O Governo do Estado vai partir para o apelo à Justiça, no intuito de finalizar a greve na Universidade do Estado do RN (UERN). Quer a decretação de sua ilegalidade, com punição aos sindicatos funcionais, em caso de descumprimento.
Noutra extremidade desse cabo-de-guerra, os sindicatos mantêm-se irredutíveis. Já apresentaram propostas, tiveram sempre a iniciativa do diálogo e nada avançou.
No meio desse extremismo, cerca de 14 mil estudantes que estão há 90 dias sem atendimento às suas necessidades acadêmicas.
Quem está certo?
Difícil se afirmar com 100% de segurança que o Governo está correto ou os sindicatos.
Há uma caudalosa campanha de informação e contra-informação, além de visível propósito de desqualificação moral de parte a parte. Ambos tentam granjear a simpatia popular, o apoio da chamada “opinião pública”.
O Governo do Estado usa sua força descomunal, na mídia, para vender a imagem de que a greve é meramente político-partidária, uma estratégia de teor fascista. Um exagero, lógico.
Já os grevistas, rebatem a versão e pregam que esse jeito de governar é um modelo ideológico de intolerância, que seria próprio do DEM. Menos, menos.
Em nenhum momento as partes pediram a intervenção de uma arbitragem isenta, extrajudicialmente, para se tentar o alcance do entendimento. Andando em círculos, os dois lados apenas aumentaram a distância entre si, aprofundando o fosso abissal que os deixa asfixiados ao diálogo.
O que vai sair dessa peleja?
Certamente uma universidade fragilizada. Uma instituição que se notabiliza como a maior obra humana de Mossoró, de valor incomensurável para o estado, região e país, é vista com menoscabo pelo atual governo e a elite política do Rio Grande do Norte, sobretudo porque não conseguem mais aparelhá-la como antes, para seus propósitos politiqueiros.
Os próprios grevistas talvez não tenham percebido, também, o prejuízo irremediável causado aos docentes.
Pobre Mossoró! Pobre Rio Grande “Sem Sorte”.

























