terça-feira - 01/07/2014 - 09:14h
Política

Esquema de Fafá Rosado tem a anatomia de “um só corpo”

O presidente da Câmara de Mossoró, Francisco Carlos (PV), um dos líderes do chamado “fafaísmo”, já deixou muito clara a sua visão anatômica da política em Mossoró.

Em conversa com outros vereadores, definiu:

Eu, Gustavo (Rosado-PV), Leonardo (Nogueira-DEM) e Fafá (Rosado-PMDB) somos um só corpo.

Indivisível, pois.

Valeu para oito anos de gestão da ex-prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB), para a fase fugaz da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM) e funciona na gestão de Francisco José Júnior (PSD) como prefeito interino e prefeito eleito.

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segunda-feira - 30/06/2014 - 09:13h
"Ficha suja"

Gustavo Rosado é condenado e não pode exercer cargo público

Sentença sem direito a mais qualquer uma defesa decorre de uso ilícito de serviço público de segurança

O atual secretário da Cultura de Mossoró, agitador cultural Gustavo Rosado (PV), tem sentença transitado em julgado (em que não cabe mais recurso algum, em qualquer instância judicial) contra si, que o pune com relativa severidade. As consequências são financeiras, cíveis e políticas.

Gustavo utilizou terceirizada em favor próprio; denúncia gerou fúria odiosa

Terá que ressarcir o erário municipal, e não pode exercer cargo público comissionado ou por concurso, no âmbito de Prefeitura e Câmara de Mossoró, em face de ser alcançado também por sanções da Lei da Ficha Limpa, vigente no município desde 2012.

Em decisão da juíza Anna Isabel de Moura Cruz, da Vara da Fazenda Pública, Gustavo foi condenado no último dia 9 (junho). Perdeu prazo para ratificar um recurso, em processo em que já fora condenado, por ter utilizado em favor próprio, serviço público terceirizado contratado pela Prefeitura de Mossoró, na gestão da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB).

A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público – através do processo 0005030-11.2010.8.20.0106 (106.10.005030-6).

Improbidade Administrativa e Violação aos Princípios Administrativos levaram a 7ª e 11ª Promotorias de Justiça da Comarca de Mossoró a desencadearem Ação Civil Pública contra o então chefe de Gabinete Civil da municipalidade, conhecido como o todo-poderoso “prefeito de fato”. A irmã, prefeita de direito, era figurada decorativa na gestão (em dois mandatos consecutivos).

Decisão

“(…) decorreu o prazo sem que o apelante reiterasse os termos de seu recurso,
conforme certidão de fl. 970, razão pela qual deixo de
conhece-lo por extemporâneo. IV – Determino, ainda, a
secretaria que certifique acerca do trânsito em julgado da
sentença de fls. 879/884 e, se for o caso, remeta os autos ao
setor competente para fins de execução…”

Gustavo fora condenado a restituir mais de R$ 100.000,00, além da proibição de contratar com o Poder Público por 10 (dez) anos. Havia sido interposto um recurso (intempestivamente) pelos seus advogados, não sendo depois reiterado.

A juíza declarou o trânsito em julgado da sentença, em face da ausência de reiteração do recurso, para a qual os advogados haviam sido previamente intimados.

Pelos efeitos da sentença, desde já, Gustavo Rosado deve deixar a Prefeitura (proibição de contratação com o Poder Público por 10 anos), e restituir o valor da condenação.

Câmara de Mossoró

Mesmo uma mudança de ares é impossível para Gustavo, sendo aboletado na Direção Geral da Câmara Municipal de Mossoró, como é seu plano (veja AQUI). Líder do esquema político do qual faz parte o atual presidente da Casa, vereador Francisco Carlos (PV), o condenado é manietado também pela Lei da Ficha Limpa.

Essa lei foi publicada no Jornal Oficial do Município (JOM) na quarta-feira (18 de abril de 2012), após sanção pela então prefeita Fafá Rosado. A lei deriva de projeto apresentado pelo vereador oposicionista Lahyrinho Rosado (PSB).

Lei da Ficha Limpa

“(…) Art. 1o – Fica vedada a nomeação para cargos em comissão no âmbito dos órgãos dos Poderes Executivo e Legislativo do Município de Mossoró as pessoas inseridas nas seguintes hipóteses:
I. Os que tenham contra sua pessoa representação julgadas procedentes pela Justiça Eleitoral, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, em processo de apuração de abuso do poder econômico ou político, desde a decisão até o transcurso do prazo de 8 (oito) anos;
II. Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 08 (oito) anos após o cumprimento da pena, pelos crimes:
a. A Contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público;
b. Contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que regula a falência;
c. Contra o meio ambiente e a saúde pública…”

A punição a Gustavo advém de série de matérias publicadas por este Blog, a partir de dezembro de 2008, quando ele era Chefe do Gabinete da Prefeitura de Mossoró.

Reportagens investigativas

Através reportagens investigativas, identificamos que a empresa SFE Segurança Patrimonial e Privada Ltda, que até hoje é terceirizada da Prefeitura de Mossoró, cedia empregados para segurança privada do super-secretário.

Casa com segurança paga por contribuinte de 18 às 6h diariamente

Chegamos a descobrir até um processo sob o número 0861-2008-011, na 1ª Vara do Trabalho (Mossoró), onde um ex-empregado da empresa provava (teve ganho de causa) que dava expediente na casa do secretário, em períodos noturnos. A folha de ponto atestava claramente, sem qualquer camuflagem e naturalidade, que o abuso era cometido.

Empregados da empresa ainda o acompanhavam em eventos que ocorriam na cidade, sem que houvesse qualquer contrato ou legalidade jurídica para esse fim.

O Ministério Público pode provar, que Gustavo – durante os 51 meses (entre janeiro de 2005 e abril de 2009) – teria se beneficiado dos serviços oferecidos pela empresa SFE, para atendimento a seus interesses particulares.

O contrato assinado pela SFE, a partir da Carta Convite 204/2008-SEDETEMA, apontava os seguintes locais para atuação da vigilância da SFE: Centro de Comercialização Prefeito Raimundo Soares de Souza (antiga Cobal), Espaço Arte da Terra, Centro Administrativo Prefeito Alcides Belo, Ginásio de Esporte Engenheiro Pedro Ciarlini Neto e Teatro Municipal Dix-huit Rosado. Mas Gustavo resolveu que entre 18 e 6h precisaria de segurança em sua casa, à Praça Bento Praxedes (Praça do Codó), Centro da cidade.

Com o uso de serviço público em benefício próprio, o prefeito de fato teria enriquecido de forma indevida às custas do dinheiro público municipal. Se fosse contratar pessoalmente segurança privada, ao tempo da instrução, um posto de segurança noturna custaria na faixa de R$ 5 mil/mês.

Perseguição e ódio

A partir daí e por outras matérias denunciativas e investigativas, o editor deste  página passou a sofrer uma impiedosa perseguição que não poupou sequer familiares (como filhos).

Num único dia, o esquema de Gustavo, irmão da então prefeita Fafá Rosado, chegou a protocolizar 11 (onze) processos contra o editor desta página. A ordem era desestabilizá-lo emocionalmente, impedi-lo do exercício da profissão e bani-lo do meio.

Ao todo, foram mais de 30 demandas judiciais, usando até prefeitura e secretários municipais como autores, numa imposição autoritária.

Gustavo aparece ainda como figura proeminente na montagem, organização e comando do chamado Blog do Paulo Doido (//blogdopaulodoido.blogspot.com.br/), página apócrifa que foi utilizada durante vários meses, na Internet, para ataques, achincalhes e até ameaças (“Cuidado com o que você escreve … Você tem filho morando em Natal”, amedrontava um dos textos, se dirigindo ao editor do Blog) a quem não era aliado do poder.

Contou com a colaboração remunerada de jornalistas do Correio da Tarde (impresso já extinto) e Gazeta do Oeste. Até mesmo a estrutura e equipamentos como computador e Internet, do Palácio da Resistência (sede da prefeitura), foram utilizados nessa operação suja.

Processos – movidos por outras pessoas atacadas – correm em segredo de justiça, tratando dessa fase abjeta da administração pública mossoroense.

Repercussão

O caso teve repercussão nacional e até internacional, em centenas de publicações no Rio Grande do Norte, país e exterior, como a solidariedade e oferta de apoio concreto das ONG´s Repórteres sem Fronteiras e Artigo 19. Também mostraram a perseguição o Blog do Noblat, Observatório da Imprensa, Comunique-se e Congresso em Foco, entre tantos outros respeitáveis nomes, não obstante o silêncio da maioria da imprensa local.

Sylvio denunciou pro mundo cerco odioso

Mas foi a partir de uma reportagem especial assinada pelo jornalista/editor e criador do site Congresso em Foco, sediado em Brasília, Sylvio Costa, que começou todo o desdobramento favorável ao editor desta página, identificando a perseguição hidrófoba de Gustavo Rosado, com o suporte do dinheiro público. Veja AQUI essa matéria emblemática, sob o título “Cuidado, jornalista: criticar pode dar cadeia“.

Vitórias

Até hoje enfrentamos essa sanha. O que menos causa problema é a enxurrada de processos judiciais. Graças a um elenco de advogados amigos, que se dispuseram a trabalhar no contraponto a esse cerco, colecionamos vitórias.

Essa força-tarefa desmancha paulatinamente a blitz processual, que tentou usar o Judiciário como arma de vingança e terror.

Agravante é a intimidação por outros métodos nada republicanos, que emergem do submundo, mas que passaram a ser enfrentados também. São casos de polícia. O “remédio” é próprio e eficaz.

Veja AQUI a matéria que desencadeou apuração dos fatos pelo Ministério Público, no dia 10 de dezembro de 2008, sob o título “Irmão de prefeita tem vigilância paga pela prefeitura”;

Veja AQUI a postagem “Gustavo Rosado depõe sobre uso de vigilante em sua casa”, do dia 10 de junho de 2009;

Veja AQUIAs várias faces do Paulo Doido e seu desmascaramento“;

Veja AQUIBlog Paulo Doido é descoberto; envolve gente poderosa“.

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  • Repet
domingo - 29/06/2014 - 08:58h
Mossoró

Presidente de Câmara guarda cargo para Gustavo Rosado

O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco Carlos (PV), reserva cargo nesse poder para o líder do seu esquema político: Gustavo Rosado (PV) deverá ser o diretor geral do Legislativo.

Atual secretário da Cultura da Prefeitura de Mossoró, o agitador cultural Gustavo Rosado (PV) teve seu nome antecipado por este Blog para o cargo, há semanas, antes mesmo da eleição de Francisco Carlos (veja AQUI).

Com a ruptura no relacionamento político do prefeito Francisco José Júnior (PSD) – (veja AQUI) – com o esquema de Gustavo, Francisco Carlos, ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) e do deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), a saída do secretário se tornou inevitável.

“Imexível”

Ele já estava insatisfeito na Cultura. Esperava ocupar cargo equivalente ao que tivera na época da irmã, Chefia de Gabinete, quando ficou conhecido como “prefeito de fato”. Dava as cartas, as ordens; Fafá sorria para fotografias e assinava papeis.

Na gestão da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM), já fora contrariado, quando saiu desse cargo para a Cultura. Esperava continuar “imexível”, mas Cláudia não queria uma sombra para si.

A Câmara de Mossoró, na Direção Geral, é seu próximo endereço em cargo público. Dará as cartas, dividindo prerrogativas de ordens com o presidente.

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terça-feira - 24/06/2014 - 22:03h
Rompimento (Primeira mão)

Prefeito e esquema de Fafá chegam ao “fim da linha”

Fim da linha na coabitação política entre o prefeito Francisco José Júnior (PSD) e o esquema da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB). Cada um vai pro seu lado.

Prefeito pediu união: Fafá preferiu deixar Robinson para trás (Foto: divulgação)

Terminou há poucos minutos no apartamento do prefeito, num condomínio do bairro Nova Betânia, reunião entre ele, a ex-prefeita, deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), presidente da Câmara Municipal Francisco Carlos (PV) e o secretário municipal da Cultura e líder do “fafaísmo” – agitador cultural Gustavo Rosado (PV).

O desenlace confirmou-se, após curto período de convivência no poder, tendo Francisco José Júnior como prefeito.

O prefeito tentou – pela última vez – reverter mudança de rumo político do esquema de Fafá, em relação às eleições de 2014. Não conseguiu.

Ofereceu a presidência local do PSD à Fafá e ratificou apoio incisivo ao projeto de reeleição de Leonardo.

Acerto

Ouviu dos componentes do fafaísmo, que o acerto para apoio à postulação do deputado federal Henrique Alves (PMDB), ao Governo do Estado, estava mesmo selado.

Apesar de ter ocorrido promessa anterior (veja postagem AQUI), de que apoiariam o vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD), nome de Francisco José Júnior, eles não tinham como cumprir o compromisso.

Fim da linha.

O prefeito fica à vontade para reordenar seu grupo político e planos para as eleições deste ano, sem o esquema de Fafá.

O Blog tentou contactar com o prefeito por telefone. Não conseguiu.

As fontes que passaram as informações, quanto à reunião, asseveraram que o prefeito se mostrou bastante chateado com a posição de Fafá, familiares e aliados próximos. Não esperava essa reviravolta na posição política. Sentiu-se ludibriado.

Dois palanques

Desde que assumiu a prefeitura – dia 6 de dezembro de 2013 – na fase interina, até se eleger prefeito no pleito do dia 4 de maio deste ano, Francisco contou com presença do fafaísmo. Manteve espaços e ampliou sua presença no Governo.

Paralelamente, esse esquema escanteou instantaneamente a prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM). Deixou-a à própria sorte.

Na campanha municipal suplementar, o fafaísmo abandonou ainda as últimas ligações políticas com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e dividiu-se em dois palanques: apoiou Francisco e a adversária Larissa Rosado (PSB).

Acompanhe bastidores políticos acessando nosso Twitter AQUI.

Para o pleito estadual, Francisco José cobrou união em torno de Robinson Faria. Deixou claro que não aceitaria, novamente, dois palanques. Sem afinação, encerrou diálogo.

Agora, é cada um pro seu lado.

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domingo - 22/06/2014 - 19:30h
Política de resultados

“Fafaísmo” tenta de novo dividir apoios para somar

A estratégia do esquema da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) de novamente se dividir, para somar, está em curso.

Agora, na disputa ao Governo do Estado, depois de ficar no encolhe-estica entre Henrique Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD), abre o “compasso” para os dois extremos.

A ex-prefeita e o marido e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) vão anunciar esta semana apoio a Henrique Alves (PMDB).

Tudo está “amarrado”.

No sábado (21), o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco Carlos (PV), comentou que segue com Robinson na campanha estadual. A justificativa: está insatisfeito porque o senador Paulo Davim (PV), dirigente estadual do seu partido, não devolveu a sigla em Mossoró ao seu comando.

Em passagem por Mossoró, Robinson e seu filho e deputado federal Fábio Faria (PSD) posaram para fotos ao lado do vereador e do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Na recente eleição municipal suplementar, Fafá e Leonardo, além de Francisco Carlos e o líder do esquema – agitador cultural Gustavo Rosado (PV), ficaram com Francisco José Júnior.

Outros irmãos da prefeita, como o ex-senador Tasso Rosado e o ex-secretário municipal da Controladoria Noguchi Rosado, optaram pela postulação da deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

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quinta-feira - 29/05/2014 - 15:32h
Eleição na Câmara Municipal

Prefeito impõe nome de Fco. Carlos e enfrenta rebelados

Gustavo Rosado pode ser diretor de Câmara Municipal com a eleição de vereador do seu esquema

Virou ponto pacífico para o prefeito eleito, a ser diplomado e empossado hoje, Francisco José Júnior (PSD): a ordem é eleger Francisco Carlos (PV) para presidente da Câmara Municipal.

O prefeito quer ele como presidente da Casa no mandato tampão até o dia 31 de dezembro deste ano.

Francisco Carlos e prefeito: eleição a qualquer preço (Foto: arquivo)

A reunião de Francisco com cinco vereadores governistas que se rebelaram contra essa sua orientação, hoje, teve momentos de profundo mal-estar.

Jório Nogueira (PSD), Ricardo de Dodoca (PTB), Cícera Nogueira (PSD), Soldado Jadson (Solidariedade) e Nacízio Silva (PTN) mantiveram-se firmes. Não abrem mão do que está praticamente selado.

Eles possuem apoio uníssono da bancada da oposição (sete votos) para eleição de Jadson ou mesmo de Ricardo de Dodoca, que também apresentou seu nome à presidência.

– Eu respeito a preferência do prefeito, mas considero essa relutância em respeitar a vontade da maioria uma forma de veto a mim e aos demais colegas, que estiveram com ele antes e durante sua campanha – resmungou Jadson.

– Nós fomos excluídos de qualquer conversa sobre essa eleição por um grupo de nossa bancada, inexplicavelmente. Na oposição encontramos apoio irrestrito, que cobra apenas respeito à bancada e tem interesse em uma Câmara pacificada e não marcada por desavenças – ponderou ao Blog o vereador Jório Nogueira, que tem apoio para eleição de presidente no biênio 2015-2016.

A entronização de Chico Carlos seria uma forma do prefeito compensar e “prestigiar” o esquema da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) e do atual secretário municipal da Cultura, Gustavo Rosado (PV). O “fafaísmo” não deve obter alguns cargos no governo, como pretendia. Vai influir menos do que imaginava.

A Câmara, pelo visto, pode se transformar num “puxadinho” do Palácio da Resistência (sede da prefeitura), para acomodar os “desassistidos” do esquema da ex-prefeita.

Tudo pode acontecer

Ontem à noite, a própria ala que defende um nome diferente para à presidência tampão, não selecionou Francisco Carlos. Em reunião na casa do vereador Claudionor dos Santos (PMDB) – veja AQUI -, o preferido foi Alex do Frango (PV). Teve oito dos nove votos à mesa. Carlos saiu antes do término da reunião.

Na próxima terça-feira (3), a Câmara Municipal, por força do seu Regimento Interno, deverá eleger o presidente e o 3º secretário para o mandato tampão, devido renúncia dos vereadores Francisco José Júnior e Luiz Carlos Martins (PT), que hoje tomam posse como prefeito e vice de Mossoró.

Até lá, tudo pode acontecer.

Os cinco rebelados somam doze votos, com os sete da oposição. O governismo estaria hoje com nove, mesmo assim dividido entre Alex do Frango e Francisco Carlos.

O enfrentamento adotado pelo prefeito, em nome do esquema de Fafá, pode lhe trazer consideráveis dissabores. Muitos.

Os governistas rebelados temem que, na presidência da Casa, Francisco Carlos ganhe musculatura e apoio do próprio prefeito, para alterar acordos pactuados até o momento, assumindo o perfil que o caracterizou no período de Governo Fafá Rosado, quando se indispôs com meio-mundo de gente. Nunca foi símbolo de humildade e de coabitação respeitosa com contrários à sua vontade.

A cruz de Cristo

Há informação corrente, ainda, que Gustavo pode recuar do cargo menor a que parece destinado no novo governo (veja AQUI),  passando a compor com Francisco Carlos a dupla toda-poderosa que pontificou na prefeitura até final de 2012. Agora, com Francisco Carlos como presidente e ele na Direção-Geral do Legislativo.

A própria eleição da mesa diretora para o biênio 2015-2016 caminha para uma reviravolta. Jório, com eleição assegurada na atualidade, não pode acreditar em tamanho prazo de validade. “Sabe de nada, inocente”, diria um bordão de propaganda que se popularizou no Brasil.

A antecipação do pleito marcado para dezembro deste ano e a possibilidade de reeleição do presidente, que não é permitida na atualidade, seriam obtidas por Francisco com apoio do prefeito, frustrando Jório e seus aliados.

Com 14 votos, muda tudo num piscar de olhos. O Regimento Interno da Casa faz milagres, conforme a força de quem tem o poder na mão.

Veja mais bastidores políticos em nosso Twitter AQUI.

Enfim, mesmo antes da posse, o prefeito consegue algo inusitado para quem até bem poucos dias simbolizava esperança e era uma espécie de signo de mudanças. Ele mete medo nos próprios aliados.

A Câmara Municipal pode ser o seu calvário. Difícil será, depois, encontrar alguém para representar Simão Sirineu, o humilde judeu que ajudou a carregar a cruz de Cristo.

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quinta-feira - 29/05/2014 - 12:28h
Prefeitura de Mossoró

Gustavo Rosado terá espaço de poder reduzido em reforma

Nem a Cultura nem Gabinete (Relacionamento Institucional). Será outro, o destino do agitador cultural Gustavo Rosado (PV), na reforma político-administrativa que o prefeito eleito Francisco José Júnior (PSD)  realizará.

É provável, que Gustavo seja alojado na Secretaria de Atos e Expediente, que se situa no próprio Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró.

Francisco e Luiz Carlos têm Gustavo com imagem de outro modelo de governo (Foto: Blog do Skarlack)

Atualmente, Edna Paiva ocupa esse cargo protocolar. Ela participou de duas administrações da prefeita Rosalba Ciarlini-DEM (1997-2000 e 2001-2004) como Chefe da Assessoria Técnica.

Exerceu ainda o cargo de Gerente Administrativa de Expediente do Gabinete da Prefeita Fafá Rosado (PMDB) e, atualmente, está nesse cargo, como já fora da gestão de Cláudia Regina (DEM), prefeita casada e afastada.

Gustavo pleiteava voltar ao Gabinete, que na era do governo de sua irmã tinha outra nomenclatura e seu status era muito mais elevado: ficou conhecido como “prefeito de fato”, tamanho o poder exercido. Eclipsou Fafá, que raramente era vista tomando alguma decisão como prefeita de direito e fato.

Acompanhe bastidores políticos em nosso Twitter AQUI.

Na administração de Cláudia, Gustavo teve frustrado seu intento de ser mantido no cargo. Ganhou a Secretaria da Cultura, espécie de prêmio de consolação. A então prefeita eleita em 2012, evitou que ele continuasse pontificando na prefeitura, na antessala do seu gabinete.

Cláudia começou gestão com reforma administrativa que mudou até nomenclatura da Secretaria do Gabinete Civil para Gabinete do Prefeito (a), ou de Relacionamento Institucional.

Fixou nessa pasta quem confiava cegamente: Petras Vinícius, oriundo de seu gabinete na Câmara Municipal, onde fora vereadora.

Com Francisco José, em fase interina iniciada no dia 6 de dezembro do ano passado, Gustavo não conseguiu ser remanejado para o sonhado Gabinete. Novo desapontamento.

Manifesto

Por lá, o prefeito fixou o advogado Fábio Bento, homem de sua absoluta confiança, com quem já trabalhada na Câmara Municipal.

Gustavo seguiu na Cultura, mesmo sobre intenso bombardeio de setores do movimento cultural. A principal queixa a ele é baseada em supostos privilégios para amigos e ostracismo para quem o contraria.

Na própria campanha municipal suplementar,  houve manifesto em defesa de mudança na pasta da Cultura. O PT, partido aliado do prefeito, fez cruzada advogando essa mudança e deve ficar com seu lugar (veja AQUI).

A estratégia do novo prefeito é politicamente coerente. O retorno de Gustavo ao Gabinete seria uma forma de emblematizar a imagem de um modelo de governo vencido, o de Fafá, impedindo-o de firmar a própria identidade.

O Gabinete é uma espécie de cartão de apresentação e olhos de qualquer governo. Sua cara e identidade.

Acomodar Gustavo numa pasta meramente burocrática não chega a ser uma forma de prestigiá-lo, mas ao mesmo tempo, não deve ser visto como desapreço ao esquema de Fafá.  Sobram cargos e outras vantagens para ela, família e protegidos na administração atual. O que não devem ter, é o “controle” da situação, como durante oito anos contínuos.

Politicamente, o prefeito precisa cunhar uma gestão com sua impressão digital. O mesmo que Fafá tentou fazer em duas administrações contínuas, desgarrando-se da “madrinha” Rosalba Ciarlini.

A ex-prefeita Fafá distanciou-se da liderança de Rosalba e até se transformou em sua adversária. Como prefeita, sob comando do próprio Gustavo, reduziu espaços e limitou influência da hoje governadora e do seu marido, o líder Carlos Augusto Rosado (DEM).

Ao anunciar apoio a Francisco José a prefeito, este ano, em sua mansão no bairro Santo Antônio, Fafá e o marido deixaram claro que estavam mudando de lado e de líder. Seu marido, o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), nem tergiversou: “Francisco é uma nova liderança”, definindo o novo comandante-em-chefe.

Enfim, o óbvio é posto para Francisco e seu vice Luiz Carlos Martins (PT): ou fazem a própria história ou vão ser apenas apêndice do esquema de Fafá e família.

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quinta-feira - 29/05/2014 - 10:11h
Em Mossoró

PV “oficial” quer espaços sem Gustavo, Fafá e Fco. Carlos

O PV está em compasso de espera. Aguarda definição de espaços que vai ocupar no Governo de Francisco José Júnior (PSD) e Luiz Carlos Martins (PT).

Provavelmente, o PV terá duas secretarias. Gestão Ambiental, certa. A outra segue em discussão.

Dirigentes do partido, João Gentil e o ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Walter Fonseca, tiveram exaustiva rodada de conversa com o prefeito nesta semana.

Pouca coisa avançou.

O PV tem uma versão verde e “oficial”, com a cara de Gentil e Walter, mas outra até aqui mais influente é “azul turquesa”. Trata-se da ala comandada pelo atual secretário da Cultura, agitador cultural Gustavo Rosado, com  reforço do vereador e ex-secretário municipal da Cidadania e atual vereador Francisco Carlos.

Penduricalho

Na verdade, as secretarias e dezenas e dezenas de cargos em nome do PV até o momento, são da “cota” da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), que utilizou o PV como um braço político de reforço ao seu esquema, desde a época em que estava no DEM e estava prefeita.

Gustavo e Francisco Carlos dão as cartas em nome de Fafá. Representam-na. O PV é só um detalhe. Penduricalho.

Gentil e Walter não aceitam que na contabilidade de “espaços”, o que é de Fafá, Gustavo e Francisco Carlos seja assinalado como da sigla.

Há alguns meses, a ala de Gustavo foi ejetada do comando municipal do PV, pela Executiva Estadual. Por lá está João Gentil, que levou o partido unido e trabalhou algumas articulações de bastidores, na campanha eleitoral do prefeito, este ano.

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quinta-feira - 29/05/2014 - 09:26h
Prefeitura de Mossoró

PT contabiliza duas secretarias em novo governo

Internamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) de Mossoró já comemora. Tem motivos.

Socorro: Planejamento

Vai começar bem a gestão do prefeito e vice-prefeito eleitos Francisco José Júnior (PSD) e Luiz Carlos Martins (PT), respectivamente.

Terá duas importantes secretarias no novo governo.

As secretarias da Cultura e do Planejamento ficarão com integrantes do partido.

Na Cultura, o nome pensado é de Isolda Dantas. Para Planejamento, professora e ex-candidata a prefeito (em 2000) Socorro Batista.

Atualmente, a Cultura tem o controle do agitador cultural Gustavo Rosado (PV), líder do esquema político da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

No Planejamento está Zuleica Maria Carvalho Lima, servidora de carreira do Município há mais de 20 anos.

As conversas do prefeito com representantes do PT, para montagem de equipe, avançaram sobretudo na última segunda-feira (26).

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terça-feira - 20/05/2014 - 07:24h
"Prefeito de fato"

Retorno a Gabinete é focado por ex-secretário

Com a eleição à Prefeitura de Mossoró do prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD), é certo que ele realize uma reforma administrativa.

Sua gestão efetiva terá mudanças.

Bento: absoluta confiança

Um dos postos mais visados é do advogado Fábio Bento Leite, que ocupa o cargo de secretário de Gabinete (Relações Institucionais) no governo provisório.

O atual secretário da Cultura na gestão da prefeita Fafá Rosado (PMDB), agitador cultural Gustavo Rosado (PV), alimenta sonho em ocupar o espaço de Bento. Tem comentado entre pessoas de sua confiança essa aspiração.

Mas o prefeito não deve ceder ao cerco.

Bento é de sua absoluta confiança e a passagem de Gustavo pela então “Secretaria do Gabinete Civil”, equivalente à pasta em questão, lhe deu o epíteto de “prefeito de fato”.

O interesse do prefeito é mantê-lo na Cultura, mesmo com pressão de setores artísticos da cidade para sua substituição.

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terça-feira - 15/04/2014 - 18:28h
Sobrevivência

Facções do clã Rosado jogam tudo em eleições suplementares

Sandra, Carlos Augusto e Fafá Rosado fazem grande malabarismo em nome de poder que se volatiza

As duas principais bandas do clã Rosado enveredaram por uma perigosa estratégia: o “se colar, colou”.

Duas candidaturas a prefeito de alto risco…

Carlos e a prima Sandra: dois lados de um poder único (Foto: Blog Carlos Santos)

No caso da postulação de Cláudia Regina (DEM), apoiada pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e seu marido-chefe de Gabinete Civil Carlos Augusto Rosado (DEM), é caso perdido desde muito antes. Aventura louca.

Quanto à candidatura de Larissa Rosado (PSB), filha da deputada federal Sandra Rosado (PSB), a sobrevivência é muito difícil, mas com fio de esperança.

Cláudia Regina está impedida de fazer campanha, conforme decisão tomada hoje pela Justiça.

Larissa pode ter igual despacho amanhã.

Fafá Rosado

E aí?

Por enquanto, quem surfa numa boa é o ramo familiar da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), que abriu o “compasso” e instalou-se nas duas principais coligações. O palanque de Cláudia e Rosalba está sem qualquer atrativo.

Quem vencer, terá Fafá direta ou indiretamente por perto.

Na Coligação Liderados pelo Povo, do prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD), Fafá apresentou-se na infantaria da campanha. Por lá estão seu marido e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) e o secretário municipal da Cultura – Gustavo Rosado (PV).

Com Larissa – da Coligação Unidos por Mossoró – estão outros irmãos da ex-prefeita. Podem ser citados o ex-senador Tasso Rosado e o ex-secretário municipal da Controladoria Noguchi Rosado.

Tudo em casa

Cláudia foi útil à Fafá em 2012; agora, não

Não falta ainda outro nome em posição de peso, o vereador e presidente provisório da Câmara Municipal, Alex Moacir (PMDB), genro de Noguchi.  Ele é o vice de Larissa.

Enfim, tudo em casa.

O pequeno inconveniente para a facção de Fafá, é ser novamente liderada por outrem, sem conseguir ser uma força de expressão própria, como teve oportunidade e não conseguiu, durante oito anos de governo.

Dos males, o menor. Terá sua sobrevida.

É preciso lembrar, também, que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e a própria Larissa estão inelegíveis por oito anos. Precisam reverter isso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Já imaginou: Rosalba e Larissa, maiores expressões políticas da família, fora de cena por tanto tempo? Sem Governo do  Estado, sem espaço na Assembleia Legislativa e sem Prefeitura de Mossoró?

Políticos emergentes como Cláudia Regina e Francisco José Júnior, que não são Rosado, vivem situações distintas. A primeira, em declínio e sob um banimento eleitoral que pode durar oito anos. O segundo, na prefeitura e em condições de ter futuro diametralmente oposto ao que ela começa a experimentar.

Mas o que acontecerá com eles depois do pleito suplementar, nem uma bola de cristal pode antecipar.

“O imponderável de almeida”

Nesse contexto, há uma história de quase 70 anos de poder local dos Rosado, numa sequência iniciada em 1948, com a eleição de Dix-sept Rosado à prefeitura e seu irmão Vingt Rosado a vereador. Um pouco antes, Dix-huit Rosado, irmão de ambos, elegera-se deputado estadual constituinte.

Os Rosado, como sistema político, separaram-se na década de 80 e podem, adiante, se juntar outra vez.

Tudo é uma questão de sobrevivência.

Francisco José Júnior, em campanha, é "o imponderável" da vez (Foto: divulgação)

Cláudia Regina e Francisco José Júnior não estavam no script. Da mesma forma que emergiram, podem ser vomitados rapidamente.

Eles são o “imponderável” agindo na política. Cláudia, em 2012; Francisco José Júnior, agora.

São “o imponderável de almeida”, expressão que o dramaturgo e comentarista esportivo Nelson Rodrigues criou para o futebol, para falar sobre a força do que era considerado improvável.

Ah, mas por favor! Não tome essa história como concluída. Os Rosado não ostentam esse império por acaso ou sob a balela do discurso da “democracia”, sempre pelo voto. É caso típico de competência, talento para se adaptar às mais complexas situações, utilizando os mais variados meios disponíveis para alcance do fim.

Eles continuam no jogo.

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
sábado - 01/03/2014 - 09:07h
À deriva

Facção de Fafá Rosado dá mostras de que não é do ramo

Que situação política patética, mas prevista por este Blog há considerável tempo, vive a facção política da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Veja só:

Gustavo, Fafá e Gustavo: em mãos alheias à sua vontade

Dividiu-se em três siglas para não perder o foco do poder e dar demonstração de força,  mas está sem influência em qualquer uma delas.

No DEM, deixou o deputado estadual Leonardo Nogueira, que teve que se transformar em adversário da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e sabe da dificuldade extrema de reeleição.

No PV, alojou o vereador Francisco Carlos e o agitador cultural (líder da facção) Gustavo Rosado, que tinham o comando partidário, mas foram desalojados por ordem do diretório estadual.

Alex Moacir

PV está entregue a João Gentil, genro do ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Walter Fonsêca, que se reaproximou politicamente da deputada federal Sandra Rosado (PSB).

No PMDB, Fafá Rosado desembarcou para ficar à mercê das decisões do partido e da presidente local, vereadora Izabel Montenegro. Não lidera nada, patavina.

Para piorar, o PMDB pode se compor com o PSB – comandado pela arqui-adversária Sandra Rosado.

Com dois mandatos de prefeito de Fafá e dois de deputado estadual de Leonardo, além de um do vereador Francisco Carlos, o esquema não tem controle sobre sua bússola política.

A maior esperança de redenção está no vereador Alex Moacir (PMDB), em primeiro mandato, mas que pode ser candidato a vice-prefeito em composição com o PSB, com o PSD do prefeito provisório Francisco José Júnior ou até mesmo sair com candidatura própria.

Porém, Alex se desgarrou há algum tempo da chefia de Gustavo Rosado. Marcha em faixa própria, com projetos próprios.

Bem que eu avisei há muitos anos: “A patota não é do ramo”.

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  • Repet
quinta-feira - 16/01/2014 - 10:29h
Esquema de Fafá Rosado

Dificuldades políticas de uma “patota que não é do ramo”

Quando este Blog repetia à exaustão que “a patota não é do ramo”, não faltava os caudatários de plantão que questionavam a assertiva. O tempo, sempre ele, vai dando razão às nossas palavras em relação ao esquema político-familiar da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Fafá, Rosalba e Leonardo: sem destino (Raul Pereira)

Depois de dois mandatos na prefeitura sob a égide da liderança da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e força da máquina pública, esse esquema hoje está numa encruzilhada. Marca um triplo partidário: DEM, PMDB e PV.

Fafá e parte da família desembarcaram no PMDB. Apesar da pressão, não conseguiram seu comando em Mossoró e deram menos do que o prometido para a sigla.

Quase ninguém, com representatividade, seguiu a prefeita na mudança partidária. Por prudência, os líderes do peemedebismo mantiveram a hoje vereadora Izabel Montenegro no controle partidário em Mossoró.

Outra parte da família, através do irmão e então prefeito de fato Gustavo Rosado, alojou-se no PV. Mas nem aí tiveram força para o básico, ou seja, manter o controle partidário.

Recentemente, a direção do PV em Mossoró foi passada para João Gentil, genro do professor e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) – Walter Fonseca.

Com dois mandatos de deputado estadual que “coincidiram” com período em que sua mulher era prefeita, o médico Leonardo Nogueira (DEM) está deslocado no partido da governadora. Não é seu aliado e enxerga como muito difícil uma reeleição.

Para completar o teatro do absurdo, o PMDB de Fafá anda se saracoteando para composição com o PSB da deputada federal Sandra Rosado, prima e adversária pessoal dela.

Parte da família de Fafá topa a aliança, trabalha e torce para que haja o entendimento.

A prefeita e seu marido, constrangidos, não sabem o que fazer. Nem possuem força de liderança para garrotear a debandada.

Enfim, como afirmamos durante longos e tenebrosos anos… “a patota não é do ramo”.

Mas não tomemos essa observação como uma verdade absoluta.

A família de Fafá não tem do que reclamar da política.

A felicidade bateu à porta de todos.

Ô!!

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 13/01/2014 - 12:16h
Mossoró

Artistas, vítimas de calote, têm pagamento assegurado

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) recebeu, na manhã desta segunda-feira, 13, no Palácio da Resistência, um grupo de artistas que se apresentam no Corredor Cultural.

Os músicos reivindicaram o pagamento dos cachês atrasados e receberam a garantia da liquidação do mês de outubro do ano passado ainda hoje, e dos meses de novembro e dezembro até fevereiro.

Além do pagamento, os artistas solicitaram apoio para os projetos autorais, acordo com a Polícia Ambiental em relação aos shows na Praça de Convivência e melhoria nos equipamentos de som.

“O município reconhece a importância dos artistas locais e do trabalho que desenvolvem, levando o nome de Mossoró por onde passam. Garantimos o pagamento dos cachês atrasados e nos comprometemos a pagar em dia, assim que o Acontece for retomado”, disse o prefeito, afirmando que os outros pleitos dos músicos serão avaliados e encaminhados.

O secretário da Cultura, Gustavo Rosado, destacou a existência do Prêmio Fomento e Lei Vingt-Un Rosado que financiam as produções locais.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Estranho é que até bem pouco tempo, boa parte da imprensa de Mossoró “desconhecia” também essa situação.

Toda vez que uma voz se levantava – como este Blog – para atestar a situação e defender prejudicados, era até insultado mas redes sociais.

Estranho, muito estranho.

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Categoria(s): Administração Pública / Cultura
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domingo - 29/12/2013 - 20:18h
Operação Vulcano

Vereadores, Fafá e Gustavo são acusados de vários crimes

Por Dinarte Assunção (Portalnoar)

O prefeito interino de Mossoró, Francisco Silveira Júnior (PSD), a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) e os vereadores Jório Régis Nogueira (PSD), Genivan Vale (PROS) e Claudionor dos Santos (PMDB) foram indiciados pelo delegado Eduardo Benevides Bomfim, da Polícia Federal, pelo suposto cometimento de crimes diversos dentro da Operação Vulcano, que apura a cartelização do comércio de combustíveis na segunda maior cidade do Estado.

O detalhamento das condutas imputadas ao grupo consta de relatório elaborado pelo delegado, datado de 5 de junho deste ano, e ao qual a reportagem do portalnoar.com teve acesso só agora em razão dos critérios de confidencialidade.

Além do grupo de políticos, o ex-chefe do gabinete civil da então prefeita Fafá Rosado, Gustavo Rosado, e os empresários Sérgio de Leite Sousa, Otávio Augusto Ferreira, Robson Paulo Cavalcante, Pedro Edilson Leite Júnior, Carlos Otávio Bessa e Melo, José Mendes da Silva, Wellington Cavalcante Pinto, José Mendes Filho, Pedro de Oliveira Monteiro e Carlos Jerônimo Dix-sept Rosado Maia também foram indiciados, acusados de crimes que a reportagem passa a detalhar a partir de agora.

Fafá e Gustavo: associação criminosa, diz PF

Então presidente da Câmara, em 2012, Silveira Júnior teria recebido propina de 200 mil reais. Do valor, ele teria passado 50 mil a Jório Nogueira.

Diz o texto da PF: “Por tal motivo, o vereador foi indiciado no art. 317 e art.333 do Código Penal, vez que recebeu vantagem indevida do empresário Otávio Augusto para articular a aprovação do PL do art. 122, ato de interesse do cartel de gasolina de Mossoró, e repassou propina ao vereador Jório Nogueira para que o mesmo se posicionasse conforme interesse do cartel de gasolina de Mossoró/RN”.

Os crimes em questão são corrupção passiva (art. 317) e ativa (art. 333), para os quais a legislação prevê pena de reclusão de dois a doze anos, mais multa.

O Projeto de Lei a que se refere o texto da Polícia Federal é apontado como instrumento para dificultar a implantação de outros postos de combustíveis, inviabilizando a livre concorrência. Também neste sábado, Silveira Júnior negou as acusações e afirmou que votou contrariamente aos interesses dos empresários.

A ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, é apontada como elementos decisivo para o suposto cartel. “Colaborou de maneira decisiva para o fechamento do mercado de revenda de gasolina em Mossoró/RN ao propor alteração no COPM [Código de Obras e Postura de Mossoró]“, diz o texto, que arremata:

“Por todas essas razões, a ex-prefeita foi indiciada indiretamente pelo cometimento do crime previsto no art. 4º, I da Lei 8.137/90 […]. Além dos crimes previstos no art. 288 e art. 321 do Código Penal”.

A primeira acusação trata de crime contra a ordem econômica, com pena de reclusão de dois a cinco anos.

Já os dois posteriores são associação criminosa, que substituiu o crime de formação de quadrilha e advocacia administrativa, quando agente público age em interesse privado.

Indiciamento indireto ocorre quando a pessoa em questão não é localizada pela autoridade policial. Exatamente pelos mesmos crimes foi indiciado Gustavo Rosado.

Todos os vereadores citados nesta reportagem foram indiciados por crimes contra a ordem econômica (art. 4º, I da Lei 8.137/90) e associação criminosa (art. 288).

Jório Nogueira foi ainda acusado de corrupção passiva (art. 317 do Código Penal), e Genivan Vale foi também enquadrado por advocacia administrativa.

Os empresário foram acusados de cometerem crime contra a ordem econômica, havendo ainda para Otávio Augusto a acusação de corrupção ativa.

A partir do indiciamento, compete agora ao Ministério Público Estadual decidir se apresenta denúncia ou não à Justiça.

A reportagem do portalnoar.com passa a partir de agora a tentar ouvir os envolvidos no assunto.

Veja matéria completa AQUI.

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quinta-feira - 19/12/2013 - 14:30h
Eleição suplementar

Alex Moacir trabalha em faixa própria e acena até para PSB

O presidente provisório da Câmara Municipal de Mossoró, Alex Moacir (PMDB), movimenta-se nos bastidores e abre diálogo em várias frentes, sem qualquer preconceito. Procura se viabilizar como candidato a prefeito.

Está de olho na eleição suplementar a prefeito e vice.

Mas não é fácil sua tarefa.

Resistência maior ele tem encontrado dentro de sua própria “casa” política.

O esquema da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), do qual faz parte, está dividido e não fala a mesma língua em termos de rumo e preferências.

O vereador Francisco Carlos e o secretário municipal da Cultura, Gustavo Rosado, ambos do PV, pontificam no governo do prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD) e excluem Alex de qualquer esboço de chapa.

O casal Fafá-deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) assegura que não veta Alex, casado com uma sobrinha dela. Porém não parece estimulá-lo.

Por iniciativa própria, o vereador tem-se mexido muito e sorrateiramente.

Chega a acenar para o PSB da deputada federal Sandra Rosado (PSB), arqui-adversária de Fafá nos últimos onze anos. É correspondido; com discrição, claro.

Essa maçaroca político-partidária e familiar está prestes a causar indigestão em muita gente, principalmente alguns cabos eleitorais mais exaltados.

 

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  • Repet
quarta-feira - 18/12/2013 - 18:45h
O mesmo do mesmo

Novo prefeito repete fórmula sem ousadia e sob conchavos

Horas, dias, noites e madrugadas que parecem infindáveis. Tem sido assim a rotina do prefeito provisório de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), desde que passou a ter que tamponar às pressas os lugares vagos nos primeiro e segundo escalões da prefeitura.

Para anunciar mais um “lote” de auxiliares, após nova debandada de colaboradores da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM), as negociações avançaram até minutos antes do anúncio oficial, à tarde de ontem, no Palácio da Resistência.

Francisco (de costas) tem uma equipe feita às pressas, abrindo mão da ousadia

Não faltaram cobranças, pressões, apelos e tentativas frustradas de lobbys. Houve também recusas contundentes.

Até aqui, o prefeito monta um grupo que não o credencia a ser tratado como dinâmico ou ousado. Repete fórmulas e nomes, prioriza conchavos. O mesmo do mesmo. O de sempre.

O vereador Soldado Jadson (Solidariedade), emplacou o policial militar e bacharel em direito Charlejandro Rustayne Marcelino Pontes com subsecretário do Trânsito e Transportes, em lugar de Marlus Ciarlini Rosado, filho da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

O suplente de vereador Zé Peixeiro (PMDB) articulou seu retorno à Câmara Municipal de Mossoró, mas sem sucesso. Nos bastidores, a informação é de que pretendia a convocação do vereador Claudionor dos Santos (PMDB) para a Subsecretaria de Desenvolvimento Rural, que fora de Betinho Segundo, filho do deputado federal Betinho Rosado (PP).

Mas nesse cargo quem teve nomeação foi o bacharel em direito Rondinelli dos Santos, sob os auspícios do vereador Chico Carlos (PV) e o secretário da Cultura Gustavo Rosado (PV). Ele já fora da pasta da Agricultura na gestão Fafá Rosado (PMDB).

Júlio: nome após irritação de Jório

Genivan Vale

Genivan Vale (PROS) chegou a ser instado a apontar um nome para a equipe. Declinou da franquia. Preferiu não participar direta ou indiretamente do novo governo.

Já o vereador Jório Nogueira (PSD) esbravejou na imprensa desapontamento como a forma como Francisco José Júnior conduzia o partido e a nova gestão. Ao rugir, terminou sendo chamado no início da tarde ao Palácio da Resistência para aplacar as palavras.

Daí nasceu a escolha do ex-vereador Júlio César Fernandes (PSD), que compõe também direção partidária em Mossoró. Júlio ganhou nomeação para Guarda Civil Municipal, onde estava Edward Smith, nome afinado com Cláudia Regina.

Fernanda Kallyne Rego de Oliveira, assistente social que já esteve na pasta da Ação Social na era Fafá Rosado, é mais uma indicação da dupla Chico Carlos-Gustavo Rosado. Ocupará a Secretaria de Desenvolvimento Social, que tinha a assistente social Patrícia Leite como titular, nome de confiança de Cláudia Regina.

Vânia Furtado de Araújo, dos quadros da Universidade Potiguar (UnP), com especialização em Direito Público e Privado, vai substituir Rafaela Burlamaqui, nome ligado ao rosalbismo. A ungida é ligada ao casal Fafá-deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM).

Larissa Rosado

Rutimar Pereira da Costa, formada em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do RN (UERN), funcionária de carreira da prefeitura, é a substituta de Fátima Marques, oriunda do rosalbismo. Não tem apadrinhamento específico no campo político. Confiança e conhecimento técnico lhe dão endosso.

Antes – do time original de Cláudia – já tinham saído Julierme Torres (Comunicação), Petras Vinícius (oficial de relacionamento institucional), Olavo Hamilton (consultor-geral), Manoel Pereira (assessor especial) e Antoneide Pereira Lima (Administração). Para os lugares deles foram nomeados, respectivamente, Mirela Ciarlini, Fábio Bento, Fernanda Abreu, Glaudionora Silveira e Sebastião Almeida.

Esses três últimos fizeram trabalho para a deputada Larissa Rosado (PSB), na campanha municipal de 2012.  Não significa dizer que a parlamentar os indicou. Isso não aconteceu.

Rondinelli: força de Francisco Carlos e Gustavo

Patrícia Leite  (Desenvolvimento Social), Rafaela Burlamaqui (Procuradoria Municipal), Betinho Segundo (Subsecretaria do Desenvolvimento Rural), Marlus Ciarlini (Trânsito) e Catarina Alves (Procon) saíram no segundo “lote”.

Mais demissões

Até sexta-feira (20) deverão formalizar demissão Alexandre Lopes; o subsecretário de Serviços Urbanos, Carlos Clay e o Subsecretário de Desenvolvimento Territorial, Jailson Freire. Ficaram mais um pouco para conclusão de providências técnicas de projetos de reurbanização de favelas.

Tempo para o prefeito tomar um fôlego. Não tem sido fácil, sobretudo porque o grupo que deixou a prefeitura tentou, ao que parece, desestabilizá-lo com saída em massa. Quase consegue.

Para conseguir realmente administrar a prefeitura em curto espaço de tempo e se credenciar como um candidato a prefeito em eleição suplementar, ele precisará de muito mais.  A oportunidade é rara e não deve ser desperdiçada com o mesmo do mesmo. O de sempre.

Saiba mais bastidores da política em outras postagens e em nosso Twitter AQUI.

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terça-feira - 15/10/2013 - 22:41h
Eleições 2012

Cláudia, Wellington e Gustavo são condenados por juíza

Por Ciro Marques (Portal No Ar)

A prefeita de Mossoró, Cláudia Regina, do DEM, e o vice, Wellington Filho, do PMDB, continuam presentes, dia após dia, no Diário de Justiça Eletrônico. E na edição desta quarta-feira (16), não será diferente.

Isso porque a dupla de gestores foi novamente condenada pela Justiça Eleitoral ao pagamento de multa pela participação do ex-secretário chefe do Gabinete Civil, Jerônimo Gustavo de Gois Rosado, nas eleições do ano passado, quando ele teria utilizado a máquina pública municipal para beneficiar a então candidata democrata.

“Nos termos da motivação supra, acato parcialmente a pretensão ministerial, julgando procedente a representação formulada, por entender configurada a vedada prevista no art. 73, inciso III, condenando os representados Cláudia Regina Freire de Azevedo, Wellington de Carvalho Costa Filho e Jerônimo Gustavo de Gois Rosado ao pagamento de multa no valor de 10.000 (dez mil) UFIR, cada um, nos termos do art. 73, §4º, ambos da Lei Eleitoral, a ser cobrado na forma prevista na legislação eleitoral”, decidiu a juíza da 34ª zona eleitoral, Ana Clarisse Arruda Pereira.

Ela já cassou Cláudia Regina e Wellington Filho uma vez e chegou até a afastar a dupla da Prefeitura de Mossoró – voltaram graças a um efeito suspensivo conseguido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Desta vez, no entanto, Cláudia Regina e Wellington Filho não foram cassados.

“Entendo que a conduta narrada nos autos e considerada irregular por esta Magistrada não se caracteriza apta a ensejar a cassação do diploma dos Representados Cláudia Regina e Wellington Filho e, ainda, culminar-lhes inelegibilidade de oito anos, de modo que, em caso de procedência da representação, aplico a estes e ao representado Gustavo Rosado, multa no valor de 10.000 (dez mil) UFIR, valor este que considero justo e suficiente a reprimir a conduta considerada irregular, sendo esta a penalidade que considero definitiva”, justificou.

A conduta de Gustavo Rosado e que teria beneficiado Cláudia Regina, segundo o Ministério Público Eleitoral, autor da denúncia à Justiça Eleitoral, ocorreu no dia 3 de setembro de 2012. O então secretário-chefe – irmão da então prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, apoiadora de Cláudia Regina – estaria liderando uma reunião, em pleno horário normal de expediente na Prefeitura local, com cunho político, para falar da campanha da candidata do DEM.

“A sobredita reunião contava com a participação de cerca de uma centena de pessoas e era conduzida pelo Representado Jerônimo Gustavo de Gois Rosado, então Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal de Mossoró. Dentre outras pessoas, foi possível verificar a presença de Mairton França, Gerente Executivo do Meio Ambiente e Alexandre Lopes, Secretário Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente. A reunião tinha cunho eleitoral, uma vez que a chegada da candidata Cláudia Regina à reunião estaria sendo anunciado pelo Representado Gustavo Rosado”, narrou o MPE.

“O Ministério Público não se desincumbiu do ônus de demonstrar a gravidade da conduta, tal como comprovar que a participação de servidores em reuniões no horário de expediente era costumeira, ou que tais servidores participavam reiteradamente de outras atividades em seu horário de expediente, de modo que há que ser aplicada a proporcionalidade, não cabendo, no meu entendimento, a aplicação da pena máxima no presente caso, onde ficou registrada a ocorrência de uma única reunião”, justificou a juíza para não concordar com a pretensão do MPE.

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quarta-feira - 09/10/2013 - 10:12h
Improbidade administrativa

Gustavo Rosado é condenado a devolver dinheiro à prefeitura

'Ex-prefeito de fato' de Mossoró tinha segurança pessoal e em casa com conta para a municipalidade

Do Blog Panorama Político (Tribuna do Norte)

Gustavo: irmã incapaz; irmão capaz de tudo

O ex-chefe de Gabinete da Prefeitura de Mossoró, Jerônimo Gustavo de Góis Rosado (PV), foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) por improbidade administrativa. O réu deverá devolver aos cofres públicos R$ 111 mil 343 e 20 centavos (cento e onze mil 343 reais e vinte centavos) conforme determinou em sentença o Juiz de Direito Airton Pinheiro.

Em ação civil pública, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) demonstrou que o réu durante os 51 meses (entre janeiro de 2005 e abril de 2009) quando exercia o cargo de chefe de gabinete teria se beneficiado dos serviços oferecidos pela empresa SFE Segurança Patrimonial e Privada LTDA, contratada pela Prefeitura de Mossoró para fazer a segurança dos prédios públicos.

Na época, alguns funcionários da empresa faziam a segurança da residência do ex-chefe de gabinete e o acompanhavam em eventos que ocorriam na cidade sem que houvesse qualquer contrato ou legalidade jurídica.

Com o uso de serviço público em benefício próprio, Jerônimo Rosado teria enriquecido de forma indevida às custas do dinheiro público municipal – se fosse contratar pessoalmente segurança privada, ao tempo da instrução, um posto de segurança noturna custava na faixa de R$ 5 mil.

Réu e multa

Em face disso, os R$ 111,3 mil estipulados na sentença judicial correspondem ao prejuízo causado aos cofres municipais pelo tempo que o ex-chefe de gabinete se utilizou dos serviços públicos.

Metade do montante (R$ 55.671,60) será para ressarcir o erário municipal – valor que deve ser corrigido mês a mês pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), na proporção do valor unitário mensal do contrato nos termos do tempo em que se beneficiou indevidamente pelo serviço de segurança privada. A outra metade deverá ser paga pelo réu como forma de multa civil, valor este atualizado na forma do art. 1º-F da Lei 9494/97, a partir da publicação da sentença.

Seguranças pagos por prefeitura davam guarda pessoal e em casa para Gustavo - Foto: Blog Carlos Santos

Jerônimo Rosado ainda fica proibido de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos.

Nota do Blog – A denúncia que originou a ação civil pública foi publicada em primeira mão por este Blog, em série de reportagens investigativas em 2008. A partir daí e por outras matérias denunciativas e investigativas, passamos a sofrer uma impiedosa perseguição que não poupou sequer familiares (como filhos).

Num único dia, o esquema de Gustavo, irmão da então prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB), chegou a protocolizar 11 (onze) processos contra o editor desta página. Ao todo, foram mais de 30, além de diversas ações de interpelação, usando a prefeitura e secretários municipais como autores.

Além disso, ele aparece como figura proeminente na montagem, organização e comando do chamado Blog do Paulo Doido, página apócrifa que foi utilizada durante vários meses, na Internet, para ataques, achincalhes e até ameaças (“cuidado com o que você escreve … Você tem filho morando em Natal”).

Contou com a colaboração remunerada de jornalistas do Correio da Tarde e Gazeta do Oeste e até a estrutura e equipamentos como computador e Internet, do Palácio da Resistência (sede da prefeitura). Processos – movidos por outras pessoas atacadas – correm em segredo de justiça, tratando dessa fase abjeta da administração pública mossoroense.

O agitador cultural Gustavo Rosado é uma das pessoas mais inescrupulosas e sem caráter que conheço. Inconsequente, irresponsável e sem limites quando contrariado.

Não tem profissão definida e sempre foi bancado por familiares e a coisa pública.

Virou “prefeito de fato” de Mossoró, pela incapacidade da irmã em organizar até o próprio cabelo, imagine governar uma prefeitura/município.

Era para estar preso, mas foi premiado como secretário pela prefeita afastada e cassada Cláudia Regina (DEM). Faz parte dos negócios do poder. O toma-lá-dá-cá que nivela todos por baixo.

Veja AQUI reportagem que desencadeou processo e fúria de Gustavo contra o editor deste Blog: “Irmão de prefeita tem vigilância paga pela prefeitura”.

Veja AQUI matéria com provas contra réu considerado culpado: “Gustavo Rosado depõe sobre uso de vigilante em sua casa”.

Veja AQUI outra matéria que desnuda esse “pequeno” abuso cometido na Prefeitura de Mossoró: “Irmão de Fafá Rosado deverá ser investigado”.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quinta-feira - 22/08/2013 - 07:59h
Estratégia

Esquema de Fafá se “divide” para somar

O iminente desembarque da ex-prefeita mossoroense Fafá Rosado (DEM) no PMDB, não deve ser por inteiro.

O esquema político-familiar de Fafá quer continuar com siglas de escape, como PV e DEM.

Seu irmão, o agitador cultural e líder Gustavo Rosado, comanda o PV.

Seu marido, deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), deve ser candidato à reeleição na mesma legenda.

Quando saiu do PMDB em 2002 para o DEM, Fafá o fez de “mala e cuia”, com família e tudo o mais.

Dessa feita, passados na “casca do alho”, eles se dividem matreiramente.

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Categoria(s): Política
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sábado - 27/07/2013 - 07:30h
Mossoró

Secretário de Cultura prepara o “Auto da Liberdade” 2013

A Secretaria Municipal de Cultura vai reunir na próxima semana todos os grupos de dança e teatro de Mossoró para tratar da construção do formato 2013 do espetáculo Auto da Liberdade. O evento acontece no mês de setembro, dentro das festividades da data magna do município, o 30 de Setembro

A reunião acontecerá na próxima segunda-feira (29), às 19h no Auditório da Estação das Artes.

De acordo com o secretário da Cultura, Gustavo Rosado, a reunião vai tratar de outros assuntos da área, como a Conferência Municipal da Cultura e o Conselho Municipal da Cultura.

A reunião procura ouvir os representantes dos grupos artísticos sobre a construção deste ano do espetáculo Auto da Liberdade, que acontece sem setembro.

“Vamos reunir todos os artistas para ouvi-los e construirmos juntos as próximas ações a serem realizadas pela Secretaria da Cultura”, disse o secretário.

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Categoria(s): Cultura
sexta-feira - 14/06/2013 - 10:19h
Operação Vulcano

Ex-prefeita e irmão são ouvidos por Federal

A Delegacia da Polícia Federal (PF), em Mossoró, teve um longo trabalho de coleta de depoimentos nas últimas semanas.

No rol de ouvidos, quem bateu recorde foi o ex-chefe de Gabinete e prefeito de fato de Mossoró – Gustavo Rosado (PV). Passou mais de três horas sendo sabatinado sobre cartel de combustíveis.

A “Operação Vulcano”, desencadeada em Maio do ano passado pela PF, também ouviu a ex-prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), “Fafá”, rmã de Gustavo. Ela esteve por cerca de uma hora e meia dando explicações e justificativas sobre suposta costura de seu governo, para favorecimento de empresários do setor.

Os vereadores Francisco José Júnior (PSD) e Genivan Vale (PR) também deram depoimentos à semana passada. Eles foram questionados sobre votações que ocorreram na Câmara Municipal, que ensejaram mudanças à instalação de novos postos de combustíveis no município.

Ambos deram depoimento por tempo inferior a uma hora e meia.

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Categoria(s): Economia / Justiça/Direito/Ministério Público
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