quinta-feira - 15/07/2021 - 14:22h
Direito

III Semana Jurídica da Uern abre inscrições para evento

Uern, Evento Jurídico em Julho de 2021A terceira edição da Semana Jurídica da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) está com suas inscrições abertas em seu primeiro lote, começando nesta segunda-feira, 12, indo até o domingo (18). Com o tema “Sociedade, Direito e Tecnologia”, o evento é de organização do Centro Acadêmico Rui Barbosa (CARB) e da Faculdade de Direito (FAD) em parceria com a Uern.

Será realizado entre os dias 16 e 20 de agosto, contando com palestras, minicursos e grupos de trabalho em sua programação.

Com valores iniciais fixados em 10 e 15 reais para estudantes e a comunidade em geral, respectivamente, a III Semana Jurídica acontecerá inteiramente em ambiente remoto, promovendo a participação e integração estudantil no evento mesmo em meio a pandemia provocada pelo vírus da Covid-19.

Convidados

A agenda da III Semana Jurídica contará com nomes de peso, como a jornalista e ex-candidata à vice-presidência da República Manuela d’Ávila (PCdoB); a deputada federal pelo Rio Grande do Norte Natália Bonavides (PT); o professor, escritor e doutor em direito Marcelo Neves; e outros convidados de relevância dentro do contexto do direito no Brasil e no mundo.

Além das palestras, os minicursos ministrados por alunos e grupos de trabalho para a exposição de artigos por parte da comunidade acadêmica encorpam a programação do evento. As inscrições para a Semana Jurídica podem ser feitas através deste link (//www.even3.com.br/iiisjfad/). A programação completa com editais de submissão de artigos e outros conteúdos do evento podem ser encontrados no perfil da @semanajuridicauern no Instagram: (//www.instagram.com/semanajuridicauern/)

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Categoria(s): Gerais
sexta-feira - 04/10/2019 - 16:38h
Drogas

Professor mossoroense lançará livro na OAB em Brasília

O professor e advogado mossoroense Olavo Hamilton lançará na próxima segunda-feira (7), no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, seu terceiro livro. “Drogas: criminalização simbólica” é o título da obra.

Hamilton: políticas equivocadas (Foto: Programa Cidadania)

O lançamento acontecerá às 9h, no hall do plenário, terceiro andar, com presença do prefaciador, professor-doutor Marcelo Neves.

O livro é fruto de sua tese de doutorado, desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) e defendida em dezembro do ano passado.  A ideia central apresentada por Olavo, é que “a criminalização das drogas nunca serviu à proteção da saúde pública, conforme promessa do discurso oficial, mas para fins políticos ocultos, no sentido de confirmação de valores sociais, demonstração da capacidade de ação do Estado e, atualmente, o de adiamento de uma efetiva solução para o problema”, comenta ele.

Legalização das drogas

O resultado inequívoco, ainda segundo o autor, teria sido o dispêndio de trilhões de dólares, a morte de centenas de milhares de pessoas e o encarceramento em massa dos mais pobres, sem que a saúde pública tenha obtido qualquer ganho – uma tragédia social e humana.

Defensor da legalização das drogas como forma de enfrentar o problema, Olavo admite que o tema é polêmico, mas que precisa ser discutido seriamente e sem tabus pela sociedade civil organizada.

Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade é advogado, conselheiro federal da OAB, além de professor-doutor da Faculdade de Direito (FAD) da Universidade do Estado do RN (UERN).

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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domingo - 27/07/2014 - 11:33h

Manifesto em repúdio à censura e à perseguição na Fad/Uern

Por Glaydston Samir de Albuquerque Coutinho

Tomei conhecimento nesta data (24 de Julho de 2014), da instauração de Processo Administrativo em desfavor de um Estudante, colega do curso de Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, em face deste ter postado em Rede de Relacionamentos – Facebook – o seguinte textículo:

“Os Professores da UERN só podem fazer greve quando começarem a ministrar aulas de verdade… A grande maioria ganha muito para nada, tenham vergonha na cara.”

Fui informado que alguns professores, se sentindo atingidos com a declaração, teriam cogitado entrar com Representação Penal por difamação, mas, acabando  por se instaurar o tal Processo Administrativo. Destaque-se que, segundo relatos feitos a mim, por alunos de Períodos distintos, deram conta que houve professor que passou em salas “Avisando” em tom intimidatório, e falando que “quem fez isso não tem hombridade”.

Pois bem, como é de conhecimento de todos, tanto na Faculdade de Direito, como na de Filosofia, por onde também passei, busquei e busco não falar mal de ninguém, seja Discente, Docente ou Técnico. Deve ser dito ainda que todos os alunos na Uern, bem de todos os cursos, têm críticas à metodologia de um ou outro professor, isso é normal.

Assim, embora não concordando com a forma da crítica feita, concordo menos ainda, aliás, repudio completa e veementemente a forma de intimidação, censura velada e revelada, perseguição, ofensa clara e direta à Constituição quando da tentativa de suprimir o exercício da Liberdade de Expressão, Direito Fundamental, previsto na nossa Lei Magna, em seu Art. 5º, inciso IV, direito intrínseco do ser humano e um dos mais importantes em uma sociedade.

Vale lembrar o Filósofo Jean Paul Sartre, quando diz que:

A minha liberdade está perpetuamente em questão em meu ser; não se trata de uma qualidade sobreposta ou uma propriedade de minha natureza; é bem precisamente a textura de meu ser.

Infelizmente, herdamos em nosso país, uma cultura de intolerância às criticas, tal cultura, parece-nos, fica mais evidente quando a critica recai sobre grupo ou sujeito dominante, no caso, parte dos Docentes da nossa Gloriosa Universidade, cuja história é enlameada mais uma vez, por medida autoritária que ora se questiona.

A abertura de Processo Administrativo contra Discente que manifestou opinião e a forma de intimidação e perseguição àqueles que tem opinião desabonadora a determinado grupo, ainda que esteja equivocada no sentir daqueles, é, em nosso entender, a máxima comprovação da visão de Montaigne, de que, em qualquer meio, aqueles que detêm alguma forma de poder, tendem a abusar dele e assim procederão enquanto não encontrarem limites.

Coincidentemente, o caso presente acontece no aniversario dos 50 anos do golpe militar de 1964, onde medidas como essa, que ora repudiamos, passaram a ser praxe. Digo isto por recordar o memorável Manifesto do Grande Marechal Henrique Teixeira Lott que, ainda em 1961, conclamou “todas as forças vivas do país, as forças de produção e do parlamento, os estudantes e intelectuais, os operários e o povo em geral, para tomar posição decisiva e enérgica no respeito à Constituição…” contra o que se propunha o então Ministro da Guerra, Odílio Denys, de não permitir que o Vice-Presidente João Goulart tomasse posse como Presidente.

Por causa deste manifesto foi preso por ordem daquele.

Nesta perspectiva, inspirado no exemplo deste grande brasileiro, e, entendendo que a Liberdade de Expressão é um bem deveras importante e digno de qualquer sacrifício, me manifesto prontamente contra este ataque ao livre exercício da Liberdade de Expressão do colega Estudante, conclamo toda a classe Discente de todas as Universidades, sobretudo, os Estudantes dos Cursos de Direito dos Campus de Mossoró e de Natal, os Técnicos Administrativos, Docentes, bem como os membros da Reitoria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e a Imprensa, a se posicionarem de forma decisiva e enérgica no respeito à Constituição, a fim de fazer revogar o ato de instauração desse “Processo Administrativo”, instaurado contra Estudante, tão apenas por suas opiniões e convicções.

Termino citando o Poema “E não sobrou ninguém” de Martin Niemöller:

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar.

Certo que a sociedade Uerniana, bem como, a sociedade mossoroense saberão portar-se à altura de suas histórias, não se calando diante dessa afronta à Liberdade de Expressão, publico este manifesto.

Glaydston Samir de Albuquerque Coutinho é acadêmico de Direito da Faculdade de Direito (FAD)/Uern

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Categoria(s): Artigo
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