terça-feira - 30/08/2016 - 10:12h
Para entender o Brasil

Moral é artigo em falta entre algozes e apoiadores de Dilma

Não há santos entre aliados de Temer e do lado de Dilma; falta legitimidade aos dois e ao Congresso

Por Raphael Tsavkko Garcia (Congresso em Foco)

A defesa de Dilma durante todo o dia 29 de agosto foi coalhada de frases de efeito vazias, bravatas, gritos por democracia e… mentiras. Temer, escolhido por Lula e pelo PT para ser seu vice, segue uma política de continuidade tanto na economia quanto nos cortes. Diferenças podem ser vistas na política externa e nada mais.

Discursos como os de “Temer acabou com Ciência Sem Fronteiras e o Pronatec” são enganosos. Temer pode até ter fechado a porta, mas os cortes orçamentários promovidos por Dilma já haviam inviabilizado a continuidade desses e de outros programas.

Dilma parece ter uma predileção por citar Eduardo Cunha, um exemplo de como a moral do Congresso anda baixa. Seria um trunfo, não tivesse o mesmo Cunha sido um importante aliado de Dilma e do PT e ter participado ativamente de sua primeira campanha eleitoral.

Lewandowski, Aécio Neves do PSDB e Dilma Rousseff (PT) ontem no Senado: tensão e descontração de iguais (Foto: Web)

Além disso, Cunha foi a ponte entre Dilma e os evangélicos e trabalhou pesadamente para distanciá-la da imagem de alguém que defendia o aborto (Gabriel Chalita, vice de Fernando Haddad em São Paulo, fez o mesmo trabalho junto aos católicos conservadores). Dilma soube vender essa imagem, chegando a vetar a regulamentação ao direito do aborto e a mandar uma ministra, Eleonora Menicucci, se calar sobre o tema.

Dilma afirmou ainda ter “resgatado a Petrobras”. Mais uma mentira. O PT praticamente levou a empresa à falência, a corrupção foi tamanha que resultou em queda de 1% do PIB.

Moral e ética que inexistem

Minha preocupação aqui não é se houve ou não crime de responsabilidade, ou se as pedaladas podem assim ser consideradas, e sim focar no aspecto mais básico das alianças espúrias e da total inexistência de moral e ética – de ambos os lados.

Dilma e diversas personalidades petistas e de partidos aliados acertam ao dizer que o Congresso (e mais especificamente o Senado) não tem moral para julgar Dilma. O problema é que os políticos petistas também não têm moral para defendê-la, especialmente de seus (ex-)aliados.

Cunha: aliado de Dilma em momento delicados (Foto: André Dusek/Estadão)

Sabemos que Aécio, “o derrotado”, tem inúmeros problemas que não se limitam ao aeroporto de Cláudio. Aloysio Nunes é investigado pelo STF, Agripino Maia é outro investigado por corrupção. E a história não melhora para outros senadores do PSDB, DEM, PMDB, PP etc.

Do lado petista, Gleisi Hoffmann, uma das mais vocais nos ataques aos demais senadores, esqueceu-se de que ela é investigada por (supostamente) roubar dinheiro de aposentados junto com seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. Petistas destacados, como Lindbergh Farias, esqueceram das fotos com os agora ex-aliados que, de um dia pro outro, viraram corruptos, arautos do atraso e etc.

A senadora Vanessa Grazziotin, esta do PCdoB, já enfrentou pedido de cassação pro compra de votos e abuso de poder econômico, por exemplo. Não há santos no lado vermelho-desbotado da força.

Na turma do troca-troca temos Renan Calheiros, um dos últimos a entrar na mira do petismo radical, era em 2015 defendido por militantes do PT do que chamavam de ataques da Globo. Calheiros foi inclusive chamado de “exemplo de moralidade”, mas hoje entrou no balaio dos “golpistas”.

Como não lembrar de Kassab, arqui-inimigo do PT paulista, responsável por episódios de higienismo e violência contra manifestantes e que virou ministro da Dilma, recebeu incumbência de Lula de fundar o PSD como forma de desidratar o PMDB e… acabou ministro do PMDB e novamente inimigo do PT.

Kassab e Collor dispensam comentários.

Kátia Abreu foi uma das poucas a manter a fidelidade à Dilma e por isso foi louvada pelos apoiadores da presidente. Pena que ela seja acusada de incontáveis crimes contra indígenas e suas ações contra o MST – apoiadores de Dilma – sejam conhecidas por todos. É aquele famoso apoio que mais causa (ou deveria causar) constrangimento do que ajuda.

O QUE VEMOS NO CONGRESSO nada mais é que uma disputa de poderosos aliados e ex-aliados por poder. Gritam, brigam, babam e ameaçam em público. Na sala do café trocam amenidades e chamam para a festa de aniversário da filha. Não estou dizendo que não devem manter civilidade, mas o que vemos é algo bem além. É a conivência de elites disputando o bolo. O nosso bolo. Aquele bolo que nós nunca veremos, porque não fomos convidados para a festa.

A música popular diz “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”. O clichê cai como uma luva para o Congresso Nacional e não discrimina partidos. Qualquer um que acuse o adversário de uma imensa gama de crimes corre o risco de… acertar na mosca.

Pode até chutar um artigo do Código Penal sem muito medo de errar. O problema que se apresenta é menos de legitimidade de derrubar Dilma ou de manter Dilma e mais da legitimidade de manutenção do Congresso em si, do sistema político em si.

Chegamos num ponto da história tão viciado que, por exemplo, chegaram a decretar que a repressão ao protesto a favor de Dilma ocorrido na noite de seu depoimento na Avenida Paulista inauguraria um período de regressão política.

Ora, só muita falta de memória para dizer isso depois da imensa repressão patrocinada pelo PT, PSDB e demais partidos no poder em junho de 2013 ou durante a Copa do Mundo e que desembocou na lei antiterrorismo criada e aprovada pela mesma Dilma para garantir que não aconteceriam protestos durante as Olimpíadas.

A maior das ironias é que quem apanhava ontem nas ruas de São Paulo (e falo em termos de grupo, não de indivíduos) gritava “VAI PM” contra a esquerda em 2013 e 2014 e acusava a eles (ou a nós) de sermos financiados pela CIA.

DILMA CAIR sem que Temer, o vice da chapa, a siga, é um absurdo – em especial, com pesquisas mostrando que a ampla maioria dos brasileiros repudia os dois.”

O professor Pablo Ortellado comentou em reportagem do Aliás (Estadão) sobre a polarização política brasileira (veja AQUI). De um lado quem acredita piamente que Dilma e o PT são comunistas e que o Foro de São Paulo é uma organização de promoção do comunismo mundial que enfiou médicos cubanos para destruir o país.

Do outro temos teses estapafúrdias de que a crise da Petrobras só estourou porque é do interesse da CIA ou que o próprio juiz Moro, responsável pela Lava Jato, foi treinado pelo FBI.

E tais teses à esquerda, digamos assim, não vêm de qualquer um, mas de gente como Marilena Chauí ou Emir Sader, que dedicam seus dias a espalhar teorias conspiratórias. Do outro lado temos Bolsonaros e Revoltados Online com apoio dos jovens “liberais” do MBL.

No fim é um jogo de soma zero. Ou melhor, o saldo para o país é negativo. O impeachment não trará nenhuma paz ao país.

A narrativa do golpe irá permanecer no imaginário, a tentativa de apagar o passado seguirá. O PT está aliado em quase um terço das cidades do país ao PMDB, PSDB ou DEM (num dos casos em Niterói, segunda cidade do estado do Rio de Janeiro) parece não entrar na cabeça de seus apoiadores. Ou, como em São Paulo com Haddad, aliado ao PR de Magno Malta e ao Pros – além do Chalita, lembram, dos católicos antiaborto?

Movimento "black blocs" é experiência de ativismo que guarda vários ângulos de análise (Foto: arquivo)

Apesar disso, os defensores de Dilma seguem todos os dias alardeando o início de um período terrível da história a partir da posse de Temer, como se todas as maldades fossem novas e o PT nada tivesse feito.

Do outro lado ficam a desfaçatez e a franca traição (ou “golpe” nos termos de Élio Gáspari, ou seja, no sentido mais literal de um soco ou uma rasteira) do PMDB e de aliados como Kassab ou Collor. A falta de ética é patente, assim como a completa impossibilidade moral de apontar o dedo para o que, no fim, era o próprio governo deles.

Dilma cair sem que Temer, o vice da chapa, a siga, é simplesmente um absurdo de proporções brasileiras – em especial diante de pesquisas que mostram que a ampla maioria da população repudia tanto Dilma quanto Temer.

Temos, nesse bolo, perfis de redes sociais como os já citados Revoltados Online de um lado (e outros perfis menos estrelados, mas igualmente tóxicos), e perfis e páginas claramente alinhadas ao PT do outro (várias delas com mesma identidade visual e suspeitas fortes de serem mantidas por MAVs, ou militantes virtuais do PT, criados por, pasme, André Vargas, deputado cassado).

Além disso, há ainda portais claramente alinhados ao ideário da “família Bolsonaro”, em geral espalhando ódio e desinformação, e portais da rede #BlogProg (Blogueiros Progressistas), que recebem relevantes fatias de verbas federais ou recursos de sindicatos controlados pelo PT e pelo PCdoB (já apelidado de PSeudoB por muitos).

Nesse caldo, a verdade é detalhe.

Farsa do impeachment

Sequer podemos falar em versões, o que temos é apenas leituras absolutamente deturpadas e enviesadas. E usos políticos que beiram a canalhice (ou mesmo ultrapassam) de lutas sociais e movimentos sociais.

Um exemplo: Como não lembrar de um dos governistas mais raivosos e destacados, Eduardo Guimarães, agora candidato a vereador pelo PCdoB, que durante os protestos de junho de 2013 usou o paint para colocar uma suástica nazista numa bandeira negra dos black blocs a fim de criminalizar o movimento e, por tabela, acusar o MPL e todos que estavam nas ruas de serem nazistas?

Diante dessa completa degeneração de militância e mídias alinhadas, não podíamos esperar outro cenário que não o dessa completa farsa que acompanhamos pela TV. A farsa do impeachment. A farsa de aliados políticos tornados inimigos e novamente aliados ao sabor do vento enquanto claques de cada um dos lados se matam nas redes sociais espalhando mentiras e desinformação e tornando o debate político insuportável ou mesmo impossível.

O impeachment da Dilma, não se enganem, não mudará esse cenário. Teremos dois anos de imensa (e necessária) pressão contra Temer, assim como teremos a continuidade dos desmontes iniciados por Dilma que poderão mesmo ser acelerados e piorados (há espaço para isso).

E a campanha de 2018 poderá nos trazer novamente Lula, agora com um discurso extremamente vitimizado (o PT é mestre nisso, vide o mensalão), buscando ganhar votos em cima da história de um suposto golpe, apelando para as paixões inconscientes de amplos setores da esquerda que permanecem incapazes de resistir ao canto da sereia (ou do sapo barbudo, para usar a velha piada).

Nossos problemas não vão acabar tão cedo, nem começaram ontem.

Estamos apenas no meio de uma batalha que já perdemos.

* Raphael Tsavkko Garcia é jornalista e doutorando em Direitos Humanos (Universidad de Deusto, Espanha).

* Veja texto originalmente publicado no site Congresso em Foco, clicando AQUI.

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Categoria(s): Artigo
sábado - 27/08/2016 - 10:45h
Campanha 2016

Em meio à crise política, candidatos do PT disfarçam partido

Do portal G1

Candidatos a prefeito pelo PT em parte do país têm trocado o tradicional vermelho por outras cores e escondido o principal símbolo do partido: a estrela.

Adversários políticos dos petistas dizem que os candidatos têm adotado essa estratégia para descolar as imagens deles da sigla.

Desgastado em razão do processo de impeachment de Dilma Rousseff e dos escândalos da Operação Lava Jato, o PT terá, nesta eleição, quase metade dos candidatos a prefeito em comparação com 2012: 992.

O PT de São José dos Campos-SP ficou azul com toque amarelo (Foto: Reprodução)

Em São José dos Campos (SP), o prefeito e candidato à reeleição Carlinhos Almeida decidiu trocar o vermelho pelo azul e pelo amarelo (cores características do rival PSDB). Também aboliu a estrela; no lugar, há um coração.

“Fui eleito por uma aliança de diferentes forças e nossa candidatura à reeleição também é fruto da união da várias visões em favor de São José. Assim como na eleição passada, nossas cores representam isso. Eu e o Dr. Macedo Bastos lideramos um grupo de dez partidos unidos sob a bandeira da cidade”, afirma o candidato.

Em Maceió, o candidato Paulão abusa do amarelo e do roxo na página da campanha no Facebook. A estrela não recebe destaque. Só o número 13 é que figura em vermelho. Trata-se de um visual bem diferente da página oficial do candidato, que é deputado federal, onde a estrela do PT ocupa o centro da foto, maior inclusive que a imagem dele.

Ideais petistas

“Existe uma tendência na suavização das cores no material de campanha. É uma questão gráfica, que vem evoluindo com o passar do tempo. Mas não tem nada a ver com ruptura ou desvinculação com a imagem do partido. O candidato continua firme nos ideais petistas. Ele, inclusive, sempre que pode, faz questão de utilizar as cores do partido durante as convenções ou encontros partidários”, afirma a assessoria de Paulão.

Em Londrina (PR), a campanha do candidato Odarlone Orente também não destaca a estrela. Ela aparece acanhada antes do cargo que ele pretende ocupar, assim como em outras cidades, em que a estrela aparece quase imperceptível no nome dos candidatos.

Em Brusque-SC, o PT quase não é percebido como partido na propaganda (Foto: reprodução)

Procurado, Orente diz que o círculo em volta do número representa a “infinitude, a relação que não se rompe e a aliança que quer ter com a cidade”. “A estrela a gente vai continuar utilizando, ela está no material e continuará sendo utilizada. Até porque o candidato é do PT, não tem como fugir disso. Sou filiado desde 1999.”

Sobre as tonalidades usadas ao fundo (laranja e amarelo), diz que representa um novo “amanhecer”, que ele e sua equipe querem para a cidade.

“A campanha buscou fugir do tradicional, é uma campanha jovem, por isso há algumas cores diferentes”, afirma ele, que ressalta, no entanto, que “em nenhum momento foi descaracterizado o partido”. “Não há como dissociar a minha figura do Partido dos Trabalhadores.”

Decisão de comum acordo

Em Brusque, o candidato Gustavo Halfpap também não usa o vermelho nem sequer no número. A estrela também não aparece. “Nós fizemos assim porque são as cores da nossa cidade. Também temos uma coligação com outros partidos, o PV, o PTC. Foi uma decisão de comum acordo e orientada pela nossa equipe de marketing. São as cores da nossa cidade”, diz.

Propaganda de Haddad encolheu número e diminuiu impacto do vermelho (Foto: reprodução)

Em São Paulo, o atual prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad divulgou a foto da campanha com uma estrela tímida dentro do 13 apenas. Mas outros materiais, como adesivos, apareceram depois com a estrela em destaque.

Questionado na quinta (25) se o PT pediu que a estrela fosse ampliada, Haddad afirmou: “Não houve nada disso. A decisão é sempre minha”. “Eu que tomo decisão sobre o layout da campanha.” Perguntado por que resolveu colocá-la pequena dentro do número, disse: “Tomei [a decisão] porque quis. Achei que ficou bonito assim.”

Contraponto

Essa não tem sido a tônica em todos os estados, no entanto. Em Fortaleza (CE), a candidata Luizianne Lins não só preserva a estrela, como utiliza várias delas. Também faz questão do vermelho-símbolo.

Na propaganda gratuita da TV, aparece, inclusive, entrando em um Fusca vermelho com o vice.

Em Fortaleza-CE e Boa Vista-RR a coragem de ser o que é e enfrentar tempestades (Foto: reprodução)

Em Boa Vista (RR), o professor Roberto Ramos também não abandonou o vermelho nem a estrela, pelo contrário.

Avaliação do PT

O vice-presidente nacional do PT, José Guimarães, diz que adotar uma tática de esconder os símbolos do partido é “dar um tiro no pé”.

“Essa é uma guerra que alguns setores da mídia querem fazer, que há gente escondendo a estrela. Se alguém estiver fazendo isso, é uma burrice, porque o partido, mesmo com todo o massacre em cima, para surpresa de alguns e tristeza dos mais conservadores está na frente em todas as pesquisas. Portanto, é uma burrice usar essa estratégia. O Lula é o maior transferidor de votos no Nordeste e em várias partes do Brasil.”

“Se o Haddad tiver que se eleger prefeito, e eu acho que ele vai crescer e vai conseguir, ele vai se eleger todo mundo sabendo que ele é do PT. Ninguém nega o que é na vida.”

Veja matéria originalmente na página do G1 clicando AQUI.

Nota do Blog – Em Natal, a chapa deputado Fernando Mineiro (PT)-advogada Carla Tatiane (PCdoB) também suaviza a estrela e o vermelho, que fazem parte da simbologia petista.

Apresentam-se em fotografia oficial da campanha sem eles.

Fernando e sua vice: tudo branco, sem estrela, sem o vermelho (Foto: divulgação)

A aposta é num branco límpido, quase diáfano.

O marketing pode muito, mas não pode tudo. Essa camuflagem pode até atenuar o impacto das nuvens carregadas sobre o partido, mas não é capaz de milagres.

O PT tem que enfrentar a tempestade de cabeça erguida, cara limpa, com estrela e seu vermelho, apresentando o que tem de positivo e fazendo um mea culpa.

Errou, errou muito, mas também tem suas virtudes. Precisa refletir sobre tudo, parando de se escorar no velho complexo de transferência de culpa.

Quando o partido completava 24 anos em 2003, Lula chegou a afirmar:

– Nós não podemos errar, não temos o direito de errar e não temos o direito de fracassar. (Veja AQUI).

Errou ele, errou o PT.

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sábado - 27/08/2016 - 08:14h
Mossoró

Líderes estaduais têm pouco a oferecer à sucessão municipal

Qual o peso – na atual campanha municipal – de lideranças estaduais que num passado até recente eram muito aguardadas nos palanques políticos, em Mossoró?

Será que existe apenas um esvaziamento da influência de tradicionais lideranças locais (como abordado pelo Blog ontem – veja AQUI), ou também essas expressões de nível estadual estão em baixa?

Garibaldi e Fátima são lideranças que podem ser importantes à campanha municipal (Foto: montagem)

Os primeiros dias de campanha não empolgaram o eleitor. Os próprios candidatos apostam numa programação inicial com limitações que estão longe das manifestações do passado, quando ocorriam comícios, passeatas e carreatas expressivos.

Por enquanto, o ambiente mais efervescente é a Internet e suas redes sociais, com as campanhas descarregando propaganda e fomentando participação de seus militantes, numa guerra que é irreal diante do que é visto nas ruas. São dois mundos distintos.

Robinson Faria

No palanque do atual prefeito e candidato à reeleição, Francisco José Júnior (PSD), é difícil que apareça o líder estadual do seu partido que teve votações maciças ao Governo do Estado em Mossoró, governador Robinson Faria (PSD).

Até aqui, ele refugou até mesmo presença na convenção partidária do prefeito no início deste mês, num ambiente plenamente favorável. Escalou o filho e deputado federal Fábio Faria para esse fim.

Os dois têm profundo desgaste público no município, capaz de provocar um efeito oposto à energia de uma fusão nuclear: queda livre mais acentuada de ambos.

Henrique e Garibaldi

No palanque de Rosalba Ciarlini (PP), ex-governadora, liderança como do ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) não é vista como salutar, em face do seu envolvimento com escândalos de repercussão nacional.

Outro apoio, após anos sendo satanizada pelo rosalbismo, seria da ex-governadora e hoje candidata a vereador em Natal, Wilma de Faria (PTdoB). Por Mossoró, também não deve aparecer, mesmo tendo sido uma governante com bom acervo de realizações para o município.

Quanto ao senador Garibaldi Filho (PMDB), há maior leveza. Teoricamente pode acrescentar ao lado do seu PMDB à campanha de Rosalba, pois sofre menor desgaste e passa incólume a tsunami de escândalos nacionais.

Agripino

Em relação ao candidato Tião Couto (PSDB), seu partido já contou e deve contar com a presença do seu presidente estadual em Mossoró, deputado federal Rogério Marinho. Mas ele tem muito mais a capitalizar para 2018 do que acrescentar à votação do candidato Tião agora.

Henrique e Agripino: dois palanques (Foto: Câmara Federal)

Outro nome com Tião, é do senador José Agripino (DEM). Sua trajetória política em Mossoró sempre foi vinculada ao casal Rosalba-ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado. Hoje, sua referência local é a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) que levou o DEM para Tião Couto.

A participação de Agripino, do ponto de vista da imagem pessoal, num momento que o país caminha para fim da era PT, pode acrescentar ao discurso da chapa Tião-Jorge do Rosário (PR), mas provavelmente de forma residual.

O ex-deputado federal João Maia, dirigente estadual do PR, trabalhou para levar seu partido à coligação de Rosalba. Deverá ficar distante da sucessão, num colégio eleitoral em que tem escassa influência sua.

Fátima Bezerra

Com a candidatura de Gutemberg Dias (PCdoB), que traz como vice uma jovem militante do PT, Rayane Andrade, temos a atração esperada da senadora Fátima Bezerra (PT). Deve catalisar a participação da militância petista, mesmo num momento de desgaste de seu partido no plano nacional e flacidez local.

Já o candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC), não tem qualquer político de expressão estadual o apoiando. O nome de maior representatividade é do vereador natalense e advogado Joanilson de Paula Rêgo.

Ele é dirigente da executiva do PSDC no Rio Grande do Norte, com largo conceito no meio forense, mas sem peso eleitoral em Mossoró.

Como chegou a definir o senador Garibaldi Filho sobre a política mossoroense, à época em que ainda era governador do Estado, “Mossoró é muito difícil”.  Se é! Ô!

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segunda-feira - 08/08/2016 - 09:30h
Sopinha de letras

Chega a 31 o total de partidos na campanha 2016 em Mossoró

Ao todo, 30 partidos vão participar das eleições municipais de Mossoró este ano. No momento, ou seja, por enquanto, o Brasil tem 35 partidos registrados oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Veja AQUI pequeno histórico de cada um).

O campeão em quantitativo é a coligação em torno da candidatura à reeleição do prefeito Francisco José Júnior (PSD). Serão 14 agremiações.

Os partidos que o apoiam são estes: PSD, PEN, PMB, PMN, PPL, PPS, PRB, PROS, PRTB, PSC, PTC, SDD, PTN e PV.

A segunda candidatura com maior “engorda” é a da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP).

Está arrimada por sete partidos: PP, PSB, PDT, PMDB, PTB, PTdoB e PHS.

Atrás de ambos está Tião Couto (PSDB), com cinco partidos.

Com ele estão  PSDB, PR, DEM, PSL e PRP.

A candidatura de Gutemberg Dias (PCdoB) tem coligação de outra legenda, o PT.

O mesmo número de partidos envolve o candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC), acompanhado pelo PSOL.

Já o PSTU terá apenas chapa proporcional, com três candidatos a vereador e sem apoiar qualquer nome a prefeito.

Em 2012

Em 2012, último pleito municipal, 24 partidos participaram da luta pelo voto, rivalizando-se em especial em dois palanques.

A “Coligação Frente Popular Mossoró Mais Feliz”, da candidata Larissa Rosado (PSB), amealhou a companhia de  14, mesmo número alcançado hoje por Francisco José. Só que ela estava condição de oposicionista.

Os partidos eram estes: PT do B, PRP, PC do B, PSD, PTC, PRB, PP, PPS, PHS, PSB, PTB, PT, PDT e PPL.

Eles formaram três coligações, assim distribuídas: PT do B, PRP e PC do B; PSB, PTB, PT, PDT e PPL; PSD, PTC, PRB, PP, PPS e PHS.

Já a então vereadora Cláudia Regina (DEM) tinha nove partidos na “Coligação Força do Povo”. Mesmo com apoio da então prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB).

Eram essas as siglas: DEM, PMDB, PV, PSL, PSC, PTN, PSDB, PR e PMN.

Esses partidos inscreveram 120 candidatos a vereador em quatro coligações: DEM, PR e PMN; PMDB e PSC; PTN e PSDB; PV e PSL.

O PSDC teve o professor Josué Moreira como candidato a prefeito, com 23 concorrentes a vereador.

O PSOL apresentou Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha”, a prefeito, também sem fazer coligação. Juntou cinco candidatos a vereador.

O PRTB teve Ednaldo Calixto como candidato a prefeito e oito nomes a vereador.

PMDB campeão

Veja AQUI como cada partido se comportou eleitoralmente em 2012, remetendo a comparativo ainda ao ano de 2008. O campeão de votos foi o PMDB, que alcançou o primeiro lugar em votação cumulativa de seus candidatos (e legenda), além de eleger três representantes: Alex Moacir, Claudionor dos Santos e Izabel Montenegro.

* Um apelo para quem for utilizar essas informações: por favor,  por respeito ao suor da pesquisa e à lei, cite a fonte. Não é feio nem humilhante, mas é ridículo e traduz complexo de inferioridade, não fazê-lo. Pense nisso.

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sexta-feira - 29/07/2016 - 15:46h
São Gonçalo do Amarante

PR e PT fecham chapa à sucessão municipal

Do Blog de Thaísa Galvão

Chapa fechada no sistema governista em São Gonçalo do Amarante reunindo o PR e o PT.

O pré-candidato a prefeito Paulinho da Habitação terá como vice o vereador e presidente estadual do PR, Eraldo Paiva.

A chapa tem apoio do atual prefeito Jaime Calado e da deputada federal Zenaide Maia.

A convenção para homologar a chapa será neste domingo, 31, no ginásio do conjunto Amarante a partir das 16h.

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quinta-feira - 28/07/2016 - 00:26h
Mossoró

PCdoB tem nome petista definido como vice

Rayane: de Goiás (Foto: redes sociais)

Gutemberg Dias (PCdoB), pré-candidato a prefeito pela aliança PCdoB-PT, terá a estudante universitária Rayane Andrade (PT) como sua vice.

Ela é originária de Goiás e acadêmica de Direito na Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).

A formalização da chapa e da aliança será no próximo sábado (3)), às 9h, na Escola de Artes de Mossoró.

A aliança entre os dois partidos também ocorrerá na chapa proporcional.

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quinta-feira - 21/07/2016 - 17:18h
Natal

Fátima garante que Lula estará em campanha de Mineiro

Em reunião com a senadora Fátima Bezerra (PT) e com o pré-candidato a prefeito de Natal, Fernando Mineiro (PT), realizada na quarta-feira (20), em São Paulo (Veja AQUI), o ex-presidente Lula afirmou que vai participar com “todo o gás” da campanha deste ano em todo o país.

Lula anunciou que Natal está dentro das prioridades do partido, e, por isso, já na segunda quinzena de agosto estará no RN pedindo votos para Mineiro.

O PT de Natal fará sua convenção no dia dia 30 de julho e contará com a presença de Rui Falcão, dirigente nacional da legenda.

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sábado - 16/07/2016 - 12:15h
Vá entender!

O dia em que o PT ajudou a ressuscitar o DEM

A era PT quase dizimou um dos símbolos da direita no Brasil, o DEM, outrora PFL, filho do PDS, antecedido pela Arena, bisneto da UDN.

O partido mudou de nome e esteve a ponto de se fundir ao PSDB.

Ou simplesmente desaparecer no mapa partidário brasileiro.

Hoje, não.

Está todo prosa e revitalizado.

O mesmo PT conseguiu algo paradoxal, em relação aos seus discursos e ações: ressuscitou o DEM, seu arquirrival.

A eleição do deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara Federal, com apoio maciço do PT (veja AQUI e AQUI), por puro ódio cego do afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é de uma estupidez sem dimensão.

Apesar de ter opções à esquerda, a grande maioria da sigla optou por Maia – parente do senador e presidente nacional do DEM, Agripino Maia.

Fazia mais de 20 anos que o DEM não tinha essa cadeira em suas mãos, ou nádegas, como queira.

Vá entender!

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
domingo - 10/07/2016 - 03:54h
Mossoró

Gutemberg Dias é apresentado como pré-candidato a prefeito

O geólogo, ex-secretário do Planejamento da Prefeitura de Mossoró e ex-candidato a prefeito (2014) Gutemberg Dias (PCdoB) é o mais novo pré-candidato a prefeito de Mossoró. O anúncio formal do seu nome ocorreu nesse sábado (9).

Gutemberg Dias: apoio do PT (Foto: redes sociais)

Dias foi apresentado como pré-candidato pelo presidente do PT mossoroense, Nelson Gregório, partido que se associa ao PCdoB nessa aliança. “Nessa jornada estamos unindo o PCdoB e o PT inicialmente, mas temos a certeza que novos parceiros virão”, disse Gutemberg Dias na sede do PT, local do anúncio.

Presidente local do PCdoB, o pré-candidato avisou: “Nossa caminhada será pautada no debate de ideias e em propostas propositivas que serão objeto de análise do cidadão mossoroense.”

Os dois partidos vão afunilar discussões para formação de chapa proporcional. A montagem completa da chapa majoritária dependerá do próprio PT.

Ampliação

Expectativa de Gutemberg Dias é que outros partidos possam se juntar a PCdoB e PT prazo final das convenções, dia 31 deste mês.

PT e PCdoB são aliados históricos em Mossoró, mas que se separaram em 2014.

Em 2012, o PT fez composição com o PSB, indicando Josivan Barbosa a vice da então deputada estadual Larissa Rosado (PSB). O PCdoB participou dessa aliança, denominada de “Frente Popular Mossoró Mais Feliz” (PRB / PP / PDT / PT / PTB / PPS / PHS / PTC / PSB / PRP / PPL / PSD / PC do B / PT do B).

Na no pleito suplementar, o PT foi vice de Francisco José Júnior (PSD), com o vereador Luiz Carlos Martins (PT). Mas o PCdoB optou por candidatura própria, com Gutemberg.

Portanto é a segunda vez que ele será candidato à Prefeitura de Mossoró.

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sexta-feira - 08/07/2016 - 21:46h
Amanhã

PCdoB e PT deverão lançar Gutemberg Dias a prefeito

Gutemberg: nome à cabeça (Foto: arquivo)

Sobraram PT e PCdoB. Os dois partidos estão dispostos à montagem de aliança com chapas à Prefeitura de Mossoró e à Câmara Municipal.

Às 9h desse sábado (9), na sede do PT em Mossoró, Os dois partidos deverão anunciar formalmente essa composição.

O ex-candidato a prefeito Gutemberg Dias (PCdoB) é a aposta a ser anunciada pelos dois partidos à cabeça de chapa, numa situação inédita.

Aliança ampliada

Em outros momentos de campanhas municipais, os dois partidos fizeram composição, mas nunca o PT cedeu o lugar de candidato a prefeito para o PCdoB.

Quanto a PDT e PSol, que começaram série de reuniões com PT e PCdoB, ocorreu dispersão. Mas ainda se alimenta entre dirigentes petistas e comunistas, esperança de que possam refluir, firmando aliança.

Aguardemos, pois.

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terça-feira - 05/07/2016 - 10:38h
Mossoró

Grupo de partidos começa a sofrer deserções

“O PCdoB e o PT continuam firmes no propósito de unir forças e apresentar uma proposta política ao povo de Mossoró”. A declaração é do presidente do PCdoB em Mossoró e ex-secretário do Planejamento do Governo Francisco José Júnior (PSD), Gutemberg Dias.

Ele participou de mais uma reunião do Grupo de Trabalho, à noite dessa segunda-feira (4), na sede do PT mossoroense, ao lado ainda de representantes do PDT e PSOl.

O PDT sinalizou com possibilidade de sair do grupo. Não deve apresentar candidatura própria à Prefeitura. Pode se compor com outro grupo de oposição municipal.

Dificuldades

O PSol tem dificuldades de ficar sem outros partidos que ele já conversa, como o PSDC e Rede.

“Independente dessas legendas vamos continuar dialogando com outras como PPS, PRB e estamos abrindo conversação com o PSB”, diz Gutemberg Dias, que mantém pré-candidatura a prefeito e espera juntar outras legendas ao projeto.

“Acredito que temos um grande caminho a ser seguido e o horizonte está aberto para uma proposta como essa que estamos construindo. Temos conteúdo para mostrar a sociedade e debater com os nomes já postos como pré-candidatos”, avisa ele, sem colocar seu nome como uma imposição, mas sim “uma opção”.

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segunda-feira - 04/07/2016 - 18:10h
Mossoró

Partidos voltam a se reunir em busca de entendimento

Acontece hoje à noite mais uma reunião do Grupo de Trabalho, com representantes do PCdoB, PT, PDT e Psol em Mossoró.

Há mais de duas semanas eles estão nessa peleja.

Na pauta, busca por afinação para aliança com vistas às eleições deste ano.

Já disse e vou repetir: não credito no entendimento (veja AQUI).

Apesar de algumas afinações entre eles, os conflitos e as desconfianças são maiores (veja AQUI).

Aguardemos, pois.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quinta-feira - 23/06/2016 - 21:29h
Faz sentido

Partidos têm convivência marcada pela “desconfiança”

PT, PCdoB, PDT e PSOL criaram o que denominam de “Grupo de Trabalho” (veja AQUI). Hoje, a propósito, fazem nova reunião.

Buscam traçar pontos de afinidade, na construção de uma aliança à sucessão mossoroense.

Mas a grande marca do grupo é “a desconfiança.”

Quem definiu assim a convivência desses partidos, foi o vereador pedetista Genivan Vale, em entrevista hoje ao programa “Cenário Político”, da TV Cabo Mossoró (TCM).

Faz sentido.

PT e PCdoB falam em coalizão à disputa municipal, mas não largam a “rapadura” (cargos) no governo Francisco José Júnior (PSD).

O PDT já anunciou há algumas semanas a disposição de ter candidato próprio a prefeito.

O PSOL desconfia de tudo e de todos.

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domingo - 19/06/2016 - 12:35h
Sucessão municipal

Grupo de Trabalho tentará pavimentar caminho para aliança

Será amanhã (segunda-feira, 20), às 18h, na sede do PT mossoroense, a primeira reunião de “Grupo de Trabalho” composto por representantes locais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Reunião de quinta-feira ruma para um entendimento muito difícil (Foto: cedida)

Foi criado para analisar e definir ações que poderão ser adotadas pelas correntes partidárias com vistas às eleições municipais deste ano. A formação da comissão foi o resultado da reunião realizada na quinta-feira (16) entre lideranças das quatro siglas, na sede do PT.

Ausência

O grupo é formado por dois representantes de cada partido, sendo o presidente do diretório municipal e um membro da executiva. O Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), que havia sinalizado participação no encontro de quinta-feira, não foi representado, mas justificou a ausência em virtude de outro compromisso do presidente do diretório.

O objetivo é fazer o alinhamento dos interesses políticos de todas as correntes envolvidas, a fim de que, até o dia 30 deste mês, haja uma definição sobre a continuidade ou não do bloco, segundo informa o presidente do Comitê Municipal do PCdoB, Gutemberg Dias.

Dificuldades

A união desses partidos, num único bloco, é perto do impossível, em se analisando retrospecto da política local nas disputas municipais e os interesses conflitantes na atualidade.

PDT, por exemplo, é visceralmente opositor ao governo Francisco José Júnior (PSD). O PCdoB, é intrinsecamente ligado ao governismo municipal.

Já o PT, internamente não se entende. Uma parte deixou o Governo Municipal em prantos. Outras tendências, saíram atirando e não querem olhar para trás.

O Psol é historicamente contra tudo e todos. Nas últimas campanhas municipais atuou em faixa própria. É pouco provável que se componha com quem conversa e abra mão de cabeça de chapa.

Enfim, um grande fosso separa os participantes das discussões da sonhada aliança comum. Mas não é impossível. Em política, impossível é “elefante voar”.

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
sábado - 18/06/2016 - 19:20h
Mossoró

PMB realiza encontro com participação de várias siglas

O Partido da Mulher Brasileira (PMB) realizou o I Encontro Municipal da legenda em Mossoró. Ocorreu nessa sexta-feira (17), na Câmara de Vereadores.

Evento do PMB ocorreu nessa sexta-feira (Foto: cedida)

O evento reuniu dirigentes e lideranças políticas de diversas regiões do Estado.

A presidente do PMB em Mossoró, Leodise Cruz, destacou que o partido chegou na cidade em fevereiro deste ano e já possui mais de 200 filiados e um representante na Câmara Municipal (Alex do Frango).

“Esse evento reafirma o que já havíamos dito: o PMB, em Mossoró, já nasceu forte e com grande representatividade política de peso”, pontuou o presidente estadual da sigla, Raimundo Mendes Alves.

O I Encontro do PMB reuniu diversas lideranças políticas e dirigentes partidários. Representantes do Solidariedade, PTdoB, PT, PSD, PPL, PTB, PMN, PEN, PRB, PV e PHS estiveram presentes. Também compareceram pré-candidatos a vereador, filiados, simpatizantes, além do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Com informações do PMB.

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quinta-feira - 16/06/2016 - 22:15h
Precisa desenhar?

Partidos se misturam na prática da corrupção

Propinas intermediadas por Sérgio Machado (ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras) teriam ajudado a eleger mais de 90 parlamentares

Tem gente envolvida do PMDB, PT, DEM, PP, PCdoB, PSDB e outras siglas.

Precisa desenhar?

Será que não deu ainda para entender?

Há anos repito: temos em curso em Brasília, uma guerra entre quadrilhas, facções, subfacções etc. numa luta desenfreada pelo poder e suas benesses.

Sérgio Machado cita, como já ocorreu com outros delatores, gente de todas as tendências ideológicas.

Adversários em palanque, essa gente é igualzinha no submundo da política.

Mas nas redes sociais, cada lado tenta seccionar as denúncias, apontando apenas os envolvidos do “outro lado”.

A denúncia é verdadeira no caso dos adversários, mas é uma profunda mentira se atinge os nossos.

Precisa desenhar ou falta mesmo um pingo de sensatez a esses estúpidos de lado a lado?

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quarta-feira - 15/06/2016 - 17:10h
Cara de um, focinho do outro

O DEM e o PSDB na Lava Jato, como PT, PP e PMDB

Por Lauro Jardim (O GLobo)

A delação de Sérgio Machado, ao colocar na roda estrelas da oposição como Agripino Maia (foto) e o filho Felipe Maia, o finado Sérgio Guerra e Heráclito Fortes (ex-DEM, hoje no PSB), coloca definitivamente o DEM e o PSDB na Lava-Jato.

Segundo Machado, eles receberam doações eleitorais que, na verdade, eram propina.

Igualzinho a integrantes do PT, do PMDB e do PP.

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quinta-feira - 09/06/2016 - 11:04h
Tutti buona gente!

PT e PMDB se juntam e evitam apoio à saída de Cunha

Por Andreza Matais e Marcelo de Moraes (da Coluna do Estadão)

Um dos maiores críticos públicos de Eduardo Cunha, o PT não assinou pedido de urgência para tramitação do projeto do deputado Roberto Freire que decreta vaga a presidência da Câmara, permitindo novas eleições.

PMDB também não.

Nota do Blog Carlos Santos – Já disse e repito, tenho escrito e falado há muitos anos:

Tutti buona gente!

São quadrilheiros em guerra, mas que vez por outra se associam à sobrevivência da classe.

Cara de um, focinho do outro.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 03/06/2016 - 16:32h
PT Governo, PT oposição

Partido segue dividido para a sucessão municipal

O PT de Mossoró segue dividido.

As “tentações” de continuar governo, mesmo que em posições subalternas na desgastada gestão Francisco José Júnior (PSD), conflita com vozes que querem ser oposição e alternativa fora do eixo governismo-clã Rosado.

O vice-prefeito dissidente Luiz Carlos (PT) assinala que “o PT de Mossoró declarou o rompimento com o governo do PSD e nossa opinião é que deve buscar construir uma chapa de esquerda e progressista com o PCdoB, PDT e o PSOL”.

Ele rompeu com o prefeito no final do ano passado. Mesmo assim, parte do PT continuou no Governo.

Segundo Luiz, “é preciso apresentar uma alternativa de gestão que tire a cidade dessa situação de caos político e administrativo.”

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sexta-feira - 03/06/2016 - 16:02h
Mossoró

PCdoB e PT discutem formação de uma frente

Comissão Política do Partido Comunista do Brasil em Mossoró (PCdoB/ Mossoró) se reuniu hoje com lideranças do PT local para discutir as possibilidades de uma aliança para disputar a majoritária e a proporcional nas eleições municipais de 2016. A reunião aconteceu na sede do Partido dos Trabalhadores.

Do PCdoB, além do presidente do Comitê Municipal, Gutemberg Dias, participaram do encontro Manoel Assunção, Albaniza Bandeira e Geovânio Souza.

Já o PT foi representado, entre outras lideranças, pelo presidente, Nelson Gregório, e pelos membros do Partido Gilberto Diógenes, Isolda Dantas e Inalda Lira.

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“Foi uma reunião proveitosa para iniciar as discussões sobre o projeto político para 2016, envolvendo a questão da proporcional”, avalia Gutemberg Dias.

Segundo ele, o PCdoB, que deve conversar com outros partidos políticos, espera que até o dia 30 deste mês exista uma definição sobre o assunto.

Hoje, às 17h, a mesma Comissão que participou da reunião com o PT tem um encontro com representantes do Partido Verde (PV). Na segunda-feira, 6, a reunião será com lideranças do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Com informações do PCdoB.

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quinta-feira - 02/06/2016 - 16:08h
Servidores, PT, Governo Robinson

Mobilização contra Governo não apaga passado recente

Estou em Natal e acompanhei de perto movimento do Fórum dos Servidores Estaduais do RN, hoje.

Protesto contra a política salarial do Governo Robinson Faria (PSD).

É o primeiro após o rompimento do PT, que se afastou da aliança com Robinson e o PSD, firmada na campanha eleitoral de 2014.

Momento delicado da gestão pública, mas com um enorme diferencial na longa trajetória do movimento sindical e do PT, que se confundem em termos de organização.

A conjuntura é delicada.

As relações políticas rompidas, em verdade, não apagam o passado recente.

O ano eleitoral e esse fosso que passou a existir entre partido e Governo, não tiram a legitimidade das reivindicações, mas provocam  vários questionamentos quanto à mobilização.

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quarta-feira - 01/06/2016 - 09:43h
Sucessão municipal 2016

PCdoB conversa com PT e sinaliza para o PDT

Dirigente local do PCdoB, ex-candidato a prefeito nas eleições suplementares de 2014, Gutemberg Dias sinaliza com diálogo à sucessão municipal com pelo menos dois partidos.

Dias: ex-secretário, possível candidato (Foto: Web)

Está com sintonia aberta com PT e o PDT.

Não está descartada uma chapa majoritária à sucessão do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

No dia passado, Dias anunciou que estava apresentando pedido de exoneração (veja AQUI) do cargo de secretário do Planejamento da Prefeitura de Mossoró.

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