terça-feira - 30/08/2022 - 10:10h
Pesquisa TN/Difusora/Consult

Lula lidera com 45% e Bolsonaro totaliza 33,4% no RN

Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no Rio Grande do Norte (Fotomontagem da TN)

Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no Rio Grande do Norte (Fotomontagem da TN)

Para a eleição de presidente da República, a Pesquisa Tribuna do Norte/Rádio Difusora/Instituto Consult aponta a liderança do ex-presidente Lula (PT), com 45% das intenções de votos dos eleitores do Rio Grande do Norte, na pesquisa Estimulada, quando é apresentada aos entrevistados uma lista com os nomes dos candidatos.

Candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) vem em segundo lugar, com 33,47%, seguido de Ciro Gomes (PDT), com 6,82%.

Maioria de Lula para Bolsonaro é de 11,53%.

Outros seis candidatos a presidente aparecem com menos 1% na preferência dos eleitores potiguares: Simone Tebet (MDB), 0,41%; Pablo Marçal (PROS), 0,24%; Felipe D’Ávila (NOVO), Léo Péricles (UP), Sofia Manzano (PCB) e Soraya Thronicke (União), têm 0,6%.

Não foram citados os candidatos Roberto Jefferson (PTB), Constituinte Eyamel (DC) e Vera Lúcia (PSTU).

Os eleitores que disseram não votar em nenhum dos 12 candidatos a presidente são 8,65% e não souberam dizer, 5,18%.

Espontânea

Já pesquisa espontânea, em que não é apresentada a listagem dos candidatos, Lula foi citado por 39,65%, seguido de Jair Bolsonaro, 29,94% e Ciro Gomes, 3,82%.

Também aparecem na pesquisa espontânea Simone Tebet, 0,18%; Felipe D’Ávila, Léo Péricles, Pablo Marçal e Vera Lúcia, 0,6%.

Os índices dos que responderam não votar em “nenhum” candidato e “não sabe dizer” foram de 7,82% e 18,2%, respectivamente, enquanto 0,12%  disseram votar em “outro”.

Rejeição

No quesito rejeição, a pesquisa apontou que 41,5% dos eleitores não votariam “de maneira alguma” em Jair Bolsonaro, enquanto 34,5% não votariam em Lula. Já o candidato Ciro Gomes é rejeitado por 4,88% dos entrevistados.

A rejeição dos outros candidato  têm os seguintes índices: Simone Tebet, 0,70%; Roberto Jefferson e Léo Péricles, 0,20%; Felipe D’Àvila, Pablo Marçal, Vera Lúcia e Soraya Thronicke, 0,10%. Constituinte Eymael e Sofia Manzano não foram citados.

Os que disseram não rejeitar “nenhum” candidato foram 6,20%; não souberam dizer, 10,80% e os que rejeitam todos os candidatos, 6,60%.

A pesquisa ainda perguntou se na eleição para presidente da República desse ano, o que é melhor para o Brasil e para a população brasileira? Se ”reeleger o presidente Jair Bolsonaro”, responderam positivamente 35,06% dos entrevistados e se “eleger outro candidato a presidente da República, responderam positivamente  59,71%. Não souberam dizer, 5,24%.

Dados da Pesquisa

Foram entrevistadas 1.700 pessoas, entre os dias 24 e 27 de agosto, distribuída nas 12 regiões do Estado. Os resultados da pesquisa estão sujeitos a um erro máximo permissível de 2.37%, com confiabilidade de 95%. Os registros na Justiça eleitoral são: Protocolos BR 06672/2022 e RN 03827/2022.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
segunda-feira - 29/08/2022 - 08:42h
Disputa presidencial

Num debate sem maiores destaques, ponto para Simone Tebet

Gostei no geral do debate organizado pelo pool de mídia – Band, UOL, TV Cultural e Folha de São Paulo, e levado ao ar à noite desse domingo (28). O formato permitiu que os candidatos à Presidência da República apresentassem seus raciocínios, argumentos, ideias. Porém, pouco de ideias, que se diga.

Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)

Debatedores participaram de programa organizado por um pool da mídia (Foto: divulgação)

O nós contra eles, o Fla-Flu político, segue e continuará até o fim. Lamento. Entre os protagonistas, quem imaginou que fosse galvanizar a atenção dos indecisos, por exemplo, talvez tenha saído frustrado. 

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil), Felipe D’Ávila (Novo), senadora Simone Tebet (MDB), Lula (PT), Jair Bolsonaro (PL) e Ciro Gomes (PDT) estiveram de frente às câmeras e lado a lado. Em vários momentos a temperatura  subiu, com entreveros verbais entre alguns debatedores, mas nada que precisasse de intervenção severa da moderação do programa.

Começando o segundo bloco do debate, nos bastidores quase saia pancadaria, luta física mesmo. O ex-ministro Ricardo Salles e o deputado federal André Janones (Avante/MG), aliado de Lula, trocaram insultos e quase esfregaram os narizes em provocações de lado a lado. Tumulto foi aquietado, mas não resolvido. Deu bem a ideia do que na prática é a campanha de 2022, polarizada por sentimentos hostis.

A agradável surpresa foi a senadora Simone Tebet. Sem ser alvo preferencial, como franca-atiradora, soube aproveitar bem o espaço do debate. Se vai carrear intenções de voto em próximas pesquisas, é outra questão. Porém, esteve acima dos principais debatedores pelo equilíbrio, sem perder a firmeza em certos momentos. Se crescer e bem pode empurrar a disputa presidencial ao segundo turno.

O candidato Lula foi muito bombardeado, esquivou-se de tema como corrupção e subaproveitou o debate. Nas considerações finais resgatou o ‘golpe’ contra “a Dilma” (ex-presidente Dilma Roussef-PT), assunto que o próprio marketing petista esconde há meses, até pelas companhias que junta no palanque: a patota do golpe.

O presidente Jair Bolsonaro ia se saindo bem, sem aqueles naturais arroubos, mas surtou contra a jornalista Vera Magalhães, por exemplo. Poderia ter-se capitalizado mais. Acabou dividindo com Lula e trocando com o adversário, o grosso do tiroteio verbal, o que já era esperado.

O candidato Ciro Gomes foi de novo articulado, com boa retórica, conteúdo, atirou em Bolsonaro e Lula, mas levou invertida desse, quando falou em defesa das mulheres para tentar emparedar o presidente. Seu passado o condena, mesmo que seja passado. O episódio Patrícia Pillar não sai nunca do seu prontuário. Em 2002, numa entrevista, falou que o papel de sua então mulher era dormir com ele.

Senadora Soraya Thronicke (União Brasil) Felipe D’Ávila (Novo) tiveram participações distintas, mas nada a projetar um ou outro como destaque. Cumpriram seu papel, cada um em seu campo de visão de Brasil.

Esperar outros debates. Sobretudo se regras levarem os candidatos à obrigatoriedade de abordagem de temas relevantes, com propostas. Nesse primeiro round, o mais do mesmo. E como não temos nenhum candidato caricato em cena, como em campanhas passadas, fica a esperança de que vejamos conteúdos sérios. O Brasil não está para graças. Precisamos tratar sobre o futuro.

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Categoria(s): Política
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