sexta-feira - 11/10/2024 - 07:28h
Livro

“A fabulosa história de Miguel Faustino do Monte” será lançada

Miguel Faustino do Monte em foto do livro e acervo familiar (Reprodução do BCS)

Miguel Faustino do Monte em foto do livro e acervo familiar (Reprodução do BCS)

“Miguel Faustino, nosso avô – A fabulosa história de Miguel Faustino do Monte”. Esse é o título do livro a ser lançado no dia 10 de novembro, de 16 às 19 horas, no Memorial da Resistência, em Mossoró, por Nietta Lindenberg do Monte – neta do biografado.

A produção literária tem contribuição do cordelista Edmilson Santini, além dos escritores e pesquisadores Eriberto Monteiro e José Edilson Segundo. Ilustrações são de Erivaldo Pereira e o acervo de fotos oriundo da família e arquivos públicos.

Miguel Faustino do Monte foi um empreendedor nascido em Sobral, Ceará, em 11 de agosto de 1858. Migrou da pobreza cearense para o êxito sob trabalho duro em Mossoró, onde aportou em busca de oportunidades. Fez-se empreendedor.

Foi um grande benfeitor da Igreja Católica, contribuindo para a construção da capela do Santíssimo Sagrado Coração de Jesus, Colégio Diocesano Santa Luzia, fomento à criação da Diocese de Mossoró, Escola Ambulatório Padre Dehon e outras iniciativas.

Seus negócios ganharam capilaridade nacional e internacional, tornando-o um homem muito rico, com investimentos na indústria salineira, sociedade bancária, couros, agricultura, usina de energia elétrica e outras áreas. Era um humanista cristão, empresário visionário e ferrenho abolicionista, também com presença na política partidária. Faleceu no Rio de Janeiro em 1952.

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Categoria(s): Cultura
quinta-feira - 22/08/2024 - 16:48h
Mídias e impacto social

Professor da Uern participa de livro do Canal Futura

Esdras (centro), ao lado de Maira Bittencourt e Fabiano Morais (Foto: divulgação/Canal Futura)

Esdras (centro), ao lado de Maira Bittencourt e Fabiano Morais (Foto: divulgação/Canal Futura)

O professor do curso de Jornalismo e atual pró-reitor de Extensão da Uern, Esdras Marchezan, é um dos autores convidados do livro “Mídias educativas e impacto social: as redes do Futura na era da comunicação de causas”, lançado nesta quarta-feira (21). O livro reúne profissionais de todo o Brasil na discussão sobre temas como comunicação pública e liberdade de imprensa, educação como pauta para transformação social, cidadania, participação e direitos em narrativas urgentes, diálogo com plataformas e audiências, inovação e novas fronteiras da tecnologia.

A organização do projeto é de Acácio Jacinto, José Brito e Luiza Goulart, com publicação pela editora Mórula Editorial, em parceria com a Fundação Roberto Marinho. O livro está disponível gratuitamente (//futura.frm.org.br/conteudo/midias-educativas/publicacao/midias-educativas-e-impacto-social)

No capítulo “Produção em rede e a articulação estratégica com o campo universitário”, o professor Esdras Marchezan, da Uern, se junta aos professores Acácio Jacinto (EBC), Maíra Bittencourt (UFS/EBC) e Thiago Molina (Unitau), para falar sobre as experiências da Uern na produção de conteúdo audiovisual em parceria com outras instituições e como isso é importante para a formação dos novos profissionais.

“Este é um trabalho que tem tido muitos resultados, no desenvolvimento de projetos em rede, liderados pelo professor Fabiano Morais, da UernTV, com estudantes do Departamento de Comunicação Social da universidade. Além disso, discutir essas possibilidades em um livro com esse enfoque é importante na perspectiva de servir de referência ou apoio para iniciativas de outras universidades. Estou muito feliz de estar nesta bonita construção”, comentou.

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Categoria(s): Cultura / Educação / Gerais
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domingo - 28/07/2024 - 09:52h

O historiador comparatista

Por Marcelo Alves

Livro em coleção especial da Universidade de Brasília (Foto: Reprodução do BCS)

Livro em coleção especial da Universidade de Brasília (Foto: Reprodução do BCS)

Grande nome da história do direito e da política em nosso país, o potiguar Amaro Cavalcanti (1849-1922) é autor, dentre muitos outros títulos, de “Regime Federativo e a República Brasileira” (1900), um clássico das nossas letras jurídicas, escrito na virada do século XIX para o XX. Nele, constatando a ignorância da maior parte do nosso público sobre o sistema político-administrativo federativo e a necessidade de se “firmar, enquanto é tempo, a boa regra e doutrina contra certas ideias preconcebidas e a continuação de práticas abusivas” na nossa jovem República, o autor promete o seu “sincero empenho de concorrer para a satisfação da necessidade apontada”.

E, de fato, ele bem estabelece uma “teoria do regime federativo, tão completa quanto possível nos limites traçados”, servindo-se, para isso, “da melhor lição dos autores, que no estudo da matéria são reputados os mais proficientes e abalizados”.

De logo, entusiasta que sou do direito comparado, sobretudo quando misturado com o conceptualismo jurídico (que visa a sistematizar e esclarecer os conceitos e termos do direito), chamo a atenção para a busca do autor em estabelecer conceitos precisos acerca das expressões/termos Estado unitário, confederação e federação, o que não era de todo comum em sua época.

Amaro Cavalcanti afirma ser o Estado unitário ou simples quando a “organização política de um povo em determinado território é a de um governo geral, único, com autoridade exclusiva sobre o todo”. Já a situação de um Estado simples “ligar-se a um outro ou a vários outros, e, então, sem perder cada um sua personalidade jurídica, estipularem cláusulas, de cuja aceitação mútua resulte uma nova entidade governamental com direitos próprios independentes, não só, vis-à-vis dos governos dos Estados unidos, como também, em relação a quaisquer outros Estados estranhos”, é o que se entende por vínculo federativo, como gênero a englobar as espécies confederação e federação.

Como explica Amaro, “apesar da consonância dos vocábulos e da similitude dos caracteres e dos atos” que se oferecem à primeira vista, o fato é que “confederação e federação, no atual momento significam coisas sabidamente distintas, ou mesmo regimes políticos diferentes, assim considerados no direito público dos povos modernos”.

Segundo ele, “coube à rica terminologia da língua alemã e às condições históricas da vida política desse povo ocasião memorável para o emprego de vocábulos, que fixassem a significação especial do que se devia entender por confederação e federação; designando-se a primeira pela expressão ‘Staatenbund’, e a segunda por ‘Bundesstaat’”.

Reprodução de edição original (BCS)

Reprodução de edição original (BCS)

Amaro tem a confederação de Estados como meio mais precário, muitas vezes temporário, de segurança e defesa comum dos membros confederados, com uma mínima renúncia de poder em prol da confederação pactuada. E afirma: “Quando, porém, os Estados soberanos, que se ligam, querem dar-se uma coesão e homogeneidade, renunciando em favor do poder federal a maior ou melhor parte das suas prerrogativas, a união, ora instituída, é uma federação ou Estado-federal.

Este pressupõe, não, um simples pacto, mas uma constituição federal, com um governo, dotado de todos os poderes, legislativo, executivo e judiciário, cuja ação estende-se, em maior ou menor escala, sobre os próprios negócios e interesses de cada um dos Estados federados”, tanto no que diz respeito aos negócios internos, como às relações externas do país.

É também interessantíssimo o passeio que Amaro Cavalcanti faz pela história, nos mostrando onde estão as origens assim como a evolução do que hoje chamamos de federação.

Ele trata do federalismo na Antiguidade e nos ensina: “organizações políticas, possuindo os caracteres, às vezes, de uma simples aliança ou liga temporária, e outras vezes, as condições de uma verdadeira confederação de Cidades ou Estados, são fatos, pode-se dizer, comuns ou frequentes nas histórias dos diversos povos antigos. Não querendo remontar além do berço da nossa civilização – Grécia, só esta oferece numerosas provas do nosso acerto; e, nomeadamente, a Amphyctionia, composta dos doze povos principais da raça grega, podia talvez ser mesmo invocada, como uma das origens históricas das uniões federativas dos Estados modernos”.

Leia também sobre Amaro Cavalcanti: O jurista federal.

Amaro também descreve fenômenos aglutinativos mais recentes, em forma de confederação ou federação, a exemplo das idas e vindas da história alemã e da Confederação Suíça. Até chegar na Federação Brasileira. Mas não sem antes passar pelo clássico exemplo dos Estados Unidos da América, para quem ele, a meu ver, tendo ali vivido e estudado, dedica o seu mais sincero entusiasmo. É sobre esse retrato entusiasmado da Federação estadunidense que conversaremos na semana que vem.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
quinta-feira - 11/07/2024 - 20:44h
Estudo e dedicação

A história de jovens humildes que chegaram a multinacionais

Professor Aluísio mostra importância do investimento em educação (Foto: IFRN)

Professor Aluísio mostra importância do investimento em educação (Foto: IFRN)

“Talentos Extraordinários: A História de Jovens Humildes que Chegaram a Multinacionais”. Esse o título é subtítulo de livro que conta a trajetória de adolescentes vitoriosos – que passaram pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).

A publicação é do professor do IFRN Pau dos Ferros e coordenador do Núcleo de Análise de Dados e Inteligência Computacional (NADIC), Aluísio Igor Rêgo Fontes.

A obra  está disponível gratuitamente no repositório institucional do IFRN, o Memoria, podendo ser acessado clicando aqui. Também há acesso no Google Livros, além de exemplares impressos distribuídos aos entrevistados e estudantes.

Através de entrevistas, o autor capturou relatos que enfatizam os princípios fundamentais que levaram esses jovens a alcançar alta performance em suas carreiras. A contratação no concorrido mercado de trabalho, em gigantes multinacionais, reforça a importância da formação e da dedicação de cada um dos fiscalizados pelo autor.

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O livro foi concluído em apenas três meses e, para isso, o professor precisou dividir o tempo com outras atividades, como aulas e projetos tecnológicos. “Dedicava mais de uma hora diariamente à escrita, começando às quatro da manhã, focado intensamente em cada capítulo”, explicou Aluísio.

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domingo - 23/06/2024 - 16:12h

Os livros franceses

Alliance Française em Paris (Foto: reprodução)

Alliance Française em Paris (Foto: reprodução)

Por Marcelo Alves

Todo livro tem uma história por detrás da sua concepção e parto. Acredito que as histórias de “Essais français: droit et philosophie en édition bilingue français/portugais” (“Ensaios franceses: direito e filosofia em edição bilíngue francês/português”) e “Littératures françaises: récits sur les livres et les écrivains en édition bilingue français/portugais” (“Literaturas francesas: crônicas sobre livros e escritores em edição bilíngue francês/português”), livros siameses, que agora jubilosamente entrego aos leitores, merecem ser contadas.

Alguns acontecimentos foram decisivos para as suas existências.

Espiritualmente, “Essais français” e “Littératures françaises” são o fruto tardio da minha estada, em 2006, na capital da França. Então, com “Paris é uma festa” na cabeça, eu para lá parti. No Brasil, havia deixado coisas inacabadas, que perturbavam a minha paz. A ideia era passar alguns meses longe delas. Tomei quarto num pequeno hotel na Rue Madame, em Saint-Germain-des-Prés. E matriculei-me na Alliance Française de Paris, nas abas do bairro de Montparnasse, pertinho de onde eu estava morando. Foi uma das mais acertadas decisões que já tomei.

A Aliança de Paris, mais do que uma escola, é um espaço cultural fantástico. Aqueles meses sabáticos e alegres foram uma catarse. Se aprendesse uma palavra, estava ótimo. Escrevi quase nada, é vero. Mas bebi muito. Café, vinho e outras coisas mais, embora não quisesse fazer parte de geração perdida alguma. Coisas inusitadas aconteceram. E há uma frase mais que famosa de Hemingway: “Se, na juventude, você teve a sorte de viver na cidade de Paris, ela o acompanhará sempre até ao fim da sua vida, vá você para onde for, porque Paris é uma festa móvel”.

Essais français” e “Littératures françaises” são ainda efeitos colaterais – positivos, bien sûr – da pandemia do Covid-19. Uma limonada que busquei fazer de um trágico limão. Naqueles meses de isolamento, estive refazendo o curso da Aliança Francesa, vinculado à sua sede de Natal/RN (cujo presidente do conselho de administração, Eduardo Gurgel Cunha, assina o prefácio de “Essais français”).

Comecei a escrever em francês para a Aliança, como era demandado no final do curso, e em português, sobre a mesma temática, para as minhas colaborações na Tribuna do Norte e no Diário de Pernambuco (vocês identificarão algumas nos livros). Constatando a existência de um bom material bilíngue, decidi traduzir todas as minhas crônicas, sobre as “coisas” da França, do português para o francês. Deu uma trabalheira dos diabos. Mas, aparentemente, deu certo. Assim me disseram. Eu acreditei. E decidi fazer a coisa avançar e crescer em forma de livros.

É por esse momento que surge o meu contato com a Aliança Francesa do Recife, por intermédio de amigos Procuradores da República, também amantes da língua de Molière, com quem trabalho na capital de Pernambuco. Fui muitíssimo bem atendido, tanto por Maria de Lourdes de Azevedo Barbosa (presidente do conselho de administração e autora do prefácio de “Littératures françaises) e Stéphane Garin (diretor executivo). Associei-me à Aliança do Recife. Eles me colocaram em contato com Heloísa Arcoverde de Morais, que “assina” a revisão da tradução. Com esse apoio, o material estava, digamos, quase “pronto”.

Os conteúdos de “Essais français” e “Littératures françaises” representam minha curiosidade transdisciplinar sobre o direito, a política, a filosofia, a arte e a literatura da França e da francofonia. Coisa de francófilo atrevido. E as traduções? Maior atrevimento ainda.

Mas sobre o conteúdo e, especialmente, sobre a forma/tradução dos livros, eu tratarei na semana que vem.

Deixem-me agora convidar todos vocês para os lançamentos: em Natal/RN, no dia 24 de junho de 2024, às 18 horas, na Aliança Francesa, sita na Rua Potengi, nº 459, bairro de Petrópolis; em Recife, no dia 25 de julho de 2024, às 19 horas, na respectiva Aliança Francesa, sita na Rua Amaro Bezerra, nº 466, bairro do Derby.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 02/06/2024 - 04:30h

Hannah

Por Carlos Santos

Capas de livros (Reprodução do BCS)

Capas de livros (Reprodução do BCS)

Li “A condição humana” da jornalista, escritora e filósofa germânica-judia, Hanna Arendt, nos anos 90. Eu ainda estava na redação do “Gazeta do Oeste” como seu diretor de Redação.

Queria ir além da reportagem, do reportar, o que já era muito relevante para mim. Quis compreender a política sob a complexa ótica cientificista, a partir da convivência social na antiguidade, através de milênios.

Sobre Hannah, duas paixões instantâneas: o prenome, que abracei como se minha filha fosse; o intelecto, como se meu pudesse ser.

No curso de Direito, cerca de dez anos depois, a luz fora da caverna com professores diversos, como o juiz e professor-doutor Renato Magalhães. Inspirador.

Com “Eichmann em Jerusalém – Um relato sobre a banalidade do mal” veio meu enlace definitivo com a filósofa política, que descrevia o julgamento, em Israel, de um criminoso nazista caçado por cerca de 15 anos. Seus relatos e compreensão sobre a barbárie, muito além do maniqueísmo e do holocausto, a fez vítima de seu próprio povo.

Não aceitavam seu entendimento sobre Adolf Eichmann, funcionário público de segundo escalão, do Estado nazista, com o olhar da psicologia, da psicologia social, antropologia, política e da filosofia. O mal tinha e tem várias faces. E não era e não é apenas nazista.

A partir daí, dei de cara com “A casa da rua Garibaldi”, livro sugerido pelo amigo Manoel Dantas. Nele são descritas todas as providências tomadas por Israel para traçar o paradeiro, tentar localizar e finalmente capturar Eichmann.

Isser Harel, ex-Chefe do Serviço Secreto Israelense, o Mossad, autor do livro, parece roteirista de um filme épico. Em suas linhas, sem perceber, ele confirma a leitura que Hannah Arendt fez de Eichmann no tribunal, alguns anos antes. Reitera a teoria da “banalidade do mal.”

Como segues atual, Hannah.

Do seu fã, Carlos Santos.

Carlos Santos é criador e editor do Blog Carlos  Santos, no ar há mais de 17 anos.

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Categoria(s): Crônica
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quarta-feira - 10/04/2024 - 09:30h
Livro

“Memorial político dos Veras e Saldanhas” será lançado dia 18

Divulgação

Divulgação

Os primos Francisco Galbi Saldanha e Fabiano André da Silva Veras vão lançar o livro “Memorial político dos Veras e Saldanhas.”

Será na quinta-feira da próxima semana, dia 18, às 10 horas, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do RN, Cidade Alta, em Natal.

A obra faz um inventário sobre nomes e sobrenomes desses ramos familiares que se cruzam no sertão nordestino, em especial no RN e Paraíba, mostrando caminhos e destaques na atividade pública. É uma pesquisa com componente genealógico, que mergulha em fontes históricas, orais e documentais sobre os primórdios de Veras e Saldanhas e sua marcha nos escaninhos da política.

Nota do BCS – Convite recebido, senhores.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 07/03/2024 - 21:56h
Livro

Lançamento literário tem roda de conversa sobre cangaço

Livro da escritora Fabiana Agra, em Natal, 8 de março de 2024Encontro marcado na Biblioteca Estadual Câmara Cascudo, Rua Potengi, 535, Petrópolis, Natal, nessa sexta-feira (8), às 18h.

Anote aí.

A escritora e pesquisadora paraibana Fabiana Agra lança “As andanças de Antônio Silvino pelos sertões do Seridó e Curimataú.”

O evento terá também roda de conversa entre a autora e os escritores Honório de Medeiros e Kydelmir Dantas.

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Categoria(s): Cultura
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domingo - 25/02/2024 - 06:48h

O universo fantástico de Ayala Gurgel

Por Marcos Ferreira

Livro de Ayala Gurgel (Reprodução)

Livro de Ayala Gurgel (Reprodução)

Não sou estudioso da produção livresca potiguar. De modo algum. Nem mesmo do âmbito mossoroense. Ignoro, destarte, que tenhamos entre nós um literato mais sombrio e fiel às surpresas do estilo sobrenatural, com os recursos criativos, as características e peculiaridades de Ayala Gurgel. Sim. Trata-se de um ficcionista engenhoso, fecundo, versátil, autor, principalmente, de títulos nas modalidades conto, novela e romance.

Conquistou posições de destaque em relevantes prêmios literários, além de integrar antologias organizadas e lançadas ao longe de nossa província.

Embora pouco conhecido nos meios intelectuais do RN e de Mossoró, Ayala já escreveu e publicou quase uma dezena de livros através de edições particulares. Unindo criatividade e elementos verídicos, o seu estro adota como pano de fundo a temática e vastidão da caatinga. Transita, invariavelmente, pelo gênero sobre-humano, sempre arraigado na ficção teológica. Nessa esfera, que conhece a fundo, apresenta as suas garras de escritor ácido. É aí que estabelece e desenvolve uma escrita iconoclástica, pródiga em sistemáticas críticas à instituição da Igreja Católica.

Nascido em 1971 no município norte-rio-grandense de Alexandria, Ayala Gurgel reúne vasta formação acadêmica. Tem passagem por importantes universidades brasileiras, informações estas que não gosta de divulgar. Entre outras habilitações, é doutor em Políticas Públicas e Filosofia. Desde 2014 é professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

Possui experiência no campo da Filosofia, sobretudo em Ética, Bioética, Tanatologia e Saúde Mental. Atualmente desenvolve pesquisas na área de filosofia da linguagem ordinária e teoria da argumentação. 

Em Brumas & Brenhas, cujo prefácio leva a minha assinatura, mas que poderia lhes expor a avaliação de alguém mais familiarizado com o simbolismo do místico, ouso dizer que o autor de O Segredo da Ordem do Santo Sacrifício se revela em sua melhor forma enquanto criador de mundos e personagens. Inventivo, de pulso firme e se utilizando das tintas de um demiurgo como Stephen King, de quem é confesso admirador, Ayala nos mostra que também sabe contar uma boa história e infundir algum medo em pessoas menos habituadas a leituras dessa natureza.

Não pretendo esmiuçar, traduzir nem oferecer a bem elaborada narrativa de Brumas & Brenhas toda mastigadinha para o respeitável leitor. Não. Isso está fora de minha competência. Ao menos é o que eu presumo. Recomendo ao público, portanto, mergulhar na trama e ver de perto o saboroso e extraordinário conto acerca de indivíduos tão incríveis quanto verossímeis. Em especial a jornada que dois padres jesuítas empreendem pelas brenhas do alto oeste potiguar no ano de 1751.

Gurgel: instigante (Foto: divulgação)

Gurgel: instigante e ácido (Foto: divulgação)

A HISTÓRIA É CONTADA em primeira pessoa por um narrador onisciente e ignoto. Na segunda parte do causo, com uma prosa clara e instigante, é relatado o aparecimento do seguinte fenômeno climático:

“A situação estava feia e não dava sinais de melhora, anjos e santos pareciam não se apiedarem, mas naquele exato dia 06 de abril de 1751, ainda de madrugada, antes do sol raiar, uma névoa úmida começou a subir da areia fina do riacho onde se encontravam as últimas cacimbas com alguma serventia. Não houve relâmpago ou trovão durante a noite toda, nenhum sinal de que cairia uma gota d’água, nada que indicasse mudança do tempo, apenas a bruma que começou a subir da terra, atingindo, em pouco tempo, a copa das árvores ciliares”.

A trama é construída a partir de um documento fictício que supostamente aponta para a origem da cidade natal do romancista, um lugarejo de nome Barriguda. Aí encontramos tipos cativantes, a exemplo do protagonista e contador de histórias Zé Preto, escravo que conseguiu sua alforria por meios que ninguém sabe ao certo.

À volta de Zé Preto, que relata aos jesuítas o mistério da súbita bruma, gravita uma série de catingueiros interessantes como Dona Antônia, Seu Zé de Brejeiro, Dona Amélia, Preá, Baraúna, Filomena, Zefa, Cocota, Mundico, Zefinha e Madalena.

Posso afirmar que, entre todos os trabalhos artísticos de Ayala, Brumas & Brenhas é o meu preferido. Digo mais: estamos perante um homem de letras que realmente sabe escrever, talento este que não é regra em nosso habitat. Então, sem querer me alongar nem chover no molhado, fico por aqui e convido vocês a se embrenharem no universo fantástico de Ayala Gurgel. Afianço que vale a pena.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
quinta-feira - 14/12/2023 - 18:04h
Déjà vu

TCM fará lançamento de 3º volume de livros de Milton Marques

TCM transmite ao vivo Lançamento do Volume 3 do livro Déjà Vu - trilogia de livros de Dr. Milton - dezembro de 2023 - tagO lançamento do terceiro volume da trilogia de livros de Milton Marques de Medeiros (in memoriam) ocorrerá neste sábado (16). Será a partir das 19h15, durante um momento cultural, organizado pela sua família e transmitido ao vivo pelas plataformas do Grupo TCM (TV Cabo Mossoró), em sua sede.

Será o box de volume 3 do livro Déjà Vu – A Trilogia, publicado pela Editora Sarau das Letras. As obras foram planejadas por Dr. Milton em 2015 e são um compilado de crônicas publicadas semanalmente por ele no jornal Gazeta do Oeste, no período de 2001 a 2015, sobre temas como Mossoró, a Uern, suas biografias, família, comunicação, política e figuras religiosas.

A cerimônia de lançamento também contará com o show do poeta, compositor e contador de histórias Jessier Quirino. Toda a programação poderá ser prestigiada pelos telespectadores, assinantes e internautas da TCM, por meio de transmissão ao vivo pelos Canais 10 e 14.1, aplicativos TCM Play e TCM 10 Play, site www.tcmplay.tv.br e o canal da TCM no YouTube (TCM 10 HD).

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quinta-feira - 23/11/2023 - 10:58h
Oeste do RN

Emancipação política festiva tem lançamento de importante livro

Livro será lançado durante comemorações (Reprodução do BCS)

Livro será lançado durante comemorações (Reprodução do BCS)

A cidade de Almino Afonso (RN), localizada no Oeste Potiguar, se prepara para as comemorações alusivas aos 70 anos de sua emancipação política. A programação de atividades culturais está elaborada pela Prefeitura Municipal, através da prefeita Jéssica Lourine de Assis Amorim, em parceria com a Câmara de Vereadores, pelo seu presidente Antônio Regicélio Alves de Oliveira.

O evento central será realizado no Ginásio Poliesportivo Zilmar Leite Dantas Filho, nessa sexta-feira (24), a partir das 9h, conduzido pelos poderes municipais.

Livro

Durante a programação comemorativa à data magna, o escritor e historiador Misherlany Gouthier, natural município, lançará o livro “História Concisa de Almino Afonso.” É um resgate histórico acerca da origem de Almino Afonso, do povoamento, e contribuição de seus filhos para o desenvolvimento político, cultural e econômico do lugar.

O título é prefaciado por Almino Monteiro Álvares Affonso, advogado, ex-vice-Governador de São Paulo, e neto do patrono da cidade.

Gouthier é autor de mais de 30 títulos sobre temas ligados ao Oeste Potiguar, em especial sua terra natal. Membro da Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), Gouthier também será homenageado com a Medalha Clemente Nunes dos Reis, em reconhecimento à sua contribuição às letras e pelo conjunto de sua obra valorizando e divulgando a cultura e literatura regionais.

Nota do BCS – Mais um bom trabalho de Misherlany, dando vida documental à história de sua terra-berço. Com certeza, um material minucioso e que servirá de base para o conhecimento, a pesquisa, além da valorização do sentimento nativista.

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Categoria(s): Administração Pública / Cultura
domingo - 12/11/2023 - 05:38h

Tirania e servidão

Por Honório de Medeirostemplários, cavaleios templários

Finalmente expulsos da Terra Santa pelos Sarracenos em 1302 D.C., os Templários passaram a ter sua imensa riqueza cobiçada no Ocidente por soberanos e nobres, e seu prestígio e privilégios, assegurados até então pelos papas, invejados pelo clero.

Dentre eles, entretanto, nenhum chegou ao extremo de Filipe, o Belo, neto de São Luís, 9º Rei de França.

Com o tesouro esgotado pelas lutas contra os barões feudais, na tentativa de fortalecer seu reino e impor sua vontade, Filipe, para muitos o precursor do Estado-Nação, percebeu que muito próximo de si havia riqueza suficiente para saciar sua ambição e desenvolver seus projetos hegemônicos.

O primeiro grande obstáculo a vencer era a Igreja, no seio da qual fora criada a Ordem do Templo, sob as bênçãos de Honório II. Conta Charles G. Addison, historiador inglês, em seu acurado A História dos Cavaleiros Templários e do Templo, que “quando da morte do papa Bento IX (em 1304), ele conseguiu, por meio das intrigas do Cardeal Dupré, elevar o arcebispo de Bordéus, uma criatura sua, ao trono pontifical. O novo papa transferiu a Santa Sé de Roma para a França; convocou todos os cardeais a Lyon e ali foi consagrado (1305 D.C.), com o nome de Clemente V, na presença do Rei Filipe e seus nobres”.

O primeiro passo fora dado. A seguir, o papa convocou os cavaleiros templários a Bordéus. Em 1307, o Grão Mestre do Templo e sessenta cavaleiros desembarcaram na França e depositaram o tesouro da Ordem no Templo de Paris. Jamais sairiam de lá.

Entrementes, o Rei francês fazia circular diversos boatos sinistros e notícias odiosas a respeito dos Templários por toda a Europa, acusando-os de terem perdido a Terra Santa por não serem bons cristãos.

Depois, com base no depoimento de um cidadão condenado que viria a receber, posteriormente, o perdão real, mandou capturar, no reino, secretamente, todos os membros da Ordem, ao mesmo tempo em que determinava uma devassa nos bens dos Templários.

Finalmente, Filipe endereçou correspondência aos reis europeus exortando-os a acompanhar seu exemplo.

E, então, os acusou dos mais esdrúxulos e inverossímeis crimes, tais como satanismo, sodomia, depravação herética e outros mais. Esses mesmos Cavaleiros Templários que durante centenas de anos derramaram seu sangue nas areias escaldantes da Palestina a serviço da Igreja, com as bênçãos e reverências dos reis da cristandade.

O resto pertence à história. Torturados, espoliados, dizimados, os templários desapareceram de cena enquanto Filipe de França, e Eduardo, da Inglaterra, bem como o Papa Clemente, passaram a mão em sua riqueza. Saliente-se que o Rei de Portugal, à época, não somente se recusou a fazer o mesmo, como deu guarida aos templários fugitivos que para lá se dirigiram.

Em tempos mais recentes, nos famosos expurgos realizados na União Soviética, a criação de crimes imaginários por parte da máquina do Estado a serviço de Stalin conduziu milhares de russos ao pelotão de fuzilamento ou aos campos de concentração.

Quem desejar ler acerca do “modus faciendi” da máquina de acusação recomendo O Zero e o Infinito, do hoje esquecido ex-comunista Arthur Koestler, uma crítica contundente ao despotismo estalinista.

Esses fatos demonstram algo: em primeiro lugar, no que diz respeito à luta pelo Poder e sua manutenção, nada é novo, tudo é contemporâneo da existência do Homo Sapiens na face da terra; em segundo, não podemos permitir a concentração de Poder nas mãos de quem quer que seja; e, em terceiro, seja qual seja o credo ou ideologia, se favorecemos a concentração de Poder nas mãos de um, ou de alguns, muitos irão sofrer as consequências no futuro.

Tais afirmações dizem respeito a qualquer agrupamento no qual o Homem viva em Sociedade.

Tanto pode ser em família quanto, por exemplo, em uma Sociedade como a dos Estados Unidos da América, onde os métodos utilizados pelos seus serviços secretos, hoje em dia, aos poucos vão estrangulando as liberdades civis sob o falso argumento de proteção da segurança do País e seus habitantes.

Na verdade, o grande profeta dos últimos tempos acerca do exercício do Poder e suas consequências foi George Orwell, com seu A Revolução dos Bichos; quanto à falta de legitimidade dos que o exercem, é de se render homenagens a Étienne de La Boétie e seu fabuloso Discurso Acerca da Servidão Voluntária, um dos raros momentos em que o Homem se aproxima dos semideuses.

Quão imensa é a vocação do Homem para a tirania e a servidão…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

*Crônica extraída do livro De uma longa e áspera caminhada, pela Editora Viseu.

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terça-feira - 07/11/2023 - 09:30h
Memórias do rádio

Souza Luz e “O prato do dia” na mesa política do mossoroense

Reportagem lembra o Dia do Radialista resgatando um nome da radiofonia política de Mossoró

Por Tárcio Araújo (95 FM Mossoró, especial para o BCS)

Souza Luz nasceu em Areia Branca e faleceu aos 65 anos (Foto: Relembrando Mossoró)

Souza Luz nasceu em Areia Branca e faleceu aos 65 anos (Foto: Relembrando Mossoró)

Neste dia 07 de Novembro, quando se comemora no Brasil o Dia do Radialista, o Blog Carlos Santos (BCS) registra a data mergulhando num passado distante da radiofonia mossoroense. Num quadrante de tempo do século passado, a gente resgata a figura de José Maria de Souza Luz (1927-1992, 65 anos), radialista que dava voz ao programa “O Prato do Dia”, que entre as décadas de 50 e 60 teve seu ápice na Rádio Tapuyo (hoje, RPC).

Parte desse conteúdo é extraído do livro a ser lançado no início do próximo ano – “Memórias do rádio mossoroense” (Tárcio Araújo). O trabalho reúne pesquisa de 05 anos, num mergulho em fontes primárias e labirintos diversos, passando por livros, revistas, áudios, jornais antigos, bem como inúmeras entrevistas com familiares e ex-radialistas de Mossoró.

O Prato do Dia foi o programa político mais efervescente do rádio mossoroense durante a década de sessenta. Veiculado ao meio-dia pela Tapuyo, era apresentado pelo polêmico radialista areia-branquense “Souza Luz,” seu nome artístico e adotado no cotidiano da sociedade. Teve início em meados de 1956.

O seu nome sugestivo foi idealizado pelo notável jornalista e escritor Jaime Hipólito. Era dele que vinha o editorial diário lido e interpretado pela voz inconfundível de Souza Luz. Eram crônicas e artigos com duração média de 05 minutos, tendo como alvo preferencial os políticos adversários dos irmãos Rosado (Vingt e Dix huit), figuras mais proeminentes desse clã, desde a morte do governador Dix-sept Rosado em 1951 – irmão de ambos.

Jaime esquentava o texto para Souza Luz tocar fogo (Foto: Relembrando Mossoró)

Jaime esquentava o texto para Souza Luz tocar fogo (Foto: Relembrando Mossoró)

Dupla com Jaime Hipólito

Aluízio Alves, que veio a ser governador do RN, tinha cadeira cativa no programa, sendo objeto das críticas, eventuais denúncias e questionamentos. O programa foi um caso de amor e ódio em razão de sua linha editorial ácida e impetuosa. De um lado, milhares de ouvintes seguidores dos Rosados; do outro, adversários.

Naquela época o Rio Grande do Norte vivenciava o tempo da política a ‘ferro e fogo’, e não havia limites para as hostilidades. A crônica mordaz de Jaime Hipólito se potencializava na voz ressoante de Souza Luz com sua dramatização impecável, robustecida de ênfases, pausas estratégicas e transpirações que passavam uma ‘imagem’ do que era focalizado. Numa analogia coloquial, Jaime acendia o fogaréu e Souza Luz espalhava as brasas.

“(…) O locutor Souza Luz, que não tinha o timbre aveludado de Jorge Ivan Cascudo Rodrigues, nem como este escandia sílabas, lendo a crônica denominada ‘Boa noite para você’, nem o timbre cristalino da voz de Genildo Miranda, estrela da emissora concorrente, fazia com sua voz roufenha leituras verdadeiramente memoráveis, abusando da ironia, pontuando palavras, valorizando pausas e acentuando imagens dramáticas,” lembra o escritor Tarcísio Gurgel, um ouvinte diário à época.

Texto e voz que se casavam na Rádio Tapuyo, nesse ‘prato’ diário servido à mesa do mossoroense, era mesmo recheado de ironias, imitações jocosas de políticos e comparações com criaturas do reino animal. A receita era um grande sucesso.

“O ex-senador Teodorico Bezerra, por exemplo, era reportado no programa como Rato Branco”, conta o radialista J.B de Andrade que trabalhou como operador de áudio da rádio Tapuyo neste período.

O ápice de O Prato do Dia foi nos anos de superlativo sucesso político nas urnas, na comunicação e no apelo de massas de Aluízio Alves, no governo estadual. O ‘cigano feiticeiro’ ameaçava o domínio dos irmãos Rosados em Mossoró e expandia no município uma crescente força que precisava ser combatida à moda daquele período: de forma radical, claro.

“(…) É fato que durante a campanha de 60 e depois da campanha, Aluízio dividia as famílias.  A gente via casos de rompimento entre pai e filho por conta do acirramento político daquela época, e o Prato do Dia retratava bem isso aqui em Mossoró. Quem era partidário de Aluízio odiava o programa. Mas quem era contra o governador se deleitava com as crônicas narradas por Souza Luz,” rememora Laíre Rosado, genro do deputado estadual Vingt Rosado.

O ‘resgate’ de Souza Luz 

Durante a campanha eleitoral para o governo do Estado em 1960, o radialista Souza Luz recebera constantes ameaças de surras dos eleitores de Aluízio Alves revoltados com as críticas que ele desferia ao político.  Quando estava próximo ao encerramento da contagem dos votos, o resultado apontava vitória do candidato ‘bacurau’ contra Djalma Marinho. Nessa ocasião, Souza Luz transmitia a apuração do primeiro andar do prédio da União dos Artistas Mossoroenses, na praça Antônio Vigário Joaquim.

Do lado de fora, uma multidão se aglomerava em frente ao edifício ameaçando linchar o radialista. Era uma espécie de vingança coletiva pela campanha difamatória impetrada pela rádio Tapuyo durante todo o processo eleitoral, tendo Souza Luz como figura mais representativa. Para sua sorte, alguns soldados do Exército, que garantiam a segurança do pleito, foram acionados pela direção da emissora, conseguindo resgatá-lo. Souza Luz desceu rindo, escoltado, e sob xingamentos impublicáveis.

O fim

Em 1978, o então governador Tarcísio Maia escolhera o primo Lavoiser Maia para o substituir no poder, num tempo em que a ascensão à governadoria era indireta, sob nomeação do regime militar. Os nomeados eram denominados de “governadores biônicos.”

Dix-huit, candidato ao Senado em 1958, tem Souza Luz ao microfone (Foto: Cedida)

Dix-huit, candidato ao Senado em 1958, tem Souza Luz ao microfone (Foto: Cedida)

Essa decisão gerou enorme insatisfação para Dix Huit Rosado que também pleiteava o posto. No rosadismo, a sua escolha era vista como “natural” e certa, tamanho seu currículo. Ex-deputado estadual Constituinte, ex-senador, ex-prefeito de Mossoró, Dix-Huit encomenda uma crônica inflamada contra Tarcísio Maia e encaminha o conteúdo para que Souza Luz a apresentasse no programa.

Mossoró inteira sabia que a voz e a interpretação de Luz ampliavam o poder da mensagem. E Dix-Huit Rosado tinha convicção de que o conteúdo da crônica só alcançaria o efeito desejado se fosse transmitido na voz do locutor-âncora da Tapuyo.

Para não desagradar nenhuma das partes, Souza Luz se recusou a narrar a crônica, mesmo a mando do patrão. Pediu para o colega François Paiva executar a missão, e foi embora pra casa passo a passo.

Ao tomar conhecimento que não era Souza Luz quem estava na apresentação, Dix-Huit, ordena a suspensão imediata do programa e o convoca à conversa olho no olho.

No entanto, apesar dos apelos, o radialista manteve a posição e por consequência desse fato deixou o trabalho na Tapuyo. Encerrava assim uma carreira de 23 anos dedicados à emissora.

“Dias depois Tarcísio Maia o procurou para agradecer a solidariedade. Noguchi Rosado (sobrinho de Dix-huit e Vingt Rosado) também foi lá em casa pedir pra ele voltar ao trabalho, mas ele já estava decidido. Meu pai não queria se indispor com nenhum dos lados. Tinha uma boa amizade e consideração pelos dois, tanto Tarcísio quanto Dix Huit, que se sentia traído naquele momento. Foi uma decisão muito coerente da parte dele,” relata o  filho do comunicador Souza Luz, José Maria de Souza Luz Filho, o “Zezinho.”

Depois disso, o radialista decidiu não atuar por outra emissora da cidade, apesar dos convites. Sua vida e trajetória estavam intimamente ligadas a rádio Tapuyo desde a fundação da emissora em 1955.

Nos anos 60, o radialista e o prazer, também, da Lambreta (Foto: cedida)

Nos anos 60, o radialista e o prazer, também, da Lambreta (Foto: cedida)

Três paixões

“Meu pai tinha três grandes paixões: a família, a política e a rádio Tapuyo,” aponta Zezinho.

Depois de deixar a rádio Tapuyo de forma prematura, aos 48 anos, Souza Luz deu sequência à atividade profissional de servidor público na coletoria do Estado. Permaneceu ligado politicamente à família Rosado até sua morte no ano de 1992.

Souza Luz foi um dos grandes nomes do rádio local, atuando no jornalismo político daqueles tempos, ao seu modo e de acordo com o método de comunicação exigido para a época.

Quer saber mais sobre histórias como essa, aguarde em 13 de Fevereiro de 2024 (quando se comemora o Dia Mundial do Rádio), o lançamento do nosso livro ‘Memórias do Rádio Mossoroense.

Leia também: “O prato do dia” na resenha política.

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domingo - 29/10/2023 - 09:30h

De um amigo que encontrou a fé

Por Honório de Medeiros

Ilustração da Biblioteca do Pregador

Ilustração da Biblioteca do Pregador

Certo amigo meu, até recentemente ateu, me contou acerca de sua conversão.

Disse-me ele que na meia-idade do conhecimento, na qual chegou por caminhos tortuosos, após perambulações de toda a ordem no universo da vida e dos livros, deu-se conta que era o momento de fazer um balanço em regra de sua vida passada e fazer um planejamento, mesmo que capenga, para o resto dos seus dias.

Um assunto, em especial, clamava por atenção: sua relação com a Fé.

Após esse primeiro ponto firmado, pôs-se a examinar o tema por um viés, digamos assim, oblíquo: entendeu que o importante era pensar acerca do mundo tal qual o estava encontrando, naquele momento. Colocou as mãos à obra.

Em sua procura, olhando para os lados, para trás e em frente, por todos os ângulos, de todas as formas, somente encontrou o horror, a escuridão mais negra, uma história de sangue e dor, excetuando-se um ou outro ponto de luz a sobreviver sabe-se lá como, nem por quê.

Explicou-me essa constatação fazendo um paralelo: “imagine”, disse ele, “o milagre da sobrevivência da Igreja no auge da Alta Idade Média, após a queda de Roma, quando iniciou o período que os historiadores antigos chamavam de ‘Idade das Trevas’”.

“O mundo se transformara, então, em um caos. A Igreja, entretanto, sobreviveu graças aos monges irlandeses, que no silêncio e na solidão de seus monastérios, copistas que eram, crentes integrais, legaram ao futuro a doutrina de Cristo”.

“É como se hoje em dia vivêssemos um período semelhante. Horror e escuridão, novamente, ou sempre, e o mal lutando com unhas-e-dentes para dominar, para ser hegemônico. Guerras, genocídios, estupros, roubos, torturas, infanticídios… A lista é infindável”.

“Se há o mal”, disse-me ele, para concluir, “então há o Bem. Se há o Bem, então há Deus”.

E, assim, por intermédio dessa estranha conclusão, de forma alguma absurda, ele chegou à Fé. E que Deus o tenha em seu regaço.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

*Crônica extraída do livro De uma longa e áspera caminhada, pela Editora Viseu.

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domingo - 22/10/2023 - 10:48h

O caso da madame

Por Marcelo Alves

Ilustração de Fernando Vicente/Doméstika)

Ilustração de Fernando Vicente/Doméstika)

Madame Bovary” (1857), de Gustave Flaubert (1821-1880), é uma obra-prima. Está entre os melhores romances já escritos. Para alguns, é mesmo o melhor. E eu ainda me lembro das sensações que tive quando o li, lá pelo final da minha adolescência, começo da vida adulta. Foram de um realismo de fazer corar os mais pudicos.

Parcialmente inspirado em um caso real, o enredo conta as aventuras e desventuras de Emma Bovary, nascida Roualt, uma jovem francesa que se casa com o médico provinciano, extremamente trabalhador, Charles Bovary. Apesar da paixão do marido por ela, Emma sente muito pouco por ele.

À própria falta de amor, ela compensa imaginando os amores que lê em livros/estórias românticas. Ela lê Walter Scott (1771-1832) e outros menos votados. Quando um dia Emma frequenta um baile promovido pela nobreza de então, ela ali se mistura, entre nobres e ricos, e imagina que nasceu para viver aqueles sonhos. E esses ideais românticos acabam por destruir seu casamento e sua vida (já paro por aqui, para não fazer mais spoiler).

Madame Bovary” não teve uma vida fácil. Não falo aqui da personagem, mas, sim, da obra/romance de Flaubert. Ela tratava abertamente de adultério, de suicídio, era anticlerical, era feminista. Como era praxe à época, ela foi antecipadamente publicada em folhetins, já em 1856, na Revue de Paris, de Maxime Du Camp (1822-1894). Fez escândalo. “Obscena, imoral”, gritaram. Tentaram proibi-la. Era o reacionarismo, o puritanismo, o machismo e um monte de outros “ismos” que vemos ainda hoje, infelizmente, pipocar em algumas cabecinhas coroadas.

Em fevereiro de 1857, a revista, o seu editor e Gustave Flaubert, este até então desconhecido do grande público, foram processados e julgados na França, por um tal “ultraje à moral pública e religiosa e aos bons costumes”. Apesar da insistência da procuradoria, embora criticados pelo “realismo vulgar e frequentemente chocante” da personagem principal, eles foram absolvidos. Aliás, anos depois, como informam Nicholas J. Karolides, Margaret Bald e Dawn B. Sova, em “120 Banned Books: Censorship Histories of World Literature” (Checkmark Books, 2011), o editor inglês de Flaubert também veio a ser processado no Reino Unido.

De nada adiantou essa zoada toda. Talvez tenha até surtido um efeito contrário ao pretendido. Publicado integralmente em 1857, alguns meses após o processo francês, o romance fez um sucesso retumbante. A madame ganhou o mundo.

Como obra literária, “Madame Bovary” inaugura o realismo. E talvez isso já bastasse para garantir seu lugar na história. Mas a sua qualidade artística é também inconteste. Como anota Jean-Claude Berton, no pequenino mas interessantíssimo “50 romans clés de la littérature française” (Hatier, 1993), ao polir cada frase, Flaubert desejou – e conseguiu – “fazer da linguagem a matéria do romance”.

Quanto ao conteúdo, é uma obra libertária. Fez um bem enorme ao feminismo. Trouxe para debate o divórcio, que, antes previsto no Código de Napoleão (1804), a Restauração na França havia abolido. Uma nova consciência do drama, em especial para as mulheres, de uniões viciadas, levou em 1884, após lutas parlamentares e de opinião, à reintrodução do instituto no país, independentemente do consentimento mútuo dos cônjuges, embora limitado a causas específicas. Gradualmente, foi-se impondo, em outros aspectos, a proteção da autonomia da mulher e do seu patrimônio. Botem isso também na conta, em boa parte, da Madame Bovary.

Por fim, a estória de Emma é interessantíssima sob o ponto de vista filosófico, notadamente quanto ao denominado livre arbítrio. Ela nos mostra que, quando se busca a felicidade, podemos pegar o caminho que nos leva à tragédia.

Bom, repito: de nada adiantou censurar o caso de Emma. A história ensina que é proibido proibir uma obra-prima. O escândalo fez-se sucesso. E o legado da madame é enorme.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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terça-feira - 17/10/2023 - 12:22h
Direito

Juiz federal Walter Nunes lança novo livro

Livro está na Amazon (Foto: reprodução)

Livro está na Amazon (Foto: reprodução)

O juiz federal Walter Nunes da Silva Júnior lança mais um livro. “Os princípios da presunção de inocência e do devido processo legal no Direito Processual Criminal” é o nome da obra.

Ela é originada da apresentação da tese para professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Está disponível no formato e-book na Amazon.

Editada pela OWL, a obra tem o prefácio do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e professor Rogério Schietti:

– “É auspicioso ver uma obra analisar, com fluidez vernacular, a evolução (e involução) das ideias penais, com os avanços da Escola Clássica”, escreveu.

No prefácio, ele observa que o autor Walter Nunes faz uma “análise metódica e aprofundada sobre a evolução do conceito e da aplicação da presunção de inocência e do devido processo legal – sobre princípios, como lembra o autor, do sistema processual criminal – na dinâmica da persecução estatal, inclusive em suas fases de investigação e de execução”.

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domingo - 17/09/2023 - 13:50h

A mesa dos 20

Edmund Wilson (1895-1972)

Edmund Wilson (1895-1972)

Não li “O castelo de Axel” (“Axel’s Castle: A Study in the Imaginative Literature of 1870–1930”, de 1931), de Edmund Wilson (1895-1972). Mas li “Rumo à Estação Finlândia” (“To the Finland Station: A Study in the Writing and Acting of History”, 1940). E li e reli, deliciado, “Os anos 20” (“The Twenties: From Notebooks and Diaries of the Period”), obra póstuma de Wilson, organizada por Leon Edel, de 1975.

Trata-se, “Os anos 20”, de um livro de anotações, fragmentado, que me lembra “A vida de Napoleão por ele mesmo” (Siciliano, 1995), de André Malraux (1901-1976), levadas em conta as enormes diferenças entre personagens e autores. Falo apenas da formatação das obras. Na verdade, como registra o organizador no prefácio, “Edmund Wilson estava trabalhando em Os anos 20 quando faleceu em 1972.

Já havia feito o grosso do trabalho, reunido trechos extraídos de velhos cadernos da época e inserido algumas passagens de reminiscências, dando ao livro um teor autobiográfico, como o Prelude de 1967 e o Upstate de 1971. Estes volumes, também elaborados a partir de velhos cadernos e diários, cobriam as primeiras e mais recentes experiências. Seu objetivo agora era completar as décadas intermediárias”.

Na edição que possuo de “Os anos 20” (Companhia das Letras, 1987), eu fiz “anotações” sobre aquilo que mais me interessava. Algumas sobre temas respeitáveis. Uma já distante Guerra Civil Americana. O direito estadunidense. São quase todas de novembro de 1995. Era novo. Costumava levar os militares e as coisas do direito a sério. Bem melhores são as observações que fiz sobre histórias e estórias contadas por Wilson acerca da vida intelectual e boêmia de então, da vida fácil e difícil de homens e mulheres, dos amores tidos e, sobretudo, dos perdidos.

De toda sorte, a soma dessas histórias e estórias, conforme ressalta o organizador do  livro, “constituem, talvez, o mais extenso documento autêntico da época, as observações de um dos protagonistas deste período da história dos Estados Unidos. Edmund nos mostra muita coisa do lado negativo, da crueza de uma América cada vez mais industrializada e desperdiçando seus tesouros, do lado alucinado de Hollywood, das lutas intestinas do mundo literário nova-iorquino, dos mexericos e anedotas sobre seus companheiros; vemos Scott Fitzgerald, Edna Millay e John Peale Bishop; temos vinhetas de Mencken e Dorothy Parker; ouvimos as vozes de E. E. Cummings e Dos Passos, e encontramos Eugene O’Neill e os primórdios da boêmia artística do cabo Cod. Não há registro deste mundo menos retocado nem mais rico em detalhes precisos. Parte deste material foi usado por Edmund em vários livros, pois estes eram os seus cadernos de trabalho”. É um livro que recomendo deveras.

Aliás, durante muito tempo, “Os anos 20” foram a imagem quase sensorial de uma Nova York boêmia que eu gostaria de ter conhecido. Um tempo meio louco, é verdade, sendo a grande cidade testemunha de muitas das peripécias, sexuais até, do autor e da sua turma. E sonhava, nostálgico, com o que não tinha vivido.

E não sei por que cargas d’água – devo ter fixado a representação no meu espírito –, quanto aos anos 1920 em Nova York, um local específico me parecia ser o epicentro físico de tudo, o Algonquin Hotel, sito no miolo de Manhattan (59 West 44th Street), que é referido mais de uma vez no livro. Edmund Wilson afirma ter sido levado lá pelo “pessoal da Vanity Fair”, a revista. E ali, embora falando mal de quase todos, frequentou “A mesa”. “Algonquin Round Table”, de escritores, artistas, jornalistas e assemelhados, esse círculo virtuoso e vicioso, tornou-se legendária. Para muitos. E especialmente para mim.

Bom, numa das minhas primeiras vezes em Nova York até tentei me hospedar no Algonquin. Sentar à mesa, talvez. Achei-o à época um pouco decadente (hoje está renovado e custando horrores). Ou talvez, na relação custo-benefício, não valesse o que estavam cobrando. Afinal, o passado legendário, seja de que década for, não volta jamais. Nem pagando muito caro.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

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segunda-feira - 28/08/2023 - 08:46h
Entendi

Nunca, jamais, não existem em política

sim e não, positivo e negativo, aprovado, reprovado, certo, erradoConversei no início da semana passada com o empresário e ex-vereador Genivan Vale sobre hipótese de ele presidir o Partido Liberal (PL) em Mossoró.

Foi incisivo:

Nem pensar. Vou cuidar de minha bodega (alusão aos negócios no ramo de saúde) – disse, emendando com uma sonora gargalhada.

Entendi!

No sábado (26), nossa página dava notícia inversa em primeira mão: Genivan Vale é definido para presidir o PL de Mossoró.

Nunca, jamais, não existem em política.

O não sempre deixa a porta aberta pro sim e vice-versa.

É como nos fala o personagem Riobaldo em ‘Grande Sertão: Veredas’, único romance de João Guimarães Rosa:

É, e não é. O senhor ache e não ache. Tudo é e não é…

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quinta-feira - 18/05/2023 - 07:44h
Mossoró

Livro homenageia padre Sátiro Cavalcanti Dantas nesta quinta-feira

O livro “Fragmentos de uma vida – entrevista e outras considerações”, de Tallison Ferreira da Silva, tem lançamento nesta quinta-feira (18).

Sátiro tem um legado difícil de ser medido e merece toda homenagem possível (Foto: Célio Duarte)

Sátiro Dantas, um mestre que merece todas as homenagens ainda em vida (Foto: Célio Duarte)

Evento está marcado para às 8h30, no Centro de Evangelização Madre Maria Cecília, Avenida Erondina Cavalcanti Dantas, 49, bairro Dom Jaime Câmara, em Mossoró.

O livro é um resgate sobre a vida e obra do professor-padre Sátiro Cavalcanti Dantas, 93 anos de uma existência extremamente produtiva.

Hoje também é aniversário de 35 anos da FM 105, empresa controlada pela Fundação Socioeducativa do RN (FUNSERN), entidade criada por padre Sátiro.

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segunda-feira - 15/05/2023 - 04:30h
Dia 18

Livro e aniversário da FM 105 vão destacar padre Sátiro Cavalcanti

Lançamento de livro 18-05 sobre padre Sátiro e aniversário da FM 95Na próxima quinta-feira (18), às 8h30, será lançado o livro “Fragmentos de uma vida – entrevista e outras considerações”, de Tallison Ferreira da Silva. A publicação é um documento sobre a vida do professor-padre Sátiro Cavalcanti Dantas.

O evento ocorrerá no Centro de Evangelização Madre Maria Cecília, Avenida Erondina Cavalcanti Dantas, 49, bairro Dom Jaime Câmara, em Mossoró.

A iniciativa também marca os 35 anos da FM 105, que faz parte da Fundação Socioeducativa do RN (FUNSERN), entidade criada por padre Sátiro.

Nota do Canal BCS – Compromisso fechado, meu caro Sátiro. Esbarro por aí.

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domingo - 16/04/2023 - 11:44h

Aos que são vítimas de plágio

Por Honório de Medeirosplagio

Recentemente passei pelo que a doutrina jurídica brasileira denomina de “plágio indireto”.

Ocorre plágio indireto quando o redator do texto, com o uso de paráfrases, ideias sistematizadas ou mesmo de palavras-chave, apropria-se  e transcreve conteúdo de outro autor, sem a devida citação.

Cometer plágio indireto é crime contra a propriedade intelectual, conforme o  artigo nº 184, do Código Penal brasileiro.

Ao todo, o tempo de reclusão por plágio pode variar entre 3 meses até 1 ano. Ou seja, é o mesmo tempo em reclusão que diversos outros tipos de crime penalizam seus praticantes.

Evidentemente, esse crime também suscita efeitos de natureza civil, tal qual indenização por danos causados.

No plágio do qual fui vítima, o redator praticamente parafraseou um livro de minha autoria, sem qualquer citação ao meu trabalho, exceto quanto a um parágrafo, interpretado de forma absolutamente equivocada.

Pior, veiculou informações como sendo suas, quando na verdade foram extraídas do meu livro. Tais informações, antes de serem por mim publicadas, eram completamente desconhecidas.

Caso não haja retratação, pretendo acionar a Justiça.

Recomendo a todos quanto passam pela mesma situação, a mesma atitude.

Defender a propriedade intelectual é uma das formas de assegurar o respeito pelo seu trabalho realizado. No caso do meu livro, passei cerca de dez anos dedicado a ele, entre pesquisa – inclusive de campo -, estudo, leitura de outros autores, escrita, revisão, edição e publicação.

Sem contar o custo para a publicação da obra.

Nunca é pouco defender algo assim.

A defesa da lei, e de sua correta aplicação, é um dos baluartes da Democracia.

Não por outra razão Heráclito de Éfeso disse:

É necessário que os que falam com inteligência se fortifiquem com a coisa comum a tudo, assim com a lei a cidade e a cidade com mais força: pois as leis humanas se alimentam todas de uma lei una, a divina: pois (essa) domina tanto quanto quer e dá princípio a todas e as excede (Fragmento 114).

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

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terça-feira - 28/03/2023 - 21:24h
Convite

O médico e prefeito Álvaro Dias, também escritor, lança novo livro

O convite é do prefeito de Natal, médico Álvaro Dias (Republicanos), que também é escritor:

Convite do prefeito e escritor (Reprodução)

Convite do prefeito e escritor (Reprodução)

Para quem gosta de História e de Literatura, deixo aqui o convite para o lançamento do meu segundo livro, resultado de uma pesquisa profunda e detalhada sobre a Guerra dos Tamoios. Vou colocá-lo no mundo nesta quinta-feira (30), a partir das 18h, no Solar Bela Vista.

Encontro marcado.

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