domingo - 12/08/2018 - 05:28h

Agricultura irrigada na terra da Expofruit

Por Josivan Barbosa

A Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2018 é mais uma edição da nossa feira de frutas que iniciou-se em 1993 com o nome de Fenafruit, num projeto audacioso coordenado pelo professor Luiz Soares da Silva, que na ocasião exercia o cargo de presidente da Profrutas.

Nos tópicos abaixo contamos um pouco da história da agricultura irrigada na terra da Expofruit.

O plantio de melão na nossa região começou no final da década de 70 pelas mãos do engenheiro agrônomo Roberto Kikuti e do espanhol Manolo, contratados pela Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) para serem os responsáveis pela logística do caju in natura destinado ao mercado do Sudeste. O Espanhol Manolo plantou algumas sementes de melão trazidas de São Paulo no quintal da sua casa na Vila da Maisa (Agrovila Ângelo Calmon de Sá). O resultado foi um melão de excelente sabor.

Produto se tornou uma marca de exportação e negócio próspero, apesar de muitas dificuldades (Foto: Web)

Devido ao sucesso na qualidade do melão, os dois técnicos levaram uma proposta de plantar melão ao empresário Geraldo Rola, o qual aceitou de imediato. A região da Maisa concentra um grande número de pequenos, médios e grandes produtores de melão e melancia. Muitos dos produtores trabalharam como engenheiros agrônomos na antiga Maisa.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit II

A história da nossa agricultura irrigada passa, também, pelos municípios de Governador Dix-Sept Rosado e Caraúbas. Em meados da década de 90 alguns produtores da região experimentaram a cultura do melão em Governador Dix-Sept Rosado. O insucesso do melão em Governador Dix-Sept Rosado foi atribuído aos solos rasos e a alta salinidade da água no segundo semestre do ano.

Nesta mesma época a Fazenda São João experimentou plantar melão no município de Caraúbas. A água naquela microrregião era proveniente do arenito-açu, com poços a uma profundidade de cerca de 500 m. O insucesso da cultura do município de Caraúbas é atribuído a fatores externos à produção. Naquela época o município passava por uma onda de violência, oriunda de sucessivos crimes entre famílias tradicionais da região do Médio Oeste.

Nos últimos anos o melão retornou a ser plantado nesses municípios, agora sob a responsabilidade das empresas WG e Vita Mais.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit III

Alguns produtores de melão do Agropólo Mossoró-Açu (como era denominada região) e circunvizinhos tentaram produzir melão na microrregião de Upanema a partir do início dos anos 90. As agroindústrias mais tradicionais que plantaram melão no município de Upanema foram a Fruitland Ltda e a Ferrari Produção e Distribuição de Frutas ltda. O melão produzido em Upanema era de excelente qualidade. Plantava-se o melão tipo amarelo, Pele de Sapo, Orange Flesh e os tipos nobres (Cantaloupe e Gália).

A água daquela microrregião é de excelente qualidade e os poços são de baixa profundidade (80 a 150 m). A vazão dos poços é baixa e os solos são arenosos, com manchas pouco permeáveis, o que dificultava o cultivo em épocas de chuva. O principal problema da cultura do melão no município foi atribuído a insucessos administrativos das empresas ali instaladas. Durante o último período de seca na região (2011-2017) algumas empresas passaram a adquirir áreas em Upanema e a tendência é que o município volte a ser um importante produtor de melão.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit IV

A agricultura irrigada na região do Vale do Açu teve início nos primeiros anos da década de 80 quando o engenheiro Agrônomo Dr. Davi Americano implantou as primeiras áreas irrigadas com tomate, melão, manga, cebola e mamão. Dr. Davi implantou no Vale do Açu a agroindústria Agro Know que foi desativada no início da década de 90. Outra grande empresa que se instalou na região do Vale do Açu foi a agroindústria Frunorte Ltda, que passou de seis hectares de melão cultivados no ano de 1986 para 1200 hectares em 1992.

Graças ao sucesso do melão a Frunorte implantou outras culturas nos municípios de Assu e Carnaubais. Além da manga, que chegou a uma área implantada de 460 hectares, a empresa implantou ainda áreas com acerola, pupunha e melancia. Entre outros aspectos inerentes ao setor da agricultura irrigada, o insucesso da Agro Know é atribuído a empréstimos desordenados que o cultivo irrigado não pagava. O insucesso da Frunorte é atribuído a desvalorização cambial que chegou em 1994, quando com um real se comprava 0,88 dólar e a empréstimos desordenados.

A Frunorte era uma empresa inovadora e não media esforços na importação de técnicos e administradores. Possuía um grande escritório na cidade de Assu com 55 funcionários, cuja remuneração dos chefes e chefiados superava em muito a média da cidade. A empresa importava técnicos e tecnologia de Israel e apresentava alta rotatividade dos administradores (chefes de recursos humanos, diretor técnico, diretor administrativo, entre outros) e de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas. Durante o período da grande seca (2011-2017) algumas empresas produtoras de melão e melancia se instalaram no Vale do Açu e nas regiões circunvizinhas de Afonso Bezerra, Jandaíra e Pedro Avelino.

Área de produção da marca "Melão Mossoró" potencializa produto que tem história no semiárido

Agricultura irrigada na terra da Expofruit V

Atualmente a região da Grande Maisa possui a maior concentração de empresas da agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Tudo começou com o empresário Francisco Camargo que capitaneou a instalação nas microrregiões de Pau Branco e Mata Fresca de várias agroindústrias de melão nas décadas de 80 e 90, entre elas a Viva Agroindustrial, Transeuropa, Brasil Tropical e Alba Agrícola. Outros exemplos nessa microrregião são as agroindústrias Ariza (capitaneada pelo empresário Nóbrega) e Rafitex. A primeira atingiu o auge na produção de melão no ano de 1992 chegando a 300 hectares da cultura na safra.

O insucesso da Ariza é atribuído ao uso de água escassa oriunda de uma lagoa susceptível a concentração de sais no segundo semestre e a proximidade do litoral (ventos fortes com movimentos de areia prejudicavam a cultura). O insucesso da Rafitex, além dos problemas administrativos (não possuía quadro técnico capacitado e experiente) é atribuído a problemas na captação de água de um poço profundo ocasionado por defeitos numa bomba importada dos EUA. A empresa chegou até a contratar, sem sucesso, o serviço de um técnico americano para consertar a bomba.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit VI

Nos vizinhos municípios de Grossos e Areia Branca também já experimentou-se a cultura do melão. Em Areia Branca (Ponta do Mel) a empresária Mônica Rosemberg implantou, no início da década de 90, a agroindústria Duna, a qual teve vida útil muito curta, ficando no mercado por apenas três anos. No Município de Grossos, no início dos anos 2000, a agroindústria Fruitland testou, na época da chuvas, o plantio de melão na comunidade rural de Areias Alvas.

Zona azul

O município de Mossoró precisa resolver de uma vez por todas essa polêmica do projeto da Zona Azul. Uma forma simples, moderna e eficiente seria copiar o que está sendo feito em Fortaleza. O Sistema de Zona Azul digital de Fortaleza será mais cômodo aos condutores. A ideia é que faça uma carteira digital no celular.

A medida que o condutor parar na vaga, a obrigação é acionar o aplicativo. Se o usuário ativar o serviço de geolocalização, automaticamente ele nem se preocupa. Caso contrário, ele ativa o aplicativo e usa o crédito no tempo de interesse.

Se o condutor encontrar-se ocupado e o tempo estiver próximo de acabar, ele será notificado pelo sistema e poderá ativar mais tempo.

Quanto às pessoas que não usam celular, haverá pontos fixos de venda digital.

Ao digitar e não constar o pagamento do serviço, o veículo será multado por estacionamento indevido. Não se tem a obrigação de dizer a localização, mas sim de pagar aquele valor pela vaga. A Prefeitura realizou um estudo de tempo de uso de vaga em cada região da cidade. Haverá regiões onde o tempo será maior devido às atividades existentes, como em uma área de instituições de ensino e regiões de grande fluxo de comércio, como no Centro da Cidade.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 30/07/2018 - 12:20h
COLUNA DO HERZOG

Começamos a despertar; estamos no caminho

Por Carlos Santos

Há meses temos postado nesta página e repetido em programas de rádio e TV para os quais somos convidados: as maiores dificuldades do candidato este ano serão duas – “convencer o eleitor a sair de casa e a votar em seu nome.”

Pesquisa atrás de pesquisa o cenário se consolida. O eleitor segue refratário à política, aos partidos e aos políticos. As preferências a cargos majoritários e proporcionais são inferiorizadas pela tendência ao “não voto” (nulo, branco e abstenção).

A própria disputa ao Governo do Estado e ao Senado mantém essa distância entre eleitor e pré-candidatos. Na Pesquisa Espontânea publicada no domingo (29), pela Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN)/Instituto Certos, o não voto somou 80,71 % ao Governo e 86,95% ao Senado.

Vale lembrar que estamos a a menos de 70 dias das eleições.

Marchamos para a escolha de nomes sob o critério do “menos ruim” ou sob a ótica da punição generalizada a tudo e a todos. Não é estranho que esse fenômeno esteja ocorrendo.

Talvez seja até mesmo um avanço, pois o eleitor estacou. Diz a seu modo ainda confuso, descalibrado, que quer sair desse fosso em que se meteu e foi jogado, por uma geração de políticos que não atende às suas demandas.

Mentalidade e modelo políticos feneceram. Mas não basta mudar nomes, sobrenomes ou siglas.

Teremos mudanças radicais nas urnas? Certamente que não. A mudança não é um ato, não se efetiva numa eleição. É um processo contínuo, um caminho. De algum modo, começamos. Há um despertar!

PRIMEIRA PÁGINA

Tudo em família lá na casa da pré-candidata Zenaide Maia – Apresentando-se como progressista e diferenciada da concorrência, a deputada federal e pré-candidata ao Senado Zenaide Maia (PHS) repete a fórmula de sempre na política potiguar: de sua casa também sairá um nome à Assembleia Legislativa: Mada Calado (PT), sua filha. Zenaide faz parte da futura coligação PT-PHS-PCdoB. Em campanha, é bom ela evitar falar de Maias, Farias, Rosados, Alves e outros clãs oligárquicos.

Grupo de prefeita muda de pré-candidato para não bater de frente com Robinson – O grupo da prefeita de Areia Branca, Iraneide Rebouças (PSD), recuou do apoio que estava azeitando à reeleição do deputado estadual Raimundo Fernandes (PSDB). Agora aposta no médico Bernardo Amorim (Avante). A mudança tem uma razão de ser: o apoio de Raimundo à postulação ao governo estadual do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT). Afiados e alinhados com o governador Robinson Faria (PSD), nome à reeleição, a prefeita e seu estamento ficaram cientes de que a preferência não tinha aval dele e do articulista político governista, deputado federal Fábio Faria (PSD).

Carlos é "testado e aprovado", copia Kadu (Foto: divulgação)

Francisco José Júnior ‘inspira’ Kadu Ciarlini – Em sua estreia há poucos dias em discurso em defesa da chapa da qual fará parte, como vice do pré-candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT), Kadu Ciarlini (PP) lançou mão de um slogan utilizado pelo ex-prefeito de Mossoró Francisco José Júnior (sem partido). Em Lagoa Salgada, semana passada, ele disparou: “Carlos Eduardo foi testado e aprovado quatro vezes como administrador (…)”. O “testado e aprovado” foi adotado por Francisco José Júnior (veja AQUI) na eleição suplementar de Mossoró em maio de 2014, da qual saiu vitorioso, numa coligação com 12 partidos.

Indecisos assustam e instigam concorrentes ao Senado – A corrida eleitoral ao Senado da República será mais emocionante do que a luta pelo governo estadual no RN. Até aqui, as pesquisas têm mostrado isso. A definição dos dois eleitos em outubro é de difícil prognóstico. Na pergunta Espontânea da sondagem Fiern/Certus publicada nesse domingo (30), pelo menos 86,95 dos eleitores não têm qualquer preferência. Os números da pesquisa (veja AQUI) devem causar mais apreensão do que animação aos que pontuaram melhor (Garibaldi Filho-MDB, Geraldo Melo-PSDB, Capitão Styvenson-sem legenda e Zenaide Maia-PHS). Nenhum deles empolga.

Cúpula de Fátima faz as contas para a Assembleia Legislativa – A cúpula da pré-candidatura ao governo estadual, da senadora Fátima Bezerra (PT), mexe e remexe em números quanto às eleições à Assembleia Legislativa. Deduz que é possível a eleição de três a quatro deputados estaduais na coligação PT-PHS-PCdoB. É possível, mas é não provável. Dependerá muito, muito mesmo, do próprio desempenho da majoritária. Nomes hoje que estariam melhor situados nessa proporcional são de dois deputados: Souza (PHS) e Carlos Augusto Maia (PCdoB). Há trabalho preferencial no petismo por Francisco Medeiros, o “Francisco do PT”, ex-prefeito de Parelhas. Mas o ex-candidato a prefeito de Mossoró Gutemberg Dias (PCdoB) não deve ser ignorado, pois se movimenta além dos guetos partidários e em múltiplos estamentos sociais e ideológicos. A vereadora mossoroense Isolda Dantas (PT), apesar de ‘cristianizada’ por velhos caciques locais da legenda, corre por fora. Tem uma militância jovem e crescente, que pode lhe acrescer muito.

“Trair e coçar é só uma questão de começar” – O pré-candidato à reeleição Robinson Faria (PSD) caminha para uma campanha paradoxal: deverá ter em torno de si maior número de partidos, candidatos a cargos proporcionais e lideranças, mas sob uma atmosfera de perfídia. Boa parte das legendas liberou seus futuros candidatos a cargos proporcionais para votarem em qualquer nome ao governo. Outras que anunciaram apoio integral, como o gigante PSDB, não têm como garantir empenho, fidelidade e voto. Estamos diante de uma campanha extremamente predatória, um salve-se quem puder em que “trair e coçar é só uma questão de começar”.

EM PAUTA

Nova Cadeia – A nova Cadeia Pública de Ceará Mirim, que está sendo construída pelo Governo do Estado, já começou a ser equipada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC). A inauguração será feita no mês de agosto, e o prédio passa agora pelas últimas adaptações antes da entrega. Seu custo final ficará em torno de R$ 26 milhões, com recursos da União e do Estado do RN.

Dimas Borba é um sucesso exponencial cantando música de Renato Russo e Legião Urbana (Foto: divulgação)

Balada Anos 80 – Vai ser no próximo dia 18 de agosto, às 21h, no Oba Restaurante em Mossoró, a realização de outra edição do Balada Anos 80, revivendo a década musical mais criativa, despojada e alegre da música mundial. Caixa Pop, Alfredo e os Caras e o melhor cover no país de Renato Russo (Legião Urbana) – Dimas Borba. As vendas antecipadas do primeiro lote promocional de ingressos acontecem no Universo Eletromusical (Shopping Oásis Center), centro de Mossoró. Fone: (84) 98802-9400.

Jiu Jitsu – O pauferrense Felipe Magnus, após uma série de conquistas em competições nacionais, alcança o disputadíssimo e seleto Ranking Meia Guarda (veja AQUI), entre os 12 melhores atletas do Jiu Jitsu. É importante que a iniciativa privada e setor público apoiem Magnus, que vai se tornando referência no esporte.

Expofruit – Durante a Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT), que acontecerá em Mossoró de 21 a 24 de agosto, será promovido também o XXV Curso de Habilitação de Responsáveis Técnicos para Certificação Fitossanitária de Origem e Certificação Fitossanitária de Origem Consolidada (CFO/CFOC). Tem como objetivo habilitar engenheiros agrônomos para emissão de Certificado Fitossanitário de Origem (CFO) e Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado (CFOC).

SÓ PRA CONTRARIAR

Nem toda traição política será castigada. Decifra-me ou te devoro!

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Quem faleceu em Fortaleza-CE no sábado (28) foi o ex-goleiro do Potiguar e ABC Salvino Damião Neto, 62, o “Salvino”. Teve parada cardíaca. Nasceu em Marcelino Vieira e fez uma longa e vitoriosa carreira em clubes nordestinos, principalmente o Fortaleza. Que descanse em paz.

Obrigado à leitura do Nosso BlogFrancisco Almeida (Rio de Janeiro-RJ), Anchieta Alves (Mossoró) e Marcos Leão (Natal).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (23/07) clicando AQUI.

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Categoria(s): Coluna do Herzog
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