sábado - 29/10/2022 - 09:44h
Globo

Um debate que nada acrescenta na disputa presidencial

Se você foi dormir mais cedo e evitou o debate entre os candidatos à Presidência da República, promovido pela Rede Globo de Televisão, nessa sexta-feira (28), meus parabéns: és um sábio.

Lula e Bolsonaro repetiram a palavra "mentiroso" várias vezes e os dois podem estar certos (Fotomontagem Web)

Lula e Bolsonaro repetiram a palavra “mentiroso” várias vezes e os dois podem estar certos (Fotomontagem Web)

Diante das câmeras e milhões de expectadores e internautas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT) apenas trocaram ofensas e jocosidades. De ambos os lados, a palavra mais pronunciada foi “mentiroso”. Quase nada se ouviu de proposta aos graves problemas da gestão pública e em favor da nação.

O confronto foi tão chinfrim, que a “novidade” foi um direito de resposta do moderador – William Bonner -, que se pronunciou ao fim do primeiro bloco.

Bolsonaro insistiu em associar Lula à imagem de corrupção. O petista, por sua vez, apostou sistematicamente em lhe cobrar realizações no campo da saúde, além de lembrar diversas vezes que os reajustes do salário mínimo em quatro anos sempre estiveram longe do aumento real. Porém, Jair Bolsonaro chegou a prometer um mínimo de R$ 1.400,00 logo em 2023.

Na prática, os dois adversários passaram todo o programa se esquivando de respostas ao que o outro perguntava. Nada acrescentaram à mudança de rumo, de voto, do eleitor. Melhor para Lula, que em todas as pesquisas aparece à frente de Bolsonaro.

O formato do programa colabora para o escapismo e à produção de mentiras em série. Sem jornalistas indagando, com maior embasamento, fica fácil o candidato repetir o que bem entender e não  responder nada de forma consistente. Cada um falou o que quis, jogou para sua bolha – torcida.

No futuro, os debates devem passar por reformulação, para que tenham alguma validade ao eleitor. O uso de recursos multimídias, a intervenção de agências de checagens mostrando inverdades e equívocos de informações dos debatedores e a participação direta, de jornalistas, podem ser saída à melhoria desse tipo de embate.

Vamos ao voto. Chega de debate chato, que só acompanhei até o seu final por dever de ofício.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
domingo - 13/10/2019 - 18:42h
Tudo em 'casa'

Senador aliado e filho de Bolsonaro trocam ofensas

Do UOL

O senador Major Olímpio (PSL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) trocam insultos pelas redes sociais. Bom esclarecer: os dois são aliados.

Carlos Bolsonaro não alivia na linguagem para tratar Olímpio ou qualquer aliado ou adversário (Reprodução)

O bate-boca está se alargando neste domingo (13). Olímpio citou uma cena do filme de “Tropa de Elite” ao afirmar que Carlos Bolsonaro é “moleque”.

O bate-boca virtual havia começado com Olímpio rebatendo uma insinuação do filho do presidente Jair Bolsonaro sobre seu choro pela recuperação do então candidato, que sofreu um atentado a faca durante a campanha presidencial. O vereador o chamou de bobo da corte e acrescentou que Olímpio diz absurdos sobre seu trabalho. Olímpio respondeu que o “povo não elegeu príncipes”.

A discussão prosseguiu e Carlos Bolsonaro tratou o senador por “canalha”.

Olímpio está com prestígio em baixa na família, porque defende teses internas no partido e no Congresso Nacional, que contrariam interesses político-familiares dos Bolsonaros. Por exemplo: é a favor da CPI da Lava Toga; o senado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), não.

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Categoria(s): Política
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