terça-feira - 18/08/2020 - 16:40h
Internet

Isolda lança plataforma para escutar o povo de Mossoró

Isolda: lançamento (Foto: assessoria)

Na quinta, 20/08, Isolda Dantas, deputada estadual e pré-candidata a prefeita de Mossoró (PT), lança plataforma Mossoró de toda gente.

O evento será transmitido em seu canal de YouTube, às 19h, e contará com a presença do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), da Governadora Fátima Bezerra (PT) e de convidados e apoiadores – todos de forma online.

A plataforma Mossoró de toda gente estará disponível a partir do lançamento e toda população pode participar mandando as demandas de saúde, segurança, educação, emprego, estrutura da cidade.

Isolda diz que o objetivo da plataforma é “ouvir a população sobre suas necessidades, como também suas ideias porque o povo tem problemas mas também tem soluções. As pessoas conhecem seus bairros como ninguém. Essa escuta será fundamental na construção de um projeto coletivo de gestão no qual a cidade seja voltada para cuidar das pessoas”.

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quarta-feira - 15/07/2020 - 09:22h
Flávio Dino

O caminho presidencial pela via da fusão partidária

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), sinaliza com forte possibilidade de que tenhamos uma fusão (ou incorporação) partidária após as eleições municipais deste ano, no país.

Costurando e aplainando meios e caminhos para ser candidato à Presidência da República em 2022, Dino sabe que precisará de melhor estrutura partidária, com capilaridade nacional, de modo a fazer sua postulação andar e se infiltrar nos grandes centros e rincões.

Flávio é governador do Maranhão e afirma que não sairá do PCdoB para ser candidato (Foto: Kleyton Amorim/UOL)

O PCdoB não tem esse porte. E ele tem dito que simplesmente não vai mudar de camisa para ser candidato de qualquer jeito.

Um dos primeiros desafios do governador, não é exatamente essa comunhão de forças com um partido com o qual se afina, no mesmo campo ideológico de esquerda. É crescer em meio à polarização entre o bolsonarismo e o petismo, que sustentam esse “Fla x Flu” que é benéfico aos dois lados.

Pouco provável, por exemplo, que se confirmando em 2022 uma candidatura sua, o PT se componha em primeiro turno com o governador. Esse partido é protagonista de eleições presidenciais desde 1989, no início do processo de eleições diretas à Presidência da República, pós-regime militar de 1964.

Lula da Silva, Dilma Rousseff e Fernando Haddad disputaram eleições pelo petismo nesse período e quatro mandatos presidenciais foram obtidos (dois com Lula e dois com Dilma).

Por enquanto, essa é uma aliança distante de se confirmar, porque os interesses se chocam e não estão completamente focados em derrotar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Apesar de Flávio Dino e Lula, líder petista, terem essa mesma aspiração, não querem a mesma configuração de chapa para 2022.

PCdoB com PSB, e o partido que tende a nascer daí, vão ter candidatura presidencial  (se não ocorrerem maiores sobressaltos). O PT, certamente. No segundo turno é outra história.

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quinta-feira - 14/11/2019 - 09:18h
"Desafios para a região"

Fátima Bezerra posa, em Salvador, ao lado de Lula

Do Uol

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está no Nordeste e posou com governadores da região.

Governadora do Rio Grande do Norte posa ao lado de Lula, Geise e Lula (Foto: reprodução)

O ex-presidente, que foi solto na última sexta-feira (8) após 580 dias encarcerado na sede da Polícia Federal de Curitiba, se reuniu com aliados para debater “desafios para a região”.

O perfil de Lula no Twitter postou primeiramente uma fotos com Jaques Wagner, senador: “De volta ao Nordeste. Revendo o amigo Jaques Wagner na chegada a Salvador”.

Mais tarde, o ex-presidente apareceu ao lado de Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Rui Costa (governador da Bahia), Fátima Bezarra (Rio Grande do Norte) e Wellington Dias (Piauí).

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Categoria(s): Política
terça-feira - 06/08/2019 - 07:48h
Natal

“As cartas que Lula não recebeu” será lançado dia 23

“As cartas que Lula não recebeu”, livro com autoria dividida por vários autores do país, é o título do livro a ser lançado no próximo dia 23 em Natal, no Bardallo’s Comida & Arte, no Cidade Alta, Natal, às 18h.

Entre os missivistas, o médico e ex-candidato ao Senado em 2018 Alexandre Motta (PT), com o texto “Das dores e dos sentimentos”.

A publicação tem prefácio do professor e ex-candidato presidencial Fernando Haddad, saindo pela Editora ComPactos de Curitiba-PR.

O pré-lançamento já está sendo feito, com venda antecipada através de depósito bancário pelo Banco do Brasil ou Caixa Econômica Federal (CEF), no valor de R$ 50,00 por exemplar.

Mais informações por esse Fone/WhatsApp: (84) 9 8620 3822 (Hévila Cunha).

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terça-feira - 05/02/2019 - 05:50h
Pacote Anticrime

Uma ausência justificada, mas inconsistente

A governadora Fátima Bezerra (PT) faltou à apresentação do “Pacote Anticrime” do Governo Jair Bolsonaro (PSL), mostrado nessa segunda-feira (4) em Brasília (veja AQUI) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Sérgio Moro fez apresentação para governadores e secretários de segurança (Foto: BBC Brasil)

A justificativa dada: hoje (terça-feira, 5), ela tem a apresentação da Mensagem Anual do Governo à Assembleia Legislativa. Além disso, salientou que o titular da Secretaria de Estado da Segurança e Defesa Social (SESED), coronel Araújo, “participará dos desdobramentos da reunião durante dois dias em Brasília, esta semana”.

O arrazoado da governadora à ausência não se sustenta. Será que ela faltaria, caso o ministro da Justiça e Segurança Pública fosse do Governo Fernando Haddad (PT)? Provavelmente, não.

A distância entre Brasília e Natal pode ser facilmente percorrida por via aérea em poucas horas, tempo mais do que suficiente para ela dormir em casa para os compromissos desta terça-feira.

Interessante sublinharmos, que o governador do Piauí e petista como Fátima Bezerra, Wellington Dias, ontem mesmo esteve na Assembleia Legislativa do seu estado para cumprir o compromisso que Fátima só terá hoje (veja AQUI). Realmente, não podia estar em Brasília em igual horário.

Camilo Santana (PT) do Ceará e Rui Costa (PT) da Bahia compareceram.

Quanto à participação do coronel Araújo em reuniões com outros secretários, o compromisso não chega a ser uma manifestação de interesse do Governo Fátima Bezerra em se integrar à luta anticrime, mas injunção. Ele tem que participar.

Poderia representá-la ontem e não o fez, certamente porque não recebeu determinação para tanto.

O RN é um dos campeões nacionais de criminalidade, não podemos esquecer.

A governante foi eleita para enfrentar esse e outros problemas, sendo imprescindível a associação com o Governo Federal.  Sem ele, nada feito.

Antipatias pessoais, divergências políticas e antagonismos ideológicos não ajudam em nada o RN.

A propósito, só quem tem a perder é seu povo.

Fátima passa, passará; como passou Robinson Faria (PSD).

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domingo - 16/12/2018 - 06:20h

Teto de Gasto dificulta estados federados

Por Josivan Barbosa

Os secretários estaduais de Fazenda informaram que os seus Estados não têm condições de cumprir o teto de gasto estabelecido pela lei complementar 156/2016, que concedeu um prazo de mais 240 meses para o pagamento das dívidas renegociadas pela União.

Para terem direito ao prazo adicional, os Estados se comprometeram a limitar o crescimento anual das suas despesas correntes à variação da inflação. O teto de gastos valeria nos dois exercícios subsequentes à assinatura do termo aditivo do contrato de refinanciamento das dívidas.

A lei complementar 156 estabelece que, se o teto de gastos não for cumprido, será revogado o prazo adicional de 240 meses para o pagamento da dívida renegociada.

Umas das explicações dos secretários é a de que a inclusão das despesas com saúde e educação no teto dos Estados, que estão vinculadas ao comportamento da arrecadação, compromete a capacidade do Estado de cumprir a determinação da lei complementar 156.

PPS

O PPS deve mudar de nome no próximo mês, quando irá realizar seu congresso nacional e adaptar-se para tentar abrigar filiados do Rede Sustentabilidade, partido da ex-senadora Marina Silva (AC), e de movimentos de renovação política, como o Agora!. O partido poderá passar a se chamar Cidadania. Há uma discussão se o novo nome da legenda terá uma ou duas palavras. O que está cedido é que as expressões “partido” e “socialista” deverão ser eliminadas.

Caminhoneiros

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, deve herdar mais uma pendência da gestão Michel Temer: o impasse entre caminhoneiros e empresas transportadoras em torno do tabelamento do frete.

Previdência

A equipe econômica do presidente eleito, Jair Bolsonaro, ainda não concluiu sua proposta de reforma da Previdência. O sonho de Guedes é caminhar do atual sistema de repartição simples (no qual os trabalhadores da ativa bancam os aposentados) para um sistema de capitalização (no qual cada pessoa tem uma conta e receberá ao se aposentar uma renda equivalente ao seu estoque de contribuições).

Essa ideia, contudo, além de polêmica e altamente complexa do ponto de vista técnico, é vista como muito difícil de prosperar no Congresso Nacional.

Uma parte do governo, incluindo integrantes da atual equipe econômica, aponta que o ideal é tentar avançar pelo menos parte da atual proposta que está no Parlamento e que foi aprovada na Comissão Especial de Reforma da Previdência. O objetivo é fazer com que pelo menos ajustes como a definição de uma idade mínima e regras mais convergentes entre os setores público e privado sejam aprovados ainda no primeiro semestre.

Eduardo Bolsonaro

Para Eduardo Bolsonaro, que tem sido o porta-voz mais eloquente do entorno do pai para questões externas, a China tornou-se o principal parceiro comercial do Brasil por razões ideológicas. A sugestão é que, por uma escolha do governo petista, as transações comerciais com os chineses foram facilitadas e estimuladas, em detrimento das relações com os Estados Unidos. O argumento desconsidera que o aumento das exportações para a China não é um fenômeno que se restringe ao Brasil. Tampouco contempla o fato de que o crescimento acompanhou a aceleração do PIB chinês a partir do início do milênio.

FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso alertou para o perigo de o novo governo tomar partido na guerra comercial. A declaração de FHC vai de encontro ao que disse Bolsonaro Filho.  O comentário foi de teor econômico, mas, o peso político da declaração é inevitável, dado os movimentos da equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, em torno da questão. Enquanto os mercados globais vivem dias de forte sobe e desce em reação ao desenrolar da dança Trump-Xi Jinping, Eduardo Bolsonaro, filho do presidente eleito, não usou meias palavras para defender uma “guinada” do Brasil na área comercial, em favor dos Estados Unidos.

China

É evidente que, ao contrário dos Estados Unidos, o Brasil não tem força econômica que lhe dê a liberdade de colocar em segundo plano uma parceria econômica como a que tem com a China.

O país asiático é nosso principal parceiro comercial – este ano respondeu por 24% da corrente de comércio total do país, gerando superávit para o Brasil. Como comparação, o comércio com os Estados Unidos representou 16% da corrente total, com déficit para os brasileiros.

Dória

Com as indicações para o primeiro escalão – com seis ministros e ex-ministros de Temer-, o tucano Doria começa a pavimentar sua eventual candidatura presidencial, em 2022.

Henrique Meirelles deve ser a estrela do secretariado. Como forma de dar mais prestígio ao ex-ministro, o tucano afirmou que ele comandará uma “supersecretaria”, que englobará a atual Secretaria de Planejamento e Gestão, e o programa de Desestatização. Doria anunciou Meirelles como “um dos maiores nomes da economia mundial” e disse que ele terá um gabinete no Palácio dos Bandeirantes, além do atual gabinete da secretaria, no centro de São Paulo.

Além de Meirelles, Doria nomeou outros cinco ministros e ex-ministros de Temer: Sérgio Sá Leitão (Cultura), Rossieli Soares (Educação), Gilberto Kassab (Casa Civil), Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos) e Vinícius Lummertz (Turismo). Escolheu também políticos que derrotados nas urnas, como Celia Leão (Pessoa com Deficiência), Marco Vinholi (Desenvolvimento Regional) e Aildo Rodrigues Ferreira (Esporte).

Haddad

O Ex-ministro e candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, Fernando Haddad (PT) resumiu assim sobre o Governo do PSL que assumirá em janeiro: “No Brasil há três núcleos diferentes no governo eleito, um que chamo de fundamentalista, cujo foco são os direitos civis, que une vários ministros de forma coerente. Depois tem o núcleo da economia, que é escancaradamente neoliberal e não está nem aí para direitos civis. Não vai aumentar imposto, então tem duas formas de acomodar: vendendo patrimônios, a agenda de privatizações radical, e cortando na carne. E tem um terceiro núcleo, que é o político, dado basicamente pelo Ministério da Justiça e pelos ministros militares. O destino do governo Bolsonaro vai depender do núcleo político que tem duas possíveis tarefas: a tutela e a intimidação”.

Segurança pública

O governador eleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), manifestou-se contrário à redução da maioridade penal, discussão que deve avançar no Congresso no ano que vem, com o apoio do presidente eleito Jair Bolsonaro. Anfitrião do II Fórum de Governadores, Ibaneis divergiu do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, que defendeu a medida para crimes praticados com “extrema violência”.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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domingo - 04/11/2018 - 08:00h

De volta ao passado?

Por Paulo Linhares

Charles Baudelaire, imortalizado como “poeta maldito”, afirmou certa vez “que a mais bela das astúcias do Diabo é persuadir-vos que ele não existe” (“la plus belle des ruses du Diable est de vous persuader qu’il n’existe pas!”). Sem dúvida, uma tática literalmente infernal para coletar almas ingênuas daquelas pessoas candidamente crédulas de que o mal não lhes pode atingir. Ledo engano.

Não se deve esquecer, caro leitor,  que quando nos deslumbramos com o vertiginosos progresso da iluminação filosófica, das ciências e da tecnologia, a obsolescência do mal e a inexistência de Lúcifer, essa enganosa “estrela da manhã”, são perigosos equívocos e sua é a voz dos falsos profetas, que procuram satisfazer desejos egoístas, como ter poder, dinheiro ou influência; usam do engano, da chantagem emocional e do medo para conseguir seus intentos, segundo  a advertência  bíblica contida em Romanos 16:17-18.

Isto vem a ser lembrado, nestes ásperos tempos de incertezas e inquietações, em que os verdadeiros valores da dignidade humana e  da convivência pacífica dos povos são olvidados e substituídos pelo culto da violência e da intolerância. Isto faz lembrar a história daquele rapaz de humilíssima origem que, depois de galgar confortável posto na hierarquia estatal, conseguiu  precocemente um razoável aposentadoria e passou a viver às expensas do Erário, porém, não antes de defender com doentia obstinação valores canhestros perfilados no ideário daquilo que a filosofia política entende como “extrema direita”.Ver os seus olhos esbugalhados, o rosto crispado, a boca a babar numa gratuita demonstração hidrófoba de ódio, parecia ser apenas algo exótico de um fascista temporão que se consumiria em seu próprio delírio olavocarvalheano e no fraquejar das débeis coronárias. É bem certo que, vê-lo nessas insanas performances, faz lembrar o personagem da peça “Apareceu a Margarida”, o vitorioso texto do dramaturgo Roberto Athayde, escrito em 1973, que se tornou um dos clássicos da dramaturgia brasileira e que teve uma primeira montagem de sucesso com direção de Aderbal Freire-Filho e Marília Pêra no papel-título, no Teatro Ipanema, Rio de Janeiro.

Uma hilariante e bem construída metáfora do poder: numa louca viagem, dona Margarida esgrime seus dotes autoritários no exercício da bela arte de ensinar e defende valores que de há muito deveriam estar banidos da vida social. O mesmo ideário que nos rondam, nestes dias que correm.

O mais engraçado é que esse Dom Quixote às avessas, vendo em seu gorducho interlocutor a imagem irritante de um Sancho Pança a dizer incômodas verdades, rebatia com rútilos olhos e aos berros que “no Brasil não existe direita; todo mundo é de esquerda: Sarney, Fernando Henrique, Sobral Pinto, José Serra etc.” E se estas lideranças nacionais não eram suficientes, completava esse time ‘esquerdista’ com Adolf Hitler e Benito Mussolini.

O mais intrigante, e não menos hilário, era o ódio seminal que essa criatura temível dedicava a Antonio Gramsci, filósofo italiano cuja obra principal fora escrita  na prisão romana de Regina Coele, no longínquo 1934 que, após posto em liberdade, morreu precocemente aos 46 anos de idade. E deixou uma invejável produção intelectual que até hoje divide opiniões. Um pensador gigante, compreenda-o ou não.

Para tão bizarra figura – um Dom Quixote ao avesso, repita-se – esse tal Gramsci  irremediavelmente envenenou o “espírito universitário” brasileiro com suas teorias malsãs que tratam do conceito de hegemonia e de bloco hegemônico,  ademais de focar no estudo dos aspectos culturais da sociedade, tendo como eixo a chamada superestrutura na condição de fator  primordial para realização de uma ação de prevalência dos mecanismos políticos e ideológicos do Estado, bem assim das formas capazes de criar e de reproduzir o domínio político, a hegemonia.

Quando o interlocutor, numa  atitude de santa ingenuidade, argumentou que se Gramsci, com seus “Quaderni del carcere”, vem espraiando suas influência sobre pensadores de universidades do mundo inteiro, marxistas  e não necessariamente marxistas, é porque sua obra tem enorme vigor filosófico, foi ‘brindado’ com uma avalanche de impropérios dos mais chulos, óbvio, contra o desventurado pensador que foi vítima do fascismo de “Sua Excelência, Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império”, na verdade um ridículo e  caricato troglodita cujo fim foi ser dependurado, como algo menos que um reles suíno, num posto de gasolina de Milão. Aliás, um fim adequado para alguém que tanto mal fez ao seu povo e mesmo ao mundo.

Incrível que, com acertos e erros, Antonio Gramsci, continue vivo no pensamento de tantos estudiosos; é vigorosa presença no chão libertário das “universitas”. Bem a propósito disto, colaciona-se aquela assertiva de Lord Keynes, para quem “as ideias dos economistas e dos filósofos políticos, tanto quando estão certas ou quando estão erradas, são mais poderosas do que se pensa. Sem dúvida, o mundo é governado por pouco mais do que isso. Os homens práticos, que se acreditam imunes a qualquer influência intelectual, geralmente são escravos de algum economista já falecido. Os líderes loucos, que ouvem vozes vindas do ar, destilam sua exaltação de algum escrevinhador acadêmico de alguns anos atrás. Tenho certeza de que o poder de capitais investidos é enormemente exagerado em comparação com a gradual usurpação de ideias.”

Esta reflexão fragmentária e ligeira não deixa de estar centrada no momento ímpar e, até pouco tempo inimaginável, que vive a sociedade brasileira, uma das maiores democracias formais do mundo. Aliás, não deixa de ser ingênua a presunção de que os avanços das sociedades são sempre contínuos e irrefreáveis. Ora, os recuos e retrocessos lastimáveis estarão sempre na pauta das coisas humanas: de repente, um indivíduo civilizado pode regredir ao estado mais precário de barbárie, dadas as condições que o cercam, segundo a percepção de pensadores do porte de Robert Heilbroner e Karl Popper.

A extrema direita brasileira, que não existiria na alegoria daquele figadal inimigo do fantasminha Gramsci, ou queria fazer-nos crer que inexiste, embora definitivamente esteja no palco da política brasileira. E o mais grave é que essa versão outonal do extremismo de direita tupiniquim fica cada vez mais visível, animada pela campanha do seu candidato Jair Bolsonaro, vencedor da corrida presidencial no primeiro turno e vencedor no segundo turno com expressiva votação que ultrapassa os 57 milhões de votos, dez milhões a mais, em números redondos, do que obteve seu adversário Fernando Haddad.

A despeito da sua enorme aceitação popular, Bolsonaro apresenta elementos arcaicos e grosseiros que o diferenciam das experiências da extrema direita da maioria dos países europeu, exceto os fascistas de Mussolini e os nazistas do Alemanha. Por isto, será difícil fazê-lo entender, e aos seus seguidores também, que os 47 milhões de votos dados a Fernando Haddad merecem republicana consideração e respeito: na democracia contemporânea, a vitória da maioria jamais pode significar o esmagamento político da minoria.

Para quem já viu a chegada desses novos inquilinos do Palácio da Alvorada, finda sendo de enorme enfado essa “entrée triomphale” de mais uma trupe exótica que fala o dialeto do interior de ‘SanPaulo’,  assim mesmo, bem cantado e arrastado. Em primeiro de janeiro de 2019, os seguidores do capitão-presidente  amarrarão seus cavalos no mastro daquela bandeira enorme. E não adianta desejar outro cenário.

Aliás, em entrevista à imprensa nacional Bolsonaro declarou que o objetivo de seu governo é fazer “o Brasil semelhante àquele que tínhamos há 40, 50 anos atrás”. Essa nostálgica viagem “back to past” (ideal seria grafar isto em itálico que, porém, não serve para postagens nas redes sociais), é assustadora uma perspectiva de retrocesso de tudo o que a sociedade brasileira evoluiu nas conquistas da cidadania, sobretudo, na valorização social do papel das mulheres ou na inclusão política, social e econômica de extensos segmentos da população historicamente ‘tatuados’ com o signo da exclusão.

Mais curioso é que o dístico da campanha de Bolsonaro à presidência da República – “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” – é uma tradução quase literal do lema nazista “Deutschland Über Alles”, que significa “Alemanha acima de tudo” e do “Gott mit uns” (“Deus conosco”) que os soldados nazistas usavam na fivela do cinto. Como alento aquela advertência do filósofo Karl Marx, a quem a tosca extrema-direita chama de “vagabundo”, “beberão” etc., de que “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”. Vai ser o que dessa feita: tragédia ou farsa? Independentemente de qualquer resposta, certo é que a eleição de Jair Bolsonaro, em 28 de outubro de 2018, se constitui, ainda, num voo cego de imprevisíveis consequências.

Uma coisa é certa: os extremistas de direita já aparecem nas ruas e praças, nas universidades, igrejas,  nos quartéis e parlamentos, com suas próprias caras e não mais usam da astúcia de persuadir as pessoas de que a extrema direita não existe. Ainda mais agora, que venceram nas urnas, escorados em bordões rasteiros, factóides, “fake news” e num amontoado de propostas difusas. O mais grave é que pessoas de boa índole passam a incorporar o discurso granítico do ultraconservadorismo e deixam no meio do caminho os postulados que imantam o Estado Democrático de Direito.

Inolvidável que Jair Bolsonaro chega à presidência da República com alto grau de legitimação política, o que lhe permite colimar algumas promessas de campanha, em especial se tiver jogo de cintura para domar o Congresso Nacional, na configuração que tomará a partir de 1º de fevereiro de 2019. Manda o credo republicano que seja acatada a fala das urnas, que é a expressão maior da soberania popular: Bolsonaro é o presidente eleito, deve tomar posse e tentar fazer um bom governo, não apenas para retribuir a confiança depositada nele por 57 milhões de brasileiro, como também para convencer os outros 47 milhões, que apostaram em Haddad, do seu propósito de respeitar a Constituição, preservar o sistema de direitos e garantias fundamentais do cidadão, sobretudo, aqueles referidos às liberdades civis.

O nostálgico olhar de retrovisor de Bolsonaro soa como uma piada de péssimo gosto, justo quando todos os indicadores mostram que, a partir de 1º de janeiro de 2019, o imponderável será sempre uma possibilidade, e mesmo os mais avançados segmentos da sociedade brasileira podem retroceder cinco décadas, num enorme salto do tipo “de volta para o passado”, para aterrissar perigosamente em 1968, “o ano que não terminou” tão dramaticamente retratado na obra homônima de Zuenir Ventura. Quem viver, ou sobrevier, verá.

Paulo Linhares é professor e advogado

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domingo - 04/11/2018 - 07:48h

Dívida dos Estados foge do controle

Por Josivan Barbosa

Sem conseguir avançar nas conversas com o governo federal, Estados que renegociaram a dívida com a União estudam recorrer ao Legislativo ou até ao Judiciário para garantir a mudança do indexador para o cálculo do teto de despesas. Os dois caminhos estão sendo discutidos secretários de Fazenda que formam o Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ).

Horta: dificuldades apontadas (Foto: Blog Carlos Santos)

A informação é de André Horta, secretário da Tributação do Rio Grande do Norte e coordenador dos Estados no Confaz. Segundo ele, dos 19 Estados que renegociaram a dívida, cerca de 13 não conseguirão cumpri-lo neste ano.

Em ofício da Secretaria do Tesouro Nacional enviado a secretários de Fazenda na semana passada, é assinalado que pelo menos oito Estados já projetam descumprimento do limite de despesas em 2018.

Confusão nos ministérios

No futuro governo, o Ministério da Educação será fundido com Cultura e Esportes; Integração Nacional com Cidades e Turismo; Casa Civil com Governo, e Assistência Social com Direitos Humanos. A equipe de Bolsonaro já anunciou a fusão da Fazenda com Planejamento e Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e Agricultura e Meio Ambiente. A gestão terá também as pastas de Saúde, Defesa, Trabalho, Relações Exteriores e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Rasteira na academia

O futuro governo pretende direcionar as universidades para a pesquisa e desenvolvimento, ao repassar a responsabilidade do ensino superior do Ministério da Educação à Ciência e Tecnologia. “Pesquisa e desenvolvimento estão muito ligados à Ciência e Tecnologia. Tem que aproximar isso porque nós estamos atrasados na produção de conhecimento, em inovação, porque as nossas universidades não estão produzindo. Quando produzem, é perdido esse conhecimento. Temos um problema sério de gestão do conhecimento no país”, afirmou Mourão.

A razão é outra

Ao deslocar do MEC para o MTV o Sistema Federal de Ensino Superior, um dos mais robustos do mundo e parte  do legado de Lula,  Dilma e Haddad para a educação do país, o futuro governo passará a ter condições de reduzir por decreto ou portaria os recursos para manter a atual matriz orçamentária das universidades públicas. Não tem nada a ver com transferência do conhecimento abordada pelo general eleito vice-presidente, Henrique Mourão.

Banco menor ou rumo ao fim

Está em discussão, na equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), o grau de encolhimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos próximos quatro anos.

É dado como certo que a instituição de fomento reduzirá sua dimensão no ciclo presidencial 2019-2022. A dúvida gira em torno da velocidade desse processo. E se, no fim do caminho, o banco ficará apenas menor ou chegará a um cenário inimaginável tempos atrás: sua própria extinção.

Reforma da Previdência

A equipe do governo eleito mudou de percepção sobre a possibilidade de aprovar a reforma da Previdência neste ano. Bolsonaro disse apoiar a aprovação até dezembro, mas a leitura feita durante a semana é que o ambiente político do Congresso depois das eleições não é favorável. Muitos não se reelegeram e poderão tumultuar o processo. “É preciso ver para onde o vento leva”, afirmou. Mourão, no entanto, defendeu que a reforma seja feita o quanto antes. “Tem um avião que vai cair no nosso colo. Se a gente passar a reforma, o avião vai voar mais para a frente.”

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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segunda-feira - 29/10/2018 - 00:40h
Segundo Turno

Jair Bolsonaro é eleito presidente do Brasil

Bolsonaro: moderação (Foto: G1)

Da Veja e G1

Os brasileiros foram às urnas neste domingo, 28, para eleger o 38º presidente da República e os governadores de treze estados e do Distrito Federal. Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito o novo presidente. Com 99,99% (até às 23h39) das urnas totalizadas, ele tem 55,13% dos votos válidos — seu adversário, Fernando Haddad (PT) tem 44,87%.

Após a vitória, o capitão da reserva fez dois discursos, empregando tons distintos a públicos diferentes. No primeiro deles, transmitido ao vivo no Facebook a seus seguidores, Bolsonaro manteve o tom belicoso contra a esquerda e a imprensa.

Em seguida, no “discurso da vitória” (veja AQUI), veiculado também ao vivo por emissoras de televisão, o presidente eleito adotou retórica mais conciliadora. Em ambos, falou em governar com respeito à democracia e à Constituição.

Já o candidato adversário disse que, agora, terá a “tarefa” de fazer oposição e de defender o pensamento e as liberdades dos mais de 45 milhões de brasileiros que não votaram no presidente eleito (veja AQUI).

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domingo - 28/10/2018 - 17:02h
Votos

Meus candidatos nas eleições de hoje (domingo, 28)

Meus candidatos nas eleições deste domingo (28) são estes abaixo:

Governo do RN – Fátima Bezerra (PT);

Presidência da República – Fernando Haddad (PT).

Boas sorte aos que forem eleitos.

Mas nós, eleitores, cidadãos, contribuintes, precisaremos de muito mais.

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domingo - 28/10/2018 - 05:28h

Chegou o dia, o dia das eleições

Por Odemirton Filho

A democracia brasileira chega, novamente, ao seu ápice. Durante todo o dia de hoje milhões de brasileiros irão às urnas para escolher o novo presidente e os governadores de alguns estados-membros.

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) disputarão à preferência do eleitor à Presidência da República. No Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo (PDT) e Fátima Bezerra (PT) disputam o Governo do estado.

É o momento de o cidadão exercer a sua capacidade eleitoral ativa.

O cidadão é a pessoa detentora de direitos políticos, podendo participar do processo eleitoral, elegendo ou sendo eleito para cargos públicos.

Como ensina Silva (2006), “a cidadania é um atributo jurídico-político que o nacional obtém desde o momento em que se torna eleitor”.

A capacidade eleitoral pode ser dividida em ativa e passiva. A capacidade eleitoral ativa é o direito de votar. A capacidade eleitoral passiva é o direito de ser votado.

Contudo, em que pese o direito ao voto, a legislação eleitoral impõe algumas restrições aos candidatos, partidos políticos, coligações e eleitores no dia do pleito a fim de manter a ordem e a lisura das eleições.

Desse modo, é permitida, no dia de hoje, a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos (Lei nº 9.504/1997, art. 39 -A, caput).

Além disso, o uso de camisa do candidato ou do partido político da preferência do eleitor também é permitido, de forma individual e silenciosa.

Por outro lado, não é possível a aglomeração de pessoas, com vestuário padronizado, isto é, camisas de uma mesma cor ou com alguns dos aludidos itens acima, evitando-se a manifestação coletiva dos eleitores em favor de seus candidatos, a fim de se evitar tumultos.

No recinto das seções eleitorais e juntas apuradoras é proibido aos servidores da Justiça Eleitoral, aos mesários e aos escrutinadores o uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido político, de coligação ou de candidato (Lei nº 9.504/1997, art. 39-A, § 2º).

Não se permite, ainda, o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata, a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna e a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

A velha prática da “boca de urna” é bastante difundida no dia da eleição. Sem dúvida, é um crime que ofende à democracia, uma vez que vicia a vontade do eleitor.

De igual modo, proíbe-se o “derrame” de material de propaganda, ou seja, os “santinhos” dos candidatos que, além de ilícito, sujam os locais próximos as seções eleitorais.

Vejamos:

“O derrame ou a anuência com o derrame de material de propaganda no local de votação ou nas vias próximas, ainda que realizado na véspera da eleição, configura propaganda irregular, sujeitando se o infrator à multa prevista no § 1º do art. 37 da Lei nº 9.504/1997, sem prejuízo da apuração do crime previsto no inciso III do § 5º do art. 39 da Lei nº 9.504/1997”.

Outra prática comum é o transporte irregular de eleitores. Somente é permitido esse transporte a alguns veículos e aqueles requisitados pela Justiça Eleitoral que, normalmente, contêm afixado um adesivo com os dizeres “a serviço da Justiça Eleitoral”.

O transporte irregular de eleitores é um crime que tem uma pena rigorosa, devendo os candidatos e seus correligionários evitar tal conduta.

Diz a Lei n. 6.091/74:

“Art. 5º Nenhum veículo ou embarcação poderá fazer transporte de eleitores desde o dia anterior até o posterior à eleição, salvo: I – a serviço da Justiça Eleitoral; II – coletivos de linhas regulares e não fretados; III – de uso individual do proprietário, para o exercício do próprio voto e dos membros da sua família; IV – o serviço normal, sem finalidade eleitoral, de veículos de aluguel não atingidos pela requisição de que trata o art. 2º”.

Vale ressaltar, que vender o voto também é um crime, tornando o eleitor tão corrupto quanto quem o compra, de acordo com art. 299 do Código Eleitoral.

Desse modo, várias são as restrições impostas pela legislação eleitoral com o objetivo de o eleitor exercer, livremente, a sua capacidade eleitoral ativa, escolhendo os candidatos de sua preferência.

Odemirton Filho é professor e oficial de Justiça

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sábado - 27/10/2018 - 20:52h
Pesquisas

Bolsonaro tem maioria de 10% no Datafolha e 8% no Ibope

O Ibope divulgou neste sábado (27) a última pesquisa do instituto sobre a intenção de voto para o 2º turno da eleição presidencial. Segundo o instituto, Jair Bolsonaro (PSL) venceria se eleição fosse hoje. Mas a distância dele para Fernando Haddad (PT) diminuiu.

Vamos ver agora a pesquisa com os votos válidos, que excluem os brancos, nulos e o percentual de eleitores indecisos. Um candidato é eleito no segundo turno se conseguir cinquenta por cento dos votos válidos mais um voto.

Últimas duas pesquisas dos maiores institutos favorecem Jair Bolsonaro em relação a Haddad (Foto: Veja)

A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de noventa e cinco por cento, com margem de erro de dois pontos – para mais ou para menos.

Nos votos válidos, o resultado que aparece é uma dianteira de oito pontos percentuais para Bolsonaro:

Na pesquisa anterior, Bolsonaro tinha 57% e Haddad, 43% dos votos válidos.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

Datafolha dá 10 pontos percentuais de maioria de Bolsonaro sobre Haddad

O Datafolha divulgou neste sábado (27) o resultado da última pesquisa do instituto sobre o 2º turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado na sexta-feira (26) e no sábado (27) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

O instituto afirma que, um dia antes da eleição, Jair Bolsonaro (PSL), mantém o favoritismo, mas a diferença dele para Fernando Haddad (PT) diminuiu de 18 para 10 pontos percentuais, em nove dias, nos votos válidos.

A probabilidade de os resultados retratarem a realidade é de 95%, com margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos.

Nos votos válidos, o resultado aponta 10 pontos percentuais de maioria para Jair Bolsonaro:

No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 56% e Haddad, 44%.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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sábado - 27/10/2018 - 10:38h
Segundo Turno

Veja pesquisa completa Fiern/Certus ao Governo e Presidência

A 2ª Pesquisa Fiern/Certus Retratos da Sociedade Potiguar sobre o 2º Turno das eleições 2018 está publicada na íntegra na página da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) na Internet.

Clique AQUI e tenha acesso à planilha completa.

Os números principais relativos à disputa ao Governo do RN e Presidência da República, no estado, foram apresentados à manhã de hoje (sábado, 27), em endereço da entidade na rede social Twitter.

A 2ª Pesquisa Fiern/Certus Retratos da Sociedade Potiguar sobre o 2º Turno das eleições 2018 foi realizada de 22 a 25 de outubro, com 1410 entrevistas, 40 municípios do RN, margem de erro 3%, intervalo de confiança de 95%, sob contrato de exclusividade feita pelo Instituto Certus com a Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN).

Leia também: Haddad tem 13 pontos de dianteira no RN;

Leia tambémFiern/Certus dá 7 pontos percentuais de maioria para Fátima.

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sábado - 27/10/2018 - 09:50h
Segundo Turno

Haddad tem 13 pontos percentuais de dianteira no RN

A última rodada da pesquisa Fiern/Certus — antes dos eleitores irem às urnas, neste domingo (28), na votação do segundo turno — mostra que na intenção de voto para presidente da República, no Rio Grande do Norte, o candidato do PT, Fernando Haddad, está com 45,96% , enquanto o do PSL, Jair Bolsonaro, tem 35,39%.

Afirmam que não votam em nenhum dos dois 13,76%, enquanto ainda não sabem em quem votar 4,61%. Esses números são da pesquisa Estimulada, na qual o pesquisador que aplica os questionários apresenta os nomes dos candidatos e as demais opções de resposta. Haddad tem maioria de 10,57% nessa modalidade de pergunta.

Mas em relação à Pesquisa com Votos Válidos, a dianteira do candidato petista é maior. Chega a 13 pontos percentuais.

Considerando o cálculo dos votos válidos, o candidato do PT está com 56,50%. Com isso, considerando os limites da margem de erro, ele pode ter entre 53,50 e 59,50.

O candidato do PSL tem 43,50% e no limite na margem de erro pode estar com 40,50% a 46,50.

Em relação à rodada anterior, feita também após o início da campanha no segundo turno e divulgada no dia 15 de outubro, praticamente não houve variação nos percentuais dos dois candidatos a presidente.

A 2ª Pesquisa Fiern/Certus Retratos da Sociedade Potiguar sobre o 2º Turno das eleições 2018 foi realizada de 22 a 25 de outubro, com 1410 entrevistas, 40 municípios do RN, margem de erro 3%, intervalo de confiança de 95%, sob contrato de exclusividade feita pelo Instituto Certus com a Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN).

Veja matéria completa clicando AQUI.

Leia também: Fiern/Certus dá 7 pontos percentuais de maioria para Fátima.

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sexta-feira - 26/10/2018 - 08:12h
Mossoró

Atraso de voo frustra programação com governador do Ceará

A mobilização organizada em Mossoró em prol da candidatura ao governo estadual da senadora Fátima Bezerra (PT), nessa quinta-feira (25), acabou atrofiando. A esperada participação do governador reeleito do Ceará, Camilo Santana (PT), não aconteceu.

Camilo Santana: longe de Mossoró (Foto: arquivo)

Ele participaria de carreata entre os bairros Aeroporto e Belo Horizonte, mas antes daria entrevista coletiva no próprio Aeroporto Dix-sept Rosado. Nem uma coisa nem outra. Pelo menos aconteceu a movimentação com a presença de outros políticos, concluindo programação da campanha no segundo turno em Mossoró.

A aeronave que o transportaria de Fortaleza-CE à cidade teve atraso em sua decolagem. Daí, nem levantou voo.

A justificativa para que não pousasse em Mossoró foi de ordem técnico-normativa: resolução da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO) coloca restrição para procedimentos noturnos no aeroporto, em relação à aviação geral.

Incidente com Haddad

No dia 23 de agosto deste ano tinha ocorrido celeuma em Mossoró em face de situação parecida (veja AQUI). O então candidato a vice-presidente Fernando Haddad (PT) sobrevoou a cidade em aeronave fretada, mas em bastante atraso do que fora programado.

Nesse ínterim, se promoveu a versão tresloucada de suposta conspiração.  Correu notícia precipitada e errônea de que o avião só teria poucos minutos de combustível para poder pousar. Um absurdo. A autonomia de voo permitiria que ela fizesse pouso em Fortaleza, São Gonçalo do Amarante-RN ou em João Pessoa-PB, de onde procedia.

A invencionice foi espalhada pelo país e houve até quem publicasse que o partido iria pedir investigação para apurar o incidente, outra balela.

A administração do aeroporto tomou providências para que houvesse o pouso noturno excepcional, mesmo fora do que estava normatizado, ensejando o desembarque dos passageiros e tripulantes sem qualquer problema.

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quinta-feira - 25/10/2018 - 20:40h
Datafolha

Bolsonaro tem 12% de maioria sobre Fernando Haddad

Mas vantagem na pesquisa anterior tinha sido maior, ocorrendo queda agora de 6 pontos percentuais

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (25) o resultado da mais recente pesquisa do instituto sobre o 2º turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado nesta quarta-feira (24) e quinta-feira (25) e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

A vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) em relação a Fernando Haddad (PT) é de 12 pontos percentuais, seis a menos do que a anterior.

Nos Votos Válidos, os resultados foram os seguintes:

No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 59% e Haddad, 41%.

Nos votos totais – Estimulada, os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 48%
  • Fernando Haddad (PT): 38%
  • Em branco/nulo/nenhum: 8%
  • Não sabe: 6%

O Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos. O instituto perguntou: “E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”:

Os resultados foram:

Jair Bolsonaro

  • Votaria com certeza – 46%
  • Talvez votasse – 9%
  • Não votaria de jeito nenhum – 44%
  • Não sabe – 2%

Fernando Haddad

  • Votaria com certeza – 37%
  • Talvez votasse – 9%
  • Não votaria de jeito nenhum – 52%
  • Não sabe – 2%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 9.173 eleitores em 341 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 24 e 25 de outubro
  • Registro no TSE: BR-05743/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

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sexta-feira - 19/10/2018 - 23:25h
WhatsApp em massa

TSE abre ação do PT que pode cassar Bolsonaro, caso eleito

Do G1

O ministro Jorge Mussi, corregedor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu prosseguimento à ação apresentada pela campanha do candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, contra o adversário Jair Bolsonaro (PSL), mas rejeitou todos os pedidos de investigação e quebra de sigilo feitos pelo PT.

Reportagem foi exibida no Jornal Nacional (Print: reprodução)

De acordo com a decisão de Jorge Mussi, a concessão de liminares (decisões provisórias) antes de se ouvir a outra parte deve ser feita com cautela, e o pedido do PT é baseado em reportagens jornalísticas que, segundo o ministro, não permitem neste momento demonstrar a veracidade das suspeitas.

Jorge Mussi destacou que a questão será analisada “em momento próprio”, durante o curso da ação. O ministro determinou que Bolsonaro responda aos questionamentos do PT no prazo previsto em lei, de cinco dias consecutivos.

Após a resposta de Bolsonaro, o corregedor vai analisar a necessidade de novas provas. A ação terá de ser julgada pelo TSE, em data ainda não prevista.

Ação

Na ação, o PT acusa o rival de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação e pede que, se eleito, Bolsonaro seja cassado e, em qualquer situação, fique inelegível por oito anos.

pedido foi apresentado em razão de reportagem publicada nesta quinta-feira (18) pelo jornal “Folha de S.Paulo”. A reportagem relata casos de empresas apoiadoras de Bolsonaro que supostamente compraram pacotes de disparo de mensagens contra o PT por meio do aplicativo WhatsApp.

Essa prática, em tese, pode ser ilegal, caso seja considerada pela Justiça doação de campanha feita por empresas. Desde 2015, empresas estão proibidas de fazer doação eleitoral.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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quinta-feira - 18/10/2018 - 20:44h
Datafolha

Bolsonaro mantém larga vantagem e alta fidelização de voto

Candidato tem 18 pontos percentuais de maioria e 95% dos seus eleitores estão "totalmente decididos"

O Datafolha divulgou nesta quinta-feira (18) o resultado da mais recente pesquisa do instituto sobre o 2º turno da eleição presidencial. O levantamento foi realizado nesta e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

Nos Votos Válidos, os resultados foram os seguintes:

No levantamento anterior, Bolsonaro tinha 58% e Haddad, 42%.Nos Votos Totais, os resultados foram os seguintes:

  • Jair Bolsonaro (PSL): 50%
  • Fernando Haddad (PT): 35%
  • Em branco/nulo/nenhum: 10%
  • Não sabe: 5%

Rejeição

O Datafolha também levantou a rejeição dos candidatos. O instituto perguntou: “E entre estes candidatos a presidente, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”:

Os resultados foram:

Jair Bolsonaro

  • Votaria com certeza – 48%
  • Talvez votasse – 10%
  • Não votaria de jeito nenhum – 41%
  • Não sabe – 1%

Fernando Haddad

  • Votaria com certeza – 33%
  • Talvez votasse – 12%
  • Não votaria de jeito nenhum – 54%
  • Não sabe – 1%

Decisão do Voto

Jair Bolsonaro

  • Está totalmente decidido a votar em… – 95%
  • Seu voto ainda pode mudar – 5%
  • Não sabe – 0%

Fernando Haddad

  • Está totalmente decidido a votar em… – 89%
  • Seu voto ainda pode mudar – 10%
  • Não sabe – 0%

Branco/nulo/nenhum

  • Está totalmente decidido a votar em… – 74%
  • Seu voto ainda pode mudar – 25%
  • Não sabe – 1%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 9.137 eleitores em 341 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 17 e 18 de outubro
  • Registro no TSE: BR-07528/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “Folha de S.Paulo”
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

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terça-feira - 16/10/2018 - 15:34h
No Ceará

Senador causa constrangimento em evento pró-Haddad

Do jornal O Povo

Em encontro do PT para lançamento da campanha pró-Haddad no Ceará, na noite desta segunda, 15, o senador eleito Cid Gomes (PDT), primeiro a falar, cobrou mea culpa do PT.

O ex governador então foi vaiado por militantes que lotaram o auditório do Marina Park. 

Cid, irmão de Ciro Gomes (PDT), respondeu: “É por isso que vocês vão perder”. Em seguida chamou os filiados com quem ele discutia de “babacas”.

O governador Camilo Santana (PT) tentou colocar panos quentes depois da fala de Cid. O petista admitiu que o ex-governador tinha razão em partes de sua queixas, mas que não era hora de discutir o PT.

Logo após o encerramento do ato, que durou menos de 20 minutos, Cid foi vaiado novamente. Do lado de fora do auditório, foi encurralado por militantes do PT, que jogaram faixas do partido no pedetista. Aliados de Cid e do PT causaram tumulto (veja mais detalhes clicando AQUI).

Nota do Blog – A fama de pavio curto do clã Gomes não costuma falhar. Absolutamente inoportuno o seu pronunciamento, apesar de consideravelmente coerente.

Prestou desserviço à candidatura que passou a apoiar, do candidato Fernando Haddad (PT), dando força indireta ao adversário Jair Bolsonaro (PSL). Até parece que a estratégia é afundar de vez Haddad.

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segunda-feira - 15/10/2018 - 22:00h
Coluna do Herzog

O caráter punitivo do novo “voto útil”

Por Carlos Santos

O comportamento do eleitor nas urnas, este ano, produziu um novo conceito de “voto útil”. Ao contrário do que a Ciência Política define em seus compêndios ou em extensas teorias, votar útil passou a ser uma escolha para expurgo de favoritos, em vez de opção por alguém em especial.

Teve caráter punitivo, que se diga.

Esse fenômeno aconteceu por todo o país. Produziu mudanças consideráveis no Congresso Nacional e legislativos estaduais. Surpreendeu-me positivamente, porque é resultado da própria indignação do povo que selecionou outros personagens em vez de se anular.

Essa tsunami também não ficou localizada à esquerda ou a direita. Foi generalizada. A Câmara Federal terá menor número de sindicalistas, como também boa parte dos líderes da reforma trabalhista não retornará. Dos 32 senadores candidatos à reeleição, apenas oito se elegeram. Ou seja, 75% de mudanças. Na Câmara Federal, 157 deputados (43% dos 362 que eram candidatos à reeleição) não tiveram a aprovação.

Congressistas e os maiores partidos do país fizeram esforço graúdo à aprovação de uma minirreforma política que tecnicamente tornaria mais difícil a eleição de novidades. Encolheram as campanhas (45 dias), reduziram tempo em rádio e televisão, restringiram a propaganda nas ruas e aumentaram fundos partidário-eleitorais, além de outras medidas.

Não deu certo. Não combinaram com a massa-gente.

A revolta popular contra a política, os políticos e os partidos marchava para número alarmantes do chamado não voto (branco, nulo principalmente e abstenção), contudo terminou calibrada para exclusão de velhos caciques, políticos profissionais e muita gente às voltas com a justiça.

A campanha do voto nulo que favorecia indiretamente os políticos mais tradicionais, acabou perdendo para esse voto tático. A manobra de 180 graus do eleitor, que parece extraída da “teoria dos jogos”, é uma agradável surpresa para a jovem democracia brasileira, que quase não conhece alternância no poder, mas precisa promovê-la pela soberania popular, ou seja, o voto.

Como diz o reeleito deputado federal Tiririca, “pior que tá, não fica“. Será? Veremos, veremos!

PRIMEIRA PÁGINA

Fátima Bezerra ganha apoio do PSB em forma de combo – No final de semana, a candidata ao governo estadual pela Coligação Do Lado Certo, senadora Fátima Bezerra (PT), recebeu apoio do PSB com o deputado federal reeleito Rafael Motta (veja AQUI). No “combo”, o PSB incluiu o deputado estadual não reeleito Ricardo Motta. O parlamentar que enfrenta várias denúncias de corrupção ganhou espaço até para discurso efusivo ao lado da candidata, com farta divulgação em redes sociais. Quem precisa de adversário, hein?

Ricardo Motta discursa e é saudado no apoio do PSB e dele à Fátima e ao vice Antenor Roberto (Foto: divulgação)

Rosalba Ciarlini ‘descobre’ após quase nove anos que é a ‘mãe’ dos IF’s – No final de semana, a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) espalhou gravação em áudio e prints em redes sociais, garantindo que é a ‘mãe’ da série de Institutos Federais (IF’s) implantados/construídos no RN. Ainda provocou a senadora/candidata Fátima Bezerra (PT), tratando-a por “oportunista e mentirosa” – veja AQUI. Esquisito: a “Rosa” só percebeu o próprio feito agora, em plena corrida eleitoral, após ter saído do Senado em 2010, participado de várias campanhas e nunca ter apresentado a iniciativa como um feito seu. Vá entender. Deduzo que talvez tenha sido por modéstia ou esquecimento.

Bota-fora da velha guarda surpreende e promove aposentadorias – O “não” nas urnas que os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino (DEM) ouviram praticamente encerrou carreira de ambos. Colecionaram vitórias ao Senado e governo estadual, além de outros êxitos eletivos como é o caso de Garibaldi, que também foi deputado estadual e prefeito eleito do Natal. Contudo, é simplista se definir o insucesso de ambos como uma situação localizada no RN e particular do eleitor potiguar. Uma olhada no quadro eleitoral do país, logo permitirá que vejamos que eles foram atingidos por um cataclismo nacional. Agripino chegou a ser aconselhado por amigos a não abrir mão da disputa ao Senado, mas terminou tentando sobreviver concorrendo à Câmara Federal. Mas nem aí escapou. Ficou apenas como segundo suplente, atrás de Beto Rosado (PP). Garibaldi foi o quarto colocado ao Senado (veja AQUI).

Bolsonaro é a estrela em lugar de Rosalba (Foto: divulgação)

Bolsonaro passa a ser protagonista para dar fôlego ao rosalbismo – A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) deixou de ser principal cabo eleitoral da candidatura ao governo de Carlos Eduardo Alves (PDT) e do vice Kadu Ciarlini (PP), seu filho, em Mossoró. Apesar de sua importância no universo paroquial, quem surfa como puxador de votos e principal estrela é o candidato Jair Bolsonaro (PSL). A foto do capitão substitui a figura de Rosalba, utilizada em larga escala no primeiro turno. A ordem é associar ao máximo a chapa estadual a Bolsonaro, fomentando o antipetismo como mal menor do que a perpetuação oligárquica. Paradoxalmente, o rosalbismo ganha novo fôlego sem Rosalba como protagonista. Coisas da política.

Eleição está encaminhada para Bolsonaro; disputa estadual segue indefinida – É pouco provável que Fernando Haddad (PT) consiga reagir e atropelar o primeiríssimo colocado em pesquisas e vencedor do primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL). A campanha caminha para consolidar vitória do seu adversário. Mas em relação à disputa estadual, não. O cenário é de indefinição, não obstante dianteira de Fátima Bezerra (PT) em relação a Carlos Eduardo Alves (PDT). Menos de duas semanas pela frente, tudo poderá acontecer. Quem errar menos, leva.

Narrativa do “gópi” contra Dilma não tem amparo nas urnas – Derrotada na disputa por uma vaga ao Senado em Minas Gerais, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) é uma das grandes frustrações petistas do pleito do último dia 7. Também foi figura jogada de lado e intencionalmente escanteada na campanha presidencial, tamanho seu desgaste para campanha de Fernando Haddad (PT). A militância inorgânica que é treinada para repetir bordões, chavões, clichês e versões de cima para baixo, sem questionar, testemunhou outro duro “gópi”. Segundo a teoria conspiratória, a “presidenta” foi ejetada do poder por ser honesta e fazer um grande governo. Nas ruas e nas urnas, o povo não entendeu assim.

Vários mantras petistas caem por terra; e o #EleNão? – O petismo precisa repensar um monte de coisas depois da campanha nacional deste ano. Há meses que prega o “Lula livre”, mas Lula continua preso. Gasta saliva desde 2016 com o “É golpe” e a grande maioria da população ignora essa tese conspiratória. O “Fora, Temer” saiu de moda e o presidente não deixou o Palácio do Planalto. Sobrou o #EleNão. As urnas no dia 28 próximo vão dizer se “sim” ou “não”.

Bolsonarismo dá desmontração de força como movimento político

É cedo, em minha ótica, para se afirmar que Jair Bolsonaro (PSL) produz um movimento político – o “bolsonarismo” – equivalente em peso, à direita, ao “lulismo”. Porém é inquestionável a força avassaladora desse fenômeno por todo o país, das grandes cidades aos rincões, com militância tão ativa quanto a petista. No primeiro turno, ele venceu em 18 estados e Distrito Federal. Lembra Lula em 2006, vitorioso contra Geraldo Alckmin (PSDB) ao ganhar em 19 estados e DF, reelegendo-se no segundo turno.

Em 2002, sua primeira eleição, Lula alcançou 46,44% dos votos válidos no primeiro turno e somou 39.455.233 votos, com vitória em 23 estados e DF, contra José Serra (PSDB).

No primeiro turno deste ano, Bolsonaro obteve 49.276.990 votos (46,03%). Encarou 12 adversários, contra cinco de Lula àquele ano. Em 2002, o PT fez 90 deputados federais, puxados por Lula. Foi a maior bancada (aumento de 55,2%).

Em 2018, o partido de Jair Bolsonaro, o PSL, elegeu 52 deputados federais e virou a segunda maior bancada da Câmara. A sigla só perde para o PT, que teve 56 candidatos eleitos. Em 2014, só elegera um parlamentar, saltando para oito devido transferências no curso da atual legislatura. Em 2002, Lula venceu o segundo turno com 52.793.364 (61,27%). Jair Bolsonaro poderá superar essa marca recorde no país.

Mais pesquisas serão divulgadas – Na quarta-feira (17), o RN terá pesquisa do Ibope para Governo do Estado no Segundo Turno. Também haverá pesquisa do Instituto Seta. Mais dois trabalhos que devem tirar o fôlego de muita gente.

Tio e sobrinho devem participar de discussões políticas em Mossoró – Primeiro suplente de deputado federal na Coligação Renova RN, o ex-prefeito de Almino Afonso, Lawrence Amorim (SD), terminou eleição com 10.153 votos em Mossoró. Seu tio e também ex-prefeito do mesmo município, o médico Bernardo Amorim (Avante), foi eleito à Assembleia Legislativa com 42.049 votos, o terceiro mais votado à Casa. Só em Mossoró, ele obteve 4.543 votos. Os dois, mesmo em faixas político-eleitorais distintas, querem participar das discussões políticas em Mossoró, com vistas ao pleito de 2020. Muito do que acontecerá adiante, logicamente, dependerá do resultado do segundo turno.

EM PAUTA

Cartola – O espetáculo teatral-musical “Cartola simplesmente divino” vai ser apresentado à noite da próxima quinta-feira (18) no Teatro Riachuelo, no Midway Mall em Natal. Retrata a vida e a arte do compositor Cartola.

Dom Mariano – Dom Mariano Manzana, sexto bispo de Mossoró, completará 14 anos de bispado nessa quarta-feira (17). Sua posse aconteceu no dia 17 de outubro de 2004, na Catedral de Santa Luzia.

Advogados – A disputa pela controle da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, promete ser mais acirrada do que nunca este ano. As eleições vão ocorrer no próximo mês.

Dia 12 – Marília Mendonça, a dupla Zé Neto & Cristiano e Cavaleiros do Forró serão as trações da tradicional festa do dia 12 de Dezembro, véspera do feriado de Santa Luzia em Mossoró. A promoção é da empresa Gondim & Garcia.

SÓ PRA CONTRARIAR

Eleição no RN é baseada no artificialismo estratégico antipetismo x antioligarquias. Assim, nenhum dos lados precisa tratar do que realmente interessa.

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Prepare-se: o horário de verão começará no dia 4 de novembro próximo. Relógios precisarão ser adiantados em uma hora. Nós, desse lado de cá, ficaremos com um cochilo a mais.

Obrigado à leitura do Nosso Blog Walter Gomes (Brasília),  Paulinho Almeida (Mossoró) e  Jânio Rêgo (Feira de Santana-BA).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (01/10) clicando AQUI.

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Categoria(s): Coluna do Herzog
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segunda-feira - 15/10/2018 - 19:12h
Pesquisa

Bolsonaro impõe 18% de maioria sobre Haddad no Ibope

Candidato presidencial do PSL tem dianteira confortável sobre petista faltando 13 dias para eleições

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (15) o resultado da primeira pesquisa do instituto sobre o segundo turno da eleição presidencial.

O levantamento foi realizado na sábado (13) e domingo (14), e tem margem de erro de 2 pontos, para mais ou para menos.

A maioria pró-Jair Bolsonaro (PSL) é expressiva. Chega a 18 pontos percentuais. Nos votos válidos, os resultados foram os seguintes:

Nos votos totais, Bolsonaro também leva ampla vantagem, atingindo 15 pontos percentuais de dianteira em relação a Fernando Haddad (PT):

  • Jair Bolsonaro (PSL): 52%
  • Fernando Haddad (PT): 37%
  • Em branco/nulo: 9%
  • Não sabe: 2%

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 2506 eleitores em 176 municípios
  • Quando a pesquisa foi feita: 13 e 14 de outubro
  • Registro no TSE: BR‐01112/2018
  • Nível de confiança: 95%
  • Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”
  • O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos. Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Pesquisa Datafolha

Na última quarta-feira (10), três dias após as eleições, o Instituto Datafolha apresentou a primeira pesquisa deste segundo turno (veja AQUI).

Ele terminou o primeiro com soma de 49.276.990 votos (46,03%) contra 31.342.005 votos (29,28%) de Haddad.

A vantagem pró-Bolsonaro em votos ao final do primeiro turno foi de 17.934.985, ou seja, de 16,75%.

Agora, em se tratando de intenções de voto, a maioria é de 16 pontos percentuais.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 15/10/2018 - 12:10h
Candidatos

Tatibitates

Por François Silvestre

Os dois candidatos à presidência têm pelo menos uma coisa em comum. Ambos são tatibitates.

Não no sentido infantil, de trocar consoantes.

Mas na condição adulta, de linguagem tartamudeada.

Os dois têm carência de articulação, cada um do seu jeito, e ambos tropeçam na pronúncia e têm dificuldade de expressão.

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Categoria(s): Opinião
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