sexta-feira - 25/11/2022 - 06:50h
Turismo

Estrada da serra de João do Vale tem obra em andamento

Por Tárcio Araújo

Os serviços da obra da estrada da serra de João do Vale em Jucurutu-RN (286km de Natal e 132 de Mossoró) foram iniciados em setembro último pela construtora CLPT e seguem obedecendo o cronograma com trechos já bem avançados. Inicialmente um trecho de 5 km receberá pavimentação completa, de um total de 19km que devem ser concluídos em etapas subsequentes.

A fase 1ª da obra tem previsão de conclusão em agosto de 2023, com valor orçado em R$ 7.719.933,45 mil.

Obras seguem sequência normal e terão mais máquinas à disposição (Foto: Tárcio Araújo)

Obras seguem sequência normal e terão mais máquinas à disposição (Foto: Tárcio Araújo)

A construção da estrada da serra de João do Vale é de responsabilidade do Governo Federal, sob a gestão da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco e Parnaíba (CODEVASF).  O empreendimento sai a partir de diligências do então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL), eleito ao Senado este ano.

A construtora CLPT informou que nesta etapa são 15 máquinas e 30 homens trabalhando no canteiro de obras, e novos equipamentos devem chegar nas próximas semanas.  Os serviços abrangem implosão de rochas para abertura de novos acessos de subida, alargamento da via e terraplenagem.

Turismo

A pavimentação asfáltica da estrada da serra de João do Vale é um sonho antigo da comunidade. A aposta de moradores e investidores locais é de que o novo acesso melhore a qualidade de vida das pessoas e impulsione o turismo serrano como nova atividade econômica da região, uma vez que o platô serrano tem altitude de 750m com clima agradável e paisagens de mirantes naturais propícios à visitação e descanso.

Turismo de aventura, clima, ecoturismo e história (veja AQUI) formam um cabedal de atrações para fomento econômico da área, num impulso semelhante ao que ocorreu com outros endereços serranos do RN, como Serra de São Bento, Martins e a crescente Portalegre.

Leia também: Primeiro trecho de obra em estrada está em andamento.

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terça-feira - 21/06/2022 - 21:30h
Reportagem

Acesso à Serra de João do Vale está precário; obras não andam

Apesar de promessas públicas da Prefeitura Municipal de Jucurutu e até de assinatura de ordem serviço para obra do Governo Federal, a pavimentação de cerca de 19km entre a sede desse município e o topo da Serra de João do Vale, não passa de sonho. Ou pesadelo.

O tráfego segue sendo um martírio para quem precisa e uma aventura para quem pensa em transformar o lugar em novo destino turístico. Apenas 8 km estão asfaltados na parte baixa do percurso.

A prefeitura alega que não pode colocar calçamento antes da obra federal, que seria através da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).

Em reportagem do jornalista Tárcio Araújo para a TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), esse cenário fica muito claro em imagens e depoimentos diversos.

Leia também: Pavimentação abre caminho para a Serra de João do Vale;

Leia também: Bolsonaro assina ordem de serviço para estrada.

A Serra de João do Vale está situada entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte, além de Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica distante 286km de Natal e 132km de Mossoró, com altitude de 747 metros.

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quarta-feira - 09/02/2022 - 15:30h
Serra de João do Vale

Bolsonaro assina ordem para obra esperada há décadas

Durante a agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio Grande do Norte, nessa quarta-feira (9), ele formalizou uma importante obra para o turismo-economia regional. Na verdade, uma obra esperada há décadas.

Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)

Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)

Foi assinada ordem de serviço para a segunda etapa da obra de pavimentação em Jucurutu que interliga a sede do município ao distrito de Serra de João do Vale.

Com investimentos de R$ 6,9 milhões, serão executados serviços de terraplanagem, drenagem e obras de sinalização, pavimentação e interseção do centro da cidade com a BR-226.

O Canal BCS – Blog Carlos Santos – já fez diversas matérias sobre o assunto, assinalando que a Serra de João do Vale, com essa estrada, passa a ser uma das grandes apostas do turismo de aventura, turismo serrano e ecoturismo no Rio Grande do Norte (veja AQUI).

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domingo - 05/07/2020 - 06:28h
Especial

Serra de João do Vale, um destino a ser descoberto no RN

Série do jornalista Tárcio Araújo revela lugar que espera mão benéfica, do homem, para ser mais feliz

Por Tárcio Araújo (Para o Blog Carlos Santos)

Imagine um lugar onde os seus moradores ainda conservam costumes sociais como sentar todas as tardes e noites no alpendre para prosear; contar histórias, onde a carne de sol é batida no pilão e o almoço preparado na panela de barro em fogo à lenha.

Ecoturismo, contato direto com vegetação preservada e imagens idílicas, revelam potencial da serra (Foto: Francinildo Silva)

Um lugar de religiosidade forte, onde se reza as novenas, tradição que lembra os tempos dos nossos avós e antepassados até mais longínquos.  Um lugar onde a natureza ainda dar o tom de verde com árvores nativas que já não vimos mais no sertão catingueiro; onde o canto dos pássaros é a sinfonia que ecoa pelo a brisa úmida das manhãs, com temperaturas que chegam até 14° em alguns meses do ano.

Um lugar onde as pessoas vivem muito tempo; alguns com mais de cem anos. O segredo de tanta longevidade talvez seja o leite e o queijo feitos lá mesmo. Talvez seja a fava sem amargo que brota dos terrenos arenosos, ou quem sabe o clima temperado que predomina durante o ano. E talvez seja o conjunto de todas estas coisas juntas, onde o tempo parece passar em marcha lenta.

Esse é o cenário da Serra de João do Vale, a cerca de 730m de altitude, estendida por 277km² entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte e Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica a 130 quilômetros de Mossoró e 275 de Natal.

Até hoje sem pavimentação ou asfalto que leve os visitantes até o seu platô, o acesso é feito por estrada carroçável, tanto por Jucurutu quanto por Triunfo potiguar. Em tempos de chuva, esse acesso fica ainda mais difícil, recomendado apenas para veículos 4×4.

A REGIÃO tem sido explorada pelos amantes de todo terreno, o off-road (veja AQUI, AQUI e AQUI). Muitos se aventuram em eventos já reconhecidos e existem aqueles que fazem sua própria rota ou enveredam pela “Trilha do Pacifico”, considerada a mais íngreme e acidenta do Rio Grande do Norte.

Jipieiro desafia a Trilha do Pacífico na Serra de João do Vale (Foto: arquivo/2019)

É somente o barulho dos motores em dias de aventura, que quebra o silencio da localidade.  A dificuldade de acesso talvez tenha sido o fator primordial para a preservação dos costumes e da natureza em seu entorno. Um ponto positivo!

Seus primeiros moradores foram os índios Pegas que a denominavam de “Pepetama”. Os Tapuias (Janduís) a conheciam por “Pookiciabo” (informações do livro “Os índios Tapuias do RN”, de Valdeci dos Santos Júnior)..

Depois os holandeses penetraram seus sertões quando da ocupação batava no território potiguar entre 1630 a 1654. Até hoje há vestígios da passagem holandesa.

A partir do domínio português, após a “Guerra dos Bárbaros”, em 1713 a serra ganhou a alcunha de Cepilhada e em 1761 é adquirida em leilão pelo Capitão-Mor João do Vale Bezerra. Seu dono virou topônimo preservado até hoje.

Mortes e abandono

De lá pra cá, a serra teve uma ocupação lenta e foi sempre ignorada pelas autoridades públicas. No final do século XIX, por muito pouco um movimento messiânico liderado pelo religioso Joaquim Ramalho não ganhou contornos de uma versão potiguar do que foi Canudos na Bahia. Esse fato foi registrado pelo escritor Câmara Cascudo.

No século XX, o algodão foi a primeira grande cultura agrária do povoamento. Depois vieram o caju e a fava como fontes de produção e sustento de sua população nativa.

Antonio Francisco da Silva ( sêo Virô) 92, um dos moradores mais antigos. aprendeu a ler e escrever com o Mobral. Sua vó participou do movimento messianico do beato joaquim Ramalho em 1899. (Foto: Francinildo Silva)

Isolados durante séculos, sem acesso e sem estradas, os moradores padeceram de assistência. O lugar é marcado por um passado de mortandade de crianças e de mulheres grávidas que sem atendimento agonizavam até a morte, no parto.  Lembranças tristes que permeiam até hoje a memória da comunidade; histórias passadas pela cultura oral de pai para filho, de pai para filho…

No final da década de 70 do século XX, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi o divisor de águas à sua gente. Visto como um programa educacional federal fracassado, no propósito de tirar milhões de adultos do analfabetismo, ao ser extinto em 1985 deixou alguns legados na serra. Muitos aprenderam além do beabá, moradias ganharam melhorias estruturais e sanitárias.

Foi também por meio dessa iniciativa, que foi construída a primeira estrada da comunidade, por volta de 1980. Ligava-a ao que é hoje o município de Triunfo Potiguar.

Atualmente, quase 2.000 mil pessoas moram no alto da serra, distribuídas por 05 comunidades chamadas de “Chãs”. As condições de hoje são melhores do que no passado, com energia elétrica, unidades de saúde e escola para as crianças. No entanto o abastecimento d’água ainda é precário.

Pavimentação

Um outro gargalo é a falta de pavimentação dos 19 km até Jucurutu. É um um pleito da comunidade que já perdura há mais de quatro décadas. Seu custo é estimado em cerca de R$ 25 milhões. Noutra frente, há um acesso por Triunfo Potiguar com cerca de 17 quilômetros, com cerca de um terço tendo pavimentação deteriorada a paralelepípedo.

O futuro que se avizinha é de expectativa para o desenvolvimento do turismo serrano com seu vasto potencial climático e paisagístico.  Mas para isso, a construção da estrada é o primeiro grande desafio a ser superado.

Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)

Em outra frente, há estudos e experimentos para instalação de unidades de energia eólica na área, aproveitamento do ecoturismo e do turismo de aventura. Belezas exuberantes não faltam.

Nesta série de 05 reportagens (Especial Serra de João do Vale), vamos trazer as histórias de um lugar rico em cultura e tradições, de personagens reais e de belezas naturais pouco conhecidas. Um cantinho do estado do RN que até parece não existir. Enfim, não existe mesmo no mapa das autoridades e para a enorme maioria dos norte-riograndenses, sequer para aposta num turismo doméstico.

Mas não se engane: a Serra de João do Vale vai ser um destino no roteiro de muita gente que ama a natureza. Quando? Esperamos que não dure mais umas quatro décadas. Todos temos pressa em usufruir, de forma sustentável, desse paraíso em pleno sertão nordestino (veja vídeo abaixo com o amanhecer na serra).

Seja bem-vindo ao Especial Serra de João do Vale. Aguarde as próximas reportagens.

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sexta-feira - 09/08/2019 - 05:06h
Oeste do RN

Seminário discute potencial turístico em município

Acontece a partir das 9h desta sexta-feira (9), o Seminário de Turismo de Felipe Guerra, na Câmara de Vereadores desse município oestano.

Haverá discussão sobre o seu potencial turístico, com a presença de Ana Maria Costa, secretária de Turismo do RN, além da subsecretária Solange Portela, bem como autoridades locais – exemplo do prefeito Haroldo Ferreira.

Caverna do Crote, fotografada por Canindé Soares, é um dos espaços à espera de exploração sustentável em Felipe Guerra

Temas como “A importância do turismo ecológico”, “A inserção do Geoturismo no planejamento do projeto Rota das Cavernas”, “A estrada Pedra de Abelha e sua importância para o turismo na Chapada do Apodi” e “Potencial turístico de Felipe Guerra – cavernas, cachoeiras, olho d’água do Brejo, Castelo de Sinhá Zola e Cidade Baixa” estão na pauta do evento.

Nota do Blog – O turismo ecológico e o turismo de aventura são os grandes potenciais do município, que pode pensar em afinação com governo estadual para criação de um parque municipal voltado à exploração de suas dezenas de cavernas (espeleoturismo), por exemplo. O turismo tem a ver com gastronomia, estradas, condições mínimas para atração de turistas. Felipe Guerra fica a 77,3 quilômetros de Mossoró, em trajeto pela BR-405 em boas condições de pista.

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Categoria(s): Economia / Gerais
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