segunda-feira - 13/03/2023 - 17:52h
Política

Fabielle dá partida na sucessão municipal marchando em faixa própria

A entrevista da vice-prefeita assuense Fabielle Bezerra (PSDB) no sábado (11), ao programa Sala de Redação da Princesa FM, é um marco nas relações políticas entre ela e o núcleo do governismo local. Não era segredo há vários meses, sobre seu distanciamento do prefeito Gustavo Soares (sem partido), ou de um fosso entre ambos.

Fabielle é vice-prefeita dissidente, Ivan é ex-prefeito e 'principal' oposicionista e Lula tende a ser nome governista (Fotomontagem do Canal BCS)

Fabielle é vice-prefeita dissidente, Ivan é ex-prefeito e ‘principal’ oposicionista e Lula tende a ser nome governista (Fotomontagem do Canal BCS)

A entrevista de Fabielle ao âncora do programa, Jarbas Rocha, praticamente acionou o botão start (começar) da sucessão municipal.

Na entrevista, a vice-prefeita deixou claro que está caminhando em faixa própria, também equidistante do sistema político do ex-prefeito e candidato derrotado em 2020 à municipalidade, Ivan Júnior (União Brasil). Abre marcha como terceira via.

Fabielle não está mais no esquema dos Soares, nem parece interessada em ser força auxiliar de Ivan Júnior. Esse papel não lhe agrada repetir. Portanto, não é precipitado se preconizar que Fabielle e Ivan serão adversários do candidato governista no próximo ano.

“Lula”

E quem será o candidato governista à prefeitura? Transpira informação de que odontólogo Lula Eduardo Soares, o “Lula Soares”, primo do prefeito Gustavo e do deputado estadual George Soares (PV), filho do ex-prefeito Lourinaldo Soares, é ‘o cara.’

Ex-secretário de Saúde de Gustavo Soares, Lula provavelmente voltará ao secretariado nessa segunda gestão. E outras ações governistas estão ocorrendo, para não perder espaços nessa luta, inclusive na Câmara Municipal, Palácio Ulisses Olegário Lins Caldas.

Mergulharemos nos bastidores. Aguarde.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 28/01/2022 - 23:46h
À luta

Polarização Lula x Bolsonaro se mantém firme e inabalável

Lula e Bolsonaro polarizam sem adversários a luta política no país (Foto: Web)

Lula e Bolsonaro polarizam sem adversários a luta política no país (Foto: Web)

A profusão de pesquisas ano passado e as primeiras nacionais, este ano, mostram e ratificam como a polarização Lula x Bolsonaro segue firme e inabalável.

Nada e ninguém os tiram desse confronto direto.

Cada um tem um capital primário muito sólido, faça chuva ou faça sol. São pontos de cristalização que não se diluem ou migram para qualquer outro pré-candidato.

A chamada terceira via até o momento é difícil de se localizar entre os nomes postos e nenhuma ‘surpresa’ dá sinais de vida à ocupação desse espaço.

Gládio à mão; à luta.

Leia também: Errar é humano, mas não para Lula, Bolsonaro e Pompeia (9 de janeiro de 2019);

Leia também: Polarização continua, apesar de números mostrarem que não (30 de novembro de 2020).

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  • Repet
sábado - 27/11/2021 - 17:42h
Eleições 2022

Sérgio Moro e a terceira via presidencial

Sérgio Moro está filiado ao Podemos e em franca articulação política (Foto: arquivo)

Sérgio Moro está filiado ao Podemos e em franca articulação política (Foto: arquivo)

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) já é a terceira via que tanto se falava?

Se não é a grande alternativa à polarização Jair Bolsonaro (sem partido) x Lula (PT), parece que é alguém capaz de levar a disputa ao segundo turno.

Impossível simplesmente ignorá-lo.

Os que mais ironizam seu aparecimento como pré-candidato são os mais inquietos com essa possibilidade.

Veremos.

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Categoria(s): Política
domingo - 10/10/2021 - 08:52h

“União Brasil” e a terceira via

Por Ney Lopes

Afinal, aprovada a fusão do DEM e PSL (veja AQUI). Faltam apenas algumas formalidades junto à Justiça Eleitoral.

A indagação que surge é qual a dimensão das mudanças no cenário eleitoral, que resultarão dessa fusão.

O que se percebe é que a nova sigla “União Brasil” nasce rachada, pois segundo o secretário geral ACM Netto, cerca de 40% dos parlamentares deverão debandar.União Brasil - 44 - convenção conjunta de PSL e DEM para fusão partidária em Brasília

Para quem conhece a política nacional é notório que na “União Brasil” tem muito cacique, para poucos índios. Muitos mandando e poucos obedecendo; muitos falantes e poucos ouvintes.

Na última semana, o presidente do novo partido, deputado Luciano Bivar, deu entrevista ao GLOBO, que precisa ser lida com atenção, por ser muito significativa. Ele deixou claro certos pontos, que têm projeção no cenário político futuro do país.

Vejamos o que disse:

“Os filiados à sigla terão que se adaptar ao programa partidário ou tomar seus “caminhos”.

“Não diria que queremos ser a terceira via. Queremos representar um candidato que com certeza vai para o segundo turno.

Sobre magoas de Bolsonaro disse “por que ter mágoa de alguém que nunca me causou nenhum dano material? ”

“Isso não significa que a gente tenha mágoa um do outro. Eu não tenho mágoa”

“Nunca é tarde para pedir perdão, de reparar meus caminhos. Então a vida é assim”

As declarações do deputado Luciano Bivar sinalizam, que até Bolsonaro poderá ser apoiado pelo União Brasil, o que já transparece na acomodação permitida de bolsonaristas e não bolsonaristas, convivendo na mesma sigla.

A essa altura do momento político brasileiro, uma terceira opção à presidência da República exigiria a convicção de um partido determinado e convencido desse objetivo. Somente assim o eleitor daria credibilidade ao nome lançado.

O “União Brasil” deixa claro que não deseja ser essa terceira via. O propósito anunciado pelo seu presidente é chegar ao segundo turno, com qualquer nome que possa se compor.

Anunciado praticamente um “vale tudo”, em busca de composição política.

Nota-se que o partido terá como objetivo eleger bancada federal expressiva, a partir do seu milionário Fundo Eleitoral e buscar uma forma de salvar-se na disputa presidencial, que lhe permita chegar ao segundo turno.

Isso está claro, pelo que afirmou o presidente Luciano Bivar.

Dessa forma, permanece o vazio em busca de uma terceira via, que possa reduzir a tensão entre Bolsonaro e Lula.

“União Brasil” será mais um partido disponível para composições, como os demais do chamado “centrão ”atual.

Conclui-se, que a única esperança da terceira via seja o PSD de Gilberto Kassab, que tem se fixado nessa meta, com o nome de Rodrigo Pacheco.

Caso realmente o presidente do Senado inscreva-se no PSD e se lance candidato, ele poderá até ter o apoio da União Brasil.

Trocando em miúdos: União Brasil não se propõe ser a terceira via, mas poderá no futuro apoiar a terceira via.

Se isso ocorrer, será bom para a terceira via afirmar-se eleitoralmente.

Aguardemos.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

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Categoria(s): Artigo / Política
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quinta-feira - 19/02/2015 - 23:16h
Eleições 2016

A terceira via do rosalbismo em Mossoró

A ala Rosado comandada pela ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) sonha com um aceno da ex-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) com vistas às eleições municipais de 2016.

Quem se joga e saracoteia-se toda com igual devaneio é a outra banda dos Rosado, representada pela ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

O que ambas precisam cogitar, é uma  terceira hipótese: o rosalbismo não optar por acordo com nenhuma delas e buscar uma terceira via.

O prefeito Francisco José Júnior (PSD) que o diga.

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Categoria(s): Política
domingo - 21/10/2012 - 19:43h
Mossoró

Eleições municipais sepultam sinal de “terceira via”

As eleições municipais de Mossoró, deste ano, sepultaram o mínimo sinal de surgimento de uma “terceira via” política em Mossoró. Não ficou sequer um rastro dessa hipótese. Foi pífia a votação dos três candidatos a prefeito por partidos de pequeno porte.

Voltou, com força total, a bipolarização fechada entre dois grupos do clã Rosado.

Em 2008, eleições municipais anteriores, o então vereador Renato Fernandes (PR) ainda apareceu como uma tênue alternativa, mesmo com uma campanha “soft” (leve). Obteve 11.306 votos (9,17%). Com a soma dos 464 votos (0,38%) de Heronildes Bezerra, “Heró”  (PRTB), a oposição não-Rosado alcançou 9,55 pontos percentuais de votos válidos.

Nas eleições deste ano, os três candidatos não-Rosado tiveram desempenho sofrível. Josué Moreira (PSDC) – 1.932 (1,43%); Raimundo Nonato Sobrinho (Psol), “Cinquentinha” – 948 (0,70%) e Edinaldo Calixto (PRTB) – 0 (votos sob questionamento judicial).

Cláudia Regina (DEM) – 68.604 (50,90%) e Larissa Rosado (PSB) – 63.309 (46,97%), que bipolarizaram a disputa, somaram 97,87 pontos percentuais dos votos válidos.

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Categoria(s): Eleições 2012
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