A palavra mágica dessa campanha é uma só: “mudança”. Mudança no plano nacional, mudança no plano estadual.
Todos os candidatos querem a primazia e o monopólio dela.
Essa “caixa de câmbio” é quase que uma panaceia na boca dos candidatos e nas piruetas do seu marketing.
Lá embaixo, o povo às vezes fica confuso. Não podemos estranhar a multidão de indecisos e os votos abundantes de Nulo e Branco do primeiro turno, além das abstenções.
No Rio Grande do Norte, por exemplo, dois candidatos de origem elitista e que estão há décadas na política, garantem que são a mudança.
Ambos têm relação direta com os mais recentes governos estaduais, mas parecem desfilar na passarela uma coleção outono da grife Armani: ‘novinhos em folha’.
No plano nacional, a presidente Dilma Rousseff (PT) promete mudanças com ela mesma no governo.
Seu adversário Aécio Neves (PSDB) denomina-se a própria mudança, sob a mesma plataforma de antes.
Enfim, continuamos na mesma, mesmo que a esperança seja de mudança.


































