sábado - 28/12/2013 - 10:52h
Gaveta Democrata

Ministério Público apura engavetamento de “Caixa 2” do DEM

Por Josie Jerônimo (IstoÉ)

Depois de denúncia revelada por ISTOÉ, Ministério Público quer saber por que a Procuradoria-Geral da República não investigou financiamento irregular da campanha da governadora do Rio Grande do NorteO caixa 2 do DEM no Rio Grande do Norte foi parar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que agora quer saber por que o ex-procurador-geral Roberto Gurgel não investigou o caso. Em sua última edição, ISTOÉ revelou um esquema envolvendo a governadora Rosalba Ciarlini.

Agripino: acertos por telefone (Adriano Machado, Agência IstoÉ)

Como mostrou a reportagem (AQUI), interceptações telefônicas flagraram o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), e o marido de Rosalba, Carlos Augusto Rosado, acertando detalhes de um financiamento de campanha ilegal. A partir do telefone do contador da legenda Galbi Saldanha, hoje secretário-adjunto da Casa Civil da governadora, funcionários aparecem fornecendo números de contas pessoais para receber transferências irregulares de recursos.

As gravações já haviam sido enviadas à Procuradoria-Geral da República em 2009, mas desde então nada foi feito. O conselheiro do CNMP Luiz Moreira questiona os motivos que levaram ao arquivamento dos grampos. “Este é um exemplo da controvertida gestão de Roberto Gurgel”, diz Moreira. “Trata-se de uma falta de clareza de critérios, que faz com que se pense que ele atuava com parcialidade.” Não é a primeira vez que um parlamentar do DEM se beneficia da vista grossa de Gurgel.

Edvaldo Fagundes

O ex-senador Demóstenes Torres, flagrado em escutas da operação Vegas da Polícia Federal, deixou de ser investigado pela Procuradoria Geral da República até a deflagração de outra ação da PF, a Operação Monte Carlo, que confirmou a ligação do parlamentar com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

A retomada das investigações do Ministério Público e da PF no Rio Grande do Norte também provoca efeitos no quadro político local, mais especificamente na prefeitura de Mossoró, segunda maior cidade do Estado. Afastada do cargo por denúncia de abuso de poder econômico, a prefeita Cláudia Regina, também do Democratas, teve a campanha financiada pelo empresário Edvaldo Fagundes.

A PF identificou manobra de Fagundes para driblar o bloqueio judicial de seus bens – o empresário estava usando funcionários de suas companhias para movimentar valores expressivos, na maioria das vezes fazendo saques em dinheiro vivo.

Afilhada política do senador Agripino, Cláudia tenta conseguir junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma liminar para voltar ao cargo, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou que eleições suplementares sejam convocadas em fevereiro ou março para escolher o novo prefeito.

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segunda-feira - 29/04/2013 - 20:36h
STJ

Desembargador será ouvido sobre Operação Sinal Fechado

Do Portal No Ar

O desembargador Francisco Saraiva Dantas Sobrinho, ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), foi convocado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), para prestar depoimento no dia 7 de maio em um inquérito criminal que apura o envolvimento dele com o grupo denunciado na ” Operação Sinal Fechado”.

O motivo é uma denúncia feita pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de que ele teria um relacionamento muito “próximo” com réus da Operação Sinal Fechado – entre eles, o suplente de senador, João Faustino – e por isso poderia ter favorecido alguns deles na instalação do Consórcio Inspar no RN para a realização da Inspeção Veicular no Estado.

Antes, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já vinha apurando uma reclamação contra o desembargador pelo mesmo assunto. Na edição do final de semana, inclusive, O Jornal de Hoje publicou que Saraiva Sobrinho e o Tribunal de Justiça do RN teriam sido convocados para dar esclarecimentos sobre a relação supostamente “próxima” que ele tinha com alguns dos réus denunciados na Sinal Fechado.

Para quem não lembra, a Operação constatou uma suposta fraude no contrato firmado entre o Governo do Estado e o consórcio Inspar para a inspeção veicular no Rio Grande do Norte.

Saraiva Sobrinho teria uma relação muito próxima com o suplente de senador, João Faustino, que foi um dos presos na operação.

Saiba mais AQUI.

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terça-feira - 31/07/2012 - 13:11h
Documento histórico

Conheça todas as denúncias no “Caso Mensalão”

O julgamento do século no Brasil, do denominado caso do “Mensalão”, que envolve um monte de figurões ligados ao PT e à era Lula da Silva (PT), causa muita polêmica mesmo antes de começar no Supremo Tribunal Federal (STF).

Veja clicando AQUI, o memorial completo das denúncias, elaborado pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel aos ministros do STF.

Ele destaca os principais pontos da acusação da Ação Penal 470, apelidada de caso mensalão, em um documento de 395 páginas — sete para apresentação e 388 de anexos. Gurgel recheia de adjetivos a apresentação dos trechos de depoimentos, documentos, e interrogatórios selecionados. O suposto esquema de compra de votos é chamado de “o mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção e de desvio público flagrado no Brasil”.

O “estratagema implementado pelos acusados”, diz o documento, possibilitou a transferência, em espécie, de grandes somas em dinheiro com a ocultação e dissimulação da natureza, origem, movimentação e destino final dos recursos.

O memorial traça o que seria o caminho dos repasses, segundo a acusação: após acordo entre partidos políticos e parlamentares, a cargo de José Genoíno e “sob firme comando de José Dirceu”, cabia a Delúbio Soares transmitir a Marcos Valério os valores a serem distribuídos e os nomes dos beneficiários. O dinheiro era então entregue a terceiros, prossegue o documento, indicados pelos beneficiários “com a finalidade de não deixar qualquer rastro da sua participação”. A entrega era feita em agências bancárias e quartos de hotel.

Ao indicar o anexo de 388 páginas com o material escolhido pela PGR, Gurgel afirma ser “um substancioso conjunto de provas que não deixa dúvidas quanto à procedência da acusação”.

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