sábado - 27/07/2019 - 16:10h
Majoritária

Pré-campanha reforça uso de tática do quanto maior, melhor

Busca-se uma maior pulverização de candidatos a vereador e reforço no tempo de rádio e televisão

A pré-campanha municipal de Mossoró tem silenciosa mas intensa movimentação, mesmo com o pleito estando tão distante: será apenas em outubro de 2020. Uma das preocupações prioritárias de partidos e grupos políticos é formação de nominatas a vereador.

Das menores às maiores legendas, é obsessiva a atração de nomes que possam somar corrida a vereador.

Francisco José Júnior teve 14 partidos ao seu lado; Rosalba contou com a metade e venceu (Fotomontagem)

Contudo também estão em jogo o controle de vários partidos (direta e indiretamente) e atração de siglas à montagem de coligação majoritária . É uma lógica política que a cada eleição se revela mais questionável quanto ao resultado final, mas segue tendo peso.

Leva-se em conta o tempo em rádio e televisão para utilização em programas eleitorais, bem como a quantidade de candidatos ao legislativo pregando votos do candidato (a) a prefeito. Porém nada funciona de forma tão simples assim.

Um exemplo dessa fragilidade, é que a Coligação Liderados pelo Povo formada em 2016, com 14 legendas, subdividida em três alianças a vereador, não conseguiu sustentar a candidatura à reeleição do então prefeito Francisco José Júnior (PSD à época). Em relação a tempo dos programas em rádio e televisão, até ficou inferiorizado (veja AQUI), com 2min 08seg, o terceiro entre os cinco candidatos à municipalidade.

Coligações

Quatorze legendas formaram alianças internas na Coligação Liderados pelo Povo e assim mesmo ele desistiu do pleito.

Fizeram fila com ele o PSD, PEN, PMB, PMN, PPL, PPS, PRB, PROS, PRTB, PSC, PTC, SDD, PTN e PV. Seu tempo em rádio e TV foi de

A segunda candidatura com maior acervo de partidos e candidatos foi da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), com a Coligação Força do Povo, que acabou eleita. Estiveram com ela o total de sete partidos: PP, PSB, PDT, PMDB, PTB, PTdoB e PHS.

Atrás de ambos apareceu o candidato a prefeito Tião Couto (PSDB), na “Coligação Unidos Por uma Mossoró Melhor”, com cinco partidos. Com ele estiveram PSDB, PR, DEM, PSL e PRP.

A candidatura de Gutemberg Dias (PCdoB) na “Frente Mossoró Tem Jeito” tinha a sua sigla e o PT.

Josué Moreira (na ocasião no PSDC) foi candidato a prefeito na “Coligação Mossoró é do Povo”, com a companhia do Psol.

Já o PSTU terá apenas chapa proporcional, com três candidatos a vereador e sem apoiar ou apresentar qualquer nome a prefeito.

Veja AQUI a relação dos 33 partidos atualmente registrados na Justiça Eleitoral.

Leia também: Disputa a vereador será desafio bem mais difícil em 2020.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 11/11/2016 - 19:46h
Frente Mossoró Tem Jeito

Ex-candidato a prefeito confirma que será candidato a deputado

Gutemberg: definido (Foto: arquivo)

Candidato a prefeito de Mossoró pela “Frente Mossoró Tem Jeito”, geógrafo Gutemberg Dias (PCdoB), será candidato a deputado estadual em 2018. É decisão e estratégia partidária no plano estadual, para expansão e fortalecimento da sigla.

Ele confirmou o projeto agora à noite, em entrevista ao programa “Cenário Político”, da TV Cabo Mossoró (TCM), sendo sabatinado pelos jornalistas Carol Ribeiro e Marcello Benévolo.

– Eu serei candidato – disse

Ele saiu bem capitalizado das eleições municipais (veja matéria analítica clicando AQUI).

Sua votação expressiva para os padrões locais da chamada “esquerda”, de 11.152 (8,45%) votos é o maior em toda a história de candidatos-partidos nessa faixa ideológica em Mossoró.

Superou até o recorde que perdurava desde 1992, quando o professor Luiz Carlos Martins (PT) empalmou 6.557 (8,43%) votos.

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Categoria(s): Política
  • Repet
terça-feira - 13/09/2016 - 15:24h
Sucessão Municipal II

Gutemberg tenta marcar posição num cenário desvantajoso

Houve um tempo em que o mundo se dividia em dois blocos. Ocidente e Oriente viviam em choque em função das ideologias comunista e capitalista, num antagonismo marcado pela chamada “Guerra Fria” protagonizada por Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas  (URSS).

Isso é passado.

Desse lado do planeta, no Hemisfério Sul, Ocidente, precisamente no Brasil, sobrevive o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). É nas urnas que ele tenta fazer história em Mossoró, ladeado pelo PT – partido que vive momento delicado no plano nacional, depois do apogeu.

Pela segunda vez – num espaço de pouco mais de dois anos – o PCdoB disputa a Prefeitura de Mossoró com a Frente Mossoró Tem Jeito.

Gutemberg e Rayane têm missão eleitoral difícil e tarefas políticas que também não são fáceis (Foto: redes sociais)

Em 2014, na disputa de pleito suplementar, o geógrafo e empresário Gutemberg Dias já fora candidato a prefeito. Hoje, tenta outra vez, agora numa composição que até historicamente ocorreu em outras ocasiões no município, mas sempre com a sigla em posição secundária.

Dessa feita, o PT cedeu a cabeça de chapa ao PCdoB, oferecendo a jovem Nayane Andrade como vice.

Mas a tarefa de Gutemberg e Nayane não é fácil: chegar à Prefeitura. Não obstante ser o objetivo visível do partido e do seu companheiro de chapa, o PT, a prioridade mesmo é marcar posição no tabuleiro político em movimento no município, elegendo bancada à Câmara Municipal.

Uma boa votação a prefeito pode dar maior visibilidade a Gutemberg. Mas é imprescindível para PCdoB e PT ter um palanque como o Legislativo, de onde saiu o atual vice-prefeito dissidente Luiz Carlos Martins (PT), eleito ao lado do também vereador Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, à Prefeitura,  em 2014.

Por coincidência, ou não, PCdoB e PT fizeram parte do Governo Francisco José Júnior até bem poucos meses, sem que esses laços até hoje pareçam completamente desfeitos. Daí, sofrerem parte desse desgaste avassalador do prefeito – candidato à reeleição – e da gestão.

Partidos governistas

Na propaganda em rádio e TV, Gutemberg talvez seja o que tenha melhor desenvoltura na apresentação de um conteúdo em tom professoral, que prioriza propostas e avaliação da gestão pública de forma genérica, no pequeno escasso disponível.

Sua atuação não o coloca em oposição ao governo atual nem em contraposição ao que pareça velho ou de fachada nova. Fica no limbo. Por vezes passa a ideia de ser uma peça auxiliar do governismo ou estrategicamente equidistante dele.

A candidatura de Gutemberg não é exatamente de oposição ao Governo Francisco José, ou governista. Flutua na abordagem temática da administração, sem efetivamente enfrentar o modelo que Francisco repete, copiado com esmero da oligarquia Rosado.

PCdoB e PT vivem momento delicado no plano nacional, que se reflete em Mossoró. Conseguiram chegar ao poder municipal como peças acessórias (Gutemberg foi secretário do Planejamento), sem conseguirem melhorá-lo e sem ganho no capital imagem perante a sociedade.

Se não conseguirem eleger  um único vereador, o que não pode ser descartado, enfrentarão um difícil recomeço. A experiência não será nova, mas se desenrolará dentro de um cenário diferente.

Há reorganização de forças e o surgimento de novos atores políticos em Mossoró, como é o caso do empresário e candidato a prefeito pela Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor, Tião Couto (PSDB).

Gutemberg faz parte desse elenco de ‘novidades’, com presença relativamente nova na política local. Foi candidato a prefeito em 2014 (pleito suplementar) e novamente aparece agora buscando igual cargo.

Motivar militância, ganhar a confiança das lideranças mais antigas, atrair novos partisans à defesa de um projeto de poder e criar um bloco de esquerda eleitoralmente competitivo e dinâmico são tarefas complexas que se impõem ao candidato e seus aliados.

Votos em 2012

Com 18 candidatos a vereador (dez do PCdoB e oito do PT), a coligação PCdoB terá que desenvolver esforço concentrado para o pleito, que possa pelo menos eleger um vereador. Em 2012, os sete candidatos do PCdoB empalmaram 1.509 votos cumulativamente. Já os quatro do PT obtiveram 4.058 e elegeu Luiz Carlos Martins.

Em termos de eleição majoritária, a experiência de Gutemberg em 2014 acabou dando visibilidade a seu nome, mas ofuscado pela vitória acachapante do então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD), hoje denominado de “Francisco”.

Ele foi o quinto (último) colocado com 2.265 (2,90%) votos, numa chapa “puro sangue” do seu partido, haja vista que o PT tinha Luiz Carlos Martins como vice de Francisco José Júnior.

O que esperar das urnas agora?

Ser uma surpresa e evitar um vexame, em momento delicado da política local e da nacional.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
quinta-feira - 08/09/2016 - 22:10h
Descida do São Manoel

Frente Mossoró Tem Jeito ganha direito de ocupar avenida

Resolvido. Finalmente resolvido. Caberá à Frente Mossoró Tem Jeito, formada por PCdoB e PT o direito de ocupar a Avenida Presidente Dutra no próximo sábado (10), à noite, em movimentação política.

A tradicional “Descida do Alto de São Manoel” só teve definição hoje, através da Comissão de Segurança das Eleições 2016 em Mossoró.

A Frente Mossoró Tem Jeito pleiteava essa prerrogativa, contestando anúncio e decisão da Coligação Força do Povo (da candidata a prefeito Rosalba Ciarlini-PP e da vice Nayara Gadelha-PP) em realizar programação nesse trecho urbano nessa mesma data.

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Categoria(s): Eleições 2016 / Política
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