terça-feira - 08/03/2022 - 12:40h
Magistério

Governo e vereadores se reúnem para discussão sobre piso

DiálogoRepresentantes do governo municipal e vereadores participam de reunião às 13h30 dessa terça-feira (8), no Centro Administrativo em Mossoró, para discussão de aspectos legais e financeiros relativos ao reajuste do piso do magistério.

A proposição da reunião foi do prefeito Allyson Bezerra (solidadriedade).

O presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (Solidariedade), convocou todos os 23 parlamentares da Casa.

Governo e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) vêm realizando encontros de trabalho sobre o assunto.

Na próxima quinta-feira (10) haverá reunião com presença do próprio prefeito, para posição final sobre o assunto.

Leia também: Lei do Piso tem discussão que se inclina para ataques pessoais.

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quinta-feira - 24/02/2022 - 11:16h
Piso do Magistério

Professores do Estado rejeitam proposta e mantêm paralisação

Reunidos em Assembleia Geral na manhã desta quinta (24/02), trabalhadores em educação do RN avaliam e rejeitam a mais recente proposta do Governo do Estado para o reajuste de 33,24% do Piso Nacional do Magistério.

Assembleia Geral teve rejeição maciça à proposta do Governo do RN (Foto: Sinte/RN)

Assembleia Geral teve rejeição maciça à proposta do Governo do RN (Foto: Sinte/RN)

A paralisação continua.

Na tarde dessa quarta-feira (23), o Governo do RN reafirmou aos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (SINTE) a garantia de pagamento do piso dos professores durante a nova reunião da mesa de negociação permanente com a categoria. O encontro foi realizado na sede da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN (SEEC).

Proposta rejeitada

A nova proposta é implantar, em março, o reajuste de 33,24% para todos os professores que estejam abaixo do novo piso, retroativo a janeiro, e para os educadores que recebem, hoje, acima do novo piso, será implantado o reajuste da seguinte forma: 14% em março, 4% em novembro e 12,38% em dezembro, chegando ao percentual fixado pelo piso do magistério.

Os aspectos jurídicos que envolvam o reajuste observarão a legislação eleitoral e a lei de responsabilidade fiscal e o valor retroativo deste reajuste será discutido no Núcleo de Ações Coletivas, grupo de trabalho a ser formado pelo Governo do RN, sindicato e órgãos de controle.

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terça-feira - 18/01/2022 - 17:12h
Piso do magistério

Municípios aguardam MP como solução para critério de reajuste

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) divulga sua posição de que o critério de reajuste do piso nacional do magistério, fixado na Lei 11.738/2008, perdeu sua eficácia. Para Paulo Ziulkoski, presidente da entidade, é urgente a apresentação, pelo Executivo Federal, de solução para o problema do piso nacional do magistério, e, por esta razão, a Confederação aguarda a edição de Medida Provisória com reajuste pela inflação.Reajuste-Professores

“Essa nova formatação para a correção do piso tem de ser por Lei. Hoje, fica tudo no ar. De imediato, defendemos uma medida provisória [MP], pois, enquanto em análise pelo Congresso para conversão em lei, tem vigência legal. Hoje, temos um vazio na legislação. Infelizmente, apesar de termos alertado isso, só agora essa definição está sendo buscada”, alerta o presidente da CNM.

Um novo critério de reajuste tem sido uma bandeira defendida pela CNM há mais de 13 anos. Advoga a aprovação do texto original do Projeto de Lei (PL) 3.776/2008, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a adoção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos doze meses anteriores para reajuste do piso.

AGU

O reajuste para 2022 é de 33,23%, visto inclusive como inviável para muitos estados e municípios. O Piso é calculado com base no crescimento percentual dos valores mínimos do Fundeb de dois anos anteriores.

A Lei do Piso estabelece como indexador o percentual de crescimento dos dois últimos anos do valor anual mínimo nacional por aluno dos anos iniciais urbano do ensino fundamental do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), fazendo referência à Lei 11.494/2007, expressamente revogada pela Lei 14.113/2020, do novo Fundeb.

O entendimento da CNM sobre a validade jurídica do critério de reajuste do piso foi confirmado por manifestação do Ministério da Educação (MEC), por meio de Nota de Esclarecimento publicada no dia 14 de janeiro, na qual registra posição da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo a AGU,  “o critério previsto na Lei 11.738/2008 faz menção a dispositivos constitucionais e a índice de reajuste não mais condizente com a mudança realizada pela EC 108/2020, que cria o novo Fundeb” e que, portanto, é “necessária a regulamentação da matéria por meio de lei específica”.

Leia também: Governo do RN faz as contas e vê Fundeb com reajuste difícil de ser pago.

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