sexta-feira - 04/08/2023 - 10:06h
Liminar

Desembargador garante continuidade do programa Jovem do Futuro

Rebouças: posse dia 7 (Foto: Costa Branca News)

Desembargador identificou que ACP do MP é que causa prejuízos (Foto: Costa Branca News)

O desembargador do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), José Rebouças, acatou nesta sexta-feira (4), pedido de liminar em agravo de instrumento, tornando sem efeito decisão da juíza Anna Isabel de Moura Cruz, da Vara da Infância e Juventude na Comarca de Mossoró, que suspendeu semana passada o programa “Jovem do Futuro” (veja AQUI). A iniciativa social é da Prefeitura de Mossoró, questionada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN).

Numa Ação Civil Pública (ACP), o MPRN tentou impedir o uso de recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA), até que a PMM comprove o cumprimento dos trâmites relativos ao processo de deliberação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA).

Para o desembargador, o município “todos os requisitos necessários à implementação do projeto.” Acrescentou, ainda, que na verdade a ACP da promotoria é que produz “perigo de dano” (…), “a partir da suspensão do programa Jovem do Futuro, já em execução, cuja finalidade é justamente fazer a inserção de adolescentes do município no mercado de trabalho.”

O que é o Jovem do Futuro

O programa capacitará mil jovens da rede pública de ensino para o mercado de trabalho, através de aulas, seminários, palestras e cursos do “Mossoró Capacita”. O público-alvo são alunos de 15 a 17 anos inscritos no Cadastro Único e foi lançado dia 10 de maio pelo prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) – veja AQUI.

A formação terá duração de quatro meses e os alunos matriculados receberão uma bolsa de R$ 300,00/mês. As aulas acontecerão aos sábados em vários polos, nas zonas urbana e rural.

Mesmo com a decisão judicial em primeiro grau, a municipalidade não tinha suspendido o andamento do programa (veja AQUI). Segue convocando centenas de estudantes.

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quarta-feira - 26/07/2023 - 22:34h
Ação do MPRN

Juíza decide que recursos do FIA não devem ser para Jovem do Futuro

Arte do programa Jovem do Futuro (Reprodução)

Arte do programa Jovem do Futuro (Reprodução)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) conseguiu decisão judicial que impede o Município de Mossoró de usar recursos do Fundo da Infância e Adolescência (FIA) até que comprove o cumprimento dos trâmites relativos ao processo de deliberação do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (COMDICA).

A medida determinada, que vale para o projeto Jovem de Futuro e outros que possam ser apresentados ao Comdica, é resultado de uma Ação Civil Pública (ACP) movida pelo MPRN. Tem o objetivo de garantir o uso adequado dos recursos destinados à proteção dos direitos das crianças e adolescentes.

Na ótica do MP, os recursos do Jovem do Futuro não devem partir do FIA. Assim, a gestão municipal que desencadeou o programa com enorme procura, terá que se mexer rápido para substituir meios à sua operacionalização. Ou simplesmente suspendê-lo (pouco provável), frustrando centenas de adolescentes, enquanto paralelamente discute a questão no campo jurídico.

O que é o Jovem do Futuro

O programa capacitará mil jovens da rede pública de ensino para o mercado de trabalho, através de aulas, seminários, palestras e cursos do “Mossoró Capacita”. O público-alvo são alunos de 15 a 17 anos inscritos no Cadastro Único e foi lançado dia 10 de maio pelo prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) – veja AQUI.

A formação terá duração de quatro meses e os alunos matriculados receberão uma bolsa de R$ 300,00/mês. As aulas acontecerão aos sábados em vários polos, nas zonas urbana e rural.

A decisão judicial também obriga o Município a se atentar às prioridades legais na utilização dos recursos do FIA: acolhimento de crianças sob forma de guarda (a não institucionalização de crianças); programas de atenção integral à primeira infância em áreas de maior carência socioeconômica e em situações de calamidade, e o Sistema de Atendimento Socioeducativo.

Já o Comdica de Mossoró recebeu a determinação de corrigir o processo de deliberação em torno do projeto Jovem do Futuro e de atualizar o plano de ação e aplicação dos recursos do FIA. Para tanto, precisará observar as normas legais e regimentais que regem o próprio conselho e o FIA locais.

A Prefeitura Municipal de Mossoró não se pronunciou ainda sobre a decisão que foi prolatada pela juíza Anna Isabel de Moura Cruz, da Vara da Infância e Juventude. Tem 15 dias para se manifestar judicialmente. Mas, nessa terça-feira (25) publicou a segunda chamada, convocando os candidatos inscritos no programa para entrega de documentos comprobatórios. Veja AQUI.

Leia tambémPrefeitura divulga seleção de acesso ao programa “Jovem do Futuro”

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segunda-feira - 06/06/2022 - 23:48h
MCJ 2022

Juíza tenta conciliação sobre shows que MP quer cancelamento

Do Blog Saulo Vale

A juíza Anna Isabel de Moura Cruz, da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Mossoró, atendeu pedido da Procuradoria-Geral do Município e marcou uma audiência de conciliação com representantes da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) e do Ministério Público do RN.conciliação, acordo, entendimento, união

O encontro será na próxima quarta-feira (8) por videoconferência, às 8h30.

Na pauta, o pedido de promotor Olegário Gurgel para cancelamento dos shows de Wesley Safadão e Xand Avião no Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2022, programados, respectivamente, para os dias 9 e 16 deste mês.

Se houver acordo entre PMM e MP, então tudo estará resolvido. Se não houver, a juíza decidirá.

Entenda

O promotor Olegário Gurgel, da 4ª Promotoria de Justiça de Mossoró, quer o cancelamento da apresentação das duas maiores atrações nacionais programadas para o MCJ 2022 – Wesley e Xand.

O representante do MP pede que o recurso empregado nessa contratação seja direcionado para a educação especial da rede municipal de ensino.

Ele listou, na ação civil pública, várias deficiências nessa área.

A juiza deu, na sexta-feira passada (3), 72 horas para a Prefeitura se manifestar.

Se manifestou.

Disse, em 819 páginas, dentre petição inicial e documentações anexadas, que quer manter as apresentações e que o pedido do promotor não se sustenta.

Negou ainda que tenha se recusado a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para contratação de profissionais para a Educação especial, acusação que foi feita pelo promotor na ação que impetrou contra o Município.

E falou que há um planejamento de concurso público nessa área para 2023.

Pontuou que tem a contratação de 365 estagiários para atuarem na educação especial e outros 50 convocados “de modo a cumprir a efetiva recomendação ministerial”.

Destacou ainda o impacto econômico e social do Mossoró Cidade Junina.

Corriola distribui em escala material com informação falsa (Reprodução)

Corriola distribui material com notícia falsa (Reprodução)

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Agora à noite, numa pulverização em larga escala nas redes sociais, principalmente grupos de WhatsApp, foi divulgado que os shows de Wesley Safadão e outros artistas, para a quinta-feira (9), já estariam “cancelados”.

Não é verdade.

Infelizmente, é outro caso, mais um entre tantos, de fake news (notícia mentirosa, produzida de forma intencional).

Não tem sido fácil para essa corriola suportar que o quanto pior, melhor, não esteja prosperando.

Essa dor parece que realmente não sara.

Leia também: Promotor quer cancelamento de shows;

Leia também: Prefeitura aponta equívocos do MP; entidades apoiam eventos.

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quinta-feira - 02/06/2022 - 23:54h
Cancelamento de shows

Juíza intima prefeitura a se manifestar sobre ação do MP

internet e justiça, sentença, juiz e web,Do Blog Saulo Vale

A juíza Anna Isabel de Moura Cruz, da Vara da Infância e Juventude de Mossoró, determinou o prazo de 72 horas para que a Procuradoria-Geral do Município se manifeste sobre a ação do Ministério Público do RN (MPRN), que pede o cancelamento dos shows de Wesley Safadão e Xand Avião no Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2022.

A Prefeitura terá esse prazo tão logo seja intimada.

O MP, através do promotor Olegário Gurgel, quer o cancelamento dessas apresentações.

Argumenta que o recurso empregado nesses shows deva ser direcionado à educação especial.

A juiza deve decidir nos próximos dias se acata ou não o pedido do promotor.

Leia também: Promotor quer cancelamento de shows do MCJ 2022;

Leia também: Prefeitura aponta equívocos do MP; entidades apoiam.

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