sexta-feira - 26/07/2024 - 11:26h
Mossoró

Ex-vice-prefeita de Rosalba é escolhida para vice do bolsonarismo

Bolsonaro, Nayara, deputado federal General Girão e Rogério Marinho: PL/direita (Foto: divulgação)

Bolsonaro, Nayara, deputado federal General Girão e Rogério Marinho: PL/direita (Foto: divulgação)

O Partido Liberal (PL) de Mossoró definiu a escolha da cirurgiã-dentista Nayara Gadelha (PL) para compor a chapa ao lado do pré-candidato Genivan Vale (PL) na corrida pela Prefeitura de Mossoró. Chapa puro sangue.

O anúncio oficial será feito durante a convenção do partido, marcada para esta sexta-feira (26), às 18h, no Hotel Villa Oeste (veja AQUI).

Nayara Gadelha, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foi vice-prefeita de Mossoró entre 2017 e 2020, gestão Rosalba Ciarlini (PP). Era filiada ao PP. Na campanha à reeleição em 2020, ela foi substituída pelo engenheiro e empresário Jorge do Rosário (PL), hoje presidente local do Avante.

Seu nome conta com forte apoio da direita mossoroense. Ela é sobrinha do ex-ministro da Defesa do Governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, general de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira.

Coincidentemente, Nayara e Genivan foram dois dos nomes apresentados pelo presidente estadual do PL, senador Rogério Marinho, como opções para o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) decidir seu vice. Sem aceitar a imposição nem a data de 15 de fevereiro para anúncio, Bezerra levou Rogério a anunciar Genivan Vale como pré-candidato à prefeitura no dia 23 de março (veja AQUI).

Veja o que o Blog Carlos Santos antecipou no dia 11 de junho, há cerca de 45: Chapa ‘puro sangue’ pode ser solução para bolsonarismo.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 23/01/2023 - 04:10h
Constatação

Mais fraco que água de cuscuz

Cuscuzeira, água de cuscuzUso uma expressão popular aqui do sertão, para resumir o que constato nos primeiros dias do ministro da Defesa no Governo Lula (PT), José Múcio:

– Mais fraco que água de cuscuz.

Duvido que dure muito.

Se, será por complacência.

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domingo - 13/11/2022 - 13:28h

Vitória da democracia

Por Ney Lopes

Afastadas todas as preferências pessoais ocorreram recentemente em Brasília, dois fatos que encorajam um futuro de paz e conciliação para o Brasil.

De um lado, o ministro da Defesa – general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira – enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relatório de fiscalização do processo de votação que não aponta qualquer fraude eleitoral e ainda reconhece que os boletins de urnas e os resultados divulgados pelo TSE são idênticos.democracia - ilustração com braços coloridos

Ou seja, o boletim que a urna imprimiu registrando os votos dados ao final da votação confere com o resultado da totalização divulgada pelo tribunal.

A única sugestão, considerada normal, é que seja feita uma investigação técnica sobre eventuais riscos à segurança das urnas.

De outro lado, o presidente eleito Lula visitou Brasília, encontrou-se com os chefes dos poderes Legislativo e Judiciário e deu esclarecedora entrevista à imprensa.

Os dois fatos distensionam o cenário político e institucional.

Embora não fosse competência das Forças Armadas fazer auditoria nas urnas eleitorais, o TSE agiu com cautela e atendeu o pedido.

Agiu corretamente e o resultado é que as Forças Armadas seguiram a sua tradição de seriedade e escreveram no relatório o que viram.

Em nota, o TSE agradeceu o envio do documento e destacou justamente que o trabalho dos militares não aponta qualquer fraude ocorrida na eleição.

TSE informa que recebeu com satisfação o relatório final do Ministério da Defesa, que não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência no processo eleitoral de 2022″.

Havia, de parte das áreas radicais do bolsonarismo, a expectativa do apoio oficial das Forças Armadas, levantando dúvidas na votação, para a formalização de um longo debate no país, em busca da anulação do pleito.

Isso não ocorreu e independente de apoio à Lula, ou Bolsonaro, irá prevalecer a vontade popular.

De outro lado, cabe observar a entrevista dada pelo presidente eleito, após encontrar-se com autoridades da República.

A exemplo do que aconteceu com o bolsonarismo radical, as palavras de Lula significaram um balde de água fria no petismo radical.

O ex-presidente foi claríssimo, ao dizer que fará um governo de coalizão com todos os partidos que aceitem com ele conversar.

Disse que irá procurar os “eleitos”, que representam o povo e desmistificou a tendência de isolamento do chamado “centrão” que atua no Congresso.

A perspectiva é que haja uma mudança de água para o vinho nas relações do Executivo com o Congresso.

A ideia é que cada poder eleja os seus dirigentes, sem interferência do outro.

No momento, pelo que declarou Lula, a prioridade será a PEC de transição para possibilitar atender reivindicações sociais inadiáveis.

O presidente eleito deixou clara a sua tese de que “gastos sociais” são investimentos no sentido de justificar o bolsa familia, merenda escolar, habitação popular, farmácia popular.

Realmente, sobretudo após a pandemia, os governos democráticos têm se orientado pela prioridade social, um discurso que não pode ser propriedade privada dos chamados “progressistas”.

Esse discurso é de quem tenha sensatez e defenda a paz social.

Por último, a visita de Lula à Brasilia pôs um ponto final no choque entre os Poderes, principalmente entre o Executivo e o Supremo, ao defender a harmonia entre eles.

Sempre repeti que não há saída para o momento atual do Brasil, senão através de um pacto de diálogo.

E é isso que começa a despontar no horizonte, não significando adesismo, nem adesões aos vitoriosos.

Significa apenas a lição de que a democracia exige todos superando as suas diferenças, transcendendo as suas lutas pessoais para somarem forças numa única luta que é a preservação das liberdades, custe o que custar.

Ney Lopes é advogado, jornalista e ex-deputado federal

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Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 25/04/2022 - 08:50h
Embate

Ministro do STF faz críticas às Forças Armadas; general dá resposta

Do Canal Meio

Em meio a um seminário promovido por uma universidade alemã, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há uma tentativa de levar as Forças Armadas para o “varejo da política”. Segundo Barroso, a pressão faz parte de uma tentativa de desacreditar o processo eleitoral.

General Paulo Sérgio Nogueira e ministro Luís Barroso: embate de versões e palavras (Fotomontagem Canal BCS)

General Paulo Sérgio Nogueira e ministro Luís Barroso: embate de versões e palavras (Fotomontagem Canal BCS)

“Esse é um risco real para a democracia”, ele afirmou durante a palestra virtual. “Nesses 33 anos de democracia, se teve uma instituição de onde não veio notícia ruim foi as Forças Armadas. Gosto de trabalhar com fatos e de fazer justiça.”

Mas, ele disse, isto mudou. “Desde 1996 não tem nenhum episódio de fraude. Eleições totalmente limpas, seguras. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar. Gentilmente convidadas para participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo.”

O outro lado

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, respondeu com uma nota dura.

“As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos”, diz o texto que ele assina. “Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável.”

E deu um passo além: “as Forças Armadas, como instituições do Estado Brasileiro, desde o seu nascedouro, têm uma história de séculos de dedicação a bem servir à Pátria e ao Povo brasileiro.”

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quarta-feira - 31/03/2021 - 18:48h
Brasília

Forças Armadas têm novos comandantes apresentados por governo

Novos ministros foram apresentados nessa quarta-feira em Brasília (Foto: O Globo)

Novos ministros foram apresentados nessa quarta-feira em Brasília (Foto: O Globo)

Do G1

O novo ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, anunciou nesta quarta-feira (31) os novos comandantes das Forças Armadas:

  • Exército: general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira;
  • Marinha: almirante de esquadra Almir Garnier Santos;
  • Aeronáutica: tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista Junior.

Os três vão substituir Edson Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Moretti Bermudez (Aeronáutica), que se afastaram coletivamente (veja AQUI) dia passado.

Segundo o Ministério da Defesa, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escolheu:

  • para o Exército: o terceiro general na lista de antiguidade;
  • para a Marinha: o segundo almirante na lista;
  • para a Aeronáutica: o mais antigo na lista.

Saiba mais informações clicando AQUI.

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segunda-feira - 01/01/2018 - 21:46h
Operação Potiguar III

Forças Armadas reduzem crimes, destaca ministro da Defesa

O Rio Grande do Norte registrou um réveillon tranquilo, afirmou nesta segunda-feira (1º) o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Durante entrevista coletiva realizada em Natal, para falar sobre as ações da Operação Potiguar III, que começou no final de semana, ele apontou redução no número de homicídios registrados no estado.

Jungmann destacou que presença das forças federais arrefeceram crimes, mas pede volta da polícia (Foto: O Globo)

Enquanto na sexta-feira (29), foram contabilizados 18, o número caiu para 11 no sábado (30), dois no dia 31 e apenas um na primeira madrugada de janeiro.

“A segurança que as Forças Armadas proporciona se espalhou em todos os tipos de delitos”, declarou o Jungmann. Ainda de acordo com o ministro, houve uma “queda vertical” nos registros de outros delitos, como arrombamentos.

Ele ainda pediu que policiais potiguares retomem o trabalho nas ruas.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

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sexta-feira - 29/12/2017 - 13:56h
Forças Armadas

Temer atende pedido de Robinson e enviará 2 mil homens

A Presidência da República atendeu à solicitação do governador Robinson Faria (PSD) e vai enviar dois mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para reforçar o patrulhamento no Rio Grande do Norte, por meio da operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (29), pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Jungmann: tropas federais (Foto: O GLobo)

A informação foi confirmada por telefone ao governador Robinson faria na manhã de hoje. O governador havia pedido as Forças armadas há 8 dias e desde então vinha acompanhando junto ao presidente Michel Temer e ao ministro Raul Jungmann a confirmação da liberação dessas tropas.

O decreto autorizando o início da operação deve ser publicado ainda hoje, com prazo inicial de duração de 15 dias, podendo ser renovado.

Natal, Região Metropolitana e Mossoró

“Hoje até o fim do dia, nós teremos 500 militares das Forças Armadas que estarão atuando no patrulhamento ostensivo e na garantia da comunidade da região metropolitana de Natal e Mossoró”, afirmou Jungmann.

Outros 1.500 militares deverão chegar dentro das próximas 48 horas para reforçar a segurança no estado. Além disso, outros 190 agentes da Força Nacional de Segurança já estão atuando no RN.

O ministro da Defesa virá a Natal amanhã (30) para acompanhar o início das operações e participar das atividades de planejamento e coordenação.

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domingo - 01/10/2017 - 04:08h

Democracia entre mourões

Por Paulo Linhares

Que as instituições jurídico-políticas brasileiras estão em aguda crise ninguém duvida, a despeito do paraíso tupiniquim – um Brasil sem problemas, lindo e maravilhoso – que o presidente Temer descreveu na tribuna da ONU. Delírios à parte, enquanto o doutor Michel ‘escruviteava’ nas terras do Tio Sam  ( oh! Irma…), a sua autoridade de comandante-chefe das Forças Armadas foi terrivelmente corroída pelas declarações do General de Exército Antonio Hamilton Mourão, que exerce o cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército Brasileiro, numa festa branca da Maçonaria, em que defendeu a intervenção militar no governo, no caso de o Poder Judiciário “não solucionar o problema político” de retirar de cena, isto é, prender, “os elementos envolvidos em todos os ilícitos”.

Foi demais.

O militar violou gravemente o estatuto da organização militar à que pertence e, sobretudo, à Constituição Federal. Militares da ativa não podem fazer esse tipo de declaração.

O impacto político dessas declarações foi enorme, porquanto nada parecido aconteceu neste país nos últimos vinte e cinco anos. Uma coisa que causou surpresa foi uma coincidência trágica e  surpreendente: foi outro Mourão, o impetuoso general Olympio Mourão Filho, movimentou o IV Exército, de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro, para arregimentar seus pares e desencadear o golpe militar de 1964 e que lançou o Brasil numa ditadura que durou mais de duas décadas.

Aliás, o mesmo Mourão foi peça-chave do chamado “Plano Cohen: ainda mero capitão e membro da Ação Integralista Brasileira, organização política de extrema-direita, coube forjar um documento que organizava um golpe para destituir Getúlio Vargas,  uma farsa que serviu de pretexto para o golpe que deu início ao Estado Novo, uma ditadura protofascista que durou longos oito anos.

O impetuoso Mourão de agora não se apercebeu do profundo anacronismo de sua declaração. Sobretudo, não percebeu que a hegemonia política, no Brasil de hoje, está justo com aqueles que ele pretendeu chantagear: os juízes. Há muito tempo que as armas, aqui, cederam passo às togas, para lembrar mais ma vez a famosa asserção de Marco Tullio Cicero.

Contrariamente do que ocorria no passado, o grosso da população não enxerga na Forças Armadas os “salvadores da Pátria”. Para a massa ignara esse papel seria muito mais do juiz Moro, ele próprio soi-disant o anjo vingador da moralidade pública e que um dos mourões de uma elite que, a propósito de livrar o Brasil da corrupção (os militares e civis que protagonizaram o golpe de 1964 prometiam a mesma coisa), pauta politicamente a sociedade brasileira.

O boquirroto Mourão – ainda bem que não tem tropa sob seu comando, sendo mero burocrata militar ao contrário do seu xará de 1964 – deveria ser punido: o ministro da Defesa, Raul Jurgman preferiu recolher-se à sua civil insignificância e o comandante-geral do Exército, general Villas Boas, não puniu como até elogiou o seu subordinado.

No mínimo, Mourão deve ser defenestrado do cargo importante que exerce, para aprender que a democracia é um valor permanente, inalienável e inafastável da ordem constitucional aqui instalada. Efetivamente, a sociedade brasileira não precisa de tutores, de farda ou de toga.

A democracia pode até ser o pior dos regimes políticos, à exceção de todos os outros, como asseverou o Lord Churchill, mas, é um valor permanente a ser defendido e preservado.

A despeito de as Forças Armadas serem imprescindíveis na estrutura do Estado brasileiro, a sua atuação deve pautar-se pelo princípio democrático, que é o balizador da ordem constitucional vigente que imanta todas as instituições jurídico-políticas nacionais. Assim, por mais que cause desconforto o poder exercido pela aliança formada pelo Poder Judiciário, o Ministério Público e a Polícia Federal, uma intervenção armada deve ser coibida e repudiada.

Se um general qualquer deseja influir nos rumos políticos do país tem todo o direito, desde que siga o exemplo do capitão Bolsonaro, buscando o espinhoso caminho das urnas.

Fora daí não há salvação possível, nem merece qualquer respeito. Afinal, a democracia não pode nem deve ser espremida entre reles e grosseiros mourões, pois o Brasil, na linguagem dos trovadores destes sertões, nem isso é mourão voltado, nem é voltar mourão.

Paulo Linhares é professor e advogado

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Categoria(s): Artigo
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