quarta-feira - 01/08/2018 - 23:50h
Mossoró

Desembargador decidirá se UPA’s vão ter médicos ou não

Audiência de conciliação se não sanar impasse deixará saúde sem o atendimento de plantonistas

Está nas mãos do desembargador Gilson Barbosa, do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), o atendimento médico nas três Unidades de Pronto-Atendimento de Mossoró (UPA’s). Serviços poderão ser paralisados na sexta-feira (3).

Em audiência de conciliação marcada para as 11 horas dessa quinta-feira (2), na sede desse poder em Natal, ele definirá sobre Pedido de Suspensão de Segurança protocolado pela Prefeitura Municipal de Mossoró às 12h13 do último dia 26 (domingo).

Às 14h14 de terça-feira (31), o desembargador assinou despacho sobre a audiência de conciliação entre a municipalidade e a empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA), que atende às UPA’s com quase 200 médicos plantonistas, além do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

UPA's sem médicos plantonistas podem gerar consequências drásticas para população (Foto: Web)

A PMM acumula dívida de mais de R$ 2 milhões com a Sama (R$ 2.184,993,44), decorrente do atraso de três contraprestações mensais e quatro meses de acordo (de um total de 15), firmado anteriormente. Ou seja, são sete meses em atraso.

Em contrato, é assinalado que a prestadora de serviço pode paralisar atividades após 90 dias sem pagamento da contratante (prefeitura).

No âmbito da 1ª Vara da Fazenda Pública na Comarca de Mossoró, o juiz Pedro Cordeiro Júnior determinara o bloqueio de contas para pagamento parcelado do débito. Entretanto em tentativa de conciliação entre as partes ontem (terça-feira), representação da municipalidade admitiu o débito mas usou um argumento próprio de trapaceiros de boteco para que contratos não sejam honrados: deve, não nega e pagará quando puder.

Muitos milhões retidos

Além de provocar o TJRN, paralelamente a PMM entrou com uma Reclamação Constitucional (RCL) sob o número 31274/2018, no Supremo Tribunal Federal (STF), às 18h23 do domingo (29). A demanda está nas mãos do ministro Celso de Mello, que não se pronunciou ainda.

A gestão Rosalba Ciarlini (PP) sustenta arrazoado no STF, de que o bloqueio sobre verbas da municipalidade incide sobre a obrigação sine qua non (indispensável) do pagamento em dia da folha de pessoal. Vale lembrar que segunda-feira (30), o governismo se jactava de estar com pagamento de julho atualizado para comissionados, aposentados/pensionistas e servidores de carreira, apesar do bloqueio judicial.

Nessa RCL que está no STF, quem também é afetado é o Hospital Wilson Rosado (HWR). Essa empresa espera receber R$ 5.657,559,08 da administração de Rosalba Ciarlini. Sama e HWR cumulativamente têm mais de 7,8 milhões retidos pela prefeitura.

População em perigo

A possibilidade iminente de paralisação dos serviços da Sama forma uma carregada nuvem de incertezas angustiantes para clientela da saúde pública. As três UPA’s juntas atendem mais de 33 mil pacientes por mês (cerca de 1.100/dia), números que em períodos críticos passam dos 55 mil.

Sem uma teia de assistência básica que funcione a contento, a população tem as UPA’s como a panaceia de um sistema em colapso. A situação só se agrava. Mas paradoxalmente, onde falta dinheiro para o elementar, sobram recursos para festim.

O Ministério Público do RN (MPRN) em recente Ação Civil Pública (ACP) assinada pelo promotor Sasha Alves (veja AQUI), da 12ª Promotoria de Justiça de Mossoró, asseverou: “Há algo de muito errado nas prioridades constitucionais da Prefeitura de Mossoró”, censurando que houve investimento da ordem de R$ 3,7 milhões no Mossoró Cidade Junina (MCJ) e não havia aporte de pouco mais de R$ 325 mil para o Fundo da Infância e Adolescência (FIA), este ano.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público / Saúde
segunda-feira - 05/02/2018 - 08:54h
Terceira audiência

Prefeitura poderá ter contas bloqueadas por Justiça

Começa às 9 horas de hoje (segunda-feira, 5), a terceira audiência consecutiva (ufa!!) na 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró, para dar solução a impasse entre a Prefeitura Municipal de Mossoró e a empresa Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA).

Nas duas audiências anteriores (dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro), representantes da PMM justificaram que não tinham como apresentar proposta para pagamento de quase R$ 3 milhões a Sama, por não ter tido tempo hábil para estudar o caso.

Paralisação

A SAMA destina médicos para plantões nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) e Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Espera o pagamento de cinco meses de serviços.

O juiz titular da 1ª VaraFazenda Pública, Pedro Cordeiro Júnior, pode decretar bloqueio de contas da municipalidade – já solicitado pela Sama – se não houver proposta alguma na audiência desta manhã.

A Sama iria parar atividades no último dia 1º, mas aquiesceu à tentativa de conciliação judicial.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
segunda-feira - 29/01/2018 - 18:47h
Débito na Saúde

Prefeitura não apresenta proposta e conciliação não avança

Durou cerca de duas horas a audiência de conciliação entre a Prefeitura Municipal de Mossoró e a Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA), à manhã de hoje (segunda-feira, 29), na 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró.

Pedro: nova tentativa (Foto: arquivo)

Foi presidida pelo juiz Pedro Cordeiro Júnior.

A Sama acionou a Justiça para receber quase R$ 3 milhões em pagamentos em atraso por cessão de pessoal médico para atendimento em Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

O juiz suspendeu audiência e definiu a próxima quinta-feira (1º), às 11h, como nova tentativa de entendimento, pois hoje a municipalidade não apresentou uma proposta sequer para término do impasse. Alegou-se falta de tempo hábil para formalizá-la.

A empresa terceirizada, por sua vez, suspendeu provisoriamente a decisão de paralisar atividades (marcada para a mesma quinta-feira, às 7h), no aguardo de uma resposta satisfatória.

São cinco meses que a gestão Rosalba Ciarlini (PP) deve à Sama.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
quarta-feira - 24/01/2018 - 16:18h
Prefeitura de Mossoró

Médicos cobram quase R$ 3 milhões de pagamentos em atraso

Devido problema haverá paralisação de serviços a partir de 1º de fevereiro, atingindo sobretudo UPA's

UPA's são afetadas diretamente (Foto: arquivo)

A empresa Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA) acionou judicialmente a Prefeitura Municipal de Mossoró. Cobra pagamentos referentes a trabalho realizado por sua equipe de médicos nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2017, bem como duas parcelas do acordo judicial anteriormente celebrado e descumprido pela gestão Rosalba Ciarlini (PP).

Os valores aproximam-se de R$ 3 milhões e em face disso, a Sama definiu pela suspensão dos serviços médicos a partir do dia 01 de fevereiro, quinta-feira, às 7h, “caso até a véspera não conste pagamento do referido débito ou a sua garantia pela via judicial.

Os atrasos se referem às contra-prestações dos serviços executados nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) e Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

Na petição judicial, a empresa chega inclusive a pedir “bloqueio de valores”.

Há uma audiência conciliatória já marcada. Será na próxima segunda-feira (29), às 9 horas, na 1ª Vara da Fazenda, com o juiz Pedro Cordeiro Júnior.

Nota do Blog – A “Silveirização” do Governo Rosalba Ciarlini se aprofunda velozmente.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
  • Repet
sábado - 01/04/2017 - 23:38h
Saúde

Prefeitura paga empresa terceirizada de plantões em UPA’s

A Prefeitura de Mossoró realizou ontem, (sexta-feira, 31), o pagamento de R$ 687.908,00 à empresa Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA), que presta serviços de plantões médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (Upas) do município.

De acordo com o secretário de Saúde, Benjamim Bento, também foi efetuado o pagamento de R$ 51 mil aos patologistas do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO).

O secretário destacou a preocupação da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) com relação ao pagamento dos serviços. “No que tange à nossa gestão, há uma preocupação com relação ao pagamento em dia, para que os profissionais se sintam motivados”, disse Benjamim Bento.

No decorrer da próxima semana, a PMM paga às demais especialidades como ginecologia, pediatria, anestesiologia e ortopedia.

Nota do Blog – Que os anjos da boca mole digam amém. O caso tinha sido noticiado nesta página (veja AQUI). Os médicos iriam paralisar atividades na segunda-feira (30

Agora, vamos correr atrás para sanar deficiência relativa à ortopedia e insulina. Vidas estão em jogo. Crianças, adultos e idosos caminham para ficar sequelados por falta de cirurgias reparadoras.

Isso tudo é prioridade e não time de futebol e festa.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
quinta-feira - 30/03/2017 - 17:15h
Segunda-feira

Médicos de UPA’s avisam que vão paralisar atividades

Do Blog do Barreto

Se a situação da saúde já não é boa imagine a partir de segunda-feira quando os médicos que atendem nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da cidade cruzarem os braços. Também vão parar os profissionais do Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Todos integram a empresa Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA).

Para retornar ao trabalho nas UPAs, os médicos exigem o pagamento dos atrasados de outubro a dezembro do ano passado. No SVO os atrasos são do período de setembro de 2016 a fevereiro de 2017.

Segunda-feira, dia 3, às 9 horas, está marcada uma audiência com o juiz da Fazenda Pública Pedro Cordeiro Junior para tentar chegar a um acordo com a Prefeitura de Mossoró.

Mas antes, às 7h, começa a paralisação dos médicos.

Nota do Blog Carlos Santos – O que tem mudado diametralmente, na Saúde municipal, é o comportamento de milhares de pessoas que recorriam às redes sociais, até o final do ano passado, promovendo linchamento moral do então prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Hoje, não. Parece até que tudo mudou, para melhor.

Esses manifestantes virtuais praticamente não se queixam mais, não apontam mais a precariedade da Saúde municipal.

Exigir que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) repare tantos problemas em tão curto espaço de tempo, é absurdo.

Porém é também absurda a omissão de tanta gente que passa a considerar tudo “normal”, apesar do cenário de agravamento da crise.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
  • Execom - PMM - Banner - Março de 2026
sexta-feira - 11/03/2016 - 00:48h
Ufa!

Robinson fecha pauta de Mossoró com políticos e empresários

O dia exaustivo. Assim foi a quinta-feira (10) para o governador Robinson Faria (PSD) em Mossoró. Cumpriu uma agenda administrativa, mas também política, que só ao final da noite teve encerramento, no hotel em que se hospeda corriqueiramente na cidade.

Recebeu representante do empresariado, também conversou com vereadores governistas e da oposição, além do próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Robinson (cabeceira da mesa) esteve com vereadores, Ricardo Lagreca e prefeito com vereadores (Foto: Rayane Mainara)

A saúde e a segurança públicas de Mossoró foram os principais temas postos na discussão. Os vereadores apresentaram um documento com narrativa de problemas e sugestões. O secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca,  também participou da reunião.

O governador prometeu retornar nos próximos dias a Mossoró, para afinar mais o debate sobre os principais temas propostos.

Durante o dia, Robinson Faria inaugurou o Restaurante Popular na Universidade do Estado do RN (UERN) – (veja AQUI), visitou o terreno onde será construído o Hospital Materno-Infantil (veja AQUI), assinou a doação do terreno para ampliação do ambulatório da Faculdade de Medicina da instituição de ensino (veja AQUI), apresentou  Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), formalizou a cessão do terreno para o CRAS do Abolição IV e assinou a autorização para o concurso público da UERN (Veja AQUI) para professores e servidores técnico-administrativos.

Empresariado também apresentou queixas e cobranças ao governador à noite de quarta-feira (Foto: Rayane Mainara)

Também visitou obras no Aeroporto Dix-sept Rosado (veja AQUI).

Em sua estada em Mossoró, nessa quarta-feira, Robinson teve a companhia de diversos auxiliares – como dos secretários de Estado Julianne Faria (Trabalho, Habitação e Assistência Social), Jáder Torres (Infraestrutura), Ricardo Lagreca (Saúde Pública) e Juliska Azevedo (Comunicação).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter com notas em primeira mão clicando AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 28/12/2014 - 06:28h

Tudo culpa dos anestesiologistas

Por Ronaldo Fixina

O  calote no Hospital  Wilson Rosado, a burrice dos vereadores da oposição, a paralisação dos cirurgiões oncológicos,  o transporte de “  carga viva “ ( um ônibus lotado de doentes )  para tratamento em Natal, a locação inútil das ruínas aonde funcionou a SAMEC,   o excesso de diretores de Unidades de Saúde, o atraso do pagamento dos Agentes Comunitários e,  os assaltos aos postos de saúde.

Como é do conhecimento de alguns, a importante e histórica Casa de Saúde Dix Sept Rosado (CSDR) “agonizou” e cerrou suas portas por total falta de capacidade administrativa e  de fiscalização dos gestores da Saúde. A culpa só não foi dos anestesiologistas.

Não existia  mais as mínimas condições  técnicas para a boa prática anestésica (  não foi por falta de comunicados escritos ) . Havia um pequeno atraso dos repasses de honorários. Somente  seis meses.

E fechar uma maternidade que realizava 500 partos/mês foi uma afronta a população feminina.  O “trajeto”  do parto mudou, sem que a excelência da Obstetrícia tivesse estrutura para absorver a assistência obstétrica de Mossoró e região. A Maria Parteira explodiu.

Surgem os heróis da Obstetrícia. Faltou apenas busto e moções.

O momento do parto escancarava o teatro da realidade obstétrica das mulheres da Metrópole Mossoró.  Anjos-do-pau-oco, surgem como verdadeiros heróis e apresentam  soluções salvadoras.

A – Transferir gestantes para um  vilarejo denominado Russas (CE)  como na época dos horrores jurássicos, quando um bando de ancião assumiu  as rédeas da saúde. Desde a triste época desses retrógrados que a Saúde Pública de Mossoró entrou em coma. Uma verdadeira agressão às grávidas de Mossoró.  Os termos contratuais firmados entre Russas e PMM permanecem desconhecidos.

B  – Maquiar (rebocar e dar uma de mão de cal ) uma sala de cirurgia no inútil Hospital Militar de Mossoró,  que tem a importante função de  “pendurar “  escalas de serviços.

C – Reabrir o Hospital Duarte Filho. A capela seria transformada em sala de parto, para facilitar o acesso da coletividade. Um parto totalmente humanizado.

C  – Reinaugurar (assim como a UPA de Belo Horinzonte ) a Maternidade Maria Parteira, que nasceu à “fórceps” sob a égide de roubos, licitações fraudulentas, escândalos  e impunidade. Quem representou os fortes elos de ligação Associação Marcas e Gangues e os gestores do SUS de  Mossoró?  Foi algum anestesiologista?

Alguém  foi detido para averiguação ?????. Hoje, a caríssima (como afirmava um ex-prefeito de Mossoró, quando se referia aos vereadores da época)  maternidade, outrora excelência da obstetrícia, às vezes carece até mesmo de papel  higiênico para os plantonistas

C – Uma intervenção na CSDR. Em plena maratona eleitoreira tudo foi descoberto. Uma Força Policial  Mista (Federal, Estadual e Municipal)  que deveria estar caçando e matando bandidos apreendeu: uma prancheta, um computador sem memória,  um livro de ponto do ano de 2013,  além de uma ampola  de lidocaína vencida.  A praça dos hospitais transformou-se  numa verdadeira praça de guerra.

Intervenção entra, intervenção saí. Sai intervenção e entra outra intervenção.

A P M M é obrigada a assumir a responsabilidade da Obstetrícia. Mulheres abortam e outras dão a  luz no chão. Gravidez se transforma em grande risco. Uma vergonha. O “Governo” sob as rédeas de  uma mulher médica. Mossoró na vanguarda obstétrica.

E no dia que foi o dia mais feliz da cidade, a Prefeitura anunciou  triunfalmente, em rede nacional, a reabertura da C S D R. Célere a PMM envia um contrato para ser assinado em caráter emergencial pelos anestesiologistas e, no texto do contrato as  obrigações de registro em cartório de imóvel e  de entregar a obra no prazo previsto.

Os ignorantes e insensíveis  anestesiologistas não sabiam que a anestesia era registrada no cartório de imóvel e que tinha obrigação de entregar a obra no prazo previsto no contrato. Como  entregar uma “obra anestésica” e como registrar uma anestesia no Cartório de Imóvel???

No atual momento e mesmo  sob intervenção judicial, o atraso de pagamento dos honorários dos anestesiologistas ultrapassou 40 dias. Que  categoria profissional suporta passivamente este desrespeito proposital ???  As notas fiscais são emitidas  gerando altíssima tributação. O ISS de Mossoró é o mais alto do Nordeste.

Os anestesiologistas estiveram presentes durante  todos esses  dias na CSDR, diuturnamente, com capacidade técnica indiscutível, responsabilidade e muita sensibilidade. Somente os gestores da saúde não percebem essa situação fática e a importância desta divina especialidade. Trabalhar na incerteza do recebimento de honorários e sem um contrato é no mínimo uma ilegalidade inaceitável.

Os plantões de Novembro não foram pagos. Escutaremos novamente um festival de explicações nauseantes?

OBS: Em outubro realizamos 210 anestesias na C S D R ( 199 anestesias para cesareanas)

Em novembro realizamos 196 anestesias na  C S D R ( 192 anestesias para cesareanas)

Em dezembro já foram administradas 80 anestesias na C  S D R ( 73 anestesias para cesareanas)

A CAM foi responsável por 150 plantões de 01 de outubro a 14 de dezembro.

OBS: As duas salas onde são realizadas as cirurgias estão equipadas com 2 excelentes aparelhos de anestesia ( Drager –Padrão ouro ) e monitorização  completa.

Ainda não recebemos  o contrato de prestação de serviço assinado pela Prefeitura. Assim não podemos afirmar categoricamente que existe um contrato.

Longe da competência dos anestesiologistas a discussão de custos das cirurgias oncológicas para o Munícípio.  Simplesmente a cruel patologia ( a doença  ) desestrutura tudo:  A família e,  principalmente a vida do paciente.

O SUS é  Único, Universal, Igual, etc, etc. A responsabilidade da assistência aos portadores de câncer é   da União, Estado e Município. Artigo 196 da Constituição Cidadã.

O anestesiologista,  apenas é responsável pelo divino ato de anestesiar para extirpar a doença e o paciente alcançar a cura. O anestesiologista é um herói  anômimo e o anjo da guarda do paciente em todos os momentos.

Temos perfeito conhecimento da evolução da doença. Temos total consciência  da omissão dos políticos e principalmente dos gestores da saúde. Os gestores devem ser responsabilizados pessoalmente por todas as mazelas da Saúde Pública.

Existem centenas de pacientes aguardando cirurgia oncológica.

O Município por falta de interesse,  não tem serviço próprio ( nem mesmo para realizar um parto  ). Não  tem funcionário anestesiologista ( para  atuar aonde ? ) e tem o dever constitucional  de proporcionar a saúde pública para todos. Saúde Pública  é feita com anestesiologistas e diversos outros profissionais da saúde.

Existe urgentemente  a necessidade de firmar  um contrato de prestação de serviços na especialidade anestesiologia de forma justa e possível, para a realização das anestesias  para cirurgias eletivas no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró e no Hospital Wilson Rosado – Cardiodiagnóstico e,   inclusive para as cirurgias oncológicas. O mínimo para a ilusão de uma segurança jurídica nesta relação laboral de desiguais. O estado tudo pode.

A Anestesiologia nada pode e tem somente deveres e obrigações. E agora temos que escutar o Senhor Prefeito acusando os anestesiologista  de Mossoró de insensíveis.

Apenas para comprovar concretamente que entendemos a cruel angústia de esperar durante meses para a  realização de uma cirurgia, mesmo sem a convicção da celebração de um contrato, os anestesiologistas  estarão, dentro da capacidade  dos centros cirúrgicos e disponibilidade dos cirurgiões oncológicos,  reiniciamos   as anestesias para cirurgias oncológicas desde  quarta feira  (09-12 ).

Essa iniciativa foi espotânea e sem nenhum tipo de contrato com a Prefeitura , todavia, estas atividades terão duração de 15 dias.  Haverá evidentemente um limite razoável de cirurgias, uma vez que a demanda é enorme. Não haverá  mutirão de anestesias.

As anestesias serão realizadas nos pacientes com Autorização de AIH. AIHs atualizadas, autorizadas e de acordo com os critérios dos cirurgiões oncológicos.

A Cirurgia Oncológica é um tripé do tratamento do câncer. Em cada Centro de Oncologia de alta complexidade em Oncologia obrigatoriamente tem que haver um cirurgião responsável. É uma determinação do Ministério da Saúde. Em Mossoró agora existem  dois centros de oncologia.

A Clínica de Anestesiologia de Mossoró tem profissional suficiente para atender a demanda da cirurgia oncológica em Mossoró. Mas é necessário conhecer a realidade dos dois hospitais de Mossoró, uma vez que também existe um volume muito grande de cirurgias particulares e de planos de saúde.

O que a população tem que entender é que os cirurgiões oncológicos estão sem receber seus honorários desde Maio de 2014. (informações dos próprios cirurgiões oncológicos).  E perguntamos: é falta do repasse dos hospitais ou dos gestores da saúde? Não existe débito junto à anestesia referente à cirurgia oncológica.

Os cirurgiões serão contratados pelos hospitais com todos os direitos trabalhistas assegurados e com base no piso salarial FENAM? Os cirurgiões oncológicos são funcionários dos hospitais? Os cirurgiões oncológicos recebem seus honorários de que forma?

As cirurgias oncológicas não estão sendo realizadas em virtude de vários problemas existentes e não pela falta de anestesiologistas. Exemplo: Tratamento dispensado pelo Estado com relação a Natal e Mossoró no tocante aos honorários médicos; frequente e longos períodos sem repasse de honorários (os cirurgiões estão sem receber há mais ou menos 6 meses). Precisamos e queremos anestesiar, todavia, as relações laborais não podem permanecer de forma tão precária e sem segurança jurídica nenhuma. Tem que existir um contrato SIM!!!

O CFM estabeleceu que os casos de óbitos não assistidos por médicos devem ser encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbitos.

A PMM já mantém em pleno funcionamento o Serviço de Verificação de Óbitos porque no JOM de 22 de agosto de 2014, página 13, já tem nomeação para cargo Comissionado de Diretor do Serviço de Verificação de óbito.

O Municipio poderá firmar convênio com instituição pública de ensino superior e  ser gestor do SVO, todavia, tem que haver  pactuação  na Comissão Intergestores Bipartite, mas a existência de Cargo Comissionado para Diretor do Serviço de Verificação de Óbito merece alguns esclarecimentos. Será que já existe também médico lotado (e concursado ) neste Serviço? Aonde funciona?

O SVO tem a função de elucidar a causa mortis em caso de morte natural sem assistência médica. O  seu funcionamento é oneroso.

Saudações Anestésicas.

Ronaldo Fixina – Integra a diretoria da Clinica de Anestesiologia de Mossoró Ltda. (CAM)

* Este texto era para ter sido publicado no último dia 21, mas por problemas técnicos, terminou fora de nosso elenco de postagens. Nossas desculpas ao autor.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.