domingo - 13/11/2022 - 13:28h

Vitória da democracia

Por Ney Lopes

Afastadas todas as preferências pessoais ocorreram recentemente em Brasília, dois fatos que encorajam um futuro de paz e conciliação para o Brasil.

De um lado, o ministro da Defesa – general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira – enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatório de fiscalização do processo de votação que não aponta qualquer fraude eleitoral e ainda reconhece que os boletins de urnas e os resultados divulgados pelo TSE são idênticos.democracia - ilustração com braços coloridos

Ou seja, o boletim que a urna imprimiu registrando os votos dados ao final da votação confere com o resultado da totalização divulgada pelo tribunal.

A única sugestão, considerada normal, é que seja feita uma investigação técnica sobre eventuais riscos à segurança das urnas.

De outro lado, o presidente eleito Lula visitou Brasília, encontrou-se com os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário e deu esclarecedora entrevista à imprensa.

Os dois fatos distensionam o cenário político e institucional.

Embora não fosse competência das Forças Armadas fazer auditoria nas urnas eleitorais, o TSE agiu com cautela e atendeu o pedido.

Agiu corretamente e o resultado é que as Forças Armadas seguiram a sua tradição de seriedade e escreveram no relatório o que viram.

Em nota, o TSE agradeceu o envio do documento e destacou justamente que o trabalho dos militares não aponta qualquer fraude ocorrida na eleição.

TSE informa que recebeu com satisfação o relatório final do Ministério da Defesa, que não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência no processo eleitoral de 2022″.

Havia, de parte das áreas radicais do bolsonarismo, a expectativa do apoio oficial das Forças Armadas, levantando dúvidas na votação, para a formalização de um longo debate no país, em busca da anulação do pleito.

Isso não ocorreu e independente de apoio à Lula, ou Bolsonaro, irá prevalecer a vontade popular.

De outro lado, cabe observar a entrevista dada pelo presidente eleito, após encontrar-se com autoridades da República.

A exemplo do que aconteceu com o bolsonarismo radical, as palavras de Lula significaram um balde de água fria no petismo radical.

O ex-presidente foi claríssimo, ao dizer que fará um governo de coalizão com todos os partidos que aceitem com ele conversar.

Disse que irá procurar os “eleitos”, que representam o povo e desmistificou a tendência de isolamento do chamado “centrão” que atua no Congresso.

A perspectiva é que haja uma mudança de água para o vinho nas relações do Executivo com o Congresso.

A ideia é que cada poder eleja os seus dirigentes, sem interferência do outro.

No momento, pelo que declarou Lula, a prioridade será a PEC de transição para possibilitar atender reivindicações sociais inadiáveis.

O presidente eleito deixou clara a sua tese de que “gastos sociais” são investimentos no sentido de justificar o bolsa familia, merenda escolar, habitação popular, farmácia popular.

Realmente, sobretudo após a pandemia, os governos democráticos têm se orientado pela prioridade social, um discurso que não pode ser propriedade privada dos chamados “progressistas”.

Esse discurso é de quem tenha sensatez e defenda a paz social.

Por último, a visita de Lula à Brasilia pôs um ponto final no choque entre os Poderes, principalmente entre o Executivo e o Supremo, ao defender a harmonia entre eles.

Sempre repeti que não há saída para o momento atual do Brasil, senão através de um pacto de diálogo.

E é isso que começa a despontar no horizonte, não significando adesismo, nem adesões aos vitoriosos.

Significa apenas a lição de que a democracia exige todos superando as suas diferenças, transcendendo as suas lutas pessoais para somarem forças numa única luta que é a preservação das liberdades, custe o que custar.

Ney Lopes é advogado, jornalista e ex-deputado federal

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Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 25/04/2022 - 08:50h
Embate

Ministro do STF faz críticas às Forças Armadas; general dá resposta

Do Canal Meio

Em meio a um seminário promovido por uma universidade alemã, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há uma tentativa de levar as Forças Armadas para o “varejo da política”. Segundo Barroso, a pressão faz parte de uma tentativa de desacreditar o processo eleitoral.

General Paulo Sérgio Nogueira e ministro Luís Barroso: embate de versões e palavras (Fotomontagem Canal BCS)

General Paulo Sérgio Nogueira e ministro Luís Barroso: embate de versões e palavras (Fotomontagem Canal BCS)

“Esse é um risco real para a democracia”, ele afirmou durante a palestra virtual. “Nesses 33 anos de democracia, se teve uma instituição de onde não veio notícia ruim foi as Forças Armadas. Gosto de trabalhar com fatos e de fazer justiça.”

Mas, ele disse, isto mudou. “Desde 1996 não tem nenhum episódio de fraude. Eleições totalmente limpas, seguras. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar. Gentilmente convidadas para participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo.”

O outro lado

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, respondeu com uma nota dura.

“As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos”, diz o texto que ele assina. “Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável.”

E deu um passo além: “as Forças Armadas, como instituições do Estado Brasileiro, desde o seu nascedouro, têm uma história de séculos de dedicação a bem servir à Pátria e ao Povo brasileiro.”

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
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quarta-feira - 31/03/2021 - 19:36h
Mossoró

Novo titular do Exército é tio da ex-vice-prefeita Nayara Gadelha

General Paulo Sérgio e aex-vice-prefeita Nayara Gadelha (Foto: redes sociais)

General Paulo Sérgio e aex-vice-prefeita Nayara Gadelha (Foto: redes sociais)

Um dos novos comandantes das Forças Armadas que o Governo Jair Bolsonaro anunciou nessa quarta-feira (31) tem ligação muito próxima com Mossoró.

O comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, é irmão do odontólogo Francisco Adolfo e tio também da ex-vice-prefeita mossoroense Nayara Gadelha (PP).

Seu pai, José Adolfo, foi gerente do Banco do Brasil em Mossoró.

Perfil

O general de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira era o chefe do Departamento-Geral de Pessoal do Exército. Nascido em Iguatu (CE), tem 62 anos de idade. Ele concluiu a Academia Militar das Agulhas Negras na arma de artilharia em 1980.

O Departamento-Geral de Pessoal responde, entre outros serviços, pelo serviço de saúde do Exército, administração de dados, assistência religiosa, serviço militar, assistência social e movimentações e demissões.

Segundo o Exército, foi adido de Defesa na embaixada do Brasil no México e, como general, entre outros postos, foi chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Oeste; comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva (AM); chefe do Estado-Maior do Comando da Amazônia; comandante logístico do Hospital das Forças Armadas; e comandante Militar do Norte.

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Categoria(s): Gerais / Política
quarta-feira - 31/03/2021 - 18:48h
Brasília

Forças Armadas têm novos comandantes apresentados por governo

Novos ministros foram apresentados nessa quarta-feira em Brasília (Foto: O Globo)

Novos ministros foram apresentados nessa quarta-feira em Brasília (Foto: O Globo)

Do G1

O novo ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, anunciou nesta quarta-feira (31) os novos comandantes das Forças Armadas:

  • Exército: general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira;
  • Marinha: almirante de esquadra Almir Garnier Santos;
  • Aeronáutica: tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista Junior.

Os três vão substituir Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica), que se afastaram coletivamente (veja AQUI) dia passado.

Segundo o Ministério da Defesa, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escolheu:

  • para o Exército: o terceiro general na lista de antiguidade;
  • para a Marinha: o segundo almirante na lista;
  • para a Aeronáutica: o mais antigo na lista.

Saiba mais informações clicando AQUI.

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Categoria(s): Política / Segurança Pública/Polícia
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