sábado - 25/05/2024 - 23:00h
"Tatu" e "Martelo"

Militares aguardam diárias de trabalho feito em caçada a fugitivos

Rogério e Deibson deram uma canseira nas forças de segurança (Foto: Arquivo)

Rogério e Deibson deram uma canseira nas forças de segurança (Foto: Arquivo)

A fuga dos bandidos Deibson Cabral Nascimento (Tatu) e Rogério da Silva Mendonça (Martelo), da Penitenciária Federal de Mossoró, depois recapturados (veja AQUI e AQUI), ainda tem vácuos em torno do aparato engajado na caçada. Pelo menos entre policiais e bombeiros militares do RN, há um sentimento de desvalorização e desrespeito.

Muitos sacrificaram suas folgas para atuarem nas operações de recaptura dos detentos, com expectativa de recebimento de diárias em razão do serviço extraordinário. Contudo, nada.

Segundo a Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e Região (APRAM), o Ministério da Justiça negou o pagamento dos valores aos servidores em questão.

A Apram entende que “a situação é totalmente vexatória e desrespeitosa com quem tanto sacrifica a vida pela população. A entidade espera a sensibilidade do comando da Polícia Militar e Secretaria de Estado de Segurança Pública e da Defesa Social do RN (SESED/RN) para sanarem essa injustiça, colocando um ponto final no enredo da fuga Penitenciária Federal de Mossoró.”

Os presos fugiram no dia 14 de fevereiro deste ano (veja AQUIAQUI), uma Quarta-feira de Cinzas. Só foram recapturados em operação conjunta da Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), no dia 4 de abril, no estado do Pará.

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segunda-feira - 08/04/2024 - 23:28h
Fantástico

Fugitivos de penitenciária foram presos a partir de escuta telefônica

Reportagem do programa “Fantástico”, da Rede Globo de Televisão, mostrou nesse domingo (7) detalhes sobre a prisão dos dois fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró.

Rogério da Silva Mendonça (Martelo)), de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento (Tatu), 33 anos, tinham fugido da penitenciária no dia 14 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas). Foram 50 dias até a recaptura.

Leia também: PF e PRF capturam fugitivos a mais de 1.600 km de Mossoró.

A partir de escutas telefônicas, a Polícia Federal conseguiu descobrir trajeto dos fugitivos, que tiveram suporte do Comando Vermelho (CV) à tentativa de escaparem com destino à Bolívia. A prisão aconteceu no último dia 4, em Marabá-PA.

O Fantástico obteve várias imagens e áudios que detalham a perseguição e os momentos mais delicados da prisão de Rogério e Deibson.

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quinta-feira - 04/04/2024 - 14:04h
Martelo e Tatu

PF e PRF recapturam foragidos a mais de 1.600 km de Mossoró

Rogério e Deibson deram um 'baile' nas forças de segurança, colocando em xeque as informações oficiais passadas à imprensa e sociedade (Fotos da PF)

Rogério e Deibson deram um ‘baile’ nas forças de segurança e muitas informações oficiais, hoje, parecem descabidas (Fotos da PF)

Do G1, BCS e outras fontes

A Polícia Federal informou nesta quinta-feira (4) que recapturou, em Marabá (PA), os dois fugitivos que haviam escapado da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Rogério da Silva Mendonça (Martelo)), de 35 anos, e Deibson Cabral Nascimento (Tatu), 33 anos, tinham fugido do presídio no dia 14 de fevereiro (Quarta-feira de Cinzas) – foram 50 dias até a recaptura.

“Na tarde desta quinta-feira (4), em uma ação conjunta das polícias Federal e Rodoviária Federal, foram presos, em Marabá (PA), os foragidos do Sistema Penitenciário Federal Rogério Mendonça e Deibson Nascimento”, informou a PF em nota oficial.

Marabá, no Sudeste do Pará, fica a mais de 1.600 quilômetros de distância de Mossoró.

Um trajeto em “linha reta” passaria por pelo menos cinco estados: além de Pará e Rio Grande do Norte, também por Ceará, Piauí e Maranhão – e, a depender do trajeto, pelo Norte do Tocantins.

Os suspeitos foram presos na ponte que atravessa o Rio Tocantins. A abordagem ocorreu neste local para evitar a fuga pelo rio.

Investigadores informaram à TV Globo que a dupla deve ser devolvida a Mossoró – e que essa transferência seria uma “questão de honra” para o Ministério da Justiça, que coordena o sistema penitenciário federal.

Os dois presos, originalmente do Acre, estavam na unidade desde setembro de 2023 e integram a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Os dois abriram passagem por um buraco atrás de uma luminária do presídio e cortaram duas cercas de arame usando ferramentas de uma obra que ocorria no local para escapar.

Foi a primeira fuga registrada na história do sistema penitenciário federal, que inclui ainda penitenciárias em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS) e Porto Velho (RO).

Após a fuga, autoridades locais e federais criaram uma força-tarefa para capturar os fugitivos. O grupo incluía a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar do estado.

A Força Nacional também foi enviada para ajudar na operação, mas deixou a força-tarefa em 30 de março, após 46 dias de buscas. Segundo o Ministério da Justiça, a partir de então, as buscas passaram a ser focadas em ações de inteligência.

Segundo um levantamento da GloboNews, apenas com as forças federais, a operação custou R$ 2,1 milhões aos cofres públicos. Veja abaixo:

Polícia Federal: R$ 497.812

Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen): R$ 372.218,62

Força Nacional: R$ 1.245.549

Total: R$ 2.115.579

Nota do BCS – Aconteceu o óbvio: a prisão dos fugitivos muito longe do local da fuga. Mas, o vexame está consagrado.

Resta saber de fato a verdade sobre essa fuga de enredo cinematográfico e informações oficiais pouco confiáveis, passadas a setores escolhidos da imprensa nacional. A perseguição lembrou faceta de uma brincadeira infantil do passado: “Tá quente… tá frio!”

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domingo - 17/03/2024 - 13:26h

A fuga de Mossoró

Por Ney Lopes

Rogério e Deibson fugiram quarta-feira; caçada chega ao seu quarto dia consecutivo (Fotomontaegm: Reprodução)

Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento são os fugitivos (Fotomontaegm: Reprodução)

Desde a madrugada de quarta-feira de cinzas, 14 de fevereiro, dois detentos perigosos fugiram de uma penitenciária federal de segurança máxima na cidade de Mossoró, RN.

Essa fuga continua gerando comentários, em todo o país.

Afinal, vão prender, ou só gastar dinheiro do governo, na busca?

É a pergunta do dia.

Realmente, quadro preocupante.

Esses grupos delinquentes têm, cada vez mais, grande impacto na sociedade, inclusive nos poderes judiciário, legislativo e executivo.

Pelas proporções, atuam com efeitos danosos.

Percebe-se, que as “facções criminosas” dispõem de pessoal qualificado, infraestrutura de logística, recursos financeiros, inteligência artificial e o que surja no mundo da técnica e da ciência.

As organizações criminosas apresentam enorme capacidade de desestabilizar a lei e a ordem.

Em verdade, elas são um “contra poder”.

É claro, que toda essa superpotência do crime organizado não deixa de representar uma ameaça ao próprio Estado, além disso, assombra a sociedade civil.

O Brasil possui pelo menos cinquenta e três organizações criminosas, atuando.

Aplicar as leis nacionais vigentes e enfrentar essas organizações, como na procura dos detentos fugitivos de Mossoró, torna-se tarefa muito difícil para a Polícia.

As dificuldades decorrem do fato do réu ser condenado por crime hediondo, com sinais de violências extremas e passar a ser tratado como um cidadão brasileiro.

Asseguram-lhe o devido processo, garantias constitucionais e legais.

Sei, que essas garantias são universais e destinadas a preservar o ser humano.

Emtretanto, em El Salvador, um pequeno país latino americano, o governo vem obtendo êxito na eliminação da violência, a custa de diferenciações na aplicação de leis, que protegem o cidadão.

Por exemplo: El Salvador chegou a conclusão de que é necessário limitar o direito de associação, reunião e inviolabilidade das comunicações, sob pena dos grupos criminosos se expandirem.

As superpotências do crime organizado representam uma ameaça ao próprio Estado.

Além disso, inquietam  a sociedade civil.

Em conclusão,  a legislação, inclusive internacional, teria que ser alterada para estabelecer critérios diferenciados  de combate a esses crimes, quando em risco a paz social.

Afinal, o princípio do “devido processo legal” preserva o cidadão e nunca o transgressor.

Um debate prolongado, mas cuja conclusão final terá que ser a mais rápida possível.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

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quarta-feira - 13/03/2024 - 23:38h
Ricardo Lewandowski

Ministro visita Mossoró de novo e volta a Brasília sem prisão de fugitivos

Ministro sobrevoou área onde bandidos são caçados por centenas de homens (Foto: Ministério da Justiça)

Ministro sobrevoou área onde bandidos são caçados por centenas de homens (Foto: Ministério da Justiça)

Nessa quinta-feira (14), a fuga de dois bandidos da Penitenciária Federal de Mossoró, tida como de “segurança máxima”, fará exatamente um mês. E, até o momento, os fugitivos Deibson Cabral Nascimento (Tatu) e Rogério da Silva Mendonça (Martelo) não foram encontrados.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, esteve em Mossoró (RN), na manhã desta quarta-feira (13/03), onde se reuniu com as coordenações das forças policiais que atuam na operação de captura dos dois fugitivos da Penitenciária Federal localizada na cidade. Em entrevista coletiva, o ministro afirmou que há fortes indícios de que os foragidos ainda estejam entre a unidade prisional e o município potiguar de Baraúna.

“As buscas com cães altamente treinados confirmaram a presença recente dos dois fugitivos [na região]. Isso significa, diante dessas informações que recebemos, que vamos manter a operação da forma como ela está sendo levada”, destacou Lewandowski.

A operação conta com mais de 500 agentes da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), das polícias Federal, Rodoviária Federal, da Força de Segurança Nacional, Militar, Civil e Bombeiros, além de policiais de outros estados, como uma das medidas para proteger a população local. De acordo com o ministro, duas vertentes estão sendo utilizadas pelas equipes: uma voltada para ações de inteligência e outra persecutória, com foco nas buscas em campo pelos foragidos.

Segurança nas penitenciárias

Ainda durante a coletiva, Lewandowski reforçou que o ministério tomou medidas adicionais para aumentar a segurança nas penitenciárias federais. A compra de detectores e estudos para a construção de muralhas em torno dos cinco estabelecimentos no País são exemplos dos esforços.

“Afastamos toda a direção da prisão, estamos fazendo uma correição e aperfeiçoamos mais 20 protocolos nas prisões federais, o que inclui revistas diárias dos presos”, disse.

O ministro tinha desembarcado em Mossoró anteriormente no dia 18 do mês passado, quatro dias após a fuga (veja AQUI).

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sábado - 09/03/2024 - 08:40h
Perseguição

PF prende mais um suspeito de ajudar fugitivos; caçada continua

Do G1, UOL, BCS e outras fontes

Rogério e Deibson fugiram quarta-feira; caçada chega ao seu quarto dia consecutivo (Fotomontaegm: Reprodução)

Rogério (Martelo) e Deibson (Tatu) fazem parte do Comando Vermelho e são originários do Acre (Fotomontaegm: Reprodução)

A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta-feira (8) em Fortaleza, mais um suspeito de prestar apoio aos fugitivos da Penitenciária Federal de Mossoró. A prisão dele, que tem 31 anos, ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 8ª Vara federal de Mossoró.

O homem é suspeito também de fazer parte de uma facção criminosa Comando Vermelho (CV), que foi criada no Rio de Janeiro-RJ.

Com mais essa prisão, desde a fuga, em 14 de fevereiro, já foram efetuadas ao todo, seis prisões, cinco em cumprimento a mandados de prisão, além de uma prisão em flagrante. Também foram realizadas buscas em diversos endereços nas cidades de Mossoró e Baraúna, no Rio Grande do Norte, Aquiraz e Quixeré, no Ceará.

Os fugitivos Deibson Cabral Nascimento (Tatu) e Rogério da Silva Mendonça (Martelo) são originários do Acre. Ambos compõem o CV e desde setembro estavam presos na penitenciária localizada na comunidade rural de Riacho Grande, zona rural de Mososró.

Quase um mês de fuga

Nesse sábado (9), a força-tarefa para captura deles entrou no 25º dia de buscas.

Os policiais que trabalham nessa operação acreditam que a dupla está desarmada, sem mais apoio e sem condições de ir de sair do cerco realizado com mais de 500 homens, diversas viaturas, cães, farejadores, drones e helicópteros. Acredita-se que os fugitivos ainda estejam na região de Baraúna, a 35 quilômetros de Mossoró.

Segundo as investigações, Deibson e Rogério não estariam mais com nenhum aparelho celular e um deles deve estar machuado e mancando.

As buscas tiveram o reforço de dois policiais penais especializados em operações especiais e um cão farejador da raça pastor-belga-malinois do Mato Grosso nessa quinta (7).

Grandes dificuldades

O receio é que Nascimento e Mendonça usem as extensas fazendas de banana, melão e melancia existentes na região para se esconder e se embrenhar no Parque Nacional da Furna Feia.

Criado em 2012 e administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o parque abriga ao menos 207 cavernas em seus mais de 8,5 mil hectares, e, pelo menos, outras 44 distribuídas pela chamada zona de amortecimento, ao redor da unidade. Cada hectare corresponde às medidas aproximadas de um campo de futebol oficial.

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