sexta-feira - 08/08/2025 - 17:50h
Igor Cabral

Agressor de mulher é denunciado por feminicídio pelo MPRN

Igor Cabral promoveu violência que ganhou repercussão nacional (Fotomontagem da Polícia Civil)

Igor Cabral promoveu violência que ganhou repercussão nacional (Fotomontagem da Polícia Civil)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou o estudante universitário e ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos.

A denúncia foi acatada pela Justiça potiguar nessa quinta-feira (7) .

Igor foi denunciado por tentativa de feminicídio após viralizar o vídeo em que ele espanca a namorada com 61 murros dentro de elevador de um condomínio situado em Ponta Negra, Natal.

O caso tomou repercussão nacional.

O homem permanecerá preso preventivamente, e o processo segue em segredo de Justiça.

A vítima

A vítima, Juliana Garcia, de 35 anos, realizou cirurgia de reconstrução facial no dia 1º de agosto deste ano.

Ele deve retornar ao hospital, para um avaliação pós-cirúrgica ainda neste mês.

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Categoria(s): Gerais / Segurança Pública/Polícia
segunda-feira - 26/07/2021 - 11:34h
Reação

Senadoras repudiam aval de Styvenson à violência contra mulher

A bancada feminina do Senado emitiu Nota de Repúdio ao senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), que em vídeo em suas próprias contas privadas em redes sociais, promoveu endosso à violência contra uma mulher, ocorrido no município de Santo Antônio-RN, há poucos dias.

Ela levou tapas no rosto de um policial e foi destratada verbalmente, quando uma guarnição da Polícia Militar atendia a uma ocorrência na periferia da cidade.

Bancada emitiu uma nota dura contra o colega de plenário (Foto: divulgação)

Bancada emitiu uma nota dura contra o colega de plenário (Foto: divulgação)

Para o senador, a vítima talvez tivesse feito por onde “merecer” os “tapa” (sic):

– Pelo vídeo aí, eu tô vendo que ele está dando dois tapa na mulher… uns tapa aí bom, na mulher. Agora, eu sei lá o que essa mulher fez para merecer os tapa, porra. Será se ela estava calada, rezando… o Pai Nosso para levar dois tapa? Eu num sei, porra… eu num sei!” – disse (veja AQUI).

Nota de Repúdio

NADA justifica o injustificável!

O sentimento de indignação toma conta da Bancada Feminina do Senado Federal neste momento, em que fatos e relatos da prática de violência contra a mulher são retratados nos noticiários nacionais e nos chocam profundamente. Sentimento esse que ganha uma dimensão ainda maior quando a violência é justificada por agentes do Estado ou pessoas públicas que deveriam justamente nos defender e repudiar esse tipo de conduta.

As palavras têm um peso ainda maior por envolver a manifestação de um colega nosso do Senado Federal, o Senador Styvenson Valentim. Nada pode justificar a validação de atos e condutas inadmissíveis que revelam a violência estrutural, cultural e histórica da nossa sociedade.

Todos nós, juntos, precisamos entoar nossa voz e reforçar nossa luta em defesa de todas as mulheres brasileiras e contra qualquer tipo de violência, seja contra quem for.

Por isso, repudiamos qualquer palavra ou ato que venha retroceder na luta que enfrentamos há tanto tempo, dentro e fora do Parlamento.

Nosso maior esforço, enquanto Bancada Feminina do Senado Federal, é pela construção de uma sociedade unida e livre de violência.

Lutemos juntos…

Bancada Feminina do Senado Federal

25 de julho de 2021.

Nota do Blog – No domingo (26), em novo vídeo, Styvenson debochou da repercussão do vídeo e afirmou que era vítima de distorção do contexto de sua fala. Culpou a imprensa por tudo.

O ego de Styvenson é doentio, o que já destruiu muitos projetos e carreiras políticas promissoras. Até hoje, ele não entendeu o papel de um senador e nada que faz foge à teoria do “styvensoncentrismo”: o mundo gira em torno de si.

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sábado - 24/07/2021 - 13:37h
Violência avalizada

Styvenson não sabe o que mulher fez para “merecer” dois “‘tapa'”

Por Cledivânia Pereira (Do Saiba Mais)

Em vídeo que está sendo compartilhado em grupos de WhatsApp, o senador e capitão da PM, Styvenson Valentim (Podemos-RN), diz textualmente que a mulher agredida por um policial militar no Rio Grande do Norte neste mês de julho pode ter merecido a agressão.

Os policiais que participaram da operação já foram afastados por determinação da governadora Fátima Bezerra (PT) e a PM abriu inquérito administrativo para apurar a conduta dos agentes.

A frase completa do capitão está transcrita a seguir, com todos os erros (linguísticos, morais, éticos e humanos):

“Me pegaram em uma entrevista e disseram: capitão o caba deu na mulher com uma criança… e não sei nem o que, não sei nem o que…. e eu disse: amigo, eu num tava na ocorrência. Eu num tava. Eu não sei como foi. Como eu vou dar uma explicação de uma coisa que eu… Pelo vídeo aí, eu tô vendo que ele está dando dois tapa na mulher… uns tapa aí bom, na mulher. Agora, eu sei lá o que essa mulher fez para merecer os tapa, porra. Será se ela estava calada, rezando… o Pai Nosso para levar dois tapa? Eu num sei, porra… eu num sei!”

O vídeo não está mais disponível no perfil do Instagram do político e nem é possível saber a data em que foi publicado. No trecho, é possível ver que foi extraído de uma live gerada no perfil pessoal do capitão da PM.

Agressão policial

A agressão à mulher que rendeu o comentário do senador ocorreu há pouco mais de uma semana no município de Santo Antônio, interior do Rio Grande do Norte. Uma mulher com uma criança de colo que tinha chamado a Polícia Militar por causa das agressões que estava sofrendo em casa, pelo companheiro, acabou apanhando de um policial militar durante o atendimento da ocorrência.

Pelo vídeo gravado por um vizinho, depois que a PM chega à residência da mulher, ela tenta intervir para que o companheiro não seja agredido pelos policiais, um dos PM’s se irrita e, já do lado de fora da casa, bate na cara da mulher, enquanto essa segurava uma criança de colo.

Um outro policial, que também fazia parte da equipe da PM no atendimento à ocorrência, segura a criança para evitar que ela também seja agredida e retira o bebê dos braços da mãe enquanto o colega continua a bater na mulher, que vai ao chão.

O vídeo circulou o Brasil através de redes sociais e foi gravado uma dia após a celebração de 15 de julho, Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. Na cena, o policial ainda chama a mulher de “cachorra”.

Providências

A governadora Fátima Bezerra (PT) se pronunciou sobre o assunto no Twitter, afirmando que “medidas já foram adotadas” e os policiais envolvidos no caso foram afastados e terão as condutas apuradas, com direito de defesa. Ela classificou a ocorrência como “uma cena abominável, que agride não só a nós, mulheres, mas a uma sociedade atenta a um contexto que, infelizmente, continua a nos horrorizar e a nos indignar”.

Bezerra diz ainda que o fato é inaceitável em um governo que prioriza políticas públicas de combate à violência contra a mulher, e cita o núcleo de investigação policial de combate ao feminicídio, a patrulha Maria da Penha, delegacia virtual de atendimento às mulheres e casa de acolhimento à mulher vítima de violência como ações da gestão.

“Não mediremos esforços e seguiremos firmes para tornar o Rio Grande do Norte um Estado livre do feminicídio, onde as mulheres possam viver com dignidade e sem violência”, prometeu a governadora que conta ter ligado para o secretário de Segurança Pública do Estado, Coronel Araújo, o comandante da Polícia Militar, Coronel Alarico e para a delegada-geral, Ana Cláudia Saraiva assim que tomou conhecimento sobre o episódio.

Nota do Blog – Como chegamos até aqui? Ó tempos! Ó costumes!

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