segunda-feira - 25/03/2013 - 09:18h
Mossoró e RN

Potocas e despreparo na crise do setor petrolífero

Há poucos dias, o secretário-adjunto do Desenvolvimento Econômico do RN, Sílvio Torquato, deu entrevista ao Bom Dia RN, da InterTV Cabugi, em que falou de medidas do Governo do Estado para atenuar efeitos de recuo de investimentos da Petrobras no estado.

Seus argumentos foram tão patéticos, que o entrevistador antecipou o fim do bate-papo.

Torquato garantiu que o Rio Grande do Norte está vivendo um “ciclo de otimismo”.

Também disse que a energia eólica aproveitaria muito da mão-de-obra que fosse descartada do setor petrolífero, além de garantir que cadastamento de desempregados era outro encaminhamento, para agilizar novos empregos.

Três bobagens que só uma pessoa medianamente idiota ou completamente estúpida pode levar a sério.

A Petrobras ensejou a demissão de centenas e centenas de pessoas nos últimos meses, vários contratos com terceirizadas foram encerrados, levando-as para longe da região de Mossoró.

O que a estatal vende como “investimento”, não passa de potoca.

São projetos em andamento há cerca de cinco anos.

Governo do Estado, setor empresarial e sindicatos engolem moscas e funcionam como carro velho: de segunda.

É fácil ouvirmos relatos sobre dezenas de jovens e gente mais experiente no setor, que após demissão bota uns trapos na mochila e corre para Macaé-RJ (preferencialmente), tentando a sorte em projetos ligados ao Pré-sal.

Mossoró sente claramente esse “desmanche” em sua economia.

Amadorismo, desleixo e despreparo de pessoas que deveriam enxergar bem antes esse problema iminente agravam mais ainda o problema.

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sexta-feira - 22/03/2013 - 15:21h
Setor de petróleo

Mossoró vê demissão em massa e debandada de empresas

Empresas da área do petróleo estão encerrando suas atividades em Mossoró em função da Petrobras não estar mais renovando os contratos. A situação causa demissões em massa.

De novembro de 2012  a fevereiro de 2013,  quatro empresas de grande porte fecharam suas unidades na cidade: Azevedo Travassos, Saipen, Tuscany e Perbras.

De acordo com os dados do departamento de homologação trabalhista do Sindicato dos Petroleiros (SINDIPETRO/RN) foram realizadas 1.138 recisões no período de janeiro de 2012 a março de 2013. Só no primeiro bimestre desse ano, foram 158 recisões produzidas pelo sindicato.

Esses números são referentes apenas ás recisões realizadas com os trabalhadores com a mais de um ano com carteira assinada na empresa. Outros sindicatos também têm notado o aumento no número demissões, entre eles, Construção Civil, Metalúrgicos, Rodoviários e o sindicato dos trabalhadores na limpeza.

Os efeitos na economia local são extremamente negativos e em escala geométrica. Atinge outros setores, de hotelaria à parte de alimentos etc.

Com informações do Sindipetro/RN.

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quinta-feira - 21/03/2013 - 16:46h
Duas realidades

Pré-sal desperta debate; esvaziamento em Mossoró, não

Estima-se que, até 2020, a Baixada Santista receberá investimento da ordem de R$ 22 bilhões, grande parte direcionada ao porto de Santos e outra aos empreendimentos da Petrobras.

Os recursos devem atrair 400 mil novos habitantes, numa região onde vivem atualmente 1,6 milhão.

Dessa forma são necessários planejamentos adequados para um desenvolvimento sócio-econômico de qualidade.

São desafios do desenvolvimento sócio-econômico na Baixada Santista com o bom de investimentos decorrentes do setor portuário e do pré-sal.

O tema tem sido objeto de constantes estudos e discussões, como o o 38º Fórum de Debates Brasilianas.org – Planejamento da região metropolitana de Santos com investimentos do pré-sal, que ocorrerá dia 9 de abril, em Santos-SP, no Hotel Mendes Plaza Santos.

Enquanto isso… Em Mossoró e no Rio Grande do Norte, deve ocorrer situação inversamente proporcional.

Enquanto isso… em Mossoró e região não se discute nada em relação a essa crise anunciada e já iniciada, com recuo de investimentos da Petrobras.

O ciclo do petróleo está se esvaindo e pouca gente trata do tema.

Este Blog há tempos e tempos provoca o assunto e pede o envolvimento das forças organizadas da sociedade, universidades, clubes de serviços, faculdades, entidades de trabalhadores e do setor empresarial.

Quanta omissão.

Por isso que somos vítimas de tantas pilhagens e deliramos com o epíteto de “terra da liberdade” e outras idiotias.

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quarta-feira - 13/03/2013 - 08:45h
Petrobras no RN

“Clima de crescimento” é remédio para desemprego

Sílvio Torquato, adjunto da Secretaria do Desenvolvimento do Estado, admitiu ao programa RNTV 1ª Edição, da InterTV Cabugi, hoje pela manhã, que existe “uma desaceleração” da atuação da Petrobras no Estado, afetando sobretudo a área de produção da região de Mossoró.

O desemprego crescente é uma realidade.

“Há um processo de enxugamento com essa situação que a Petrobras passa”, apontou. Muitas terceirizadas estão saindo do estado, sem perspectivas de melhores contratos.

Ele garantiu que o Governo tem como um dos antídotos ao estímulo às empresas e à manutenção do emprego, “o clima de crescimento que será criado” pela atual gestão estadual.

Noutra frente, disse que há trabalho para aproveitamento de parte da mão-de-obra especializada noutro segmento da economia, a energia eólica.

Segundo disse, em parceria com a pasta do Desenvolvimento Econômico de Mossoró, o Governo do Estado aposta num cadastro de demitidos e a partir daí, haverá bom aproveitamento desse capital humano.

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quinta-feira - 07/03/2013 - 03:34h
Mossoró

Debate sobre setor de petróleo é adiado

Foi adiado para a próxima terça-feira(12), a votação da audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró que discutirá a falta de investimento da Petrobrás na cidade e o aumento do desemprego.

A ação partiu do atual presidente da Câmara, Francisco José Junior (PSD), que em reunião no último dia 26, no Hotel Vila Oeste, promovida pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, com sindicalistas e empresários, debateu sobre maneiras de como amenizar o problema.

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sábado - 16/02/2013 - 10:09h
Constatação

Produção de petróleo cai e Mossoró não discute futuro

Caro Inácio Almeida (jornalista e webleitor) e Carlos Santos,

A Petrobrás investe sim em Mossoró, é ela quem mantém toda infraestrutura e toda atividade de produção na região desde 1979 quando de um poço perfurado para abastecer as piscinas do Hotel Termas jorrou também petróleo.

O fato é que o petróleo, como o gás, não é um produto renovável e ele um dia vai acabar. Em comparação com as bacias de Campos, Espírito Santo e Solimões, a bacia Potiguar é de pequeno porte, equiparada a do Recôncavo e Sergipe Alagoas, daí sua capacidade de produção ser limitada.

Além disso, a queda na produção e a descoberta de novas jazidas tende a cair com o tempo de exploração de uma a bacia, quando maior parte das áreas promissoras foram pesquisadas e a maioria dos seus poços já atingiram seus picos de produção, logo declínio na produção é algo natural numa bacia pequena e explorada a mais de 30 anos.

Entre 2000 e 2011 o volume de óleo produzido recuou em 33%, baixando de 31,8 milhões de barris em 2000 para os 21,4 milhões em 2011, logo uma queda de 10 milhões de barris em 11 anos (1 milhão/ano). E isto aconteceu mesmo com pesados investimentos (cerca de 1 bilhão) em recuperação secundária de poços (quando o poço não tem mais pressão suficiente para expulsar o petróleo, são usados métodos alternativos como injeção de gás, água e/ou vapor, ácidos, fraturamento, etc.).

Logo, como são poucas as chances de novas descobertas em na parte terrestre da bacia, devemos torcer por novas descobertas na parte marítima, mas esta só responde por 12,8% da nossa produção atual.

Então é hora de se buscar novas alternativas econômicas para a região e não ficar esperando que a Petrobrás, e outras empresas do setor, fiquem eternamente investindo na região, pois são empresas como todas as outras e visam o lucro.

É bom os oestanos arregaçarem as mangas e procurarem novas alternativas econômicas como a fruticultura, psicultura, energias eólica e solar, que dispõem em abundência e são inesgotáveis.

Ari Jr – Webleitor

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sexta-feira - 15/02/2013 - 01:12h
Petróleo

Vereador vê indiferença da sociedade com desemprego

Carlos Santos,

Permita-me discordar do amigo sobre  o silêncio coletivo na postagem sob o título “Desemprego e silêncio na terra do petróleo“, pois fiz uma audiência pública em 2011, ao perceber este movimento da Petrobras rumo ao Pré sal.

Infelizmente, poucos tiveram coragem de falar com medo de represálias. Recentemente postei em meu Twitter material do articulista Stephen Kanitz onde este relata editorial da Folha de São Paulo sobre o desmonte da Petrobras na gestão Graça Foster.

Esta semana convidei a Secretário do Desenvolvimento Izabel Montenegro para ajudar-me em nova Audiência Pública onde tentaremos, mais uma vez, encontrarmos soluções para tão importante segmento econômico de nossa cidade.

Nosso mandato tem sempre preocupação com o seguimento produtivo mossoroense, porém reconheço que tenho sido um grão de areia nesta luta desigual.

Podemos mais, bastaria termos ao nosso lado nossos clubes de serviços, universidades, CDL, ACIM, etc e etc, porém sinto uma letargia da nossa sociedade e mais grave ainda, uma certa pusilanimidade de alguns, com o famoso: ‘deixe-me fora disso’.

Lamentável.

Estamos sempre a disposição. Grande abraço.

Vereador Genivan Vale (PR)

Nota do Blog – Vereador, a indiferença, a distância e a letargia da sociedade mossoroense não ocorrem apenas em relação ao esvaziamento da indústria do petróleo.

Esse é um comportamento que atesta nosso atraso como sociedade.

Nesta página estou acostumado a receber apelos para encabeçar lutas e movimentos, mas muitos não querem aparecer ou participar. Esperam que a imprensa e o Ministério Público resolvam tudo, de questões particulares a problemas coletivos.

E ainda tem quem acredite no epíteto de “terra da liberdade”.

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sábado - 02/02/2013 - 08:26h
Mossoró

Setor petrolífero é esvaziado e cidade silencia

Carlos Santos,

Enquanto recebemos a Casas Bahia, o setor petrolífero em Mossoroóagoniza em demissões, debandada de empresas etc.

A Petrobras concentra seus investimentos no pré-sal e esquece os campos terrestre.

Muitos pais de familias estão nesse momento desempregados e sem previsão de retorno.

Veja empresas que já foram embora e outras que estão indo: Tenace, Saipem do Brasil, Drillfor, Tuscany, Skanska, BJ Service etc.

George Duarte.

Nota do Blog – O maior agravante desse quadro, é que as organizações associativas de trabalhadores e empresários não discutem o tema. Nossas universidades e faculdades continuam fechadas, não se abrem para a sociedade na abordagem de temas como esse.

O poder público, também não. Há muito festim, pouco foco no trabalho, renda, emprego.

E mesmo assim permanece em evidência a mitologia da terra da liberdade. Somos a terra da liberdade de ter opinião única. Um oximoro.

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domingo - 26/08/2012 - 10:32h
Assédio Moral

Perseguição e dor banalizam o mal na Petrobras/Mossoró

São vários os casos em que o gerente Luiz Antônio aparece como principal acusado de maus-tratos

O Blog do Carlos Santos publicou matéria sob o título “Casos de assédio moral inundam a Justiça e afetam Petrobras” (veja AQUI) às 19h53 da última quinta-feira (23), em que retratava o ambiente de expoliação da força de trabalho, na gigante estatal brasileira, a partir de Mossoró. Mas há muito mais a ser contado.

Na seara judicial correm diversas ações trabalhistas que pleiteiam reparos pelo escravismo e supostas humilhações deliberadas, encetadas por recalques, sadismo ou má-fé. Ou a simbiose dessas distorções psicossociais.

Há um abundante e crescente número de processos por assédio moral. Um rosário de gente que se queixa de maus-tratos encetados pelo gerente da empresa na região de Mossoró, bacharel em direito Luiz Antônio Pereira.

O gerente Luiz Antônio Pereira parece ter sido pinçado de algum romance de Jorge Amado ou dos autos do Tribunal de Nuremberg. Pode ser descrito como um jagunço/feitor ou alguém que se especializou na “banalidade do mal”. A filósofa Hannah Arendt teria-o como um experimento perfeito à sua tese da insensibilidade burocrática no trato de vidas humanas.

Luiz, relata-se, está sempre com chicote à mão. Parece um déspota esclarecido ou convicto da impunidade, sob a proteção desse orgulho nacional que é a Petrobras – e seus padrinhos graduados.

O Blog teve acesso a dezenas de documentos no campo judicial, dossiês e colheu depoimentos de pessoas que tiveram relações contratuais traumáticas com a Petrobras. O que está para vir à tona merece uma recomendação prévia: tape o nariz.

Hélio Silva (foto de junho de 2011): punido pelo mérito

Abaixo, só para se ter uma ideia da dimensão desse e de outros problemas correlatos, veja trechos de uma entrevista com o petroleiro Hélio Oliveira da Silva, 48, com 30 anos de Petrobras, originário de Pernambuco, considerado um servidor exemplar e de conceito além das fronteiras do país.

Mesmo sob extremo regime laboral, ainda conseguiu o feito de ser aprovado num concorrido vestibular de Medicina na Universidade do Estado do RN (UERN).

O material é colhido do Blog De Olho no Discurso, que desencadeou denúncia de exploração e uso da estatal para empreguismo gracioso. Vale lembrar que Luiz Antônio não é funcionário de carreira da Petrobras, mas foi aboletado no cargo por influência política do seu irmão, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emmanoel Pereira.

É essa a história de Hélio. Uma história de vitórias, superação e horrores…

Hélio Oliveira da Silva, 48 anos e trinta de Petrobras.  Filho de família pobre, cuja pai era carteiro, seu sonho era ser médico.  Mas, aos dezoito anos, passou no concurso para a Petrobras.  “A proposta salarial era irrecusável”, diz Hélio, .

O sonho de ser médico foi adiado em troca de uma carreira como técnico de perfuração e poços.

“Como Técnico de Perfuração e Poços Sênior, atuo na complexa atividade de Pescaria, Teste de Formação e Testemunhagem, atividades essas desenvolvidas sempre em campo, junto a sondas de perfuração e produção, terrestres e marítimas”, explica. “Sou um técnico multidisciplinar”, conclui.

Hélio trabalha atualmente na Gerência Setorial de Serviços Especiais, na Gerência Geral de Construção de Poços Terrestres, em Mossoró.  Ele é uma das vítimas de maior dramaticidade do assédio moral na Petrobras.

Leia sua entrevista a seguir.

– Há quanto tempo você trabalha na Petrobras?

Hélio Silva – Antes de tudo agradeço-lhe a oportunidade, pois falar do problema, ser ouvido é uma forma de aliviar a intensidade dos meus sofrimentos. Trabalho há exatos trinta anos, cinco meses e vinte dias. À época, já tinha metas de vida estabelecida. A principal? Ser Médico. De família pobre, filho de carteiro, com doze irmãos. Passei no concurso da Petrobras aos 18 anos, a proposta salarial era irrecusável. Adiei o meu sonho, mesmo assim trabalhei na companhia com esmero e indiscutível dedicação o que me proporcionou uma carreira vitoriosa. Técnico de Perfuração e Poços Sênior.

E continua: “Como Técnico de Perfuração e Poços Sênior, atuo na complexa atividade de Pescaria, Teste de Formação e Testemunhagem, atividades essas desenvolvidas sempre em campo, junto a sondas de perfuração e produção, terrestres e marítimas. Sou um técnico multidisciplinar”.

HÉLIO SILVA

Trabalhar na Petrobras é ter experiência que nos proporciona um grande patrimônio, não me refiro ao material e sim ao imaterial, já que, não tenho dúvidas e sem demérito a outras empresas, a inteligência brasileira gravita em torno da empresa, há muita gente inteligente e competente trabalhando nela. Razão pela qual a Petrobras é uma companhia vencedora, eu recomendo a qualquer jovem que se esforce para fazer parte de sua equipe. O meu caso de dor e sofrimento é pontual e em nada diminui a empresa, são distorções que ocorrem em qualquer grande instituição, mas que precisam ser corrigidas e combatidas.

– Quando começaram seus problemas na empresa?

Hélio Silva – Sempre fui considerado um profissional exemplar, cheguei a técnico sênior ainda muito jovem, topei na carreira há mais de 15 anos, mesmo assim mantive o entusiasmo. Certo dia, perguntei ao gerente local se era justo trabalhar e sequer ser apontado o meu dia de trabalho. Fui defenestrado, desrespeitado. Comecei a pensar duas coisas que foram determinantes para uma tomada de posição, que culminou com a fase mais difícil da minha vida. Primeiro, o país tem uma lei cruel, injusta e perversa que se chama fator previdenciário, tal lei pela sua fórmula matemática empurra pouco a pouco o aposentado para a mendicância.

Vítima

E continua: “Segundo, como posso trabalhar na maior empresa da America Latina, a quarta maior do mundo em energia, tendo a clareza e observando as injustiças a mim acometidas por ocasião do meu regime extremo de trabalho e a supressão de direitos sociais e trabalhistas que não vinham sendo pagos pela empresa, notadamente a subtração de horas extras (tanto inter quanto extrajornada), ingressei com a ação judicial n.º 100200-86.2011.5.21.0012 (Segunda Vara do Trabalho de Mossoró/RN) para fins de postular os meus respectivos direitos? Aí se iniciou um inequívoco processo orquestrado de perseguição.”

– Você se considera vítima de violência no local de trabalho, aquilo que costumamos chamar de assédio?

Hélio Silva – Indubitavelmente. Poderia citar várias situações além do rigor excessivo aplicado. Darei apenas dois exemplos, cristalinos e elucidativos: Pois bem, no dia 21/12/2011, quarta feira, as 08h20min, dia do embarque, fui convocado para comparecer à sala do gerente local. Aí começou o massacre e a verborragia descontrolada e assim foi dito pelo dirigente: “por causa da ação trabalhista das horas extras eu vou destruir você, vou acabar com você, eu posso tudo, tenho todo poder e faço o que bem entendo e além do mais ai de você se for à faculdade de Medicina fazer provas. A partir de hoje você deve ficar na base de 06h00min as 18h00min. Vou desfazer esta ação porque não vai dá em nada, a Petrobras desmancha a ação com facilidade.”

Hélio continua seu relato: “Coincidentemente era a semana de provas na Uern e fiquei transtornado pela virulência e ameaças que sofri. Ao sair da sala de hostilizações tive uma crise de nervos e de choro presenciado por Sóegima Cristina e Valdenildo. São público e notório que ninguém do sobreaviso nunca foi obrigado a permanecer na base durante 12h, uma vez que o trabalho é eminentemente no campo”.

Ele tem mais a dizer sobre o assédio moral.

“No segundo exemplo, no dia 05/03/2012, em Natal, às 10h20min, houve uma reunião do Gerente Regional com o Sindicato dos Petroleiros para tratar de assuntos relativos a perseguições e agressões nas relações de trabalho. Estava presente o Gerente dos Recursos Humanos. Os diretores sindicais Márcio Dias, José Araújo (Dedé), Pedro Idalino e Belchior, além dos empregados da Petrobras Décio, Hélio, Jaime, Soégima Cristina e Valdenildo. O Gerente Regional reforçou os desatinos do Gerente local, foi extremamente duro e cruel. A angústia que já vinha sofrendo, a depressão devidamente diagnosticada, aumentou com a insensibilidade daquele Gerente e a dor doeu mais forte, saí da reunião em completo desatino porque de dedo em riste e na condição de ser proibido de falar, de forma ríspida e autoritária foi dito: ‘Hélio, você vai ficar no administrativo porque eu quero, e quem vai buscar conhecimento em área que não é de interesse da empresa, eu não tenho compromisso e o ônus é todo do empregado.’” Reconheceu que em toda Petrobras sobrara dinheiro no ano de 2011 e disse textualmente que tinha a missão de lapidar o gerente local.

O que o assédio sofrido já lhe trouxe de consequências pessoais, profissionais e de saúde?

Hélio Silva – O assédio moral foi devastador em minha vida. Passei, em dezembro, da condição de um feliz e vibrante acadêmico de Medicina para um paciente com necessidades de fazer uso de ansiolíticos e antidepressivos. Já no mês de fevereiro, adoeci gravemente, deixei de freqüentar as aulas, perdi todas as disciplinas. A depressão se acentuou e imuno deprimido, tive a infelicidade de ser acometido de dengue hemorrágica, fui internado na UTI do Hospital Português (Recife-PE), tive uma experiência de morte.

Segundo o entrevistado, sua vida saiu da euforia da aprovação no vestibular, para um inferno: “Os problemas são muitos: sofro de transtorno ansioso-depressivo, severo distúrbio do sono, dores de cabeça dilacerantes, inapetência, perda de peso, diminuição da libido e diminuição da eficácia do sistema imunológico. O que tanto afeta meus amigos e fundamentalmente a minha esposa, meus três filhos é o desinteresse e o isolamento social. Digo, a depressão é malvada, quem já passou por isso sabe muito bem do que estou falando.”

Ele continua o desabafo emocionado: “Reduziram meu salário cerca de 40% e mudaram meu regime de trabalho do campo, onde sou especialista para o administrativo. Tenho sentimento de indignação e ponho minha esperança em Deus e na justiça, que sabiamente não terá dificuldades de equacionar a problemática”.

– E a justiça? O que ela já disse do seu caso?

Hélio Silva – Bem, acredito na justiça do meu país, a minha ação trabalhista tem forte embasamento. O juiz para bem decidir precisa de provas, as minhas são incontroversas, incontestáveis e insofismáveis, não tenho dúvidas disso. Caso ocorra uma análise bem feita, não haverá a mínima dúvida de que trabalhei em regime excessivo, por que não dizer como uma espécie de semi-escravidão. Com sobrecarga de trabalho e com as folgas desrespeitadas, inclusive nas férias. Tudo isto, sem o pagamento devido. Diga-se de passagem que a Petrobras em sua essência não concorda com isto, o problema é localizado, regional.

Paralelamente à demanda trabalhista, Hélio Silva reage à opressão com outro instrumento jurídico. “Estou entrando com uma ação de assédio moral que é de estarrecer e causar espanto em qualquer um pelo puro desrespeito ao acordo coletivo e próprio código de ética da empresa. Repito, confio na justiça, há homens de bem em todos os lugares e o mal será de alguma forma reparado. Em termos de sentença das ações de horas-extras proferidas pela justiça trabalhista, duas dentre as quatro já foram julgadas favoráveis, as outras duas estão em tramitação. Quanto à ação de assédio acredito que ela é de uma clareza solar e assim sendo, espero um posicionamento favorável do magistrado”.

– Há outros colegas em situação semelhante?

Hélio Silva – Sim. Não obstante, não foi apenas eu quem ingressou com a medida judicial em dissertação. Diversos outros colegas, sentindo-se injustiçados com o não pagamento das horas-extras em foco, assumiram a mesma postura e vêm pleiteando judicialmente o pagamento de suas jornadas extraordinárias. Agora, sou o bode expiatório, como sempre acontece na história da humanidade.

Ele cita adiante, o que tem ocorrido a outros empregados da estatal que vende imagem de excelência para o mundo. “Há seis colegas extremamente afetados, todos passam por tratamentos psiquiátricos, diga-se de passagem, com profissionais médicos diferentes. O que não é coincidência são os diagnósticos e o tratamento, uma vez que todos estão tomando medicação com tarja preta (antidepressivos e ansiolíticos). São eles: Décio (depressão crônica e sem avanço com o tratamento); Jaime, Hollanda, Sóegima Cristina e eu.”

– Qual a sua expectativa? O que você espera que possa acontecer nesse caso?

Hélio Silva – Primeiramente a minha maior expectativa é ver a minha saúde ser restabelecida. A mudança do regime de sobreaviso foi para inviabilizar a minha freqüência no curso, que é o sonho da minha infância. Estando em sobreaviso, poderia comparecer em tempo integral na faculdade nos dias que estava de folga. Em regime administrativo sou obrigado a trabalhar todos os dias, justamente nos horários em que se desenvolvem as aulas da Faculdade de Medicina. A inviabilidade de consensualização do horário de trabalho novo com as obrigações do curso é evidente. Dito isto, sonho em poder voltar a estudar Medicina na UERN; ver a justiça erguida e fundamentalmente que práticas perversas como estas não venha ocorrer com nenhum outro trabalhador. Que as gerações futuras na companhia tenham o prazer de dedicar-se com afinco e zelo e por isso ser reconhecida, e não castigada como está sendo no meu caso. Visto que a pior dor é a da alma, a depressão é malvada e insiste em não ir embora justamente porque estou levando uma vida a qual não suporto, pois não há como agüentar ver a minha decência e dignidade serem subtraídas pela arrogância e insensibilidades de uns poucos.

Veja entrevista completa clicando AQUI.

Nota do Blog – O Blog evitou colocar fotos “novas” de Hélio Silva em seu respeito, a familiares e amigos, tamanha a depauperação de imagem (em relação a essa foto antiga postada nesta postagem).

Punido por seus méritos, Hélio não poderia ser punido pelo Blog.

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segunda-feira - 04/06/2012 - 08:31h
Fatos e Gente

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

Saudações, saúde e paz para Bruno, filho de Cláudia e do meu querido amigo Toinho Oliveira (falecido ano passado). Aniversaria hoje. Que Deus o ilumine para que cumpras a aposta que todos fazemos em você, destacando-se como gente e bom profissional, conforme suas escolhas.

Foi um sucesso o concurso realizado ontem pela Câmara de Mossoró, o primeiro de sua longa história (parece brincadeira, mas não é). O certame para o preenchimento de cargos na estrutura administrativa desse poder aconteceu com pleno êxito, organizado pela Comperve da Universidade Federal do RN (UFRN). Os cargos de nível superior são para advogado, administrador, assistente social, contador, enfermeiro, jornalista, psicólogo e revisor de textos. As vagas de nível médio são para agente administrativo, técnico em informática e digitador. São 24 vagas ofertadas em cargos de nível médio e superior. Os salários variam de R$ 1.373,30 a R$ 2.403,28. Veja o Gabarito das provas AQUI.

Weber: empreendimento entregue

A WSC Empreendimentos, sob a batuta de Weber Chaves e Vera Escóssia, Pedro Augusto e João Augusto, entregou seu mais novo empreendimento concluso: o Mansão Terrazzo. Houve festa nessa quinta-feira (31) para entrega do condomínio em Mossoró, com presença dos adquirentes e diversos convidados. Apresentação de artistas da música e teatro enriqueceu ainda mais o evento.

O repórter social do Tribuna do Norte, Jota Oliveira, prepara a 11ª edição do Arraiá Pra Lá de Dez. O evento acontecerá no dia 15 de junho, a partir das 21h, no condomínio horizontal Jardins de Amsterdã, com a música de Waldonys, Tiago e Santafé e o DJ Dilvan.

Parabéns ao jornalista Diógenes Dantas e a Ênio Sinedino pela nova marca da FM 96 do Natal. Hoje, o “Jornal 96” alcança a excelente marca de 10 anos de atividades. Sucesso. Mais.

Minha querida amiga Aline Couto adianta-me que decidiu ser candidata a vereador em Mossoró. Acredita existir boa motivação e manifestação popular para isso. Uma experiência nova num sorriso sempre contagiante. Então, tá! Sucesso, querida. Merecemos seu êxito.

O Mossoró West Shopping (MWS) deverá instalar nova máquina à melhoria do seu sistema de climatização. O equipamento já foi adquirido. A providência é fundamental à melhoria desse serviço, tamanha a precariedade que ele revela desde a instalação do MWS. O consumidor agradece.

O médico urologista Haroldo Duarte estará ausente da cidade de Mossoró e de suas atividades profissionais regulares, de quarta-feira próxima (6) até o dia 10. Participará do X Congresso Norte-Nordeste de Urologia que sérá realizado em Teresina/Piauí.

OPERAÇÃO VULCANO – Por decisão judicial, os últimos presos na quarta-feira (30) da semana passada, na “Operação Vulcano” (que investiga suposto cartel dos combustíveis em Mossoró), foram soltos à noite passada (domingo, 3). Eles cumpriam prisão provisória que se arrastaria até hoje. Foram liberados Claudionor dos Santos (PMDB), vereador; Pedro Edilson Leite Junior (empresário e ex-vereador), do Posto Santa Luzia; Otávio Augusto Ferreira da Silva, do Posto Fan; Pedro de Oliveira Monteiro Filho, do Posto Mossoró; Robson Paulo Cavalcante (Robinho), do Posto Nacional; Sérgio Leite de Sousa, dirigente do Posto Olinda e Carlos Otávio Bessa e Melo, do Posto Nova Betânia. José Mendes, da rede 30 de Setembro, já tinha obtido o benefício à semana passada, arguindo problemas delicados de saúde.

A greve do professorado da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA), por melhores salários, prossegue sem entendimento com a União. A paralisação alcança dezenas de instituições federais de ensino no país. O calendário de aulas está suspenso, causando enorme prejuízo ao alunado.

O Banco Central do Brasil emitiu parecer favorável ao Projeto de Constituição da Cooperativa de Crédito SICOOB SINDICRED RN. Assim, o próximo passo é a realização da Assembleia Geral de Constituição da sociedade que acontece na próxima segunda, dia 4, às 19h, no Sinmed. A iniciativa é uma cooperativa de crédito mútuo que atenderá aos profissionais da saúde do estado do Rio Grande do Norte oferecendo aos seus associados diversas vantagens, como empréstimos com juros mais baixos, mais agilidade e flexibilidade na obtenção do crédito e orientação técnica especializada.

Obrigado a leitura do Blog a Chagas Azevedo (Natal), Roberto Barreto (Mossoró) e Franklin Almeida (Assu).

A Petrobras e a Associação de Amigos Moradores do Sítio Guamoré e Adjacências – AMIGS – assinam no próximo dia 5 de junho (terça-feira), às 15h, na sede em Natal da empresa, o contrato de patrocínio do projeto Amigo Verde – Gramorezinho. Idealizado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, o projeto beneficiará 120 famílias produtoras da comunidade do Gramorezinho, na região norte de Natal e consiste na implantação da agricultura orgânica para a produção de hortaliças.

Moradores do Conjunto Ulrich Graff conseguiram na Justiça a anulação de doação ilegal de uma praça inteira pela Prefeitura de Mossoró à Igreja Assembleia de Deus. Foi um Processo de Ação Popular (nº 000.3595-31.2012.8.20.0106), de Doris Kallina e outros moradores. O juiz Pedro Cordeiro da Fazenda Pública decidiu em favor dos moradores e o desembargador Saraiva Sobrinho confirmou em sede de recurso, em 26 de abril. A advogada Rosália Amélia foi quem patrocinou a ação. Nota do Blog – Outra demonstração de que o povo pode muito e pode mais, se organizado e consciente de seus direitos. Ótimo exemplo para todos nós. Descruzemos os braços; deixemos de passar à imprensa e Ministério Público o papel de nos defender em tudo.

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Categoria(s): Gerais
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terça-feira - 28/02/2012 - 10:32h
Fato

Mais um delírio da elite política do Rio Grande do Norte

Carlos Santos,

Tem certas coisas que não entram na cabeça de ninguém. Uma das idéias absurdas surgidas pelos dirigentes municipais foi pleitear a hospedagem/concentração das seleções de futebol que disputarão a copa de 2014 em Natal, como se por lá não tivesse hotel ou se o Thermas de Mossoró (cartão postal da cidade e a oitava maravilha do mundo na opinião dos mossoroenses), fosse o único a ter condições de receber as equipes, ou ainda se Mossoró estivesse apenas a 10 quilômetros do estádio.

Eis que agora surge outra idéia esquisita, tão ou maior absurda ainda do governo estadual (Rosalba tenta atrair alguma empresa ligada à Fiat).

Com que cara a governadora vai expor ao presidente da Fiat e aos seus fornecedores que Mossoró, a 500 quilômetros de Goiana-PE, é economicamente rentável para que alguns deles se instalem aqui? Vai prometer um Trem Bala cargueiro ligando diariamente Mossoró/Goiana para o transporte de peças e componentes sem nenhum ônus para os empresários?

Será que a governadora vai expor que, em situação inversa, a Petrobras está construindo a refinaria em Suape/PE e retirando a matéri- prima de Mossoró? Seria essa a justificativa? Seria um belo exemplo? Será que vai que vai falar que Mossoró tem um hotel com águas termais? O Memorial a Lampião? Que foi a única cidade do Nordeste a expulsar o bandido Lampião? Vai falar que a Cidade Junina, conhecida ‘mundialmente’, é em Mossoró?

É bem verdade que a Petrobras, por capricho do ex presidente Lula, talvez seja a única empresa no mundo a construir uma refinaria distante 560 quilômetros de onde extrai a matéria prima. Mas esse absurdo, como já escrevi acima, foi um pedido de um ex presidente da república do Brasil a Petrobras para que ela construísse a refinaria em seu estado natal. Pedido feito, pedido atendido. Não pediu que fosse construída em Garanhuns, ninguém sabe por quê. Mas vontade teve.

Com a iniciativa privada onde a economia de gastos é extremamente importante para a sobrevivência de qualquer empresa, é diferente. Extremamente diferente.

Posso estar enganado, mas o presidente da Fiat-Chrysler dará umas boas gargalhadas ao se despedir da governadora. Antes de rir, deverá pronunciar a frase:

Esto es absurdo.

Geraldo Fagundes, webleitor.

Nota do Blog – Muito boa sua intervenção Geraldo Fagundes. Isso ajuda em nosso debate sadio e elevado, que faz desta página um fórum de discussões relevantes e não apenas desse trivial tititi politiqueiro. Obrigado.

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quarta-feira - 01/02/2012 - 20:39h
Dilma presidente

Plasmando a criatura

Por Gaudêncio Torquato (Portal Migalhas)

A presidente Dilma Rousseff – é visível – começa a plasmar um governo com a sua cara. Forma “um governo pra chamar de seu”. Cumpriu o compromisso com Lula, de segurar alguns perfis durante um ano, e substitui peças no tabuleiro. A decisão mais difícil foi a de tirar o petista Sérgio Gabrielli do comando da Petrobras. A presidente nunca aceitou o flagrante de Gabrielli naquele hotel de Brasília, sendo recebido por José Dirceu. O governador da Bahia, Jaques Wagner, abriu uma vaga no secretariado para abrigar o ex-presidente da Companhia, que começa a vestir o figurino de candidato a governador em 2014. As mudanças na Petrobras, dizem, irão além da ascensão de Maria das Graças Foster à presidência. Deverão abrir arestas em alguns partidos, principalmente o PMDB e o próprio PT.

Outras áreas

Mudanças ocorrerão nos escalões inferiores de toda a estrutura. Além do DNOCS, mudanças ocorrem na Casa da Moeda, no Banco do Brasil (alterações em 13 Diretorias), e em alguns Ministérios. No Ministério das Minas e Energia, as tensões começam a energizar os espíritos.

A nova identidade

A identidade do governo tem como vértice a gestão eficaz. Técnica, focada em resultados, a presidente quer ver uma estrutura mais ágil e comprometida com os parâmetros da gestão moderna. Conta, para essa missão, com a valiosa colaboração de um Grupo de Gestão, coordenado pelo megaempresário Jorge Gerdau, um ícone da revolução de métodos e sistemas administrativos. Dilma parte de uma correta visão : a nova classe média (classe média C) – cerca de 30 milhões de brasileiros – não dispõe de recursos para implantar todos os padrões usados por estratos médios superiores (B e A), devendo, assim, continuar a usar os serviços essenciais do Estado, particularmente nas áreas da Educação e da Saúde. Portanto, exigirá serviços cada vez mais qualificados.

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terça-feira - 29/11/2011 - 17:08h
Mudança

Petrobras apresenta novo gerente geral para RN e Ceará

Nesta terça-feira (29/11), em Natal, ocorreu a cerimônia de posse do novo gerente geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção do Rio Grande do Norte e Ceará, Luiz Ferradans Mato. O evento contou com a presença do gerente executivo do E&P no Norte/Nordeste, Christovam Sanches.

Os executivos e o novo gerente geral também visitaram a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini (DEM), no final da desta terça-feira, quando reafirmaram o compromisso da Petrobras pelo desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

O geólogo Luiz Ferradans Mato está na Companhia há 32 anos, onde atua na área de exploração e produção. Desde 1987, Ferradans ocupa cargos gerenciais na Petrobras.

Nos últimos dois anos, esteve à frente da Unidade de Operações de Exploração e Produção do Amazonas, como gerente geral.

O gerente executivo Christovam Sanches explicou que a mudança gerencial na Unidade é reflexo do modelo de gestão da Companhia, o qual promove o intercâmbio dos gerentes nas diversas Unidades da Petrobras. Este modelo também levou o engenheiro Joelson Falcão Mendes a assumir a gerência geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. O gerente do Ativo de Produção Mossoró, Francisco Alves de Queiroz Neto, irá assumir a gerência geral da Unidade de Operações de Exploração e Produção do Amazonas.

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quarta-feira - 28/09/2011 - 09:04h
Dois mundos

Ceará dá lição que o RN teima em não aprender

Carlos Santos,

Estive neste final de semana em Juazeiro do Norte (CE) e observei que a cidade tem o seu aeroporto funcionando normalmente com quatro empresas operando todos os dias.

A empresa que ganhou licitação das compras das locomotivas do Metrô de Fortaleza teve que se instalar em Juazeiro do Norte dando emprego ao Estado do Ceará. Tem também um trem fazendo a rota Juazeiro – Crato.

A diferença do RN para o CE é que desde o governo de Tasso Jereissati (1987), que as empresas que abrissem no CE para ter o maior número de incentivo necessitaria se distanciar da capital. Quanto maior a distância maior seria o seu incentivo.

Aqui no nosso estado é totalmente diferente. Governos desde José Agripino, Garibaldi Alves e Wilma de Faria tiveram o seu maior número de icentivos na grande Natal, só um cego não vê a diferença do nosso Distrito Industrial para o da grande Natal.

A quem interessa esse desinteresse pela nossa cidade?

Mossoró se desenvolveu principalmente pela sua riqueza com seus campos de Petróleo e hoje o que observamos é que não se escuta nenhum político defendendo o investimento da Petrobrás com o nosso estado, investimento que hoje foi embora com a queda de mais de 80%.

Essa é a grande diferença do RN para o CE.

Lá no CE se o Governo Federal tentar retirar qualquer recurso todos se unem, aqui o que observamos é todos baixarem a cabeça e não defender o nosso estado.

Mossoró necessita de reconhecimento dos nossos políticos, chega de 4 em 4 anos tentarem nos passar o melhor de Mossoró, quando hoje o que vemos é que em 2008 já foi bem melhor. Profundamente lamentável.

Espero que a Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) mude tudo isso e mais: coloque alguns projetos do CE no nosso estado, pois estamos necessitando de grandes mudanças, principalmente na área Industrial para a nossa cidade.

José Maria de Souza Luz Filho (Zezinho) – Webleitor e empresário

Nota do Blog – Meu caro Zezinho, a Copa do Mundo de 2014 apenas vai aprofundar esse “apartheid” e de vez formalizar o surgimento de dois RN´s: um da Grande Natal e outro da Reta Tabajara pro sertão, que terá Mossoró, crescendo por suas riquezas naturais, localização privilegiada e ousadia da iniciativa privada, como sua “capital”.

Lamentavelmente a politicalha, na qual boa parte do empresariado se mete diretamente ou por omissão, concorre para isso. Por que vocês não se mobilizam através de suas entidades de classe como CDL, Acim, Sindivarejo etc.?

O Distrito Industrial de Mossoró arrasta-se. Há deficiência de água, telefonia, Internet, energia, pavimentação e mesmo assim a propaganda vendida – e não contestada pelo empresariado – mostra tudo como se fosse uma espécie de Dubai. Absurdo!

Paremos de resmungar e acusar políticos; passemos a descruzar os braços. Sejamos proativos. Vamos à luta.

A elite política do Rio Grande do Norte, com raras exceções, já disse a que veio e tem cumprido seu papel de olhar pro próprio umbigo, arrumar a vida dos seus. Não esperemos muito além disso.

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