quarta-feira - 15/06/2011 - 21:34h
Um apelo

Uma voz de bom senso e tolerância, por favor

Alguma voz de bom senso precisa ser levantada, em meio à crise no relacionamento das principais categorias funcionais, do Estado, e o Governo Rosalba Ciarlini (DEM). Desarmem-se da intolerância.

Pensem em centenas e milhares de pessoas prejudicadas. Milhões, para sermos mais precisos.

Milhares de estudantes esperam a retomada das aulas.

Queremos uma saúde pública de melhor qualidade.

Não nos basta apenas polícia na rua, ocasionalmente, para vender “sensação” de segurança.

Não permitamos que a turma do “quanto pior, melhor”, vença.

Se está ruim e pode piorar, pior para a maioria. E a maioria somos nós, aqui embaixo.

O Governo do Estado está personificado em Rosalba Ciarlini (DEM), mas o Estado não é ela. Como não seria Iberê Ferreira (PSB) ou Carlos Eduardo Alves (PDT), se um deles tivesse vencido o pleito do ano passado.

Preocupa-me o cenário atual, porque não vejo de lado a lado quem demonstre serenidade. Ânimos exaltados e até cenas de estupidezes, só agravam as relações entre as partes litigantes.

Uma gotinha de bom senso, por favor.

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quarta-feira - 15/06/2011 - 15:47h
Achei!!!

“Retrovisor” de Rosalba localiza, aos poucos, Robinson

Como este Blog comentou há considerável tempo, o primeiro rosto que aparece no “retrovisor” do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), para se levantar culpa do passado pela crise do presente, é do vice-governador Robinson Faria (PMN).

Ocorre que ninguém tem coragem de apontá-lo ou afirmar isso diretamente.

Tem-se colocado como mais conveniente atribuir tudo aos ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB).

A “síndrome do retrovisor”, mesmo assim, está surrada. Vencida.

No dia 19 de maio deste ano, em postagem sob o título “Um rosto a mais no ‘retrovisor’ do Governo Rosalba”, esta página quebrou a essência dessa farsa. Disse o que todos omitiam por conveniência, medo ou má-fé mesmo.

Afirmou, que pelo raciocínio do governo, o primeiro nome a ser “culpado” pela aprovação de 14 projetos com aumentos em salários para categorias de servidores do Estado, seria o de Robinson. Ele era presidente da Assembleia Legislativa, aliado do governo.

Os dias e semanas têm passado e aos poucos, mesmo que furtivamente, se esqueirando, implicitamente, os poderosos começam a soprar esse raciocínio.

Falta alguém do próprio governo declarar isso de frente e o próprio Robinson se defender. Até aqui, não ocorreu uma coisa nem outra.

E tudo torna o ambiente ainda mais confuso, sem rumo.

P.S – Outro detalhe que não pode ser esquecido: todos os deputados reeleitos, que à época eram oposição, mas hoje são governo, disseram “sim” aos projetos e aumentos.

E agora, querem mudar de opinião ou continuarão calados?

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quarta-feira - 15/06/2011 - 11:03h
Linguagem confusa

A crise “babélica” de quem ainda não se encontrou no poder

Governo Rosalba Ciarlini "vende" três álibis para explicar problemas; sua postura irrita os servidores

 

Rosalba, na posse, enxuga lágrima. Choro mudou de lado (Foto: Canindé Soares)

Insofismável: o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) vive uma crise. Não é apenas financeira, além de administrativa, com inclinação para o descarrilamento político. Temos também uma crise “babélica”, de linguagem. De álibi.

O discurso não se sustenta. Começa de um jeito, passa para outro, pega atalho, dá uma pirueta e forma um oito.

Vejamos uma síntese desse emaranhado de argumentos e hipotéticos sofismas.

De saída, o Governo Rosalba Ciarlini alarmou: avisou que o Estado estava quebrado, por isso não poderia pagar as melhorias salariais a várias categorias de servidores. Era seria a razão. Faltaria dinheiro.

Depois, chegou a informar que o problema mais direto estava relacionado à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ou seja, admitia pagar, mas num tempo mais adiante, quando houvesse condições em caixa e dentro da obediência à LRF.

Agora, mais recentemente, o principal porta-voz do governo, chefe de Gabinete Civil Paulo de Tarso Fernandes, entra noutra seara. Fala sobre ilegalidade das leis que asseguraram novas remunerações aos servidores.

Mistura deputados da legislatura passada e ex-governadora Wilma de Faria (PSB), numa caldeirada indigesta. Todos teriam sido irresponsáveis, na aprovação de cerca de 15 projetos com essa mesma essência, sem um estudo de impacto na folha de pessoal.

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Em resumo: o Estado vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para sustentar a aspiração de simplesmente não pagar. Com ou sem limite prudencial da LRF, quebrado ou superavitário o Estado.

Quer zerar tudo.

Os efeitos colaterais desse comportamento oscilante, intempestivo e que alimenta o confronto, são ainda imprevisíveis.

Como há um fosso, um hiato, que novamente começou a separar sobremodo Estado dos servidores, tudo pode acontecer, em prejuízo ao administrado. Falo sobre o cidadão comum, que precisa de segurança, saúde, educação etc. a contento.

Claro que o Estado não pode arrecadar tão-somente para servir aos seus funcionários. Claro que é necessário uma sobra além do custeio, para investimentos.

Encontrar essa fórmula, pela via do confronto, é quase impossível.

A crise babélica revela que método e mentalidade desse governo são atrasados. Até o momento, apenas bota mais querosene na fogueira, vociferando em vez de falar.

Está ruim? Pode piorar.

O Estado não é a Prefeitura de Mossoró e o Rio Grande do Norte não é Mossoró.

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terça-feira - 14/06/2011 - 12:14h
Desgaste

Movimento se prepara para o “Fora Rosalba Ciarlini” em Natal

Manifestantes do movimento “#Fora Micarla” abriram outra frente de batalha. Além da hostilidade à desgastada prefeita Micarla de Sousa (PV), botam na alça de mira a oscilante governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Vem aí o “Fora, Rosalba”.

O que se comenta e é noticiado em setores das redes sociais da capital e imprensa, aponta para recrudescimento da mobilização, com o Governo do Estado sendo motivo de revolta adicional.

É possível, que no próximo dia 21 (terça-feira), a turma tente acampar no Centro Administrativo, onde se situa a Governadoria.

Nota do Blog – Os mestres da estrategia militar, ao longo de milênios, sempre desaconselharam a estratégia de se abrir mais de uma frente de batalha. Vale para esse movimento.

Tem mais: é preciso cuidado no uso da própria força e organização demonstradas até aqui, para não se banalizar algo costurado com ramanha leveza, não obstante sua contundência.

A governadora está há pouco mais de cinco meses no poder. Mesmo que seja pouco tempo, no curso de quatro anos de mandato, sem dúvida deu para revelar estilo, conteúdo e mentalidade. Não tem agradado à maioria.

Entretanto não faz sentido pedir sua saída, mesmo que alguns possam manifestar razão para esse brado.

Ela foi eleita e tem direito legítimo a continuar no cargo. Até provem o contrário, pela via do direito.

Um pouquinho de tolerância e bom senso nunca fazem mal. “A virtude está na moderação”, ensina uma velha pregação aristotélica.

 

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 13/06/2011 - 15:20h
Missão de paz

Rosalba faz mais uns agrados ao Governo Dilma

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) está em Brasília. Entre os vários contatos de trabalho, um em particular, com conotação político-pessoal.

Ela participa agora à tarde da posse da ex-senadora e amiga, Ideli Salvatti (PT).

A ex-senadora assume a pasta das Relações Institucionais. Há poucos dias, a ex-senadora foi hóspede de Rosalba em Tibau (casa de praia da governadora, a 42km de Mossoró).

Nota do Blog – Rosalba costura meios para reduzir a distância em relação ao Governo Dilma Roussef (PT).

Sabe que a generosidade do Palácio do Planalto pode ajudar, sobremodo, a enfrentar as dificuldades que enfrenta na gestão estadual.

O problema é que da mesma forma que mostra interesse em ter uma relação amistosa, de benefício ao seu governo, assiste aliados como o senador José Agripino (DEM) e deputado federal Rogério Marinho (PSDB), fazerem o inverso.

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segunda-feira - 13/06/2011 - 14:10h
Perguntar não ofende:

Robinson Faria também é culpado por “ilegalidades” das leis?

Diante da tese de setores do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), de que todos os aumentos dados a categorias funcionais do Estado, estariam na ilegalidade, seria bom ouvir uma pessoa-chave nesse enredo. Uma voz necessária.

O que pensa o atual vice-governador e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), quanto ao que é imputado a ele?

Afinal de contas, nada teria sido aprovado, transformando-se em lei, sem aval da Casa, conduzida por Robinson em quatro mandatos presidenciais durante oito anos consecutivos.

Os secretários de governo, Paulo de Tarso Fernandes (Gabinete Civil) e Anselmo Carvalho (Administração e Recursos Humanos), citaram em entrevistas à imprensa, que os projetos deveriam ter uma justificativa, com arrazoado atestando capacidade do Estado em cumprir as leis.

Ambos afirmaram que os projetos eram desprovidos de um estudo mínimo sobre impacto dos reajustes na folha de pessoal.

“As mensagens só tinham uma folha com três parágrafos, sendo um de saudação aos deputados, o segundo (sic) dizia o que era e o terceiro com o fechamento”, citou Anselmo ao jornal O Mossoroense, que este Blog reproduziu em postagem no dia passado (AQUI).

Robinson Faria também é culpado pela suposta “ilegalidade” das leis?

E aí, heim?

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domingo - 12/06/2011 - 21:31h
"Síndrome do Retrovisor"

Secretário de Rosalba compromete Robinson em entrevista

Claro que o atual secretário da Administração e Recursos Humanos do Estado, José Anselmo Carvalho, com formação técnica em direito, além de docência, não pode ser exigido quanto ao melhor trato da coisa política. Mas precisa – mesmo assim – ter cuidado com as palavras.

Sua entrevista hoje ao jornal O Mossoroense, dando versão técnica sobre a suposta crise financeira do Estado, com explicações assentadas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), é comprometedora. Deixa mal, na “fita”, o próprio vice-governador Robinson Faria (PMN).

Na ânsia de defender a tese que transfere culpa para os governos Iberê Ferreira (PSB) e Wilma de Faria (PSB), o secretário manifesta também ser portador da “Síndrome do Retrovisor”. Implica subliminarmente o próprio vice-governador Robinson Faria (PMN).

Veja o Blog também no Twitter (clique AQUI)

Afinal de contas, Robinson era presidente da Assembleia Legislativa, no período em que a Casa aprovou uma enxurrada de projetos  dispondo sobre melhorias salariais de mais de uma dezena de categorias do serviço público estadual.

Na entrevista, revela, as mensagens enviadas à AL “não tinham” sequer estudo de impacto dos aumentos salariais na folha de pessoal, como reflexo na LRF. “Fiquei para não acreditar, como se diz na linguagem popular”, comentou o secretário.

“As mensagens só tinham uma folha com três parágrafos, sendo um de saudação aos deputados, o segundo (sic) dizia o que era e o terceiro com o fechamento”, citou.

Nota do Blog – Já afirmei e reiterei aqui um raciocínio lógico, que salta aos olhos, mas a passionalidade e a má-fé não deixam a maioria ver: todos os reajustes salariais foram endossados por deputados de oposição e governo, liderados pelo vice-governador. Um de seus principais assessores era o atual secretário-chefe do Gabinete da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), jurista Paulo de Tarso Fernandes .

É um insulto à inteligência alheia vender a ideia de que tudo é culpa de ex-governadores, como se eles tivessem o poder onipotente de decidirem sozinhos.

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domingo - 12/06/2011 - 14:12h
Conversando com... Vagner Araújo

Governo Rosalba está perdido, sem rumo, diz ex-secretário

Governo Rosalba "não se esmerou em apresentar um plano para gestão" do Estado

Ex-secretário de Trabalho e Ação Social do Estado do Rio Grande do Norte, em 1994 (Governo José Agripino/Vivaldo Costa), cargo que voltou a ocupar em 2001 (Governo Garibaldi Alves); ex-secretário do Planejamento do Governo Wilma de Faria (PSB), o ex-prefeito de Lucrécia e ex-candidato a vice-governador, VAGNER ARAÚJO, é nosso entrevistado especial desta semana. Atual secretário de Gestão de Pessoas do Governo Micarla de Sousa (PV), ele quebra o silêncio em primeira mão para o Blog do Carlos Santos, avaliando a propalada crise financeira no Estado e outros temas correlatos.

Blog do Carlos Santos – O atual secretário da Administração e Recursos Humanos do Estado, Governo Rosalba Ciarlini (DEM), Anselmo Carvalho, afirma à imprensa de Mossoró (Jornal O Mossoroense), que os gestores passados, à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal, tiveram uma postura de “irresponsabilidade”. Não teria ocorrido estudo de impacto na folha de pessoal, à concessão de aumentos salariais? Verdade ou sofisma?

Vagner Araújo – Discurso político, como tantos outros que já cansam a população em todo o Estado. Ponha-se numa lupa e veja que as leis aprovadas têm lá um artigo onde diz que a implantação dos planos estão condicionados à regularidade dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Tivemos o cuidado de fazer este condicionamento que, aliás tem sido bem usado pelo atual governo, embora haja controvérsias com estes limites, já que as diversas interpretações da LRF sobre o que deve ou não ser computado nele dá ao governo a flexibilidade de jogá-lo para cima ou para baixo, segundo sua conveniência do momento – que é o de não atender às categorias. A rigor, a discussão deste limite deve considerar sua fórmula e forma de cálculo. Para que se tenha clareza sobre o que está sendo considerado ou não para seu cômputo final.

BCS – A governadora Rosalba Ciarlini e seus mais importantes auxiliares insistem na tese de que encontraram um ambiente de “terra arrasada” no Estado. Bate com a herança deixada pela era “Wilma de Faria (PSB)-Iberê Ferreira (PSB)?

Vagner Araújo – Já está provado que não. Olhe os saldos e superávits financeiros nos primeiros balanços bimestrais ou quadrimestrais de 2011. O estado é obrigado a divulgar na internet e no Diário Oficial. Vê quanto de recursos estão sobrando para o atual governo. Coisa de R$ 600 milhões. Alem do mais, quando foram listar as tais dívidas deixadas para atender requerimento da Assembleia, incluíram coisas absurdas que jamais poderiam ser consideradas como tal, já que são obrigações correntes de todo governo, como as contra-partidas de obras que ainda estão em andamento, estão dentro de seu cronograma contratual e, portanto, não são dívidas atrasadas. São obrigações futuras, normais de qualquer governo. Aliás, algo positivo. Mostra que ficaram – igualmente – receitas, dinheiro entrando no estado para estas obras. Acho que o PSB falhou na comunicação porque deixou que teses como estas prosperassem sem respostas à altura.

BCS – O final da era Wilma-Iberê foi marcado por prenúncio de grave crise: rapou-se o “fundo do tacho” para pagar folha, até com o inusitado empréstimo de recursos do fundo judiciário, para complementação de pagamento de pessoal. A que se deve esse quadro?

Vagner Araújo – Os estados, assim como as prefeituras, sofreram nos anos de 2009 e 2010, fortes efeitos da crise econômica iniciada em 2008. Muito dinheiro previsto no orçamento deixou de vir do governo federal a título de transferências correntes, causando dificuldades para o cumprimento da programação financeira. Algo que se reverteu nos primeiros meses deste ano, com grande elevação das receitas, o que já era esperado. Apesar disto, o governo foi passado com a folha de pagamento em dia, já com o mês de dezembro e o décimo pago dentro do mês, com todos os programas funcionando, com um grande conjunto de obras em andamento e com saldos financeiros elevados em contas e contratos destinadas a projetos e obras como adutoras, saneamento, estradas e outras. Francamente, não se pode considerar isto terra arrasada. O discurso político neste sentido é estratégia batida de quem não se esmerou em apresentar um plano para a gestão estadual, sequer se prestou a realizar uma transição administrativa à altura da dimensão de um estado – que é bem diferente de uma prefeitura.

BCS – A Assembleia Legislativa, então presidida pelo atual vice-governador Robinson Faria (PMN), que era aliado da governadora Wilma de Faria, à época, deu pleno aval à aprovação dos vários projetos que provocaram reajuste salarial de várias categorias. O atual Governo do Estado, entretanto, omite essa abordagem em seu discurso. Que papel teve a AL na discussão e endosso a essas matérias?

Vagner Araújo –  Não só deu aval como  trabalhou para aumentar o dispêndio do Estado com os planos, aprovando emendas e até derrubando vetos da então governadora a medidas que elevavam os encargos financeiros para o governo, desde a votação do orçamento para 2010. Ou seja, tiro no pé de quem talvez não imaginava que viria assumir o governo num momento seguinte.

Planos salariais são leis aprovadas na Assembléia. No caso, a oposição – hoje situação – era maioria na época da aprovação e detinha a presidência da Casa, o hoje vice-governador Robinson Faria. Via de regra, os projetos de lei encaminhados pelo Executivo eram emendados pelos deputados da atual base do governo, aumentando a despesa, criando mais encargos financeiros para o Estado. Então… de que irresponsáveis estamos falando?

Veja bem, não falo em nome do PSB nem de Wilma nem de Iberê, dado que estou afastado do partido para exercer o cargo de secretário de Natal. Mas estou esclarecendo questões relevantes com base no conhecimento que tenho e de ter participado do governo anterior.

BCS – Em sua avaliação técnico-política, conhecendo tão bem a realidade financeira e da relação de forças político-partidária, no RN, estamos diante de uma crise de números ou de gestão?

Vagner Araújo – Apesar das divergências políticas de quem disputou em chapa majoritária com o atual governo, sou um norteriograndense que ama e acredita neste Estado, trabalha e torce para que as coisas dêem certo, seja em que governo for. Comecei a me preocupar – e na época, a denunciar – que a chapa que restou vencedora, ainda na campanha, não apresentava qualquer plano, não dava qualquer sinal de que tinha um projeto para o Rio Grande do Norte. Não demonstrava, sequer, conhecer a realidade administrativa do estado. Nada. Fizeram a campanha só na base do ‘oba-oba’, na onda eleitoreira que se formou e que arrastou a maior parte do eleitorado, como infelizmente ocorre na nossa cultura política ainda em formação. Conhecido o resultado, preocupei-me ainda mais porque não vi nenhum esforço de se realizar uma transição administrativa, de se conhecer de perto, focar nos assuntos do estado, nas suas diversas áreas.

Participei da transição de Wilma, em 2002. Eram no mínimo 3 pessoas trabalhando em cada área de governo, por cada secretaria. Uma equipe grande, multidisciplinar, que passou 60 dias trabalhando dia e noite, fins de semana… com técnicos experientes, ouvindo a equipe que saia, estudando como funcionava cada programa, cada ação, cada área de governo, já tomando decisões, reunindo prefeitos para conversar sobre assuntos como dengue, previsão de seca, indo a Brasília ver andamento das parcerias lá, enfim… em uma grande ação preparativa para assumir o governo. Por isto, apesar do quadro de dificuldades, dos desarranjos deixados pelo então governador Fernando Freire, o novo governo já entrou trabalhando, sabendo para onde ia, lançando programas, iniciando obras, dando uma cara nova ao estado. Uma obra como a ponte Forte-Redinha, por exemplo, nao teria sido realizada se nao tivesse tido este plenajamento, este trabalho, mesmo antes de assumir.

O atual governo colocou 6 pessoas para a transição, e já faltando poucos dias para assumir. E todos da área meio. Quem fez a transição na saúde? Quem fez na educação? Quem fez na área de desenvolvimento econômico, na segurança? Nem nomes para estas áreas se tinha. Muitos foram escolhidos de última hora, depois de idas e vindas, de convites recusados, de brigas internas por espaço. Órgão importante entregues a pessoas de perfil duvidoso. Auxiliares do governo anterior sendo chamados de volta, reaproveitados, por falta de opção.  O resultado não poderia ser outro. Mas… continuo torcendo que se encontre o rumo. O estado precisa e merece voltar a crescer, sair do noticiário negativo em que se encontra nos últimos meses no cenário nacional, até porque isto arrasa com uma dos nossos principais meios de vida – o turismo. Turista nenhum escolhe como destino um lugar onde há greve generalizada, onde a segurança pública está simbolizada pela imagem de um preso acorrentado a uma bicicleta no quintal de uma delegacia.

BCS – O senhor ocupa a titularidade de uma pasta, no Governo Micarla de Sousa. Ela vive um desgaste avassalador. Há futuro para a gestão Micarla?

Vagner Araújo – Primeiro, veja os jornais de Fortaleza, João Pessoa, Recife e Salvador… Você não vai encontrar diferença no quadro de desgaste que ocorre em Natal e nas prefeituras destas outras capitais. Logo, temos um problema generalizado, o que indica que há motivos exógenos, ou seja, fatores externos, que fogem ao controle ou à vontade destes governantes que estão a causar transtornos financeiros, de caixa, de capacidade de realizar obras e de manter serviços públicos a contento. Consequentemente, vem o desgaste político para os gestores, infelizmente. Como a vida é um fato local e em meio ao advento positivo e democrático, ainda que desordenado, das novas mídias e das redes sociais, a maioria das pessoas são facilmente levadas a atribuir à prefeita, a exclusividade da culpa pelo problema.

Mas aí onde cabe uma importante reflexão: para alem do futuro da gestão Micarla, devemos entender que o que está em jogo é o futuro de Natal. Desta cidade linda, altaneira, que se prepara para seu apogeu turístico, econômico e social: sediar a Copa do Mundo de Futebol.

Todo e qualquer transtorno na cidade, principalmente aqueles provocados ou intensificados como oportunismo, não está a atingir apenas a gestão da prefeita. Mas, de forma muito mais grave, a cidade e o seu futuro. Principalmente em momento delicado como o que estamos vivendo.

Eu dou o testemunho de que a prefeita tem feito grande esforço em contornar os problemas. Fez até redesenho político-administrativo do seu governo para enfrentar a crise, abrindo mão de certos apoios políticos para dar foco na gestão. A minha presença em sua administração é, inclusive, grande prova disto. Ela superou entraves partidários e até o costume político vigente para me convidar. Eu fiz o mesmo ao aceitar. Porque acho que na hora da dificuldade, quando o interesse de toda uma cidade está em jogo, devemos procurar ajudar. E não dificultar ainda mais as coisas.

Tenho fortes motivos para concluir que a gestão Micarla encontrou seu rumo, apesar disto ainda não ter sido percebido pela maioria. Agora, falta atingir o ritmo ideal a que as suas metas, que incluem projetos urbanísticos que vão mudar Natal com investimentos jamais vistos em nossa história e que chegam a R$ 1 bilhão possam se concretizar. Esta é uma tarefa de todos. Por Natal.

BCS – E qual o futuro de Vagner Araújo, após ensaiar disputa a deputado estadual, quase ser candidato a deputado federal e terminar como candidato a vice-governador de Iberê, sem êxito eleitoral?

Vagner Araújo –   Primeiro, quero dizer que sinto-me realizado em ter sido candidato a vice-governador, independente do resultado final. Configurar como uma opção para governar um estado, participar de uma chapa que recebeu mais de meio milhão de votos… não é pouca coisa para quem veio de onde eu vim, tendo acabado de completar os 40 anos de idade.

Quanto ao futuro tenho sempre dois caminhos a seguir. O técnico, profissional, exercer missões técnicas de que gosto muito e com que me realizo – o que estou fazendo agora. E o político que, no caso, nao depende só de mim. Depende, fundamentalmente, da evolução do nosso quadro político-cultural. Nao me considero um político convencional, destes que segue um roteiro populista-midiático. Ainda que isto seja considerada condição para se eleger a qualquer cargo eletivo mais importante. Discordo desta prática e não me vejo reforçando-a.

Meu sonho era chegar o dia em que as campanhas se voltassem para discutir e eleger projetos, idéias, ações, resultados efetivos. O candidato com mais chances fosse aquele que demonstrasse a capacidade de trabalhar gestão. De enfrentar e prover soluções para a despoluição do Rio Mossoró, de encontrar solução para o aeroporto da cidade, de avançar na educação, na saúde, na geração de empregos, por exemplo.

A eleição da Presidenta Dilma abriu-me esperanças neste sentido. Ela não tem viés populista. É uma gestora. Se o governo dela der certo – como espero que dê – poderá haver grande mudança na forma de votar do brasileiro, em favor de perfis mais técnicos, mais comprometidos com gestão e menos politiqueiros ou demagógicos. Aí as coisas podem ficar mais fáceis e certamente haverá mais espaço na política para pessoas como eu.

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domingo - 12/06/2011 - 07:45h
Dificuldades

Três tarefas difíceis e um destino para o Governo Rosalba

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) sabe que o tempo urge e ruge. Corre para atingir pelo menos três objetivos de curto, médio e longo prazos.

Primeiro, vai pro “abafa” para estancar a metástase das greves. Num primeiro momento, tentou ser indiferente; depois admitiu a via da negociação e agora procura a tutela do Judiciário para fazer o servidor voltar ao trabalho.

Noutra frente, a governadora faz um esforço sobre-humano para se aproximar do Palácio do Planalto. Passa o “chapéu” à frente da presidente Dilma Roussef (PT), na esperança de ver pingar algo.

Paralelamente, aposta na megalomania do Estádio das Dunas e seus desdobramentos, para carrear para si os supostos efeitos positivos da Copa do Mundo de 2014, em associação de imagem.

Todos, sem exceção, são planos políticos. Nenhum de governo. Igualmente difíceis.

Num “check-list” dessas metas, para alcançar a estabilidade administrativa, não se sabe qual a missão mais complicada.

Esse é o ponto nevrálgico que  até o momento a gestão Rosalba revela, como uma fratura exposta: parece que nunca teve um programa de governo mas tão somente um projeto de poder.

O governo ainda não levantou voo.

Lembra os aviões de Pearl Harbor. Corre o perigo de ser abatido em terra.

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quinta-feira - 09/06/2011 - 23:27h
Polícia Civil

Governo e grevistas terão Justiça arbitrando conflito

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) resolveu ir pro pau com grevistas da Poícia Civil. Esgotou sua paciência.

Bem, parece notório que o pavio governista é mesmo curto.

O interesse do governo é que a Justiça posicione-se em relação à greve. Aposta num despacho favorável.

Há quem resmungue, considerando a saída judicial como intempestiva.

Penso diferente.

Entendo que se não existe acordo entre as partes litigantes, o Judiciário tem condições de arbitrar o conflito. O governismo acha que está certo. Deve apresentar números e dispositivos legais para não atender os pleitos salariais e outras cobranças da categoria. Ña outra ponta desse cabo-de-guerra, os grevistas também possuem suas razões.

Em ambos os lados, direitos subjetivos.

A Justiça deve bater o martelo, com posição para impedir que o estrangulamento das relações entre poder e servidores, termine por causar ainda maior prejuízo aos administrados, o cidadão comum.

Isso precisa de um desfecho razoável, marcado pelo bom senso entre as partes.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 04/10/2010 - 16:48h

Quase um terço ignora candidatos do RN – Eleições 2010

Há muito ainda a ser analisado. Entretanto, alguns detalhes das eleições 2010  sevem imediatamente para análise, provocando os mais diversos raciocínios.

Chama-nos a atenção, por exemplo, que o número de votos perdidos com abstenções (o não-comparecimento do eleitor), nulo e branco chega a 693.874 eleitores.

Essa soma é maior do que a junção dos votos dos candidatos Iberê Ferreira (PSB) e Carlos Eduardo (PDT) juntos.

O que esse protesto silencioso, sem rosto e volumoso significa?

Essa multidão representa quase um terço do eleitorado de 2.245.153 aptos ao voto. É gente que simplesmente ignora Rosalba, Iberê, Carlos Eduardo ou qualquer candidato de partido  microscópico.

É uma insatisfação com a política, o sistema, os políticos de forma generalizada. É um sinal de alerta para as próximas eleições.

É fundamental entender os recados dessa massa. Por que não votou em qualquer um dos candidatos colocados?

Veja abaixo os números finais da disputa ao Governo do Estado no Rio Grande do Norte:

Governo do Estado

Rosalba Ciarlini (DEM) – 813.813 (52,46%)
Iberê Ferreira (PSB) – 526.256 (36,25%)
Carlos Eduardo (PDT) – 160.828 (10,37%)
Sandro Pimentel (PSOL) – 10.520 (0,68%)
Camarada Leto (PCB) – 2.078 (0,13%)
Bartô Moreira (PRTB) – 1.746 (0,11%)
Eleitorado apto – 2.245.153
Votos válidos – 1.551.241 (82,61%)
Abstenção – 367.434 (16.37%)
Nulo – 222.462 (11,85%)
Branco – 103.978 (5,54%)

* A maioria de Rosalba sobre Iberê foi de 251.557 votos, ou seja, 16,21%. Os candidatos Roberto Ronconi (PTC) e Simone Dutra (PRTU) não tiveram registro oficial de votos.

Importante ainda observar que àquele ano, o número de votos perdidos com abstenções (o não-comparecimento do eleitor), nulo e branco chegou a 693.874 (33.76%).

Rosalba Ciarlini empalmou 813.813 (52,46%). Portanto, 119.939 votos a mais do que a soma de abstenções, nulo e branco.

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segunda-feira - 04/10/2010 - 09:31h

Vencedores no Rio Grande do Norte – Eleições 2010

O Rio Grande do Norte promoveu, através dos seus eleitores, um pequeno solavanco no mapa do poder no estado.

Elegeu a oposicionista Rosalba Ciarlini (DEM) ao Governo do Estado, renovou os mandatos dos senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB) e praticamente manteve intacta a bancada à Câmara Federal.

Além disso, deu sua contribuição para o segundo turno da eleição presidencial.

Vamo ver abaixo a lista de votos ao Governo do Estado, Senado, Assembleia Legislativa e Câmara Federal:

Governo do Estado

Rosalba Ciarlini (DEM) – 813.813 (52,46%)
Iberê Ferreira (PSB) – 526.256 (36,25%)
Carlos Eduardo (PDT) – 160.828 (10,37%)
Sandro Pimentel (PSOL) – 10.520 (0,68%)
Camarada Leto (PCB) – 2.078 (0,13%)
Bartô Moreira (PRTB) – 1.746 (0,11%)
Eleitorado apto – 2.245.153
Votos válidos – 1.551.241 (82,61%)
Abstenção – 367.434 (16.37%)
Nulo – 222.462 (11,85%)
Branco – 103.978 (5,54%)

* A maioria de Rosalba sobre Iberê foi de 287.557 votos, ou seja, 16,21%. Os candidatos Roberto Ronconi (PTC) e Simone Dutra (PRTU) não tiveram registro oficial de votos.

Importante ainda observar que o número de votos perdidos com abstenções (o não-comparecimento do eleitor), nulo e branco chegou a 693.874 (33.76%).

Rosalba Ciarlini empalmou 813.813 (52,46%). Portanto, 119.939 votos a mais do que a soma de abstenções, nulo e branco.

Senado

Garibaldi Filho (PMDB) – 1.042.272 (35,03%)
José Agripino (DEM) – 958.891 (32,23%)
Wilma de Faria (PSB) – 651.358 (21,89%)
Hugo Manso (PT) – 224.125 (7,53%)
Joanilson Rego (PSDC) – 66.408 (2,23%)
Sávio Hackradt (PCdoB) – 25.783 (0,87%)
Ronaldo Garcia (PSOL)- 6.639 (0,22%)

Assembleia Legislativa

Antônio Jácome (PMN) – 54.743 votos
Ezequiel Ferreira (PTB) – 51.842
Walter Alves (PMDB) – 50.587
Ricardo Motta (PMN) – 49.881
Gustavo Carvalho (PSB) – 49.850
Tomba (PSB) – 49.832
Gilson Moura (PV) – 49.494
Nelter Queiroz (PMDB) – 49.364
Gesane Marinho (PMN) – 48.440
Getúlio Rego (DEM) – 43.697
Dibson Nasser (PSDB) – 41.883
Larissa Rosado (PSB) – 41.609
Leonardo Nogueira (DEM) – 41.133
Márcia Maia (PSB) – 38.554
Vivaldo Costa (PR) – 38.463
Gustavo Fernandes (PMDB) – 37.907
Raimundo Fernandes (PMN) – 37.158
George Soares (PR) – 36.952
Fábio Dantas (PHS) – 35.374
Hermano Morais (PMDB) – 35.294
Poti Júnior (PMDB) – 31.881
Agnelo Alves (PDT) – 30.995
José Dias (PMDB) – 30.876
Fernando Mineiro (PT) – 24.718.

Observação: Roberto Germano (PCdoB) perdeu a eleição nos votos finais para Raimundo Fernandes (PMN). O mesmo aconteceu em relação ao novato Keps Lima (PR), ultrapasado pelo deputado José Dias (PMDB).

Nomes como José Adécio (DEM) e Luiz Almir (PV) não se reelegeram.

Suplência – José Adécio é o primeiro suplente da coligação Força da União, enquanto Chico da Prefeitura aparece em segundo; José Júlio (PT) é o primeiro suplente do PT; Salismar Correia (PHS) é o primeiro suplente da coligação PHS-PRB; Roberto Germano é o primeiro suplente da aliança PDT-PCdoB; Kelps Lima é o primeiro suplente da coligação PMDB-PR-PV e Luiz Almir o segundo; na coligação PSB-PTB, o primeiro suplente é Lauro Maia (PSB) e o segundo o médico Pio X (PSB).

Câmara Federal

Coligação PT/PTB/PPS/PSB

Fátima Bezerra(PT) – 220.355 (13,33%)

Sandra Rosado(PSB) – 92.746 (5,61%)

Suplência – Adenúbio Melo (PSB)

Coligação PMDB/PR/PV

Henrique Alves(PMDB) – 191.110 (11,56%)

João Maia(PR) – 217.854 (13,18%)

Paulo Wagner(PV) – 55.086 (3,33%)

Suplência – Rosy de Sousa (PV)

Coligação PMN/PTN/PSC/DEM/PMN/PSDB

Fábio Faria(PMN) – 156.688 (9,48%)

Felipe Maia(DEM) – 137.494 (8,32%)

Betinho Rosado(DEM) – 109.627 (6,63%)

Suplência – Rogério Marinho (PSDB).

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
terça-feira - 27/10/2009 - 00:45h

“Donos do poder” se sentem deslocados em evento de Rosalba

O agitador cultural Gustavo Rosado (PV) demonstrou visível desconforto na missa em ação de graças em favor da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) hoje. Seu distanciamento foi até físico.

Enquanto Rosalba estava ladeada pela vice-prefeita e irmã Ruth Ciarlini (DEM), o filho Marlos, prefeita Fátima Rosado (DEM), deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) e deputado federal Betinho Rosado (DEM), Gustavo isolou-se. Chegou com a liturgia em andamento, optando por acesso lateral da Igreja de São José, para evitar aglomeração à entrada.

Conhecido como “prefeito de fato” e responsável por uma série de medidas que levaram a prefeitura à bancarrota, Gustavo também ficou distante da aniversariante. Escolheu um banco bem atrás e do lado oposto à aniversariante.

Já a prefeita Fátima, apesar de colada na senadora, tinha dificuldade em manter o sorriso que a caracterizava. Alternava o riso comedido com a face circunspecta. O tailleu branco que usava era mais elouquente, ostentando uma “rosa” na lapela.

Leonardo Nogueira, marido da prefeita, não fugia ao jeito songamonga de ser: “filmava” tudo com seu olhar bovino. Por vezes parecia distante e sufocado com tanta louvação à senadora, em contraste à sua mulher – coadjuvante no templo religioso.

Saiba mais sobre os bastidores desse fato ainda hoje.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 29/06/2009 - 22:05h

Equipe de Rosalba Ciarlini tem situações estranhas

Na relação de assessores dos senadores potiguares, a que mais causa embaraços é a referente à senadora Rosalba Ciarlini (DEM). A abundância de comentários, questinamentos e informações “esclarecedoras” atesta isso.

O Blog é informado, por exemplo, de três casos surpreendentes até para os milhares de eleitores da “Rosa”. Na lista existem pelo menos três parentes de políticos “adversários” da senadora.

Dá para entender? Será que estaria existindo “nepotismo cruzado”?

São os seguintes: Adjuto Dias de Araújo Neto, filho do deputado estadual Álvaro Dias (PDT), que reside em Natal; Nelsira Lula de Queiróz Santos, irmã do deputado estadual Nélter Queiróz (PMDB) e Munique Bessa da Silveira (residente em Mossoró), filha do ex-deputado estadual Francisco José (PMN).

Gente que mata e morre pela senadora, da “infantaria” de luta, não entende a prioridade pelo avesso. Eles esgoelam-se, arranjam inimizades, assumem sacrifícios pessoais e terminam sobrando.

Ana Maria Dutra Dantas Amorim seria sogra de Marlos, filho de Rosalba e do ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM). Também não reside em Brasília. A propósito, Marlos é servidor não-concursado do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Patrício José Chaves Fernandes de Figueiredo tem outra situação esquisita. É estudante do curso de Medicina em Natal, numa faculdade privada. Desde 11 de julho do ano passado é assessor comissionado da senadora, supostamente em Brasília. É filho da vice-prefeita de Martins, Olga Fernandes.

Tem mais: Maria Alcineide Andrade é tão-somente diretora administrativa da Rádio Tapuyo de Mossoró, hoje RPC, controlada pelo grupo da senadora. Também com endereço em Mossoró.

O bacharel em Direito e ex-tesoureiro da Prefeitura de Mossoró João Henrique Maia de Farias, marido da ex-vereadora Arlene Sousa, consta na assessoria. Tem moradias entre Natal e Mossoró.

Francisco Galbi Saldanha é servidor efetivo da Assembleia Legislativa. Mora em Natal. Foi contratado há mais de 25 anos. Carlos Augusto era deputado. Estranho que esteja em dois lugares ao mesmo tempo. Quando Rosalba era prefeita, ele também tinha cargo comissionado na prefeitura.

Já sua mulher Tereza Maria de Queiroz Saldanha teria outro cargo também na Assembleia Legislativa.

É necessário salientar, que a maioria desses nomes foi identificada pelo próprio internauta. Não significa dizer que não trabalhem ou estejam em situação irregular.

Porém não estranho essa reação à lista, principalmente de pessoas que se consideram “rosalbistas de carteirinha”.

Veja AQUI a lista completa do gabinete da senadora. O restante está na relação de assessores da Comissão de Assuntos Sociais, que ela dirige.

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