do Projeto de Integração do São Francisco (PISF). O Ramal do Salgado encurtará em cerca de 150 quilômetros a viagem das águas do São Francisco até o açude Castanhão.

O Ramal do Apodi/Salgado é o trecho final do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e terá 115,3 quilômetros de extensão. A água será transportada por gravidade a partir do Reservatório Caiçara, na Paraíba, até o Reservatório Angicos, já no Rio Grande do Norte. A vazão será de 40 m³ por segundo até o quilômetro 26, de onde deriva o Ramal do Salgado, que levará as águas para o estado do Ceará. Após essa derivação, a vazão será de 20 m³ por segundo.

Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)

Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)

O Salgado é um rio de nascente no Cariri Leste (município do Crato) com vários afluentes na nascente. Do Sul do Ceará o rio segue até o município de Aurora onde é beneficiado com uma barragem e em seguida passa por Icó (beneficiado com uma ponte) e, entre Icó e Orós o rio Salgado entra no Rio Jaguaribe. A partir daí as águas do Rio Salgado passam pelo município de Jaguaribe e seguem para o Castanhão.

A construção do Ramal do Salgado encurta em cerca de 150 km a chegada de água no Rio Jaguaribe em relação ao eixo Norte do projeto original e, assim, reduz também as perdas por infiltração que ocorrem ao longo dessa extensão.

O projeto do Ramal do Salgado

O Trecho III é o Ramal do Salgado que será outra alternativa de entrega de água para o Ceará pelo rio Salgado. Ele é derivado do Trecho IV, o Ramal do Apodi, que é o Trecho que beneficiará a bacia hidrográfica do Apodi/Mossoró onde se situa o seu município. O Ramal do Apodi desenvolve-se próximo à divisa dos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, partindo do reservatório Caiçara, componente do Trecho II do Eixo Norte, localizado no município de São José de Piranhas na Paraíba, e seguindo em direção ao Estado do Rio Grande do Norte.

As obras deste trecho têm uma extensão aproximada de 115,3 km até o ponto de entrega no Açude Público Angicos (em José da Penha-RN), já na bacia do rio Apodi, no Rio Grande do Norte. Sua função se concentra no atendimento da bacia do Rio Apodi, nas suas regiões do Alto, Médio e Baixo Apodi (microrregiões: Serra de São Miguel, Pau dos Ferros, Umarizal, Médio Oeste, Chapada do Apodi e Mossoró), além das demandas difusas distribuídas ao longo do traçado entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

O Trecho em questão teve alterações de projeto em relação ao Projeto Básico com mudança da vazão máxima de 20,0 m3/s em toda a sua extensão, para, no trecho inicial, até o km 30,2, transportar no máximo 40,0 m3/s. Desta forma, todas as obras concebidas no Projeto Básico para este trecho inicial do Trecho IV (26,6 km de comprimento) até a tomada de início do canal do Trecho III foram reprojetadas passando a comportar a vazão de 40,0m³/s. Neste ponto, são derivados 20 m3/s para o Trecho III (Ramal do Salgado) e o Ramal do Apodi segue com as dimensões originalmente projetadas para a condução da vazão máxima de 20 m3/s até o final de sua extensão, em seu deságue no Reservatório Angicos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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quarta-feira - 06/10/2021 - 08:20h
Negócios

Feira internacional anima fruticultura brasileira à exportação

Revista Globo Rural e Canal BCS (Blog Carlos Santos)

Integrante da equipe de executivos da Agrícola Famosa (veja AQUI) e da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), o empresário Luiz Roberto Barcelos participa em Madrid (Espanha) da 13ª Fruit Attraction. É a primeira feira internacional do setor de frutas e hortaliças realizada em formato presencial desde o início da pandemia da Covid-19 e a segunda mais importante da União Europeia, depois da Fruit Logistica de Berlim. 

José Vieira, presidente da Federação da Agricultura do RN e Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura do RN, com Luiz Barcelos (Foto: redes sociais)

José Vieira, presidente da Federação da Agricultura do RN e Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura do RN, com Luiz Barcelos (Foto: redes sociais)

“Estou bastante surpreso pelo movimento do evento, tem bastante gente, inclusive muitos brasileiros. No estande do nosso país, também muito movimentado, estamos tendo boas conversas. O número de frutas embarcadas no 1º semestre de 2021 foi 40% superior ao volume do mesmo período de 2020, o que confirma a forte tendência de crescimento e profissionalização da fruticultura brasileira”, comenta Barcelos.

O Brasil, que exporta 70% de suas frutas para a Europa, é um dos quatro países com status de convidado especial do evento, ao lado da Ucrânia, Coréia do Sul e Bielorrúsia. O evento começou na terça-feira (5/10) e vai até a quinta (7/10) reunindo mais de 1.300 empresas expositoras de 44 países.

A 13ª Fruit Attraction é o primeiro evento presencial desde o início da pandemia Covid-19 (Foto: Web)

A 13ª Fruit Attraction é o primeiro evento presencial desde o início da pandemia Covid-19 (Foto: Web)

O estande brasileiro tem a coordenação da Abrafrutas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Expofruit está definida para acontecer entre 24 e 26 de novembro.

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segunda-feira - 04/10/2021 - 21:04h
Em Mossoró

Expofruit está definida para acontecer entre 24 e 26 de novembro

A Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2021 está confirmada para acontecer no período de 24 a 26 de novembro, na Estação das Artes Eliseu Ventania, em Mossoró. Vai trabalhar o tema “Valorizando as Oportunidades na Fruticultura”.Expofruit - Novembro de 2021

O evento será destinado a fornecedores e produtores do Brasil e de vários países. A programação contará com palestras, rodadas de negócios nacionais e internacionais, cursos e minicursos tratando sobre as mais diversas áreas da fruticultura. O evento vai seguir todos os protocolos de segurança da Organização Mundial de Saúde (OMS) e as orientações dos decretos estadual e municipal vigentes.

O evento já conta com uma ótima adesão de expositores e 90% dos estandes vendidos. Serão mais de 360 estandes com o tamanho de 12 m2, distribuídos numa área total de 15 mil m2. Os interessados devem entrar em contato com João Manoel pelos telefones (84) 3312.6939/99950-7931.

Ampliação

“Tivemos um incremento na procura de estandes em cerca de 30% e, por isso, ampliamos a área da feira e teremos a presença de diversas empresas nacionais e internacionais”, afirma João Manoel, diretor comercial da Expofruit.

A Expofruit 2021 é uma promoção da Promoexpo e é realizada por meio de uma parceria entre o Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (Sebrae/RN) e a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

A feira também conta com o patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, do Governo Cidadão e da Prefeitura de Mossoró/RN e também conta com o apoio do Governo Federal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Banco do Nordeste, Secretaria da Agricultura da Pecuária e da Pesca do Rio Grande do Norte, Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), Embrapa, FAERN/SENAR, Sistema Fiern, Codern, Idiarn e Emparn.

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domingo - 20/06/2021 - 13:48h

A alternativa da produção e exportação do limão

Por Josivan Barbosa

Durante muito tempo temos defendido a diversificação da produção de frutas no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE como forma de ampliar a nossa participação nos mercados americano, europeu e agora o asiático. Uma dessas alternativas é, sem dúvida, o limão Tahiti.

Há algumas experiências de cultivo do limão Tahiti no Semiarido, como no Estado do Piauí, na região de Petrolina – PE e na região de Baraúna.limao_tahiti_adulto_em_vaso_com_180cm_167_1_20201203181849

O produto fresco é muito aceito na Europa e nos Estados Unidos. Um exemplo disso é a sua comercialização durante o ano todo na Espanha.

O Brasil é um dos principais fornecedores do produto para a Europa, mas a sua produção concentra-se no Estado de São Paulo. Normalmente, o Brasil reduz os volumes exportados no verão, quando se importa do México que é outro grande exportador do limão Tahiti para a Europa. O México exporta de maio a janeiro.

Em função da proximidade do México com os Estados Unidos, em algumas épocas do ano o mercado americano pode ser mais atrativo do que o Europeu. O fruto é mais consumido na Europa no verão e, portanto, com a reabertura do canal horeca (hotéis,  restaurantes e bares) as perspectivas são muito boas para o  pós-pandemia.

Atualmente, os preços na Europa têm aumentado para 8 a 10 euros por caixa de 4,5 kg, sendo que o Brasil está aproveitando bem a demanda e enviando quantidades significativas nesse momento.

Outro grande importador europeu do limão brasileiro é o Reino Unido que nesse período aumentou em mais de 50% a importação do fruto a partir do Brasil.

Há, também, a expectativa de que alguns importadores passem a adquirir o produto transportado por via aérea como forma de manter o fornecimento sem qualquer interrupção na Europa.

Outro mercado potencial para o limão Tahiti é a Itália que trabalha com o prognóstico de ampliação da demanda nesse verão com o aumento do fluxo de turistas estrangeiros para as praias, montanhas e, consequentemente, o aumento da demanda por bares e restaurantes.

O mercado no atacado do Norte da Itália está trabalhando com o preço do limão Tahiti na faixa de 2 euros por quilo, o que representa 9 a 10 euros por caixa de 4,5 kg.

Aproximadamente, 90% do limão Tahiti importado pela Itália desembarca no Porto de Roterdã. Na semana passada, num supermercado do Norte da Itália, o limão proveniente do Brasil de alta qualidade estava sendo vendido a 5,30 euros/kg, ao passo que o de segunda categoria era comercializado a 2,89 euros/kg.

A lima ácida (como é conhecido o limão Tahiti) na Europa é cultivado na Itália para o mercado doméstico, mas os frutos são muito susceptíveis ao aparecimento de fungos, bactérias e outras doenças dos citrus, o que torna o produto pouco atrativo.

Na África do Sul que é outro importante importador do produto do Brasil, a temporada do limão Tahiti vai de janeiro a março, quando cai no outono. O preço no mercado oscila de 20 rands (1,2 euros/kg) a 25 rands (1,5 euros) por kilo.

Outro grande mercado internacional do limão Tahiti é o americano que importa o produto principalmente do México. Alguns países da América Central como Guatemala e República Dominicana fornecem o produto para o mercado americano. A Colômbia também exporta. Geralmente o limão proveniente desses países atinge o Leste do Estados Unidos e o Canadá.

O tamanho mais comum é o limão pequeno, com o calibre 6230 predominando, sendo que a faixa de 200 a 250 é aceita. O mercado tende a refratar os calibres maiores.

Os frutos exportados via marítima não conseguem competir com o produto que é importado a partir do México. Os frutos ultramar só conseguem competir quando a fruta mexicana atinge valores de 20 a 30 dólares ou acima disso.

Um bom projeto para a agricultura familiar

Durante muito tempo temos feito uma verdadeira peregrinação para recomendarmos algum projeto para a agricultura familiar do Alto Oeste do RN, uma região que tem sérios problemas de água para o consumo humano, o que torna muito difícil viabilizar qualquer recomendação nesse sentido.

Mas, vem da América Central um projeto que pode ser avaliado pela nossa Secretaria de Agricultura Pecuária e Abastecimento. Trata-se de um projeto com o cultivo da pitaya. Em Honduras o Plan Nacional de Pitahaya está transformando a vida de 2000 produtores do Corredor Seco.

Depois de muitos anos de sofrimento das famílias daquela região com perdas dos cultivos pela falta d`água, elas passaram a colher com êxito volumes consideráveis de pitaya com o apoio do Governo de Honduras no fornecimento de raquetes de pitaya e acompanhamento técnico.

O Governo daquele país apostou no cultivo de pitaya e a aceitação do produtor em aderir ao cultivo dessa fruta é justificado pelo valor nutricional, o seu valor de mercado, sua aceitação por parte do consumidor e a facilidade de adaptação da pitaya a condições climáticas extremas.

O Plan Nacional de Pitahaya de Honduras prevê uniformização das práticas de preparação dos solos, manejo de cultivo e práticas de pós-colheita capazes de assegurar alto padrão de qualidade do fruto para o consumo doméstico e internacional. O projeto busca, também, potencializar a capacidade técnica dos produtores através de equipes técnicas de extensão rural.

Naquela região de difícil convívio com as condições hídricas em Honduras, a exemplo do nosso Médio e Alto Oeste, já há cerca de 180 novos produtores depitaya distribuídos em 10 municípios do Corredor Seco que servirão de modelo para novos produtores. O projeto acima mostra claramente que não precisa inventar a roda para que possamos implementar novos projetos para a agricultura familiar do Médio e Alto Oeste do RN.

Mas, precisa de vontade política dos diferentes níveis de governo (Federal, Estadual e Municipal) e de trabalho em sintonia. Um projeto dessa natureza no nosso RN poderia aproveitar toda a logística de exportação do melão, melancia, mamão e outras frutas e avançar na colocação da pitaya produzida por pequenos produtores nos mercados americano e Europeu.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 13/03/2020 - 11:10h
Porto de Natal

MPF cobra da União e Codern escâner de contêiner

O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com Ação Civil Pública (ACP) em desfavor da União e da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN). Quer que a Justiça Federal determine a aquisição, instalação e operacionalização de escâner de contêiner no Porto de Natal.

O MPF requer concessão de tutela provisória de urgência, para que as providências sejam imediatas, devido aos prejuízos econômicos e vulnerabilidade ao tráfico internacional de drogas a partir do estado.

Em 2019 as apreensões no porto bateram recorde revelando nova rota do tráfico (Foto: cedida)

Apenas nos últimos 18 meses, de acordo com a imprensa, o tráfico internacional de drogas teria movimentado mais de 15 toneladas de cocaína no Rio Grande do Norte (isso apenas em apreensões), valendo-se especialmente das falhas estruturais e de segurança do Porto de Natal.

O procurador da República Renan Paes Félix afirma destaca que a ausência do escâner facilita “o fortalecimento de organizações criminosas, aumenta a insegurança e permite o recrudescimento de diversos outros crimes, como roubos e homicídios vinculados a disputas de pontos de drogas por facções criminosas.”

Economia

Além de questões de segurança, a falha estrutural no Porto de Natal causa prejuízos à economia potiguar, que tem grande volume de exportação de produtos agrícolas, sobretudo para a Europa. Conforme dados do Ministério da Economia, desde de 2016 o RN é o maior exportador de melão do país. Foram 163 mil toneladas da fruta em 2017.

A ACP relata que o Porto de Natal vem sofrendo um decréscimo nas suas atividades portuárias e a carga, advinda de produtos do próprio estado, tem migrado para os portos dos estados vizinhos, ocasionando perdas para o RN em empregos e divisas.”

Em ofício, a governadora Fátima Bezerra reiterou a gravidade da situação: “devo ressaltar que a inexistência de escâner na estrutura portuária já trouxe diversas consequências negativas à economia potiguar (…) é inaceitável que o Estado do Rio Grande do Norte deixe de contar com esse importante equipamento n Porto de Natal”, afirmou.

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Categoria(s): Economia / Justiça/Direito/Ministério Público / Segurança Pública/Polícia
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