sexta-feira - 20/02/2026 - 07:44h
Investigação

Mendonça retira barreiras de Toffoli no caso do Banco Master

Mendonça abre, mas também impõe limites (Foto: Arquivo)

Mendonça abre, mas também impõe limites (Foto: Arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

Em uma guinada de 180 graus, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, novo relator da investigação sobre o Banco Master, retirou praticamente todas as restrições impostas pelo antecessor no caso, Dias Toffoli. Retomando o “fluxo ordinário” do processo, Mendonça autorizou a Polícia Federal a periciar sem restrições o material apreendido com o dono do Master, Daniel Vorcaro, e outros investigados. Toffoli chegou a determinar que todas a provas fossem lacradas e enviadas ao STF.

Depois, num quase recuo, escolheu a dedo quais peritos da PF teriam acesso ao material. Na decisão, anunciada na noite desta quinta-feira, Mendonça também diminuiu o nível de sigilo da investigação, do “sigilo máximo” imposto por Toffoli ao “sigilo padrão”, restringindo as informações aos agentes diretamente envolvidos na apuração.

Segundo o blog de Julia Duailibi, essa determinação busca limitar a influência do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, sobre as investigações, já que ele não teria acesso aos dados. Por outro lado, o ministro determinou que qualquer novo inquérito decorrente do caso Master depende de pedido “expresso e fundamentado” a seu gabinete. (g1)

Mendonça também decidiu que Daniel Vorcaro não é obrigado a comparecer na sessão da CPMI do INSS. Vorcaro era esperado por deputados e senadores para ser ouvido na próxima segunda-feira. Com a decisão de Mendonça, o banqueiro pode decidir se comparecerá ou não ao Congresso. (CNN Brasil)

Já o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que fosse arquivado um pedido de investigação acerca das festas que Vorcaro realizava na praia de Trancoso, na Bahia. O Ministério Público junto ao TCU havia pedido que fosse aberta uma investigação para averiguar se autoridades federais participaram das festas promovidas pelo banqueiro. (UOL)

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terça-feira - 23/12/2025 - 08:30h
Alexandre de Moraes

Ministro do STF tentou socorrer banqueiro golpista no Banco Central

Alexandre e Gabriel: relações nada republicanas (Fotos: Rosinei Coutinho-STF, Raphael Ribeiro-BC)

Alexandre e Gabriel: relações nada republicanas (Fotos: Rosinei Coutinho-STF, Raphael Ribeiro-BC)

Do Canal Meio e outras fontes

Este fim de ano continua agitado em Brasília. Nesta segunda-feira, a jornalista Malu Gaspar revelou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, ao menos quatro vezes para tratar do Banco Master. Três dos contatos ocorreram por telefone e um deles presencialmente, quando Moraes pediu avanço na operação de venda da instituição ao BRB. Moraes teria demonstrado simpatia por Daniel Vorcaro, controlador do Master, e repetiu o argumento de que o banco estaria sendo alvo de grandes concorrentes.

Ele também insistiu pela aprovação da venda anunciada em março, que aguardava aval do BC. Galípolo respondeu que técnicos haviam identificado fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master ao BRB. O escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, tinha contrato com o banco prevendo pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por três anos, totalizando cerca de R$ 130 milhões. (Globo)

O encontro não muito republicano entre um ministro do STF e o presidente do BC acerca de um banco privado encontrou ouvidos moucos nas duas instituições públicas. Alexandre de Moraes e o STF agiram como se nada tivesse acontecido. Já o Banco Central decidiu não emitir qualquer comunicado sobre o teor das conversas. A autarquia afirma que não comentará nem detalhará os contatos relatados. (Poder360)

Por enquanto, o único a fazer barulho em Brasília foi o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), ele próprio enrolado em investigações sobre lavagem de dinheiro. O deputado afirmou que a Polícia Federal ignora o contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes. “Fico impressionado como a PF não quer investigar a esposa de um ministro do STF que tem um contrato com um banqueiro de R$ 129 milhões”, declarou o parlamentar. (CNN Brasil)

Merval Pereira: “O STF vira objeto de desconfiança do cidadão, à medida que o ministro Alexandre de Moraes não nega oficialmente que sua mulher tenha recebido milhões para trabalhar pelo banco Master”. (Globo)

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sexta-feira - 25/04/2025 - 07:48h
Brasil

Ex-presidente Fernando Collor de Mello é preso em Maceió

Brasília - O senador Fernando Collor de Mello participa da sessão do Senado destinada a analisar e votar projetos orçamentários. Entre os projetos o PLN 5/15, que ajusta a meta fiscal (Valter Campanato/Agência Brasil)

Fernando Collor de Mello (Foto:Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo BCS)

Do Canal Meio e outras fontes

O ex-presidente Fernando Collor de Mello, 75, foi preso na madrugada de hoje pela Polícia Federal no aeroporto de Maceió (AL), quando se preparava para embarcar em um avião com destino a Brasília. A ordem de prisão foi emitida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que negou recurso da defesa para protelar o início do cumprimento da pena.

Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão, em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em investigação da Operação Lava Jato.

Os advogados do ex-presidente afirmam terem recebido a ordem de prisão com “surpresa e preocupação”, e ressaltam que, “quanto ao caráter protelatório do recurso, a defesa demonstrou que a maioria dos membros da Corte reconhece seu manifesto cabimento. Tais assuntos caberiam ao Plenário decidir, ao menos na sessão extraordinária já designada para amanhã [hoje]”. (Estadão)

O tribunal condenou Collor em 2023 pelo recebimento de R$ 20 milhões para viabilizar contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia. O acordo seria para a construção de bases de distribuição de combustíveis. A denúncia foi apresentada em 2015 pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O ex-presidente não ocupa mais cargo público desde o ano passado, quando encerrou seu mandato de senador por Alagoas, mas permanece filiado ao PRD (ex-PTB).

Defesa

Sua defesa sustenta que os ministros erraram ao definir a pena referente ao crime de corrupção passiva, e solicitam pena menor. Já é o segundo recurso apresentado por Collor. O primeiro também foi negado, com placar de 6 a 4. Entenda o julgamento em cinco pontos. (Folha)

Em sua decisão, Moraes escreveu que “o embargante apenas reitera argumentos já enfrentados tanto no acórdão condenatório quanto no acórdão que decidiu os primeiros embargos de declaração, o que evidencia intenção procrastinatória na oposição do presente recurso”.  O ministro pediu ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, a convocação de sessão virtual extraordinária do Plenário, marcada para começar às 11h de hoje, a fim de referendar a decisão. (Jota)

Nota do BCS – Collor é o terceiro ex-presidente do país preso, todos neste século: O primeiro foi Lula (PT), de 7 de abril de 2018 a 8 de novembro de 2019. Em seguida, Michel Temer (MDB), entre 21 e 25 de março de 2019. Agora Collor de Mello, que também foi o primeiro a sofrer processo de impeachment.

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sexta-feira - 27/09/2024 - 08:30h
Bets

Lula quer proibir uso de Bolsa Família em apostas on-line

Vício nos jogos está desviando finalidade do Bolsa Família (Foto: Joédsom Alves)

Vício nos jogos está desviando finalidade do Bolsa Família (Foto: Joédsom Alves)

Do Canal Meio e outras fontes

Provocou mal-estar no governo a notícia de que beneficiários do Bolsa Família gastaram em agosto R$ 3 bilhões em apostas on-line, as chamadas ‘bets’, apenas via Pix (veja AQUI). De Nova York, onde participa da Assembleia Geral da ONU, o presidente Lula (PT) cobrou do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, responsável pelo programa, medidas para reverter esse cenário. Entre elas está a proibição do uso do cartão do Bolsa Família, que serve para saques e compras em débito, nas apostas e o controle com base no CPF dos beneficiários.

“O presidente defende que Bolsa Família é para alimentação e necessidades”, afirmou Dias. (Folha)

E o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, convocou uma audiência pública para discutir a lei que regulamenta as bets. A reunião marcada para 11 de novembro será realizada no âmbito de uma ação movida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pedindo à Corte que declare inconstitucional a Lei das Bets, sancionada no fim do ano passado.

Na ação, a CNC argumenta que “a disseminação desenfreada das apostas online estaria criando um ciclo de dependência, principalmente entre os mais vulneráveis, o que tem levado à redução do consumo de bens essenciais e afetado diretamente o comércio”. (Estadão)

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sexta-feira - 10/09/2021 - 20:18h
Opinião

Não basta o recuo de Bolsonaro, Judiciário também precisa refletir

Por Paulo Tarcísio Cavalcanti

Meu amigo querido, jornalista dos bons e de larga experiência, Paulo Tarcísio Cavalcanti emite opinião interessante sobre a crise política nacional, a partir do fosso entre Executivo e Judiciário nacionais. Acompanhe:

Paulo Tarcísio Cavalcanti -É cedo pra saber se o presidente Bolsonaro vai manter o compromisso de fazer a sua parte para conseguir uma convivência pacífica e harmoniosa com os demais poderes.

Mesmo assim, esse compromisso, aliado ao pedido de desculpas por arroubos agressivos contra ministros do STF, constitui, pelo menos, uma luz no fim do túnel.

Com a palavra agora o Poder Judiciário. Os ministros também precisam de um mea culpa, diante de repetidas mostras de descontrole emocional, em suas respostas ao presidente.

Na Roma antiga, dizia-se: A mulher de César não basta ser honesta. Tem que demonstrar. Hoje podemos dizer da Magistratura: Não basta ser justa. Precisa ter isenção.

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Categoria(s): Opinião
domingo - 21/02/2021 - 11:18h

Prescrição e impunidade

Por Odemirton Filho 

Um dos temas que causa indignação à sociedade brasileira é o fato daquele que pratica um crime deixar de ser punido em razão da demora de um processo. É a chamada prescrição, isto é, a perda do direito do Estado de punir pelo decurso de tempo.Crime do colarinho branco, impunidade, prisão, algemas, corrupção

Cabe esclarecer, entretanto, que cada fase para se apurar um crime tem um prazo a ser observado pelos órgãos do sistema punitivo.

Assim, temos um prazo para concluir à investigação do crime pela Polícia, um prazo para que o Ministério Público apresente a denúncia, um prazo para o réu apresentar a sua defesa e, por fim, um prazo para que o juiz realize a instrução processual (determinar a realização de provas, ouvir testemunhas e o réu).

Além disso, existem vários recursos que os advogados dos acusados podem apresentar para os Tribunais Superiores, atrasando o trânsito em julgado, ou seja, quando, não cabem mais recursos, para, só então, o réu começar a cumprir a pena imposta.

O prazo de prescrição, ou seja, que o juiz não poderá mais condenar o réu, depende da pena prevista para o crime praticado, o que se chama no jargão jurídico prescrição da pretensão punitiva. Há, ainda, a prescrição da pretensão executória, quando o acusado já foi condenado.

Por exemplo: se o máximo da pena prevista para o crime for superior a doze anos, o prazo de prescrição será de vinte anos. Se o máximo da pena é superior a quatro e não for superior a oito anos, o prazo de prescrição será de doze anos.

Ressalte-se que são reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) anos, ou, na data da sentença, maior de 70 (setenta) anos.

É certo que não se pode negar que os prazos de prescrição, em alguns casos, são longos. Porém, a depender da quantidade de processos que os juízes e os Tribunais tenham para julgar, bem como dos recursos apresentados pelos advogados dos réus, o crime poderá prescrever.

E o pior: se a prescrição ocorrer em relação aos os crimes do colarinho branco as críticas ao Poder Judiciário são mais ácidas.

Aliás, em recente livro de sua autoria, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou:

“Entre nós, no entanto, um direito penal seletivo e absolutamente ineficiente em relação à criminalidade de colarinho branco criou um país de ricos deliquentes. O país da fraude em licitações, da corrupção ativa, da corrupção passiva, do peculato, da lavagem de dinheiro sujo”.

Como exemplo, citemos o caso dos fiscais envolvidos no esquema que ficou conhecido como escândalo do Propinoduto, no Rio de Janeiro, que podem ser alcançados pelo instituto da prescrição, após vários recursos interpostos pelos seus advogados, conforme divulgado pela imprensa nos últimos dias.

Mas não precisamos ir longe. Aqui e ali ocorrem crimes do colarinho branco e alguns figurões da fina flor da sociedade ficam à espera da prescrição, confortavelmente sentados à mesa, saboreando um bom uísque ou vinho.

Enfim, se por um lado ninguém poderá ficar eternamente à espera de ser punido pelo Estado-juiz, por outro, a sociedade não tolera a impunidade daqueles que cometem crimes, principalmente, do colarinho branco.

Parafraseando Cesare Beccaria: “a certeza da punição, mais do que a intensidade da pena, é, sem dúvida, o grande fator de prevenção da criminalidade”. 

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 20/01/2017 - 08:24h
Morte de Teori Zavascki

Avião pode ter caído por falha humana em condições precárias

O avião bimotor, modelo Hawker Beechcraft King Air C90, que caiu ontem (veja AQUI) à tarde no litoral do Rio de Janeiro, pode ter sido vítima da associação de condições climáticas adversas e falha humana.

Foto do avião que caiu no mar em Paraty-RJ (Foto: Monize Evelin/Jetphotos.net)

Na aeronave estavam cinco pessoas que morreram no acidente, entre elas o ministro Teori Zavascki, relator do processo da Operação Lava Jato no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).

Essa tese o Blog acompanha através de grupos no aplicativo WhatsApp, de amantes e especialistas em aeronáutica, que se espalham pelo Brasil.

Segundo as informações preliminares, o avião arremeteu quando estava próximo de se preparar para pouso na Ilha de Paraty-RJ. Mesmo assim, ninguém firma posição irremediável quanto a origem da queda da aeronave.

Mas a tese conspiratória de ‘atentado’ é praticamente descartada por todos. Fica no imaginário popular.

O avião do acidente é considerado um dos mais seguros do mundo em sua categoria e estava em dia com as exigências da fiscalização aeronáutica.

* Arremeter: (go-around, expressão técnica em inglês) é o procedimento no qual o piloto de uma aeronave retoma o voo da mesma depois de falhas no procedimento do pouso ou quando o piloto não tiver referência visual da pista.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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