sexta-feira - 05/02/2021 - 07:30h
Brasil

Anvisa reage a pressões do Centrão em luta política por vacinas

CentrãoDo Canal Meio

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reagiu ontem à mais ostensiva tentativa de politizar as vacinas contra a Covid-19. A agência topou bater de frente com setores políticos no Congresso Nacional.

O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), ameaçou “enquadrar” a agência para que aprove o uso emergencial de 11 vacinas. Segundo Barros, os diretores da Anvisa “não estão nem aí” para a pandemia. O presidente da agência, Antônio Barra Torres, chamou o deputado às falas, afirmando que ou o parlamentar deve formalizar denúncias que tenha contra a Anvisa ou se retratar.

Lobby intenso

Com a repercussão, o presidente Jair Bolsonaro acabou desautorizando o líder, dizendo que a Anvisa “não pode sofrer pressão”.

No cerne da polêmica está a liberação da vacina russa Sputnik V, apelidada de “vacina do Centrão” e “vacina do Bolsonaro”. Ela é objeto de um lobby intenso, comandado pelo ex-deputado e ex-governador do DF Rogério Rosso (PSD), que tem grande trânsito junto ao Centrão. Segundo o presidente da Anvisa, nos 22 anos da agência “pouquíssimas vezes houve tanta movimentação política”.

A questão é que, não testada no Brasil em fase 3, a Sputnik V pode livrar o governo federal da incômoda dependência da CoronaVac, importada e produzida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 04/02/2021 - 21:10h
João Maia

Projeto para apoio à infraestrutura é uma prioridade do Governo Federal

O Projeto de Lei 2.646/2020, de autoria do deputado federal João Maia (PL/RN) e que dispõe sobre as debêntures de infraestrutura, foi destaque mais uma vez no jornal Valor Econômico, nesta quinta-feira (04). O PL está entre os 10 primeiros da lista de 36 projetos de lei considerados “prioritários” para o Governo Federal.

Obras de grande porte podem ganhar fôlego com essa modalidade de financiamento (Foto ilustrativa)

Obras de grande porte podem ganhar fôlego com essa modalidade de financiamento (Foto ilustrativa)

O Governo Jair Bolsonaro enviou para os novos presidentes da Câmara e do Senado Federal uma lista essas prioridades para serem votadas. Englobam os mais variados assuntos tanto na pauta econômica como na de costumes, e apresentado pelo governo federal ao Congresso Nacional.

Com a expectativa de alavancar 4,15% do PIB (R$ 295 bilhões/ano) para os investimentos em infraestrutura, o PL 2.646/2020 promove alterações no marco legal das debêntures incentivadas, dentre elas: redução do imposto do emissor; ajustes no atual instrumento de debêntures privadas para atrair também capital de pessoas físicas; amplia as áreas que podem ser atendidas pelos Fundos de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE), Fundos de Investimento em Infraestrutura (FI-Infra), dentre outros; extensão do incentivo para além de projetos como linhas de transmissão e concessões de rodovias, contemplando inclusive a expansão do 5G.

O Projeto de Lei 2.646/2020 de João Maia foi apresentado em maio do ano passado. Essas debêntures são títulos de dívida emitidos por uma companhia para captar recursos a fim de financiar projetos desse setor. Nos Estados Unidos e Ásia, por exemplo, essa modalidade de financiamento de grandes obras já é bastante consagrada há décadas.

Nota do Blog – Muito interessante essa PL, pois possibilita que obras de grande porte e de importância estratégica possam ser operacionalizadas com injeção que muitas vezes o cofre estatal não tem mais como bancar.

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Categoria(s): Administração Pública / Economia
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domingo - 20/12/2020 - 12:29h

Infraestrutura entrega bom número de obras em 2020

Por Josivan Barbosa

O Ministério da Infraestrutura registrou, até agora, a entrega de 86 obras em 2020. Somente de rodovias mais de 1,2 mil quilômetros de duplicações, pavimentações e reconstruções foram concluídos. Os projetos aguardando a liberação do Tribunal de Contas da União (TCU) somam R$ 45 bilhões de investimento.

Estradas ganham prioridade e maior dinâmica, sendo obras fundamentais ao desenvolvimento (Foto ilustrativa)

No Rio Grande do Norte as obras da barragem de Oiticica e a duplicação da Reta Tabajara estão concentrando a alocação de recursos. Os projetos do Perímetro Irrigado Santa Cruz do Apodi e a adutora Santa Cruz do Apodi – Mossoró passaram mais um ano parados, sem receber a mínima atenção dos nossos representantes em Brasília.

COVID em 2021

Enquanto o Brasil volta a observar um aumento no número de casos de covid-19 e a situação se agrava novamente nos hospitais das redes pública e privada em todo o país, o mundo começa a vislumbrar a esperança das vacinas. No Brasil, porém, a falta de uma ação coordenada entre Estados e governo federal, além de uma disputa política sobre as medidas de enfrentamento à pandemia, deixou o país atrasado em relação ao resto do mundo na questão da imunização.

As festas de fim de ano também devem alimentar a alta dos casos. Tudo isso traz a perspectiva de que os brasileiros não poderão retomar a vida normal em 2021, o que terá impactos significativos no cenário econômico.

Esperamos que o novo prefeito Allyson Bezerra tenha aprendido a lição e mostre sintonia e sinergia com o Governo Estadual em cada ação necessária para mitigar os danos causados por essa pandemia.

Cenário para 2021

O novo prefeito começará a sua gestão com um quadro nacional preocupante. A economia brasileira caminha para entrar em 2021 com o cenário fiscal em aberto, sem o auxílio emergencial e com um quadro de recrudescimento da covid-19. Há dúvidas sobre como ficará o orçamento do ano que vem, com o risco de o teto de gastos não ser respeitado e incertezas quanto ao avanço das reformas para conter a expansão das despesas obrigatórias.

Já a retirada abrupta dos estímulos fiscais deverá ter impacto negativo sobre a atividade, num ambiente de desemprego elevado. A evolução recente da doença também preocupa, o que poderá ter impacto negativo sobre a economia.

Engessamento

Apenas para que o cidadão tenha uma noção do engessamento dos orçamentos públicos, tomemos como exemplo o orçamento federal. Para ter noção do tamanho do engessamento orçamentário da União, de um total de R$ 1,6 trilhão de receitas, somente R$ 108,4 bilhões são de livre aplicação pelo Executivo federal, sendo que R$ 16 bilhões correspondem às emendas parlamentares.

Em nível estadual ou municipal não é diferente. Depois que se cumpre as despesas obrigatórias, pouco ou quase nada sobra para investimentos. A saída tem sido recorrer a empréstimos como fizeram recentemente o Governo do RN junto ao Banco Mundial e a Prefeitura de Mossoró, através do Programa FINISA com a Caixa Econômica Federal.

Royalties

As perspectivas para que o novo prefeito de Mossoró possa recuperar parte dos royalties perdida nos últimos anos não são favoráveis. A queda nos preços do petróleo somada à retração no consumo da commodity provocada pela pandemia gerou perda de R$ 1,325 bilhão para municípios que recebem royalties e participações especiais, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A queda em 2020, considerando o período de 12 meses terminado em agosto, foi de 10%.

Na comparação entre 2019 e 2020, o volume de royalties destinados às prefeituras foi agora R$ 431,47 milhões menor. No mesmo período de 12 meses terminado em agosto, as participações especiais encolheram em R$ 828,37 milhões. Já o Fundo Especial do Petróleo (FEP) perdeu R$ 65,35 milhões na comparação anual.

Transporte coletivo

A situação do transporte coletivo em Mossoró é dramática em vários aspectos, especialmente na qualidade dos serviços a qual se agrava ainda mais com a situação financeira da empresa que explora os serviços. E agora ficou pior depois do veto do presidente da República à ajuda financeira para as empresas do setor. Ao mesmo tempo a elevação de tarifas é considerada delicada num cenário de desemprego e retirada do auxílio emergencial. O recente aumento de casos de covid-19 torna a situação ainda mais crítica, porque podem gerar medidas de restrição de circulação e também impõe um limite de ocupação dos ônibus. Só um milagre salva este setor tão vital para um município como Mossoró que há muito tempo necessita de ampliação e melhoria do serviço.

Educação

A nucleação de escolas parece ser inevitável em Mossoró nos próximos anos. A nova secretária de Educação precisa fazer a diferença e propor essa medida para o novo prefeito. O volume de recursos da Pasta está no limite e não há boas perspectivas, mesmo diante do novo Fundeb. A ação se faz necessária, mesmo porque os municípios brasileiros que mais conseguiram aumentar a aprendizagem no ensino fundamental nos últimos anos investiram, em média, menos que os demais por aluno, segundo análise da consultoria IDados a partir dos resultados da oitava rodada da Prova Brasil. Aplicado a alunos da quinta e da nona séries, o exame é uma das provas do Sistema de  Avaliação da Educação Básica (Saeb) do Ministério da Educação.

Em síntese, os municípios que apresentaram um crescimento consistente em todas as edições da Prova Brasil partiram, nos anos iniciais, de um nível de desempenho e gasto por aluno semelhante aos demais, e, nos anos finais, de um nível de desempenho e gasto por aluno mais baixos. Porém, em ambas as etapas alcançaram uma vantagem nas avaliações sem  ultrapassar a média de gastos em relação à média dos municípios.

Redução de secretarias

O prefeito eleito de Mossoró, Allyson Bezerra, poderia fazer a diferença e propor apenas 10 secretarias para a gestão total do município. Se proposto o novo desenho logo no início da gestão representaria um diferencial de comportamento e cobraria da câmara municipal outro posicionamento no tocante ao custo da máquina pública.

Uma medida dessa natureza fará com que grande parte dos vereadores torça o nariz inicialmente, mas, logo irão entender a necessidade e pode passar a ser exemplo em termos de país.

Fundeb

A nova secretária de Educação do município não poderá contar com os recursos do novo Fundeb nos primeiros meses de mandato. O atraso na definição das regras para a distribuição do dinheiro extra à educação básica vai exigir um período de transição, o que fará com que o novo Fundeb entre em vigor só a partir de abril de 2021.

O novo modelo prevê um aumento da contribuição da União ao fundo dos atuais 10% para 23%, de forma gradual, até 2026. Boa parte das novas verbas – 10,5% – procura chegar aos municípios mais pobres e elevar o investimento mínimo por aluno ao ano.

O restante da verba adicional – 2,5% a mais, a partir de 2023 – será direcionado às redes de ensino que mais avançarem a partir de métricas de aprendizagem. A última versão da minuta, da semana passada, exige que as regiões que desejem ter acesso ao dinheiro tenham currículos atrelados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Petrobrás mais distante

O plano de investimentos da Petrobras entre 2021 e 2025 é um passo na aceleração da estratégia adotada em 2019, que prevê foco na exploração e produção de petróleo na camada pré-sal, redução do custo de capital, reforço das práticas de sustentabilidade, com a criação de uma gerência executiva de mudanças climáticas, reformulação do centro de pesquisa da estatal e fomento a startups com novas tecnologias em sustentabilidade. Nada disso contempla Mossoró e nem o nosso Rio Grande do Norte sem sorte.

Recursos Covid

Embora sem efeito uniforme, as medidas de socorro da União durante a pandemia propiciaram a alguns municípios e Estados a perspectiva de migrar do vermelho ao azul no fechamento de contas deste ano e até mesmo a implementação de programas emergenciais de transferência de renda. Os efeitos dependeram de contenção de despesas e decisões de gestão, mas foram reconhecidamente possibilitados pela ajuda do governo federal.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

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Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 11/12/2020 - 23:36h
Justiça

Juíza determina nomeação de reitor eleito para o IFRN

Arnóbio: nomeação (Foto: Web)

A juíza Gisele Leite, da 4ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, determinou em tutela de urgência nessa sexta-feira (11), que o Governo Federal nomeie em até cinco dias o professor José Arnóbio de Araújo Filho como reitor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

A decisão da juíza acolhe pedido do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (SINASEFE).

Arnóbio obteve 48,25% dos votos contra 42,26% de Wyllys Farkkat Tabosa, que era reitor da instituição, em consulta interna realizada ano passado. Outros dois professores participaram do processo eleitoral: Ambrósio Silva de Araújo e José Ribeiro de Souza Filho.

O governo Jair Bolsonaro acabou nomeando (veja AQUI) o professor Josué Moreira no dia 20 de abril desse ano como reitor pro-tempore (provisório, por tempo indeterminado), atendendo a critério político-partidário. A indicação foi do deputado federal General Girão (PSL).

Manifestações e decisões

Em maio, Gisele Leite chegou a conceder liminar (veja AQUI) para posse de José Arnóbio, mas o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) derrubou sua determinação (veja AQUI).

O Ministério Público Federal (MPF/RN) desencadeou investigação para apurar a indicação de Josué Moreira (veja AQUI). Nesse ínterim, acabaram surgindo diversas manifestações contra Moreira e em prol da nomeação do reitor eleito (veja AQUIAQUI).

O Governo Bolsonaro alegou para não nomear Arnóbio, que ele respondia a processo administrativo. Seu mandato deveria ter começado dia 18 de abril, para o período 2020-2024. Ele é professor do IFRN há mais de 25 anos.

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Categoria(s): Educação / Política
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sexta-feira - 04/09/2020 - 09:02h
Como esperado

Proposta de reforma do serviço público privilegia alguns setores

Do Canal Meio

Chegou enfim ao Congresso a proposta do governo para Reforma Administrativa — é a reforma do serviço público. As regras não valerão para quem já é funcionário. Por decisão do Planalto, ela não incluirá parlamentares, magistrados, promotores e procuradores, além dos militares.

Depois de aprovada a emenda constitucional, apenas as carreiras típicas do Estado terão direito à estabilidade e à aposentadoria integral. Antes de conseguir estabilidade, será preciso passar por um período de dois anos de experiência. E só uma lei posterior vai definir quais carreiras são essas.

Os penduricalhos acabam — licenças prêmio, aposentadoria compulsória como punição, aumentos retroativos, férias de mais de 30 dias e adicionais vários.

O texto precisa ser aprovado duas vezes por cada uma das Casas do Parlamento, com maioria de três quintos. (G1)

Se aprovada como está, o presidente passa a ter mais poder.

Ele poderá extinguir órgãos públicos por decreto. Um Ibama, por exemplo. (Poder360)

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Categoria(s): Administração Pública
sexta-feira - 10/07/2020 - 22:50h
Milton Ribeiro

Bolsonaro escolhe seu quarto ministro da Educação

Do G1

Milton Ribeiro: professor e pastor (Foto: Veja)

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (10) por meio de uma rede social o professor e pastor evangélico Milton Ribeiro como novo ministro da Educação. Logo após o anúncio de Bolsonaro, a nomeação foi publicada em uma edição extra do “Diário Oficial da União”.

Ribeiro será o quarto ministro a comandar a pasta em um ano e meio de governo Bolsonaro. Os antecessores são Ricardo Vélez Rodríguez, Abraham Weintraub e Carlos Alberto Decotelli.

O novo ministro da Educação é militar da reserva do Exército e pastor da Igreja Presbiteriana de Santos.

Segundo o currículo na Plataforma Lattes, mantida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ele é graduado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul, doutor em educação pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em direito constitucional pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, instituição da qual é ex-vice-reitor.

Desde maio de 2019, Ribeiro é membro da Comissão de Ética Pública da Presidência da República — primeiro a ser nomeado para o órgão por Bolsonaro.

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Categoria(s): Educação / Política
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domingo - 28/06/2020 - 16:16h

Mediocridade bem vinda

Por François Silvestre

Meu Deus! Em que país se esconde os escombros da instrução? Aqui, neste nosso país incomparável na geografia, que qualquer país se sentirá elevado na comparação, e miseravelmente comparado na realidade política atual, cuja comparação até o Nepal rejeita?

O presidente Jair Bolsonaro e o novo ministro com doutorado questionado (Foto: Época)

Pois é. Somos os escombros tumulares da dignidade educacional, nos dias de hoje. Ontem, não foi tão bem. Ou melhor, foi muito ruim. Muito. Mas o hoje é de tal natureza tão escabrosamente péssima que acolhemos a mediocridade com alívio.

novo ministro da educação (Carlos Decotelli) não é decididamente um luminar. Longe, e ponha lonjura nisso. É um doutor sem doutorado (veja AQUI). Mas isso não ofusca nossa expectativa, até porque esses doutorados universitários, na sua quase totalidade, são festivais de mediocridades acadêmicas, de orientações fajutas e outras mumunhas. Mais grave é a constatação de plágio, nos textos do doutorado inconcluso. Segundo denúncias.

Mesmo assim, ainda saudamos a mediocridade do novo ministro. E que seja bem vindo e bem sucedido. Gostei da sua franqueza ao declarar-se desarmado intelectualmente para embate ideológico. Parabéns!

Sua chegada, professor Carlos Decotelli, foi um sopro de alivio na catacumba a que fora transformado o ministério da educação pelo sacripanta Abraham Weintraub, filhote do bolsonarismo e lambe rabo do não menos execrável Olavo de Carvalho.

A mediocridade substitui a excrescência. É um avanço. Torço para que pelo menos a educação oficial seja respeitada, se não for eficiente. Menomale, como diria o italiano vendedor de gravatas falsificadas na Praça D. José Gaspar, no centro outrora elegante de São Paulo.

François Silvestre é escritor

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Categoria(s): Artigo / Educação
quarta-feira - 10/06/2020 - 22:58h
Brasília

Fábio Faria é novo ministro; Carla Dickson assume mandato

Fábio: segundo ministro (Foto: Agência Câmara)

Por Lauro Jardim (O Globo) e Blog Carlos Santos

Jair Bolsonaro acaba de promover mais uma mudança em seu ministério. Recriou o Ministério das Comunicações e nomeou para a pasta Fabio Faria, deputado do PSD do Rio Grande do Norte.

Ele é o segundo ministro originário do RN na equipe presidencial. Antes, no dia 6 de fevereiro (veja AQUI), já tinha sido nomeado o ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB) para o Desenvolvimento Regional.

Bolsonaro disse a auxiliares que Faria, genro de Silvio Santos, não é uma indicação de Gilberto Kassab, presidente do PSD. É cota pessoal dele. Faria é hoje um dos deputados mais próximos de Bolsonaro. É um frequentador assíduo do gabinete de Bolsonaro. Almoçam com frequência.

O parlamentar está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara Federal, onde desembarcou em 2007. Obteve 70.350 votos, em 2018.

Substituição

Marcos Pontes, o astronauta, continua como Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações, mas agora sem cuidar das Comunicações. As pastas de Ciência e Tecnologia e Comunicações haviam sido fundidas justamente por Bolsonaro.

Entra no lugar de Faria a vereadora natalense Carla Dickson (Pros). Ela é mulher do deputado estadual Albert Dickson (Pros).

Carla: vereadora (Foto: Web)

Empalmou 60.590 (3,76% dos válidos) nas eleições de 2108.

Formada em Odontologia e Medicina pela UFRN com Pós-Graduação em Oftalmologia, Ciências Morfológicas, Docência do Ensino Superior e Mestrado em Bioquímica. Foi eleita em 2016 com 7.924 votos.

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Saiba mais informações sobre novo ministro e decisão política clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
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sexta-feira - 05/06/2020 - 22:38h
Governo Federal

Rafael Motta cobra informação sobre recursos contra pandemia

O deputado federal Rafael Motta (PSB/RN) protocolou um pedido de informações nesta sexta-feira (5), cobrando o Governo Federal pela baixa aplicação de recursos no combate à pandemia do novo coronavírus. Segundo pesquisa da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, só foram gastos efetivamente 25% do valor total destinado ao enfrentamento da emergência de saúde pública.

Só foram utilizados R$ 10,2 bilhões dos R$ 40,3 bilhões disponíveis.

Motta: recursos aquém das necessidades (Foto Fábio Barros)

“Estamos numa situação de guerra e aprovamos todas as medidas que permitam que o Governo Federal atue com firmeza no combate à pandemia. Chegamos no extremo de ter uma morte a cada minuto no Brasil e, até agora, o Governo Federal só aplicou R$ 1 de cada R$ 4 autorizados. É urgente a aplicação dos recursos disponíveis”, justifica Rafael Motta.

Inquérito

O Ministério Público Federal (MPF) pediu a abertura de um inquérito civil público para apurar o baixo investimento do Governo Federal no combate à pandemia do coronavírus.

Na ação, os procuradores afirmam que os repasses aos Estados e municípios foram drasticamente reduzidos a partir da segunda quinzena de abril.

Dados apontam que o Brasil tem atualmente mais de 600 mil contaminados por Covid-19 e mais de 33 mil mortos.

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Categoria(s): Política / Saúde
quinta-feira - 28/05/2020 - 19:30h
Pandemia

Mossoró receberá quase R$ 30 milhões de Auxílio Emergencial

A Prefeitura Municipal de Mossoró receberá mais um considerável reforço de caixa em meio à pandemia da Covid-19. Receberá quatro créditos do Governo Federal, que vão chegar a quase R$ 30 milhões. Serão R$ 29.704,046,83.

Natal o total esperado é de R$ 88.311.849,88.

Esses valores foram definidos no Projeto de Lei Complementar (PLP) 39/2020 e sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.A Confederação Nacional de Municípios (CNM) disponibiliza informações sobre todos os municípios do país, informando estimativa quanto ao recebimento do Auxílio Emergencial a esses entes públicos.

São 20 bilhões que foram destinados aos Municípios para seu uso definido pela gestão local e o repasse de R$ 3 bilhões para ações de saúde e assistência social, para serem usados na contratação e no pagamento de pessoal ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Quatro parcelas

É importante lembrar que esse valor será repassado em 4 vezes ao longo dos próximos meses no exercício de 2020.

Os valores das parcelas que caberão a cada um dos entes federativos será realizado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), sendo que os valores deverão ser creditados pelo Banco do Brasil S.A. na conta bancária em que são depositados os repasses regulares do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e do Fundo de Participação dos Municípios.

Veja AQUI como ficará a situação de repasse de Mossoró ou qualquer outro município do país.

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quarta-feira - 22/04/2020 - 23:50h
Pandemia

Senado aprova ampliação de auxílio emergencial

Caminhoneiros, diaristas, camelôs, motoristas de aplicativos, artistas e outros são alcançados

Do Congresso em Foco

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (22), por unanimidade, o projeto que expande o alcance do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais de baixa renda durante a pandemia do novo coronavírus.

Amin, relator da matéria, assegurou ampliação dos benefícios (Foto: Senado da República)

O texto estende o benefício para outras categorias, como caminhoneiros, diaristas, camelôs, motoristas de aplicativos, taxistas, guias de turismo, artistas, vendedores porta a porta, profissionais de beleza e pescadores artesanais que não recebam o seguro-defeso, entre outros.

O projeto também amplia o número de pessoas com deficiência e idosos de baixa renda que têm direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O governo conseguiu articular para retirar essa ampliação na Câmara, mas ela foi reinserida pelo relator do texto no Senado, Esperidião Amin (PP-SC).

Aprovada no Senado, a matéria segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 31/03/2020 - 07:38h
Da caserna

Os militares

Por François Silvestre

Vejo nas folhas que os militares do governo defendem Bolsonaro. Onde está a estranheza? Normalíssimo. Quem está no governo defende o governo. O militar é um disciplinado por força de lei e por princípio de vocação. A hierarquia militar não permite questionar a ordem superior.

O tenente diz ao sargento: “Abra a torneira e deixe sair água à vontade”. O sargento discorda, mas pergunta: “É uma ordem”? O tenente responde: “É uma ordem”. Aí o sargento abre a torneira e deixa a água perder-se. É uma ordem equivocada, mas não ilegal.

Porém, o regimento militar abre exceção. Quando? Quando diz que o subordinado não se obriga a cumprir ordem manifestamente ilegal.

Dissesse o tenente ao sargento: “Abra a torneira e jogue água até bloquear o trânsito”. O sargento não precisaria perguntar se era uma ordem. Bastaria descumpri-la, por ser manifestamente ilegal.

Uma coisa são os militares do governo, outra coisa são os militares dos quarteis.

Lição não escrita do manual militar: Não tema o que seu inimigo quer contra você, tema o que ele pode contra você.

* Acompanha o blog Coluna da Palavra, de François Silvestre, clicando AQUI.

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Categoria(s): Artigo / Opinião
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terça-feira - 03/03/2020 - 08:00h
Poder

Brasil da “Imprensa Golpista” à “Extrema Imprensa”

Em entrevista a Rádio Guaíba (Porto Alegre-RS), Onyx Lorenzoni, ministro da Cidadania, disparou contra parte da cobertura jornalística do país.

Onyx ignora escândalos implodidos por PIG (Foto: Onyx Lorenzoni)

“Nós temos uma extrema imprensa que precisa ser enfrentada”, disse.

Segundo ele, os governos petistas eram ‘protegidos’ pela imprensa para agir conforme queriam.

“Governos petistas tiravam a esperança dos brasileiros e ainda havia uma ajuda para mentir e proteger”, acrescentou.

Nota do Blog – Ministro, a melhor forma de enfrentar a chamada “extrema imprensa” é disparar a verdade.

Em vez de utilizar uma usina de fake news contra quem lhes incomoda, emparede eventuais detratores com transparência.

Em vez de bananas e desaforos, argumentos e diálogo. Não é para temer nem ceder a chantagens. Corretíssimo.

Quanto aos governos petistas, o ministro parece esquecer escândalos como do Mensalão e Lava Jato. Foi essa mesma imprensa que implodiu esses esquemas.

Era rotulada de Partido da Imprensa Golpista (PIG) pelos petistas, que já não a veem assim, por motivos óbvios.

O grande problema do Governo Bolsonaro não é a extrema imprensa ou a oposição, é o próprio destempero e comportamento atrabiliário do presidente e seus meninos. Se ficarem calados uns dois meses, pelo menos, esse país tem tudo para decolar.

Amém!

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Categoria(s): Comunicação / Política
sexta-feira - 31/01/2020 - 09:22h
Reforma da Previdência

O encontro da governadora Fátima com a oposicionista Fátima

Situação delicada na gestão estadual conflita passado e presente de um nome político de peso no RN

A governadora Fátima Bezerra (PT) tem um encontro marcado, até aqui postergado ao máximo, com a sindicalista/oposicionista Fátima Bezerra. O projeto de Reforma da Previdência do Estado do RN não é o que lhes atrai, mas motivo de uma distância que se alarga – de uma para a outra.

Parecem excludentes.

Chegou a hora da verdade, digamos.

Fátima Bezerra, a professora paraibana que virou sindicalista, depois deputada estadual, deputada federal, senadora e agora governadora potiguar, vive o conflito de bater de frente com sua própria história, discurso e princípios em nome da “governabilidade”. Cumpre um papel além das prioridades sindicais e estratégias partidárias que a marcaram nas últimas décadas.

Fátima convive com várias contradições e engole, a seco, muito daquilo que combatia lá fora (Foto: sem autoria identificada)

Ela agora é governadora; precisa e tem que pensar ‘fora da caixa’. Longe da crença do “quanto pior, melhor”.

Nesse momento, não seria estranho um “Fora, Fátima” – como já foi oportuno (para ela, seu partido e sindicatos bradarem) o “Fora, Rosalba” e o “Fora, Robinson”. Mas os tempos e a personagem na Governadoria são outros.

Fátima Bezerra governadora, é a mesma pessoa que bradou da tribuna do Senado que a Reforma da Previdência engendrada pelo então presidente Michel Temer, era inaceitável. “Não se trata de defender privilégios, ao contrário. Se trata de afirmar direitos”, proclamou.

Fátima governadora, é a mesma pessoa que vociferou contra o teto de gastos do governo federal, mas emplacou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que criou esse limitador de despesas, até para atender exigências da Administração Jair Bolsonaro, que toma várias medidas para controle fiscal na União e entes federados.

Fátima governadora, é a mesma que não aceitava em hipótese nenhuma a cessão onerosa do pré-sal: “Esse projeto é um escândalo. Faz parte do processo em curso de desmonte da Petrobras e impacta na vida da população”. Ano passado, esforçou-se desesperadamente para que esses recursos fossem logo liberados, aliviando compromissos de folha de pessoal do Estado do RN.

Fátima governadora, é a mesma que sempre lutou pelos direitos dos trabalhadores, mas logo que assumiu o governo estadual, determinou suspensão do gozo e pagamento de licença-prêmio até o dia 31 de dezembro de 2019. Aquele lema da esquerda contra os governos Michel Temer e Bolsonaro, “nenhum direito a menos”, foi ferido de morte.

Pressionada pelo sindicalismo lulopetista, ela desistiu da medida. Ficou o dito pelo não dito. Recuou.

Fátima governadora e Fátima sindicalista/oposicionista/petista não vivem no mesmo corpo. As exigências do cargo a levam a contradições, choques e tomada de decisões autofágicas. É levada a bater de frente com seu passado, porque o Estado não é e não pode ser puxadinho de seu partido ou do Sindicato dos Trabalhadores em Educação  do Estado do RN (SINTE/RN).

Descobre, só agora, que reformas como da Previdência, não podem ser mesmo mais adiadas. Num passado recente no RN, o então governador Robinson Faria (PSD) tentou e foi barrado por feroz luta do movimento sindical e partidos de oposição, como o PT de Fátima Bezerra.

Nesse momento em que muitos números vêm à tona, mostrando déficit expressivo da previdência estadual (veja AQUI), bem que poderia aparecer algum técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), entidade técnica ligada ao movimento sindical, para socorrer a governadora.

No fim da administração Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), em 2014, houve apresentação de um estudo do Dieese, ‘provando’ que as contas do erário do RN estavam sadias: “Não há desequilíbrio fiscal”. Atrasos salariais que remontam àquela época continuam até hoje.

Hoje, ninguém tem dúvidas, de que a previdência precisa ser socorrida. A reforma não é a solução, mas seria capaz de minimizar o buraco – para salvar o futuro dos servidores estaduais, pensionistas e aposentados.

Alguém precisa fazer algo. A tarefa caiu no colo de quem tanto era contra: Fátima Bezerra.

Ao contrário da narrativa da “Assembleia dos ratos”, contida na fábula de Esopo, é imprescindível que alguém enfrente o inadiável, mesmo que para isso contrarie tudo que pregava e fazia antes.

Na fábula, um gato impedia os ratos de se alimentarem furtivamente na cozinha daquela casa. Proposta de um dos participantes da discussão foi que se colocasse um guizo (espécie de sineta) no pescoço do bichano indócil, para alertá-los. Foi aprovada por unanimidade.

Mas quem colocaria? Todos silenciaram.

No RN, Fátima vai tentar colocar o guizo, custe o que custar.

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  • Repet
terça-feira - 17/12/2019 - 07:00h
Reforma da Previdência

Braço sindical de Fátima vive dilema entre direitos e militância

Diretor estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTE/RN), o professor Rômulo Arnaud proclamou no último dia 12 (quinta-feira), posição já tomada pela entidade quanto ao projeto de Reforma da Previdência do Governo do RN:

– Nós rejeitaríamos ou rejeitaremos, qualquer projeto que retire direitos do trabalhador.

Arnaud (centro, por trás de faixa) participa de luta contra reformas nacionais; agora, duelo é mais difícil (Foto: 28-04-2019)

Essa discussão ganha nova fase essa semana, com o governo voltando a se reunir com o Fórum de Servidores do RN. E o Sinte/RN aparece em relevo nesse enredo, por alguns fatores especiais. Primeiro deles, é o fato de ser berço e braço sindical da governadora Fátima Bezerra (PT), além dos mais longevos e organizados agrupamentos de trabalhadores do serviço público estadual.

Numa “live” (vídeo ao vivo) da rede social Facebook do próprio Sinte/RN, Regional de Mossoró, Arnaud (veja AQUI) deixou aberta uma janela até mesmo para greve, se o governo ameaçar tirar ganhos previdenciários conquistados até aqui pela classe trabalhadora.

Lutas

O futuro próximo dirá se Arnaud e o Sinte/RN – que tem dirigentes ocupando cargos em todas as regiões educacionais do Estado – jogam para a plateia ou vão mesmo pro confronto, como ocorreu em relação a governos estaduais passados e às gestões federais de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro.

O slogan “Nenhum direito a menos” vem sendo empinado pelo professorado nos últimos anos, em lutas contra movimentos reformistas federais – como nos casos da alteração da legislação trabalhista e da Previdência Social.

O esboço da reforma previdenciária do Governo Fátima Bezerra tem reprovação prévia de algumas categorias, como professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) – veja AQUI.

É quase impossível que o projeto a ser enviado à Assembleia Legislativa não penalize os servidores. A reforma não é feita para suplementar ganhos ao funcionalismo, mas uma tentativa de mitigar o déficit mensal da ordem de R$ 130 milhões na previdência estadual.

Algo precisa ser feito.

Na verdade, o Governo Fátima Bezerra se movimenta para cobrir parte do tempo perdido na tática de deixar que tudo fosse resolvido no Congresso Nacional, para não ter que se desgastar diretamente com o sindicalismo do qual ela deriva. Agora, não tem mais como se esconder, se esquivar e se esgueirar. E o sindicalismo, por sua vez, vai se encontrar com seu próprio “eu”.

Leia também: Governo estadual aprova nova reforma previdenciária.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 09/12/2019 - 20:50h
Passado e presente

Resultado do Pelourinho

Sérgio Camargo: polêmica (Foto:Web)

Por François Silvestre

O sujeito nomeado para a Fundação Palmares – Sérgio Camargo (veja polêmica AQUI) – disse que a escravidão foi uma coisa triste, só isso, triste, mas foi muito boa para os descendentes africanos nascidos no Brasil. “Nós somos mais felizes do que nossos irmãos filhos de livres na África”.

Tá qui pariu.

Isto é, “se meu bisavô foi torturado e minha bisavó foi amarrada nua no pelourinho, surrada com cipó de boi na presença do meu avô adolescente, foi triste.

Mas eu vivo melhor do que se tivesse nascido na África”.

Sacaram?

Que os avós e bisavós tenham se fodido é apenas triste, mas o resultado foi bom.

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Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 18/10/2019 - 05:22h
Katiana Azevedo

Jornalista de Mossoró dirige Comunicação da Funai em Brasília

A jornalista mossoroense Katiana Azevedo, que há 18 anos deixou Mossoró para assessorar o então deputado federal federal Betinho Rosado (PP), hoje é chefe da Comunicação da presidência da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), em Brasília.

Katiana Azevedo tem origem mossoroense e atuou na imprensa local antes de migrar para Brasília (Foto: arquivo Web)

Katiana fez carreira no Distrito Federal, onde também atuou como assessora da deputada federal Sandra Rosado (PSDB), hoje vereadora em Mossoró.

Até bem poucos dias, ela estava na Coordenação de Comunicação da Liderança do PSL no Senado Federal e aceitou convite do Palácio do Planalto para estar à frente desse cargo estratégico.

Órgão do governo brasileiro que lida com todas as questões referentes às comunidades indígenas e às suas terras, a Funai é presidida pelo delegado da Polícia Federal, Marcelo Augusto Xavier.

Nota do Blog – Bom demais! Fico exultante em ver a projeção de alguém que vi nascer na atividade, com olhos de paixão e zelo pelo o que faz.

Por esses dias esbarro por aí com os meus índios, que vivem com ouvido ao chão, além de levar um abraço de outros tantos que lhe querem bem e torcem por seu êxito. Deus proteja-a mais (ainda).

Ave, Katiana!

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Categoria(s): Comunicação
terça-feira - 17/09/2019 - 08:26h
Economia

Combustíveis terão preços seguros, pelo menos por enquanto

Do jornal O Estado de São Paulo

A Petrobras vai segurar o preço da gasolina — ao menos, no curto prazo.

A cotação do barril de petróleo chegou a subir mais de 20%, ontem, a maior alta em um dia desde a Guerra do Golfo, em 1991.

No final da tarde, fechou com alta de 15%.

O presidente da estatal, Roberto Castello Branco, informou após um telefonema do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que pretende avaliar o comportamento do preço do petróleo nos próximos dias antes de revisá-lo na ponta do consumidor.

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segunda-feira - 16/09/2019 - 22:19h
No RN

Após crise, filho de Bolsonaro defende diálogo com Alemanha

Eduardo esteve no mesmo evento que a governadora Fátima Bezerra, presidente em exercício general Hamilton Mourão e ladeando o prefeito Álvaro Dias (Foto: Elisa Elsie)

Filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) participou do 37º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, ocorrido nesta segunda-feira (16) no Centro de Convenções de Natal.

Ele falou em nome do Governo Federal e na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, para uma plateia com mais de mil pessoas, formada maciçamente por segmentos do setor empresarial, além de políticos.

Livre comércio

Seu discurso durou poucos minutos, mas o suficiente para defender o livre comércio, assegurar quebra de protecionismos nefastos às relações com outros países, como a Alemanha.

Recentemente, seu pai andou reagindo de forma áspera a pronunciamento da chanceler alemã Angela Merkel, que criticou política ambiental brasileira. O assunto ganhou dimensão planetária, desgastando a correlação Brasil-Alemanha.

No evento de hoje, também participaram a governadora Fátima Bezerra (PT), presidente em exercício general Hamilton Mourão (PRTB) e diversas outras autoridades empresariais e políticas (veja AQUI).

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Categoria(s): Economia / Política
segunda-feira - 16/09/2019 - 09:38h
Brasília

Governo monitora parlamentares antes de soltar emendas

Do Estado de São Paulo

O governo vem monitorando as redes sociais de parlamentares, assim como seus discursos na tribuna, para avaliar a taxa de fidelidade de cada um. Nessa semana e na próxima, aproximadamente R$ 15 bilhões do Orçamento serão desbloqueados e, destes, R$ 2 bi devem servir para o pagamento de emendas prometidas quando se discutia a Reforma da Previdência.

O dinheiro é condicionado a uma lista de pautas de interesse do Planalto. No Senado, as aprovações de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada nos EUA e de Augusto Aras, para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Entra na lista, também, impedir a abertura da CPI da Lava Toga.

A negociação mais tranquila vem sendo a de Aras.

Eduardo Bolsonaro, porém, ainda não tem os votos necessários para virar diplomata. Pelo menos dois senadores ouvidos pelas repórteres Julia Lindner e Camila Turtelli afirmam que há um clima de esperar a liberação das verbas antes de qualquer decisão.

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Categoria(s): Política
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quarta-feira - 11/09/2019 - 22:54h
Mudança

Rogério Marinho pode assumir Receita Federal do país

Marinho: ascensão (Foto: Fábio Rodrigues)

O ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB) é cotado para assumir novo cargo dentro do Governo Jair Bolsonaro (PSL). A notícia começa a surgir nos bastidores de Brasília.

Com a exoneração (veja AQUI) nesta quarta-feira (11) do secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, ele poderá ocupar esse posto.

Cintra caiu por se movimentar para criar um imposto nos moldes da extinta Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF), o que era rechaçado pelo próprio presidente.

Atualmente, Marinho é secretário especial de Previdência.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 02/09/2019 - 23:10h
Ponto de vista

Auxiliar de Fátima torce por êxito de Bolsonaro e Paulo Guedes

O secretário de Planejamento e Finanças do Estado (SEPLAN), economista Aldemir Freire, deu uma entrevista bastante lúcida ao jornal Tribuna do Norte, publicada no domingo (1º).

Merece ser lida (veja íntegra AQUI).

Traçou um quadro geral das contas públicas, sem rodeios ou qualquer indício de sofisma. Não delirou.

Em um dos trechos, manifestou esperança que o Governo Jair Bolsonaro (PSL) e a política econômica do ministro Paulo Guedes decolem.

Corretíssimo.

Se lá em cima não funcionar, os efeitos cá embaixo serão ainda piores.

A torcida do quanto pior, melhor, é um tiro no pé ou no peito de quem vibra com desacertos no plano federal, por questões ideológicas, fanatismo ou estupidez mesmo.

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Categoria(s): Política
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