terça-feira - 23/04/2024 - 22:30h
RN

Polícia Civil entra em greve; MP pede fim de movimento

Sinpol se reuniu com nomes da Segurança ,(Foto: Sinpol/RN)

Sinpol se reuniu com nomes da Segurança (Foto: Sinpol/RN)

Do G1 RN e BCS

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) pediu nesta terça-feira (23) na Justiça o encerramento imediato da paralisação da Polícia Civil no estado e cobrou do governo do RN a nomeação dos aprovados no último concurso da corporação.

As ações foram protocoladas após a paralisação dos policiais civis no RN, que teve início na manhã desta terça-feira (23). Nenhum delegacia do estado funcionou e até os boletins de ocorrência on-line estavam impossibilitados, já que não havia policiais para homologação.

Entre as reinvindicações na manifestação, os policiais pedem reajuste salarial e a convocação de policiais civis aprovados no concurso mais recente.

Para o MP, a greve é ilegal. Daí, pediu multa diária ao Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança do Estado (SiNPOL/RN) em caso de descumprimento. Também solicitou desconto da remuneração dos policiais pelos dias de paralisação.

Desde semana passada que Sinpol/RN lidera mobilização com várias atividades públicas.

Assembleia geral no fim da tarde decidiu pela manutenção da greve. Mas, representantes do sindicato se reuniram com membros da Segurança Pública do Estado e esperam resposta à pauta.

Amanhã, quarta-feira (24), segue suspensão de serviços, mas esta noite e madrugada a Delegacia de Plantão Zona Sul funcionará.

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quinta-feira - 27/12/2018 - 12:44h
RN

Procurador se recusa a trabalhar e faz solidariedade de ocasião

O procurador do Estado do RN, Luís Marcelo Cavalcanti de Sousa, recebeu a incumbência de se pronunciar sobre a greve dos agentes civis e escrivães de polícia, porém deu despacho se recusando a cumprir a obrigação inerente ao cargo que ocupa. O Tribuna do Norte noticia o caso.

Cavalcanti asseverou que só atuará no feito “depois que estiver com meus salários em dia, dispensando ao Governo o mesmo tratamento que dele tenho recebido”.

Despacho é um documento de insubordinação e clara prevaricação em vez de solidariedade a grevistas (Reprodução)

Prevarica.

Pelo visto, em face da situação salarial esquálida, ele nem percebeu que é servidor público, ou seja, “do povo”, não do governador Robinson Faria (PSD), inquilino da Governadoria que ficará no cargo até o próximo dia 31.

Em seu arrazoado, o procurador chegou a sustentar até que a greve do pessoal da Polícia Civil é legítima. Com salário em dia, é provável que mude de opinião e de parecer.

Pratica solidariedade de ocasião, que se diga. Pontual.

Já imaginou se nesse momento no Hospital Walfredo Gurgel (HWG), em igual situação salarial, um médico resolvesse fazer o mesmo? Sem comunicado prévio e sem decisão sindical regular em assembleia etc.

Fim de governo, não faltam manifestações de desassombro.

Depois, dinheiro no bolso, cada um volta pro seu quadrado e os outros que se lasquem. Sobretudo os mais humildes, com voz inaudível e sem força de mobilização e de mando.

Quem lutará pelos aposentados e pensionistas que nesse exato momento catam dinheiro para compra de medicamentos, pagar algum plano de saúde e botar comida à mesa?

Quantos levantaram a voz em solidariedade aos docentes da Universidade do Estado do RN (UERN), em greve homéricas também por atualização salarial?

Francamente.

Chegará um tempo em que todos vão ter que se unir ou morrerão todos abraçados: privilegiados e desvalidos, castas e barnabés.

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