Vivemos ainda a atmosfera carregada das eleições 2014, mas muito do que ocorre agora refletirá em 2016. Para quem não lembra, ou não sabe, em 2016 teremos eleições municipais.
Em Mossoró, há possibilidade de embate entre a atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o prefeito Francisco José Júnior (PSD), no pleito de 2016.

Rosalba e o prefeito hoje, em Parnamirim, na Festa do Boi: rostos tensos. Vitória de um, derrota do outro (Foto: PMM)
Os dois, frente a frente.
A vitória de um, no atual pleito, poderá significar mais dificuldades para o potencial contendor em 2016. Ou prenúncio de derrota.
Em Mossoró, Francisco José é o principal beneficiado de uma eventual eleição do vice-governador Robinson Faria (PSD) ao Governo, mesmo que ela seja resultado de uma conjunção de fatores e apoios diversos.
O prefeito saiu “por cima” no primeiro turno, em face do êxito eleitoral de Robinson no município.
Se o candidato vencer a corrida eleitoral ao Governo do RN, produzirá uma situação incomum na história política mossoroense: nenhum Rosado na Prefeitura (ou com apoio no Estado) em plena disputa municipal.
Francisco José Júnior estará na prefeitura e com um governador o apoiando, provavelmente contra Rosalba Ciarlini Rosado – sem Prefeitura e sem Estado.
NO PRIMEIRO TURNO, Rosalba apostou na vindita. Preferiu chacoalhar mágoas político-pessoais do senador José Agripino (DEM), irradiando esse sentimento para sua militância, que foi estimulada a votar em Robinson. Seria uma forma de se vingar de Agripino, que resolveu apoiar candidatura de Henrique Alves em vez de sustentar seu projeto de reeleição.
Rosalba pode ter dado um tiro nos próprios pés, banhada em rancores em vez de se utilizar da racionalidade política que sempre moveu seu grupo.
Robinson governador, é a Francisco José que vai fortalecer, para que ele enfrente a própria ex-prefeita (e ainda governadora) ou qualquer outro Rosado.
Por mais que a governadora venha a ajudar com seu apoio “camuflado” à candidatura de Robinson, em nada se capitalizará adiante. Nem terá legitimidade ou direito a pleitear ao “governador”.
Bom não esquecermos: a partir de 1º de janeiro de 2015, ela não será mais governadora. Seu mundo novamente será Mossoró.
E, em Mossoró, Henrique e Agripino não lhe farão bem ou mal. Francisco José Júnior, sim, poderá fazê-lo.


































