quarta-feira - 21/01/2026 - 19:50h
Mérito

Ex-secretário municipal de Comunicação assume função federal

Regy Carte assume função em autarquia federal na Bahia (Foto: reprodução)

Regy Carte assume função em autarquia federal na Bahia (Foto: reprodução)

Quer uma notícia boa? Tome! O jornalista mossoroense Regy Carte tomou posse, nesta quarta-feira (21), no cargo de Analista Administrativo/Comunicação Social do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Ele ingressa no serviço público federal após aprovação na 1ª edição do Concurso Público Unificado Nacional (CPNU).

Nomeado em 29 de dezembro, o profissional passa a integrar, em cargo de nível superior, o quadro efetivo da Superintendência Regional do Incra na Bahia, sediada em Salvador.

Com 26 anos de carreira, Regy Carte atuou nas redações dos jornais Gazeta do Oeste, Jornal de Fato, Correio da Tarde, O Mossoroense e na TV Câmara Mossoró.

Também trabalhou em assessorias de comunicação da Câmara Municipal de Mossoró, Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e na iniciativa privada. Foi secretário de Comunicação de Mossoró e, mais recentemente, editor do Blog Regy Carte.

O jornalista afirma estar preparado para a nova missão. “É uma honra fazer parte do Incra e atuar na promoção da reforma agrária, da governança fundiária e da regularização de territórios quilombolas no Brasil, contribuindo para a construção de um país mais justo e inclusivo”, destaca.

Nota do BCS – Íntegro, tecnicamente muito bom e amigo de raras qualidades, “Sir” Regys Campbell”, como o trato para ilustrar sua fidalguia, merece demais essa conquista. Mais uma. Outras virão. Aplausos, meu caro.

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Categoria(s): Comunicação
segunda-feira - 17/02/2025 - 23:38h
César José de Oliveira

Servidores da Emater-RN querem exoneração do diretor-geral

César já dirigiu o Incra também (Foto: Arquivo)

César já dirigiu o Incra também (Foto: Arquivo)

Do Blog do BG

Um grupo de servidores de carreira da Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-RN), que atualmente exerce funções de Coordenador de Planejamento e Subcoordenadores de Crédito, Pecuária, Agroecologia e Convivência com o Semiárido, entregou esta manhã uma carta de renúncia endereçada ao diretor-geral da instituição, César José de Oliveira.

A carta foi entregue à chefe de gabinete da Emater, Diana Moreira. O momento teve a participação da diretora-presidente da Associação dos Servidores da Emater-RN (ASSEMA-RN), Suzany Figueiredo, e do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do Rio Grande do Norte (SINAI), Santino Arruda, além de servidores e bolsistas da instituição em Natal.

A carta-renúncia apela ao Governo do Estado pela substituição imediata de Cesar Oliveira na direção da Emater e lista uma série de problemas:

– Ingerência na atividade técnica desenvolvida pelos coordenadores, subcoordenadores, gestores regionais e técnicos locais; difícil ambiente institucional;

– Inoperância para a sobrevivência da Emater;

– falta de compromisso funcional com os servidores;

– Omissão na participação de importantes eventos voltados à agricultura familiar no país; veículos com documentação atrasada e sem manutenção;

– Inércia na resolução de problemas institucionais, causando o sucateamento geral da Emater nos municípios onde atua e na sede estadual;

– Além de remoção de servidores de forma arbitrária.

Um dos trechos da carta cita “falta de papel higiênico, água, material de limpeza, material de expediente, manutenção de veículos, pneus, internet, regularização do licenciamento dos veículos institucionais, falta de recursos para o desenvolvimento das atividades-fim, decadência na estrutura física dos escritórios, como rachaduras, infiltração, risco elétrico e até teto caído.”

Vale ressaltar que a Emater, que completará 70 anos de existência em 2025 no Rio Grande do Norte, atua nos 167 municípios potiguares, possuiu aproximadamente 200 servidores efetivos, 80 bolsistas, diversos escritórios próprios, centro de treinamento, porém recebe uma cota financeira de 170 mil reais por mês, recurso absurdamente insuficiente para suprir as necessidades básicas. “Por que outras instituições menores recebem cotas bem maiores? Porque claramente esses gestores exercem as funções as quais foram investidos, que é de gerir suas instituições intermediando demandas e resultados junto ao executivo”, menciona a carta de renúncia.

Outro ponto importante é que o atual cenário é o mais favorável na conjuntura política dos últimos anos, por existir uma convergência entre as esferas nacional e estadual. Esperava-se o fortalecimento da instituição e um melhor diálogo com os servidores, o que infelizmente não aconteceu, resultando nessa crise institucional nunca antes vista em 69 anos.

Por fim, o grupo renunciante, com o aval da Assema-RN, pede ao Governo do Estado pela substituição imediata da Diretoria Geral da Emater, como “sendo essa a única forma de dirimir a grave crise institucional instalada. E em caso de procedência do pleito, nos colocamos à disposição para continuar contribuindo com a nova diretoria.”

Nota do Blog Carlos Santos – O diretor-geral é natural de Parelhas, formado pela Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), já foi superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no Rio Grande do Norte de 2003 a 2005, diretor nacional do INCRA entre 2005 e 2011 e assessor especial do Ministério do Desenvolvimento Agrário entre 2011 e 2013.

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segunda-feira - 05/02/2024 - 09:16h
Parceria internacional

RN instala Centro de Testagem de Máquinas Agrícolas em Apodi

Solenidade trouxe ao RN ministro do Desenvolvimento Agrário (Foto: Humberto Sales)

Solenidade trouxe ao RN ministro do Desenvolvimento Agrário (Foto: Humberto Sales)

Em solenidade conduzida pela governadora Fátima Bezerra (PT), com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, e de lideranças de movimentos sociais, foi instalado nesta sexta-feira (02), no município de Apodi, o Centro de Testagem de Máquinas Agrícolas. É resultado de uma parceria entre Governo do Rio Grande do Norte, Consórcio Nordeste, Universidade Agrícola da China (UAC), Instituto Internacional para Cooperação Popular (IAPC- BAOBAB) e indústrias chinesas.

Os equipamentos serão utilizados por pequenos produtores agrícolas durante o período de um ano, beneficiando inicialmente 150 agricultores familiares do município de Apodi, no Oeste Potiguar.

“Quero destacar que este é mais um resultado do trabalho do Consórcio Nordeste. Essa iniciativa, voltada para a mecanização da agricultura familiar, começou exatamente na Câmara Técnica da Agricultura Familiar, que coordenamos no âmbito do Consórcio Nordeste. Ao longo desse período, realizamos agendas internacionais na China, visitando a Universidade Agrícola da China, e em parceria com o governo federal, contando com a participação crucial do Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia”, ressaltou a governadora Fátima Bezerra.

De acordo com o último Censo Agropecuário realizado pelo IBGE, a agricultura familiar é a base da economia de 90% dos municípios brasileiros com até 20 mil habitantes. São mais de 10 milhões de pessoas ocupadas no campo, de onde tiram o sustento. Cerca de 50% dos estabelecimentos estão no Nordeste. No entanto, menos de 3% têm acesso a máquinas.

A agricultura familiar é responsável, hoje, por mais de 70% dos alimentos consumidos no Brasil, sendo que a agricultura familiar do Nordeste contribui com mais de 50% dessa produção.

Para o embaixador da China no Brasil, a agricultura familiar na China tem amplo espaço para cooperação com o Brasil. “Nossas cooperações estão se expandindo, abrangendo comércio, investimento e também se estendendo para a área social. Além da cooperação econômica, incluímos ciência, tecnologia, inovação e enfrentamento das mudanças climáticas, bem como a economia digital. Vamos unir esforços para criar um novo fenômeno nas cooperações entre China e Brasil, visando beneficiar todas as regiões e camadas sociais”, disse Zhu Qingqiao.

Para o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, as máquinas vêm para industrializar o Nordeste, aumentar a renda das agricultoras e agricultores familiares, para modernizar a agricultura e assim desenvolver ainda mais a região: “Fizemos um convênio com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte [IFRN] para esse programa de mecanização e de treinamento para os agricultores e agricultoras,”, disse.

João Pedro Stédile, da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), que acompanhou as tratativas com o governo chinês para trazer o maquinário para o Brasil, disse que “os chineses têm um compromisso conosco de implantar no Brasil fábricas de equipamentos de interesse da Agricultura Familiar, e uma delas é em Mossoró”.

O vice-governador Walter Alves (MDB) lembrou que as obras da transposição no Rio Grande do Norte fundamentais para a segurança hídrica do Estado e também para a agricultura famili

Também participam da solenidade Inácio Arruda, secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (SEDES) do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação; Márcio Elias, secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; João Pedro Stédile, da Coordenação Nacional do MST; Josana Lima, coordenadora da CONTRAF Brasil; Aristides Veras, presidente da CONTAG; o vice-governador Walter Alves; Alan Silveira, prefeito de Apodi; a deputada Isolda Dantas, representado a Assembleia Legislativa; deputados estaduais Bernardo Amorim (PSDB), Divaneide Basílio (PT) e Neilton Diógenes (PP); deputado federal Fernando Mineiro (PT); Agnaldo Fernandes, presidente do Sindicato dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais de Apodi; Luiz Barcelos, sócio fundador da Agrícola Famosa; prefeitos e vereadores da região; representes de empresas e de universidades chinesas participantes do projeto; militantes do MST e do Movimento das Mulheres.

Ministro e Fátima conheceram produção na Agrícola Famosa (Foto: Humberto Sales)

Ministro e Fátima conheceram produção na Agrícola Famosa (Foto: Humberto Sales)

Maisa e Famosa

No sábado (3), ainda houve visita do ministro, governadora e outras autoridades à Agrícola Famosa e Assentamento Maísa em Mossoró, para conhecerem produção, processos de cultivo e industrialização da agricultura irrigada.

Ministro, governadora e superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Lucenilson Ângelo, entregaram 50 títulos de terras no assentamento.

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quinta-feira - 01/02/2024 - 09:28h
Sábado, 3

Ministro do Desenvolvimento Agrário estará em Mossoró

Paulo Teixeira é o segundo ministro a visitar o RN este ano (Foto: Arquivo)

Paulo Teixeira é o segundo ministro a visitar o RN este ano (Foto: Arquivo)

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo Teixeira, estará em Mossoró no próximo sábado (3), às 8h30. Ele terá agenda precisamente na área rural denominada de Maisa, antigo núcleo de fruticultura irrigada. É o segundo ministro de Estado a visitar o RN neste ano. Dia passado, foi o ministro do Desenvolvimento, Assistência Social e Combate à Fome, Welington Dias, que esteve em Natal (veja AQUI).

A atividade terá três momentos encadeados e contará com a presença da governadora do Estado, Fátima Bezerra (PT), da diretora da Divisão de Desenvolvimento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Rose Rodrigues, do superintendente do Incra no RN, Lucenilson Ângelo, famílias assentadas da reforma agrária, representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e dos presidentes de associações de assentamentos.

O primeiro será uma visita a produção da Agrovila Pomar, possibilitando aos visitantes, um maior e melhor conhecimento da realidade produtiva dos assentamentos da reforma agrária no Rio Grande do Norte, sobretudo, do maior assentamento do Estado e um dos maiores do Brasil, o PA Maisa.

O segundo momento será um ato político, diverso e potente, com falas, apresentações e partilha de informações importantes para o povo do campo.

Já o terceiro e último momento foi destinado à imprensa local, para entrevistas rápidas com as autoridades presentes.

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segunda-feira - 08/05/2023 - 16:46h
Na marra

Invasões voltam a crescer com Lula após baixa com Bolsonaro

Do Poder 360invasoes-mst-drive-3-mai-2023-1

Em 4 meses do governo Lula (PT), o Brasil registrou 56 invasões realizadas por movimentos sem-terra, segundo o relatório do Observatório da Oposição, produzido pelo PL (Partido Liberal) a partir de dados da Frente Parlamentar de Agricultura (FPA). É uma alta de 143% em relação a 2022.

O número também representa só 6 ocupações a menos do que as registradas durante toda a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De 2019 a 2022, o Brasil contabilizou 62 invasões de terra. Os dados de 2023 apresentados pelo relatório divergem da base de dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

De acordo com o instituto, até 17 de abril deste ano, o Brasil registrou 33 ocupações de terra.

O Poder360 procurou a FPA, mas não recebeu respostas até a publicação deste texto. O espaço segue aberto. Segundo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), o baixo número de invasões entre 2019 e 2022 está relacionado à pandemia. O movimento também contestou os dados. Disse que foram 191 ocupações durante a gestão de Bolsonaro.

Ápice

O maior número de invasões registrada no Brasil data de 2004, durante o 1º mandato de Lula. A quantidade de invasões se manteve alta durante os 2 governos petistas.

Em 2016, ano do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o número de invasões caiu bruscamente.

Saiu de 182 em 2015 para 57 no ano seguinte. Durante o governo de Michel Temer (MDB), a taxa variou entre 11 e 14 ocupações por ano, permanecendo baixa a partir de 2019.

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domingo - 28/08/2022 - 10:28h

Os 40 anos do semiárido como exportador de melão

Por Josivan Barbosa

No próximo dia 01 de setembro o Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), que reúne as principais empresas produtoras e exportadoras de frutos tropicais do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE, realizará a II Largada da Safra do Melão (veja AQUI). Este evento, juntamente com a Expofruit, representa uma forma de aproximação do produtor com a sociedade e com as demais empresas agregadas ao negócio rural da região.

Antigo complexo industrial da Maisa no semiárido do RN (Foto: reprodução)

Antigo complexo industrial da Maisa no semiárido do RN (Foto: reprodução)

A edição da Largada da Safra do Melão acontece às vésperas de comemorarmos 40 anos de exportação de melão para os países ricos.

A importância da MAISA 

A Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) foi um projeto pioneiro a em todo o país. O projeto chegou a empregar 6 mil funcionários diretos e faturar 60 milhões de dólares num ano.

Com um corpo técnico de engenheiros civis, agrônomos, mecânicos e químicos, além de economistas, administradores etc, chegou a empregar 16 engenheiros agrônomos em seu auge.

A empresa perfurou poços no Calcário Jandaíra com uma vazão média de 19 mil litros de água por hora, viabilizando o cultivo irrigado na região. Houve, também, a perfuração dos chamados poços profundos, que usavam da melhor tecnologia. Cada um deles custava em torno de 1 milhão de dólares. Esses poços, mais modernos, tinham vazão de até 200 mil litros de água por hora.

Estrutura da fábrica de industrialização da castanha de caju (Foto: reprodução)

Estrutura da fábrica de industrialização da castanha de caju (Foto: reprodução)

Em meados da década de 1990, eram bombeados 2 milhões de litros de água/hora no Projeto Maisa.

O total da área irrigada era de 1800 ha. Mas, no total a MAISA contava com cerca de 5 mil ha produtivos.

O financiamento e parcerias com o Banco do Brasil, BNDES, SUDENE e BNB tornou possível a criação desse polo agroindustrial.

As atividades agroindustriais da empresa iniciaram-se no ano de 1968. Foram seus criadores os empresários José Nilson de Sá e Geraldo Rola.

Em 1982, ocorreu a primeira exportação de melão para a Inglaterra.

A produtividade da empresa, em relação ao melão, era elevada quando comparada aos níveis atuais e no início dos anos 90 obteve com a  comercialização para o exterior, aproximadamente, US$  20 milhões/ano, representando 20%  de  toda  exportação  de  frutas  “in  natura”  do  país. Na época, esses números impressionavam, considerando as condições climáticas e da cultura na região de não se acreditar muito nos investimentos na agricultura do semiárido.

Infraestrutura da antiga MAISA

Além da grande extensão territorial da propriedade rural, com mais de 20.000 hectares com poços profundos, packinghouses e estradas vicinais internas (cerca de 300 km), a infraestrutura física do complexo MAISA era composta por fábrica de sucos, fábrica de processamento de castanhas de caju, fábrica de produção de tubos para irrigação, aeroporto privado, centro administrativo e laboratórios de pesquisa.

Nas margens da BR 304 foi construída uma vila residencial com 600 casas para as famílias dos empregados, com escola, centro comunitário, creche, posto de saúde, posto policial, áreas de lazer, pontos comerciais, rede de energia elétrica e sistemas de abastecimento de água e de saneamento.

A MAISA possuía uma serraria para produção das embalagens (paletes) para as frutas, produção de móveis e utensílios.

Além disso, tinha uma fábrica de tubos de polietileno para irrigação com capacidade produtiva de 5,5 milhões de metros de cano por ano, que eram reciclados no próprio local e uma oficina mecânica para manutenção e reparo de toda a frota da MAISA.

A cultura do caju da MAISA

O caju foi uma das primeiras estratégias escolhidas pela empresa por se adaptar bem às condições do Semiárido Nordestino depois de adulto. A área  inicial era de 12 mil ha e cerca de 650 mil plantas.

A época de colheita do caju era vista como uma festa devido a sua grande produtividade.

Com a grande estiagem no período 1979 – 2003 na região, o cajueiro, que ainda não havia atingido a fase adulta, foi praticamente dizimado pela falta d’água.

A agricultura irrigada da MAISA

Após os prejuízos decorrentes da seca com a cultura do caju, a empresa iniciou o plantio de melão, maracujá, melancia, manga, graviola, uva, acerola, sapoti, além de outras frutas com o uso das técnicas de irrigação. A área com o cultivo de melão atingiu 4000 ha por safra. O melão atendia o mercado interno e era exportado para a Europa e os EUA.

O maracujá ocupou uma área de 525 ha com produção média de 18 ton/ha/ano.

A área com manga era de 80 ha e a de acerola chegou a 180 ha.

Beneficiamento dos frutos da MAISA

O suco depois de concentrado, era armazenado em câmaras frias de onde era exportado para diversos países.

A produção de polpa era de 7200 toneladas/ano, no ano de 1995. A produção da época era majoritariamente exportada, o que representava 90%.

Era produzido a cada ano, na época, 385 toneladas de suco de maracujá, 160 toneladas de suco de caju, entre outros sucos.

A produção de castanha de caju foi planejada para atingir uma capacidade de 10 mil toneladas por ano.

Ruínas do Centro Administrativo da Maisa (Foto: reprodução)

Ruínas do Centro Administrativo da Maisa (Foto: reprodução)

A MAISA de hoje

Em 2003, para quitar suas dívidas, a propriedade da empresa foi dividida em três partes. Uma adquirida pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e depois transformada em 11 assentamentos. A outra foi comprada por engenheiros agrônomos (ex-funcionários da antiga MAISA), dando lugar a Fazenda Fruta Vida, da Coopyfrutas. E a última foi adquirida por um grupo chamado Gtex, de fabricação de polpas e sucos.

Leia também (com vídeos): Maisa, história de exuberância no campo e um fim que deu frutos;

Leia também: A história de um ícone do campo.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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sexta-feira - 11/02/2022 - 14:20h
Administração pública

Prefeito terá agenda intensa em Natal à próxima semana

Allyson: semana cheia (Foto: PMM)

Allyson: semana cheia (Foto: PMM)

O prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (Solidariedade) cumprirá agenda de trabalho à próxima semana em Natal, de 14 a 19. O chefe do executivo mossoroense participará de reuniões com várias instituições, além de conceder entrevistas à imprensa da capital.

Allyson terá reuniões com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE); Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN) e Caixa Econômica Federal.

Também se reunirá com integrantes da Superintendência do Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA), além da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Tribunal de Contas do Estado (TCE),Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), Secretaria do Estado de Segurança Pública e Defesa Social (SESED) e Companhia de Energética do Rio Grande do Norte (Neoenergia-Cosern).

Na agenda, o prefeito de Mossoró será acompanhado de secretários e outros auxiliares municipais.

Com informações da PMM.

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domingo - 05/09/2021 - 10:42h

Maisa, história de exuberância no campo e um fim que deu frutos

Por Josivan Barbosa

Durante a semana conversei demoradamente com um ex-agrônomo da antiga Maisa (Mossoró Agro Industrial Sociedade Anônima). Lembramos das grandes áreas de maracujá, acerola, manga, melão, melancia e a cultura original, o caju. Na Maisa também havia uma área bem representativa com o cultivo de sapota.

No auge da produção da empresa, registrava-se uma área de cultivo por safra de cerca de 4000 ha de melão e melancia. A empresa foi a grande responsável pela abertura inicial do mercado do Reino Unido e depois conquistou a Europa e os Estados Unidos, colocando o melhor melão do mundo no mercado de frutas frescas mais exigente do planeta (veja vídeos abaixo produzidos nos anos 80 e 90, inclusive  reportagem nacional com o jornalista Goulart de Andrade, falecido em 2016, na ativa, com 83 anos).

A Maisa tinha ainda uma fábrica de suco e uma fábrica de castanha, ambas de excelente padrão técnico.

O escritório da Maisa, que ainda se pode observar as suas ruínas ao passar pela BR 304, era uma estrutura invejável para os padrões da época. Havia dentro do escritório um restaurante terceirizado para atender apenas aos funcionários que ali trabalhavam e que residiam na sede do município de Mossoró ou em Fortaleza.

Uma imagem que nos faz lembrar do padrão Maisa é a presença no estacionamento de diversos veículos importados usados pelos seus diretores. No final da década de 80 era raro encontrar um desses veículos rodando pelas ruas de Mossoró, mas no estacionamento do escritório eram vários os exemplares. Lembro bem que pela primeira que conheci uma Cherokee foi exatamente lá.

O fim

A pergunta que cabe e que já foi feita por vários leitores dessa coluna é: por que uma empresa do porte da Maisa fechou as suas portas?

Claro que não estamos aqui querendo trazer para o debate as inúmeras razões que levaram ao fracasso da empresa, mas a exemplo de outras agroindústrias que também fecharam as portas na mesma época, como a Frunorte Ltda, Agro Now e Fazenda São João, um ponto que pesou muito para a descontinuidade dessas empresas foi a instabilidade financeira que o país atravessou.

Todas essas empresas trabalhavam com crédito agrícola e se submeteram à inflação exorbitante que em março de 1990 alcançou 84,22%. Essas empresas também se submeteram a diversos planos econômicos, alguns deles de grande fracasso. Elas não alcançaram o período da nova matriz econômica instalada a partir de 1999 no segundo Governo de FHC.

Acreditamos que se tivessem ultrapassado a instabilidade econômica da década de 90, ainda estariam vivas.

Outro aspecto que contribuiu para o fechamento dessas empresas foi a instabilidade do câmbio, onde houve um período em que a valorização do real de forma artificial passou de 4 reais por dólar para 0,80. Isso foi fatal para as empresas exportadoras de frutos, pois os contratos dessas empresas eram todos feitos em moeda estrangeira. Foram poucas as empresas que conseguiram se readaptar e redirecionar o produto para o mercado nacional.

Também não podemos esquecer que a partir do momento em que alguma dessas empresas passaram a cumprir com os compromissos dos empréstimos bancários corrigidos pela gigantesca inflação, houve dificuldade de se manterem adimplentes com os bancos. Esse problema contribuiu muito para que algumas fossem tomadas pelos bancos e leiloadas ou mesmo vendidas para assentamentos rurais.

É o caso da Maisa em que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) constituiu a partir do início da década de 2000 o assentamento Eldorado do Carajás II, formado inicialmente por mais de 1000 famílias assentadas e a Frunorte, onde em apenas uma das fazendas localizada no município de Carnaubais, o Incra instalou três assentamentos. Também em parte das terras da Fazenda São João, há dois assentamentos instalados. Um que fica na RN 015 e outro que fica na comunidade rural de Alagoinha.

Grande Maisa

A região que hoje é denominada de Grande Maisa é a mais produtiva do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que vai de Touros – RN até Limoeiro do Norte – CE, numa distância de cerca de 400 km.

A Maisa representou, na prática, uma verdadeira escola de produção de frutas. Os agrônomos que ficaram desempregados após o fechamento dela adquiriram áreas por compra ou arrendamento no seu entorno (Pau Branco, Sítio Jardim, Pedra Preta, Córrego Mossoró, Mata Fresca, Cajazeiras, Santa Maria, Aroeira, Cacimba Funda, entre outros) e se instalaram no formato de associações, cooperativas ou empresas individuais.

Esses técnicos representam o principal pool de produtores da região da Grande Maisa e continuam adquirindo áreas para ampliar a produção ou servir como alternativa para o plantio alternado ano após ano (descanso das áreas), prática muito necessária nas culturas de melão e melancia.

Preservação e construções

A nova lei aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados pode mudar a realidade de construções ao longo do trecho urbano do Rio Apodi – Mossoró.

Rio Apodi-Mossoró no centro da cidade de Mossoró (Reprodução)

Rio Apodi-Mossoró no centro da cidade de Mossoró (Reprodução)

O plano diretor dos municípios poderá determinar uma área de preservação menor nas regiões urbanizadas do que a prevista hoje em lei federal, desde que estabeleça regras para “não ocupação de áreas de risco de desastres” e que os empreendimentos instalados sejam de “utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental”.

A lei hoje determina que as construções urbanas são proibidas a menos de 30 metros de rios e lagos menores. O tamanho da faixa aumenta de acordo com o tamanho do curso d’água, podendo chegar a até 500 metros de preservação no caso de rios ou lagos com largura superior a 600 metros. Se o projeto for sancionado, a área de proteção pode ser menor.

O texto que será discutido no Senado teve apoio do governo e do setor de construção civil, mas passou sob protestos de ambientalistas.

Como a nova Lei não estabelece uma faixa mínima para as cidades corre-se o risco de   que ocorra invasão de novas áreas por construções. Outro aspecto negativo é que os prefeitos e vereadores estarão mais sujeitos a pressões locais por flexibilização.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

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quinta-feira - 18/02/2021 - 13:34h
Em Natal

Bancada federal discutirá emendas ao orçamento de 2021

Benes (centro) coordena bancada (Foto: arquivo)

Benes (centro) coordena bancada (Foto: arquivo)

A Bancada Federal do Rio Grande do Norte, coordenada pelo deputado Benes Leocádio (Republicanos), se reúne nesta sexta-feira (19) para discutir a destinação de emendas ao orçamento 2021. O encontro, que acontece às 9 horas, no Centro de Convenções de Natal, contará com as presenças da governadora Fátima Bezerra (PT), do prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), e entidades que poderão apresentar sugestões e discutir prioridades para o envio de recursos.

“Queremos ouvir todas as reivindicações para que possamos decidir em conjunto à destinação dos recursos. A intenção é estreitar o diálogo sobre a vinculação das emendas parlamentares a programas e obras prioritárias do RN. Sabemos que 50% das emendas individuais e coletivas devem ser aplicadas obrigatoriamente na área de saúde. Esperamos que os investimentos possam estar aliados, principalmente, com o plano de retomada e desenvolvimento econômico do Estado diante a pandemia do coronavirus, ”, esclareceu o deputado Benes.

Além dos deputados federais, senadores, da governadora do RN e do prefeito de Natal, estão confirmados para participar da reunião representantes ligados à Federação dos Municípios do RN (FEMURN), Instituto Federal do RN (IFRN), Universidade Federal do RN (UFRN), Universidade Estadual do RN (UERN), Polícia Civil do RN, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Superintendência da Funasa no RN, Superintendência Regional do Dnit, Liga Contra o Câncer, Hospital Varela Santiago, entre outras instituições.

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quinta-feira - 17/10/2019 - 06:40h
Melo Filho

Filho de ex-senador do RN passa a presidir o Incra

Melo Filho: nova missão (Foto: redes sociais)

Geraldo Melo Filho é o novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

Ele é filho do ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PSDB).

Melo Filho é economista formado pela Universidade de Brasília (UnB) e estava no cargo de secretário adjunto de Relacionamento Externo da Casa Civil da Presidência da República.

Ano passado ocupava o comando do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) do Paraná.

Substituirá o general João Carlos Jesus Corrêa, que saiu ‘atirando’. Foi publicado: “Existem organizações criminosas instaladas no Incra”.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 05/08/2019 - 05:56h
Brasil

TCU vê mais de 578 mil casos irregulares em reforma agrária

Pelo menos 30% dos casos têm vícios (Foto: Lauto Alves)

Do UOL

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a paralisação imediata do programa de reforma agrária do Incra em todo o país. A medida cautelar emitida pelo tribunal decorre de uma auditoria que identificou mais de 578 mil beneficiários irregulares do programa do governo federal.

São dezenas de problemas de extrema gravidade identificados pela corte de contas, entre eles a relação de 1.017 políticos que, criminosamente, receberam lotes do programa.

O TCU não divulgou a lista desses políticos beneficiados. A auditoria revela centenas de casos bizarros, como a concessão de lotes para pessoas de alto poder aquisitivo, donas de veículos de luxo como Porsche, Land Rover ou Volvo.

Há 37 mil pessoas falecidas cadastradas como beneficiárias do programa. As irregularidades atingem praticamente 30% de toda a base de beneficiários do programa, que é da ordem de 1,5 milhão de famílias.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais
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