quinta-feira - 14/11/2019 - 10:38h
Vigário Antônio Joaquim

Finalmente, hoje, praça será devolvida ao povo de Mossoró

Finalmente nesta quinta-feira (14), no fim da tarde (17h30), após mais de um ano e sete meses desde a primeira ordem de serviço assinada dia 10 de abril do ano passado, a Praça Vigário Antônio Joaquim será devolvida ao uso público em Mossoró. Esse logradouro é um símbolo da cidade e fica em seu centro urbano, em frente à Catedral de Santa Luzia.

Esta página documentou em série de fotos e vídeo o abandono da praça símbolo da cidade (Foto: BCS)

As obras de restauração tiveram duas ordens de serviços, com dois valores distintos, duas previsões formais de entrega, mas só hoje estará aberta, após denúncia documentada em fotos e vídeo pelo Blog Carlos Santos “Prefeita das Praças” abandona símbolo de Mossoró -, postada no último dia 21 de outubro.

Em face da reportagem especial que desnudava o quadro de abandona do empreendimento, a municipalidade se pronunciou e um dias depois montou operação emergencial com empresa responsável e equipe da própria prefeitura, para tentar entregá-la: Após denúncia, prefeitura monta força-tarefa para concluir obra. A garantia (mais uma) foi de que dia 14 de novembro deste ano tudo estaria pronto.

Dinheiro, prazos, empresas e serviços

A primeira ordem de serviço no valor de R$ 95.491,66 e prazo de entrega para 120 dias, com responsabilidade da Lima Engenharia e Construções, apontava sua entrega para agosto de 2018, ano passado.

A segunda ordem de serviço é de setembro de 2018, favorecendo à Vita Comércio e Serviços Ltda., no valor de R$ 425.132,44. Em seis meses tudo seria entregue, garantia a propaganda municipal. Ou seja, março de 2019. Agora, 14 de novembro de 2019, volta ao povo.

Nota do Blog – “Nosso Blog” sente-se particularmente feliz por outra vez contribuir à coletividade, sendo ouvidor e agente fiscalizador do serviço público. Infelizmente, quem deveria atuar (o próprio povo e órgãos com esse papel constitucional) esquiva-se. Não é por acaso que a mitologia mossoroense produziu o epíteto de que essa cidade é “O país de Mossoró”. Tem leis e costumes próprios, longe do ordenamento jurídico nacional.

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segunda-feira - 21/10/2019 - 06:38h
O que estão fazendo com você?

“Prefeita das Praças” abandona símbolo de Mossoró

Logradouro público no centro da cidade está há quase um ano e 7 meses em obras, mas semidestruído

Conhecida pela prodigalidade em “fazer praças” na cidade ao longo de três mandatos como prefeita, Rosalba Ciarlini (PP) está prestes a entrar no último ano do seu quarto mandato à frente da Prefeitura de Mossoró, marcada por uma simbologia inversamente proporcional. Ela é a prefeita que deprecia e destrói um dos logradores públicos mais simbológicos do município, no coração da urbe: a Praça Vigário Antônio Joaquim.

Monturos se formam na praça, escondidos por tapume e tendo Câmara Municipal ao fundo como cúmplice (Foto: BCS)

Desde o dia 10 de abril de 2018 (isso mesmo, veja AQUI, há um ano, seis meses e 11 dias) que ordem de serviço foi assinada para “obras de restauração, acessibilidade e manutenção”, no valor de R$ 95.491,66 e prazo de entrega para 120 dias, com responsabilidade da Lima Engenharia e Construções. Em agosto de 2018, ano passado, era para ter sido reinaugurada.

Desde então, no curso da campanha eleitoral do ano passado, quando tinha o filho Cadu Ciarlini (PP) como candidato a vice-governador do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), ela e uma entourage fez várias visitas ao local e nunca entregou a obra nem justificou o porque de não abri-la ao uso da população.

Cotidiano do caos

O retrato do local é desolador. Num tour por onde antes circulavam adultos e crianças durante muitas décadas, logo encontramos monturos e estruturas físicas semidestruídas. Foi transformada em residência fixa de incontáveis moradores de rua que se entregam a seus vícios, fazem necessidades físicas e converteram bancos em varais para roupas ou camas, numa vida cotidiana dividida com pombos, lixo, ratos e baratas.

Num banco transformado em varal, cueca, calção e outras peças dos atuais ocupantes do local (Foto: BCS)

A Praça Vigário Antônio Joaquim é uma vergonha à céu aberto, mas escondida dos olhos de transeuntes por tapumes de alumínio. Os responsáveis por esse escárnio seguem preservados de críticas ou qualquer tipo de indignação da população.

O vizinho que deveria “fiscalizar”

Também são poupados de cobrança incisiva da Câmara Municipal. Inclusive, esse poder “fiscalizador” é vizinho – a poucos metros – do local. Na verdade, parceiro e cúmplice desse crime de lesa-Mossoró.

Impossível não perceber tanto acinte, haja vista que das janelas do seu plenário é possível ter uma visão panorâmica desse patrimônio da gestão de Rosalba Ciarlini, numa área de cerca de 1.900 metros quadrados.

Alguns moradores de rua descansam tranquilamente em bancos, sem qualquer tipo de preocupação no local (Foto: BCS)

Estranho também que a mesma Praça tenha passado a ter outra empresa contratada para realizar o mesmo serviço, sem que praticamente nada revele que ali um dia foi promovida qualquer tipo de restauração, acessibilidade e manutenção.

Outra empresa, outro valor, outro prazo

Desde o fim de setembro de 2018 que trabalhadores começaram a cercar a praça (veja AQUI), com a nova obra definida (e outra empresa, a Vita Comércio e Serviços Ltda.) no valor de R$ 425.132,44.

Em seis meses tudo seria entregue, garantia a propaganda municipal. Ou seja, março de 2019.

Outro prazo que foi e continua ignorado e nenhum esclarecimento é prestado ao contribuinte, ou seja, quem paga o desperdício.

Catedral de Santa Luzia e a estátua do sogro da prefeita, Governador Dix-sept Rosado, testemunham desprezo (Foto: BCS)

A mesma praça com duas placas com especificações do empreendimento (a primeira já foi retirada do local), dois prazos, dois valores bem diferentes e uma mesma realidade: abandono, desprezo.

A “casa” da prefeita

A “prefeita das praças” anunciou na pré-campanha de 2018 que tinha 35 obras em andamento e mais 30 estariam em licitação, a maioria para reparos em praças, calçamentos, tapa-buraco.

“A nossa cidade é como a nossa casa, tem que ter manutenção frequente”, palavras dela no dia 10 de abril do ano passado.

Cabe um ditado popular para enquadrá-la à realidade: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Vale ainda lembrar um bordão que ela utilizou em sua campanha municipal vitoriosa em 2016: “Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?”

Foi o mote para transformar o então prefeito Francisco José Júnior (PSD à época) em seu principal cabo eleitoral. Nas redes sociais, principalmente, muitas vozes se levantaram para julgá-lo e sentenciá-lo ao purgatório. Agora, não. Há um silêncio tumular.

Ambiente fétido, semidestruído, praça merece um tour guiado para se ver o que é feito em Mossoró (Foto: BCS)

Dezenas de pequenas obras seguem paradas ou quase parando, outras tantas não passaram de propaganda.

Entretanto o enredo ainda não está completo.

Estátua e Santa Luzia como testemunhas

Esta semana a Câmara Municipal de Mossoró deverá aprovar projeto de lei que autoriza o município a contratar empréstimo “de até” R$ 150 milhões (veja AQUI) para obras de calçamento, asfalto e construção de prédios públicos.

Dinheiro à mão do mesmo governo que não consegue concluir reparos banais numa praça diante de outros dois símbolos mossoroenses: a estátua do seu sogro, o governador Dix-sept Rosado, e a Catedral de Santa Luzia, padroeira dos católicos e dos olhos. Ela deve estar vendo tudo.

Depois de mais de um ano e 6 meses, ferragens, sistema elétrico, alvenaria e outras estruturas provam desperdício (Foto: BCS)

Leia também: Rosalba faz ‘duas’ obras na mesma praça e mantém abandono (24 de junho de 2019);

Leia também: Empréstimo de Rosalba é cartada político-eleitoral decisiva.

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segunda-feira - 24/06/2019 - 10:20h
Dinheiro e descaso

Rosalba faz ‘duas’ obras na mesma praça e mantém abandono

Recursos utilizados para a Vigário Antônio Joaquim, marco zero de Mossoró, passam dos R$ 520,6 mil

Institucionalizada como “marco zero” de Mossoró a partir do Projeto de Lei nº 137/18 de autoria do vereador Professor Francisco Carlos (PP), aprovado em 10 de outubro do ano passado, a Praça Vigário Antônio Joaquim segue encoberta por tapumes de alumínio e em processo de depredação, sem vigilância, mesmo antes de ser reinaugurada. Pelo menos duas ordens de serviço à sua restauração foram assinadas ano passado pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP), em valores que somam R$ 520.625,10.

Tapumes arrancados abrem caminho à ocupação de viciados em drogas, além de expor o que parece não ter fim (Foto: BCS)

Segundo informava o portal da Prefeitura Municipal de Mossoró no dia 10 de abril de 2018, “a Praça Vigário Antônio Joaquim receberá reestruturação e reparos no piso, substituição das lâmpadas por led, recuperação da fonte e da estátua do ex-governador Dix-sept Rosado”.

A notícia amplamente divulgada na mídia local e em páginas jornalísticas virtuais no estado, acrescentava que o empreendimento seria executado pela “empresa Lima Engenharia e Construções, com área construída de cerca de 1.900 metros quadrados, orçada em R$ 95.491,66 e prazo de entrega para 120 dias” (veja AQUI).

Em 10 de abril de 2018, Rosalba assinava primeira ordem de serviço de obra (obras) que se arrasta (Foto: PMM)

O portal da prefeitura divulgou que em 21 de setembro de 2018 (veja AQUI) a prefeita visitara a praça em recuperação, em plena campanha eleitoral estadual. Dia 18 de outubro, novamente (veja AQUI). Não por coincidência, dias antes das eleições em primeiro e segundo turno, em que seu filho Kadu Ciarlini (PP) era candidato a vice-governador de Carlos Eduardo Alves (PDT).

Outra empresa

A Comunicação Social da municipalidade propagou que “o equipamento está sendo todo reestruturado e com a reforma receberá um novo piso, os bancos serão restaurados, a fonte será toda recuperada com a substituição do revestimento, limpeza dos bustos, recuperação do mármore e todos os postes receberão iluminação em led”.

No final de setembro trabalhadores começaram a cercar a praça (veja AQUI), com a nova obra definida (e outra empresa) no valor de R$ 425.132,44. Em seis meses tudo seria entregue, garantia a propaganda municipal. Ou seja, março de 2019.

Placa de "segunda" obra mostra prazo, nova construtora e valor de mais de R$ 425 mil (Foto: BCS)

Impressiona como o próprio noticiário oficial se confunde em valores, tempo de realização de duas obras praticamente semelhantes (conforme suas informações) e também ignora o descumprimento de prazos em dimensão despropositada.

Conforme se apura com base na divulgação do governo municipal, uma obra é sequenciada por outra no mesmo equipamento público, com duas ordens de serviço e mesmo assim não é entregue. Arrasta-se e compromete até a secular Festa de Santa Luzia, visto que a praça fica diante da catedral que leva o nome da padroeira da cidade.

Dix-sept Rosado escondido

Nesta segunda-feira, às 8h34, o Blog Carlos Santos voltou ao local, como já o fizera na sexta-feira (21) à tarde. Fácil observar que em vários locais, tapumes foram arrombados ou derrubados. Ninguém trabalhava na execução da obra (ou obras).

A placa atual com informações dos serviços aponta o valor de R$ 425.132,44, com tarefa sob responsabilidade da Vita Comércio e Serviços Ltda. A placa anterior em que citava o montante de R$ 95.491,66 foi retirada há tempos.

Ao fundo, monumento do sogro da prefeita pode ser visto após depredação de tapumes (Foto: BCS)

Um traço de ironia nesse caso, é que em plena praça está uma estátua do governador Dix-sept Rosado (25/03/1911-12/07/1951), sogro da prefeita.  O monumento tem três metros e 80 centímetros de altura e pesa 1,300 tonelada.

Foi inaugurado em 30 de setembro de 1953. Mas apesar de sua opulência, segue escondida. Um escárnio à sua imagem, e parte de quem não se podia imaginar: a mulher do seu filho Carlos Augusto Rosado.

Leia também: Mossoró tem abandono vergonhoso no centro da cidade;

Leia também: Após alerta do Blog Carlos Santos, prefeitura recuperará praças;

Leia também: Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?

Estátua de Dix-sept durante muito tempo serviu de poleiro para pombos na cidade governada por nora (Foto: Valéria Lima)

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