sábado - 16/07/2011 - 21:38h
DEM em Natal

Agripino defende governo de Rosalba Ciarlini

“Rosalba é uma gestora competente, tem enfrentado dificuldades, mas é incansável na luta para reerguer nosso estado e principalmente é uma administradora de mãos limpas. Nela a gente pode confiar”.

Essas declarações foram feitas hoje em Natal, na Convenção Municipal do DEM, por seu dirigente nacional, senador José Agripino (DEM), numa referência à governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

A governadora foi representada pelo secretário de comunicação, Alexandre Mulatinho, pois estava na convenção de Mossoró, onde o partido é presidido pelo ex-deputado Carlos Augusto Rosado – seu marido.

Na capital, os membros do diretório foram reconduzidos aos cargos. O presidente permanece o empresário Marcílio Carrilho, tendo como vice o vereador Ney Júnior.

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sábado - 16/07/2011 - 09:55h
É fato

Governo pressiona grevistas até por dever legal

A voz da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) avisando que vai cortar ponto e salário de professores grevistas (veja postagem abaixo), soa antipática. Isso é notório.

Talvez as palavras sejam duras e politicamente incorretas, mas existe uma obrigação da qual ela não pode fugir, sob pena de sanções políticas e cíveis: o Estado tem que garantir meios à educação de seus jovens.

A greve, justa ou não, legal ou não, impõe um prejuízo nítido e inquestionável ao alunado.

O próprio Ministério Público passou a cobrar do Governo do Estado a adoção de medidas coercitivas, para garantia da retomada das aulas.

Outro ângulo dessa discussão é a questão da justiça, e seu sentido legal. Se o Tribunal de Justiça do RN (TJRN) está certo ou não, o questionamento adiante – noutra instância do Judiciário – vai dar resposta.

Sob o prisma político, também parece claro que o desgaste da governadora é considerável e crescente. Trata-se de uma descapitalização de difícil saneamento, sobretudo pela forma como as relações entre seu governo e grevistas chegaram.

Existe um forte odor de intolerância e antipatia mútuas.

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sábado - 16/07/2011 - 07:46h
Salário "zero"

Rosalba Ciarlini bota pra “ferver” em grevistas

“Vamos descontar os dias parados. Só vai receber quem trabalhar”.

A afirmação é da Governadora Rosalba Ciarlini e foi dirigida aos professores da rede estadual de ensino, em greve há mais de 70 dias.

E a greve continua mesmo depois que o Tribunal de Justiça do RN decretou a ilegalidade e a abusividade da greve.

“Estou estarrecida com essa posição dos sindicalistas. Democracia se faz respeitando as decisões judiciais”, disse a Governadora.

Do Fator RRH.

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sexta-feira - 15/07/2011 - 10:27h
Luta contra professores

Rosalba vai ao ataque e pode lembrar “Waterloo”

Governadora aposta no confronto e esvaziamento de movimento grevista, mas corre alto risco

Wellington impôs derrota final a Napoleão em Waterloo (Bélgica)

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) aposta numa delicada e extremada estratégia, na relação conflituosa com o professorado do Estado: vai pro confronto.

A crença é que tirando suprimentos financeiros, som amparo judicial, do sindicato da categoria (SINTE), além de eventuais cortes salariais por dias ausentes da sala de aula, fará o movimento grevista recuar. Capitular.

A governadora decide por um caminho delicado, nessa queda-de-braço que já se alonga por quase 70 dias. É a maior paralisação dos professores na história republicana do Rio Grande do Norte.

O “recorde” anterior tinha acontecido durante a estressante relação dessa categoria com o então governador Geraldo Melo, inscrito à época no PMDB. Ele, justamente ele, que chegara aclamado ao Palácio Potengi (então sede do governo), envolto em forte devoção populista.

A intolerância de parte a parte fará, ao final, um dos lados se arrebentar. A menos que aconteça um fenômeno de fortalecimento na “derrota”, dando ao lado vencedor uma falsa sensação de vitória, uma “Vitória de Pirro” (veja AQUI).

Populista como Geraldo Melo, mas numa conjuntura bem diferente da que o ex-governador enfrentou à época, Rosalba Ciarlini pode estar diante da “sua Waterloo”. Para quem não sabe, essa é a denominação que se costuma dar a uma batalha decisiva, capaz de derrotar alguém de forma definitiva.

A expressão tornou-se usual desde 15 de junho de 1815, quando o imperador francês Napoleão Bonaparte teve um combate sangrento contra forças britânicas e aliadas, na Bélgica, perto de uma vila conhecida como Waterloo. O duque de Wellington derrotou-o de forma inapelável. A partir daí, o lendário líder francês terminou deportado para a ilha de Santa Helena no Atlântico Sul, onde morreu.

É tudo ou nada esse enfrentamento de Rosalba. Vencer ou vencer. Mas corre o perigo ainda de ter um êxito tão sofrível, que não terá o que comemorar adiante.

Geraldo Melo sabe bem o que é uma experiência como essa. Não conseguiu sequer influir na eleição para presidência da Assembléia Legislativa. Em processo de desgaste, perdeu eleições municipais em cidades estratégicas como Natal e Mossoró (deu Wilma de Faria-PDT e Rosalba Ciarlini-PDT, respectivamente) e não fez o sucessor no Estado.

“A sorte está lançada”, diria o general e cônsul romano Júlio César.

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quinta-feira - 14/07/2011 - 16:08h
Ao trabalho

O RN tem pressa, governadora

Raivas, ranços, ressentimentos, interesses subalternos, vilanias, desapontamentos pessoais ou corporativos em relação ao Governo Rosalba Ciarlini (DEM) precisam ser aplacados.

Já escrevi outras vezes, repito: a política do quanto pior, melhor… é infame.

No cômputo geral, todos nós perdemos.

Nem o servilismo patológico nem a oposição hidrófoba. Precisamos de moderação. “A virtude está no meio”, como bem recomendava Aristóteles.

O governo está ruim? Está.

“Ruim de escorrer água”, diria minha santa mãezinha.

Pode melhorar? Pode, sim.

Precisa mudar métodos e mentalidade. Não será pelo incenso caudaloso, o elogio remunerado ou a desfaçatez de propagandas surreais que conseguirá a superação.

Assinalei pouco após as eleições do ano passado que não nutro expectativa maiores em relação à gestão Rosalba, com base no que foi sua passagem em três oportunidades pela Prefeitura de Mossoró. Será um governo “bom”, ou mesmo regular, centrado no convencional.

Que seja pelo menos isso.

Não é muito, mas precisa ser pelo menos isso.

O que se revelou até agora, é bem aquém do anunciado e ínfimo diante do possível.

O RN precisa que essa gestão cumpra o principal desafio de décadas que escassos governantes assumiram: reduzir a distância entre a capital e o interior. Tem que se empenhar para promover a socialização do desenvolvimento e atenuar as desigualdades sociais.

Torço. Faço minha parte. Opino, questiono, informo.

Açulo a sociedade à dialética. Contribuo à construção de uma bolha crítica que possa desenhar uma nova ordem. É pouco? Talvez. Mas é bem mais do que a maioria tem feito, habituada a cruzar os braços ou resmungar sussuradamente.

Abro o bocão (que não é pequeno) e assumo o ônus de ser assim, translúcido, sem rodeios ou farisaísmo. Sem a sombra do anonimato ou terceirização de opinião.

Chega de transferência de responsabilidades; basta de maquiagem. A retórica da “terra arrasada” não cola mais.

Temos praticamente seis meses perdidos e fecharemos 2011 com quase nada de concreto.

Ao trabalho, governadora.

O Rio Grande do Norte tem pressa.

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quinta-feira - 14/07/2011 - 14:06h
Herança bendita!

Wilma mostra que Rosalba se apropria de feitos alheios

A ex-governadora Wilma de Faria (PSB), através da rede de microblogs Twitter, toca num assunto que este Blog já analisou recentemente: a propaganda institucional do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), que distorce os fatos.

Wilma de Faria – “O Governo do Estado faz a propaganda de que já começou a trabalhar, com a inauguração da fábrica de cimento em Baraúna. Uma proeza e tanto!”

Wilma de Faria – “A obra se tornou realidade com o contrato de parceria assinado em 2007 com a empresa. Acompanhei o início das obras que gera hoje 3 mil empregos”.

Wilma de Faria – “Mais uma: o BNDES vai liberar 84 milhões para construção e recuperação de estradas, contrato feito também no Governo do PSB.”

E ainda completou, hironizando uma ladainha, em contrário, do Governo Rosalba Ciarlini: “Herança Bendita!”

Veja AQUI postagem do Blog sobre esse tema, publicada no último dia 11 (segunda-feira), sob o título “Propaganda de Rosalba assume feito de antecessores”.

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terça-feira - 12/07/2011 - 20:05h
Sucessão municipal

Facção de Fafá tem nome anti-Ruth à mão

Na facção política da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a simpatia pelo nome da vereadora Cláudia Regina (DEM), à Prefeitura de Mossoró, não é mais contida. Saiu do “armário”.

O líder governista, agitador cultural Gustavo Rosado (DEM), tido como prefeito de fato, do alto da Chefia de Gabinete de “Fafá”, calcula que é possível vencer a disputa com Cláudia. Quer atropelar a qualquer preço a adversária iminente, deputada estadual Larissa Rosado (DEM).

Cláudia e Fafá; Ruth, não

Falta o aval do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM) e da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Eis a questão.

O casal não tira da cabeça – como ideia obsessiva – o nome da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) à sucessão de Fátima Rosado.

Cláudia “surfa” entre o aceno da facção de Fafá e o olhar taciturno de Carlos e Rosalba.

Vale lembrar que o controle do DEM está nas mãos do casal. Se Cláudia não tiver garantia de candidatura no partido até o início de outubro deste ano, não terá como concorrer por outra sigla. A situação para ela é se viabilizar com apoio de Carlos e Rosalba. Ou morrerá na “praia”.

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segunda-feira - 11/07/2011 - 21:33h
Na Governadoria

Rosalba diz estar aberta a diálogo com estudantes

Deu no Nominuto.com

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) se disse “aberta ao diálogo” com o Comando de Mobilização Estudantil de Mossoró (COMEM), que ocupa, há 26 dias, a sede da 12ª Diretoria Regional de Educação, Cultura e Desportos (Dired), mas, ao mesmo tempo, afirmou que os estudantes devem se entender com a direção da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

“Alguns secretários foram lá [em Mossoró] para dialogar, mas isso é um processo. Eu entendo que a juventude é mais ansiosa, mas essa é uma questão que tem que ser tratada com a universidade”, declarou a governadora, referindo-se à pauta de reivindicações dos integrantes do COMEM.

Entre outros pontos, os estudantes reivindicam o descontingenciamento da verba da Uern, que teria sido reduzida em 55%. O grupo pede, ainda, a injeção de R$ 4,3 milhões para aplicação na assistência social aos alunos e reclama o pagamento atrasado das bolsas dos universitários.

A governadora demonstrou desconhecer o movimento #levantedoelefante, inspirado no #foramicarla e criado em apoio à causa do COMEM.

No final da manhã desta segunda-feira, um grupo de 20 jovens montou acampamento em frente à Governadoria, onde pretendem ficar até que o governo negocie com os estudantes mossoroenses. “Quem são eles? Eles são daqui?”, questionou a governadora, sem entender o que estava acontecendo em frente ao seu local de trabalho.

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segunda-feira - 11/07/2011 - 19:57h
Princípio da Impressoalidade

Gestores personalizam obras e ridicularizam Constituição

Um dos princípios constitucionais da administração pública é o da “impessoalidade”. O que ele significa? Simples: O governo é impessoal, não pode ser particularizado ou incensado em nome de alguém em especial.

Claro que é letra morta. Na prática, não vale coisíssima nenhuma. Está consagrado no “caput” do Artigo 37 da Constituição Federal. E daí: E daí, nada. Não tem qualquer valor. É permanentemente desmoralizado por todos, da esquerda à direita.

É mais um engodo constitucional, que diariamente atestamos nas propagandas e noticiário na imprensa.

O Rio Grande do Norte não é uma exceção. Por mais que tenhamos intervenções e questionamentos vindos de entidades da sociedade civil e do Ministério Público, o abuso continua e vai ser vida longa, sobretudo porque faz parte da cultura política nativa a divinização de nomes e a louvação de marcas e símbolos pessoais.

A cada mudança de administração, do município ao governo federal, mudam slogan, alteram logomarcas e remexem em cores que associem feitos do ente público ao presidente, governador, prefeito. O jogo semiótico é feito com cuidado científico.

No curtíssimo espaço de tempo em que ficou na condição de governador, Iberê Ferreira (PSB) jogou no ar uma identidade visual do seu governo, em que destacava o “I” do seu prenome. A Justiça, provocada, desmanchou o abuso.

A atual governadora Rosalba Ciarlini (DEM) chegou ao requinte do personalismo quando era prefeita de Mossoró, mandando que o piso de escolas, praças e outros equipamentos públicos, feitos e mantidos com dinheiro do contribuinte, tivessem arranjos de uma “rosa”. Ou seja, uma homenagem à própria.

Por que não se utiliza, em toda administração pública, dos municípios à União, apenas o brasão estatal em vez de peças de marketing personalizadas? Por que não aparece um parlamentar propondo essa mudança, através de projeto de lei?

Além desse abuso, é ainda frequente a apropriação de feitos. Um administrador inaugura ou anuncia algum projeto, que na verdade é originário de antecessor. Às vezes muda só nome ou fachada, para fazer a mesma coisa, sem citar por dever de justiça, que é resultado de gestão passada.

Mas na tradição político-administrativa brasileira há crime ainda mais hediondo: muitas vezes, o administrador encerra de vez algo que está dando certo, em favor da população, para não exaltar seu idealizador, um adversário. O Programa do Leite no Rio Grande do Norte foi extinto no governo José Agripino, hoje senador, porque era ideia da administração Geraldo Melo.

Garibaldi, exceção

Por favor, mas nem tudo está perdido. Lembro um caso à parte, que merece aplauso. Eleito governador em 1994, Garibaldi Filho (PMDB) – hoje ministro da Previdência Social – inaugurou algumas obras derivadas das gestões José Agripino-Vivaldo Costa, proclamando essa origem. Foi o caso, por exemplo, da Rodoviária Diran Ramos do Amaral, em Mossoró, concluída por ele.

Como temos um povo em sua grande maioria alienado, vítima do analfabetismo político, além de alheio ao papel de seus agentes públicos, todos esses vícios prosperam sem maiores dificuldades.

Sai administrador, entra administrador, e o quadro não muda. Não muda porque o povo ainda não teve meios para também mudar, tangido em sua ignorância para apenas dizer “sim” a tudo.

 

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segunda-feira - 11/07/2011 - 19:19h
Informação enganosa

Propaganda de Rosalba assume feito de antecessores

Impressiona-me a naturalidade com que o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) divulga campanha nas diversas mídias, propagando o que não fez. Estou abismado.

Fala em atração de empresas através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (PROADI),  que deriva de gestões passadas.

Vende à opinião pública informação de que algumas indústrias que vão se instalar no estado, sobretudo no município de Baraúna, são resultado de esforço dos novos gestores estaduais.

Basta uma pesquisa elementar na Internet, via o sistema de busca Google, para se localizar essa costura através do Proadi, nos governos Wilma de Faria-Iberê, há diversos e diversos meses, tudo encaminhado naturalmente.

Por que então essa desfaçatez e maquiagem da verdade?

Tudo que não presta é culpa dos antecessores; o que funciona, mérito do atual.

Em breve, é possível que a reforma no Forte dos Reis Magos seja anunciada e o Governo Rosalba Ciarlini coloque placa asseverando que a obra original é de sua autoria.

Da mesma forma que tem satanizado Wilma e Iberê por terem “quebrado” o estado, a “Rosa” bem poderia emitir nota de agradecimento pelo que tem dado certo, em sua gestão, graças aos gestores passados.

É uma questão de justiça e honradez. Só isso.

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domingo - 10/07/2011 - 19:08h
Instituto Certus

Eleitor natalense reprova Micarla e Rosalba

O Jornal Tribuna do Norte traz hoje pesquisa que encomendou ao Instituto Certus. Os números não surpreendem, quanto à avaliação dos governos Micarla de Sousa (PV), Rosalba Ciarlini (DEM) e Dilma Roussef (PT).

Veja uma síntese da avaliação administrativa das três gestões, na ótica do eleitor natalense:

Governo  Micarla de Sousa

Aprovam: 7,8%
Desaprovam: 88,6%

Governo Dilma Roussef

Aprovam: 61,4%
Desaprovam: 25,4%

Governo Rosalba Ciarlini

Aprovam: 25,4%
Desaprovam: 55,6%.

Nota do Blog – Em relação à Micarla e Rosalba, não precisa qualquer pesquisa para se medir tamanha repulsa popular. É mais do que evidente a ojeriza que provocam na população.

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domingo - 10/07/2011 - 12:54h
Passado que ensina

Rosalba Ciarlini pode sofrer com o “Efeito Orloff”

Governadora tem início de governo pior do que passagem de Geraldo Melo e um futuro incerto

A ressaca do poder, que parece onipotente e infindável, é terrível

Nunca antes na história político-administrativa do Rio Grande do Norte, um governante viveu um início de gestão tão confuso, sem rumo e gerando enorme desapontamento. Essa é uma síntese dos primeiros meses do governo Rosalba Ciarlini (DEM).

O comum, diante de um cenário tão castastrófico, é que ocorra comparação com algum antecessor. É o caso do ex-governador Geraldo Melo (PSDB), que administrou o Estado de 1987-1990. Existem algumas semelhanças, mas várias discrepâncias no encontro histórico entre os dois.

Rosalba, como Geraldo, chegou à Governadoria envolta em grande expectativa e crédito de confiança, movida por montanha de votos construídos numa retórica emocional e nenhum projeto concreto. Só blablabá.

Em relação à governadora, a conjuntura nacional e estadual é bem diferente da encontrada por Geraldo Melo no início de gestão em 1987. Ela, apesar de adversária do governo central, presidente Dilma Roussef (PT), não sofre nenhum tipo de boicote e chegou a receber visita de mais de oito ministros.

Rosalba precisa ter mais do que fé espiritual

Geraldo Melo, à ocasião, enfrentou o desmanche do “Plano Cruzado”, plataforma principal do seu discurso de campanha. O presidente José Sarney, que o apoiava, conseguiu eleger 22 dos 23 governadores, a grande maioria dos senadores e deputados federais/estaduais.

Foi uma avalanche baseada no ufanismo desse programa econômico, que logo após as eleições foi enterrado pelo próprio Sarney.

Hoje existe a estabilidade da moeda, o país em franco desenvolvimento econômico e controle inflacionário. Com Geraldo Melo era tudo inverso. Greves, especialmente na educação, passaram a fazer parte do cotidiano do RN a partir de 1988. Desde então o governo foi-se arrastando até o final.

Ele sequer conseguiu fazer o sucessor.  À ocasião, não existia o instituto da reeleição para governador e outros cargos executivos.

Rosalba desembarcou na Governadoria utilizando um velho e surrado discurso de “terra arrasada”, para começar a ganhar tempo. Só que sua estratégia foi rapidamente descontruída e hoje ela enfrenta uma onda de greves, a administração praticamente paralisada e nenhuma ação visível de governo.

As poucas notícias boas que vende, advêm justamente de realizações nascidas na era Wilma de Faria (PSB)-Iberê Ferreira (PSB) e do Governo Federal. Entretanto, esconde esse detalhe da opinião pública.

A crise que a governadora enfrenta, parece ser muito mais de mentalidade e método do que financeiro-administrativa. Revela traços de intolerância, arrogância e autosuficiência, além de frieza em relação a questões cruciais do serviço público.

Com Geraldo Melo, a “metástase” começou depois do primeiro ano de governo. Da mesma forma que fora beneficiado com fatores exôgenos (externos) à eleição, passou a pagar o preço pelo fim do Plano Cruzado. Em alguns momentos,  ele partiu pra litigância e bateu frontalmente com categorias de servidores que na campanha tinham lhe dado apoio decisivo.

Se com Rosalba o slogan de campanha era “para fazer acontecer”, em relação a Geraldo Melo um eficiente conjunto de marketing eleitoral prometia “Novos ventos, novos tempos” no Rio Grande do Norte. Levaria o povo ao desenvolvimento social e crescimento econômico. Nem uma coisa nem outra.

Populismo

Um traço comum à Rosalba e a Geraldo Melo é o discurso populista, ufanista e carregado de retória. Mas nesse ingrediente, ela perde de forma acachapante. O “Tamborete” (apelido ganho em campanha) era o rei da retórica. Prendia multidões diante do palanque.

Também conta a favor de Geraldo Melo, uma reconhecida inteligência diferenciada. Qualquer dúvida é só comparar sua passagem pelo Senado, com a presença da “Rosa”. Ele chegou à vice-presidência da Casa, com importantes intervenções e forte influência. Rosalba quase não foi notada.

Geraldo Melo construiu sua chegada ao Governo do Estado sob um bem-arquitetato plenajamento. Já fora vice-governador de Lavoisier Maia e coordenou a campanha vitoriosa do deputado estadual Garibaldi Filho (PMDB) à Prefeitura do Natal em 1985.

Entrou na campanha como azarão. A previsão do grupo Maia, que apoiava o deputado federal João Faustino ao governo, era de que seu candidato venceria com mais de 200 mil votos de vantagem. Com desempenho impressionante, Geraldo atingiu a vitória com pouco mais de 14 mil votos de dianteira.

Geraldo pós-governo: Pai nosso...

Fenômeno? Sim, mas em parte.

O ex-vice-governador foi parte de um fenômeno nacional e não um caso específico, da conjuntura estadual. O Plano Cruzado içou-o até um certo patamar. A partir daí, ele e seu partido (PMDB) fizeram o restante.

Com Rosalba, a conquista começou bem antes, ainda em 2006, ao vencer Fernando Bezerra (PTB) ao Senado, numa corrida muito disputada, com pouco mais de 11 mil votos de maioria. Desde então, a engenharia politica foi desenhando sua chegada à Governadoria, enfrentando adversários debilitados até fisicamente – caso do governador Iberê Ferreira (PSB), que teve câncer diagnosticado na pré-campanha.

O que parece deixar Rosalba e Geraldo à semelhança um do outro, é que nenhum se preparou para governar. O projeto elementar era de poder. Geraldo ainda se elegeu ao Senado uma vez, mas perdeu até a hegemonia em Ceará-mirim, sua base política.

Rosalba, com a erosão de imagem que enfrenta, deve olhar bem para Geraldo e ter cuidado com o “Efeito Orloff” (eu sou você amanhã).

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sábado - 09/07/2011 - 10:00h
Tumulto

Protesto contra Rosalba causa mal-estar em teatro

Um incidente no interior do Teatro Municipal Dix-huit Rosado, em Mossoró, à noite dessa sexta-feira (8), por pouco não tem consequências mais delicadas. Mesmo assim, gerou tumulto.

Minutos antes de ser iniciado show com o cantor Jorge Vercilo, grevistas da Universidade do Estado do RN (UERN), alunos e outros manifestantes, literalmente ocuparam espaços nos corredores. Com faixas, palavras de ordem, uma bandeira do Brasil marcada por manchas e cartazes, eles cobravam postura democrática e zelo à educação.

O alvo era a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Ela receberia a comenda “Marca de Valor” do jornal “Correio da Tarde”, que comemorava cinco anos de funcionamento. Mas avisada do ambiente que se formava, resolveu não comparecer. Os grevistas guardavam outro prêmio para a governadora, o diploma “Irresponsabilidade com a Educação”.

Dirigentes do periódico ainda tentaram, diplomaticamente, aplacar a mobilização. Não obtiveram êxito.

Por cerca de cinco minutos o protesto tomou conta do interior do teatro. Da plateia vinham reações antípodas: aplausos e vaias.

O mal-estar ficou particularmente extremado, quando o popular conhecido como “DJ Balinha” levantou-se para rosnar contra o protesto: “Botem esses vagabundos para fora”.

Um professor, que participava da manifestação, passou a bater boca com ele. Houve troca de ofensas.

Vozes de moderação de lado a lado atenuaram os ânimos e a promoção do jornal pode retomar seu ritmo normal.

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sexta-feira - 08/07/2011 - 21:06h
Rosa acuada

Rosalba passa por novo constrangimento em Mossoró

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) passou por mais um constrangimento em sua terra natal, Mossoró.  Foi agora à noite.

Mas podia ser pior.

Evitou participar de evento comemorativo do jornal Correio da Tarde, no Teatro Dix-huit Rosado, apavorada com manifestantes em greve e estudantes da rede pública. Ela seria homenageada com a comenda “Marca de Valor”.

Os protestos com numerosos manifestantes, palavras de ordem e faixas sobretudo “Em defesa da UERN” (Universidade do Estado do RN) fizeram-na mudar de rumo.

Em poucos meses de governo, Rosalba já teve que ser escoltada por policiais militares para ir a evento comemorativo no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM); foi vaiada antes do espetáculo “Chuva de Bala” durante o “Cidade Junina” e constantemente faz pousos e decolagens no aeroporto local, com o cuidado de evitar divulgação prévia.

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quarta-feira - 06/07/2011 - 19:04h
#Primaverasemrosa

Movimento resiste a cerco policial em Mossoró

Continua a ocupação do prédio da Diretoria Regional de Educação (DIRED), em Mossoró. Estudantes universitários e secundaristas, além de outros segmentos sociais, não recuam.

E a polícia cerca o prédio.

O clima é tenso desde o final da tarde.

Policiais, fortemente armados, intimidam os manifestantes que estão desde o dia 16 passado no prédio, cobrando melhorias a educação e diálogo com o governo.

A ordem judicial é para desocupação do imóvel. O acampamento denominado de “#primaverasemrosa” resiste à decisão da Justiça e ameaça enfrentar a força policial.

Com a cara pintada, pronunciando palavras de ordem e promovendo o episódio através de redes sociais como Twitter e facebook, os manifestantes deixam o Governo do Estado em situação delicada.

Se ocorrer alguma tragédia, a gestão Rosalba Ciarlini (DEM) ficará definitivamente marcada pela intolerância.

A polícia cumpre seu papel. E até aqui, que se diga, atua com efeito moral-psicológico, mas sem uso de violência bélica ou física.

Depois trago mais detalhes.

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terça-feira - 05/07/2011 - 14:09h
Jogo do poder

João Maia, um sonho de consumo

O PR do deputado federal João Maia é o novo sonho de consumo do “rosalbismo”, grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Insinuações e flertes não faltam.

João Maia chegou a figurar como nome de proa para vice de Rosalba na pré-campanha ao governo. Depois foi-se consolidando o “plano b”, com o então presidente da Assembleia Legislativa do RN, Robinson Faria (PMN).

Ironia do destino e da política: a expansão de poder de Robinson dentro do próprio governo, revelando autonomia, ousadia e capacidade de ocupação de espaços, deixa o rosalbismo com a “pulga” atrás da orelha.

João Maia seria um reforço, com seu PR, para sinalizar uma reação do rosalbismo nessa convivência e coabitação delicada com Robinson no governo.

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terça-feira - 05/07/2011 - 10:55h
Sem voz ativa

Fragilidade de governo enfraquece poder do rosalbismo

É fácil perceber que a instabilidade do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) afeta sua influência nas lutas paroquiais nos 167 municípios do Rio Grande do Norte. A começar por Mossoró.

O governo da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), espécie de apêndice do “rosalbismo”, como é denominado o grupo da governadora, não aceita o papel secundário de coadjuvante nas discussões e montagem de estratégias para a sucessão em 2012.

Ganha musculatura.

Até porque existem sinais de menor desgaste em sua imagem administrativa, ao mesmo tempo em que a gestão de Rosalba se descapitaliza em aceitação popular.

Claro que o líder Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da governadora e padrinho dos dois governos de “Fafá”, não abre mão de conduzir o processo sucessório ao seu gosto. Porém o cenário de hoje deixa claro que ele não está só à mesa nem é voz onipotente.

O governismo municipal está dividido. Carlos e Rosalba, é fundamental que seja sublinhado, não estão em condições de impor sua vontade.

A via do diálogo, hoje, é um caminho compulsório.

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terça-feira - 05/07/2011 - 08:51h
Um Paulo mandado?

Protagonismo de secretário deixa governo em dificuldade

Ao nomear o ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes para a chefia de Gabinete Civil do Estado, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) certamente não imaginava que o homem polido, culto e inteligente que se transformara em grande amigo e assessor jurídico, fosse ser o principal protagonista do governo em tão poucos meses.

Pior: Paulo virou um problema.

Suas intervenções tem produzido muitos estragos à imagem do governo, abrindo frentes de antipatias em várias direções.

Já causou polêmica com setores do Judiciário, Legislativo, servidores públicos e do empresariado. Parece um rinoceronte em loja de cristais.

A governadora e seu mentor político e marido, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), romperam com uma máxima na política das altas corporações para cargos estratégicos e podem pagar caro por isso: “não empregue quem você não pode demitir”.

Mas o papel de Paulo de Tarso deve ser visto por outro ângulo: ele pode estar apenas e tão somente cumprindo um script.  Seria o alter ego do próprio casal, fazendo aquilo que Carlos e Rosalba desejam, mas não têm coragem de fazer diretamente.

 

Paulo seria a face visível da intolerância da "Rosa"? (Foto: Blog Jurandi Santos)

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segunda-feira - 04/07/2011 - 06:56h
Paulo de Tarso Fernandes

O “Senhor da Guerra” mantém governo no ataque

Secretário absorve o desgaste crescente da administração, mas pode contaminar governadora adiante

Rosalba ouve Paulo, porta-voz e escudo no governo (Versátil News)

É inegável e incontestável a habilidade do advogado Paulo de Tarso Fernandes no trato do direito, uma ciência. Mas a mesma destreza não se confirma na estratégica posição de secretário-chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado.

Sua verborragia contraria a tradição do cargo, tido como de compulsória diplomacia, conhecimento dos meandros do poder e cuidados com a palavra e o próprio silêncio. Mas se fala o que bem entende, o faz sob o endosso e beneplácito de quem deve governar, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

O certo é que os reflexos dessa postura não são positivos. Em nada ajuda o governo a dissipar a crise. Recrudesce o mal-estar e produz uma imagem de antipatia e intolerância da própria administração pública.

Em pouco mais de seis meses de governo, Paulo tem distribuído “porradas” para todos os lados. Da massa de servidores estaduais à Assembleia Legislativa, direta ou indiretamente, passando até pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

– Metade do magistério não trabalha; não dá aula – disse ele ao programa “Bom-dia RN” (Inter TV Cabugi), dia 23 de maio.

Dinheiro

Num recado aos outros poderes e órgãos estatais, do Estado, alertou na mesma entrevista: “Tudo vem do mesmo caixa”. Ou seja, que Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público apertassem os cintos também.

Noutro depoimento, chegou a ironizar as greves que pipocam no seviço público do Estado: “São inócuos”. E acrescentou: “Não tem a força de fazer dinheiro”.

Bem antes já acusara os governos Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB) de “irresponsáveis”, culpando-os quanto à suposta crise no erário.

A Assembleia Legislativa, não escapou de sua alça de mira. A série de leis aprovadas pela Casa dificultava o pagamento de reajustes salariais, afirmando que “as leis estaduais aprovadas são ilegais e, por conseqüência, inconstitucionais”. Tudo textualmente declarado ao jornal “Tribuna do Norte”, dia 12 de junho, um domingo.

Simplesmente afirmou, sem rodeios, que o Estado via como “impossível” o atendimento dos pleitos salariais da categoria dos professores. Sabia do dever de cumprir o piso salarial, mas não tinha ideia de quando e como iria cumprir. Tudo assim, “na bucha”, em reunião em seu gabinete no dia 10 de maio.

Nessa ocasião, a propósito, Paulo chegou ao cúmulo de bater com a mão em sua mesa e rispidamente encerrar a conversa

– Reunião encerrada!

Sequer houve espaço para que dois deputados da oposição, que acompanhavam os sindicalistas, Fernando Mineiro (PT) e Larissa Rosado (PSB), pudessem intervir.

Paulo: diplomacia do porrete

Principal protagonista do governo no primeiro semestre, Paulo puxa para si a onda de ressentimentos que cresce em escala geométrica, sitiando a Governadoria. Nesse ponto, pelo menos algo positivo: livra superficialmente a governadora Rosalba Ciarlini de personificar o papel de algoz.

Bem, mas é difícil estimar até quando ele vai blindá-la da “contaminação” que já o atingiu, no posto de “senhor da guerra” na arte de atacar.

Em seu caso, a satanização não tem maiores desdobramentos, haja vista que há muito abandonou disputas por cargos eletivos (é ex-deputado estadual, um dos mais brilhantes, com passagem pela Assembleia Legislativa do RN).

Quanto à governadora, não. Ela tem pressa em sair desse redemoinho, pois fez da política uma profissão.

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Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política
segunda-feira - 04/07/2011 - 03:48h
Sucessão em Mossoró

Cláudia sobe cotação a prefeito, apesar de Carlos-Rosalba

O nome da vereadora Cláudia Regina (DEM) sobe na cotação do Palácio da Resistência, como candidata a prefeito de Mossoró.

Os pré-candidatos, secretários, Chico Carlos (Cidadania) e Alex Moacir (Serviços Urbanos), já aprumam o nariz na direção da Câmara de Vereadores.

Falta apenas combinar com o casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) para tentar transformar Cláudia em aposta consensual.

A ironia com que Carlos costuma tratar Cláudia, sob o epíteto de “a poderosa”, indica como ele e sua mulher torcem o nariz a ideia de ter a vereadora como candidata.

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Categoria(s): Política
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domingo - 03/07/2011 - 15:21h
Diplomacia do porrete

Secretário de Rosalba provoca empresariado e servidores

Em entrevista ao jornal “O Poti”, de hoje, o secretário-chefe da Casa Civil do Estado, Paulo de Tarso Fernandes, volta a jogar “querosene” na inflamável relação entre governo e servidores estaduais. Também sobra bordoadas para o empresariado. Veja esses trechos abaixo:

O Poti – Então, as greves são políticas?

Paulo de Tarso Fernandes – Totalmente políticas. Radicalmente políticas. São conduzidas por essas facções radicais, que infelizmente têm penalizado, no caso da Educação, a juventude. Há um enfrentamento também de setores políticos e empresariais. O governo tem desafiado essas elites, que tomavam conta do governo sem saber diferenciar o público e o privado. Há esse clima de confronto.

O Poti – Que elites são essas?

PTF – Elites que foram derrotadas durante aseleições.

O Poti – Seria o PSB?

PTF – Os derrotados na última eleição. O governo legítimo é o que está no poder. É o que foi eleito. Algumas elites empresariais estão insatisfeitas com a política fiscal e tributária do governo, que exterminou todos os privilégios de tributação.

Nota do Blog – Num delicado momento da gestão Rosalba Ciarlini (DEM), as intervenções de PTF continuam abrindo novas frentes de combate ou mantendo a beligerância com forças já existentes.

Em qualquer compêndio de ciência política ou de estrategia militar, as recomendações são diametralmente opostas às ações adotadas pelo governo de Rosalba.

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Categoria(s): Política
sábado - 02/07/2011 - 20:07h
Governadora acuada

Clima tenso e carregado em Currais Novos

Do Blog Grande Ponto

Clima pesado na abertura da XIV Exponovos, ontem.

Os poucos que compareceram eram grevistas, manifestantes contra o Governo do Estado. Faixas, cartazes e vários gritos inflamados que interromperam por vezes o discurso da governadora Rosalba Ciarlini (DEM)  e de outros oradores, como o agropecuarista José Bezerra Marinho (DEM), “Ximbica”, que fora suplente do senador José Agripino (DEM).

Ximbica, que não costuma levar desaforo pra casa, disse que Rosalba livrou o governo de “xexeiros, trambiqueiros e corruptos”.

A clara impressão que ficou foi de um governo desestabilizado e acoado. Pouquíssimas lideranças no palanque. Com mandato, só o secretário da Agricultura, Betinho Rosado (DEM), prefeito Geraldo Gomes, vereador caicoense Leleu Fontes e Iranildo Pereira (prefeito de Santana do Seridó).

Além de tudo isso, servidores da Emparn e Emater que não aderiram às greves, passaram o dia preparando um bonito estande com uma demonstração do trabalho do governo em favor da agricultura potiguar.

Por lá a governadora nem passou. Decepção geral.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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