sexta-feira - 26/12/2025 - 08:28h
Filho meu

“Carta aos Brasileiros” de Bolsonaro fala de “continuidade” na política

Carta manuscrita reforça escolha pelo filho (Reprodução do BCS)

Carta manuscrita reforça escolha pelo filho (Reprodução do BCS)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) escreveu à mão uma “CARTA AOS BRASILEIROS”, que foi praticamente um presente de Natal ao seu filho mais velho — o “zero um”, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Nos cinco parágrafos, ele confirmou e defendeu a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro para a Presidência da República em 2026.

Na carta, Bolsonaro diz que Flávio representa a continuidade de seu projeto político, uma vez que está impedido de concorrer após condenações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O documento foi lido pelo senador em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, pouco antes de Bolsonaro passar por sua cirurgia de correção de hérnia, nessa quinta-feira (25).

Falando nisso… A esposa de Jair, Michelle, confirmou que a cirurgia foi um sucesso, tendo sido finalizada sem intercorrências. Foram cerca de 4h de operação.

Com informações do The News.

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terça-feira - 02/12/2025 - 07:20h
A Grande Família

Filhos de Bolsonaro e PL querem ‘enquadrar’ Michelle

Do Canal Meio e outras fontes

Flávio e Michelle, mesmo grupo e conflitos que não param (Fotos: Fotos Lula Marques/Agência Brasil e Paul Hennessy/Anadolu via AFP)

Flávio e Michelle, mesmo grupo e conflitos que não param (Fotos: Fotos Lula Marques/Agência Brasil e Paul Hennessy/Anadolu via AFP)

O ex-presidente Jair Bolsonaro mal se acostumou com a cela onde vai cumprir parte da pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e já assiste a uma guerra familiar pela disputa de seu papel de liderança na direita brasileira. A tensão no núcleo mais íntimo dos Bolsonaro explodiu nesta segunda-feira após uma declaração de Michelle Bolsonaro em um comício em Fortaleza. A ex-primeira-dama criticou publicamente a aliança firmada pelo PL do Ceará com Ciro Gomes, afirmando que o acordo foi “precipitado” e insinuou deslealdade da legenda ao marido. A intervenção inesperada irritou os filhos do ex-presidente.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu primeiro e afirmou que Michelle “atropelou” Bolsonaro ao desautorizar um movimento que, segundo ele, havia sido previamente avalizado pelo ex-presidente. Carlos Bolsonaro endossou o irmão e afirmou que é preciso “respeitar a liderança” do pai. Jair Renan também compartilhou as críticas. Mais tarde, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA, classificou a fala da madrasta como “injusta e desrespeitosa”. (g1)

Os ataques contra Michelle pelos irmãos Bolsonaro aconteceram no X, a plataforma usada por eles para criticar, defender, elogiar ou enviar recados a aliados ou inimigos. Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro fizeram posts atacando a madrasta. O caçula, Jair Renan, tratou de reproduzir as críticas. Veja aqui alguns dos posts que agitaram a família Bolsonaro nesta segunda. (Folha)

A atuação de Michelle tem incomodado não só a família. Lideranças do Centrão têm manifestado incômodo com a atuação dela na articulação de palanques estaduais para 2026. Com Bolsonaro impedido de atuar politicamente, dirigentes de partidos de direita avaliam que Michelle tenta assumir protagonismo nas negociações eleitorais. Ela comanda hoje o PL Mulher, estrutura que ampliou sua influência interna na sigla. Mesmo aliados do bolsonarismo admitem, nos bastidores, desconforto com a intervenção da ex-primeira-dama. Líderes do centro e da direita afirmam não querer que integrantes da família Bolsonaro ditem alianças locais, consideradas cruciais para a formação de palanques competitivos em 2026. (g1)

O conflito entre os filhos do ex-presidente e a madrasta é antigo, dos tempos em que a família estava no poder. Mas desta vez o estopim da crise familiar ocorreu na terça-feira passada, quando Michelle Bolsonaro fez uma piada durante reunião do PL que desagradou aos filhos do ex-presidente. Diante de dirigentes da sigla, a ex-primeira-dama contou que havia preparado milho cozido para o marido e revelou o apelido íntimo com que o chama: “meu galo”. Na sequência, fez uma brincadeira afirmando que Bolsonaro precisava mostrar que continuava “imbrochável”, referência às medalhas dos “3 is” distribuídas por ele a aliados. A fala foi interpretada por integrantes da família como exposição indevida do ex-presidente. (Globo)

Merval Pereira: “A família Bolsonaro vem se esmerando em destruir-se publicamente, com intrigas e acusações em tom elevado que transformam a privacidade em ação política, para o bem e para o mal”. (Globo)

Eliane Cantanhêde: “Michelle não tem autonomia nem mais a força do marido, preso e inelegível, para sair por aí desautorizando as articulações estaduais do PL”. (Estadão)

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quarta-feira - 13/08/2025 - 11:40h
Política

Rota 22 traz Michelle Bolsonaro para Natal nesse sábado

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Blog do FM

A próxima parada do Projeto Rota 22 será nesse sábado (16), em Natal, com o Seminário da Região Metropolitana, a partir das 8h, no Olimpo Recepções, em Candelária. O evento contará com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, como convidada especial, assim como o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto que será um dos palestrantes do evento.

O Rota 22 segue mobilizando lideranças e a população do Rio Grande do Norte em torno de debates sobre o futuro do estado e do país, série organizada pelo Partido Liberal (PL) do RN.

“A participação da ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, e do presidente do PL no país, Valdemar Costa Neto, reforça a importância do seminário para o fortalecimento da representação feminina e das pautas defendidas pela base conservadora no estado”, avalia Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e secretário-geral do PL Nacional.

O seminário terá como foco os principais desafios enfrentados pelos municípios da Região Metropolitana de Natal, com discussões voltadas para temas como segurança, saúde, educação, infraestrutura, geração de emprego e políticas sociais. Como nas outras edições do projeto, a escuta da população e dos representantes locais é parte essencial da construção coletiva de propostas para o futuro do Rio Grande do Norte.

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segunda-feira - 12/02/2024 - 07:44h
Política

Lula e Bolsonaro empatariam de novo, diz pesquisa

Do Poder 360

Lula, se for nome à reeleição, não terá Bolsonaro como adversário, por esse estar inelegível (Fotomontagem e fotos Poder 360/Sérgio Lima)

Lula, se for nome à reeleição, não terá Bolsonaro como adversário, por esse estar inelegível (Fotomontagem e fotos Poder 360/Sérgio Lima)

Levantamento divulgado pelo Paraná Pesquisas nesta 6ª feira (9.fev.2024) mostra que, se a eleição presidencial de 2º turno fosse hoje, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) estariam empatados tecnicamente. O petista teria 43,9% dos votos contra 41,9% do ex-presidente. Outros 10,5% dizem preferir votar em branco ou anular seu voto. Já 3,8% não souberam responder.

A pesquisa indica que o país persiste na lógica de polarização entre os mesmos candidatos que disputaram a eleição de 2022. Bolsonaro, porém, foi declarado inelegível pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e não poderia disputar o pleito de 2026.

Ao todo, a pesquisa ouviu 2.026 eleitores dos 26 Estados e Distrito Federal, de 164 municípios, de 24 a 28 de janeiro deste ano. O grau de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Eis a íntegra (PDF – 664 kB).

A pesquisa também mostra qual seria o resultado da eleição se o atual presidente da República disputasse com a ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, e com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ambos avançariam para uma disputa direta contra Lula em cenários de 1º turno testados pela pesquisa.

Eis os resultados:

LULA X MICHELLE 

Lula (PT) – 45,4%;
Michelle Bolsonaro (PL) – 38,7%;
Nenhum/branco/nulo – 11,5%;
Não sabe/não opinou – 4,3%.

LULA X TARCÍSIO 

Lula (PT) – 45,8%;
Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 34,6%;
Nenhum/branco/nulo – 15,2%;
Não sabe/não opinou – 4,4%.

APROVAÇÃO DE GOVERNO

O levantamento também indica uma diferença mínima entre os eleitores que aprovam e desaprovam a administração do petista:

Aprovam – 48%;
Desaprovam – 47,8%;
Não sabe/não opinou – 4,1%.

CERTEZA DE VOTO E REJEIÇÃO

O levantamento também perguntou aos entrevistados sobre suas certezas de voto para a Presidência. Eis o resultados:

Com certeza votaria para presidente:

Lula – 26,6%;
Bolsonaro – 26,4%;
Tarcísio de Freitas – 3,5%;
Michele Bolsonaro – 2,7%.

Poderia votar para presidente:

Lula – 46,9%;
Bolsonaro – 47,8%;
Tarcísio de Freitas – 36,6%;
Michele Bolsonaro – 47,6%.

Não votaria de jeito nenhum para presidente: 

Lula – 46,9%; Bolsonaro – 47,8%;
Michele Bolsonaro – 47,6%;
Tarcísio de Freitas – 36,6%.

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terça-feira - 04/04/2023 - 09:36h
Ciro Nogueira

“Injustiçado”, Bolsonaro poderá fazer o sucessor em 2026

Expoente do Centrão, o ex-ministro da Casa Civil e senador Ciro Nogueira (PP-PI) dá entrevista nesta terça-feira (4) ao jornal O Globo, desenhando quadro político da direita-oposição, em relação ao Governo Lula (PT) e à própria condução sucessória.

Nogueira acha que inelegibilidade pode dar mais força a Bolsonaro (Foto: Cristiano Mariz/O Globo)

Nogueira acha que inelegibilidade pode dar mais força a Bolsonaro (Foto: Cristiano Mariz/O Globo)

Em sua ótica, os governadores paulista e mineiro, respectivamente Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Romeu Zema (Novo), são os nomes de melhor envergadura a uma disputa presidencial. Quanto à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele a encaixa como forte e emblemática para vice. Também avisa que se Bolsonaro for “injustiçado” com inelegibilidade, pode fazer o sucessor presidencial.

“Vou ser muito franco: é mais fácil um Bolsonaro (PL) injustiçado eleger um presidente do que ele próprio ganhar em 2026. Ninguém vai admitir que um presidente, por conta de injustiça, seja tornado inelegível. Vai facilitar muito o trabalho da oposição se acontecer essa injustiça, mas espero que não aconteça”, comenta Nogueira, sob a hipótese de cassação dos direitos políticos do ex-presidente.

Quem é a principal alternativa na direita?

Em política, tem fila. Os principais nomes são os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo) e Romeu Zema (Minas Gerais), mas temos a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e Ratinho Junior, governador do Paraná. Podem surgir outras alternativas até lá. Bolsonaro vai ser decisivo na escolha.

E a Michelle Bolsonaro?

Pode ser, quem tem título de eleitor pode ser candidato. Mas acho que a primeira-dama pode ser uma grande candidata a vice. Ela deve ser a única pessoa no país que se elege senadora nos 27 estados da federação.

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quarta-feira - 08/03/2023 - 11:38h
Presentes milionários

Além de joias para Michelle, Bolsonaro também ficou com as suas

Do Canal Meio e outras fontes

O segundo estojo de joias presenteado pela Arábia Saudita, que chegou ao Brasil com a comitiva do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, está no acervo privado de Jair Bolsonaro (PL). A informação foi dada ao Estadão pelo tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ajudante de ordens do ex-presidente.

Ex-presidente, segundo relato de ex-auxiliar, ficou com joias (Fotomontagem Em tempo)

Ex-presidente, segundo relato de ex-auxiliar, ficou com joias (Fotomontagem Em tempo)

O advogado de Bolsonaro, Frederick Wassef, afirmou em nota que “agindo dentro da lei, (o ex-presidente) declarou oficialmente, os bens de caráter personalíssimo recebidos em viagens, não existindo qualquer irregularidade em suas condutas”.

Segundo documentos oficiais, as peças masculinas da Chopard foram recebidas pessoalmente por Bolsonaro em 29 de novembro de 2022. Antes de serem entregues ao então presidente, um relógio com pulseira de couro, um par de abotoaduras, uma caneta, um anel e um rosário árabe ficaram por mais de um ano nos cofres do Ministério de Minas e Energia. E, no mesmo dia em que deixaram o ministério, uma nova determinação foi dada para que o pacote fosse encaminhado imediatamente para a residência oficial de Bolsonaro.

Não se sabe por que as joias ficaram guardadas por tanto tempo já que se tratava de um presente do regime saudita ao governo do Brasil. Pela legislação, além de declarar formalmente que se tratava de um presente institucional, as peças deveriam ter sido encaminhadas ao acervo público da Presidência da República.

Os documentos e a declaração da defesa contrariam a fala inicial do ex-presidente que, no fim de semana, disse que não pediu nem recebeu qualquer tipo de presente em joias do governo da Arábia Saudita. Agora, os fatos estão o desmentindo. (Estadão)

Polícia Federal

A Polícia Federal deve ouvir Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e o ex-ministro de Minas e Energia sobre as tentativas de liberação das joias avaliadas em mais de R$ 16 milhões e destinadas à ex-primeira-dama, mas que foram retidas pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos em 2021. (g1)

Em carta enviada ao príncipe da Arábia Saudita, Abudulaziz bin Salman Al Saud, Bento Albuquerque omitiu a apreensão de parte das joias. Na correspondência, com data de 22 de novembro de 2021, ele afirma que os presentes recebidos foram incorporados ao acervo brasileiro “de acordo com a legislação nacional e o código de conduta da administração pública”. Os fatos novamente vão noutra direção. (Globo)

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domingo - 05/03/2023 - 11:34h

As joias apreendidas de Michelle Bolsonaro

Por Ney Lopes

Bolsonaro e o príncipe Mohammed bin Salman em Osaka, no Japão (Foto: Web)

Bolsonaro e o príncipe Mohammed bin Salman em Osaka, no Japão (Foto: Web)

O princípio ético do editor desse blog se resume na expressão: “informação com opinião”.

Procura-se a verdade dos fatos e o que diz a lei.

O exemplo é que, no atual momento de radicalização política no país, são comuns as reclamações (algumas violentas) de bolsonaristas e lulistas. inconformados com certas análises publicadas.

A tarefa do jornalismo independente gera essas incompreensões e mal-entendidos.

Porém, é um ônus necessário à cidadania.

O tema polêmico de hoje são as joias apreendidas de Michelle Bolsonaro.

A mídia estampa em manchetes terem sido apreendidas pela RF joias da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, no valor de R$ 16.5 milhões e que o então presidente Bolsonaro tentou várias vezes reavê-las.

A impressão que dá à primeira vista é que foi uma tentativa recente de contrabando, evitada pela Receita Federal.

Independente de acusar ou defender o ex-presidente é preciso dizer, que não foi isto que aconteceu, “salvo elementos novos conhecidos, após essa análise”.

O fato ocorreu há mais de três anos

Ao saber que as joias haviam sido apreendidas, a presidência da República tornou o caso público.

Vejamos.

Em 26 de outubro de 2020, um funcionário da presidência da República, em missão oficial procedente da Arábia Saudita, teve a sua bagagem revistada pela alfandega, que constatou as joias citadas.

O servidor declarou que era um presente do governo da Arábia Saudita ao presidente brasileiro e esposa.

A RF não aceitou a explicação e reteve os bens.

Iniciou-se um processo administrativo fiscal (2020), tendo como objeto o material apreendido.

A presidência da República não se omitiu e informou à alfândega, alegando que se tratava de um presente do governo da Arábia Saudita para Michelle Bolsonaro.

Mesmo assim, a Receita não liberou.

Vê-se que não se trata de joias contrabandeadas e agora pilhadas pelo atual governo, mas – como explicado desde o início –, presentes do governo da Arábia Saudita.

A Presidência tentou reaver publicamente o material, em pelo menos quatro ou mais ocasiões.

Próximo ao término do mandato, em 28 de dezembro de 2021, o presidente Bolsonaro enviou novo ofício ao gabinete da Receita Federal para solicitar que as pedras preciosas fossem destinadas à Presidência da República, em atendimento ao ofício 736/2022, da “Ajudância de Ordens do Gabinete Pessoal do Presidente da República”.

Não houve resposta.

Não é a primeira vez, que dúvidas desse mesmo tipo são levantadas pela imprensa.

Aconteceu nos governos FHC, Lula e Dilma.

Cabe uma “análise jurídica” sucinta e isenta do tema relativo a propriedade de documentos e presentes, recebidos pelos ex-presidentes da República e acompanhantes.

A Resolução nº 3 da Comissão de Ética Pública (CEP) tem por objetivo dar efetividade ao artigo 9º do Código de Conduta da Alta Administração Federal que veda à autoridade pública por ele abrangida, como regra geral, a aceitação de presentes.

O Tribunal de Contas da União já apreciou a matéria e determinou que fossem incorporados ao patrimônio da União todos os documentos e presentes recebidos pelos ex-presidentes da República Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, a partir da publicação do Decreto 4.344/2002

Ficou claro que o recebimento de presente só é permitido em duas hipóteses:

a) quando o ofertante for autoridade estrangeira, nos casos protocolares, ou em razão do exercício de funções diplomáticas (item 2, inciso II);

b) por motivo de parentesco ou amizade (item 2, inciso I), desde que o respectivo custo seja coberto pelo próprio parente ou amigo, e não por pessoa física ou entidade que tenha interesse em decisão da autoridade.

Nota-se não ser demasia considerar, que o ofertante do presente a Michelle Bolsonaro foi uma autoridade estrangeira e ela estava numa viagem protocolar, aplicando-se o item 2, inciso II transcrito, que permite o recebimento de presentes.

Sabe-se que o acervo de Fernando Henrique está guardado na sede do Instituto FHC, em SP.

Em relação ao período presidencial, há cerca de 1.500 objetos, incluindo presentes dados ao tucano por cidadãos e autoridades nacionais e estrangeiras.

Em função da decisão do TCU, Lula e Dilma devolveram presentes recebidos, porém não sua na totalidade.

Entre os presentes oferecidos à Lula, quando presidente, incluem-se   artefatos de joalheria de alto valor, como uma adaga em ouro amarelo e branco – cravejada com pedras preciosas -presenteado pelo ex-presidente líbio Muammar Kadaffi.

Também há um punhal  de ouro cravejado com pedras preciosas recebido do rei Mohammed, de Marrocos.

Estátua de Camelos em ouro maciço e cristal dos Emirados Árabes, um Jade (réplica da coroa) em ouro do presidente da Coréia do Sul, um conjunto de taças de prata doado pela Rainha Elizabeth da Inglaterra.

A verdade é que o episódio envolvendo o casal Bolsonaro na RF deverá provocar uma regulamentação mais objetiva, do que pode e do que não pode, em relação a presentes ofertados a autoridades, em atos oficiais.

Em fidelidade a verdade e aos fatos, não houve neste caso de Michelle Bolsonaro tentativa de trazer ilegalmente para o país o conjunto de joias no valor de R$ 16.5 mi, que, até prova em contrário,  lhe foi presenteado pela Arábia Saudita.

Como já dito, salvo fato novo, ainda não conhecido, trata-se de um ato administrativo fiscal, que está sendo questionado em processo já instaurado, ou seja, se o “presente” saudita será ou não tributado.

Desde a apreensão das joias pela RF em 2020, existe um contraditório escrito e público, aguardando a decisão final.

Passaram-se mais de três anos, como já dito.

Portanto, não houve má fé, ou ocultação dolosa da apreensão feita pela alfandega.

O presidente Lula sofreu essa acusação no passado, até porque em seus dois mandatos como presidente, de 2003 a 2010, recebeu centenas de presentes.

A presidente Dilma também.

Uma comissão identificou, segundo o “Poder 360”, 176 itens na posse de Lula, dos quais 21 foram levados à Brasília para o acervo público.

O fato que envolve a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, realmente deve ser esclarecido, ninguém se opõe.

Porém,  para caracterizá-lo como crime, são necessárias provas e indícios concretos, que contrariem a versão oficial do presente ofertado pelos árabes.

Até o momento, o que existe é um procedimento administrativo fiscal instaurado para decidir se os bens serão ou não taxados.

Sem a existência de uma base fática e legal consistentes, criminalizar por antecipação significa negativa ao devido processo legal, o único meio de fixar responsabilidades, se houver.

Assim recomendam o direito e a justiça.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

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terça-feira - 11/10/2022 - 20:00h
Bolsonaro

Senadora eleita e primeira-dama vão fazer campanha no RN

Damares, senadora; Michelle, primeira-dama (Foto: divulgação)

Damares, senadora; Michelle, primeira-dama (Foto: divulgação)

A ala feminina da campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL) vai estar representada no Rio Grande do Norte. Será no próximo sábado (15).

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e a senadora eleita pelo Distrito Federal, Damares Alves (Republicanos), vão puxar a denominada “Caravana Feminina pelo Nordeste do País”.

Detalhes da programação de ambas, que vai se concentrar em Natal, ainda não foi anunciada.

O papel delas é fazer uma ponte em favor de Jair Bolsonaro, para ampliação de capital de votos dele na região onde é pior avaliado, além de atrair atenção das mulheres.

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segunda-feira - 12/09/2022 - 10:00h
Campanha

Bolsonaro e primeira-dama vão fazer movimentação em Natal

Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em Natal - 14-09-2022Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vai estar novamente em Natal. Dessa feita, com a primeira-dama Michelle Bolsonaro integrada à campanha. Programação definida para a próxima quarta-feira (14), para agenda que começa as 12h30.

Veja a programação

Seguem os eventos oficiais da agenda de campanha:

Motociata – A partir das 12h30, por trás do Posto Dudu, entrada ao lado da Distribuidora Acioly;

Comício – Às 15h30, comício na Cidade da Esperança no Largo da Avenida Paraíba.

Mulheres pelo Brasil – Concentração política na Shock Casa Show, na Zona Norte da capital, BR-101, às 17h30.

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quarta-feira - 09/01/2019 - 10:14h
Política

Errar é humano, mas não para Lula, Bolsonaro e Pompeia

Pregação ética no poder bate de frente com a realidade política no Brasil e lembra a Roma antiga

– “Quando nós viramos referência, nós não podemos errar, não temos o direito de errar e não temos o direito de fracassar”, presidente Lula da Silva (PT), dia 13 de fevereiro de 2004.

– “Nós não podemos errar. Se errarmos, os senhores bem sabem quem poderá voltar. E as pessoas de bem, que foram maioria, não poderão se decepcionar conosco”, presidente Jair Bolsonaro (PSL), dia 7 de janeiro de 2019.

As duas frases destacadas acima em negrito, em dois momentos distintos, separadas em mais de 14 anos uma da outra, pronunciadas por políticos antagônicos e dirigidas em especial a seus eleitores e militantes, tratam em essência da mesma natureza semântica: o verbo “errar”.

Lula avisou que ele, sua equipe e o PT não podiam errar; Bolsonaro repete retórica em meio à turbulência (Foto: Web)

Em cada contexto histórico, a fala desses personagens cumpriu-cumpre o papel de fomentar um exercício prático além da própria retórica dos líderes inspiradores. Não errar, é não pecar, não cair nas tentações que o poder produz.

Lula discursou quando o PT completava 24 anos de vida. No emblemático Hotel Glória no Rio de Janeiro, símbolo neoclássico da burguesia carioca no século passado, ele dava os primeiros passos do segundo ano do seu primeiro mandato presidencial.

Mensalão e petrolão

Adiante, em 2005, o escândalo do “mensalão” – narrativa sobre compra de votos de parlamentares no Congresso Nacional do Brasil – começou a desconstruir a imagem asséptica que Lula e seu partido tentavam vender. Depois vieram outros escândalos, como o infindável “petrolão” – nome dado para um esquema de corrupção e desvio de fundos que ocorreu na Petrobras -, envolvendo governos petistas e diversos partidos, políticos e outros personagens.

Eleito sob a égide da moralidade, para varrer a corrupção do Planalto, Esplanada dos Ministérios e Brasil, bem ao estilo Jânio Quadros nos anos 60, o capitão reformado do Exército e deputado federal Jair Bolsonaro mal começou seu mandato e já convive com embaraços. Na verdade, antes mesmo de cruzar a faixa presidencial no peito dia 1º de janeiro deste ano.

No dia 6 de dezembro do ano passado, portanto após as eleições, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) detectou que Fabrício Queiroz – policial militar da reserva, ex-motorista de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), senador eleito e filho do presidente, fez uma movimentação bancária de 1,2 milhão de reais, “incompatível com seu patrimônio”, entre 2016 e 2017. Até a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro tinha dinheiro transferido para sua conta por Queiroz.

De lá para cá, nunca o caso ficou razoavelmente esclarecido. Esquiva-se desde então do Ministério Público.

Civismo e mérito

Poucos dias depois, o deputado federal e braço direito de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), é denunciado por ter utilizado indevidamente verba da Câmara Federal em 2018 em trabalhos da campanha presidencial. Acossado pela imprensa, defendeu-se com evasiva superior: “Eu não tenho que me defender de nada”.

Segundo Lorenzoni, agora ministro-chefe da Casa Civil, a justificativa para utilizar recursos públicos de forma irregular tinha um componente cívico: “Eu estava ajudando a construir o que, hoje, nós estamos vivendo: a transição de um novo futuro para o nosso país”.

Na segunda-feira (7), quando o presidente Bolsonaro empossava no Palácio do Planalto os novos dirigentes do Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal (CEF), repetiu inadvertidamente a frase cunhada por Lula na década passada. Dia seguinte, porém, veio outra contrariedade.

O vice-presidente da República, general reformado Hamilton Mourão (PRTB), teve o filho Antonio Hamilton Rossell Mourão nomeado para um cargo com remuneração em torno de R$ 36 mil/mês no Banco do Brasil, onde é funcionário de carreira há 18 anos.

Instado a se pronunciar sobre a ascensão, Mourão fez uma avaliação particular do currículo do seu rebento, como se fizesse parte do setor de RH (Recursos Humanos) do BB: “Ele tem mérito.” Ah, tá!

O eco do salto meritório do filho de Mourão, no BB, chegou ao Planalto provocando ruídos. O presidente Jair Bolsonaro soube do caso pela imprensa que tanto combate e desdenha e não por seu Twitter (rede social que mais usa).

É lugar-comum uma frase atribuída ao general Júlio César há mais de dois mil anos, quando tratava de imagem pública de Pompeia, sua segunda mulher, perante o patriciado (elite republicana romana), plebeus e escravos: “À mulher de César não basta ser honesta; precisa parecer honesta.”

O clã Bolsonaro deve conhecer pelo menos razoavelmente a história do apogeu e declínio de César. Sobre o PT, bem mais, com certeza. Errar é humano, mas ‘mitos’ não têm direito ao pecado.

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segunda-feira - 10/12/2018 - 11:00h
TSE

Bolsonaro e Mourão serão diplomados hoje à tarde

Bolsonaro terá posse em janeiro (Foto: arquivo)

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) desembarcou na manhã desta segunda-feira (10) na base aérea de Brasília.

Ele viajou acompanhado da mulher, Michelle Bolsonaro, da filha Laura Bolsonaro, e do futuro ministro da economia, Paulo Guedes.

Ele retornou à capital federal para participar à tarde da cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A cerimônia de diplomação de Bolsonaro e de seu vice, o general Hamilton Mourão (PRTB), está prevista para as 16h.

Eles vão tomar posse em 1º de janeiro para o mandato que irá de 2019 a 2022.

A entrega do diploma oficializa o resultado eleição e dá direito ao eleito de assumir o mandato para o qual concorreu.

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