quarta-feira - 13/03/2024 - 13:30h
Jornalismo

Uma confissão de amor para me sentir vivo

Foto ilustrativa

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Estou próximo de completar 39 anos de atividade continua no jornalismo e 17 desta plataforma – www.blogcarlossantos.com.br. Dei-me conta há poucos dias que os 40 estão rondando por aí. Sinceramente, não sei se chego lá. Dobrei o Cabo da Boa Esperança e estou na etapa final, quase uma prorrogação.

De verdade: nunca imaginei tanto nessa longa estrada da existência terrena e numa atividade profissional que não estava nos meus planos mais primários.

Até pensei, menino mirrado e asmático que fui, adolescente também, que jamais chegaria tão longe na vida. E, nesse ofício, menos ainda.

O jornalismo me salvou, me abduziu, me deu a chance de viver com apetite e querendo viver mais. De ser feliz, mesmo quando os manchetes do meu íntimo diziam: “Não. Não vai dar certo.” É meu lazer, meu parque de diversões. Onde me encontro e reencontro-me todos os dias.

Sigo aprendiz, sobretudo porque gosto da companhia e dos ensinamentos dos mais jovens.  Mas, impossível esquecer o encantamento com professores como Cassiano Arruda Câmara, Dorian Jorge Freire, Jaime Hipólito Dantas, Givanildo Silva, Aluízio Alves e Vicente Serejo, por exemplo. Ricardo Kotscho, Luiz Fernando Imediato, Hélio Fernandes, Mauro Santayana, Elio Gaspari, Sylvio Costa, David Nasser, Gilberto Dimenstein, Carlos Lacerda…

Quero mais e mais fazer o que faço no webjornalismo, no rádio e televisão. Sem esquecer a escola do jornal impresso, a experiência inovadora e surpreendente do Herzog Press (jornal via fax que lancei em fins dos anos 90).

A disposição física não é aquela de décadas. Mas, o apetite em aprender, a curiosidade, a febre da reportagem, o detalhismo da textualização, o foco no título, o zelo nas legendas e fotos, tudo continua como antes.

Tive frustrações, tentei largá-lo, senti-me atraído pela advocacia, mas a paixão e um pouco da razão de viver me chamaram de volta. Puxaram-me uma, duas, três vezes ou mais às redações.

Desisti de desistir. Chega.

Eloísa, meus filhos, netos, amigos, webleitores, por favor não fiquem com ciúmes. Essa não é uma crônica que menospreza vocês, mas uma confissão de amor para me sentir vivo.

Já disse e repito: enquanto der, dará.

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Categoria(s): Crônica
quarta-feira - 10/03/2021 - 21:42h
Imprensa

Aos 100 anos, morre no Rio de Janeiro o jornalista Hélio Fernandes

Hélio Fernandes: causa natural (Foto: redes sociais)

Hélio Fernandes: causa natural (Foto: redes sociais)

Do Folha de São Paulo

Morreu na madrugada desta quarta-feira (10) o jornalista Hélio Fernandes, aos 100 anos, de causas naturais. Ele estava em sua casa, no Rio de Janeiro, ao lado de duas filhas.

Nome importante no jornalismo brasileiro e irmão do escritor Millôr Fernandes, Hélio trabalhou em O Cruzeiro e foi dono do jornal A Tribuna da Imprensa.

O jornalista deixa três filhos, Isabella, Ana Carolina e Bruno, e três netos, Felipe, Leticia e Helio. Dois filhos, Rodolfo Fernandes, que foi diretor de Redação do jornal O Globo, e Hélio Fernandes Filho, morreram em 2011.

Em 1962, Hélio assumiu a Tribuna da Imprensa, fundada por seu amigo Carlos Lacerda, ex-governador do então estado da Guanabara.

Durante o regime militar foi preso e desterrado várias vezes por textos que contrariavam os donos do poder.

Saiba mais clicando AQUI.

Nota do Blog – Li muito os textos de Hélio Fernandes, que até os dias atuais ainda produzia material regularmente, em redes sociais.

Descanse em paz, meu velho. E muito obrigado por tudo.

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Categoria(s): Comunicação
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